Frei Flávio Amorim (OFMConv)
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15 anos da chegada de Dom Frei Agostinho em Juruá
Amanhã, 11, celebramos os 15 anos da chegada de Dom Frei Agostinho em Juruá. Um marco para a nossa Província São Maximiliano Kolbe do Brasil: o frade que fundou a missão franciscana conventual no coração do país também foi o pioneiro na pregação do Evangelho de Cristo na Amazônia. Foi ele quem primeiro desafiou as distâncias, desbravou uma realidade diferente e levou a muitas pessoas a Palavra de Cristo segundo os caminhos de Francisco. Esta data é igualmente importante para a população de Juruá que acompanhou e foi abençoada pela companhia do Cavaleiro da Imaculada. Hoje, no município localizado no interior da Amazônia brasileira, encontram se as marcas deste missionário franciscano. Próximo à Paróquia Nossa Senhora de Fátima, há um museu que recebe visitas de estudantes de diversas idades (confira aqui). Os rios que rodeiam a cidade também deixam clara a sua passagem quando se é avistado o barco que leva o seu nome (veja aqui). Estas marcas de Dom Frei Agostinho não são apenas físicas, mas também sensíveis. No município que outrora fora esquecido por muitos, os habitantes continuam a se lembrar do frade. Lá, ele já foi homenageado em festivais típicos (saiba mais clicando aqui) e deixou guardado na memória e na devoção popular a fama de santidade (entenda mais aqui). Este amor não era apenas unilateral. Para chegar às populações juruaenses, o missionário pediu dispensa do episcopado da Diocese de Luziânia, onde foi o primeiro bispo. No tempo em que ficou na Amazônia, deu tudo de si. Evangelizou da cidade até as mais longínquas aldeias indígenas e povos ribeirinhos. Iniciou ali a devoção à Imaculada. Seu amor pelas pessoas que lá encontrou era tanto que, mesmo severamente acometido por doenças, decidiu retornar de Brasília (onde estava recebendo o tratamento médico) para Juruá. Sua palavras continuam a ecoar no coração dos frades e do povo de Deus, "meu coração pedia para voltar à Amazônia e aqui completar a minha caminhada". Dom Frei Agostinho Falecido em 20 de novembro de 2011, na cidade de Juruá (AM), ele continuou até o fim de seus dias trabalhando na missão da região que tanto amou. Nascido em 29 de novembro de 1930, o Cavaleiro da Imaculada era polonês, natural da região de Podwojponie e veio para o Brasil em 1974. Era doutor em teologia sistemática e dedicou a vida ao trabalho missionário. Leia mais sobre o Cavaleiro da Imaculada clicando aqui. Confira abaixo o que disseram os Freis Francisco Ferreira (OFMConv.), atual pároco da comunidade Nossa Senhora de Fátima; e Flávio Amorim (OFMConv.), antigo pároco da mesma igreja. -
45 anos da chegada de Dom Frei Agostinho: estudantes visitam o Museu do Missionário da Amazônia
Celebrando os 45 anos da chegada de Dom Frei Agostinho ao Brasil, no dia 16 de outubro, a comunidade de Juruá (AM) organizou uma visita ao Museu dedicado ao fundador da Província São Maximiliano Kolbe. Reformado recentemente pelo Frei Flávio Amorim (OFMConv.), foram recebidos no museu os estudantes de diversas escolas da cidade. A visita que era iniciada no memorial Dom Frei Agostinho, passava também pela Casa de Presépios, local onde são expostos presépios da coleção pessoal do Frei Flávio e também algumas obras preparadas pela própria comunidade da Paróquia Nossa Senhora de Fátima (saiba mais clicando aqui. Leia também sobre a tradição franciscana dos presépios clicando aqui). Por último, os estudantes visitavam o túmulo do Missionário da Amazônia. O museu foi inaugurado na última quinta-feira, 14, ocasião em que o novo Ministro Provincial, Frei Gilberto de Jesus (OFMConv), esteve em Visita Fraterna às presenças de nossa Província na Missão Amazônia, passando pelas cidades de Juruá, Manaus e Tefé. Estudantes acompanhados pelo Frei Flávio ao fim da visita, no túmulo de Dom Frei Agostinho. Dom Frei Agostinho Agostinho Januszewicz chegou ao Brasil no dia 16 de outubro de 1974 para fundar a atual a Província São Maximiliano do Brasil. Inicialmente, desembarcou no Rio de Janeiro e em seguida, no ano de 1975, acompanhado de outros 4 missionários poloneses (Freis Marcos Ignaszewski, Frei Eusébio Wargulewski, Francisco Kramek e Edmundo Grabowieck) foi para a cidade de Uruaçu, em Goiás. Sendo pioneiro na evangelização na área que ia de Luziânia a Valparaíso de Goiás, Dom Frei Agostinho fundou, em 1983, a então Custódia São Maximiliano Kolbe no Convento da Imaculada Conceição (Jardim da Imaculada). Lá, ele instituiu também a Revista Cavaleiro da Imaculada que era confeccionada no próprio convento e enviada a todo o Brasil. Foi ordenado em 1989 pela Sé Apostólica como o primeiro Bispo da recém-criada Diocese de Luziânia. Completando 30 anos de missão no Brasil, em 2004, ele renuncia ao ministério pastoral da Diocese e, no ano seguinte, inicia a Missão Amazônia na região de Juruá. Lá, ficou até o encontro com a Irmã Morte corpórea, em 20 de março de 2011. Saiba mais sobre o Missionário da Amazônia aqui. Veja mais fotos na galeria abaixo! -
Celebrando o Corpo de Cristo, pastorais de Juruá preparam tapetes de acordo com diversas temáticas
