Amazônia
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A Relevância do Sínodo especial para a Amazônia
No dia 15 de outubro de 2017, o Papa Francisco anunciou a realização de um Sínodo Especial dos Bispos da Pan-Amazônia, território que compõe a região além da bacia dos rios. Realizar-se-á em outubro de 2019 em Roma[2] cujo tema é: “Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. Esses novos caminhos serão elaborados para e com o povo de Deus que habita nessa região. Exigem que os povos indígenas e das comunidades amazônicas sejam “os principais interlocutores” (LS, 146) nos assuntos pastorais e socioambientais do território, “especialmente quando se avança com grandes projetos que afetam seus espaços” (LS, 146). Aqui, há uma referência explicita à teologia argentina do “povo”, que se diferencia das teologias da libertação. Não há espaço aqui para comparar a experiência social e pastoral da Argentina com outras da América Latina. Na teologia do povo, os protagonistas são os povos com suas culturas respectivas, privilegiando uma unidade histórico-cultural de nação. As reflexões do Sínodo especial, partindo de um território específico, pretendem superar o âmbito estritamente eclesial para não dizer eclesiástica, e também amazônico, por serem relevantes para a Igreja universal e para o futuro do planeta. “Considero (a Amazônia) relevante para o caminho atual e futuro, não só da Igreja no Brasil, mas também de toda a estrutura social”. [3] Se na Encíclica Laudato Sí’, o Papa Francisco considera que as mudanças climáticas, a pobreza e o aumento das desigualdades sociais são desafios para todo o planeta, “também para a Igreja universal é de vital importância escutar os povos indígenas e todas as comunidades que vivem na Amazônia, como primeiros interlocutores deste Sínodo. Por causa disso, precisamos de convivência mais próxima. Queremos saber como imaginam um 'futuro tranquilo' e o 'bem viver' para as futuras gerações”. [4] Está em vigor uma dialética do local e do global. No primeiro Encontro Mundial dos Movimentos Populares em Roma, o Papa Francisco disse: “sei que estais comprometidos todos os dias em coisas próximas, concretas, no vosso território, no vosso bairro, no vosso lugar de trabalho: convido-vos também a continuar a procurar esta perspectiva mais ampla; que os vossos sonhos voem alto e abracem o todo”. O Sínodo e a Encíclica se fecundam mutuamente. O documento preparatório O Documento segue a metodologia, hoje tradicional e assumida nas esferas eclesiais, do “ver, julgar e agir”. Perpassa no Documento o desejo de romper com as estruturas que maltratam e destroem a vida e com os projetos e mentalidades de neocolonização. Como Igreja, é preciso fortalecer o protagonismo dos próprios povos por meio de uma espiritualidade que valoriza a gratuidade da criação e compreende a vida social como diálogo e encontro. “A Amazônia é um espelho de toda a humanidade que, em defesa da vida, exige mudanças estruturais e pessoais de todos os seres humanos, dos Estados e da Igreja”. [9] VER: O crescimento sem discernimento das atividades agropecuárias, extrativistas e madeireiras danificou a diversidade biológica, poluiu as águas, empobreceu as populações originárias. Ainda existem resquícios da exploração colonial que enfraqueceu as estruturas sociais e culturais dessas populações. Hoje, vítimas de um novo colonialismo, sofrem processos semelhantes que ameaçam a sobrevivência dos territórios e de seus ocupantes com sua sabedoria no trato com o seu meio de vida. De fato, a Amazônia continua sendo uma terra disputada em várias frentes. Em sua história missionária, a Igreja demorou para reconhecer as culturas dessas populações vivendo em harmonia com o meio ambiente. JULGAR: “Um conteúdo inevitavelmente social” (EG, 177) inerente à missão evangelizadora, é particularmente relevante nos territórios amazônicos, visto a articulação entre vida humana, social e cultural e os ecossistemas. A ecologia integral não é mera articulação entre o social e o ambiental. É condição necessária mas insuficiente, se falta a promoção de uma harmonia que pede uma conversão pessoal, social e ecológica (cf. LS, 210). O Sínodo é e será uma grande oportunidade de escuta recíproca entre o Povo fiel e os senhores bispos atenciosos ao grito da Amazônia, atualização do grito do Povo de Deus no Egito (cf. Ex. 3,7). AGIR: Desenha-se uma agenda, um consenso em torno dos direitos fundamentais que inclui um desenvolvimento integral respeitando as identidades e o meio de vida dos povos. Uma prioridade para a Igreja é redefinir os conteúdos, métodos e atitudes para implementar uma pastoral inculturada e capacitada para enfrentar os desafios dos territórios. O Sínodo é um kairós para os Povos e as Igrejas da Pan-Amazônia, pois valoriza todos os processos sociais e eclesiais vividos que produzirão frutos no tempo pós-sinodal. Leia mais sobre o Sínodo da Amazônia clicando aqui. Via: Franciscanos. -
