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17 Mai 2018

18 maio: Santos e Santas Franciscanas do Dia – São Félix de Cantalício

Escrito por  OFMConv-Notícias

São Félix foi uma das mais populares e mais características figuras da Roma do século XVI. Ele nasceu na aldeia de Cantalício, pequena povoado no sopé dos Apeninos, em 1515. Aos 12 anos, por ser de uma pobre família que mal tinha condições de se sustentar, Félix foi mandado para trabalhar em Cità Ducale, na fazenda de um homem temente a Deus. A infância e juventude de Félix podem ser resumidas nestas palavras: poucas letras, muito trabalho e muita oração. Pastoreando o gado do patrão, Félix gravava uma cruz no tronco de alguma árvore e, de joelhos, rezava muitos terços. Aos poucos, guiado pelo Espírito Santo, começou a fazer meditação durante o trabalho, chegando à contemplação de Deus em suas obras. Dizia: "Todas as criaturas podem levar-nos a Deus, contanto que saibamos olhá-las com olhos simples".

Seus companheiros de infância, e depois de juventude, tanto o respeitavam que só se referiam a ele como São Félix. Ele participava diariamente da Missa e dedicava seu tempo livre à oração e às boas obras. Nessa vida simples e inocente, viveu 28 anos. Um acidente, que pôs em risco sua vida, levou-o a decidir fazer-se religioso. Estava ele arando o campo com uma junta de bois, quando estes, assustando-se por algum motivo, voltaram-se contra ele, que caiu por terra, e passaram com o arado por cima dele. Quando se levantou sem nenhum arranhão, Félix viu naquilo um aviso de Deus e foi pedir admissão no mosteiro capuchinho da cidade.

Entrou como religioso na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e, a partir de 1547 dedicou-se a pedir esmola de porta em porta no Convento de São Nicolau, hoje chamado de Santa Cruz dos Luccesi. Passava pelas ruas de Roma, com o seu áspero e pobre hábito, pedindo esmola, não só para o Convento, mas também para os pobres e para os doentes. A todo aquele que lhe dava qualquer coisa dizia sempre: Deo gratias – Graças a Deus! Aos que não lhe davam nada, dizia também: Deo gratias. Por isso, bem depressa começou a ser conhecido pelo nome de Frei Deo gratias.

Félix tinha temperamento místico. Dormia apenas 3 horas por dia. O resto da noite consagrava-o, na igreja, à oração, na contemplação dos mistérios da vida de Jesus. Comungava todos os dias o Corpo do Senhor. Nos dias santos era seu costume fazer a peregrinação às Sete Igrejas de Roma ou, então, visitava os doentes nos diversos hospitais da cidade. Alimentou sempre terna devoção para com Nossa Senhora que lhe apareceu muitas vezes e lhe entregou o Menino Jesus que ele estreitava amorosamente nos braços. Morreu aos 72 anos, no dia 18 de maio de 1587, arrebatado numa visão de Nossa Senhora. A sua sepultura, na igreja da Imaculada Conceição dos Capuchinhos de Roma, converteu-se em lugar de peregrinação. Foi canonizado por Clemente XI, a 22 de maio de 1712.

 

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(Via: Catolicismo e Franciscanos)

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