A comunidade da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Juruá (AM), celebrou ontem (21) a Solenidade de Corpus Christi. Para esta data, foram realizados diferentes tapetes ornamentados com várias temáticas. A cidade de Juruá é uma das frentes de atuação da Missão Amazônia da Província São Maximiliano Kolbe que busca a propagação do Evangelho segundo o carisma franciscano (saiba mais clicando aqui). Iniciando a celebração, às 18h, foi feita a exposição do Santíssimo Sacramento na Igreja Matriz. Logo em seguida, foi iniciada a exposição na praça da matriz, onde foi rezado o primeiro evangelho. Depois, os fiéis se dirigiram ao Oratório de Nossa Senhora de Fátima, a primeira igreja da cidade, onde foi rezado o segundo evangelho. O terceiro evangelho foi celebrado na Igreja de São Francisco que fica no bairro de mesmo nome. Já na região de Tancredo Neves, na Igreja de Santa Luzia, os paroquianos e paroquianas receberam a quarta bênção e fizeram memória aos 30 anos da Pastoral da Criança da Prelazia de Tefé e dos 26 anos da permanência do mesmo grupo em Juruá. Jovens e pastorais tiveram grande participação na confecção dos tapetes. Concluindo, a procissão seguiu para a Escola Estadual Romerito Brito, onde foi dada a bênção do Santíssimo e realizada a celebração da Santa Missa presidida pelo Frei Flávio Amorim (OFMConv.) e concelebrada pelo diácono Frei Paulo Arantes (OFMConv.). Ao final, todos reuniram-se para fazer a limpeza dos locais utilizados. “O que foi bonito (e é o que eu sempre admiro em Juruá) é justamente a grande participação dos jovens e de todos os movimentos e pastorais de nossa comunidade”, comentou Frei Flávio sobre a celebração de ontem. Os tapetes foram confeccionados com as seguintes temáticas: Sínodo da Amazônia, da Assembleia de CEBs, os 30 anos da Pastoral da Criança na Prelazia de Tefé, a Campanha da Fraternidade e todos os motivos eucarísticos. -
Frades encerraram ontem (20), a Visita Canônica à Juruá (AM)
Na cidade de Juruá (AM) desde a última sexta-feira (16), o Vigário Geral, Frei Jerzy Norel (OFMConv.), acompanhado pelo provincial, Frei Marcelo Veronez (OFMConv.) e pelo assistente geral da Federação da América-Latina e Caribe (FALC), Frei Carlos Trovarelli (OFMConv.), encerrou ontem (20), a sua Visita Canônica na região (confira as atividades realizadas em terras juruaenses clicando aqui). Os religiosos chegaram hoje (21) à cidade de Tefé (AM) para a segunda parte da Visita Canônica aos trabalhos franciscanos conventuais na Missão Amazônia. Com objetivo de compreender a realidade da evangelização na região amazônica e também de inteirar-se da atuação na Missão Amazônia, com destaque especial à obra e memória de Dom Frei Agostinho, os visitadores passaram cinco dias em Juruá. Durante este período, os religiosos conheceram algumas das comunidades ribeirinhas locais e participaram de algumas celebrações. Na manhã de segunda-feira (19), para os últimos compromissos, os visitadores se reuniram com missionários locais, Freis Flávio (OFMConv.) e Mário Pruszak (OFMConv.). No período da tarde, acompanhados dos jovens e das jovens paroquianas, os religiosos foram a um igarapé nas localidades de Juruá. À noite, os frades celebraram a Santa Missa de despedida na Paróquia Nossa Senhora de Fátima. Visitadores canônicos e Freis Flávio Amorim (OFMConv.) e Mário Pruszak (OFMConv.) se despedem em frente ao túmulo de Dom Frei Agostinho. A visita foi encerrada ontem (20) da mesma forma que havia sido iniciada: diante do túmulo de Dom Frei Agostinho. Ocasião em que os visitadores foram presenteados com um remo, que é o símbolo dos povos indígenas e ribeirinhos da região, “entregamos o presente não apenas como forma de agradecimento, mas também de lembrança. Porque é no rio que acontece o caminho para a missão e para a evangelização na Amazônia”, afirmou Frei Flávio, o delegado provincial de Missão. O local de recepção e despedida sendo no túmulo do Cavaleiro da Imaculada também tem o seu significado, como explica Frei Flávio, “eu sempre falei aos visitadores que Dom Frei Agostinho, foi quem iniciou a missão e que até hoje continua sendo a nossa inspiração. Iniciar e encerrar a visita ali era muito significativo tanto para pedir a esse grande apóstolo que olhasse por nós quanto para agradecer pela sua coragem em vir para o Brasil e, depois, para o interior da Amazônia espalhar o carisma franciscano conventual”, relatou ele. Tefé Os visitadores chegaram ontem (20) à cidade de Tefé. Lá, foram recepcionados pelos frades da Casa de Missão Santo Antônio de Pádua (AM), os Freis José Adriano (OFMConv.) e Vogran Leluia (OFMConv). Hoje, o Bispo da Prelazia de Tefé, Dom Fernando Barbosa (CM) se reuniu com o Vigário Geral, o assistente geral da FALC e o Ministro Provincial. Logo mais, ainda nesta tarde, os religiosos conhecerão comunidades localizadas no interior da floresta amazônica. Visitadores canônicos se reúnem com Dom Fernando, Bispo da Prelazia de Tefé. Ajude a Missão em Tefé Os frades precisam de sua ajuda para as obras na Casa de Missão em Tefé (confira aqui e aqui também). Você pode colaborar com qualquer quantia. Quaisquer dúvidas ou informações, entre em contato com o Frei José Adriano (OFMConv). Seguem os dados da conta: Fundo Missionário ou Missão Kolbe Banco do Brasil Agência: 0452-9 Conta Corrente: 35820-7 CNPJ: 02501906/0001-15 Veja mais fotos na galeria! -
JMI de Juruá e Tefé: foi celebrada a consagração do primeiro Núcleo da MI nas comunidades ribeirinhas
