Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
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“A opção preferencial pelos pobres é uma marca distintiva da história desta Conferência”, 56º Conferência da CNBB
(via CNBB) Na tarde de ontem, 19, durante a coletiva de imprensa da 56º Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o cardeal Sérgio da Rocha, presidente da CNBB solicitou a dom Murilo Krieger, vice-presidente que lesse a mensagem da conferência. O documento registra a comunhão do episcopado brasileiro com o papa Francisco e destaca a necessidade de promover o diálogo respeitoso para estimular a comunhão na fé em tempos de politização e polarizações nas redes sociais. A mensagem retoma a natureza e a missão da entidade na sociedade brasileira. Confira a íntegra do documento que será enviado à todas as 277 circunscrições eclesiásticas do Brasil, incluindo arquidioceses, dioceses, prelazias, entre outras. Mensagem da Conferência Nacional Dos Bispos do Brasil ao Povo de Deus: Em comunhão com o Papa Francisco, nós, Bispos membros da CNBB, reunidos na 56ª Assembleia Geral, em Aparecida – SP, agradecemos a Deus pelos 65 anos da CNBB, dom de Deus para a Igreja e para a sociedade brasileira. Convidamos os membros de nossas comunidades e todas as pessoas de boa vontade a se associarem à reflexão que fazemos sobre nossa missão e assumirem conosco o compromisso de percorrer este caminho de comunhão e serviço. Vivemos um tempo de politização e polarizações que geram polêmicas pelas redes sociais e atingem a CNBB. Queremos promover o diálogo respeitoso, que estimule e faça crescer a nossa comunhão na fé, pois, só permanecendo unidos em Cristo podemos experimentar a alegria de ser discípulos missionários. A Igreja fundada por Cristo é mistério de comunhão: “povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (São Cipriano). Como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela (cf. Ef 5,25), assim devemos amá-la e por ela nos doar. Por isso, não é possível compreender a Igreja simplesmente a partir de categorias sociológicas, políticas e ideológicas, pois ela é, na história, o povo de Deus, o corpo de Cristo, e o templo do Espírito Santo. Nós, Bispos da Igreja Católica, sucessores dos Apóstolos, estamos unidos entre nós por uma fraternidade sacramental e em comunhão com o sucessor de Pedro; isso nos constitui um colégio a serviço da Igreja (cf. Christus Dominus, 3). O nosso afeto colegial se concretiza também nas Conferências Episcopais, expressão da catolicidade e unidade da Igreja. O Concílio Vaticano II, na Lumen Gentium, 23, atribui o surgimento das Conferências à Divina Providência e, no decreto Christus Dominus, 37, determina que sejam estabelecidas em todos os países em que está presente a Igreja. Em sua missão evangelizadora, a CNBB vem servindo à sociedade brasileira, pautando sua atuação pelo Evangelho e pelo Magistério, particularmente pela Doutrina Social da Igreja. “A fé age pela caridade” (Gl 5,6); por isso, a Igreja, a partir de Jesus Cristo, que revela o mistério do homem, promove o humanismo integral e solidário em defesa da vida, desde a concepção até o fim natural. Igualmente, a opção preferencial pelos pobres é uma marca distintiva da história desta Conferência. O Papa Bento XVI afirmou que “a opção preferencial pelos pobres está implícita na fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós, para enriquecer-nos com a sua pobreza”. É a partir de Jesus Cristo que a Igreja se dedica aos pobres e marginalizados, pois neles ela toca a própria carne sofredora de Cristo, como exorta o Papa Francisco. A CNBB não se identifica com nenhuma ideologia ou partido político. As ideologias levam a dois erros nocivos: por um lado, transformar o cristianismo numa espécie de ONG, sem levar em conta a graça e a união interior com Cristo; por outro, viver entregue ao intimismo, suspeitando do compromisso social dos outros e considerando-o superficial e mundano (cf. Gaudete et Exsultate, n. 100-101). Ao assumir posicionamentos pastorais em questões sociais, econômicas e políticas, a CNBB o faz por exigência do Evangelho. A Igreja reivindica sempre a liberdade, a que tem direito, para pronunciar o seu juízo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76). Isso nos compromete profeticamente. Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada. Se, por este motivo, formos perseguidos, nos configuraremos a Jesus Cristo, vivendo a bem-aventurança da perseguição (Mt 5,11). A Conferência Episcopal, como instituição colegiada, não pode ser responsabilizada por palavras ou ações isoladas que não estejam em sintonia com a fé da Igreja, sua liturgia e doutrina social, mesmo quando realizadas por eclesiásticos. Neste Ano Nacional do Laicato, conclamamos todos os fiéis a viverem a integralidade da fé, na comunhão eclesial, construindo uma sociedade impregnada dos valores do Reino de Deus. Para isso, a liberdade de expressão e o diálogo responsável são indispensáveis. Devem, porém, ser pautados pela verdade, fortaleza, prudência, reverência e amor “para com aqueles que, em razão do seu cargo, representam a pessoa de Cristo” (LG 37). “Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor” (Papa Francisco, Mensagem para o 52º dia Mundial das Comunicações de 2018). Deste Santuário de Nossa Senhora Aparecida, invocamos, por sua materna intercessão, abundantes bênçãos divinas sobre todos. Aparecida-SP, 19 de abril de 2018. Cardeal Sergio da Rocha Arcebispo de Brasília – DF Presidente da CNBB Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ Arcebispo São Salvador da Bahia Vice-Presidente da CNBB Saiba outras notícias da 56º Conferência da CNBB clicando aqui. -
Dom Darci José Nicioli apresenta orientações pastorais para as mídias católicas
(Via OFMSCJ) Na terça-feira, 17, em Aparecida (SP), foi realizada a 5º coletiva de imprensa da 56º Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Dom Darci José Nicioli, arcebispo de Diamantina (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social, apresentou o documento de estudos da CNBB número 111, intitulado “Orientações pastorais para as mídias católicas: Imprensa, Rádio, TV e novas mídias”. O arcebispo demonstrou aos jornalistas presentes que o objetivo do texto é provocar uma reflexão entre os profissionais da comunicação e da mídia de inspiração católica, de forma que, os que militam na comunicação, possam “dar testemunho explícito de compromisso, de comunhão e de unidade como Igreja, expurgando todo tipo de concorrência que são tão presente nos meios não confessionais”, disse ele. Dom Darci explicou ainda que “há algum tempo, os bispos pedem uma palavra de orientação e normativa para as mídias de orientação católica e também, é claro, para os agentes da comunicação”. Dentre as questões estão temas referentes a doutrina, liturgia, a postura política, a venda de produtos religiosos por parte religiosos. O documento ainda tem por finalidade ajudar os meios de comunicação da Igreja e seus agentes formem “um corpo evangelizador”. “Se há um pecado entre nós este é a falta de unidade e nós devemos perseguir esta unidade”, acrescentou o arcebispo. Dom Darci destacou que o texto é fruto do empenho de todas a comissões episcopais pastorais da CNBB e também dos membros do Conselho Episcopal Pastoral (Consep). “Portanto, é um texto feito a muitas mãos. Estamos trabalhando nesse documento há mais de um ano”, explicou. “É um documento de estudo, mais provocativo à reflexão. Depois de proposto e estudado e complementado, nossa intenção é preparar um documento empenhativo e exortativo, talvez, se a Conferência assim o desejar, aprovado na próxima Assembleia Geral, em 2019”, esclareceu o Arcebispo, convidando todos os agentes e profissionais da comunicação a contribuírem com sugestões ao texto. Tanto as contribuições pessoais quanto as institucionais ao documento de estudo devem ser enviadas Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você precisa do JavaScript habilitado para visualizá-lo.. O novo documento de estudo pode ser adquirido pela Edições CNBB por meio do site: www.edicoescnbb.com.br. Saiba outras notícias da 56º Conferência da CNBB clicando aqui. -
Inscrições para a 11ª edição do Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom)
