O 201º Capítulo Geral Extraordinário foi finalizado neste sábado, 25, no Centro Ad Gentes em Nemi, Itália, no mesmo dia da Festa de São Luís IX, rei da França e patrono da Ordem Franciscana Secular (como havíamos noticiado aqui). Com o encerramento dos trabalhos do capítulo, foi divulgada a Carta Aberta a Todas as Fraternidades da Ordem, o documento reitera e concentra o que foi realizado desde o dia 24 de julho (confira ao final do texto).
No último dia, os capitulares se encontraram às 9h para uma última votação das constituições renovadas. Logo após, todos participaram de uma avaliação das cinco semanas de trabalho, ocasião que contou com as palavras do Delegado Geral, Frei Ryszard Wróbel, sobre uma melhor utilização da comunicação no site oficial da Ordem. Finalmente, o frei Marco Tasca, agradeceu a todos que possibilitaram a boa condução do Capítulo. Foi iniciada então a última sessão que teve uma oração pelos confrades falecidos e a conclusão oficial do Capítulo.
Ao meio-dia, foi celebrada a Santa Missa em que os frades cantaram o "Te Deum" de agradecimento ao Senhor, e o Ministro Geral transmitiu a todos os presentes a solene bênção de São Francisco de Assis. Durante o almoço, também aconteceram algumas saudações e o adeus. Os capitulares se encontraram novamente em nove meses, quando, em tempo de um novo Pentecostes de graça, realizarão o Capítulo Eletivo.
Capítulo Geral Extraordinário
Frades de todo o mundo, dentre eles, Ministros e Custódios Provinciais, bem como o provincial, Frei Marcelo Veronez (OFMConv), estiveram reunidos com o Ministro Geral, Frei Marco Tasca (OFMConv), para a definição, discussão e aprovação dos textos das constituições da Ordem dos Frades Menores Conventuais.
CARTA ABERTA A TODAS AS FRATERNIDADES DA ORDEM,
DA PARTE DOS FREIS REUNIDOS NO CAPÍTULO GERAL EXTRAORDINÁRIO DE 2018
PARA A REVISÃO DAS CONSTITUIÇÕES
"E depois que o Senhor me deu irmãos, ninguém me ensinava o que deveria fazer, pelo contrário, o Altíssimo mesmo me revelou que eu deveria viver de acordo com a forma do Santo Evangelho". (Test 14: FF 116)
Queridos irmãos, que o Senhor lhes dê Sua paz!
Nós, os irmãos convocados ao 201º Capítulo Geral extraordinário para a revisão das Constituições, chegados ao final desta experiência (24 de julho a 26 de agosto), desejamos que nossa saudação e mensagem alcancem a cada um dos 612 conventos da Ordem espalhados pelo mundo. Somos 112 irmãos de 64 países, dos quais 83 vocais e 29 envolvidos nos trabalhos de secretaria (tradutores, intérpretes, organizadores litúrgicos). Nossa intensa experiência foi realizada em Nemi, no Centro "Ad Gentes" dos Missionários do Verbo Divino, num contexto paisagístico rodeado de beleza - e da brisa vespertina providencial - das Colinas Romanas (Colli Romani) que refletem nos lagos vulcânicos de Nemi e Albano, a trinta quilômetros ao sul de Roma.
No começo, nos perguntávamos o que tínhamos feito durante estas cinco longas semanas aqui em Nemi. Depois, pouco a pouco, foi nascendo a consciência de que formamos parte de um capítulo "histórico" que, nas Constituições ainda por revisar, tocávamos com as mãos um instrumento precioso que narra nossa identidade franciscana e que pode contribuir para a renovação de nossa vida. Esta clara percepção mereceu todo nosso esforço de escuta-diálogo-discernimento feito até agora, da mesma forma como nosso irmão Bispo Frei Roberto Carboni, durante o dia de retiro, nos exortou que vivêssemos, especialmente, a partir da oração comunitária que marcou o ritmo desses dias e foram abundantes e multilíngues, incluindo a proposta da recitação diária do terço e da adoração eucarística às 21h.
Tanto nas orações como nos trabalhos, respiramos através dos dois pulmões da Igreja, imersos no tesouro da tradição do Oriente e do Ocidente. Temos experimentado a graça da fraternidade valorizando diariamente os diversos momentos de encontro, de trabalho e de festa. No momento das refeições, na sala capitular, nos recreios e nas saídas em confraternização, tivemos a oportunidade de apreciar a diversidade como a riqueza da Ordem, descobrindo que somos um "laboratório" de fraternidade internacional.
