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18 Mai 2018

Dom Armando Bucciol fala sobre a importância da Solenidade de Pentecostes "a Igreja que antes vivia fechada, abre-se"

Escrito por  OFMConv-Notícias
Dom Armando Bucciol fala sobre a importância da Solenidade de Pentecostes "a Igreja que antes vivia fechada, abre-se" Foto: CNBB

Neste domingo, 20, segundo o calendário litúrgico, encerra-se o Ciclo Pascal com a celebração de Pentecostes, quando o Espírito Santo de Deus desceu sobre os apóstolos, Maria e outros fiéis no Cenáculo de Jerusalém. Com grande intensidade, fora manifestada neste dia a importância e a força da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade: O Espírito Santo e, em sua solenidade, somos convidados e enviados para professar ao mundo a presença d’Ele. Para falar sobre este dia tão importante para nós, católicos, o bispo de Livramento de Nossa Senhora e presidente da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol, concedeu entrevista ao portal da CNBB. Confira:

  • Porque a Festa de Pentecostes é chamada de “Festa da Igreja”?

R: É uma maneira de afirmar que, com o Pentecostes, a Igreja que antes vivia fechada, abre-se. Pedro e o grupo dos Apóstolos se abre para a sociedade e para o mundo, sai da sala onde tinha recebido o Divino Espírito e vai na praça para anunciar o evento fundamental – a morte e a ressurreição de Cristo -, porém é uma maneira de afirmar que a Igreja nasce oficialmente à Pentecostes, mas os estudiosos de eclesiologia podem dar outras interpretações: a Igreja nasce do lado aberto de Cristo, que morre na cruz, sangue e água – os sacramentos principais do Batismo e da Eucaristia – e, portanto, que constituem a Igreja nascem do lado aberto de Cristo. Com a morte de Cristo eis que começa depois o dom do Espírito, mas João em seu Evangelho diz que o Espírito Santo é dado aos Apóstolos, é soprado no mesmo dia da Páscoa com Pentecostes, portanto, oficialmente é ali onde a Igreja começa sua caminhada.

  • Qual a importância da solenidade para os Movimentos Carismáticos na Igreja?

R: Antes de tudo preciso afirmar que a solenidade de Pentecostes não é propriedade de um movimento, de um grupo. O Espírito é dado a Igreja toda! Os movimentos carismáticos tiveram grande dom de afirmar e de chamar a atenção dessa presença do Espírito como o consolador, o Paráclito, o advogado que conduz a caminhada da Igreja que leva a Igreja toda a compreensão mais profunda do evangelho de Cristo, mas a Festa do Pentecostes não deve ser monopólio de nenhum grupo, é Festa da Igreja toda.

  • O Espírito Santo inspira transformação social?

R: É claro! Inspira fidelidade a Jesus Cristo e, portanto, Jesus Cristo é aquele que se doa totalmente para o bem da humanidade e de cada um de nós. Portanto, afirmar esta sensibilidade aos problemas dos outros, sobretudo dos mais pobres, dos mais sofredores – esse é o estilo de Cristo – e o Espírito sustenta os profetas, dá força aos mártires,  ilumina os evangelizadores – é aquele que nos conduz a plenitude da verdade, isto é, a plenitude da compreensão do mistério de Cristo e que nos ajuda para sermos discípulos fieis e missionários autênticos de Jesus Cristo.

 

(Via: CNBB)

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