Missão Amazônia
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Missão Amazônia: os visitadores canônicos estão conhecendo os trabalhos franciscanos em Tefé
Continuando a sua Visita Canônica pela região amazônica, o Vigário Geral, Frei Jerzy Norel (OFMConv.), chegou na terça-feira (20) à cidade de Tefé (AM), onde foi recebido pelos frades da Casa de Missão Santo Antônio de Pádua (AM), os Freis José Adriano (OFMConv.) e Vogran Leluia (OFMConv). Acompanhado pelo provincial, Frei Marcelo Veronez (OFMConv.) e pelo assistente geral da Federação da América-Latina e Caribe (FALC), Frei Carlos Trovarelli (OFMConv.), o Vigário Geral está conhecendo a atuação franciscana conventual na Missão Amazônia. Ontem (21), no período da manhã, os visitadores se reuniram com o Bispo da Prelazia de Tefé, Dom Fernando Barbosa (CM). À tarde, os religiosos visitaram todas as comunidades que se encontram no interior da floresta amazônica, na região que é conhecida pelos moradores locais como “as comunidades da Capela”. Lá, conheceram a aldeia indígena de São Sebastião. À noite, os visitadores foram ao povoado Nossa Senhora de Fátima, que é composto por casas de palafitas que ficam sobre o rio Tefé. Lá, celebraram a Santa Missa na capela de mesmo nome da comunidade. Retornaram então à Casa de Missão para jantar com o Frei José e Frei Vogran. O Vigário Geral, o assistente geral da FALC e o Ministro Provincial ficarão na cidade até sexta-feira (23) pela manhã. Posteriormente, irão para Manaus (AM) e retornaram para Brasília no domingo (25). Vigário Geral em Tefé. Ao fundo, o Frei Carlos Trovarelli (OFMConv.) e Frei José Adriano (OFMConv.). Veja as outras atividades da Visita Canônica pela Missão Amazônia clicando aqui. Ajude a Missão em Tefé Os frades precisam de sua ajuda para as obras na Casa de Missão em Tefé (confira aqui e aqui também). Você pode colaborar com qualquer quantia. Quaisquer dúvidas ou informações, entre em contato com o Frei José Adriano (OFMConv). Seguem os dados da conta: Fundo Missionário ou Missão Kolbe Banco do Brasil Agência: 0452-9 Conta Corrente: 35820-7 CNPJ: 02501906/0001-15 Veja mais fotos na galeria! -
Missão Amazônia: Pastoral da Partilha e Visita Missionária
Foi realizado neste fim de semana, entre os dias 25 e 26, em Juruá (AM), o Encontro da Pastoral da Partilha da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima. A comunidade paroquial esteve presente no encontro que foi assessorado por dona Lindomar e dona Aniana da Comissão de Animação da Pastoral da Partilha da Prelazia de Tefé (AM). Ainda em Juruá, a comunidade paroquial realizou, para encerrar o Mês Vocacional (leia mais aqui), uma Visita Missionária durante todo o dia pelos bairros de São Francisco, Tancredo Neves, Centro, Bairro das Flores e Esperança. A programação, que faz parte do Ano do Laicato, foi encerrada na celebração da Santa Missa às 19h30. Veja outros acontecimentos da Missão Amazônia aqui. Saiba mais sobre o Mês Vocacional clicando aqui. Confira mais fotos na galeria! -
Missão Amazônia: peregrinação do Barco Dom Frei Agostinho
Desde que ficou pronto, em 22 de outubro, o barco Dom Frei Agostinho, fez uma verdadeira peregrinação para que pudesse estar pronto para o auxílio da Missão Amazônia na cidade de Juruá (AM). Tudo começou ainda no domingo das eleições, 28, quando o Frei Flávio Amorim (OFMConv.) viajou à Manaus (AM) para preparar os caminhos a serem percorridos com a embarcação. Na terça-feira, 30, no Porto da Marina no Rio Negro, ainda na capital amazonense, o barco foi abençoado por Dom Sérgio Eduardo Castriani, Arcebispo de Manaus e que há muito mantém uma relação de admiração mútua para com os irmãos conventuais e a sua Missão, principalmente pelo Cavaleiro da Imaculada, Dom Frei Agostinho (OFMConv.). Em seguida, a embarcação foi testada, ocasião em que realizou a sua