A cidade de Goiânia (GO) sediará neste ano a 11ª edição do Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom). O evento ocorre de 18 a 21 de julho e terá como tema “Comunicação, Democracia e Responsabilidade Social”. O Muticom é apresentado como um ambiente de reflexão sobre os caminhos e as perspectivas das relações entre a Igreja Católica, a sociedade brasileira e a cultura hodierna no campo da comunicação. Na edição deste ano, o Muticom terá dentro de sua grade o 1º Encontro de Jovens Comunicadores da Signis Brasil, o 10º Encontro de Jornalistas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a cerimônia de entrega dos Prêmios de Comunicação da CNBB. A organização do evento organizará o espaço do mutirão no Centro de Pastoral Dom Fernando baseando-se na ideia da “Cidade da Comunhão”, um local de imersão na realidade urbana para “viver a comunicação, a democracia e a responsabilidade social”. Esta é a primeira vez que o encontro será realizado na capital goiana. De acordo com o coordenador da Pastoral da Comunicação do regional Centro-Oeste da CNBB, irmão Diego Joaquim, o 11º Muticom “será um espaço para a formação, a exposição das iniciativas já realizadas e o amplo debate, com presença de grandes pensadores na área para uma reflexão sobre as perspectivas da comunicação na Igreja e na sociedade”. Inscrições A organização do 11º Muticom estipulou a taxa de inscrição para o evento no valor de R$ 180,00. Mas são oferecidas cinco opções de pacotes, os quais “foram pensados na viabilidade do participante em usufruir os benefícios da Cidade da Comunhão”. Os pacotes variam de acordo com o tipo de hospedagem, local das refeições e translado, este não fica coberto para os que escolherem apenas a inscrição. Confira aqui: http://muticom.com.br/categoria/pacotes/ Para realizar sua inscrição no 11º Muticom, acesse: https://painel.dupay.com.br/inscricao/ Prêmios de Comunicação As inscrições para a 52ª edição dos Prêmios de Comunicação da CNBB vão até o dia 31 deste mês. Para se inscrever, acesse: http://premios.cnbb.org.br/ . Mais uma vez, os bispos querem conhecer, analisar e premiar trabalhos que coloquem em relevo valores humanos e cristãos em trabalhos em diversas áreas da comunicação. O Mutirão Brasileiro de Comunicação é promovido pela CNBB, por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, com apoio do regional Centro-Oeste da CNBB e é realizado pela arquidiocese de Goiânia. Via: CNBB. -
Mensagem da Irmã Maria Inês V. Ribeiro, presidente da CRB Nacional, durante a 56ª Assembleia da CNBB
A Irmã Maria Inês V. Ribeiro, presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional) participou da 56ª Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada entre os dias 10 e 20 deste mês na cidade de Aparecida (SP). Veja o pronunciamento feito por ela durante o evento: “Estou aqui em nome dos Consagrados e Consagradas do Brasil, uma força imensa em nossa Igreja, mesmo nos grandes desafios e crises, estamos respondendo à nossa Missão de norte a sul do País. Nossa grande preocupação, como Conferência é animar a Vida Religiosa Consagrada na fidelidade à sua identidade. A Vida Religiosa Consagrada é chamada, segundo o Carisma de cada Instituto, a responder a vida onde mais clama. A partir da sua última Assembléia (2016), preocupados com a perda gradativa da identidade, principalmente por parte dos Religiosos Presbíteros, cada vez mais envolvidos pela administração e profissionalização (necessárias, é claro), nós decidimos por preparar o I Encontro Nacional dos Religiosos Presbíteros, em setembro de 2018, em Belo Horizonte. Também realizaremos, logo após o Encontro Nacional dos Presbíteros, o II Seminário Nacional da Vida Religiosa Consagrada, neste local, com a participação dos Superiores e Superioras maiores, Gerais, Provinciais, Conselheiros e Conselheiras, Formadores e Formadoras, mais de 550 participantes, com o tema: Mística e Profecia na Missão Comunitária; e Lema: 'Saiamos, As Pressas, Com Maria, Aonde Clama A Vida'. Somos todos chamados pelo Batismo a realizarmos nossa missão numa Igreja Ministerial. A Assembleia dos Organismos do Povo de Deus tem seu fundamento no Vaticano II. Somos Igreja, Povo de Deus, seguidores de Jesus, profetas no mundo, cada qual na missão a que foi chamado/chamada. Não vamos encontrar no Código de Direito Canônico essa Assembleia e sim na Lumem Gentium e hoje, muito mais, nas palavras, gestos e testemunhos do Papa Francisco. Nossos pastores mais novos não acompanharam esse processo, por isso, urge reiniciarmos as assembleias dos organismos do povo de Deus. As normas práticas foram elaboradas no Conselho de Pastoral da CNBB em 1991 e o Documento 105, número 274, item C nos convida a tornar essa Assembleia regular. Desejo, em nome da Vida Religiosa e Consagrada que prossigamos nesse caminho: da Igreja Povo de Deus.” (via CRB Nacional)