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Santos Berardo, Ótão, Pedro, Acúrsio e Adiuto, Proto-mártires Franciscanos (†1220)

30 Janeiro 2018 Escrito por  Aleteia

Seis anos após sua conversão e tendo fundado a Ordem dos Frades Menores, São Francisco sentiu fortemente o desejo do martírio e decidiu ir para o Oriente, afim de pregar a fé para os muçulmanos. Mas o navio em que viajava o santo foi desviado pelo vento e, ao final, Francisco teve que retornar para Assis.

Seu desejo, porém, era forte: tentou nova viagem, agora com destino ao Marrocos. Mas a Providência dispôs de outro modo: chegando na Espanha, Francisco teve que retornar à Porciúncula por causa de uma doença. Apesar de seu insucesso, Francisco manteve a chama da missão acesa enviando missionários por toda Europa.

Em 1219, concedeu licença ao presbítero Ótão, ao subdiácono Berardo e aos irmãos conversos Vital, Pedro, Acúrsio e Adiuto e irem até o Marrocos para pregar aos sarracenos.

Os seis missionários atingiram a pé a Espanha e chegando no reino de Aragão, Vital, o chefe da missão, ficou doente. Isso, no entanto, não impediu aos demais de perseguirem na missão. Se dirigiram a Portugal e depois foram até Sevilha que, naquela época era a capital mourisca. Sem muita prudência, foram até a mesquita principal e aí começaram a pregar o Evangelho. Naturalmente foram tomados por loucos e foram castigados. Mesmo assim, pediram audiência ao rei, que os recebeu de má vontade; ao ouvir deles que Maomé era um falso profeta, foi tomado por fúria e os mandou encarcerar na prisão.

Após várias vicissitudes, por fim o próprio rei acabou por decapitar os cinco Frades no dia 16 de janeiro do ano 1220. Os corpos e as cabeças dos mártires foram jogados para fora do palácio e o povo fez um macabro desfile pela cidade. Por fim, os cristãos conseguiram resgatar os corpos, enviando-os para Portugal, onde ficaram na igreja de Santa Cruz de Coimbra, onde até hoje são objeto de veneração. Essa experiência tão marcante impressionou tanto um jovem religioso português chamado Antonio, que mais tarde ele abraçaria a vida dos Frades Menores e se tornaria o famoso santo Antônio de Lisboa. Os Frades martirizados foram canonizados em 1481 pelo papa Sisto IV.

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