Ordem das Clarissas
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07 de novembro: Bem-Aventurada Maria Crucifixa Satéllico - Santos e Santas Franciscanas do Dia
Maria Crucifixa Satéllico nasceu em 31 de dezembro de 1706 na cidade de Veneza, na Itália. Inicialmente, foi batizada com o nome de Isabel. Professou a Regra de Santa Clara no ano de 1726 no Mosteiro de Ostra Vetere, que fica na região de Marcas, também na Itália. Lá, viveu o recolhimento com Cristo em Deus, amando ao Senhor com o coração indiviso e participando com seráfico ardor do mistério da Cruz. Ela foi uma guia para com as suas co-irmãs, iluminada pela palavra e pelo exemplo no caminho da perfeição, sobretudo, nos últimos três anos em que esteve à frente do mosteiro como abadessa. Sendo sustentada pela Graça Divina, rechaçou vitoriosamente as tentações e as ciladas do inimigo. Foi agraciada por Deus com o dom da contemplação mística. A virgem da Ordem II morreu no dia 08 de novembro de 1745. Foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 10 de outubro e 1993. -
18 de novembro: Bem-aventurada Salomé de Cracóvia - Santos e Santas Franciscanas do Dia
Salomé, filha família real do príncipe Lescon V, e irmã de Boleslau, o Casto, esposo de Santa Cunegundes (Kinga). Nasceu em Cracóvia na Polônia em 1211. Com apenas três anos foi dada em casamento a Colomano, rei da Hungria e príncipe da Halícia, com o qual viveu em perfeita virgindade. Era irmã de Santa Isabel da Turíngia, por quem foi enviada à corte do rei André II, para ser educada conforme os princípios de família e da região, em vista do casamento. Quando se casaram ela e seu esposo Colomano de comum acordo fizeram o voto de castidade. O piedoso casal crescia na prática da penitência e piedade. Ela entrou na Ordem Terceira Franciscana e recebeu o hábito da penitência. Muitas de suas amigas quiseram segui-la. O palácio parecia um convento. Quando seu esposo se fez Rei da Halícia, ambos deviam ser coroados reis. Salomé preferiu uma coroa de penitência. O rei Colomano foi morto na batalha contra os tártaros em 1255. Salomé, após a morte do esposo resolveu consagrar-se a Deus e empregou seus numerosos bens em benefício dos pobres e na construção de igrejas. Em 1245 entrou no Mosteiro de Clarissas por ela fundado em Zawichost; aí se distinguiu por sua grande obediência e humildade. Um ano após seu ingresso o Mosteiro foi ferozmente devastado pelos tártaros, que martirizaram todas as irmãs: sessenta monjas clarissas, tendo à sua frente a abadessa, Irmã Inês Yastrzebska. O convento foi depois transferido para Skala, para livrar-se das investidas dos tártaros, passando a denominar-se de Mosteiro de Santa Maria das Estrelas. Finalmente foi transferido para Cracóvia em 1245. Salomé continuou sua vida de Clarissa em Cracóvia por vinte e oito anos, brilhando como espelho de virtudes para suas irmãs. Foi eleita abadessa numa época bastante difícil. Faleceu aos sessenta e sete anos, durante uma Missa como havia predito. Admoestou antes suas Irmãs à prática da caridade e fiel observância da Regra de Santa Clara. Era o dia 17 de novembro de 1268, e havia sido favorecida com uma aparição da Virgem com o Menino Jesus. No momento de sua morte uma estrela brilhante foi vista sair de seus lábios. Sete meses depois seu corpo foi encontrado intacto e perfumado. Foi sepultada junto ao seu esposo na Igreja dos Franciscanos em Cracóvia. Seu culto foi aprovado por Clemente X em 17 de maio de 1672. Salomé, ao lado de Santa Inês de Praga, é a grande propagadora da Ordem de Santa Clara nas Províncias eslavas, tchecas e polonesas. Fonte: Caminhos do Senhor e Heroínas da Cristandade. -
20 de novembro: Santa Inês de Assis - Santos e Santas Franciscanas do Dia
