Assis
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Desde o dia 20 de maio, frades conventuais do Quênia e da Zâmbia participam de curso formativo na Itália
Frades conventuais da África participam desde o dia 20 deste mês de curso em Rivotorto, Assis, Itália. A formação durará até 14 de junho e, dela estão presentes quatro irmãos da Zâmbia (Província dos Santos Franciscanos Protomartari) e três do Quênia (Custódia Provincial de São Francisco de Assis). O curso é organizado pela Ordem há mais de 12 anos e destina-se a jovens frades que completaram sua formação inicial. O objetivo principal desta experiência dirigida às novas gerações de frades da Ordem é fomentar o conhecimento e o ressurgimento do espírito e a história do franciscanismo, iniciado no século XIII. Os animadores e companheiros desta edição do curso são: Frei Francis Kanyiri, que recentemente concluiu seu doutorado em Roma, Frei Jarosław Wysoczański, Secretário Geral de Animação Missionária (SGAM) e Frei Tadeusz Świątkowski, Assistente Geral AFCOF (Federação Africana dos Frades Menores Conventuais). O curso tem é realizado em três locais importantes para nós, cristãos e franciscanos: em Roma, o berço do cristianismo; em Assis, onde nasceu o franciscanismo; e em Pádua, onde foi desenvolvido por excelência através do trabalho e da missão do doutor evangélico Santo Antônio. As origens da experiência franciscana foram apresentadas aos frades participantes do Curso, assim como os desafios atuais que nossa Ordem enfrenta. Confira as fotos na galeria. Confira as fotos do curso! (Via: OFMConv) -
Milhares se reúnem em Assis para o Encontro Internacional da Juventude
Desde a última segunda-feira, 13, até o próximo domingo, 19, milhares se reúnem em Assis para o Encontro Internacional da Juventude que tem como tema “como brilhar aos olhos de Deus e descobrir a beleza da santidade?”. Os organizadores e as organizadoras do encontro, agora em sua oitava edição, buscaram elevar o nível do debate e colocar no centro dos trabalhos de oficina, os grupos de estudo e as reflexões, para debater este tema tão complicado. O aprofundamento e as especulações intelectuais, no entanto, seriam inúteis sem a ajuda da oração. Então, a organização do evento forneceu instrumentos concretos para manter viva a relação com o Senhor: celebração diária da Santa Missa, o Terço e depois as peregrinações a Santa Maria dos Anjos, ao eremitério da Prisão e a Rivotorto. "Nosso objetivo, como organizadores, é fazer com que os jovens descubram a santidade cotidiana, que representa a vocação do cristão", explica com convicção à Radio Vaticano Itália o frei Simone Tenuti, do Centro Franciscano “Jovens de Assis”. "Vamos olhar para São Francisco: percebemos que ele não nasceu santo, mas se tornou santo. E cada jovem, cada um de nós, pode identificar-se no caminho de São Francisco rumo à santidade. Uma santidade composta de pequenas coisas, de mortificações e alegrias diárias" afirmou o frade. A partir desta sexta-feira, 17, os jovens do Encontro se transferirão para Roma, onde darão vida, à noite, à uma evangelização de rua, enquanto no domingo de manhã estarão presentes na Praça de São Pedro para abraçar o Papa Francisco. Fonte: Vatican News. -
O Sultão e o Santo: exibição no Sacro Convento, em Assis, do filme sobre o encontro São Francisco com Melek-al-Kamel
Foi um momento especial em Assis, bem no meio da agitada espera da chanceler alemã Angela Merkel (que no dia seguinte receberia a "Lâmpada da Paz" por seu trabalho de conciliação entre os povos, na presença do presidente colombiano e Prêmio Nobel da Paz, Juan Manuel Santos, veja aqui); a exibição do filme "O sultão e o santo" poderia ter passado despercebida ou mesmo sufocada, mas o resultado foi bastante diversificado. Após a introdução e a saudação do Frei Domenico Paoletti, Vigário da comunidade e promotor da exibição, deu a sua palavra ao filme e ao diretor, que contou a intuição realizada em Assis há quarenta anos, olhando para o afresco do encontro entre São Francisco e o Sultão, em 1219. Uma cena que, devido a eventos recentes de violência crônica, veio com a urgência de ser contada como uma contranarrativa ao medo e ao confinamento: o encontro é realmente possível, já aconteceu, só temos que guardar com cuidado a sua herança e continuar a promovê-la com criatividade. Conversando com Frei Silvestro Bejan (CEFID), o diretor compartilhou sua experiência pessoal de encontro e coexistência enquanto escrevia o personagem do filme. O sultão Al-Kamil e São Francisco estavam abertos para reconhecer e acolher o presente um no outro, para mudar as suas mentalidades naquele encontro. A partir daí, "aprendi - disse Kronemer - que a solução mais fácil para enfrentar o diferente é a partir do ódio e da violência. No entanto, é muito mais difícil e mais demorado responder com amor, mas é também verdade que esta é a maneira mais enriquecedora. Isto é o que Jesus ensinou quando disse para dar a outra face”. Foi assim que o diretor (que é muçulmano) reintegrou aos frades e a todos os presentes a uma das páginas mais intensas do Evangelho, sendo aplaudido por todos pelo testemunho e esforço dos franciscanos no mundo para construírem pontes que fomentem a unidade e a paz. O evento foi encerrado com a apresentação da "Lâmpada da Paz" (confira a premiação aqui) ao diretor e aos convidados da Rede Franciscana de Ação, Patrick Carolan e Irmã Marie lucey, como um sinal de reconhecimento de seu compromisso com a paz, que os inclui entre os que eles seguem e espalham o espírito de franciscano.