primeira viagem até a cidade de Tefé (AM). Já no dia 05 de novembro, quando o barco havia chegado ao seu destino, os Freis Flávio e Mário Pruszak (OFMConv.) deram andamento na documentação e regulamentação do mesmo. À tarde, por volta das 15h, no Porto de Tefé e no rio de mesmo nome, os frades, acompanhados do Frei Vogran Leluia (OFMConv.) e outros fiéis da comunidade, realizaram a segunda bênção ao barco pelas mãos de Dom Fernando Barbosa, Bispo da Prelazia de Tefé. Dom Fernando Barbosa e os Freis Flávio Amorim (OFMConv.) e Vogran Leluia (OFMConv.) na bênção ao barco em Tefé. Somente no último sábado, 10, a embarcação chegou à sua casa definitiva, a cidade de Juruá. Logo cedo, às 08h30, muitos e muitas fiéis da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, aguardavam a chegada do barco no Terminal Hidroviário. Chegada essa que foi realizada com muito carinho e acolhimento pela comunidade que alegrou-se com mais este passo importante da missão conventual na região. Dentre as documentações já liberadas para a embarcação, está a homologação que habilita a navegação e que foi autuada na quinta-feira, 08, como explica o Frei Flávio, “ainda é a autorização provisória, mas em torno de um mês, chegará a definitiva. E, assim, o nosso peregrino Dom Frei Agostinho, continua sua missão aqui na Amazônia”, pontuou o religioso relembro àquele que foi e é inspiração para muitos e muitas. Frei Flávio juntamente da comunidade de Nossa Senhora Aparecida na chegada da embarcação à Juruá. Conheça a Missão Amazônia aqui. Confira os últimos trabalhos franciscanos na Missão clicando aqui. Veja mais fotos na galeria! Ajude a Missão em Tefé Os frades precisam de sua ajuda para as obras na Casa de Missão em Tefé (confira aqui e aqui também). Você pode colaborar com qualquer quantia na conta: 16384-8, agência 3743, do Banco Bradesco – em nome de “Prelazia de Tefé – Paróquia Santo Antônio de Pádua”. Quaisquer dúvidas ou informações, entre em contato com o Frei José Adriano (OFMConv). -
Missão Conventual na Amazônia: frades que partiram em visita às comunidades ribeirinhas do rio Juruá
Retornaram na terça-feira, 17, os Freis Flávio Amorim e Mário Pruszak, da "Desobriga", uma visita às comunidades ribeirinhas do Rio Juruá. Os frades partiram no dia 10 deste mês para encontrar populações que, por ficarem longe dos centros urbanos, podem ficar até anos sem receber um único sacerdote para os trabalhos religiosos. A última desobriga aconteceu há 4 anos. O frei Flávio e o Frei Mário, atuantes na Missão Amazônica dos Frades Menores Conventuais na Prelazia de Tefé (AM), realizaram a viagem na companhia dos vocacionados Arilson, Sérgio e Lucas que participaram desta como uma experiência vocacional. Freis e vocacionados em visita às comunidades ribeirinhas, que podem ser acessadas somente de barco. Em sete dias, eles visitaram todas as comunidades subindo o fluxo do rio Juruá: Jaburú, Sabino, Santa Bárbara, Boca do Tucumã, Joanico, Monte Sião, Arapari, Limão, Samaúma, Igarapé do Branco, Cumarú, Escondido, Lago Grande, Forte das Graças, Socó, Aratí, Portelinha, Japó, Bacurí e Boca do Jacaré. Durante este período, acompanhando a simplicidade dos ribeirinhos, os frades e vocacionados puderem vivenciar a graça do trabalho franciscano nas visitas e celebrações. Presenciaram e participaram da vida de pessoas que, na medida do que podem, mantêm acesas as chamas de sua fé. Por serem comunidades tão afastadas da cidade de Juruá (AM), a chegada dos frades torna-se um acontecimento para os moradores que não estão tão acostumados a receber visitas. Vestem a melhor roupa, preparam a melhor pesca e disponibilizam todo o seu tempo aos sacerdotes. Por estarem localizadas longe dos centros urbanos, os povoados podem ficar até anos sem receber a visita dos sacerdotes. Frei Flávio encerrou um jejum de 4 anos sem