Santa Inês nasceu em Assis, no ano de 1197. Irmã carnal de Santa Clara de Assis, sendo três anos mais nova que ela, Santa Inês chamava-se Catarina em sua casa paterna. Era a segunda filha de Ortolana e Favarone de Offreducci e também irmã da bem-aventurada Beatriz. Com quinze anos apenas, juntamente da irmã mais velha, ela abandona a família, os amigos, as riquezas, o brasão nobre e o futuro brilhante e atira-se destemida à aventura divina. Se Clara foi a primeira Clarissa e a fundadora da Segunda Ordem, Santa Inês foi o segundo elemento desta nossa Família Sagrada, sem dúvida a mais fiel discípula de Clara, a primeira jovem que teve a ousadia de deixar tudo para trás e trilhar os caminhos de Clara e Francisco no seguimento do Cristo pobre e crucificado. Em Santa Inês, encontramos uma forte vocação, combativa e perseverante. Nela admiramos o perfil de uma mulher que tudo enfrentou, até ao fim, com uma fortaleza de carácter e uma firmeza de ânimo fora do vulgar; nela contemplamos o vigor evangélico de uma jovem que não recuou perante nada, para seguir a Cristo na total doação. Com quinze anos apenas dá-nos uma lição gloriosa de coragem, de ousadia e de amor, uma lição de maturidade e de heroísmo, uma lição única que ilumina o mundo e os séculos com a beleza incomparável do Evangelho de Cristo. Conta Tomás de Celano, na Legenda de Santa Clara: (...) Dezesseis dias depois da conversão de Clara, Catarina, inspirada pelo divino Espírito, dirigiu-se pressurosa para junto de sua irmã e comunicou-lhe o segredo da sua decisão de consagrar-se inteiramente ao Senhor. Abraçando-a com intensa alegria, Clara exclamou, “Dou graças ao Senhor, querida irmã, porque atendeu a minha oração a teu favor”. Foi assim que, em 1211, logo depois de Clara, deixou tudo para servir a Deus. À maravilhosa conversão seguiu-se uma não mesma maravilhosa defesa da mesma. Sucedeu que, enquanto as felizes irmãs seguiam as pegadas de Cristo na Igreja de Santo Ângelo de Panzo e Clara, já com mais experiência, iniciava a sua irmã e noviça, os familiares levantaram-se contra elas e começaram a persegui-las. Quando perceberam de que Catarina tinha passado para o lado de Clara, juntaram-se doze homens no dia seguinte e, cheios de fúria, dirigiram-se para o local. Exteriormente fingiam uma visita pacífica, mas no seu íntimo tinham criado um ardiloso plano. Tendo já antes perdido toda a esperança de fazer Clara voltar atrás em sua decisão, dirigiram-se a Catarina e questionaram-na, “O que vieste fazer a este lugar? Prepara-te depressa para regressar a casa conosco!” Quando ela respondeu que de maneira nenhuma estava disposta a separar-se de sua irmã Clara, um dos cavaleiros precipitou-se para ela. Enfurecido e à força de socos e pontapés, tentou arrastá-la pelos cabelos, enquanto os outros a empurravam e lhe pegavam pelos braços. Vendo-se a jovem arrebatada das mãos do Senhor como presa de leões, gritou por socorro, “Querida irmã, ajuda-me e não permitas que me separem de Cristo Senhor!”. Enquanto os salteadores arrastavam violentamente a jovem encosta acima, rasgando-lhe os vestidos e deixando atrás de si os cabelos arrancados, Clara, banhada em lágrimas, orava. Pedia que a irmã se mantivesse firme e constante e que nela o poder divino superasse a força dos homens. De repente, aquele corpo caído no chão tornou-se tão pesado que o esforço daqueles homens não foi suficiente para o transportar para o outro lado dum riacho que ali passava. Mesmo com a ajuda de outros, que dos campos e vinhas acorreram ao local, não a conseguiram levantar do solo. Quando, já cansados, desistiram do seu intento e não querendo aceitar a evidência do milagre, comentaram jocosamente, “Não admira que pese tanto, passou a noite toda