Até 23 de agosto, acontece o III Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal
Desde a segunda-feira, 20, até amanhã, 23, os responsáveis por 56 dioceses e prelazias locais participam do III Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal, na Casa de Encontro Maromba, em Manaus (AM). O encontro tem como objetivo a partilha de experiências, a criação de metas em conjunto a partir da Amazônia brasileira e o aprofundamento de questões relacionadas ao Sínodo de 2019, cujo foco está na região. A atividade é organizada pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e Comissão Especial para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O encontro contou com a participação, na mesa de abertura, no dia 20, do cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, presidente da Repam da Comissão Especial para a Amazônia. Também participaram dom Sérgio Castriani, arcebispo de Manaus e dom Mário Antônio da Silva, bispo de Roraima e presidente do Regional Norte 1 da CNBB. Sínodo para a Amazônia Convocado pelo Papa Francisco para ser realizado em outubro de 2019, o Sínodo para a Amazônia será o grande destaque do encontro. Ele será apresentado aos bispos pelos brasileiros membros do Conselho Pré-Sinodal, cardeal Cláudio Hummes, dom Neri Tondello, dom Roque Paloschi, dom Erwin Krautler e irmã Maria Irene Lopes. Também participam a equipe de especialistas que contribuíram na elaboração do Documento Preparatório: padres Justino Rezende e Paulo Suess, uma liderança do povo Tuyuka, a professora Márcia Oliveira e um representante do Peru, Peter Hughes. Fonte: CNBB. -
Entre os dias 14 e 19 de maio, Missionários e Missionárias que atuam na Amazônia, se reunirão em Brasília
Entre os dias 14 e 19 de maio, cerca de 40 missionários e missionárias que atuam na Amazônia estarão reunidos no Centro Cultural Missionário/CCM, em Brasília. Promovido pela Comissão Episcipal para a Amazônia/CEA da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil/CNBB, Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM-Brasil e CCM, eles irão avaliar, partilhar experiências, estudar e projetar a atuação de futuros missionários para a Amazônia. Desde de 2009 a CEA e o CCM atuam na formação de missionários para a realidade amazônica, mas só agora o reencontro, tão esperado, se torna realidade. De acordo com a Irmã Irene Lopes, assessora da CEA e secretária executiva da REPAM-Brasil, missionários que atuam em diferentes frentes, seja junto aos indígenas ou nas cidades, estarão juntos partilhando ações, sonhos e desafios. A programação do encontro prevê análise de conjuntura, com olhar especial para a Amazônia, avaliação das formações que tiveram antes de seguirem para as missões, estudo e contribuições com o Documento de Estudo 100 da CNBB “Missionários/as para a Amazônia, palestras e retiro. Para Ir. Irene, o reencontro é uma oportunidade de, com a ajuda dos missionários, enriquecer o projeto e traçar novas metas para se continuar a investir na formação de padres, religiosos e leigos para a Amazônia. (Via: CFFB) -
Foi divulgada hoje, 24, a Carta fruto do III Encontro da Igreja Católica na Amazônia
Foi realizado entre os dias 20 e 23 deste mês, o III Encontro da Igreja Católica na Amazônia (como havíamos noticiado aqui). O congresso aconteceu na Casa de Encontro Maromba, em Manaus (AM) e teve como objetivo a partilha de experiências, a criação de metas em conjunto a partir da Amazônia brasileira e o aprofundamento de questões relacionadas ao Sínodo de 2019, cujo foco está na região. O encontro contou com a participação de 56 dioceses e prelazias locais e foi organizado pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e Comissão Especial para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Foi divulgada hoje, a carta que reuniu os frutos destes quatro dias de trabalho e muita reflexão. Segue o documento: III Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal Manaus, 21 a 23 de agosto de 2018 Amazônia: Novos caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral “A glória de Deus é o ser humano vivo e a vida do ser humano é a visão de Deus; se já a manifestação de Deus pela criação dá vida a todos os seres que vivem sobre a terra quanto mais a