Concluindo o encontro entre as Juventudes da Milícia da Imaculada (JMI) das cidades de Tefé e Juruá, no Amazonas, foi celebrado no último domingo, 08, a consagração do primeiro núcleo da Milícia da Imaculada (MI) na comunidade de Forte das Graças. A iniciativa dos jovens de ambos os grupos faz parte de um planejamento maior de formar diversos núcleos da MI em comunidades ribeirinhas, dedicando-se, desta forma, ao pedido do Papa Francisco de uma Igreja em saída e que chegue aos que mais precisam. O encontro entre as JMI está acontecendo desde o dia 30 de setembro (você pode conferir clicando aqui) e esta pastoral com os povoados ribeirinhos já era um projeto do grupo de Juruá. Esta foi a primeira vez em que foi celebrada uma Consagração à MI no povoado que, na ocasião, celebrava a Festa da Padroeira Nossa Senhora de Nazaré. O diácono Frei Paulo Arantes (OFMConv.) estava na região desde a quinta-feira passada, 05, antecipando todos os preparativos necessários junto à comunidade. Em seguida, foram ao local o Frei Flávio Amorim (OFMConv.), o diácono Frei Maykon Anderson (OFMConv.) e os jovens da JMI que participavam do encontro. No domingo foi celebrada então a Santa Missa e, logo em seguida, realizada a Consagração. Novas consagradas à Imaculada na comunidade de Forte das Graças. “Estávamos trabalhando nesta ideia da ‘JMI em Saída’ há mais de um ano para reunir pequenos grupos de jovens para a MI nestas localidades. Os membros dão aos novos consagrados as funções que exercerão em suas comunidades, desde as atividades pastorais aos trabalhos sociais”, explicou o Frei Flávio. Veja também os últimos trabalhos da Missão Amazônia: clique aqui. Veja mais fotos na galeria abaixo! -
Missão Amazônia: "Precisamos de missionários que nos entendam", dizem os indígenas
O município de Juruá (AM) é uma das localizações atendidas pela Missão Amazônia da Província São Maximiliano Kolbe. Lá, existem cerca de 9 aldeias indígenas da etnia Madja Kulina que conta com quase 1 mil nativos na região do baixo Juruá. Para anunciar o Evangelho de Cristo e realizar trabalhos pastorais, o Frei Flávio Amorim (OFMConv.) visitou, entre os dias 16 e 24 deste mês, sete das nove tribos existentes. O frade foi acompanhado pelo jovem Saboia, coordenador da Pastoral da Juventude (PJ) da Paróquia Nossa Senhora de Fátima. Eles percorreram cerca de 755km pelo Rio Juruá e visitaram as seguintes comunidades: Boca do Paupixuna, Maracá, Paupixuna, Beiradão, Marupá, Mapiranga e Lago Preto. Por acaso, os dois ainda encontraram pelo caminho alguns indígenas que moram na Aldeia Morada Nova, que fica em uma praia do rio. “É com muita alegria que, finalmente, viemos fazer a visita às comunidades indígenas da etnia Madja Kulina! Viemos fazer aquilo que o Papa Francisco nos pede. Em um primeiro momento, ver, olhar esta realidade e, depois escutar este povo”, afirmou o Frei Flávio ao explicar as motivações para esta missão. Muitas destas comunidades ficam, de certa forma, isoladas do contato com o mundo exterior já que, muitas vezes, as únicas vias de acessão são os rios. Assim, os frades precisam organizar esporadicamente algumas viagens para ir de encontro aos indígenas e realizar alguns trabalhos pastorais, como o batismo das crianças mais novas e a celebração da Santa Missa. Algumas comunidades desta última viagem receberam, pela primeira vez, a visita de um sacerdote. Missionários que entendam os indígenas No primeiro dia, o Frei Flávio e o jovem Saboia estiveram na aldeia do Boca do Paupixuna, onde foram recebidos pelo senhor Luiz e sua esposa Mariá Madja Kulina que contou a eles a história da aldeia e a sua formação. Já no dia 18, acompanhados pelo guia Dimas Guimarães, eles chegaram à aldeia do Paupixuna, a maior desta etnia na região. Lá, foram recepcionados por crianças, jovens, adultos e os idosos Ruré Madja Kulina e o Pajé Madja Kulina. Ainda em Paupixuna, os visitantes ouviram dos índios a história do grupo que, após ser perseguido, foi orientado pela Fundação Nacional do índio (FUNAI) a residir na região do Baixo Juruá. Nesta localização, eles se fixaram e construíram a maior tribo da região com 272 membros em 52 famílias. “Precisamos de Missionários que nos entendam e que nós entendamos eles. Precisamos que nos conheçam, comam da nossa comida e dancem o nosso arrié. Quando o pastor chama a nossa dança de “ruré”, quem está entendendo isto é ele”, disse o Pajé Madja Kulina. No período da tarde, os índios mostraram ao Frei Flávio e ao jovem Saboia como é o arrié: uma dança circular e dançada em noites de lua cheia, pois eles acreditam que nesta noite os espíritos podem se aproximar do pajé. “Encontrei aqui a alegria do Evangelho, como o Papa disse em sua encíclica Evangelii Gaudium. É com essa alegria que levo aqueles que são meus irmãos e irmãs”, disse o Frei Flávio logo após a demonstração de dança. Prometendo retornar outras vezes, o frade abençoou os aldeões, “com certeza acontecerão outros momentos em que juntos iremos celebrar, ceiar e perceber o quanto é bonito o Evangelho! Aqui está o Evangelho vivo”, contou ele junto aos líderes da tribo. Em 5 das sete comunidades visitadas, os missionários foram acompanhados pelos enfermeiros e enfermeiras do Polo da Saúde Indígena que realizaram pequenos atendimentos e vacinaram as crianças. Confira mais fotos na galeria! -
Missão Amazônia: confira a celebração ao Seráfico Pai São Francisco na cidade de Juruá
