Igreja na Amazônia

  • Missão Amazônia: audiência pública sobre o convívio com as populações indígenas de Juruá
    Foi realizada ontem, 13, no Ginásio Poliesportivo da Escola Estadual Armando Berredo de Juruá (AM), uma audiência pública que teve como objetivo debater o convívio entre as populações não-indígenas e os povoados indígenas da região. A audiência foi promovida pela equipe da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) em parceria com os religiosos e fiéis da Paróquia Nossa Senhora de Fátima e da Pastoral da Juventude (PJ). A conferência foi motivada pelos recentes desentendimentos entre as populações da região e que foram acentuados por dois assassinatos cometidos por membros da etinia Madija Kulina, que reside no município. Foi destacada durante o debate a situação precária na qual os índios daquela região se encontram, expostos ao álcool e às drogas. O encontro teve uma participação expressiva tanto da sociedade civil organizada, do poder legislativo, das instituições religiosas e do poder público do município. Ao término da reunião, foram decididos os encaminhamentos sobre a determinação de uma 2° audiência para tratar deste assunto e que será realizada em 9 de novembro deste ano.   Saiba mais sobre a Missão Amazônia clicando aqui.     Ajuda a Missão: Fundo Missionário ou Missão Kolbe Banco do Brasil Agência: 0452-9 Conta Corrente: 35820-7 CNPJ: 02501906/0001-15
  • Representantes da Vida Religiosa se reuniram em Manaus
    Neste fim de semana, entre os dias 16 e 18 de novembro, representantes da Vida Religiosa na região amazônica se reuniram em Manaus (AM) para debater assuntos pertinentes aos eventos pré-Sinodais promovidos pela REPAM (Rede Eclesial Pan-amazônica). A ocasião foi mais uma etapa no caminho da escuta rumo ao Sínodo Amazônico para compartilhar o trabalho realizado e os resultados colhidos nos últimos meses nas bases em todos os 6 Regionais da Igreja na Amazônia.  A Vida Religiosa Consagrada (VRC) é uma presença próxima, um testemunho que caminha ao lado das pessoas e dialoga com elas nas fronteiras amazônicas, periferias e centros urbanos. Acompanha a vida dos que mais sofrem e são perseguidos: indígenas (inclusive os mais isolados), ribeirinhos, quilombolas, imigrantes, pobres. A Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, Presidente da Confederação Brasileira de Religiosos (CRB), em declaração concedida ao Padre Luis Miguel Modino, resume, “a Vida Religiosa espera que o Sínodo olhe concretamente para a situação de vulnerabilidade dos povos da Amazônia e que apoie uma Igreja cada vez comprometida com as causas dos mais vulneráveis entre os vulneráveis”, contou explicou a Religiosa. “Não tem sentido como religiosos e religiosas ficarmos acomodados em nossa zona de conforto”, continuou ela. Em nome da Vida Religiosa na Amazônia brasileira, Irmã Maria Inês sente a obrigação de voltar à presença nas bases, de chegar às comunidades mais distantes, muitas vezes esquecidas e desatendidas; de escutar e promover o diálogo. Uma Igreja menos administradora e mais missionária, que seja voz dos povos que acompanha, respeite a religiosidade popular e os saberes e espiritualidades dos povos tradicionais.   Carta final e mensagem ao Papa Francisco Na conclusão do encontro foram emitidos dois documentos: uma carta ao Papa e outra, resumindo o conteúdo do evento. Ao Bispo de Roma, os participantes colocam-se à disposição, “com a nossa oração e o nosso trabalho, a viver na simplicidade e na pobreza”. E na ótica da Encíclica Laudato Si, querem “que o Sínodo para a Amazônia seja uma oportunidade para o mundo conhecer os valores e gritos presentes na Igreja da Amazônia, entender seu dinamismo e receber as contribuições que pode oferecer”. Confira a carta (em espanhoul) clicando aqui.   Fonte: Vatican News. Autora original: Cristiane Murray.