Frei Gilson Miguel (OFMConv)
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Brasileira é eleita presidente internacional da MI em Assembleia Eletiva realizada em Roma
Foi realizada na semana passada, entre os dias 11 e 13 deste mês, a Assembleia Internacional Eletiva da Milícia da Imaculada (MI). Acontecendo no Seraphicum, em Roma, o encontro foi local de uma novidade há muito desejada pela Santa Sé: oferecer a um leigo o papel de presidente da MI, uma vez que o movimento kolbiano é reconhecido pela Igreja, desde 1997, como uma associação pública e internacional de fiéis. A nova presidente da Milícia é a brasileira Ângela Morais que, anteriormente compunha o Conselho Internacional da associação no cargo de vice-presidente. O Frei Raffaele Di Muro (OFMConv.) continua o trabalho que já realizava, como Delegado do Ministro Geral na Milícia da Imaculada. Do Brasil, também estiveram presentes Marcelo Menezes, o presidente nacional da MI; e o Frei Gilson Miguel (OFMConv.). O Conselho da Presidência da MI é composto agora por Miguel Bordas (Espanha), como vice-presidente; e pelos conselheiros: Margherita Perchinelli (Itália), Norma Magdalena Sánchez (México), John Galten (EUA) e o Frei Tomasz Tęgowski (OFMConv. – Polônia). O governo da associação é caracterizado pela predominância dos fiéis leigos e pela representação de 6 países. No início e no fim da assembleia, o Frei Carlos Trovarelli (OFMConv.), Ministro Geral e Assistente Internacional da MI, enviou mensagens de apoio e bons votos pelo trabalho. O encontro internacional foi concluído com a solene Celebração Eucarística, presidida por Frei Tomasz Szymczak (OFMConv.), o Secretário Geral. Ele espera um bom trabalho para o novo governo da MI e que este esteja se preparando para enfrentar, nos passos de São Maximiliano Kolbe, os desafios que a Igreja e a sociedade contemporânea estão lançando. Autor: Frei Raffaele Di Muro (OFMConv.), Delegado do Ministro Geral na Milícia da Imaculada. Traduzido e adaptado de: OFMConv.net. Leia também: Saiba como foi a Primeira Assembleia Nacional da Milícia da Imaculada, realizada entre 01 e 03 de junho -
Fórum Franciscano para o Sínodo Pan-Amazônico: conhecer e aproximar-se para acolher
Foi concluído no último sábado, 06, em Manaus (AM), o Fórum Franciscano para o Sínodo Pan-Amazônico. O evento realizado no Centro Arquidiocesano São José foi promovido pela Conferência da Família Franciscana do Brasil (CFFB) teve como objetivo conduzir franciscanos e franciscanas a voltarem o olhar e o coração aos apelos do Papa Francisco através de sua convocação para o Sínodo Pan-Amazônico. O último dia do Fórum foi marcado por uma celebração no encontro das águas entre os rios Negro e Solimões em que pôde ser sentido por todos e todas o clima de cumplicidade que unia cada um dos presentes às características da tradição amazonense em toda a sua diversidade e beleza e que tem como ponto principal a fraternidade universal, tal qual ensinou o Seráfico Pai São Francisco de Assis aos seus seguidores. Foram três dias (entre 04 e 06 de julho) de apresentações, palestras e debates guiados pela temática “Perspectivas e desafios para a Conferência da Família Franciscana do Brasil”. Frades, irmãs e fiéis uniram-se não somente para seguir o apelo do Papa Francisco em sua convocação para o Sínodo Pan-Amazônico, mas também para ouvir e receber dos povos que compõem a região amazônica o que eles têm a dizer e ensinar sobre a terra em que vivem há gerações. “Sobre o povo indígena quem sabe é o índio” Os povos indígenas e ribeirinhos são os maiores dependentes diretos do ecossistema amazônico. Eles convivem diariamente em uma relação intrínseca com as árvores, animais, rios e terras. Habitam nesta região muito antes de podermos iniciar uma discussão sobre a preservação da biodiversidade da Amazônia e é justamente por isso que eles são também os maiores conhecedores de sua preservação. Aprender com estes povos é o objetivo do Sínodo Pan-Amazônico, convocado pelo Papa Francisco no ano passado, que trata-se de um chamado a toda a Igreja para voltar a sua atenção à Floresta Amazônica e repensar a maneira como cuidamos da Casa Comum e também como o Evangelho é anunciado àqueles que mais precisam dele. Os índios e ribeirinhos não consideram a biodiversidade como recursos a serem utilizados, mas compreendem ela como uma parte integral de cada um. São um, inseparáveis e em comunhão. É com este modo de ver o mundo que o Santo Padre deseja que aprendamos. “Sobre o povo indígena, quem sabe é o Índio... Nossa relação com a terra é totalmente diferente, há amor, há pertença, há identidade, há cultura", como afirmou Dona Almerinda que estava representando a Federação das Organizações do Rio Negro (FOIR) em uma das conferências