Nosso trabalho intenso foi precedido por um grupo de frades que, desde a decisão feita no Capítulo Geral ordinário de 2007 de revisar as Constituições, trabalharam na reflexão e na elaboração do Instrumentum laboris predisposto para este Capítulo. Queremos fazer um reconhecimento ao mérito do CERC (Comitê Executivo para a Revisão das Constituições), que redigiu os 620 parágrafos do Instrumentum, nutrindo-se, por sua vez, das valiosas contribuições recebidas de todas as comunidades do mundo e da CIRC (Comissão Internacional para a Revisão das Constituições). O Ministro geral, Frei Marco Tasca, com seu Definitório acompanharam esta longa jornada. Onze anos de um sábio trabalho - especialmente para o CERC - não são poucos e, por isso, deixamos todos os nossos agradecimentos a esses irmãos.
Nossa contribuição ao Capítulo extraordinário consistiu em examinar os 620 parágrafos do Instrumentum com o seguinte modus procedendi: leitura-reflexão-discussão-votação de cada parágrafo singular, com a possibilidade de propor textos modificados (iuxta modum). Várias comissões convocadas praticamente todos os dias contribuíram para o bom andamento do Capítulo: a Comissão Central (leitura e análise de cada texto proposto), a Comissão de Juristas (para as contribuições legais) e, na cabine de direção, o Conselho da Presidência, que guiou todo o processo.
Na sala capitular não faltaram as tensões, especialmente em alguns parágrafos, por tudo aquilo que eles representam com base na sensibilidade e na cultura de cada jurisdição. Assim, nos exercitamos na escuta, no diálogo e na busca de horizontes comuns e respeitosos do carisma, antepondo-os aos pontos de vista pessoais e nacionais.
A partir do bom clima fraterno que pouco a pouco foi criado aqui em Nemi, hoje queremos transmitir a todos vocês algumas conquistas que nos fizeram muito bem aqui no Capítulo.
Antes de tudo, redescobrimos que a fraternidade, para que não seja uma palavra vazia, nasce do desejo de encontro e de escuta do irmão, da sua história, da sua vocação, da sua cultura, do seu sentimento mais profundo e do discernimento comum sobre como queremos viver atualmente o carisma franciscano, entre a memória agradecida e o olhar para o futuro. Escuta, discernimento e, finalmente, decisão compartilhada do caminho que escolhemos para encarnar o Evangelho de hoje com o coração de Francisco e dos nossos santos, à luz da tradição de nossa Ordem.
Para isso, fomos chamados ao Capítulo, e vocês, irmãos, confiaram em nós para apreender aquilo que é "constitutivo" da nossa vocação, muito além de toda latitude e longitude de nossas jurisdições. Repetimos, muitas vezes, a nós mesmos a importância da comunicação, que consegue reunir as diferenças, por vezes tão fortes, que existem entre nós, sem negá-las; da escuta, que não procura convencer o outro, e vive com um coração livre; da vida cotidiana e concreta (nossa e das pessoas), como meta e lugar onde recaem todas as nossas decisões. Sorrindo, dissemos também a nós mesmos, que não estamos reescrevendo o Evangelho, nem as Constituições (eles já existem!), mas estamos apenas revisando, olhando com esperança para o presente e para o futuro e, sobretudo, olhando para frente com imensa fé no Senhor Jesus Cristo, o Senhor da História.
Em particular, ao conviver com mais de cem frades provenientes de mais de sessenta países de todo o mundo, e examinando a geografia da Ordem, bem como a "aldeia global" onde vivemos, nos parece forte o apelo a passar do multiculturalismo (que por si só é evidente e externo) à interculturalidade, ou melhor, ao encontro que une as diferenças e os dons de cada cultura em nome do Evangelho e da vocação franciscana comum, a fim de in-culturalizar-se na cultura do nós-aqui-agora onde a obediência nos coloca. A comunhão com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo é o fundamento seguro do qual a Igreja nasceu e, no seu seio, nasceram também as fraternitas do pai São Francisco. Desta consciência, nasce o contínuo apelo à re-formar, isto é, a dar nova forma à nossa vida, com fidelidade criativa, e à nossa identidade franciscana.
