Conferência de Medellín

  • 32ª Semana de Liturgia será realizada à luz da Conferência de Medellín
    Acontecerá de 15 a 19 de outubro, no Centro Pastoral Santa Fé, em São Paulo (SP), a 32ª Semana de Liturgia. Este ano a temática principal do evento será “Liturgia no Brasil: Realizações, retrocessos e sinais de esperança à luz da Conferência de Medellín”, celebrando os 50 anos da Segunda Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano (1968-2018). O momento é oportuno para retomar suas conclusões e, a partir delas, buscar iluminar a realidade litúrgica brasileira atual. O encontro é promovido pelo Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard, em parceria com o Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal) e a Rede de Animação Litúrgica (Celebra). Em sua programação estão previstas palestras com enfoque no tema central, rodas de conversa sobre liturgia, partilhas e pistas de ação. As inscrições podem ser realizadas no site do Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard: www.centrodeliturgia.com.br. Maiores informações podem ser obtidas através do e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você precisa do JavaScript habilitado para visualizá-lo. ou pelo telefone [41] 9-9883-2313 (WhatsApp). A Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é uma apoiadora dessa iniciativa. A 32 Semana de Liturgia será uma oportunidade de revisitar o documento de Medellín e descobrir as intuições e orientações dos bispos para a realidade de Igreja da América Latina e Caribe.   Fonte: CNBB.
  • Bispos das Pastorais Sociais se reúnem em Brasília para debater o compromisso social do leigo a partir da Conferência de Medellín
    Entre os dias 30 e 31 de julho, se reuniram no no Centro Cultural de Brasília (CCB) em Brasília (DF), 16 bispos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que acompanham as pastorais sociais nacionalmente e nas regionais para um momento de formação, partilha e espiritualidade. O objetivo do encontro, segundo o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora, frei Olavo Dotto foi proporcionar momentos de partilha entre os bispos sobre sua missão, enquanto animadores das Pastorais Sociais e Organismos vinculados à CNBB e, à luz do documento de Medellín, aprofundar a temática do compromisso social dos leigos e leigas. Os bispos debateram sobre o tema “Compromisso social dos leigos a partir de Medellín”, a segunda conferência geral do episcopado latino-americano, realizada em 1968, na Colômbia. O padre José Oscar Beozzo, historiador e membro do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP) ajudou a retomar as contribuições desta conferência por meio de um panorama histórico. Segundo ele, esta conferência provocou na América Latina e, de modo muito particular no Brasil, a “criação de uma nova identidade da Igreja, levando a falar com propriedade de uma pastoral, teologia e de um rosto eclesial latino-americano e caribenho”, disse. O bispo-auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, presente no encontro, reafirmou a importância de Medellín para ajudar a encontrar caminhos pastorais que auxiliem diante dos desafios sociais do presente. Na ocasião, Dom Leonardo comunicou que a CNBB publicará, pela primeira vez no Brasil, o documento completo de Medellín.   Bispos presentes: Dom Arnaldo Carvalheiro Neto, diocese de Itapeva (SP) e referencial da Caritas no Regional Sul 1. Dom André de Witte, diocese de Rui Barbosa (BA), referencial do regional Norte 3, presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Dom Canísio Klaus, diocese de Sinope (MT) Dom Eduardo Vieira, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo (SP) e referencial para a Pastoral da Mulher Marginalizada e Campanha da Fraternidade, CEBs e Pastorais Sociais no Regional Sul 1. Dom Edson Oliveira, diocese de Eunápolis (BA), referencial da Pastoral dos Nomades. Dom Enemésio Lazzaris, diocese de Balsas (MA), presidente da Comissão Episcopal para o Enfrentamento ao Tráfico Humanio e referencial do regional Sul 5. Dom Francisco Cota de Oliveira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Curitiba (PR), referencial para a Pastoral Carcerária regional Sul 2. Dom José Luiz Azcona, diocese de Marajó (PA), referencial do regional Norte 2 e da Comissão para Justiça e Paz. Dom José Valdeci, diocese de Brejo (MA) referencial para o Conselho Pastoral dos Pescadores e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora. Dom Guilherme Werlang, diocese de Lages (SC), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora. Dom Luiz Gonzaga Fecchio, diocese de Amparo (SP), referencial da da Pastoral do Menor Nacional. Dom Mario Marquez, diocese de Joaçaba (SC), referencial das Pastorais Sociais no regional Sul 4. Dom Moacir Aparecido de Freitas, diocese de Votuporanga (SP). Dom José Reginaldo Andrietta, diocese de Jales (SP), referencial da Pastoral Operária e Comissão Especial para o Ano do Laicato. Dom Roberto Ferreria Paz, da diocese de Campos (RJ) e referencial da Pastoral da Súdade Nacional. Dom Rodolfo Weber, arquidiocese de Passo Fundo (RS), membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora.   Fonte: CNBB. Autores: Coordenação da Pastoral Operária Nacional com a colaboração de Jardel Lopes.