As celebrações ao Seráfico Pai São Francisco na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Juruá (AM), foram iniciadas ainda no dia 25 de setembro com o Novenário. Os fiéis das comunidades juruaenses tem grande devoção por Francisco e, desta forma, são bem participativos nas diversas atividades realizadas neste período de solenidade. As novenas eram celebradas após as Santas Missas todos os dias e, como é costume nas festas dos padroeiros, foram realizados também os arraiais com barraquinhas e comidas típicas. No dia 03, foi celebrado o trânsito de São Francisco, ocasião para relembrar a minoridade vivenciada pelo Pobrezinho de Assis até em seus últimos momentos de vida. Os membros da Juventude da Milícia da Imaculada (JMI) da comunidade ficaram responsáveis pelo rito. No encerramento, realizado no dia do Seráfico Pai (04), os fiéis e as fiéis da comunidade se reuniram em procissão em que, além da imagem de Francisco, tem-se o hábito de levar junto a imagem de Santa Clara, sua companheira no seguimento do evangelho. Logo após, fora celebrada a Santa Missa e aconteceu o último dia do arraial. Franciscanismo em Cumaru Nas comunidades de Juruá, os fiéis e as fiéis têm grande devoção por São Francisco de Assis, mas uma em especial, Cumaru, tem um amor maior ao Pobrezinho. Este fato deve-se aos migrantes que vieram durante o Ciclo Da Borracha, “provenientes das regiões próximas à Canindé (CE), onde fica o Santuário São Francisco das Chagas (veja algumas fotos aqui), consigo eles e elas trouxeram essa devoção a Francisco”, explica o Frei Flávio Amorim (OFMConv), pároco de Nossa Senhora de Fátima. Para iniciar a solenidade na comunidade, o frade a visitou ainda no dia 22 de setembro. Na ocasião, houve o levantamento do mastro e os fiéis celebraram em cantos e orações. Novamente na em Cumaru, o Frei Amorim retornou no dia 06 deste mês para o encerramento. Como o costume na Festa do Padroeiro, foram realizados batizados e a celebração da Santa Missa. Confira as festas de São Francisco em outras Paróquias Franciscanas clicando aqui. Saiba mais sobre o Seráfico Pai aqui. Entenda pontos fundamentais do carisma franciscano na série Vocação Franciscana clicando aqui. -
MISSÃO AMAZÔNIA: Em Juruá, comunidade realizou a Pré-CEBs
Os jovens paroquianos da Comunidade de Nossa Senhora de Fátima, em Juruá (AM) reuniram-se logo cedo no último sábado (08) para participarem de um dia inteiro de formações. Na ocasião, foi realizado no Galpão Paroquial, a Pré-CEBS sobre a 5º Assembleia de CEBS. O evento foi focado na assembleia quadrienal das Comunidades Eclesiais de Base da Prelazia de Tefé, também no Amazonas. Toda a programação foi volta a reflexões sobre o tema “Igreja num estado permanente de Missão” e o lema “Não tenham medo! Vão anunciar” (Mt 28, 10). Iniciando com a celebração da Santa Missa, os participantes e as participantes puderam se preparar para as palestras conduzidas, em um primeiro momento, pelo diácono Frei Paulo Arantes (OFMConv.) e, em seguida, pelo Frei Flávio Amorim (OFMConv.). O Frei Flávio alegrou-se com o envolvimento dos jovens nas discussões sobre a temática do evento. “A melhor parte da Pré-CEBs foi a resposta de nosso povo, principalmente, dos jovens. Sejam aqueles que integram a Juventude da Milícia da Imaculada (JMI), sejam aqueles que fazem parte da Pastoral da Juventude (PJ). A maneira como se engajaram e se interessaram pela temática, tudo foi muito positivo!”, explicou o Frei Flávio. Confira a galeria ao final da matéria! CEBS De 10 a 14 de julho será realizada no município de Jutaí, da Prelazia de Tefé, a 5ª Assembleia de CEBS - Comunidades Eclesiais de Base da Prelazia de Tefé. Cada paróquia realizou a Pré-CEBS, uma preparação para aqueles que irão participar do evento. -
Missão Amazônia: frades visitam comunidades ribeirinhas e realizam trabalhos pastorais
O Estado do Amazonas possui uma vasta região segmentada por diversos rios. Embora tenha muitas cidades e grandes centros urbanos, como Manaus, as distâncias a serem percorridas entre os bairros, povoados e vilas ainda são grandes e, muitas vezes, o único meio de acesso são os rios. Esta é a realidade de muitos povos ribeirinhos que, pela difícil aproximação, podem ficar certos períodos de tempo sem receber um sacerdote. Por este motivo, os missionários da Amazônia (clique aqui e saiba mais sobre a Missão Amazônia de nossa Província) se organizam regularmente para estarem sempre indo ao encontro destas pessoas que têm uma necessidade pastoral maior e urgente. Sendo assim, na última semana, os Freis Flávio Amorim (OFMConv.) e Paulo Arantes (OFMConv.), visitaram as comunidades de Vila Nova, Marizal, Zé Ponte e São Raimundo. Eles percorreram ao todo cerca 196km em dois dias nos afluentes Breu e Breuzinho do grande rio Juruá. Os frades estiveram acompanhados dos jovens Afonso e Sabóia, da Pastoral da Juventude (PJ); e também de Lucas, da Juventude da Milícia da Imaculada (JMI) e lá, os missionários foram às casas dos moradores, conheceram a sua realidade e realizaram alguns trabalhos pastorais. "Nós convivemos com o povo e vivemos um pouco de sua realidade", explicou o Frei Flávio Amorim (OFMConv.). Neste período é feita uma pequena reunião com a comunidade. São batizadas as crianças mais novas que ainda não receberam o Santo Sacramento e, em seguida, celebra-se uma Santa Missa. “Nós convivemos com o povo e vivemos um pouco de sua realidade. Eles levam uma vida dura e privada de muitos confortos aos quais estamos acostumados já que muitos vivem somente da pesca e agricultura”, explicou Frei Flávio sobre a atividade. Além do trabalho pastoral e missionário, a visita também tem como objetivo amadurecer a fé e o carisma franciscano daqueles que dela participam. “A experiência de estar com os ribeirinhos é sempre um momento forte e de retorno à simplicidade. Refletimos sobre as realidades e vivenciamos novamente o amor à nossa vocação”, afirmou Frei Flávio. A missão também é um tempo forte de retorno à simplicidade e ao amor à vocação. Veja também os últimos trabalhos da Missão Amazônia: clique aqui. Confira mais fotos na galeria abaixo! -
Missão Amazonia: jovens participam da V Assembleia das Comunidades Eclesiais de Base da Prelazia de Tefé
