Mês da Bíblia
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A Mensagem Central da Bíblia
Qual é, em poucas palavras, a mensagem central da Bíblia? A resposta não é fácil, pois depende da vivência. Se você gosta de uma pessoa e alguém lhe pergunta, “Qual é, em poucas palavras, a mensagem desta pessoa para você?”, aí não é fácil responder. O resumo da pessoa amada é o seu nome! Basta você ouvir, lembrar ou pronunciar o nome, e este lhe traz à memória tudo o que a pessoa amada significa para você. Não é assim? Pois bem, o resumo da Bíblia, a sua mensagem central, é o Nome de Deus! O Nome de Deus é Javé, cujo sentido Ele mesmo revelou e explicou ao povo (cf. Ex 3,14). Javé significa Emanuel, isto é, Deus conosco. Deus presente no meio do seu povo para libertá-lo.Deus quer ser Javé para nós, quer ser presença libertadora no meio de nós! E Ele deu provas bem concretas de que esta é a Sua vontade. A primeira prova foi a libertação do Egito. A última prova está sendo, até hoje, a ressurreição de Jesus, chamado Emanuel (cf. Mt 1,23). Pela ressurreição de Jesus, Deus venceu as forças da morte e abriu para nós o caminho da vida. Por tudo isso é difícil resumir em poucas palavras aquilo que o Nome de Deus evocava na mente, no coração e na memória do povo por Ele libertado. Só mesmo o povo que vive e celebra a presença libertadora de Deus no seu meio, pode avaliá-lo. Na nossa Bíblia, o Nome Javé foi traduzido por Senhor. É a palavra que mais ocorre na Bíblia. Milhares de vezes! Pois o próprio Deus falou, “Este é o meu Nome para sempre! Sob este Nome quero ser invocado, de geração em geração!” (Ex 3,15). Faz um bem tão grande você ouvir, lembrar ou pronunciar o nome da pessoa amada. Aquilo ajuda tanto na vida! Dá força e coragem, consola e orienta, corrige e confirma. Um Nome assim não pode ser usado em vão! Seria uma blasfêmia usar o Nome de Deus para justificar a opressão do povo, pois Javé significa Deus libertador! O Nome Javé é o centro de tudo. Tantas vezes Deus o afirma: “Eu quero ser Javé para vocês, e vocês devem ser o meu povo!” Ser o povo de Javé significa: ser um povo onde não há opressão como no Egito; onde o irmão não explora o irmão; onde reinam a justiça, o direito, a verdade e a lei dos dez mandamentos; onde o amor a Deus é igual ao amor ao próximo. Esta é a mensagem central da Bíblia. É o apelo que o Nome de Deus faz a todos aqueles que querem pertencer ao seu povo. Este artigo é o quarto da série do site Franciscanos para o Mês da Bíblia: O Evangelho pautou a vida de São Francisco de Assis. Fonte: Franciscanos. Texto da “Bíblia Sagrada”, da Editora Vozes. -
Comissão disponibiliza “Pílulas Diárias de Sabedoria” para a reflexão durante o Mês da Bíblia
O mês de setembro, para nós, católicos do Brasil, é o mês dedicado à Bíblia. Neste ano, o período tem como tema “Para que n’Ele nossos povos tenham vida – Livro da Sabedoria”, seguindo o lema “A sabedoria é um espírito amigo do ser humano”. O livro da Sabedoria foi o escolhido para auxiliar as reflexões e aprofundamento da leitura bíblica. Para contribuir neste processo, a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também disponibiliza, desde o dia 1º de setembro, “pílulas diárias de Sabedoria”. São áudios de um minuto e meio a dois minutos que oferecem uma passagem do livro da Sabedoria e uma reflexão que relaciona o trecho bíblico com outras leituras da Palavra. O material foi preparado pelos autores dos subsídios oferecidos pela Comissão para este mês da Bíblia. A gravação conta com a locução do assessor da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, padre Antônio Marcos Depizzoli. A edição