Como viver este itinerário? Nas novas Constituições, irão notar uma referência contínua aos Escritos do Pai Seráfico e às Fontes Franciscanas. Temos "recuperado" a experiência do irmão Francisco, pessoal e com seus frades, porque nela encontramos seu caminho de conversão, de discípulo, de irmão universal apaixonado pelo Senhor Jesus "humanizado" e "apaixonado" por amor a nós. Encontramos também a nossa vocação, que nos trouxe a esta aventura do seguimento; encontramos sobretudo a beleza de nossa vida casta-pobre-obediente, como a de Jesus e de Francisco: o frescor do Evangelho, a alegria da fraternidade, a urgência do anúncio missionário; encontramos a alegria do carisma ainda antes que da lei, a vida antes que o direito (que também deve estar presente, mas que deve brotar da experiência pessoal e marcante com o Senhor!). Está presente também o desafio do crescimento, de nunca se deter, numa formação contínua que começa a partir dos primeiros passos nesta forma de vida e só terminará quando a "irmã morte" nos levar ao abraço com o Pai "onipotente, eterno, justo e misericordioso" (cf. FF 233). Quão maravilhoso é o nosso caminho de sequela (discipulado), seguindo os passos do irmão Francisco, na progressiva conformitas (conformação) com Jesus, nosso único Senhor!
Não obstante a bondade da fraternidade e também do lugar, não escondemos o cansaço de estar por um mês inteiro em Capítulo, imersos num ritmo intenso, muitas vezes repetitivo, longe de nossas Províncias, privados de alguns dias de descanso (por outro lado, nenhum de vocês teve inveja disso). Mas, igualmente, sempre nos sustentou e encorajou saber que tudo o que procuramos fazer tem um sentido, com a ajuda do Espírito Santo, para o bem da Ordem e para sua re-forma. Deixamo-nos guiar pela visão da Ordem que sonhamos daqui até os próximos 50 anos, pela profecia de uma vida que se renova para ter asas de esperança e não permanecer apenas como guardiões de nossas raízes sagradas. O texto das Constituições que vocês receberão em suas mãos, certamente não é perfeito, provavelmente nem mesmo na forma, já que ressente de nossas reflexões, discussões e tensões. Mas queremos que nelas vocês possam perceber alguns valores importantes, tendo em vista a re-forma de nossa vida e que estes valores possam tornar, realmente, nova a nossa vida: a centralidade da fraternidade que vive o Evangelho com fidelidade ao carisma recebido e a criatividade profética que sai em missão, que prefere os pobres e que acolhe os desafios do nosso mundo com um estilo de minoritas e de dom/entrega de si, que não se fecha em seu próprio bem-estar (particularismo conventual e provincial), mas que se abre às necessidades da Fraternidade mais ampla e da Igreja, sentindo a Ordem como nossa Família na "aldeia" do mundo (interculturalidade e inculturalização, solidariedade e cooperação).
Aqui mesmo, em Nemi, na casa dos Missionários do Verbo Divino onde estamos hospedados, onde o olhar perpassa do lago, as planícies das aldeias até encontrar-se com mar, trabalhou também a comissão que deu à luz, no Concílio Vaticano II, o decreto "Ad Gentes", sobre a atividade missionária da Igreja (07 dezembro de 1965), o qual foi um impulso corajoso para uma Igreja que caminha pelas ruas deste mundo, para levar o anúncio do Evangelho. Como Ordem, desejamos que as novas Constituições nascidas neste mesmo lugar, neste Capítulo Geral Extraordinário, sejam para cada uma de nossas fraternidades, um impulso para caminhar "ad gentes", "em saída", "nas periferias existenciais", na "casa comum" da criação, como o Papa Francisco sempre nos exorta. Que sejam, sobretudo, re-forma para nossa vida, para que a nossa adesão ao Senhor Jesus e ao nosso serviço à Igreja e ao mundo como Frades Menores Conventuais chegue a ser cada vez mais autêntica. Por isso, nós, frades capitulares, pedimos a vocês que tomem nas mãos as novas Constituições, fazendo delas uma ocasião de reflexão e, acima de tudo, uma proposta para uma vida nova.
Pai misericordioso, concedei-nos pela força incandescente do Espírito Santo, poder seguir os passos do vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, como fizeram o irmão Francisco e sua fraternidade, renovando e atualizando a paixão pelo vosso seguimento. Concedei-nos agradecer-vos e servir-vos com grande humildade, todos os dias e em todos os lugares, para finalmente chegarmos a vós, Altíssimo, Onipotente e Bom, configurados com vosso Filho, para vos dar graças por toda a eternidade (cf. FF 233. 263).