  • Igreja na América Latina celebra o 50º aniversário da Conferência de Medelim
    Membros de toda a Igreja na América Latina se reuniram na capital colombiana para celebrar hoje, 24, o 50º aniversário da II Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano. Também conhecida como Conferência de Medelim, o congresso, convocado pelo Papa Paulo VI, teve como objetivo aplicar os ensinamentos do Concílio Vaticano II às reais necessidades da Igreja Católica na América Latina. O cinquentenário está sendo celebrado desde ontem, 23, com previsão de ser relembrado até o domingo, 26. O arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Dom Sergio da Rocha, está presente na celebração e afirma, “É muito importante valorizar a Conferência de Medellín. Como evangelizar acolhendo o Vaticano II? Isso trouxe muitos frutos para a Igreja e foi de grande contribuição para evangelização na América Latina”, disse ele. A Conferência Medellín colocou o tema da pobreza na teologia e na pastoral, “chamou a atenção sobre as desigualdades sociais que são frutos da injustiça e evidenciando-as como uma das situações mais explícitas da realidade latino-americana”, afirmou o arcebispo de Medellín, Dom Tobón Restrepo, em entrevista à agência italiana SIR.   II Conferência Geral do Episcopado Latino Americano   A Conferência do Episcopado havia sido convocada pelo papa Paulo VI para aplicar os ensinamentos do Concílio Vaticano II às necessidades da Igreja presente na América Latina. Com o tema “A Igreja na presente transformação da América Latina à luz do Concílio Vaticano II”, o encontro foi realizado em Medellín de 26 de agosto a 6 de setembro de 1968. Participaram da Conferência de Medellín 86 bispos, 45 arcebispos, 6 cardeais, 70 sacerdotes e religiosos, 6 religiosas, 19 leigos e 9 observadores não católicos, presididos por Antônio Cardeal Samoré, presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, e por dom Avelar Brandão Vilela, arcebispo de Teresina (PI) e presidente do Celam, naquela ocasião. No total, participaram 137 bispos com direito a voto e 112 delegados e observadores. De acordo com o Celam, a Conferência ofereceu como fruto às Igrejas Particulares da América Latina 16 documentos, agrupados nos núcleos de promoção humana, evangelização e crescimento na fé e a Igreja visível e suas estruturas. Fontes: CNBB e Pontifícias Obras Missionárias.