visitas. Experiência Vocacional O vocacionado Arilson Cavalcante participou da visita e contou o que o trabalho significou para a sua caminhada religiosa, “ascendeu uma esperança em nosso coração de forma grandiosa enquanto religiosos, de estarmos ali, fazendo um trabalho pela população ribeirinha”, disse ele. Durante o tempo em que estiveram de passagem por cada um dos povoados, Arilson e os outros não se concentraram apenas nos moradores locais, aproveitaram também para confraternizar entre si, “foi muito bom passar estar com os irmãos, falando sobre São Francisco. Conhecendo mais sobre as experiências do Fr. Flávio, o Irmão Mario e de outros que participaram da Missão Amazônia, como Dom Frei Agostinho”. O contato com os freis marcou a viagem do vocacionado ao demonstrar e fazê-lo vivenciar como acontece o trabalho franciscano “o que me admira é como, durante as missões, o Frei Flávio e o Irmão Mario são bastante comunicativos com pessoas que não conhecem. Entram nas casas, cumprimentam a todos e, por sua fraternidade, conseguem convidá-los a orar, a batizar”, expressa ele. Confira a galeria de fotos da visita! Ajude a Missão Franciscana na Amazônia FUNDO MISSIONÁRIO ou MISSÃO KOLBE BANCO DO BRASIL Agência: 0452-9 Conta Corrente: 35820-7 CNPJ: 02501906/0001-15 -
Na Amazônia, uma visão indígena sob a tradição franciscana do presépio
A tradição franciscana do presépio receberá um olhar sob a ótica da cultura indígena na Missão Amazônia. Foi finalizada na última segunda-feira (03), em Juruá (AM) a casa definitiva para a exposição de presépios. Ela será inaugurada na Festa da Imaculada Conceição, que acontecerá neste sábado (08) (confira mais clicando aqui), com a mostra de 300 trabalhos. A estrutura foi elaborada pensando em uma maloca indígena e o interior da casa se assemelha às moradias das comunidades ribeirinhas. Também na pintura, além dos símbolos eucarísticos (como o trigo e a parreira), estão representadas paisagens comuns da região amazônica. Para representar o Amor de São Francisco pelo menino Jesus, logo na entrada está escrito “E o verbo se fez carne” (Jo 1, 14) e, na parte de trás, tem-se a mesma inscrição, porém, na língua Madiha Kulina, pertencente aos índios Culinas, tribo indígena acompanhada pelos frades franciscanos Conventuais, “Jehe Quira pohua tonahua tonihui poa imedsa” (Jo 1, 14). Veja mais fotos na galeria! -
Nova embarcação da Missão Amazônia: barco Dom Frei Agostinho
Na última segunda-feira, (22) dia de São João Paulo II, ficou pronto o barco da Missão Amazônia. Em justa homenagem aquele que foi o pioneiro e inspirador desta evangelização, o barco foi batizado de Dom Frei Agostinho. Estão sendo preparados os últimos documentos para que ele seja levado à Juruá. A embarcação tem 8,6m x 2,2m e estava sendo construído desde o dia 21 de agosto. Conheça a Missão Amazônia aqui. Confira os últimos trabalhos franciscanos na Missão clicando aqui. -
Paróquia de Nossa Senhora de Fátima e Dom Frei Agostinho são homenageados em Juruá
Neste fim de semana, entre os dias 03 e 05 de agosto, aconteceu em Juruá (AM), o VII Festival Folclórico que, na edição deste ano, homenageou a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima. Foram momentos de muita alegria e emoção na festa que celebrou os 47 anos de fundação da paróquia, relembrando a obra de Dom Frei Agostinho e de todo o trabalho realizado durante a Missão Amazônia na região. O Frei Flávio Amorim, pároco e missionário da Amazônia, contou que o festival foi muito significativo para a obra da missão e de Dom Frei Agostinho, “ele que teve coragem de vir e compartilhar o carisma franciscano por estas terras. Se estamos aqui e já podemos colher alguns frutos, foi graças aos frades que vieram, mas principalmente por Dom Frei Agostinho. E aqui está o grande significado dessa festividade para a