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Sexta, 18 Setembro 2020 12:36

São Francisco de Assis

     A vida de um homem é marcada e reconhecida por um ideal que impacta, quando ele é capaz de viver um ideal e, por esse ideal, dar sentido a sociedade que vive. São Francisco Assis é esse homem de ideal nítido, que impactou sua sociedade e a nossa também. Ele conseguiu esse grande feito: realizar em vida um ideal pleno, que deu sentido a si e a vida de muitos irmãos.
     Normalmente, fazemos memória da juventude extravagante de São Francisco de Assis: bebedeiras, roupas esnobe, esbanjamentos, dinheiro, paixões etc. Havia, se tornando um jovem cheio de sonhos, inspirado pela carga cultural da família que o motivara a ser um nobre, um “ grande cavaleiro” que, mediante os espólio de guerra, poderia realizar seu desejo de nobreza. O sonho de status, de ascendência social era vigente é perceptível, mas a realidade da vida recaiu sobre o jovem Francisco. No entanto, contrário ao lado da glória, está a miséria humana desconhecida pelos nobres que almejam à soberba. Francisco de Assis após ver a carnificina da guerra entre Assis e Perugia, convalesce doente e tem esse encontro factível com a realidade. A miséria humana é parte de um propósito divino, vagarosamente, ele vai despertando dos seus sonhos mais íntimos para a necessária constatação da vida. Ele vai compreender o risco do mundo afortunado e inicia um processo de conversão diante das ilusões do prazer, do poder e do ter que o mundo propõe.
     A ação divina marca a vida do jovem Francisco que, diante da enfermidade, torna-se sóbrio aos desejos do mundo, mas aberto ao propósito divino. Portanto, nasce no contato com as coisas simples da natureza um IDEAL, o ideal de São de Francisco de Assis. O abandono da família e da antiga vida o faz um louco pelo amor de Deus, ele vive a condição de liberdade: é preciso ser livre, desapegado na criação, para proximidade com o Criador, que é Deus. São Francisco prioriza , a partir de então, a percepção interior, a voz divina em si. Não se endeusa tornando centro de si mesmo, mas aprendeu a ver em Deus o Sumo Bem, onde na criação resvala aspectos desse Bem. A experiência de São Francisco de Assis fez reconhecer o valor do irmão, o valor da Igreja, o valor da a criação divina.
     É esse Ideal vivido por São Francisco de Assis que sugere um diálogo constante em si mesmo, baseado a inspiração divina, compreendendo voz de Deus como presente, como dom particular, dando sentido as diversas relações: a si mesmo, a Igreja, o próximo e a natureza. Portanto, o ideal de São Francisco de Assis compreende uma comunicação constante com os dons de Deus de forma ampla . São Francisco de Assis renovou a vivência do catolicismo na época, viveu intensamente o amor à criação de Deus, à natureza, aos animais, e, sobretudo, ao ser humano. Vivendo em total doação, valorizando especialmente os mais pobres, chamando todas as criaturas de irmãos, considerava a menor delas. São Francisco de Assis partiu para a eternidade no início da noite de 3 de outubro de 1226, sendo celebrado a sua festa dia 04 de outubro.
     De fato, São Francisco de Assis conseguiu realizar o ideal que questionou sua sociedade, que apontou uma mudança de valores. Tal ideal criou um novo paradigma, ressaltando a grandeza da inspiração divina no interior do homem, respeitando sua liberdade de filho de Deus; esse ideal valorizou a revelação divina na importância da Igreja Católica, indicando a exuberância desta no mundo, na vida do homem com seus mandamentos e ensinamentos; esse ideal ressoa o respeito à vida e à dignidade do próximo e aponta os valores sociais na sociedade, respeitando as criaturas como obra prima de Deus. Esse é o grande ideal que não só mudou vida de São Francisco de Assis, mas impactou a humanidade no decorrer de séculos, que transformou muitas vida; é esse ideal que sugere uma nova sociedade, uma nova mentalidade, uma nova pessoa.

