nossa senhora

  • 15 de agosto: é celebrado hoje pela Igreja no mundo a Assunção de Nossa Senhora
    Nesta quarta-feira, 15, a Igreja no mundo celebra a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. No Brasil, a solenidade, que também é conhecida como festa de Nossa Senhora da Glória, é transferida para o domingo seguinte, neste caso, dia 19 de agosto. O Papa Francisco disse hoje no Angelus, “A assunção de Maria, criatura humana, nos confirma nosso destino glorioso”. O Santo Padre evidencia no Angelus que a assunção ao céu, em corpo e alma, “é um privilégio divino concedido à Santa Mãe de Deus por sua união particular com Jesus. Trata-se de uma união corporal e espiritual, iniciada com a Anunciação e amadurecida durante toda a vida de Maria mediante sua participação singular no mistério do Filho”, acrescentou ele. Francisco também conta que Nossa Senhora vivia como qualquer mulher de seu tempo, entretanto, tudo o que fazia era em união total com Jesus, “no Calvário esta união alcançou o ápice, no amor, na compaixão e no sofrimento do coração. Por isso Deus lhe concedeu uma participação plena também na ressurreição de Jesus. O corpo da Mãe foi preservado da corrupção, como o corpo do Filho”, afirmou ele. Esta data é um dogma católico solenemente definido através da Constituição “Munificentissimus Deus” do 1º de novembro de 1950 pelo Papa Pio Xll. O texto da proclamação dogmática não afirma que Maria foi elevada ao céu, mas à “Glória celeste”. Não se afirma, portanto, um deslocamento espacial nem uma nova localização, mas a transfiguração do seu corpo e a passagem de sua condição terrestre à condição gloriosa da totalidade de sua pessoa, isto é, corpo e alma. (cf. C. A. Contieri SJ, in A Bíblia Dia a Dia, Paulinas, 2015). Dom Armando Bucciol, presidente da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), conta que, entre os séculos VI e VII, muitas igrejas celebravam a “dormição de Maria”. Já nos livros litúrgicos do século VIII, esta recebeu o título de “Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria”, que passou pela morte, mas que não esteve sujeita aos seus vínculos. O bispo salienta que há alguns testemunhos em escritos apócrifos sobre a morte de Maria, todavia, ele destaca que a tradição ininterrupta da Igreja, testemunhada por Gregório de Tours (594) e por outros padres, é fortalecida pelo fato de que nenhuma relíquia do corpo de Maria foi honrada na antiguidade. A crença na Assunção é tradicional na Igreja, mas foi, sobretudo no século XVII que se tornou objeto de uma verdadeira construção teológica em reação contra o Jansenismo (teoria de ideais reformistas que dizia que as pessoas estavam predestinadas ao céu ou ao inferno, contrariando o conceito de livre-arbítrio). Maria é dita pelo anjo Gabriel como “cheio de graça”, de forma que este é quase o nome próprio da Virgem - o anjo não a chama “Maria”, mas sim de “cheia de graça”. (Lc. 1,28). Isto quer dizer que Maria nunca esteve sujeita ao império do pecado. Em consequência, não podia ficar sob o domínio  da morte, que entrou no mundo através do pecado (Rm 5, 12). Sendo assim, é lógico dizer que ela não conheceu a deterioração da sepultura, sendo glorificado não somente em sua alma, mas também em seu corpo.   Fontes: A12, CNBB, Franciscanos e Montfort.
  • Celebramos hoje, 22 de agosto, a festa de Nossa Senhora Rainha
    Hoje, celebramos a Memória de Nossa Senhora Rainha, mãe da Igreja. A festa também é conhecida como “Reinado de Maria” e foi instituída pelo Papa Pio XII, em 1954, ele coroou Nossa Senhora na Basílica de Santa Maria Maior, que fica em Roma, Itália. No dia 11 de Outubro de 1954, Pio XII promulgou também a Encíclica Ad Caeli Reginam (A Rainha do Céu). A carta é um tratado sobre a realeza e a dignidade de Maria. A princípio, a data da festa foi estabelecida para o dia 31 de maio, o mês de Maria. Agora, porém, a celebração acontece na oitava da Assunção, isto é, oito dias após a festa da Assunção de Nossa Senhora (que acontece no dia 15, saiba mais aqui). Assim, fica manifestada a íntima ligação entre a Assunção de Maria e sua coroação no céu. A celebração do Reinado de Nossa Senhora tem sua origem na festa de Cristo Rei do Universo, ou, festa do “Reinado de Cristo”. Como Jesus Cristo é Rei, sua mãe terrena, pura e imaculada, também é Rainha. Não se trata de um reino deste mundo, mas de um reinado eterno, universal, segundo a vontade de Deus. Paralela ao reconhecimento do Cristo Rei, encontramos a realeza da Virgem a qual foi assunta ao Céu. Mãe da Cabeça, dos membros do Corpo místico e Mãe da Igreja, Nossa Senhora é aquela que do Céu reina sobre as almas cristãs, a fim de que haja a salvação, “É impossível que se perca quem se dirige com confiança a Maria e a quem Ela acolher” (Santo Anselmo).   Encíclica O Papa Pio XII deixa claro na Encíclica Ad Caeli Reginam, que "os Teólogos da Igreja, extraindo sua doutrina" consultaram os escritos e sermões de vários Santos, bem como testemunhos da Tradição antiga. Em todos esses casos, lê-se na Encíclica, os santos e a Tradição "referem-se à Santíssima Mãe Virgem Rainha de todas as coisas criadas, Rainha do mundo, Senhora do universo".   Oração de Nossa Senhora Rainha Ó minha Senhora eminha Mãe, Rainhae Serva fiel do Senhor!A ti venho confiadamenteentregar todo omeu ser para que da fonte inesgotáveldo Amor me ensines a beber!Salve Rainha,Mãe de Misericórdia! Se te invocamos como Rainha é porqueantes foste Serva, em quem se realizoua vontade do Senhor!Bendita és Tu entre as mulheres, cujoBendito Fruto te elevouàs mais altas alturas do humano louvor.Santa Maria, Mãe de Deus!Caminha conosco na terra, Intercede eprotege os filhos teus.E faz-nos chegar um dia, por Jesus, contigo aos céus! Amém!   Fontes: Canção Nova e Cruz Terra Santa.