Nemi-Roma, 26 de agosto de 2018
Os irmãos do Capítulo Geral do CCI extraordinários
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Há poucos dias, celebramos a conclusão do 201º Capítulo Geral Extraordinário, durante o qual os frades viveram, oraram e analisaram juntos os textos das Constituições da Ordem dos Frades Menores Conventuais (você pode conferir um resumo do capítulo clicando aqui) para contribuir com a revitalização da nossa vida, missão e profecia na Igreja, seguindo o exemplo de São Francisco.
E hoje, 31 de agosto de 2018, o Ministro Geral, Frei Marco Tasca (OFMConv), anunciou o 202º Capítulo Geral Ordinário, que será celebrado em 18 de maio do ano que vem. Iniciando no Convento Sagrado de Assim e continuando no Santuário do Amor Misericordioso de Collevalenza, na comuna de Perulúgia, na Itália.
Confira o anúncio do capítulo clicando aqui.
Traduzido e adaptado de: OFMConv.net.
O Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores Conventuais, Frei Marco Tasca, publicou hoje o comunicado da beatificação de Veronica Antal (OFS). Leia o documento a seguir:
Prot. N. 600/18 Roma, 1 de setembro de 2018
Venerável Servo de Deus Veronica Antal,
Virgem e mártir, Jovem Franciscana Secular
“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada? Realmente está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia inteiro; somos tratados como gado destinado ao matadouro. Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou” (Rm 8: 35-37).
A nossa Ordem se alegra novamente, pela próxima beatificação da Venerável Serva de Deus, Veronica Antal, jovem moça, distinta membro da Ordem Franciscana Secular que, há exatos sessenta anos, no norte da Romênia, teve a coragem de dar a sua vida em defesa de sua fé e o voto de castidade que tinha professado secretamente. Esta beatificação é ainda mais bela porque foi criada na fé pelos nossos frades conventuais na Moldávia. Eles cuidavam tanto na Paróquia de Nisiporeşti, onde ela nasceu, como na Paróquia de Hălăuceşti, no território em que ela foi martirizada.
A venerável Serva de Deus, Veronica Antal, nasceu em 7 de dezembro de 1935, no vilarejo de Nisiporeşti, a primeira dos quatro filhos dos esposos Gheorghe e Iova. Veronica foi batizada no dia seguinte, na Igreja Paroquial de Hălăuceşti, paróquia cuidada pelos nossos frades que estão naquela região desde o século XIII. Depois de frequentar a escola do vilarejo durante quatro anos, ela ficou em casa para ajudar os pais nos afazeres domésticos e também para trabalhar nos campos - como era comum naquela época.
Com a idade de dezesseis ou dezessete anos, ela ingressou na Ordem Franciscana Secular e também na Associação Internacional da Milícia da Imaculada. Em pouco tempo, tornou-se uma fervorosa propagadora da espiritualidade do Pobrezinho de Assis, assim como ao culto da Imaculada. Ela também queria consagrar-se ao Senhor através do Instituto das Irmãs Missionárias Franciscanas de Assis (também conhecidas como as Irmãs Del Giglio), mas isso não foi possível para ela, porque naquela época, todas as ordens religiosas na Romênia tinham sido suprimidas pelo regime comunista. Assim, ela decidiu se oferecer ao Senhor fazendo um voto particular de castidade e começando a viver como uma "irmã religiosa" em uma cela construída ao lado da casa de seu pai.
Rezava por horas, especialmente para os bispos, os padres, os nossos frades e os leigos, a quem o regime já havia prendido aos milhares sob a falsa acusação de ódio e subversão contra a ordem social. Ela visitava os doentes de seu vilarejo, cuidando de suas necessidades e consolando aqueles que estavam sofrendo. Mas a fonte da qual ela recorreu para esta vida não veio dos homens, nem de sua miséria, nem da perseguição da fé, mas, sim, da Eucaristia, que ela nunca deixou de receber. Todos os dias, às 4 horas da manhã, ela começou a caminhar para participar da missa das 6h na igreja paroquial de Hălăuceşti, viajando com um grupo de amigos e com as irmãs franciscanas, que o regime mandara de volta para morar com os pais. Veronica caminhava cerca de quinze quilômetros de ida e volta, com o único desejo de se comunicar com seu Esposo divino. Somente depois de ter se renovado com Jesus, ela voltaria e, entusiasmada, retomaria suas preces e visitas às pessoas mais pobres de sua cidade, todos os dias começando e terminando com Ele.