Fr. Gilberto de Jesus, OFMConv.
Ministro Provincial

Em 17 de setembro, a família franciscana em todo o mundo celebra a festa  da impressão das Chagas, também chamada de  Estigmas  de São Francisco de Assis. Em 1224, no Monte Alverne, Francisco recebe os  estigmas  da paixão do Senhor. Deus o apresenta ao mundo como exemplo de vida cristã, como convite a seguir o Evangelho. Francisco tinha Cristo no coração, nos membros e nos lábios, e Jesus imprimiu o último selo também em seus membros.

A impressão das chagas em seu corpo não foi, se não, a coroação de toda uma vida. Desde o início de sua conversão, ele se deslumbrava ao contemplar o Cristo de São Damião, tão humano, tão despojado, tão pobre e crucificado. Por isso, este Cristo ocupa o lugar central de toda sua vida, “Não quero gloriar-me a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Gal 6,14). Foi ante este Cristo, que compungido rezou “Iluminai as trevas de meu espírito, concedei-me uma fé íntegra, uma esperança firme e um amor perfeito” (OrCr). E continua “Nele está todo perdão, toda graça e toda glória, de todos os penitentes e justos” (RegNB 30).

 

As chagas

São Francisco, dois anos antes de receber a visita da Irmã Morte, iniciou, num lugar elevado e solitário chamado Monte Alverne, um jejum de 40 dias, em honra do arcanjo São Miguel, infundiu-se nele a suavidade de elevada contemplação, e, inflamado em desejo das coisas celestes, começou a perceber dons vindos do alto.

Certa manhã, nas proximidades da festa da Exaltação da santa Cruz, rezando na encosta do monte, viu uma espécie de serafim, tendo seis asas brilhantes e flamejantes, do alto dos céus. Com voo célere pelo ar, chegando perto do homem de Deus, apareceu não só alado, mas crucificado. Ao ver isto, admirou-se e, enquanto sentia enorme alegria diante de Cristo que lhe aparecia, atravessava-lhe a alma como uma espada de dor compassiva. A visão desapareceu e inflamou-o interiormente por seráfico ardor, marcou-lhe a carne externamente com uma efígie do Crucifixo, como se à força antecedente de liquefazer do fogo se seguisse a impressão de um sigilo.

Logo, nas mãos e nos pés começaram a aparecer-lhe os sinais dos cravos, as cabeças dos quais apareceram na parte inferior das mãos e na superior dos pés e suas pontas estavam em sentido contrário. Também o lado direito, como se fosse transpassado por uma lança, apresentava rubra cicatriz que frequentemente vertia o sangue sagrado.

 

O significado

Um erro comum é o de ver São Francisco como uma figura acabada, pronta, sem olhar para a caminhada que ele fez até chegar à semelhança perfeita (configuração) com o Cristo. O que ocorreu no Monte Alverne é o cume de toda uma vida, de uma busca incessante de Francisco em “seguir as pegadas de Jesus Cristo”. Francisco lançou-se numa aventura, sem tréguas, na qual deu tudo de si: a vontade, a inteligência e o amor. As chagas significam que Deus é Senhor de sua vida. Deus encontrou nele a plena abertura e a máxima liberdade para sua presença.

O segundo significado das chagas é o de que Deus não é alienação para o ser humano, ao contrário, é sua plena realização e salvação. Colocando-se como centro da própria vida é que o homem se aliena e se destrói; torna-se absurdo para si mesmo no fechamento do seu ‘ego’. O homem só encontra sua verdadeira identidade, sua própria consistência e o sentido de sua existência em Deus. E Francisco fez esta descoberta: Jesus Cristo foi crucificado em razão de seu amor pela humanidade – “amou-os até o fim” –, e ele percorre este mesmo caminho.

O terceiro significado: as chagas expressam que a vivência concreta do amor deixa marcas. A exemplo de Cristo, Francisco quis suportar/carregar e amar os irmãos para além do bem e do mal (amor incondicional). Essa atitude o levou a respeitar e acolher o ‘negativo’ dos outros mantendo a fraternidade apesar das divisões. Esse acolher e integrar o negativo da vida é a única forma de vencer o ‘diabólico’, rompendo com o farisaísmo e a autossuficiência, aniquilando o mal na própria carne. Só assim, o homem é, de fato, livre, porque não apenas suporta, mas ama e abraça o negativo que está em si e nos outros.