a comer chumbo!” Monaldo, tio paterno, desesperado e furioso, levantou os braços com a intenção de lhe acertar um soco brutal. Mas quando levantou a mão sentiu uma dor muito forte, que o incomodou durante muito tempo. Depois de tanto sofrimento, Clara aproximou-se e pediu aos parentes que desistissem dos seus intentos e lhe confiassem Catarina que jazia ali morta. E, enquanto eles, mal-humorados, se afastaram sem terem logrado os seus intentos, levantou-se Catarina cheia de alegria. Feliz por ter travado o primeiro combate pela cruz de Cristo, consagrou-se inteiramente ao serviço de Deus. Tal é a têmpera desta clarissa, nobre de vida, irmã mais nova de Clara. Em memória de Santa Inês, virgem e mártir, que aos doze anos de idade derramou o seu sangue por amor de Cristo, Francisco muda o nome da jovem Catarina de Offredúccio para Inês. Para Inês de Assis o nome diz tudo. Com alegria e amor imensos abraçou prontamente a Pobreza, a Castidade, a Obediência e a Clausura, sendo um modelo evangélico para todos. Quarenta e dois anos viveu ela, humilde, pobre, penitente e silenciosa na clausura. Uma vida totalmente entregue por amor a Cristo. Durante anos desempenhou o cargo de superiora no Mosteiro de Florença, mas partiu para a eternidade já no Mosteiro de S. Damião, em 1260, poucos dias depois da morte de sua irmã Santa Clara. Fonte: Dia dos Santos Católicos. -
Clara de Assis: formação para a transparência
Uma vida para Deus A vida consagrada expressa-se teologicamente na ordem do sinal: manifesta, indica que o Reino de Deus está entre nós. Isto tem um peso profético muito forte no ser e no fazer, na vida pessoal e fraterna, no estilo de vida concreto e cotidiano. Tudo deve “conduzir, lembrar, assinalar, indicar”. Porém para “conduzir” ao Reino é necessário uma transparência, “que seja um sinal claro” e estrutural, necessário uma contínua purificação de nossas convicções, de nossas imagens de consagrados, de pessoas que pertencem ao Senhor “como testemunhas da luminosa presença do Senhor em meio a nós” (Bento XVI). Vida que é revelação: revela o amor do Pai pelos homens, manifesta uma vida totalmente orientada para o Reino, uma vida serena e reconciliada consigo mesmo e com os outros. Somos chamados a liberar esta imagem que habita em nós para fazê-la brilhar em nós e ao nosso redor, remetendo-a a Ele, ao Deus da vida. Isto supõe uma visão unificada de nossa vida. Fidelidade é também mudar Se de uma parte ocorre “habitar” serenamente a própria corporeidade, os próprios gestos, a própria palavra, as próprias ações, de outra é necessário tornar transparentes e significativas as estruturas nas quais a vida consagrada está inserida no cotidiano. É importante não viver para as estruturas, mas torná-las sinais vivos, eloquentes e provocativos para encaminhar, nós e os outros, na direção do Evangelho. Elas, essas estruturas, devem estar a serviço de valores, e não vice-versa. Quão fácil é transformar a vida religiosa numa moldura vazia, fazer das estruturas a razão de nossa vida esquecendo, inclusive, o mandamento do amor. Quão difícil é adaptar ou criar novas estruturas mais eloquentes, mais significativas, mais transparentes, sobretudo nesse mundo que muda com tanta rapidez, num mundo habituado à imagem dos sinais! Ser fiel não significa repetir, mas responder a Deus que pede em cada estação, em cada etapa uma resposta nova! O verdadeiro consagrado é fiel a Deus e ao homem de seu tempo: é um apaixonado por Deus e pelo homem. A fidelidade ao carisma não significa imutabilidade rígida e estrutural, mas requer a capacidade de tornar vivas e eloquentes todas as estruturas e mediações tanto para nós como para os outros. Portanto, formar-se e viver a transparência exige um empenho sério que possa convergir para uma única paixão a nossa experiência espiritual. Via: Franciscanos. Autor: Frei Almir Guimarães. -