nossa missão: o reconhecimento do trabalho de tudo o que frades conventuais fizeram em Juruá”, explicou o Frei Flávio. E, para solenizar não somente os 13 anos da presença franciscana em Juruá, mas também os 70 anos de entrada na ordem e os 60 anos de ordenação do Cavaleiro da Imaculada (clique aqui e leia mais sobre estas datas noticiadas no site), foram preparadas diversas homenagens e apresentações pelos Grupos Folclóricos Encanto Azul e Cheiro da Mata e pela Pastoral da Juventude (PJ) da comunidade. Grupos homenagearam os 47 anos de fundação da Paróquia Nossa Senhora de Fátima e a obra de Dom Frei Agostinho. Em um verdadeiro espetáculo, o assunto escolhido pelo grupo Encanto Azul foi “Celebração”, tema esse que foi posto em prática numa grande solenidade que tratou da memória da Paróquia desde a sua fundação, ainda em 1971. Iniciando a sua apresentação com uma pequena procissão guiada pela imagem de Nossa Senhora de Fátima e ao som do brado “Viva Nossa Senhora de Fátima”, eles ainda fizeram uma demonstração da luta por território entre os macacos Guariba e Prego, finalizando com o Ritual Indígena. O grupo folclórico Encanto Azul cantou o brado "Viva Nossa Senhora de Fátima" em ação de graças à Padroeira da Paróquia. Já o grupo Cheiro da Mata expôs o tópico “Juruá: minha terra, minha gente”, fazendo uma crônica sobre toda a história da cidade e de seu povo: dos ribeirinhos que são compostos, principalmente, por seringueiros que vieram dos estados do Nordestes durante o ciclo da borracha; e dos indígenas, em especial às tribos dos Kanamari, que viveram na região, e dos Madija Kulina que, até hoje, lutam por sua sobrevivência. Para versar estas narrativas, os integrantes do Cheiro da Mata contaram a lenda do Sapo e do Boto-Cor-deRosa, tendo como ponto de partida a chegada do cavaleiro da Imaculada. Em um relato emocionante, o jovem Sabóia recordou, com muito carinho e gratidão, a trajetória do frade pioneiro e missionário até sua vinda para a cidade. Foram utilizados quadros da padroeira e de Dom Frei Agostinho como cenário, sendo acompanhados pela Paróquia ao fundo. Tratando de tradições e lendas folclóricas, o grupo Cheiro da Mata contou a história de seu povo e da Paróquia. Em sua apresentação, a quadrilha da PJ fez a trouxa a montagem “Juruá: terra de festa e fé”, em que fez uma abordagem sobre a história da Paróquia com enfoque à chegada do missionário da amazônia. Para compor esta narrativa, assim como o grupo anterior, os jovens e as jovens utilizaram como cenário a quadros do frade de Nossa Senhora de Fátima, tendo ao fundo a própria igreja. O pessoal da pastoral preparou também poema sobre a temática, que segue: Juruá: terra de festa e de fé Venho aqui neste lugar, para poder lhes apresentar o amor a minha terra, o meu chão e o meu lugar. A emoção é muito forte, chego a me maravilhar, pois aqui nós mostraremos a paixão por Juruá. Neste momento eu agradeço a precensa da população, pois esse povo também entende que cultura é diversão. Não poderíamos esquecer o incetivo a que nós foi dado, pelo apoio oferecido o nosso muito obrigado. Agora chegou a hora e eu começo a me arrepiar, vou falar de duas coisas que consagram Juruá. Juruá é terra festiva de que sabe se organizar, os ensaios foram constantes porque queriamos arrazar, nos figurinos mostraremos uma beleza diferencial, pois aqui nunca ouve parecida ou igual. Tudo isso tem motivo que é o maior e o central, expressar a nossa fé por meio do festival. Esse povo ribeirinho que foi o pilar do Caitaú, decidiram plantar a mão, a semente mais poderosa de que se precisa uma nação. Nesta terra chegaram gente, que vinham de todo lugar, os olhares se cruzavam e é por isso que aqui você está. O seringueiro chegou primeiro, vinham atrás de enriquecer, mais ao entrar nesta floresta foi que aprenderam que a riqueza era