ficou por conta da equipe da Assessoria de Imprensa da CNBB. “Desde 1971, a Igreja no Brasil vivencia, em setembro, o Mês da Bíblia. Nesse ano, oferecemos uma outra possibilidade de mergulho no texto bíblico, que estamos chamando de ‘pílulas diárias de sabedoria’”, ressalta padre Depizzoli. As “pílulas”, continua, foram preparadas a partir do Texto Base. “É uma ação a mais para ajudar a conhecer o Livro da Sabedoria”, sugere. Na plataforma SoundCloud há uma playlist criada para quem desejar acompanhar toda a série, acesse clicando aqui. A cada semana, serão adicionados novos áudios para aprofundamento sobre o livro da Sabedoria. Fonte: CNBB. -
Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo
Neste mês que iniciamos, a Igreja no Brasil dedica a sua reflexão à Bíblia e propõe inúmeras iniciativas com a finalidade de instruir melhor os fiéis sobre a Palavra de Deus e de motiva-los a uma maior intimidade com os textos sagrados, reconhecendo nas Escrituras um lugar de encontro com o Senhor. A motivação para a escolha de setembro como o mês da Bíblia se deve ao fato de a Igreja celebrar no dia 30 a memória do grande santo e doutor da Igreja, São Jerônimo. Um Padre, teólogo e tradutor que dedicou sua vida à interpretação e tradução dos textos sagrados para a língua latina. Comentou-a em suas obras e sobretudo empenhou-se em vivê-la concretamente na sua longa existência terrena (cf. Bento XVI, Audiência Geral, 07 nov. 2007). O testemunho de sua vida, certamente nos ensina a amar a Palavra de Deus na Sagrada Escritura. Ao meditarmos sobre o lugar que a Palavra de Deus ocupa em nossas vidas e sobre os desafios do seu anúncio no mundo de hoje, é preciso ter claro que o individualismo é um risco muito presente em nossa sociedade, fruto de uma vida interior fechada nos próprios interesses e sem espaço para o encontro. Assim, o homem contemporâneo fecha o coração para o amor de Deus e para o entusiasmo de fazer o bem aos irmãos (cf. Evangelii Gaudium, 2). Diante de um mundo que apresenta uma imagem de Deus cada vez mais descartável e alheio à vida do homem, se faz urgente redescobrir o valor do encontro pessoal e comunitário com Cristo e sua Palavra: abrirmos o coração ao Deus que fala aos homens como amigos, que convive com eles e lhes comunica o seu amor (cf. Dei Verbum, 2). Somente por meio deste encontro o homem poderá ser resgatado do subjetivismo e da indiferença (cf. Evangelii Gaudium, 8). São palavras de Jerônimo, “Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”. Esta sentença, sem dúvida alguma, reforça o ímpeto vivo que emana dos livros sagrados. Estes contêm a Palavra de Deus, que é sempre atual e eficaz (cf. Hb 4,12). Por outro lado, quando nos relacionamos com a Bíblia apenas como um livro de história, ou pior, um livro de ciência, esvaziamos toda a sua vitalidade, tornando-a um texto estéril. A Igreja, porém, ensina que “a Escritura não pertence ao passado, porque seu sujeito, o Povo de Deus inspirado pelo próprio Deus, é sempre o mesmo e, portanto, a Palavra está sempre viva no sujeito vivo” (Verbum Domini, 86). Auxiliados pelo Espírito Santo e conduzidos pela Tradição e pelo Magistério, tomamos consciência de que, nas páginas das Sagradas Escrituras, está a Palavra de um Deus que se dirige pessoalmente a nós. Importante ainda lembrar que “mesmo sendo sempre uma palavra pessoal, é também uma Palavra que constrói comunidade, que constrói a Igreja. Por isso, devemos lê-la em comunhão com a Igreja viva” (Bento XVI, Audiência Geral, 07 nov. 2017). A Bíblia é, por assim dizer, um lugar de encontro: com Deus que tudo criou e conduziu no seu infinito amor; com o