Em Anápolis, Irmãs Franciscanas de Allegany realizaram o batizado de novo Santuário Ecológico
No dia 02 deste mês, as Irmãs Franciscanas de Allegany da Região Brasil realizaram o batizado do Santuário Ecológico, que fica no terreno do Convento Mãe Admirável, em Anápolis (GO). A ocasião foi um momento muito importante para destacar o compromisso de todos os cristãos e cristãs de cuidarem da Irmã e Mãe Terra. A celebração incluiu a Santa Missa e a bênção da imagem de São Francisco realizadas pelo Frei Vilmar Batista (OFM). Em seguida, aconteceu um momento para a declamação de poesia e o compartilhamento fraterno de um lanche. Estiveram presentes religiosos e religiosas das três ordens franciscanas, bem como fiéis da comunidade, associados, funcionários e moradores da Casa Bethânia. A inauguração do Santuário Ecológico faz parte do projeto “O Grito da Irmã e Mãe Terra”. O espaço foi criado para homenagear São Francisco de Assis, o patrono da Ecologia, e também para chamar a atenção para a missão de cuidar da casa comum e proporcionar um local de oração e reflexão sobre o cuidado com o meio ambiente. Na encíclica Laudato Si, o Papa Francisco adverte que “a existência humana se baseia sobre três relações intimamente interligadas: as relações com Deus, com o próximo e com a terra” LS 66. E nos lembra de que “na tradição judaico-cristã, falar sobre a criação é mais do que dizer ‘natureza’, porque tem que haver um projeto de amor de Deus onde cada criatura tem um valor e significado. A criação só pode conceber como um dom que vem das mãos abertas do Pai de todos, uma realidade iluminada pelo amor que nos chama a comunhão universal”. Como ambiente de contemplação, prece e conscientização ecológica, o Santuário está aberto à visita da comunidade. Telefone para agendamento de visitas: (62) 3333-3800. Confira mais fotos na galeria! Fonte: Franciscanas de Allegany. -
Mês vocacional: compreenda o que é a vocação
Desde 1981, quando, há 37 anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) instituiu agosto como o mês vocacional, toda a Igreja no Brasil se dedica a rezar por uma determinada vocação a cada domingo deste mês. Entretanto, muitas vezes esta palavra – vocação – pode ser ligada somente à vida religiosa e logo pensamos em padres, freiras e acabamos por nos esquecer que Deus chama a todos, sem exceção, à uma vocação. O significado da palavra vocação é bastante amplo e tem sua origem no verbo latino vocare, que significa “chamar ou chamamento”. No âmbito religioso, trata-se de um chamado que provém da boca Daquele que tudo criou pela força de sua Palavra: Deus. Portanto, compreender a vocação como um dom é reconhecer que, em todas as circunstâncias, Deus nos chama a viver e realizar o seu projeto de amor. Assim, podemos compreender que vocação é dizer “sim" a Deus, à missão pela qual ele chamou a cada um de nós. Fazemos isso pela fé, por descobrir o próprio lugar no mundo, na Igreja de hoje e no serviço aos irmãos. Para descobrir bem este projeto de Deus se faz necessário fazer um discernimento. Discernimento Vocacional Diante dos muitos caminhos vocacionais aos quais a vida cristã nos chama a percorrer, é importante que os jovens e as jovens católicas façam um discernimento para se compreender a sua missão. Tendo em vista que, no início da juventude nem sempre se tem clara esta opção, faz-se necessário conhecer as missões a serem trilhadas. A palavra discernimento significa “colocar à parte, dividir ou separar; é conhecer ou ver distintamente entre duas ou mais coisas”. É importante que o discernimento não seja feito sozinho, faz-se