viver. A comunidade foi sendo criada, por nossos pais e avós, e o que começou no Paranaguá, se tornou a mais bela princesinha do rio Juruá. Aqui também chegaram os missionarios em uma missão, foram eles os precursores da nossa fé e devoção. Aqui eles chegavam, e não queriam mais voltar parecia que essa terra era o seu verdadeiro lugar, os laços eram tão fortes que pareciam ser da nossa família, e na verdade era isso mesmo pôs só a nós e que eles tinham. Alguns aqui morreram, como um destino marcado, para se tornarem santo onde mais se sentiam amado. Eu falo de D.Agostinho o humilde santo do amor, que acabou se tornando símbolo, pela historia que aqui criou. A ele devemos muito, pelo o que nos ensinou, sua missão aqui foi cumprida com muita honra e louvor. A tradição festeira mais antiga, não poderia aqui faltar, pois a verdadeira festa do povo está no meio dos arraiá. Em maio é nossa Senhora de Fátima, o festejo mais atrativo da região, em outubro é São Francisco ho santo de tradição. Aqui eu vou terminando com orgulho em me expressar, em dizer que essa quadrilha foi uma atração espectacular, trouxe história, trouxe emoção, trouxe a garra desta nação, e aqui eu me despeço na certeza desta missão. A Pastoral da Juventude da Comunidade também participou do festival, falando da padroeira e da presença franciscana em Juruá. Confira no vídeo alguns momentos das apresentações dos grupos folclóricos. Veja mais fotos na galeria! Saiba mais sobre Dom Frei Agostinho aqui, acompanhe as notícias da Missão Amazônia aqui e em sua fanpage no Facebook e leia outras notícias sobre a Paróquia Nossa Senhora de Fátima clicando aqui. -
Primeira aldeia indígena consagrada à Milícia da Imaculada
Pouco antes de viajar para Brasília, onde permanecerá pelos próximos quatro anos, o Frei Flávio Amorim (OFMConv.) escolheu passar os últimos dias na Missão Amazônia fazendo o que fez desde o quadriênio anterior (2015-2019): levando o Evangelho de Cristo para aqueles que estão distantes geograficamente e até isolados tecnologicamente. Assim, nas semanas que se passaram, o frade continuou os trabalhos da evangelização no interior da floresta amazônica. Percorrendo quilômetros de barco, o Frei Flávio utilizou-se dos rios para ir de encontro às aldeias mais distantes do centro de Juruá (AM). Ele visitou sozinho as aldeias de Paupixuna e Boca do Paupixuna. Lá, celebrou a Eucaristia, realizou o batismo de algumas crianças e levou o movimento fundado por São Maximiliano Maria Kolbe, a Milícia da Imaculada (MI). E assim, fez algo que ainda não havia sido feito: o frade consagrou, pela primeira vez, toda uma aldeia indígena a Cristo pelo Imaculado Coração de Maria. “Assim que fui nomeado como Vigário Provincial, as pessoas de Juruá ficaram sabendo que eu deixaria a cidade. Então, o próprio cacique me convidou para batizarmos e consagrarmos os indígenas. Nesta aldeia, temos um professor nosso e este deu uma pequena formação às pessoas sobre o batismo e Nossa Senhora”, explicou Frei Flávio. A chegada na Aldeia A viagem de Brasília até a aldeia foi um tanto complicada, mas o frade não desistiu de sua missão. “Fiz um voo de Brasília para Manaus e outro de Manaus para Tefé. Chegando em Tefé, não tinha barco para Juruá. Então peguei uma catraia até a cidade de Nogueira. Lá, fiz um percurso de moto até o porto de Alvarães. No entanto, perdi o barco que ia até a aldeia. As pessoas, vendo minha aflição, me ajudaram. Consegui um bote que alcançou o barco com destino à aldeia”, contou Frei Flávio. Após uma noite no barco, no dia 11, o frade desembarcou na aldeia Boca do Paupixuna. Foi recebido com muita festa pelos indígenas que o aguardavam. Acompanhado de dois indígenas e do professor que faz parte da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, onde Frei Flávio foi pároco, ele se dirigiu à aldeia