Entre os dias 10 e 14 de julho, foi realizada em Jutaí (AM) a V Assembleia das Comunidades Eclesiais de Base – CEBs da Prelazia de Tefé (AM). O evento quadrienal das Comunidades Eclesiais de Base da Prelazia de Tefé e neste ano teve toda a sua programação voltada a refletir sobre o tema “Juventude numa Igreja em estado permanente de Missão” e segui o lema “Não tenham medo! Vão anunciar” (Mt 28, 10). Ao todo, estiveram presentes mais de 900 lideranças urbanas, indígenas e ribeirinhas que se deslocaram das muitas comunidades dessa região das águas do médio Solimões, Tefé, Alvarães, Uarini, Fonte Boa, Maraã, Japurá, Juruá, Carauari e Itamarati para se encontrarem de 10 a 14 de julho, em Jutaí no Estado do Amazonas. A Missão Amazônia (saiba mais sobre clicando aqui), na qual atuam os frades da Província São Maximiliano Kolbe, também participou do evento. As comunidades das Paróquias de Santo Antônio em Tefé e de Nossa Senhora Aparecida em Juruá se organizaram para fazer-se presentes da Assembleia com as mais diversas pastorais, mas principalmente, com uma participação maior da juventude – que era o foco do evento. A comunidade tefeense se dividiu para assistir às palestras nos cinco locais onde estavam sendo realizados os painéis. Os jovens paroquianos acompanharam as conferências do evento, no entanto, não eram o único público – os homens e mulheres das pastorais do dízimo e da liturgia também participaram da Assembleia. Os jovens como protagonistas de uma Igreja em estado permanente de Missão. “Não ficamos todos juntos, já que eram muitos os lugares em que aconteciam os debates. Nos separamos para assistir a todas as apresentações”, explicou o Frei José Adriano (OFMConv.), pároco da Paróquia de Santo Antônio, em Tefé. Muitos foram os tefeenses que se hospedaram em casas de pessoas que moravam próximas ao local do evento. De Juruá, participaram 46 pessoas. Os paroquianos de Nossa Senhora de Fátima, em sua maioria jovens, estavam se preparando há um tempo para a assembleia e até realizaram uma “Pré-CEBS”, (confira clicando aqui). Como informou o pároco Frei Flávio Amorim (OFMConv.), “trabalhamos a Exortação Apostólica do Santo Padre Christus vivit e eu acho que a nossa comunidade renasce com a juventude”, disse. O frade que atua na Missão Amazônia juruaense considera que, para uma Igreja em estado permanente de Missão, torna-se necessário que os jovens sejam os protagonistas. “São eles que vão cuidar desta igreja. Em nossa região, são eles que realizam o trabalho social e visitam os ribeirinhos. Precisamos ensiná-los tudo isto e que não é preciso ter medo já que Nossa Senhora mostrará os caminhos e o senhor que irá à frente”, afirmou Frei Flávio. Confira mais fotos na galeria! -
Missão Amazônia: jovens retornam da visita à comunidade ribeirinha de Forte das Graças
Os jovens e as jovens que partiram na quarta-feira passada, 05, em Missão à comunidade ribeirinha de Forte das Graças, retornaram no sábado, 08, e lá, realizaram um tríduo da festa da Padroeira do local, Nossa Senhora de Nazaré. Os integrantes e as integrantes da Juventude da Milícia da Imaculada (JMI) e da Comunidade Azinheiros da Justiça, com o auxílio de Antônio Sabóia da Pastoral da Juventude (PJ), também fizeram a formação de oito coroinhas, com a bênção e o recebimento das túnicas na sexta-feira, 07. Durante a sua presença na comunidade, a equipe dos missionários atuou na preparação das crianças para serem batizadas e, além disso, trabalharam na restauração da Igreja de Nossa Senhora. A missão havia sido organizada pelo Frei Flávio Amorim (OFMConv), que viajou com os jovens e as jovens. Todas as atividades foram planejadas em março deste ano, quando diversas comunidades ribeirinhas receberam a visita dos juruaenses (como havíamos noticiado aqui). O Frei Flávio explicou que a intensão das missões é instituir um Núcleo da JMI em cada uma das comunidades, acompanhando o desenvolvimento e a formação da juventude, sendo Forte das Graças a primeira a receber a obra em virtude da Festa da Padroeira. “Conviver com estas populações é retornar à experiência de vida comunitária e, ao mesmo tempo, perceber como essas pessoas estão sedentas de Deus já que, pode acontecer de ficaram quase um ano sem receberem a Celebração Eucarística. Tudo isso é muito bom e anima a nossa Missão aqui, em Juruá”, contou o frade. Confira mais fotos na galeria! Ajuda a Missão: Fundo Missionário ou Missão Kolbe Banco do Brasil Agência: 0452-9 Conta Corrente: 35820-7 CNPJ: 02501906/0001-15 Saiba mais sobre a Missão Amazônia clicando aqui. -
Missão Amazônia: Juventude da Milícia da Imaculada em Missão
Os jovens da Juventude da Milícia da Imaculada (JMI) das cidades de Juruá e de Tefé, no Amazonas, têm se empenhado em diversas atividades para celebrar a espiritualidade mariana. No último fim de semana, entre os dias 30 e 31 de agosto, eles realizaram um acampamento para meditar as duas coroas de São Maximiliano, o santo dos tempos difíceis e fundador da Milícia da Imaculada. Continuando na segunda-feira, 02, aconteceu a programação normal da JMI. Já na terça-feira e na quarta-feira, 03 e 04, foi realizada a Assembleia. Em um primeiro momento, foi ouvida a realidade dos integrantes de ambos os da JMI das duas cidades. Posteriormente, os jovens debateram alguns projetos futuros para a JMI. Orientando os participantes, estão os Freis Flávio Amorim (OFMConv.), delegado para a Missão no Amazonas, Paulo Arantes (OFMConv.), diácono em Juruá e o Frei Maykon Anderson (OFMConv.), diácono em Tefé. O encontro continua até domingo (08) e ainda acontecerão momentos de Adoração e recreações. No último dia, os participantes irão à comunidade ribeirinha de Fortes das Graças para celebrar a padroeira Nossa Senhora de Nazaré. Alguns dos jovens irão ainda hoje e, acompanhados do Frei Paulo Arantes (OFMConv.) participarão das festividades. Nesta mesma comunidade, haverá a consagração ao Imaculado Consagração de Maria de um pequeno grupo de jovens que formará a primeira JMI do local. Veja mais fotos na galeria! -