necessário deixar-se ajudar por um guia espiritual ou orientador vocacional, isto é: uma pessoa com mais experiência de vida e caminhada de fé. A partir do diálogo com essa pessoa, é possível perceber melhor na própria experiência de vida e de fé os sinais de Deus. Sinais estes que se revelam por meio de acontecimentos concretos do cotidiano, de situações sociais e eclesiais que levam a pessoa a dar uma resposta, colocando-se livremente à disposição de Deus para fazer algo que corresponda ao seu projeto. Algumas perguntas para ajudar no seu discernimento: o que desejo para minha vida; quais são as dúvidas mais constantes em relação à minha escolha vocacional; Vocações Não somente à vocação religiosa os católicos são chamados. Conheça a seguir as diferentes vocações: Vocação fundamental: chamado à vida A vocação à vida é o chamado que precede todos os demais. Deus, em seu infinito amor, modelou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, os chamou à vida, para que, na liberdade de filhos e filhas, fossem continuadores da sua criação. O ser humano, ao ter consciência de que toda a vida é dom de Deus, é chamado a ser corresponsável pela promoção da vida e a corresponder a esse convite desenvolvendo-se na relação consigo mesmo, com os outros, com o mundo e com o próprio Deus. Vocação cristã Pelo Batismo toda pessoa recebe, pela fé de seus pais e padrinhos, seu segundo chamado: o de ser cristão. À medida que a pessoa cresce e toma conhecimento da própria fé, aos poucos assume uma identidade que a caracteriza como seguidora do próprio Cristo. Consequentemente, a pessoa é chamada a aderir à missão de Jesus, para ser sinal do Reino e comunicação da Boa-Nova do Evangelho. Cada pessoa vive e realiza a vocação cristã na família, na sociedade e na comunidade eclesial à qual pertence. O Batismo é considerado fonte de todas as vocações, porque é a partir dele que o cristão viverá uma vocação específica que pode ser: a vocação à vida matrimonial, a vocação à vida religiosa consagrada, a vocação à vida sacerdotal e a vocação do cristão leigo. Vocação à vida matrimonial É a vocação do amor que se realiza na relação entre o homem e a mulher. No amor de Deus, o casal é chamado a edificar o amor conjugal para formarem uma família. Constituem, assim, uma íntima comunidade de vida para realizarem a missão da maternidade e da paternidade, onde o lar se torna uma pequena Igreja na qual se vive, partilha e transmite os valores humanos e cristãos. A família é o berço de todas as vocações. Vocação à vida consagrada A vida religiosa consagrada é uma vocação para homens e mulheres que se sentem chamados por Deus para viver a radicalidade de seu Batismo, dedicando toda a sua vida, seu tempo, suas forças e capacidades para o serviço aos irmãos, diante das mais variadas necessidades do ser humano, hoje. Vivendo em comunidade, têm como primeira regra a vivência do Evangelho, testemunhando o amor fraterno. Propõem-se a seguir Jesus Cristo, assumindo seu modo de viver casto, pobre e obediente, assumindo com liberdade este estilo de vida, para, assim, estarem disponíveis a realizar uma missão na Igreja e na sociedade atual, segundo um carisma específico. Vocação à vida sacerdotal A vocação à vida sacerdotal é voltada aos homens que sentem o chamado a serem continuadores da missão de Cristo, recebendo o sacramento da ordem, a fim de se colocarem totalmente a serviço do povo de Deus. A missão do sacerdote tem como inspiração a imagem de Jesus Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas para orientá-las, introduzi-las e animá-las na vida da fé e da comunidade. O padre também tem a missão de denunciar as injustiças, os falsos valores, para favorecer a vida nas suas mais