Economia de Comunhão

  • Economia de Comunhão: proposta que nasceu no Brasil e se opõe ao consumismo moderno
    Uma das realidades de maior difusão criadas pelo Movimento dos Focolares é a Economia de Comunhão (EdC), ideia de Chiara Lubich quando visitou a cidade de São Paulo em maio de 1991. A proposta envolve empresários, trabalhadores, gestores, consumidores, poupadores, cidadãos, pesquisadores e operadores econômicos A Economia de Comunhão prevê o compromisso de todos, em vários níveis, em promover uma prática e uma cultura econômica voltadas para a comunhão, a gratuidade e a reciprocidade, propondo e vivendo um estilo de vida alternativo àquele dominante no sistema capitalista. Licia Paglione é italiana, professora na área de sociologia na Universidade Sofia, em Loppiano (Itália) e diretora do OPLA, Centro de Pesquisas Internacionais sobre a Pobreza. Licia se aproximou do tema da desigualdade por não compreender o fenômeno num mundo onde há riqueza para todos, com uma distribuição tão injusta. No âmbito de suas pesquisas, esteve no Brasil e conheceu a realidade da pobreza de perto. Entrevistada pelo Vatican News, Licia afirma que “a produção da riqueza não é a única e a mais importante finalidade do processo econômico. A riqueza é também um instrumento para o desenvolvimento das pessoas e seu florescimento”.   EdC Segundo o site da Economia de Comunhão, a alternativa ao consumismo propõe os seguintes conceitos: Viver e difundir uma nova cultura econômica e civil, desde as crianças aos idosos, o que Chiara Lubich chamou de “cultura do dar"; Formar novos empresários e empresários novos que, livremente, partilham os lucros para apoiar os objetivos da EdC: a redução da miséria/exclusão, a difusão da cultura do dar e da comunhão, o desenvolvimento da empresa e a geração de empregos; empresários que entendam e vivam a própria empresa como vocação e serviço ao bem comum e aos excluídos de qualquer latitude e contexto social; Combater as várias formas de pobreza, exclusão e miséria com uma inclusão dupla: comunitária e produtiva; de fato, estamos convencidos, também pela experiência de mais de vinte anos, que não é possível curar nenhuma forma de pobreza não escolhida sem incluir as pessoas desfavorecidas dentro de comunidades vivas e fraternas, e, onde é possível, até mesmo nos locais de trabalho, nas empresas: enquanto uma pessoa que pode e deve trabalhar não conseguir encontrar a oportunidade, ela permanece uma pessoa necessitada; Para que tal projeto se torne possível, a Economia de Comunhão trabalha num grande projeto de formação à cultura do dar, através de escolas, encontros, eventos de formação voltados a jovens, trabalhadores, empresários, cidadãos; Finalmente, na intuição carismática original de Chiara (São Paulo, 1991) um lugar fundamental no qual desenvolve a EdC por meio dos pólos produtivos e industriais dentro das cidadelas do Movimento dos Focolares, das quais representam um componente vital e vivificante; Dessa forma, do primeiro Polo “Spartaco Lucarini” que nasceu no Brasil, ao último Pólo "Giosi Guella", inaugurado em 2010 em Portugal, os Pólos continuam a alimentar a vida da EdC, um papel importante hoje, mas destinado a  se tornar sempre mais central no futuro próximo.     (Via: Vatican News)