O quarto significado: seguir o Cristo implica em morrer um pouco a cada dia: “Quem quiser ser meu discípulo, tome a sua cruz a cada dia e me siga” (Lc 9,23). Não vivemos no mundo que queremos, mas naquele que nos é imposto. Não fazemos tudo o que desejamos, mas aquilo que é possível e permitido. Somos chamados a viver alegremente mesmo com aquilo que nos incomoda, vencendo-se a si mesmo e integrando o ‘negativo’, de modo que ele seja superado. Nós seremos nós mesmos na mesma medida em que formos capazes de assumir nossa cruz. As chagas de São Francisco são as chagas de Cristo, e elas nos desafiam: ninguém pode conservar-se neutro, sem resposta diante da vida.

 

Sexta, 11 Setembro 2020 13:28

XXIV CANTA JARDIM

XXIV CANTA JARDIM
 
Nesse sábado (12), às 17h, será realizado o XXIV Canta Jardim. Um dos maiores eventos católicos da região, que acontecerá de forma online esse ano. Uma grande experiência de fé e louvor a Cristo, dentro da sua casa. Marque na sua agenda: Dia 12 de setembro, às 17h. Não perca! Venha conosco conquistar o mundo para Cristo pela Imaculada!
Você pode conferir o convite do Frei Amilton para o evento no vídeo a seguir:

 "Cada um contribua segundo propôs no seu coração; (...) porque Deus ama o que dá com alegria."

(II Coríntios 9:7)

Neste ano, os Frades Menores Conventuais celebram 800 anos da vocação franciscana de Santo Antônio de Pádua. O Papa Francisco enviou uma carta ao Ministro Geral da Ordem religiosa padre Carlos Alberto Trovarelli
 

O Papa Francisco enviou uma carta ao Ministro Geral da Ordem religiosa dos Frades Menores Conventuais por ocasião dos 800 anos da vocação franciscana. Na carta, o Papa destaca que a esperança é que o aniversário "desperte, especialmente nos religiosos e devotos franciscanos de Santo Antônio espalhados pelo mundo, o desejo de experimentar a mesma santa inquietação que o levou pelas estradas do mundo a testemunhar, com palavras e obras, o amor de Deus".

Santo Antônio: exemplo para os jovens

Para o Papa Francisco, o exemplo da partilha de Antônio "com as dificuldades das famílias, os pobres e desfavorecidos, assim como sua paixão pela verdade e justiça, ainda hoje pode suscitar um generoso compromisso de doação, em sinal de fraternidade". O pensamento do Papa vai sobretudo para os jovens, para que "este antigo santo, mas tão moderno e engenhoso em suas intuições, possa ser (...) um modelo a ser seguido para que o caminho de todos seja frutuoso". Os Frades Menores Conventuais pensaram em várias iniciativas para celebrar os 800 anos da vocação franciscana de Santo Antônio. Com a sua carta, Francisco quis associar-se a todos os que participarão ou tomarão parte, desejando que "possam repetir com Santo Antônio: 'Eu vejo meu Senhor'" e acrescentando que "é necessário 'ver o Senhor' no rosto de cada irmão e irmã, oferecendo a todos consolação, esperança e a possibilidade de encontrar a Palavra de Deus sobre a qual ancorar a própria vida".

O Papa recorda que em 1220, em Coimbra, Portugal, "o jovem cônego regular agostiniano Fernando, natural de Lisboa, ao saber do martírio de cinco franciscanos, mortos por causa da fé cristã no Marrocos, no dia 16 de janeiro daquele ano, decidiu transformar a sua vida". O religioso deixou sua terra e embarcou numa viagem, "símbolo de seu próprio caminho espiritual de conversão", explica Francisco. "Primeiro foi para Marrocos, determinado a viver corajosamente o Evangelho nos passos dos mártires franciscanos ali martirizados, depois desembarcou na Sicília após um naufrágio nas costas da Itália, como acontece hoje com tantos dos nossos irmãos e irmãs", escreve o Pontífice. Depois, continua o Papa, da Sicília, o desígnio providencial de Deus levou Antônio ao encontro com Francisco de Assis e finalmente a Pádua, "cidade que estará sempre ligada de maneira especial ao seu nome e que guarda o seu corpo".