Missão Amazônia: novena a São Maximiliano e visita ao Museu Dom Frei Agostinho
Foi encerrada ontem, 14, na Solenidade de São Maximiliano, a novena em ação de graças ao padroeiro da província. A comunidade da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Juruá (AM), celebrou a vida e obra do fundador da Milícia da Imaculada entre os dias 05 e 13 deste mês e, neste período, realizaram diversas atividades. No sexto dia da novena (10), os jovens e as jovens milicianas fizeram um mutirão de limpeza na praia da cidade com o intuito de conscientizar a população sobre a nossa responsabilidade para com a criação. Já no dia seguinte (11), na festividade de Santa Clara, foi abençoado e inaugurado o Cinema Paroquial na sala da Juventude da Milícia da Imaculada (JMI). Na ocasião, foi transmitido o documentário “Jardim da Imaculada” (2013), produzido pela Canção Nova (que você pode conferir ). O Cinema Paroquial estará aberto às escolas locais e algumas já iniciaram a marcação de horários. Inauguração da sala de Cinema Paroquial. No encerramento da novena, durante a Solenidade de São Maximiliano, realizamos o Ofício da Imaculada Conceição e, logo depois, celebramos a Santa Missa presidida pelo Frei Flávio Amorim. As integrantes e os integrantes da JMI prepararam um jantar que foi partilhado num momento de muita fraternidade. Visita ao Museu do Cavaleiro da Imaculada Hoje, 15, os alunos e as alunas da Escola Municipal Dalila Litaiff conheceram o Museu Dom Frei Agostinho e visitaram o seu túmulo. O passeio faz parte de uma programação direcionada às escolas para que seus estudantes possam aprender sobre a vida e obra desse cidadão que escolheu Juruá por amor, um apóstolo incansável da Imaculada. O Frei Flávio acompanhou a visita e relatou a ocasião, “foi um momento de muita emoção. As crianças fizeram diversas perguntas e ficaram encantadas com a missão de Dom Frei Agostinho e o seu desejo em permanecer na cidade”, disse ele. O Frei Flávio, organizador desta programação, falou sobre o legado do Cavaleiro da Imaculada para a Missão Amazônia, “ele nos deixa um grande testemunho de amor à missão e, por ela se deixa consumir até o último momento. Isso é visível no testemunho do povo de Juruá. Que Dom Frei Agostinho cuide e interceda por essa bela obra!”, expressou ele. Frei Flávio falando aos estudantes e às estudantes durante a visita ao Museu Dom Frei Agostinho. Confira mais fotos na galeria! Saiba mais sobre a Missa Amazônia clicando aqui. Conheça mais da obra de Dom Frei Agostinho aqui. -
Missão Amazônia: peregrinação do Barco Dom Frei Agostinho
Desde que ficou pronto, em 22 de outubro, o barco Dom Frei Agostinho, fez uma verdadeira peregrinação para que pudesse estar pronto para o auxílio da Missão Amazônia na cidade de Juruá (AM). Tudo começou ainda no domingo das eleições, 28, quando o Frei Flávio Amorim (OFMConv.) viajou à Manaus (AM) para preparar os caminhos a serem percorridos com a embarcação. Na terça-feira, 30, no Porto da Marina no Rio Negro, ainda na capital amazonense, o barco foi abençoado por Dom Sérgio Eduardo Castriani, Arcebispo de Manaus e que há muito mantém uma relação de admiração mútua para com os irmãos conventuais e a sua Missão, principalmente pelo Cavaleiro da Imaculada, Dom Frei Agostinho (OFMConv.). Em seguida, a embarcação foi testada, ocasião em que realizou a sua primeira viagem até a cidade de Tefé (AM). Já no dia 05 de novembro, quando o barco havia chegado ao seu destino, os Freis Flávio e Mário Pruszak (OFMConv.) deram andamento na documentação e regulamentação do mesmo. À tarde, por volta das 15h, no Porto de Tefé e no rio de mesmo nome, os frades, acompanhados do Frei Vogran Leluia (OFMConv.) e outros fiéis da comunidade, realizaram a segunda bênção ao barco pelas mãos de Dom Fernando Barbosa, Bispo da Prelazia de Tefé. Dom Fernando Barbosa e os Freis Flávio Amorim (OFMConv.) e Vogran Leluia (OFMConv.) na bênção ao barco em Tefé. Somente no último sábado, 10, a embarcação chegou à sua casa definitiva, a cidade de Juruá. Logo cedo, às 08h30, muitos e muitas fiéis da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, aguardavam a chegada do barco no Terminal Hidroviário. Chegada essa que foi realizada com muito carinho e acolhimento pela comunidade que alegrou-se com mais este passo importante da missão conventual na região. Dentre as documentações já liberadas para a embarcação, está a homologação que habilita a navegação e que foi autuada na quinta-feira, 08, como explica o Frei Flávio, “ainda é a autorização provisória, mas em torno de um mês, chegará a definitiva. E, assim, o nosso peregrino Dom Frei Agostinho, continua sua missão aqui na Amazônia”, pontuou o religioso relembro àquele que foi e é inspiração para muitos e muitas. Frei Flávio juntamente da comunidade de Nossa Senhora Aparecida na chegada da embarcação à Juruá. Conheça a Missão Amazônia aqui. Confira os últimos trabalhos franciscanos na Missão clicando aqui. Veja mais fotos na galeria! Ajude a Missão em Tefé Os frades precisam de sua ajuda para as obras na Casa de Missão em Tefé (confira aqui e aqui também). Você pode colaborar com qualquer quantia na conta: 16384-8, agência 3743, do Banco Bradesco – em nome de “Prelazia de Tefé – Paróquia Santo Antônio de Pádua”. Quaisquer dúvidas ou informações, entre em contato com o Frei José Adriano (OFMConv). -