Paupixuna, onde aconteceria a consagração. Providencialmente no dia 12, solenidade de Nossa Senhora de Guadalupe, eles chegaram à Boca do Paupixuna. “Nesta aldeia não estava nada preparado ainda. Nem comida. Tivemos que comer farinha de mandioca e sardinha enlatada”, disse. O batismo foi realizado na beira do rio. Os aldeões reuniram-se em volta do religioso. Estavam presentes mulheres, homens, jovens e muitas crianças. Em um barco Frei Flávio colocou a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. “Foi uma experiência muito bonita! Falei a eles da história de Guadalupe e como ela tinha um rosto parecido com o deles, uma feição indígena”, disse. Durante a consagração, o frade repetiu aos indígenas a frase que a padroeira da América Latina disse a San Juan Diego, ‘Não sou eu que sou a tua mãe e que estou aqui?’. O missionário não apenas realizou um último trabalho em nossa presença franciscana no interior do Amazonas, mas, pela Imaculada, ele levou, mais uma vez, o coração de Cristo àqueles que mais precisam dele. Missão iniciada por Dom Frei Agostinho Nesta ocasião, o frade pode lembrar-se do trabalho iniciado por Dom Frei Agostinho Stefan (OFMConv.), que primeiro cuidou daqueles que estão esquecidos por muitos e deixados à beira do caminho. "Ele viveu o franciscanismo na sua essência de minoridade e pobreza evangélica, vivendo junto aos indígenas e seguindo o Evangelho quando Jesus nos diz 'ide e fazei com que todos os povos da terra se tornem discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo' (Mateus 28:29)", afirmou o frade relembrando que, em janeiro, celebraremos 15 da chegada do Incansável Missionário da Amazônia à Juruá. Veja mais fotos na galeria ao final do texto! Texto: Mateus Lincoln. -
Santa Missa de Posse do Frei Flávio Freitas de Amorim e Acolhida de Frei Mário Pruszak
Foi realizada neste domingo, 11, a Santa Missa de posse do Frei Flávio Freitas de Amorim e a acolhida do Frei Mário Pruszak na Missão - Paróquia de Nossa Senhora de Fátima de Juruá - AM. A Santa Missa foi presidida pelo Padre Valdemar Aparecido Reis que é vigário geral da prelazia de Tefé. Por essa ocasião, o Frei Marcelo Verona, Ministro Provincial, que não pôde estar presente, enviou suas saudações ao Frei Flávio e ao Padre Valdemar, relembrando em suas palavras, a caminhada e o amor de Dom Frei Agostinho e de Dom Frei Janusz à Missão. Clique aqui e confira na íntegra a homenagem de Frei Marcelo. A Ordem dos Frades Menores Conventuais desde 2009 assumiu a Missão de evangelizar Juruá, sendo concedida tal empreitada pelo Bispo Prelado Dom Sérgio Castriani, então bispo da prelazia e confirmado pelo então Dom Fernando, atual bispo prelado. Clique nos links e veja tudo o que já publicamos sobre Juruá, Frei Flávio Freitas de Amorim e a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima de Juruá. Confira a seguir as fotos da Santa Missa! -
Vigário Geral da Ordem e Assistente Geral da FALC conheceram a Missão Amazônia
Entre os dias 15 e 24 de novembro, o Vigário Geral, Frei Jerzy Norel (OFMConv.) e o Assistente Geral da Federação da América Latina e Caribe (FALC), Frei Carlos Trovarelli (OFMConv.) visitaram a Missão Amazônia da Província São Maximiliano Kolbe do Brasil (como havíamos noticiado aqui). Na ocasião, os visitadores canônicos foram acompanhados pelo Ministro Provincial, Frei Marcelo Veronez (OFMConv.). A missão acontece em três cidades bem diferentes umas das outras: Manaus, a grande capital do estado do Amazonas, com quase dois milhões de habitantes, separada de Brasília por três horas de vôo; Tefé, uma cidade que detém sessenta mil habitantes, a cerca de 550 km de Manaus; e Juruá, uma cidade pequena que abriga em torno de dez mil habitantes e se localiza a cerca de 150 km em linha reta ou 400 km de caminho de rio a partir de Tefé. Em Manaus, a realidade é a de uma