diversas dimensões. Vocação do cristão leigo Todo cristão leigo casado ou solteiro vive e corresponde à sua vocação sendo sinal de Cristo e do seu Evangelho no meio do mundo. Podem desempenhar atividades diversas na Igreja e no mundo, sejam elas no âmbito da educação, da política, da comunicação social, do comércio, da arte etc. Independentemente da missão que vive e realiza, ele é também chamado a trilhar um caminho de desenvolvimento humano e de santificação pessoal no meio da família e da sociedade. Confira no vídeo os testemunhos daqueles que aceitaram o chamado de Deus. Saiba mais sobre o Mês Vocacional aqui e aqui. Fontes: CNBB, CRB Nacional, Deus Está No Ar e Irmãs Paulinas. -
O Amor é a única riqueza necessária das primeiras clarissas
Clara tinha uma irmã chamada Catarina que acompanhou de perto sua saída do espaço da família para o espaço sagrado de São Damião. Quando a vontade de Deus é maior, não há projeto de família que segure. É mais uma que deixa os Offreducci Favarone para estar mais perto do Amado. Os passos de Clara deixam trilhas de seguimento. A família que um dia quis buscar Clara, vai também buscar Catarina. Não há força humana que possa arrastar uma força divina que está numa mulher. Catarina permanece com Clara. Francisco de Assis muda o nome de Catarina para Agnes, isto é, Inês. Derivado de agnella (cordeiro, ovelha). Junto às filhas de Favarone, vão morar Pacífica de Guelfuccio, Beatriz, irmã de Clara, e Hortolana, sua mãe. Narra Clara de Assis em seu Testamento, “Depois que o Altíssimo Pai celestial, pouco depois da conversão do nosso bem-aventurado Pai São Francisco, se dignou iluminar-me o coração para que, seguindo-lhe o exemplo, fizesse penitência, segundo a luz da graça que o Senhor nos comunicou através da sua vida maravilhosa e da sua doutrina, prometi-lhe voluntariamente obediência juntamente com as poucas Irmãs que o Senhor me tinha dado, logo depois da minha conversão. Vendo o bem-aventurado Francisco que nós, embora frágeis e fisicamente sem forças, não recusávamos nenhuma privação, pobreza, trabalho, tribulação, nem humilhação ou o desprezo do mundo, e até julgávamos tudo isso as maiores delícias, como dos seus frades, alegrou-se muito no Senhor. E, movido de piedade para conosco, assumiu o compromisso, por si e por sua Ordem, de ter sempre por nós o mesmo cuidado diligente e a mesma atenção especial que tinha para com os irmãos. E assim, por vontade de Deus e do nosso bem-aventurado pai Francisco, fomos morar junto da igreja de São Damião, onde em pouco tempo o Senhor nos multiplicou por sua misericórdia e graça, a fim de que se cumprisse o que tinha predito por seu santo. Pois, antes tínhamos morado em outro lugar, embora por pouco tempo” (TestC 24-32). Em São Damião, Clara começa com a força comum da convivência. Entra no lugar despojado, um eremitério que mais tarde torna-se mosteiro. Um novo e forte modo de vida para a relação com Deus no modo contemplativo. Um silêncio de Amor, uma vontade de viver apenas no Amor por Ele. Por vontade de Deus e de Francisco, Clara e suas primeiras Irmãs ocupam o sagrado espaço de São Damião. A pobreza do lugar e a Pobreza escolhida pelas primeiras Clarissas revelam que o Amor é a única riqueza necessária. Elas tem como referência o Evangelho e uma confiança na Providência que as levam a abandonar-se nas mãos do Senhor. A Pobreza é sinal de amor exclusivo ao Amado; um amor que se alimenta de silêncio, reverência e preces, cada dia, momento a momento, por toda a vida. A Pobreza une a dimensão fraterna em extremo cuidado. Conheça a biografia de Santa Clara aqui. Leia mais sobre o seu carisma aqui. Fonte: Carisma Franciscano. Autor: Frei Vitorio Mazzuco. -