  • Medellin 1968: quando a Igreja virou fonte
    O ano de 1968 marcou a história da humanidade. Na Europa, acontecia a grande revolução cultural que mudou os padrões de vida do mundo ocidental e reforçou a importância das jovens gerações. No Brasil, viviam-se os tempos sombrios da ditadura militar e do Ato Institucional número 5. Para a Igreja, no entanto, o mesmo ano foi marco de um grande acontecimento: a II Conferência dos bispos de todo o continente em Medellín, Colômbia. Após o Concílio Vaticano II, que trouxe um sopro de abertura e renovação para toda a Igreja, a América Latina queria relê-lo e implantá-lo no seu contexto. E foi isso que fez em Medellín. Concebeu um novo horizonte em sua autocompreensão e em sua ação pastoral. Deixou de olhar para dentro de suas fronteiras e voltou sua atenção para a realidade na qual estava imersa e situada. Ao olhar em volta e mergulhar a atenção na realidade, os bispos viram uma desigualdade gritante entre ricos e pobres e uma opressão e violência institucionalizadas. Constataram que o maior continente cristão do mundo era igualmente aquele que abrigava o maior nível de injustiça. O clamor das vítimas desse estado de coisas se fazia ouvir e chegava ao coração dos pastores. Foi assim que a Conferência de Medellín se comprometeu a estabelecer novas prioridades para seu trabalho pastoral, guiada pelo binômio inseparável fé e justiça. Entre todos os fiéis que viviam no continente, a atenção privilegiada do trabalho pastoral deveria ser direcionada para os mais pobres. Uma opção preferencial deveria ser feita por eles. Uma vez estabelecida essa diretriz maior, outros compromissos foram estabelecidos. Para pensar a fé a partir de uma atenção privilegiada aos pobres, havia que criar um novo modo de fazer teologia. Nascia ali o embrião da que depois foi chamada de “Teologia da Libertação”. As teorias do desenvolvimento ganhavam força naquele período, mas a Igreja escolhia o termo “libertação” por acreditar ser mais profundo e acertado que o primeiro. A articulação das comunidades de uma Igreja que assim se concebia ia acontecendo nas bases. Pequenos grupos de pessoas se reuniam em torno da Palavra de Deus, aplicando-a para sua vida de cada dia. Esse movimento cresceu e se espalhou por todo o continente, trazendo ar fresco e vida nova para aqueles que encontravam no Evangelho sua maior esperança. Os bispos em Medellín acolheram com alegria essa “eclesiogênese” e se dispuseram a acompanhá-la com carinho. A pergunta lançada pelas conclusões da II Conferência era: o que significa ser cristão em um continente de pobres e oprimidos? Significou para muitos não apenas ajudar os pobres, mas partilhar com eles, em alguma medida, os efeitos dolorosos da injustiça e da opressão. Implicou fazer mudanças profundas em suas próprias vidas para serem fiéis a este propósito. Falar a língua das culturas indígenas e nativas, valorizando suas tradições, rituais e modos de culto. Integrar essas culturas como parte constitutiva do discurso e da prática eclesial. Hoje, 50 anos depois, importa celebrar esse grande acontecimento e continuar a pôr em prática tudo que com ele foi vivido e aprendido. Em Medellín, a Igreja latino-americana deixou de autocompreender-se como réplica da Europa. Em palavras do eminente e saudoso jesuíta brasileiro Henrique de Lima Vaz, era preciso deixar de ser uma Igreja-reflexo e passar a ser uma Igreja-fonte. E assim o disseram os bispos reunidos em 1968. A Igreja do continente assumia sua vocação e destino de ser fonte de um novo modelo eclesial. Em um mundo globalizado como o nosso hoje, as intuições proféticas de Medellín continuam válidas e inspiradoras. Para anunciar a alegria do Evangelho, é preciso encarnar-se nos contextos e culturas para conhecê-los a partir de dentro. No entanto, esse mesmo processo de encarnação obriga a sair para fora do já conhecido e dos limites interinstitucionais O pontificado do Papa Francisco confirma toda essa trajetória eclesial que festeja cinco décadas. A Igreja em saída por ele proposta é a confirmação das prioridades de Medellín e a garantia de que hoje é preciso continuar a pisar os caminhos ali abertos.   Fonte: CRB Nacional.