missão urbana; em Tefé tem-se uma missão urbano-central, uma urbana-periférica e outra semi-rural; já a missão em Juruá inclui animação pastoral paroquaial na cidade e nas comunidades espalhadas ao longo das margens do rio Juruá, incluindo uma área muito grande. A comunidade de Juruá também possui um novo barco com capacidade para nove pessoas e um potente motor. Este é um bom acontecimento para a missão, pois, trata-se de um importante meio de evangelização nas aldeias espalhadas ao longo do rio. Toda a presença da Ordem na Amazônia é missionária em diferentes sentidos: tanto pelas enormes distâncias como pelas dificuldades de deslocamento, tanto pela difícil realidade social e cultural, quanto pela frágil realidade eclesial. O tecido social é formado pessoas que migraram de outras regiões do país, por povos mistos e locais (originais ou indígenas). Além das tradicionais viagens pastorais e pastorais das paróquias, há também algumas iniciativas mais recentes, como o "Projeto tocar", em Juruá, em que são feitos o estudo e ensino de música e instrumentos musicais para jovens; e a participação na pastoral social das comunidades de Tefé. Na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Juruá, repousam os restos mortais de Dom Frei Agostinho Januszewicz (OFMConv.), morto em 2011. Ele foi bispo de Luziânia (GO) e fundador da missão na Amazônia. Seu túmulo é agora um "lugar simbólico", um verdadeiro ponto de referência e veneração para a comunidade eclesial. Em Tefé, os visitantes reuniram-se com o Bispo da Prelazia, Dom Fernando Barbosa dos Santos, com quem discutiram várias questões relativas à missão e às expectativas para o próximo Sínodo Pan-Amazônico, a ser celebrado em Roma em outubro do ano que vem. “O compromisso missionário na Amazônia é um dom de Deus para a Ordem e, especialmente, para o Brasil”, escreveu Frei Carlos Trovarelli. Veja mais fotos na galeria! Traduzido e adaptado de: OFMConv.net. Autor: Frei Carlos Trovarelli (OFMConv.). -
Vigário Geral da Ordem e assistente geral da FALC realizam visita canônica à Missão Amazônia
Na última sexta-feira (16), chegaram à cidade de Juruá (AM), o Ministro Provincial, Frei Marcelo Veronez (OFMConv.), e o assistente geral da Federação da América-Latina e Caribe (FALC), Frei Carlos Trovarelli (OFMConv.), acompanhados do Vigário Geral da Ordem, Frei Jerzy Norel (OFMConv.), para realizar uma Visita Canônica e conhecer o trabalho franciscano conventual realizado pela Província (como havíamos noticiado aqui). Os frades foram recebidos em grande festa no aeroporto da cidade em uma comitiva organizada pelo Frei Flávio Amorim (OFMConv.) e que contou com a participação de muitas pessoas da comunidade (confira a transmissão da recepção ao fim do texto). Em carreata, os religiosos foram até a Paróquia Nossa Senhora de Fátima. Lá, mais uma vez foram recepcionados com muito carinho pela comunidade, dessa vez pelos membros do Projeto Tocar, que entoaram o hino da Padroeira. Em seguida, foram ao túmulo de Dom Frei Agostinho e depositaram flores ao Incansável Missionário da Amazônia. O Delegado Provincial para a Missão na Amazônia, Frei Flávio, fez um discurso em que destacou a importância desse grande momento para a Missão. Ainda na sexta-feira, os frades participaram da Santa Missa de abertura da Visita e, em seguida, de um Encontro com o Conselho Pastoral. No sábado, o Frei Flávio acompanhou o Vigário Geral, o Assistente da FALC e o Provincial à uma visita à comunidade ribeirinha do Antonina. Na ocasião, foi realizada a bênção do barco Dom Frei Agostinho. Posteriormente, na embarcação os religiosos partiram novamente em visita à outras comunidades ribeirinhas onde celebraram uma Santa Missa em ação de Graças ao Seráfico Pai. Já no domingo, os religiosos celebraram a Eucaristia na comunidade São Francisco. Em seguida, partilharam