revelação do Pai pelo Verbo dá a vida aos que veem Deus!” (Santo Irineu de Lião, Contra as heresias, IV, 20,7) A Igreja Católica presente na Amazônia, em nove países, está em processo de preparação do Sínodo Especial para a Amazônia, a ser realizado em outubro de 2019. Nestes dias, de 21 a 23 de agosto, realizou-se, em Manaus, o III Encontro desse processo de reflexão. Desta vez, estiveram reunidos bispos, religiosos e leigos de toda a Amazônia Legal. O papa Francisco nos pede que sejamos uma Igreja próxima, solidária, defensora da dignidade humana, profética, capaz de discernir o que nos pede o Espírito Santo, de denunciar as injustiças e alimentar a Esperança para os povos da Amazônia! A finalidade do Sínodo é encontrar novos caminhos para a evangelização do povo de Deus, sobretudo, dos povos indígenas que sofrem grandes ameaças. O desejo do papa Francisco é uma Igreja impulsionada pela missionariedade, aberta, em saída, em estado permanente de missão. O tema da ecologia está inserido no contexto da Igreja aberta e misericordiosa. A misericórdia nos leva à experiência do cuidado. A evangelização tem uma dimensão ecológica. Ao longo desses dias, rezando, estudando, ouvindo especialistas com suas análises, o que ampliou nossa visão do conhecimento de toda complexa realidade amazônica, expusemos também nossas preocupações com todas essas situações e experiências dolorosas da vida de nossos povos, como o que está acontecendo com os migrantes venezuelanos em Roraima, no município de Pacaraima, e o que estamos realizando em nossas Igrejas particulares por meio de nossas ações evangelizadoras e pastorais. Constatamos com alegria e esperança que a Igreja Católica na Amazônia está solidária com seus povos e dando passos decisivos para a concretização do Sínodo, por meio do levantamento e mapeamento de nossas realidades eclesiais e ambientais, da realização das Assembleias Territoriais, das Rodas de Conversas, das Assembleias Diocesanas e Regionais. Percebemos, porém, que ainda há muito para fazer. Os desafios são imensos. Todos os dias nos chegam notícias desalentadoras que afetam a vida e a existência de nossos povos, como a continuação dos grandes projetos: a construção das hidrelétricas, o avanço do agronegócio, a exploração das mineradoras e o incontrolável desmatamento. Enfim, ameaças constantes à grande floresta, às nossas águas e à sobrevivência dos habitantes da região, sobretudo os povos tradicionais e aqueles que sobrevivem da pesca, do extrativismo, da agricultura familiar, como por extensão, os habitantes das cidades que, nestes últimos anos, cresceram consideravelmente na região, com todas as sequelas de degradação da condição humana, espelhada de modo especial na violência que cresce cada dia, na proliferação do narcotráfico e do tráfico de pessoas, ceifando a vida de uma quantidade enorme de pessoas, especialmente dos jovens. Não obstante esses desafios, sonhamos com uma Igreja de rosto amazônico. Esta Igreja já existe nas comunidades que se formaram e se fortaleceram a partir do encontro dos Bispos da Amazônia, em 1972, na cidade de Santarém. As organizações indígenas com as quais a Igreja católica colaborou e colabora, o compromisso com a luta pela terra, por saúde e educação diferenciadas marcam a pastoral indigenista. O envolvimento em projetos de desenvolvimento sustentável, a partir da fé, e a luta por melhores condições de vida nas grandes periferias urbanas marcam a nossa Igreja. No nosso coração de pastores, estará o atendimento e o acompanhamento pastoral das comunidades que têm direito de serem alimentadas pelo pão da Eucaristia, da Palavra e pelos sacramentos. Crescemos muito nos ministérios leigos, nos quais destacamos a participação efetiva das mulheres, formamos catequistas, dirigentes de celebração, animadores de comunidades, ministros e ministras da Palavra, das exéquias e da sagrada comunhão; formamos e ordenamos um bom número de padres diocesanos e diáconos permanentes; nos últimos tempos, já temos um clero local que, se não é numeroso, tem identidade própria. Mas as necessidades ainda são grandes e as nossas características regionais exigem soluções diferenciadas. Seguimos os rumos traçados pelo processo sinodal na firme esperança de que o Espírito que conduz a Igreja nos animará e sustentará em nossa caminhada nesta Amazônia, pois sentimos a necessidade de estabelecer uma unidade em torno dos mais diversos desafios que a Amazônia apresenta, fortalecerá o imenso esforço, às vezes desconexo da evangelização, dos movimentos e das práticas pastorais para tornar eficaz essa rede de