Provincial visitou no último domingo, 11, o Mosteiro de Santa Clara do Deus Trino
No último domingo, o Ministro Provincial, Frei Marcelo Veronez (OFMConv.), fez uma visita às Irmãs Clarissas da Ordem de Santa Clara no Mosteiro de Santa Clara do Deus Trino, em Brazlândia (DF). Às 10h, o provincial presidiu a Santa Missa na capela e, logo em seguida, na sala do capítulo, compartilhou com a irmãs um momento de fraternidade, encerrando a visita com um almoço. Durante a conversa, o frade e as irmãs trataram de diversos assuntos, dentre eles: as decisões do 201º Capítulo Geral Extraordinário (saiba mais clicando aqui), realizado no mês de julho em Roma; as recentes mudanças solicitadas pela Ordem; a extinção do Convento de Santa Rosa em Viterbo, na Itália, que pertencia às Clarissas Urbanitas (entenda mais aqui); e também foi comunicada a mudança nos assistentes espirituais do Mosteiro, que agora são os Freis Bernardo Vitório (OFMConv.) e Israel Sobrinho (OFMConv.), que substituem o Frei João Batista Wajgert (OFMConv.). Confira a Santa Missa celebrada em ação de graças à Santa Clara no Mosteiro Deus Trino clicando aqui. Veja também "A vocação segundo a Irmã Maria Inês e o carisma de Santa Clara" clicando aqui. -
Santa Clara de Assis: fundadora da 2ª Ordem e amiga pessoal de Francisco
Santa Clara foi a fundadora da Ordem das Clarissas e amiga pessoal de São Francisco de Assis. Contemporânea de São Francisco e fundadora da Ordem das Clarissas, Santa Clara nasceu em 1193. Vinda de uma família rica, ela decidiu abdicar de seus bens e sua nobreza para viver na humildade. Seus pais planejavam casá-la com algum nobre, no entanto, Clara, ainda com 18 anos de idade, em um gesto de muita coragem e inspirada no profundo desejo de seguir a Cristo, deixou a casa paterna e, na companhia de uma amiga, Bona di Guelfuccio, uniu-se, secretamente, aos franciscanos na Porciúncula. O pai de Santa Clara, revoltado com a fuga da filha, envia um tio chamado Monaldo para resgatar a filha viva ou morta. Monaldo consegue alcançar Santa Inês, que sofre agressões e é arrastada pelo tio montanha abaixo. Nesse momento, ela chama pela irmã Clara, que começa a rezar impiedosamente pela irmã e um milagre se instaura: Santa Inês fica tão pesada que torna impossível o ato de arrastá-la no chão e mesmo assim, Monaldo não se dá por vencido e tenta agredi-la com um golpe, mas imediatamente sente a mão se contrair. Sem saber mais como agir, ele desiste de levar Santa Inês e foge. Era a tarde do Domingo de Ramos do ano de 1211, quando, em um gesto tão significativo quanto histórico, Francisco cortou os cabelos de Clara e vestiu o hábito penitencial. A partir de então, tornou-se humilde e pobre, uma virgem esposa de Cristo e a Ele totalmente consagrada. Sobretudo no início de sua experiência religiosa, Clara teve em Francisco de Assis não só um mestre a quem seguir os ensinamentos, mas também um amigo fraterno. A amizade entre estes dois santos constitui um aspecto muito belo e importante. Efetivamente, quando duas almas puras e inflamadas do mesmo amor por Deus se encontram, há na amizade recíproca um forte estímulo para percorrer o caminho da perfeição. A amizade é um dos sentimentos humanos mais nobres e elevados que a Graça divina purifica e transfigura (leia aqui um artigo sobre a amizade entre os santos). Após ter transcorrido um período de alguns meses em outras comunidades monásticas, resistindo às pressões de seus familiares que no início não aprovavam sua escolha, Clara se estabeleceu com suas primeiras companheiras na igreja de São Damião, onde os frades menores tinham preparado um pequeno convento para elas. Lá, Clara, juntamente com outras mulheres, deu início à Ordem, contemplativa e feminina, da Família Franciscana, as