  • Maria Santíssima na piedade de São Francisco
    Que nesse mês de maio possamos refletir sobre a vida de Nossa mãe Maria Santíssima e, a exemplo de nosso Pai Seráfico São Francisco e nossa Mãe Santa Clara, nos configurarmos nesse modo de ser que é pobre, humilde e casto. Paz e Bem!   O intenso amor a Cristo-Homem, qual o praticara São Francisco e qual o legara à sua Ordem, não podia deixar de atingir Maria Santíssima. Já as razões do coração católico de São Francisco e seu cavaleirismo o levavam a amor aceso da virgem Mãe de Deus. “Seu amor para com a bem-aventurada Mãe de Cristo, a puríssima Virgem Maria, era de fato indizível, pois nascia em seu coração quando considerava que ela havia transformado em irmão nosso o próprio Rei e Senhor da glória e que por ela havíamos merecido alcançar a divina misericórdia. Em Maria, depois de Cristo, punha toda a sua confiança. Por isto a escolheu para advogada sua e de seus religiosos, e em sua honra jejuava devotamente desde a festa de São Pedro e São Paulo até à festa da Assunção”. São Francisco não é apenas um santo muito devoto, muito afeiçoado à Mãe de Deus, mas é um dos santos em que a piedade mariana aparece numa floração original e singular, sem contudo se afastar, por pouco que seja, das linhas marcadas pela Igreja. A Idade Média, da qual é Filho, teve uma piedade mariana cheia dos mais suaves encantos, porque fundada toda sobre a nobreza de sentimentos e a cortesia de atitudes de cavaleiros. Os cavaleiros se consideravam paladinos da honra e da glória de Maria Santíssima. São Francisco, que em sua concepção específica da vida religiosa partia deste ideal e que considerava os seus como “cavaleiros da Távola Redonda”, cultivou com esmero e com intensidade toda sua o serviço da Virgem Santíssima nos moldes do ideal cavaleiroso, condicionado pelo seu conceito e pela sua prática da pobreza. Nada mais comovente e delicado na vida deste Santo, que a forte e ao mesmo tempo meiga e suave devoção à Mãe de Deus. Derivada do amor de Deus e de Cristo, orientada pelo Evangelho e vazada nos moldes e costumes do cavaleirismo medieval, transposto a uma sobrenaturalidade, pureza e força singularíssima, esta piedade mariana do Santo fundador é parte integrante do que legou à sua Ordem e aí foi cultivada com esmero. São Francisco fez dos cavaleiros de “Madonna Povertá” os paladinos dos privilégios e da honra da Mãe de Cristo. As fontes da vida e da espiritualidade de São Francisco são unânimes em narrar quanto a igrejinha da Porciúncula minúscula, pobre e abandonada na várzea ao pé de Assis, igrejinha de Nossa Senhora dos Anjos – atraía as atenções de São Francisco e prendia a sua dedicação. Atraiu as suas atenções, quando estava para cumprir, segundo a interpretação que lhe dava, a ordem de Cristo de reconstruir a Igreja Santa. O edifício ameaçava ruínas. São Francisco pôs mãos à obra e em pouco tempo, com pedras e cal de “Madonna Povertá”, restituiu a estrutura da capela: “Vendo-a (a capela) São Francisco em tão ruinoso estado, e movido por seu indizível e filial afeto da soberana Rainha do universo, se deteve ali com o propósito de fazer quanto fosse possível para a sua restauração… Fixou neste lugar a sua morada, movido a isto pela sua reverência aos santos anjos, e muito mais pelo entranhado amor da Mãe Bendita de Cristo”. Depois de assinalado por Cristo com os sinais gloriosos, mas dolorosos da Paixão, São Francisco voltou à Porciúncula. De lá partia novamente para pregar, mas voltava sempre. Os irmãos, apreensivos pela sua saúde combalida, obrigaram-no a permitir o levassem aonde melhor podiam atender ao tratamento reclamado pelo eu estado. Quando, porém, ia findar o tempo que Deus lhe concedera, e sabia quando findaria, São Francisco pediu que o levassem novamente à capelinha da Virgem dos Anjos. À sombra da igrejinha entregou sua alma a Deus no trânsito incomparável que foi o seu. Maria Santíssima, tão agraciada por Deus, possui encantos mil e à semelhança do seu Filho Divino é tão rica que um coração humano não pode venerar de uma só vez todas as prerrogativas de que foi cumulada pela generosidade divina. Há desta forma a possibilidade das mais variadas devoções da Virgem, há a possibilidade de cada qual venerá-la e amá-la sob o aspecto que mais o comove, que mais o inflama.   Por Frei Constantino Koser, OFM (Extraído do Livro “O Pensamento Franciscano”, Editora Vozes)