Fórum Franciscano Para o Sínodo PanAmazônico

  • Está acontecendo em Manaus: Fórum Franciscano Para o Sínodo Pan-Amazônico
    Desde quinta-feira (04) e a até sábado (06), cerca de 160 frades, freiras, leigos e leigas franciscanas de todo o Brasil estão em Manaus para a realização do Fórum Franciscano para o Sínodo Pan-Amazônico. O evento está acontecendo no Centro Arquidiocesano São José e tem como tema “Perspectivas e desafios para a Conferência da Família Franciscana do Brasil”.    Ontem foi realizada pelo Frei Luiz Carlos Susin (OFMCap.) a conferência "Vivemos no "moneyteismo". Em apropriação... O dinheiro não vale nada, mas compra tudo". O Frei João Messias (OFM) testemunhou sua vivência com os Munduruku. Uma Experiência missionária na Prelazia de Itaituba com mais de 58 comunidades indígenas que vivem com relação de pertença com a Floresta, mas ameaçados pela extração de minérios e outros impactos socioambiental.   Em seguida, a Irmã Clarice Barri, Catequista Franciscana, falou sobre Mobilidade Humana em Assis. Área de Fronteira entre Brasil, Bolívia e Peru. Foram expostas o diagnóstico social, econômico e religioso. Diálogo, Sincretismos e Intercâmbio. No encerramento do primeiro dia, teve uma apresentação de dança e teatro com a temática regional.      Hoje, o Frei Atílio Batistuz (OFM) apresentou sobre a "Mística e Profecia Franciscana", na qual questionou ao público "se a Amazônia perecer, todos nós pereceremos. Mas ela irá se reconstituir um dia. E nós?". Logo após, foi a vez do Frei Florêncio Vaz (OFM) falar sobre a "Ecologia Integral Franciscana". De sua apresentação pode se destacar a afirmação "Os encantados existem. A terra sem males, existe".    Representando a Federação das Organizações do Rio Negro (FOIR), a Dona Almerinda deixou o seu testemunho, "sobre o povo indígena, quem sabe é o Índio... Nossa relação com a terra é totalmente diferente, há amor, há pertença, há identidade, há cultura", disse ela.    O senhor Tanabe (OFS Roraima) tratou da "Micro/Macro/Cosmovisão: Como percebemos a vida?". Nela, ele afirmou que é preciso "encontrar novos caminhos para a Amazônia sem esquecer os passos que já foram dados para desconstruir e construir de modo coerente".   "Sobre o povo indígena quem sabe é o índio", disse Dona Almerinda.    O objetivo principal do Fórum é conduzir os franciscanos e franciscanas a voltarem o olhar e o coração aos apelos do Papa Francisco através de sua convocação para o Sínodo Pan-Amazônico.    Acompanhe a cobertura ao vivo do Fórum na página da CFFB, clique aqui.     
  • Fórum Franciscano para o Sínodo Pan-Amazônico: conhecer e aproximar-se para acolher
    Foi concluído no último sábado, 06, em Manaus (AM), o Fórum Franciscano para o Sínodo Pan-Amazônico. O evento realizado no Centro Arquidiocesano São José foi promovido pela Conferência da Família Franciscana do Brasil (CFFB) teve como objetivo conduzir franciscanos e franciscanas a voltarem o olhar e o coração aos apelos do Papa Francisco através de sua convocação para o Sínodo Pan-Amazônico.   O último dia do Fórum foi marcado por uma celebração no encontro das águas entre os rios Negro e Solimões em que pôde ser sentido por todos e todas o clima de cumplicidade que unia cada um dos presentes às características da tradição amazonense em toda a sua diversidade e beleza e que tem como ponto principal a fraternidade universal, tal qual ensinou o Seráfico Pai São Francisco de Assis aos seus seguidores.   Foram três dias (entre 04 e 06 de julho) de apresentações, palestras e debates guiados pela temática “Perspectivas e desafios para a Conferência da Família Franciscana do Brasil”. Frades, irmãs e fiéis uniram-se não somente para seguir o apelo do Papa Francisco em sua convocação para o Sínodo Pan-Amazônico, mas também para ouvir e receber dos povos que compõem a região amazônica o que eles têm a dizer e ensinar sobre a terra em que vivem há gerações.       “Sobre o povo indígena quem sabe é o índio” Os povos indígenas e ribeirinhos são os maiores dependentes diretos do ecossistema amazônico. Eles convivem diariamente em uma relação intrínseca com as árvores, animais, rios e terras. Habitam nesta região muito antes de podermos iniciar uma discussão sobre a preservação da biodiversidade da Amazônia e é justamente por isso que eles são também os maiores conhecedores de sua preservação.   Aprender com estes povos é o objetivo do Sínodo Pan-Amazônico, convocado pelo Papa Francisco no ano passado, que trata-se de um chamado a toda a Igreja para voltar a sua atenção à Floresta Amazônica e repensar a maneira como cuidamos da Casa Comum e também como o Evangelho é anunciado àqueles que mais precisam dele.     Os índios e ribeirinhos não consideram a biodiversidade como recursos a serem utilizados, mas compreendem ela como uma parte integral de cada um. São um, inseparáveis e em comunhão. É com este modo de ver o mundo que o Santo Padre deseja que aprendamos.   “Sobre o povo indígena, quem sabe é o Índio... Nossa relação com a terra é totalmente diferente, há amor, há pertença, há identidade, há cultura", como afirmou Dona Almerinda que estava representando a Federação das Organizações do Rio Negro (FOIR) em uma das conferências realizadas durante o Fórum. Confira o resumo das apresentações clicando aqui.   Em nota, a CFFB divulgou que Fórum foi um processo intenso e extenso de (re)conhecer a pertença e o cuidado com a Amazônia urbana e rural. Isto implica em aproximar-se, acolher e respeitar toda a beleza da criação expressa na relação entre os povos originários da Amazônia. E ainda, observar que esta vida pulsante na Amazônia está interligada com todas as expressões de vida, formando uma fraternidade universal. Confira a nota na íntegra aqui.     Para participar do Simpósio Franciscano que celebra os 800 anos do encontro entre São Francisco e o Sultão (clique aqui e aqui para saber como foram os dois primeiros dias), o Frei Gilson Miguel Nunes esteve no Instituto São Boaventura, em Brasília. O frade da Província São Francisco de Assis, em São Paulo, participou do Fórum Franciscano para o Sínodo Pan-Amazônico e conversou um pouco conosco sobre o evento e toda a sua importância para a família franciscana e a Igreja.   Confira a entrevista logo abaixo!   Veja mais fotos na galeria após a entrevista. 
  • Iniciou hoje em Manaus o Fórum Franciscano para o Sínodo Pan-Amazônico
    Iniciou hoje, 04, no Centro Arquidiocesano São José, em Manaus (AM), o Fórum Franciscano Para o Sínodo Pan-Amazônico. Sob a temática  “Perspectivas e desafios para a Conferência da Família Franciscana do Brasil”, o fórum tem como objetivo conduzir franciscanos e franciscanas a voltarem o olhar e o coração aos apelos do Papa Francisco através de sua convocação para o Sínodo Pan-Amazônico.   O evento é promovido pela Conferência da Família Franciscana do Brasil (CFFB) e conta com a colaboração do bispo arquidiocesano da capital amazônica, Dom Sérgio Castriani, de Moema Miranda da Ordem Franciscana Secular (OFS), Frei Luiz Carlos Susin (OFMCap), Frei Florêncio Vaz (OFM) e dos assessores da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM).   Durante o fórum, hoje e amanhã, serão realizados debates, estudos e conferências para o aprofundamento na solicitação do Papa Francisco. A conclusão será nesta sexta-feira (06) em um Momento Celebrativo: Cântico das Criaturas e Laudato Si. Clique aqui e confira a programação completa no site da CFFB.   “Como filhos e filhas de Francisco de Assis não podemos ficar alheios às contradições sociais da realidade contemporânea, com as quais somos chamados a confrontar-nos em especial quando se refere a sermos colaboradores na preservação de toda a biodiversidade, no respeito aos povos originários que vivem na Amazônia”, expressou o presidente da CFFB, Frei Éderson Queiroz (OFMCap), em sua carta de convocação ao evento.   Francisco de Assis, patrono da ecologia, “irmão da natureza”, figura sempre muito atual, foi um dom para a Igreja, um estímulo para nós e um testemunho para a humanidade. A seu exemplo, possamos nós, franciscanos e franciscanas, cumprirmos nossa missão em defesa da vida e do cuidado da casa comum, com vigor renovado e com a audácia reformadora que o caracterizou.