solidariedade e comunhão. Não podemos perder de vista que a Igreja na Amazônia está inserida num contexto eclesiológico mais amplo que é a Igreja no continente americano e caribenho. Por isso, ao concluir esta carta, não poderíamos deixar de destacar que a vivência eclesial em nossa região encontra-se em plena consonância com todo o debate em torno do tema do Sínodo e em profunda comunhão com o magistério do Papa Francisco. Que Maria de Nazaré, expressão da face materna de Deus no meio de nosso povo, por sua intercessão, acompanhe os passos da Igreja de seu Filho nas águas e terras amazônicas para que ela seja sinal e presença do Reino de Deus e que ajude, com sua tarefa evangelizadora, a humanizar e a dignificar cada vez mais a realidade da vida em nossa região. Manaus, 23 de agosto de 2018 Dia de Santa Rosa de Lima, Padroeira da América Latina Bispos católicos da Amazônia Legal e demais representantes participantes no III Encontro Cardeal Dom Cláudio Hummes, Presidente da Comissão Episcopal para Amazônia da CNBB, Presidente da REPAM – Rede Eclesial Pan-Amazônica Fontes: CNBB e IHU. -
Foram apresentados na sexta-feira, 08, a Logotipo e Documento Preparatório para o Sínodo da Amazônia
Na última sexta-feira, 08, em uma coletiva de imprensa realizada no auditório da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foram apresentados a Logotipo e o Documento Preparatório para o Sínodo da Amazônia. A divulgação foi feita pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), juntamente com a Comissão Episcopal para a Amazônia, instituições parceiras e pastorais. Amazônia: novos caminhos para a igreja e para uma ecologia integral” é o tema do Sínodo que será realizado em outubro do ano que vem. O objetivo do material é preparar as comunidades para o Sínodo e ouvi-las, para que essa grande assembleia repercuta, de fato, os clamores que saem das bases. A Irmã Maria Irene Lopes, assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia, secretária executiva da REPAM-Brasil, Delegada da Confederação Latino-Americana e Caribenha de Religiosos e Religiosas (CLAR) na Comissão Preparatória do Sínodo e única mulher da equipe, apresentou o Documento e os passos que serão realizados a partir de agora. Ela conta que o material precisa chegar a todas as pessoas do território amazônico para contribuírem no processo. “O Documento será utilizado nas assembleias territoriais, realizaremos cerca de 40 ao longo dos próximos meses, e esse momento será de escuta das bases: os indígenas, os quilombolas, os ribeirinhos, as pessoas das cidades, os jovens… esse documento vai para as mãos das pessoas que estão na Amazônia”, reforçou irmã Irene. Documento O material foi construído por uma equipe de assessores e foi aprovado pelo Vaticano, em abril desse ano, quando houve a primeira reunião do Conselho Pré-Sinodal. O Documento Preparatório é composto por um texto-base, que oferece uma análise da conjuntura atual da Amazônia e aponta percursos e novos caminhos para a Igreja a serviço da vida nesse bioma. Dos 13 expertos que auxiliaram na escrita do Documento Preparatório, 3 são brasileiros e membros da REPAM-Brasil. O texto está dividido em três partes, segundo o método ver, discernir e agir. Ao final do material estão algumas questões que permitem um diálogo e uma progressiva aproximação da realidade para que as populações da Amazônia sejam ouvidas. Logotipo A arte foi criada pelo artista baiano Aurélio Fred, do Ateliê 15, a proposta busca traduzir o espírito do Sínodo e o que se espera dele. A base para a logo é uma folha, que nos aponta para toda a biodiversidade presente na Amazônia. O movimento dela também nos lembra o fogo, uma chama, que é ação do Espírito agindo neste momento da história na Igreja e na Amazônia. A folha, por sua vez, não tem um traçado simples que aponta para uma única direção, mas traz a trama de uma cesta indígena, recordando a cultura das populações tradicionais, a força, o trabalho e o sentido de unidade. Unidade, aqui, de toda a Pan-Amazônia, lembrada nas cores das bandeiras dos países que a compõem, não tendo uma cor ou bandeira que prevaleça sobre a outra. No centro, um rio que une toda a região, com seus afluentes e bacias, símbolo também do caminho, motivação do tema do Sínodo, e que passa pela cruz, nossa identidade de Igreja e de cristãos. (Com informações de: CNBB e Vatican News) -
Foram iniciadas as obras de ampliação da Casa de Missão em Tefé