realizadas durante o Fórum. Confira o resumo das apresentações clicando aqui. Em nota, a CFFB divulgou que Fórum foi um processo intenso e extenso de (re)conhecer a pertença e o cuidado com a Amazônia urbana e rural. Isto implica em aproximar-se, acolher e respeitar toda a beleza da criação expressa na relação entre os povos originários da Amazônia. E ainda, observar que esta vida pulsante na Amazônia está interligada com todas as expressões de vida, formando uma fraternidade universal. Confira a nota na íntegra aqui. Para participar do Simpósio Franciscano que celebra os 800 anos do encontro entre São Francisco e o Sultão (clique aqui e aqui para saber como foram os dois primeiros dias), o Frei Gilson Miguel Nunes esteve no Instituto São Boaventura, em Brasília. O frade da Província São Francisco de Assis, em São Paulo, participou do Fórum Franciscano para o Sínodo Pan-Amazônico e conversou um pouco conosco sobre o evento e toda a sua importância para a família franciscana e a Igreja. Confira a entrevista logo abaixo! Veja mais fotos na galeria após a entrevista. -
Teve início o Simpósio que celebra o jubileu de 800 anos do encontro entre São Francisco e o Sultão
O diálogo inter-religioso é o ponto principal nas conferências do Simpósio Franciscano que celebra o jubileu de 800 anos do encontro entre São Francisco de Assis e o sultão Al Malik Kamil, em Damieta, no Egito. O evento foi iniciado na manhã desta segunda-feira (08) no auditório do Instituto São Boaventura (ISB), em Brasília, e acontecerá até a próxima quarta-feira (07). Durante a primeira apresentação, o Prof. Dr. Frei Elio Rojas (OFMConv.) falou sobre “Pelo Deus Altíssimo, no ardor da caridade” (cf. 1B 9). O frade argentino buscou tratar do diálogo como um dos alicerces para a espiritualidade franciscana. “O objetivo do Seráfico Pai São Francisco nunca foi converter o sultão ao cristianismo, mas sim compartilhar ideias em uma mística espiritual maior”, disse ele. Frei Elio utilizou de diversos exemplos do próprio cotidiano da Vida Religiosa Consagrada para trazer à luz os pontos principais de seu raciocínio, levando um pouco de graça aqueles e àquelas que participavam na plateia. Assim, ele ilustrou um panorama que destaca a importância deste diálogo inter-religioso até os dias de hoje. Em seguida, foi a vez do Prof. Dr. Frei Sandro Roberto da Costa (OFM) apresentar a conferência “Entre a espada e a fé, um movimento de diálogo: o encontro entre Francisco e o Sultão numa leitura histórica e historiográfica”. Em sua abordagem, o frade da Província Franciscana Imaculada Conceição do Brasil buscou analisar como os diversos autores, momentos e obras retrataram historicamente o encontro. Dando um enfoque nos diferentes tratamentos sobre o encontro, Frei Sandro expôs como os momentos históricos influenciaram na compreensão da ação de São Francisco. “A visão que temos hoje deste diálogo inter-religioso foi ser percebida de forma mais clara somente no século XX. O Papa, por exemplo, tem seguido muito a obra daquele que ele decidiu nomear-se e, assim como São Francisco, tem visitado os países islâmicos”, explicou ele. Após o almoço, foi realizada uma mesa redonda composta pelos Freis Beneval Soares (OFMConv.) e Gilson Miguel Nunes (OFMConv.) e também os frades que haviam apresentado anteriormente, Frei Elio e Frei Sandro. Na ocasião, eles expuseram uma visão franciscana sobre o encontro. “Francisco é a perfeita minoridade. Ele abriu-se ao diálogo para com o próximo e, assim como o Pobrezinho, devemos também nos esvaziar de nossos julgamentos, preconceitos e vaidades”, afirmou o Frei Beneval. Este momento contou com uma participação maior do público, que fazia perguntas e fomentava o debate. “O ato de São Francisco é simbólico até os dias de hoje. Vivemos em uma época em que as pessoas estão cada vez mais fechadas e falta o contato entre elas. A linguagem que o homem e a mulher de hoje entendem é a gentileza, a ternura no contato. Este é o sinal deste tempo que, deve seguir o exemplo do Pobrezinho, que abriu-se ao próximo e ao diferente e deixou-se confraternizar com ele”, finalizou o Frei Gilson. O Simpósio O evento acontece até esta quarta-feira (10) e é uma realização entre o Instituto São Boaventura e a Conferência da Família Franciscana do Brasil (CFFB). Ao celebrar o Oitavo Centenário do encontro, num ambiente de aprofundamento, reflexão e discussão da diversidade, as entidades têm como objetivo promover no espaço acadêmico uma discussão ampla e participativa dentro da cultura de choque e rompimento dos dias de hoje. Numa perspectiva teológico-espiritual, será evidenciada a importância da minoridade para o encontro da diversidade. Confira a programação clicando aqui. Confira mais fotos na galeria abaixo!