No dia da sua prova suprema (24 de agosto de 1958), estava voltando da missa com o rosário em sua mão direita, e entre um mistério outro ela decidiu seguir um atalho atravessando alguns campos na esperança de chegar em casa mais cedo. Foi quando no meio do caminho um jovem da aldeia a atacou na intenção de roubar o lírio de sua castidade. Em seu enorme esforço para combatê-lo, ela recebeu quarenta e duas facadas. Caindo vitoriosa no campo de batalha. O assassino colocou sobre seus ombros o sinal da vitória: uma cruz feita de caules de milho.
Alguns aldeões a encontraram na manhã seguinte, carregada de todas as marcas de sua luta, e todos gritaram: “a santa está morta!”. A partir de então, ela foi reconhecida nas mentes e corações de todos como a Santa Veronica.
Os dias sombrios do comunismo impediram qualquer caminho regular para promover sua fama de santidade. No entanto, a ajuda veio de outro Servo de Deus, uma grande testemunha da fé, Frei Anton Demeter, frade da Província de São José, dos Frades Menores Conventuais. Embora seus perseguidores o tenham deixado confinado a uma cadeira de rodas, ele continuou a exercer o ministério pastoral por quarenta e sete anos. Durante esse tempo, conseguiu manter viva a memória de Veronica entre as pessoas que a conheciam, recolhendo muitos testemunhos sobre ela e a apresentou ao povo como um modelo de fé e virtude.
Muitas pessoas, especialmente os jovens, desde então visitam o seu túmulo, que agora é mantido na Igreja Paroquial de Nisiporeşti, onde o rito de beatificação, em breve, acontecerá.
Eu gosto de pensar nesta jovem santa como uma pequena muda que nossos frades cultivaram na sombra espiritual do nosso Seráfico Pai São Francisco. fruto de seus trabalhos fraternos e apostólicos na Romênia, mas também é um grande sinal para a renascida Província romena, que possui um grande número de jovens frades. Mais do que nunca, eles precisam de poderosos intercessores e modelos de santidade para que possam realizar seu próprio chamado com maior entusiasmo e zelo evangélico.
Por fim, não gostaria de concluir sem fazer um agradecimento às numerosas testemunhas da fé e da vocação franciscana que a Província romena concedeu à Igreja e à nossa Ordem. Entre eles estão Frei Iosif Petru Maria Pal, um dos co-fundadores da Milícia da Imaculada; o Servo de Deus, Frei Martin Benedict, célebre médico e frade de vida santa; e o Servo de Deus, Frei Anton Demeter, que, apesar de ter sido confinado a uma cadeira de rodas durante a maior parte de sua vida, ainda servia, transmitindo a palavra e o consolo de Deus a todos que recorriam a ele de diversos lugares da Romênia.
Ao Senhor seja o louvor e honra por todas estas autenticas testemunhas do Evangelho e que sua intercessão e exemplo de vida inspirem ainda um maior desejo de santidade a nossa Ordem dos Frades Menores Conventuais.
Frei Marco TASCA
Ministro Geral
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Aos frades da Ordem.
A Secretaria Geral da Ordem dos Frades Menores Conventuais, informou hoje (29) que a Província de Santa Isabel na Hungria e na Romênia (na região da Transilvânia), está sendo suprimida e incorporada à Província de São Maximiliano Maria Kolbe, na Polônia. Havia entrado em vigor ontem (28) o decreto do Ministro Geral, Frei Marco Tasca (OFMConv), relativo à supressão da Província.
Os quatro conventos e os onze confrades pertencentes à Santa Isabel, passam agora para a jurisdição da Província polonesa. Os Ministros Provinciais das duas Províncias tiveram o consentimento unânime de seus Definitórios, juntamente da aprovação da Congregação para os Religiosos. Frei Marco Tasca concluiu que seria impossível manter a aberta a província Hungria e Transilvânia e, assim, emitiu o decreto.
Depois de ter realizado o acompanhamento exigido pelo Capítulo Geral de 2013, essa escolha foi viabilizada e servirá também para uma jornada de revitalização da presença da Ordem na Hungria e na Transilvânia. A todos os frades da Ordem, o convite à oração e à proximidade dos confrades que vivem este momento certamente difícil. Confiamo-nos à Providência do Pai, porque Ele certamente será capaz de tirar dessa realidade um futuro de alegria e renovado entusiasmo.
Traduzido e adaptado de: OFMConv.net.
Fotos: Frades da Província em visita canônica celebrada em maio de 2010.
A Ordem dos Frades Menores Conventuais é a Ordem religiosa fundada por São Francisco de Assis.