Trezena de Santo Antônio

Enquanto isso em Pádua de acordo com as medidas anti-Covid, estão sendo feitos preparativos para a celebração da memória litúrgica de Santo Antônio, no dia 13 de junho. No domingo passado, na Basílica que preserva os restos mortais do Santo, iniciou a oração da Trezena de Santo Antônio, os dias de oração que precedem a festa.

Neste ano a Trezena é dedicada aos profissionais de saúde, farmacêuticos, instituições, voluntários, empresários e forças de segurança e de informação que atuaram na linha de frente durante a emergência coronavírus. A Trezena se concluirá dia 12 de junho com o histórico “Trânsito ao Santuário de Arcella” procissão que há oito séculos recorda o lugar onde morreu o santo em 1231.

Também, para comemorar os 800 anos da conversão franciscana de Antônio, os Frades Menores Conventuais da Província italiana de Santo Antônio de Pádua lançaram no sábado passado o projeto "Antônio 20-22". É um período de três anos, 2020-2022, que quer celebrar, além da vocação franciscana de Antônio, seu naufrágio na Itália e seu primeiro encontro com São Francisco e novamente sua revelação ao mundo como um grande pregador e santo.

Santo Antônio vai ao encontro de São Francisco

No próximo ano os Frades Menores Conventuais esperam realizar a viagem de Antônio da Sicília a Pádua. Começará em janeiro de 2021 partindo de Capo Milazzo, na Sicília, onde segundo a tradição, Antônio desembarcou, depois atravessará as regiões da Calábria, Basilicata, Campânia, Lácio e Úmbria até Assis, onde o encontro está marcado para 30 de maio, 800 anos após o primeiro abraço entre São Francisco e Santo Antônio. A viagem continuará ao longo dos Apeninos toscano-emilianos, tocando Emilia Romagna e concluindo em novembro no Vêneto, em Pádua.

 

Fonte: Tiziana Campisi – Vatican News

Eleito nesta manhã, 10, o Frei Gilberto de Jesus (OFMConv.) fala sobre o sentimento de ter sido confiado por seus irmãos à missão de Ministro Provincial da nossa Província São Maximiliano Kolbe do Brasil. O Frei, que estava como pároco do Santuário São José, em Niquelândia (GO), também conta o que o povo de Deus e os outros frades podem aguardar nos próximos quatro anos.

 

 

Os frades Mayko Ataliba (OFMConv.) e Alex Rosa (OFMConv.), do Serviço de Animação Vocacional (SAV) de nossa província, participaram no último domingo, 21, da Jornada Vocacional. Realizada na Paróquia Nossa Senhora Aparecida do Cristo, em João Pessoa, o evento teve como tema “Sede Santos: uma conversa sobre a Santificação Cristã à luz de São Francisco”.

 

O encontro foi iniciado com a celebração da Santa Missa logo pela manhã. O dia foi marcado pelos aprendizados e reflexões acerca da temática central. Foram realizadas rodas de conversas, danças motivacionais, palestras e momentos de adoração. Entre os participantes, esteve a Pastoral Paroquial da Família, destacando os princípios e preceitos de uma família cristã.

 

 

O Frei Maykon apresentou uma conferência sobre as diferentes vocações e, em seguida, o Frei Alex falou sobre o chamado à Santidade feito todos os dias a cada um de nós. As Irmãs da Imaculada Conceição de Nossa Senhora de Lourdes explicaram aos presentes sobre o seu carisma e foram acompanhadas pelo testemunho da Ir. Fabiana. As Irmãs da Caridade do Sagrado Coração (Padre Mazza) também fizeram uma exposição sobre o seu carisma.

 

Confira mais fotos na galeria abaixo! 

Sexta, 18 Janeiro 2019 20:15

Fraternus Nuntius 2017

Faça abaixo o download dos documentos (na versão em inglês) das quatro edições do Fraternus Nuntius em 2017. 

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