Estão sendo iniciadas hoje, 11, as obras de ampliação da Casa de Missão Santo Antônio de Pádua, em Tefé (AM). Atualmente, a casa tem apenas dois quartos, sala, cozinha, refeitório e área de serviço. “Não temos espaço para acolher outro frade ou até mesmo messionários ou leigos que nos visitam ou que estejam de passagem para Juruá”, conta o Frei José Adriano (OFMConv), que reside no local. No projeto elaborado pelos frades a previsão é que o número de quatros aumente para nove, acrescentando a construção de uma copa, varanda e da sala de recreação. Nos espaços onde se encontram a atual cozinha e o refeitório, serão transformados na capela e a dispensa se tornará a sala de atendimento. Este projeto acontecerá em duas etapas: na primeira, que está sendo iniciada hoje, será edificado o segundo piso sobre a atual construção. Neste piso, serão construídos três quartos, a sala de recreação e a copa. A previsão é de finalizar as obras desta fase em novembro deste ano. Na segunda etapa, será feita a estruturação de novos cômodos nos fundos da atual casa. No térreo destes aposentos, serão construídas a nova cozinha e refeitório e a área de serviço. No piso superior, serão edificados os outros quatro quartos. Não há ainda uma expectativa para o início e o término dessa última etapa, já que isso dependerá das condições financeiras. Ajude a Missão em Tefé Para as obras na Casa de Missão, os frades precisam de sua ajuda. Você pode colaborar com qualquer quantia na conta: 16384-8, agência 3743, do Banco Bradesco – em nome de “Prelazia de Tefé – Paróquia Santo Antônio de Pádua”. Quaisquer dúvidas ou informações, entre em contato com o Frei José Adriano (OFMConv). -
Frades Conventuais em Roma: salvar a Amazônia, promover a África
Duas iniciativas concretas dos Frades Menores Conventuais em Roma. A primeira tem ao centro a Amazônia e busca sensibilizar a opinião pública sobre os desafios eclesiais, sociais e ambientais que envolvem a região e toda a humanidade. A segunda olha para a África e suas necessidades mais urgentes: em particular, os religiosos franciscanos querem fazer conhecer os projetos de uma realidade missionária que precisa de ajuda e de apoio Salvar a Amazônia, promover a África. São as palavras de ordem que este ano animam em Roma a presença dos religiosos da Ordem dos Frades Menores Conventuais do Centro missionário franciscano à margem do Tibre durante os três meses de verão. A clássica manifestação da vida noturna romana “Ao longo do Tibre... um rio de cultura” – que em noventa dias registra um fluxo de cerca de dois milhões de pessoas entre turistas, romanos e italianos em geral – oferece mais uma vez aos religiosos a ocasião para uma presença “entre e com o povo graças a um estande colocado no centro dos dois quilômetros expositivos. Suscitar atitude de atenção às necessidades dos outros Num contexto principalmente de lazer, caracterizado sobretudo pela vontade de descontração e divertimento, a missão dos Frades assume um valor particular, porque busca oferecer propostas alternativas. Propostas capazes de suscitar nas pessoas uma atitude de atenção às necessidades dos outros, fazendo crescer em cada um o sentido da solidariedade e da cooperação, também através de uma obra de divulgação e de informação sobre as atividades missionárias realizadas pelos Frades Menores Conventuais em quarenta países no mundo inteiro. Amazônia: desafios eclesiais, sociais e ambientais Em particular, o estande deste ano apresenta duas iniciativas concretas. A primeira, inclusive em vista do Sínodo dos Bispos do próximo mês de outubro, tem ao centro a Amazônia e busca sensibilizar a opinião pública sobre os desafios eclesiais, sociais e ambientais que envolvem a região e toda a humanidade. Você conhece a Missão Amazônia da Província São Maximiliano Kolbe do Brasil? Conheça a Missão Amazônia aqui. Confira os últimos trabalhos franciscanos na Missão clicando aqui. África, realidade missionária que precisa de ajuda e apoio A segunda olha para a África e suas necessidades mais urgentes: em particular, os religiosos franciscanos querem acender os refletores sobre a situação de suas sete circunscrições (Zâmbia, Malauí, Burkina Fasso, Tanzânia, Uganda, Quênia e Gana), fazendo conhecer os projetos de uma realidade missionária que precisa de ajuda e de apoio. (L’Osservatore Romano) -
Missão Amazônia: audiência pública sobre o convívio com as populações indígenas de Juruá