de um café da manhã regional com os moradores locais. No período da tarde, os frades conheceram a sala do Projeto Tocar e o Museu de Dom Frei Agostinho, bem como a história da Missão Amazônia e da vida e obra do Cavaleiro da Imaculada. À noite, o provincial presidiu a Santa Missa, em que o Frei Jerzy fez a pregação na homilia; e foi abençoada a imagem de São Francisco de Assis doada pela Província à Missão. Ficando na comunidade até esta terça-feira (20), hoje pela manhã, os frades foram a um igarapé na cidade de Juruá juntamente dos jovens paroquianos e paroquianas. Nesta noite, celebrarão a Santa Missa de despedida na Igreja Matriz. Conheça a Missão Amazônia aqui. Confira os últimos trabalhos franciscanos na Missão clicando aqui. Veja mais fotos na galeria! Ajude a Missão em Tefé Os frades precisam de sua ajuda para as obras na Casa de Missão em Tefé (confira aqui e aqui também). Você pode colaborar com qualquer quantia na conta: 16384-8, agência 3743, do Banco Bradesco – em nome de “Prelazia de Tefé – Paróquia Santo Antônio de Pádua”. Quaisquer dúvidas ou informações, entre em contato com o Frei José Adriano (OFMConv). Confira mais fotos na galeria! Veja abaixo os vídeos da recepção dos frades no Aeroporto de Juruá. -
Vigário Geral e Assistente Geral da FALC estão em Visita Canônica à Província São Maximiliano Kolbe
O Vigário Geral da Ordem, Frei Jerzy Norel (OFMConv), chegou à Cúria Provincial São Maximiliano Kolbe, em Brasília (DF), na noite da última quarta-feira (14). Ontem (15), logo pela manhã, às 07h, o frade celebrou a Santa Missa na Capela São Francisco de Assis, visitando, em seguida, a Casa de Formação de mesmo nome. Posteriormente, o frade conheceu os pontos turísticos da capital brasileira, acompanhado do provincial, Frei Marcelo Veronez (OFMConv.). Retornando à Casa de Formação São Francisco de Assis, Frei Jerzy partilhou de um almoço fraterno com os frades da Teologia. À tarde, uniu-se ao Vigário Geral e ao Ministro Provincial, o Frei Carlos Trovarelli, assistente geral da Federação da América-Latina e Caribe (FALC). No mesmo dia, todos partiram em viagem à cidade de Manaus (AM). Lá, os religiosos visitaram o Casa Filial Nossa Senhora das Mercês, sendo recebidos pelos Freis Pedro Rodrigues (OFMConv.) e Gilberto Pereira (OFMConv.). Já hoje, por volta das 11h, os frades partiram para a cidade de Juruá, onde conhecerão a Casa de Missão Nossa Senhora de Fátima e também a história da Missão Amazônia. Visita FALC Anteriormente à chegada do Frei Jerzy, o Frei Carlos Trovarelli iniciou sua visita canônica ao Convento São Maximiliano Kolbe, em Águas Lindas (GO), ainda na última sexta-feira (09). Ficando lá até o domingo (11), o Assistente Geral da FALC pôde conhecer as igrejas da comunidade e também o Centro Educacional São José (CESJ), uma das obras administradas pela União Franciscana de Educação e Cultura (UFRATER). Em seguida, na terça-feira (13), o Frei Carlos foi à Casa Filial Santa Clara de Assis em Anápolis (GO), celebrando a Santa Missa na Paróquia dedicada à fundadora da Ordem das Clarissas. No dia seguinte (14), o frade conheceu as capelas da comunidade Santa Clara de Assis e visitou também no Hospital, o confrade e Bispo de Anápolis, Dom João Wilk (OFMConv). Por fim, o Assistente Geral da FALC, acompanhado dos Freis Almir Guimarães (OFMConv.) e Décio Sousa (OFMConv.), foi à Casa Filial Estigmas do Seráfico Pai São Francisco, em Goiânia (GO). Por fim, o Assistente Geral da FALC, acompanhado dos Freis Almir Guimarães (OFMConv.) e Décio Sousa (OFMConv.), foi à Casa Filial Estigmas do Seráfico Pai São Francisco, em Goiânia (GO). Saiba o que é uma Visita Canônica em entrevista concedida pelo Frei Carlos Trovarelli, clique aqui. Conheça a UFRATER clicando aqui. Veja mais fotos na galeria!
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