Clarissas, da qual se tornou mãe e modelo, principalmente no longo tempo de enfermidade, período em que permaneceu em paz e totalmente resignada à vontade divina. Em uma das quatro cartas que Clara enviou a Santa Inês de Praga, filha do rei da Bohemia e que queria seguir seus passos, ela fala de Cristo, seu amado esposo, com expressões nupciais, que podem surpreender, mas que comovem: “Amando-o, és casta, tocando-o, serás mais pura, deixando-se possuir por ele, és virgem. Seu poder é mais forte, sua generosidade, mais elevada, seu aspecto, mais belo, o amor mais suave e toda graça. Agora tu estás acolhida em seu abraço, que ornou teu peito com pedras preciosas… e te coroou com uma coroa de ouro gravada com o selo da santidade” (Lettera prima: FF, 2862). Um bispo flamengo, Santiago de Vitry, que estava em visita à Itália, que afirma ter encontrado um grande número de homens e mulheres, de toda classe social e descreve como estes viviam nos primeiros anos do franciscanismo, “deixando tudo por Cristo, escapavam ao mundo. Chamavam-se frades menores e irmãs menores e são tidos em grande consideração pelo senhor Papa e pelos cardeais. As mulheres moram juntas em diferentes abrigos não distantes das cidades. Não recebem nada e vivem do trabalho de suas mãos. E lhes dói e preocupa profundamente que sejam honradas mais do que gostariam, por clérigos e leigos” (Carta de outubro de 1216: FF, 2205.2207). Santiago de Vitry tinha captado com perspicácia um traço característico da espiritualidade franciscana, a que Clara foi muito sensível: a radicalidade da pobreza associada à confiança total na Providência divina. Por este motivo, ela atuou com grande determinação, obtendo do Papa Gregório IX ou, provavelmente, já do Papa Inocêncio III, o chamado Privilegium Paupertatis (cfr FF, 3279). Em base a este, Clara e suas companheiras de São Damião não podiam possuir nenhuma propriedade material. Tratava-se de uma exceção verdadeiramente extraordinária em relação ao direito canônico vigente. As autoridades eclesiásticas daquele tempo o concederam apreciando os frutos de santidade evangélica que reconheciam na forma de viver de Clara e de suas irmãs. Isso demonstra também que nos séculos medievais, o papel das mulheres não era secundário, mas extremamente relevante. A propósito disso, é oportuno recordar que Clara foi a primeira mulher da história da Igreja que compôs uma Regra escrita, submetida à aprovação do Papa, para que o carisma de Francisco de Assis se conservasse em todas as comunidades femininas que iam se estabelecendo em grande número já em seus tempos, e que desejavam se inspirar no exemplo de Francisco e Clara. Em 1198, ocorreu uma invasão moura à Assis e em meio a muita pobreza e necessidade aconteceu um fato que consagrou Santa Clara para sempre na história. Eles tentaram invadir o convento e Santa Clara, mesmo acamada e doente, fez questão de ir até o portão de entrada. Ali, em lágrimas, ela conseguiu pegar o ostensório com o Santíssimo Sacramento e proferir as seguintes palavras, “Senhor, guardai Vós estas vossas servas, porque eu não as posso guardar”. Ouviu-se então uma voz suave dizendo, “Eu te defenderei para sempre”. Imediatamente os mouros são tomadas por um medo descomunal e fogem, deixando o convento intacto e a salvo. Nesse mosteiro, viveu durante mais de quarenta anos, até sua morte, ocorrida em 1253. Foi canonizada por Alexandre IV no dia 15 de agosto de 1265. Confira logo abaixo um vídeo da Irmã Elka Santos (Irmãs Franciscanas da Sagrada Família) falando sobre o importância do carisma clareano para todas as ordens franciscanas! Fontes: Canção Nova, Franciscanos e Nossa Sagrada Família. Leia mais sobre outros Santos e Santas Franciscanas clicando aqui.