Foi realizada ontem, 13, no Ginásio Poliesportivo da Escola Estadual Armando Berredo de Juruá (AM), uma audiência pública que teve como objetivo debater o convívio entre as populações não-indígenas e os povoados indígenas da região. A audiência foi promovida pela equipe da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) em parceria com os religiosos e fiéis da Paróquia Nossa Senhora de Fátima e da Pastoral da Juventude (PJ). A conferência foi motivada pelos recentes desentendimentos entre as populações da região e que foram acentuados por dois assassinatos cometidos por membros da etinia Madija Kulina, que reside no município. Foi destacada durante o debate a situação precária na qual os índios daquela região se encontram, expostos ao álcool e às drogas. O encontro teve uma participação expressiva tanto da sociedade civil organizada, do poder legislativo, das instituições religiosas e do poder público do município. Ao término da reunião, foram decididos os encaminhamentos sobre a determinação de uma 2° audiência para tratar deste assunto e que será realizada em 9 de novembro deste ano. Saiba mais sobre a Missão Amazônia clicando aqui. Ajuda a Missão: Fundo Missionário ou Missão Kolbe Banco do Brasil Agência: 0452-9 Conta Corrente: 35820-7 CNPJ: 02501906/0001-15 -
Missão Amazônia: jovens retornam da visita à comunidade ribeirinha de Forte das Graças
Os jovens e as jovens que partiram na quarta-feira passada, 05, em Missão à comunidade ribeirinha de Forte das Graças, retornaram no sábado, 08, e lá, realizaram um tríduo da festa da Padroeira do local, Nossa Senhora de Nazaré. Os integrantes e as integrantes da Juventude da Milícia da Imaculada (JMI) e da Comunidade Azinheiros da Justiça, com o auxílio de Antônio Sabóia da Pastoral da Juventude (PJ), também fizeram a formação de oito coroinhas, com a bênção e o recebimento das túnicas na sexta-feira, 07. Durante a sua presença na comunidade, a equipe dos missionários atuou na preparação das crianças para serem batizadas e, além disso, trabalharam na restauração da Igreja de Nossa Senhora. A missão havia sido organizada pelo Frei Flávio Amorim (OFMConv), que viajou com os jovens e as jovens. Todas as atividades foram planejadas em março deste ano, quando diversas comunidades ribeirinhas receberam a visita dos juruaenses (como havíamos noticiado aqui). O Frei Flávio explicou que a intensão das missões é instituir um Núcleo da JMI em cada uma das comunidades, acompanhando o desenvolvimento e a formação da juventude, sendo Forte das Graças a primeira a receber a obra em virtude da Festa da Padroeira. “Conviver com estas populações é retornar à experiência de vida comunitária e, ao mesmo tempo, perceber como essas pessoas estão sedentas de Deus já que, pode acontecer de ficaram quase um ano sem receberem a Celebração Eucarística. Tudo isso é muito bom e anima a nossa Missão aqui, em Juruá”, contou o frade. Confira mais fotos na galeria! Ajuda a Missão: Fundo Missionário ou Missão Kolbe Banco do Brasil Agência: 0452-9 Conta Corrente: 35820-7 CNPJ: 02501906/0001-15 Saiba mais sobre a Missão Amazônia clicando aqui. -
Missão Amazônia: Pastoral da Partilha e Visita Missionária
Foi realizado neste fim de semana, entre os dias 25 e 26, em Juruá (AM), o Encontro da Pastoral da Partilha da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima. A comunidade paroquial esteve presente no encontro que foi assessorado por dona Lindomar e dona Aniana da Comissão de Animação da Pastoral da Partilha da Prelazia de Tefé (AM). Ainda em Juruá, a comunidade paroquial realizou, para encerrar o Mês Vocacional (leia mais aqui), uma Visita Missionária durante todo o dia pelos bairros de São Francisco, Tancredo Neves, Centro, Bairro das Flores e Esperança. A programação, que faz parte do Ano do Laicato, foi encerrada na celebração da Santa Missa às 19h30. Veja outros acontecimentos da Missão Amazônia aqui. Saiba mais sobre o Mês Vocacional clicando aqui. Confira mais fotos na galeria! -
Paróquia de Nossa Senhora de Fátima e Dom Frei Agostinho são homenageados em Juruá
Neste fim de semana, entre os dias 03 e 05 de agosto, aconteceu em Juruá (AM), o VII Festival Folclórico que, na edição deste ano, homenageou a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima. Foram momentos de muita alegria e emoção na festa que celebrou os 47 anos de fundação da paróquia, relembrando a obra de Dom Frei Agostinho e de todo o trabalho realizado durante a Missão Amazônia na região. O Frei Flávio Amorim, pároco e missionário da Amazônia, contou que o festival foi muito significativo para a obra da missão e de Dom Frei Agostinho, “ele que teve coragem de vir e compartilhar o carisma franciscano por estas terras. Se estamos aqui e já podemos colher alguns frutos, foi graças aos frades que vieram, mas principalmente por Dom Frei Agostinho. E aqui está o grande significado dessa festividade para a nossa missão: o reconhecimento do trabalho de tudo o que frades conventuais fizeram em Juruá”, explicou o Frei Flávio. E, para solenizar não somente os 13 anos da presença franciscana em Juruá, mas também os 70 anos de entrada na ordem e os 60 anos de ordenação do Cavaleiro da Imaculada (clique aqui e leia mais sobre estas datas noticiadas no site), foram preparadas diversas homenagens e apresentações pelos Grupos Folclóricos Encanto Azul e Cheiro da Mata e pela Pastoral da Juventude (PJ) da comunidade. Grupos homenagearam os 47 anos de fundação da Paróquia Nossa Senhora de Fátima e a obra de Dom Frei Agostinho. Em um verdadeiro espetáculo, o assunto escolhido pelo grupo Encanto Azul foi “Celebração”, tema esse que foi posto em prática numa grande solenidade que tratou da memória da Paróquia desde a sua fundação, ainda em 1971. Iniciando a sua apresentação com uma pequena procissão guiada pela imagem de Nossa Senhora de Fátima e ao som do brado “Viva Nossa Senhora de Fátima”, eles ainda fizeram uma demonstração da luta por território entre os macacos Guariba e Prego, finalizando com o Ritual Indígena. O grupo folclórico Encanto Azul cantou o brado "Viva Nossa Senhora de Fátima" em ação de graças à Padroeira da Paróquia. Já o grupo Cheiro da Mata expôs o tópico “Juruá: minha terra, minha gente”, fazendo uma crônica sobre toda a história da cidade e de seu povo: dos ribeirinhos que são compostos, principalmente, por seringueiros que vieram dos estados do Nordestes durante o ciclo da borracha; e dos indígenas, em especial às tribos dos Kanamari, que viveram na região, e dos Madija Kulina que, até hoje, lutam por sua sobrevivência. Para versar estas narrativas, os integrantes do Cheiro da Mata contaram a lenda do Sapo e do Boto-Cor-deRosa, tendo como ponto de partida a chegada do cavaleiro da Imaculada. Em um relato emocionante, o jovem Sabóia recordou, com muito carinho e gratidão, a trajetória do frade pioneiro e missionário até sua vinda para a cidade. Foram utilizados quadros da padroeira e de Dom Frei Agostinho como cenário, sendo acompanhados pela Paróquia ao fundo. Tratando de tradições e lendas folclóricas, o grupo Cheiro da Mata contou a história de seu povo e da Paróquia. Em sua apresentação, a quadrilha da PJ fez a trouxa a montagem “Juruá: terra de festa e fé”, em que fez uma abordagem sobre a história da Paróquia com enfoque à chegada do missionário da amazônia. Para compor esta narrativa, assim como o grupo anterior, os jovens e as jovens utilizaram como cenário a quadros do frade de Nossa Senhora de Fátima, tendo ao fundo a própria igreja. O pessoal da pastoral preparou também poema sobre a temática, que segue: Juruá: terra de festa e de fé Venho aqui neste lugar, para poder lhes apresentar o amor a minha terra, o meu chão e o meu lugar. A emoção é muito forte, chego a me maravilhar, pois aqui nós mostraremos a paixão por Juruá. Neste momento eu agradeço a precensa da população, pois esse povo também entende que cultura é diversão. Não poderíamos esquecer o incetivo a que nós foi dado, pelo apoio oferecido o nosso muito obrigado. Agora chegou a hora e eu começo a me arrepiar, vou falar de duas coisas que consagram Juruá. Juruá é terra festiva de que sabe se organizar, os ensaios foram constantes porque queriamos arrazar, nos figurinos mostraremos uma beleza diferencial, pois aqui nunca ouve parecida ou igual. Tudo isso tem motivo que é o maior e o central, expressar a nossa fé por meio do festival. Esse povo ribeirinho que foi o pilar do Caitaú, decidiram plantar a mão, a semente mais poderosa de que se precisa uma nação. Nesta terra chegaram gente, que vinham de todo lugar, os olhares se cruzavam e é por isso que aqui você está. O seringueiro chegou primeiro, vinham atrás de enriquecer, mais ao entrar nesta floresta foi que aprenderam que a riqueza era viver. A comunidade foi sendo criada, por nossos pais e avós, e o que começou no Paranaguá, se tornou a mais bela princesinha do rio Juruá. Aqui também chegaram os missionarios em uma missão, foram eles os precursores da nossa fé e devoção. Aqui eles chegavam, e não queriam mais voltar parecia que essa terra era o seu verdadeiro lugar, os laços eram tão fortes que pareciam ser da nossa família, e na verdade era isso mesmo pôs só a nós e que eles tinham. Alguns aqui morreram, como um destino marcado, para se tornarem santo onde mais se sentiam amado. Eu falo de D.Agostinho o humilde santo do amor, que acabou se tornando símbolo, pela historia que aqui criou. A ele devemos muito, pelo o que nos ensinou, sua missão aqui foi cumprida com muita honra e louvor. A