sentido da existência humana; e com todos os homens e mulheres que se reconhecem na dignidade de Filhos e Filhas de Deus. A Palavra Deus nos foi dada para ser vivida! A verdadeira veneração à Palavra se dá no seguimento a Cristo. O fato de carregamos um livro ou colocá-lo em destaque em nossos lares não tem sentido se não é expressão de nossa adesão incondicional a Cristo. Durante este mês dedicado à Bíblia, busquemos firmar uma nova relação com a Palavra de Deus. No dia-a-dia, individualmente ou em família, nos esforcemos por encontrar um pouco de tempo para ler e meditar a Sagrada Escritura, a fim de que seja força para a vida cristã, solidez da fé, alimento da alma e fonte pura e perene de vida espiritual (cf. Catecismo, 131). Saiba mais sobre o Mês da Bíblia clicando aqui. Confira o subsídio divulgado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ao Mês da Bíblia aqui. Via: CNBB. Autor Original: Dom Edney Gouvêa Mattoso, Bispo de Nova Friburgo (RJ). -
O Evangelho como ponto de partida
Francisco parte do Evangelho para reconstruir a vida e parte da vida para confrontar-se com o Evangelho. Esta opção e escolha não seria apenas viver o Evangelho e acolhê-lo em sua vida, mas também anunciá-lo aos seus irmãos. Novamente, em seu Testamento, Francisco escreve: “E depois que o Senhor me deu irmãos, o Senhor mesmo me revelou que eu devia viver segundo a forma do Santo Evangelho” (Test 4,14).Francisco tinha clareza quanto à sua missão: o primeiro movimento é acolher a palavra de Deus, embeber-se dela, aprofundá-la na vida, confrontar-se com ela, para ser luz no caminhar e vigor no viver. E depois, levá-la e transmiti-la ao povo de Deus. E assim, seu dinamismo missionário impele-o a ir ao encontro de todos os homens. Diante do envio e da missão, ele sente a paixão que tem pelo anúncio da Boa Nova.Ele sente a vocação missionária a que Deus o chamou e sente-se feliz e realizado em ser o bom samaritano a difundir esta mensagem, não só aos leprosos, mas à humanidade toda. Este artigo é o terceiro da série do site Franciscanos para o Mês da Bíblia: O Evangelho pautou a vida de São Francisco de Assis. Fonte: Franciscano. Autor: Frei Atílio Abati. Extraído do livro “Francisco, um encanto de Vida”, Editora Vozes. -
O profeta e o seu Evangelho
Francisco teve com o Evangelho uma intimidade difícil de se compreender. Amava o Evangelho, mas ele não teria sido Francisco, se seu amor não tivesse desejado possuir o próprio livro. A magnífica Bíblia da Idade Média, com os maravilhosos textos desenhados em letras elegantes, tinha para ele algo de sagrado. Já foi, de per si, um rito religioso, quando ele, com seus dois companheiros, entrou na pequena igreja de São Nicolau e lá abriu o livro sobre o altar, manifestou-se ali uma forma de respeito que, em nosso tempo, impregnado de obras tipográficas, se tomou impossível: o respeito pela palavra manuscrita. Com isso, adquirem um sentido mais profundo em certas ações aparentemente mágicas. Nas cartas que ditava, não permitia Francisco que se riscasse uma letra, mesmo que fosse um erro de ortografia. Recolhia com o mesmo respeito em qualquer pedacinho de pergaminho que encontrava no chão. Perguntaram-lhe, certa vez, por que tinha tanto cuidado até mesmo com obras de autores pagãos. A resposta tem um quê surpreendente, “Porque nelas se encontram as letras que compõem o glorioso nome do Senhor”. Por umas cinco vezes insiste ele, em suas cartas, em que se devem guardar respeitosamente as palavras do Evangelho, onde quer que sejam encontradas. Francisco sentia o alcance psicológico desse simbolismo. “Devemos cuidar de tudo que encerra Sua Palavra