Pelo fim da pandemia, Frei Flávio percorreu 51km a pé, em peregrinação ao Santuário Jardim da Imaculada
Com bolhas nos pés e um "sentimento de satisfação", o Frei Flávio Amorim (OFMConv.), de 48 anos, percorreu 51 km a pé, partindo de Brasília, pelo fim da pandemia do novo coronavírus. O trajeto até Cidade Ocidental – região do Entorno do DF, em Goiás – foi concluído em 13 horas. "Pedi, principalmente, pelas famílias com parentes enfermos, que perderam entes queridos e precisam de consolo", disse o religioso. "Também pedi bênçãos e que Nossa Senhora coloque a mão e acabe de vez com a pandemia", afirmou. A peregrinação foi feita em grupo, com uso de máscara e mantendo o distanciamento social. Ao todo, outras nove pessoas seguiram o frade, algumas em carros de apoio levavam água e motivação. Os fieis, acompanhados também pelo Frei Vitor Lucas (OFMConv.), deixaram o Seminário São Francisco de Assis, na Asa Norte, por volta das 19h de domingo (26) e, às 8h desta segunda-feira (27), chegaram ao Santuário Jardim Imaculada. Frei Flávio Freitas em peregrinação entre DF e Goiás — Foto: Edsandra Silva/Arquivo pessoal "Cada um caminhou e fez sua oração. Pensava o tempo todo nas intenções, que neste momento em que a humanidade está sofrendo, tiremos coisas boas disso tudo. Que haja uma fraternidade entre nós." Desejo antigoNas palavras do frade, o desejo de cumprir a promessa e realizar a peregrinação vêm desde antes do início da pandemia. O aumento de casos e mortes em todo país o motivaram a cumprir a velha vontade. Com o incentivo de familiares e de irmãos da congregação, Frei Flávio organizou a ida e, em menos de uma semana, decidiu pôr os pés na estrada. Duas horas após a chegada, o religioso conversou por telefone e descartou o sentimento de cansaço. Ao longo das 13 horas de caminhada, o religioso enfrentou do frio à seca. No início da manhã, os termômetros marcavam 12ºC, e os ventos chegavam até 18 km/h. Ao longo do dia, a umidade varia de 85% a 32%. Fonte: G1. -
Primeira aldeia indígena consagrada à Milícia da Imaculada
Pouco antes de viajar para Brasília, onde permanecerá pelos próximos quatro anos, o Frei Flávio Amorim (OFMConv.) escolheu passar os últimos dias na Missão Amazônia fazendo o que fez desde o quadriênio anterior (2015-2019): levando o Evangelho de Cristo para aqueles que estão distantes geograficamente e até isolados tecnologicamente. Assim, nas semanas que se passaram, o frade continuou os trabalhos da evangelização no interior da floresta amazônica. Percorrendo quilômetros de barco, o Frei Flávio utilizou-se dos rios para ir de encontro às aldeias mais distantes do centro de Juruá (AM). Ele visitou sozinho as aldeias de Paupixuna e Boca do Paupixuna. Lá, celebrou a Eucaristia, realizou o batismo de algumas crianças e levou o movimento fundado por São Maximiliano Maria Kolbe, a Milícia da Imaculada (MI). E assim, fez algo que ainda não havia sido feito: o frade consagrou, pela primeira vez, toda uma aldeia indígena a Cristo pelo Imaculado Coração de Maria. “Assim que fui nomeado como Vigário Provincial, as pessoas de Juruá ficaram sabendo que eu deixaria a cidade. Então, o próprio cacique me convidou para batizarmos e consagrarmos os indígenas. Nesta aldeia, temos um professor nosso e este deu uma pequena formação às pessoas sobre o batismo e Nossa Senhora”, explicou Frei Flávio. A chegada na Aldeia A viagem de Brasília até a aldeia foi um tanto complicada, mas o frade não desistiu de sua missão. “Fiz um voo de Brasília para Manaus e outro de Manaus para Tefé. Chegando em Tefé, não tinha barco para Juruá. Então peguei uma catraia até a cidade de Nogueira. Lá, fiz um percurso de moto até o porto de Alvarães. No entanto, perdi o barco que ia até a aldeia. As pessoas, vendo minha aflição, me ajudaram. Consegui um bote que alcançou o barco com destino à aldeia”, contou Frei Flávio. Após uma noite no barco, no dia 11, o frade desembarcou na aldeia Boca do Paupixuna. Foi recebido com muita festa pelos indígenas que o aguardavam. Acompanhado de dois indígenas e do professor que faz parte da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, onde Frei Flávio foi pároco, ele se dirigiu à aldeia Paupixuna, onde aconteceria a consagração. Providencialmente no dia 12, solenidade de Nossa Senhora de Guadalupe, eles chegaram à Boca do Paupixuna. “Nesta aldeia não estava nada preparado ainda. Nem comida. Tivemos que comer farinha de mandioca e sardinha enlatada”, disse. O batismo foi realizado na beira do rio. Os aldeões reuniram-se em volta do religioso. Estavam presentes mulheres, homens, jovens e muitas crianças. Em um barco Frei Flávio colocou a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. “Foi uma experiência muito bonita! Falei a eles da história de Guadalupe e como ela tinha um rosto parecido com o deles, uma feição indígena”, disse. Durante a consagração, o frade repetiu aos indígenas a frase que a padroeira da América Latina disse a San Juan Diego, ‘Não sou eu que sou a tua mãe e que estou aqui?’. O missionário não apenas realizou um último trabalho em nossa presença franciscana no interior do Amazonas, mas, pela Imaculada, ele levou, mais uma vez, o coração de Cristo àqueles que mais precisam dele. Missão iniciada por Dom Frei Agostinho Nesta ocasião, o frade pode lembrar-se do trabalho iniciado por Dom Frei Agostinho Stefan (OFMConv.), que primeiro cuidou daqueles que estão esquecidos por muitos e deixados à beira do caminho. "Ele viveu o franciscanismo na sua essência de minoridade e pobreza evangélica, vivendo junto aos indígenas e seguindo o Evangelho quando Jesus nos diz 'ide e fazei com que todos os povos da terra se tornem discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo' (Mateus 28:29)", afirmou o frade relembrando que, em janeiro, celebraremos 15 da chegada do Incansável Missionário da Amazônia à Juruá. Veja mais fotos na galeria ao final do texto! Texto: Mateus Lincoln. -