tradição festeira mais antiga, não poderia aqui faltar, pois a verdadeira festa do povo está no meio dos arraiá. Em maio é nossa Senhora de Fátima, o festejo mais atrativo da região, em outubro é São Francisco ho santo de tradição. Aqui eu vou terminando com orgulho em me expressar, em dizer que essa quadrilha foi uma atração espectacular, trouxe história, trouxe emoção, trouxe a garra desta nação, e aqui eu me despeço na certeza desta missão. A Pastoral da Juventude da Comunidade também participou do festival, falando da padroeira e da presença franciscana em Juruá. Confira no vídeo alguns momentos das apresentações dos grupos folclóricos. Veja mais fotos na galeria! Saiba mais sobre Dom Frei Agostinho aqui, acompanhe as notícias da Missão Amazônia aqui e em sua fanpage no Facebook e leia outras notícias sobre a Paróquia Nossa Senhora de Fátima clicando aqui. -
Representantes da Vida Religiosa se reuniram em Manaus
Neste fim de semana, entre os dias 16 e 18 de novembro, representantes da Vida Religiosa na região amazônica se reuniram em Manaus (AM) para debater assuntos pertinentes aos eventos pré-Sinodais promovidos pela REPAM (Rede Eclesial Pan-amazônica). A ocasião foi mais uma etapa no caminho da escuta rumo ao Sínodo Amazônico para compartilhar o trabalho realizado e os resultados colhidos nos últimos meses nas bases em todos os 6 Regionais da Igreja na Amazônia. A Vida Religiosa Consagrada (VRC) é uma presença próxima, um testemunho que caminha ao lado das pessoas e dialoga com elas nas fronteiras amazônicas, periferias e centros urbanos. Acompanha a vida dos que mais sofrem e são perseguidos: indígenas (inclusive os mais isolados), ribeirinhos, quilombolas, imigrantes, pobres. A Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, Presidente da Confederação Brasileira de Religiosos (CRB), em declaração concedida ao Padre Luis Miguel Modino, resume, “a Vida Religiosa espera que o Sínodo olhe concretamente para a situação de vulnerabilidade dos povos da Amazônia e que apoie uma Igreja cada vez comprometida com as causas dos mais vulneráveis entre os vulneráveis”, contou explicou a Religiosa. “Não tem sentido como religiosos e religiosas ficarmos acomodados em nossa zona de conforto”, continuou ela. Em nome da Vida Religiosa na Amazônia brasileira, Irmã Maria Inês sente a obrigação de voltar à presença nas bases, de chegar às comunidades mais distantes, muitas vezes esquecidas e desatendidas; de escutar e promover o diálogo. Uma Igreja menos administradora e mais missionária, que seja voz dos povos que acompanha, respeite a religiosidade popular e os saberes e espiritualidades dos povos tradicionais. Carta final e mensagem ao Papa Francisco Na conclusão do encontro foram emitidos dois documentos: uma carta ao Papa e outra, resumindo o conteúdo do evento. Ao Bispo de Roma, os participantes colocam-se à disposição, “com a nossa oração e o nosso trabalho, a viver na simplicidade e na pobreza”. E na ótica da Encíclica Laudato Si, querem “que o Sínodo para a Amazônia seja uma oportunidade para o mundo conhecer os valores e gritos presentes na Igreja da Amazônia, entender seu dinamismo e receber as contribuições que pode oferecer”. Confira a carta (em espanhoul) clicando aqui. Fonte: Vatican News. Autora original: Cristiane Murray. -
Saiba como foi a homenagem a Dom Frei Agostinho em Juruá
Foi celebrada ontem, 20, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima em Juruá (AM), às 19h30, a Santa Missa em homenagem aos sete anos de falecimento de Dom Frei Agostinho. Após a solenidade, foi inaugurado o museu com as memórias do Cavaleiro da Imaculada. O Frei Flávio Freitas presidiu a liturgia e, em sua homilia relembrou a vida e as obras de Dom Frei Agostinho, principalmente, os laços que ele deixou por onde passou e nos lugares que fundou. Em suas palavras, o Frei disse emocionado “assim como São Maximiliano, ele quis se consumir totalmente pelo zelo, pelo amor. Ele se consumiu na Missão pela Imaculada que ele amou tanto! Ele se deixou consumir ao Senhor, pelo povo!”. Logo após a Santa Missa, em procissão, todos os presentes foram à abertura do museu que tinha objetos, fotos e outras memórias do 1º Bispo de Luziânia. “O museu é um lugar para se passar e olhar, ler tudo o que está ali”, falou o Frei Flávio ao pedir a contemplação do público. A transmissão ao vivo da Missa foi feita pela PASCOM da Missão Amazônica, podendo ainda ser conferida em sua página, clicando aqui. Confira a seguir as fotos do museu com as lembranças do Cavaleiro da Imaculada. Saiba mais sobre a vida de Dom Frei Agostinho aqui.