sagrada. Assim ficamos profundamente compenetrados da sublimidade do nosso Criador e de nossa dependência em relação a Ele”, escreverá mais tarde ao Capítulo de seus irmãos. A verdadeira dificuldade de se compreender como Francisco lia a Bíblia, não se encontra na cultura medieval. O que é difícil compreender é o fato raro de a Bíblia ser lida aqui por um homem que era como ela o desejava. Ele não tinha necessidade dum comentário que a suavizasse. Com heróica abertura, Francisco aceitava o texto ao pé da letra, pois este já há muito o havia empolgado. Talvez tenha ele, alguma vez, explicado a Bíblia de uma maneira por demais rigorosa – nunca, porém, branda demais. Devemos perguntar se a concepção de Francisco a respeito da Bíblia ainda vale para nós. Em cada mudança religiosa na história, encontra-se o homem diante da pergunta: que é propriamente autêntico na Bíblia e que é que se conseguiu descobrir com o correr do tempo? E em cada período são sempre os grandes cristãos que, da forma mais pura, reconhecem a autenticidade. Não se requer uma visão genial para se descobrir o que corrigir num texto ou apontar alguns cantos carcomidos numa estrutura eclesiástica antiquada. Quando se trata, porém, de valores eternos, é absolutamente necessária uma visão de fé. Não é tão estranho que um homem como Francisco, que se afastara, por assim dizer, da própria cultura para viver o Evangelho até às últimas consequências – que este Francisco tenha descoberto algo que sobrepuja qualquer cultura. As grandes personalidades não estão à frente de seu tempo, estão acima dele. Este artigo é o segundo da série do site Franciscanos para o Mês da Bíblia: O Evangelho pautou a vida de São Francisco de Assis. Via: Franciscanos. Extraído do livro “Francisco de Assis, Profeta de Nosso Tempo”, Editora Vozes. Autor: Por N.G. Van Doornik. -
Setembro: o mês da Bíblia
O mês de setembro, para nós, católicos do Brasil, é o mês dedicado à Bíblia. A celebração foi criada em 1971 com a finalidade de instruir os fiéis sobre a Palavra de Deus e acontece em setembro em razão da Festa de São Jerônimo, celebrada no dia 30. Entretanto, desde 1947, se comemora o Dia da Bíblia no último domingo de setembro. Buscando auxiliar às comunidades, paróquias e dioceses, a Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Brasil (CNBB) disponibilizou dois subsídios de apoio aos fiéis. O texto-base divulgado tem como tema é “Para que n’Ele nossos povos tenham vida – Livro da Sabedoria” e o lema “A sabedoria é um espírito amigo do ser humano”. Em 2018, o texto-base para o Mês da Bíblia se propõe a auxiliar a leitura e o estudo da primeira parte literária do Livro da Sabedoria (Sb 1,1-6,21). Como objetivo principal, prevê que as pessoas, de forma individual, e as comunidades, em grupo, cheguem à leitura do texto bíblico, por mais que este se revele exigente. O itinerário foi organizado de modo simples, a fim de que se tornasse o mais prático possível, colocando-se a serviço da compreensão daquilo que o Livro da Sabedoria expõe em seus primeiros capítulos. Acesse o material clicando aqui. São Gerônimo São Jerônimo, que viveu entre 340 e 420, foi o secretário do Papa Dâmaso e por ele encarregado de revisar a tradução latina da Sagrada Escritura. Essa versão latina feita por esse santo recebeu o nome de Vulgata, que, em latim, significa “popular” e o seu trabalho é referência nas traduções da Bíblia até os nossos dias. Hoje a Bíblia é o único livro que está traduzido em praticamente todas as línguas do mundo, sendo o livro mais vendido, distribuído e impresso em toda a história da humanidade. Fontes: Blog Canção Nova, Canção Nova e CNBB.