Professos Temporários meditaram sobre a espiritualidade franciscana em Retiro Anual
Entre os dias 17 e 21 de fevereiro, foi realizada na Casa de Descanso e Eremitério São Miguel Arcanjo, em Planaltina (DF), o Retiro Anual dos frades pós-noviços de nossa Província. Participaram do encontro os estudantes do 2º e 3º ano da Teologia. Já os professos temporários que cursam o 4º e último ano da formação auxiliaram a organizar as atividades que foram realizadas. O retiro que tem o objetivo de promover novas reflexões sobre a vida comunitária foi assessorado pelo Frei Flávio Amorim (OFMConv.), formador da Casa de Formação São Francisco de Assis, em Brasília. Também foram contemplados nas temáticas abordadas os votos franciscanos de pobreza, castidade e obediência. O Frei Flávio contou que a importância do encontro está justamente na pausa que ele proporciona aos formandos que poderão meditar sobre a sua vocação e pedir o auxílio do Espírito Santo em seus caminhos. “Sabemos que sozinhos nós não conseguimos nada. Precisamos de Deus, de Maria e também dos irmãos que Ele colocou ao nosso lado”, explicou o frade. "Precisamos de Deus, de Maria e também dos irmãos que Ele colocou ao nosso lado", disse Frei Flávio. É esta análise da Vida Franciscana, segundo o Frei Flávio, que trará um novo fôlego à resposta que os pós-noviços darão à sua consagração. “Assim, eles poderão continuar na caminhada vivendo o mistério de Nosso Senhor e o espírito da alegria franciscana que os permite dizer: eu sou um consagrado e estou a serviço de Deus, da Igreja e da humanidade”, disse ele. No último dia, os participantes do retiro voltaram as suas reflexões à Nossa Senhora. Como explicou o formador dos professos temporários, “com certeza, a primeira discípula e a primeira que se consagrou a Cristo. Ela é um exemplo para nós consagrados e consagradas na entrega ao Senhor no serviço a todos os irmãos e irmãs”, concluiu o frade. Saiba como foi o Retiro em 2019, clique aqui. Veja mais fotos logo abaixo! -
Província e comunidade celebraram juntos os 40 anos da Paróquia São Marcos e São Lucas
No último domingo, 08 de março, os frades e formandos da nossa Província São Maximiliano Kolbe do Brasil reuniram-se em Ceilândia (DF) para celebrar os 40 anos da Paróquia São Marcos e São Lucas. As quatro décadas de fundação foram completadas na última segunda-feira (como noticiamos aqui) e, para contar com a participação em peso dos fiéis, a data foi celebrada no domingo. Em ação de graças pela história da comunidade, pioneira da missão franciscana na Capital, o arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha, celebrou a Santa Missa. Em sua mensagem, ele agradeceu aos fiéis. “É muito importante que vocês participem da vida paroquial para que estes frades continuem a cuidar com muito amor franciscano de cada um aqui presente”, disse Dom Sérgio. Representando o Ministro Provincial, estava o Frei Flávio Amorim (OFMConv.), o vigário provincial e mestre da Casa de Formação São Francisco de Assis. O frade falou ao público sobre a história da paróquia e a sua importância para o desenvolvimento da Província, destacando a obra do missionário fundador da missão. Frei Flávio emocionou-se ao mencionar a obra do frade pioneiro na fundação de nossa Província (Foto: Luan Duarte). “O horizonte que se aproxima é por demais maravilhoso! Vale a pena apostar pelo o que os santos nos ensinaram (...) esse horizonte é Cristo e é com Ele e por Ele que nós celebramos e vivemos esta comunidade”, afirmou Frei Flávio fazendo referência à frase de Dom Frei Agostinho presente em seu testamento. Esta foi recitada pelo frade na língua indígena Madja Kulina, dialeto dos povos tradicionais da cidade de Juruá (AM), onde Dom Frei Agostinho atuou na Missão Amazônia e, onde também, escolheu passar os seus últimos dias de trabalho franciscano. Um ano de festa O pároco, Frei Roberto Cândido (OFMConv.), adiantou que a Santa Missa marcou o início das celebrações que serão realizadas ao longo deste ano . Os detalhes ainda não foram divulgados, mas é sabido que as festas farão memória ao histórico da Paróquia São Marcos e São Lucas. Relembrando o início de sua fundação, o frade destacou alguns diferenciais da comunidade. “Em Brasília, nossos números se destacam. São muitas as crianças que participam da catequese. Os crismandos também somam um total de jovens que não se vê em outras comunidades da arquidiocese”, explicou o pároco. A Paróquia tornou-se então um solo frutífero para a evangelização. O que aconteceu, segundo o pároco, devido ao trabalho dos missionários poloneses que por ali passaram. “A espiritualidade franciscana é percebida nas muitas pastorais promovidas aqui, principalmente no movimento da Renovação Carismática Católica. Obras que só aconteceram graças aos frades que trabalharam muito para fazer desta comunidade um jardim de vocações”, afirmou o Frei Roberto. Fotos: Luan Duarte. Siga a Paróquia nas redes sociais: clique aqui. Sugestão: leia também a história do Frei Eusébio. Confira mais imagens na galeria abaixo!