Artigos

Certa vez, São Francisco foi visitar a cidade de Gubbio, na Itália. Assim que chegou, Francisco soube que os moradores enfrentavam problemas com um lobo selvagem que estava a atacar diversos animais das criações locais e também até as próprias pessoas. Apavorados, ninguém se atrevia a passar os muros da cidade. O Pai Seráfico, que amava a criação e via o seu Criador em todas as criaturas, tinha por costume, conversar com os animais. Para ajudar os moradores de Gubbio, ele decidiu então falar com o lobo violento. Todos ficaram esperançosos, pois sabiam dos inúmeros feitos do Pobrezinho. Francisco saiu…
A vida se desenvolve na dinâmica da acolhida e da despedida. Quando nasce uma criança ela é acolhida por aqueles que a esperam. Ela entra no convívio da família e recebe o amor das pessoas. Essa acolhida vai se estendendo na Igreja através do Batismo, na vizinhança por meio das relações sociais, na escola, na sociedade em seus mais variados níveis. Enquanto vai se dando essa acolhida também acontecem despedidas. Filhos deixam os pais para estudar, trabalhar, ou viver uma vocação específica no matrimônio, na vida consagrada, ou no sacerdócio. Acolhida e despedida é uma dinâmica constante para quem vive.…
A Igreja evangeliza e se evangeliza com a beleza da liturgia (II) Tendo procurado responder a pergunta, no artigo anterior, “que coisa é a beleza?”, podemos agora passar a ver em que consiste a beleza da liturgia. Sendo que a Liturgia é opus Dei, ação de Deus, nessa, a beleza-bondade é certamente presente, uma beleza-bondade que se manifesta com os olhos da fé. A liturgia é aquilo que Deus faz ao homem e não o que o homem faz para Deus (cf. Bento XVI). Então, a liturgia é beleza porque o agente primeiro é Deus. Com isso, a liturgia é…
No Cântico das Criaturas existe o famoso verso de Francisco de Assis, “Louvado sejas, meu Senhor, pela Irmã nossa, a morte corporal, da qual nenhum homem vivente pode escapar”; ou como relata Tomás de Celano, “Convidava também todas as criaturas ao louvor de Deus e, por meio das palavras que outrora compusera, ele próprio exortava ao amor de Deus. Exortava ao louvor até a própria morte, terrível e odiosa para todos, indo alegre ao encontro dela, convidava-a a sua hospitalidade; disse, “Bem-vinda, minha irmã morte!” (2Cel 217,7). Francisco preparou ritualmente sua morte, fez da sua morte uma celebração, um rito…
31 Outubro 2018

A Irmã Morte

Escrito por
O mistério da vida e da morte é um mistério de pobreza. A vida é de graça. Nada fiz para viver. Os que me deram a vida, com toda sua consciência e bondade, nada sabiam da vida. Não puderam controlar o que deram. Não puderam segurar a vida terrena deles mesmos. Nada entendemos da morte, com todo o nosso progresso. Quanto mais o homem progride mais sabe que a morte, assim como a vida, é um mistério. Só podemos agradecer. Agradecer pela vida de cada momento, pelo dom de cada momento, e pelos dons da vida dos outros, dos outros…
© 2018 Ordem dos Frades Menores. Todos os direitos reservados

 
Fale conosco
curia@franciscano.org.br