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Não é hora de lamentar. O lamento embaça a vista e obscurece o caminho. Ventos bravios varrem os céus do Brasil, é verdade, mas sua força pode ser canalizada como energia construtiva. Nuvens sombrias se adensam para a tormenta, mas a luz e o calor do sol, após a tempestade, faz crescer brotos de esperança. Depois do inverno, a primavera renova e reaviva a paisagem e o horizonte. Em vez disso, é tempo de extrair pérolas do tesouro do passado (remoto e recente), firmar os pés no chão embrutecido do presente e fixar os olhos nas veredas abertas ao futuro.…
A Igreja evangeliza e se evangeliza com a beleza da liturgia (III) No nosso itinerário já vimos que “a beleza da liturgia é a beleza da pessoa de Cristo e do seu dom pascal oferecido na comunidade celebrante”. Quando não conseguimos mais ver a beleza da pessoa de Jesus na comunidade celebrante e nos sinais simbólicos da sua presença (cf. SC, n.7), evidenciamos algumas coisas na ação litúrgica que favorece a falta de beleza, ou seja, queremos enganar os nossos olhos. Falta bom gosto no espaço litúrgico (excesso de toalhas e rendas, exagero de castiçais e velas, altares carregados, multiplicação…
Certa vez, São Francisco foi visitar a cidade de Gubbio, na Itália. Assim que chegou, Francisco soube que os moradores enfrentavam problemas com um lobo selvagem que estava a atacar diversos animais das criações locais e também até as próprias pessoas. Apavorados, ninguém se atrevia a passar os muros da cidade. O Pai Seráfico, que amava a criação e via o seu Criador em todas as criaturas, tinha por costume, conversar com os animais. Para ajudar os moradores de Gubbio, ele decidiu então falar com o lobo violento. Todos ficaram esperançosos, pois sabiam dos inúmeros feitos do Pobrezinho. Francisco saiu…
A vida se desenvolve na dinâmica da acolhida e da despedida. Quando nasce uma criança ela é acolhida por aqueles que a esperam. Ela entra no convívio da família e recebe o amor das pessoas. Essa acolhida vai se estendendo na Igreja através do Batismo, na vizinhança por meio das relações sociais, na escola, na sociedade em seus mais variados níveis. Enquanto vai se dando essa acolhida também acontecem despedidas. Filhos deixam os pais para estudar, trabalhar, ou viver uma vocação específica no matrimônio, na vida consagrada, ou no sacerdócio. Acolhida e despedida é uma dinâmica constante para quem vive.…
A Igreja evangeliza e se evangeliza com a beleza da liturgia (II) Tendo procurado responder a pergunta, no artigo anterior, “que coisa é a beleza?”, podemos agora passar a ver em que consiste a beleza da liturgia. Sendo que a Liturgia é opus Dei, ação de Deus, nessa, a beleza-bondade é certamente presente, uma beleza-bondade que se manifesta com os olhos da fé. A liturgia é aquilo que Deus faz ao homem e não o que o homem faz para Deus (cf. Bento XVI). Então, a liturgia é beleza porque o agente primeiro é Deus. Com isso, a liturgia é…

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