Ordem dos Frades Menores Capuchinhos

  • 12 mai 2018: Santos e Santas Franciscanas do dia – São Leopoldo Mandic
    Leopoldo Mandic nasceu em 12 de maio de 1866, na antiga Dalmácia, região que hoje compreende os territórios da Croácia, Bósnia e Herzegovina e Montenegro. Seus pais eram católicos fervorosos. Leopoldo foi batizado como Bogdan, nome que significa "dado por Deus". Desde pequeno Leopoldo teve saúde frágil. Sua constituição física era franzina. Media apenas um metro e quarenta de altura e, além disso, tinha uma doença nos ossos que o debilitava. Entretanto, seu caráter, porém, era forte e determinado. Foi discernindo sua vocação conforme crescia e, aos 16 anos, tomou uma decisão: queria servir a Deus promovendo a reconciliação, a reunificação dos cristãos ortodoxos na Igreja Católica, mantendo grande desejo de ir ao Oriente e promover a comunhão dos cristãos. Com o tempo, o Espírito Santo o encaminhou para entrar na vida franciscana. Ingressou na Ordem Franciscana em 1884 e, em 1890, já era sacerdote. Era insistente com seus superiores, pedindo que o enviassem a essa missão de unificação, mas dentro do discernimento e de sua debilidade física, ele tinha que obedecer e ir de convento em convento, sendo designado para os serviços pastorais, trabalhando nos conventos capuchinhos. Frei Leopoldo acolheu as ordens superiores com fé, vendo nisso a vontade de Deus e obedeceu com amor e alegria. Assim, Frei Leopoldo Mandic começou a dedicar-se ao atendimento de confissões e exerceu este ministério até o final de sua vida. No começo, atendeu em vários conventos no Norte da Itália, até que em 1909 chegou à Pádua, na Itália, no Convento de Santa Cruz. Esse frade descobriu em cada alma o seu “Oriente”. E por obediência e amor, atendia-os por horas, sempre em espírito de oração e de abertura aos carismas do Espírito Santo. Em encerrou seus dias e recebeu o apelido de "o gigante do confessionário". Morreu em 30 de julho de 1942.   Com informações de Cruz Terra Santa e Canção Nova.
  • 21 de julho: Santos e Santas Franciscanas do dia – São Lourenço de Bríndisi
    Júlio César Russo nasceu na comuna italiana de Bríndisi, em 22 de julho de 1559, de Guilherme Russo e Elizabete. Com apenas seis anos, memorizava várias páginas de textos. E assim, ele cresceu saindo-se brilhante em todos os estudos. Aos 14 anos, ficou órfão. Então, um tio seu que era sacerdote, o acolheu e o levou para viver em Veneza, onde aprofundou a sua formação cultural e espiritual. Convivendo com os capuchinhos que moravam num convento humilde junto à igrejinha de Santa Maria dos Anjos, na ilha de Giudecca, Júlio sentiu-se atraído pela vida pobre e austera que os frades levavam. Logo, foi aceito na Ordem. Tendo vestido o hábito capuchinho em Verona, recebeu a ordenação sacerdotal em 1582 e assumiu o nome religioso de Lourenço. Depois de morto, passou a ser chamado de São Lourenço de Brindisi, por causa de sua cidade natal, para diferenciá-lo de São Lourenço mártir. São Lourenço deu importância particular à Sagrada Escritura, que aprendeu toda de memória, aperfeiçoando-se também nas línguas bíblicas. Depois da ordenação sacerdotal, recebida das mãos do patriarca de Veneza João Trevisan a 18 de dezembro de 1582, a principal atividade de Lourenço foi o ministério da pregação. Percorreu toda a Itália anunciando a Palavra de Deus. De 1594 a 1597 foi provincial de Veneza e para o mesmo cargo foi chamado para a Suíça em 1598. Dois anos antes, em 1596, foi eleito definidor geral. Fundamental foi a ação de Lourenço na difusão da Ordem Capuchinha na Europa. Fundou conventos em Insbruck, em 1593, Salzburg, três anos depois. Em 1597 fundou o convento de Trento, e em seguida, 1599, em Boêmia. Em Praga, em 1599, com população na maioria com tendências reformistas e anticatólicas, conseguiu, com intensa atividade apostólica, centrada no ministério da pregação e no diálogo aberto e familiar, fundar um convento e o retorno à fé católica de muita gente. Em 1600 fundou mais dois conventos em Viena e em Graz. No Capítulo Geral de 24 de maio de 1602, frei Lourenço foi eleito o Ministro Geral dos Capuchinhos e, em primeiro lugar, fez a visita a todos os frades. A Ordem estava com 30 províncias e cerca de 9000 religiosos, distribuídos em toda Europa. Em 1610 a 1613, residiu em Mônaco como representante da Santa Sé. No Capítulo Geral de 1613, eleito pela terceira vez Definidor Geral, foi enviado como visitador à Província de Gênova, onde foi aclamado como Provincial e, por isso, só em 1616 pode retornar à sua Província de Veneza e dedicar-se a um período mais intenso de retiro e oração. Características particulares da sua espiritualidade, tipicamente franciscana e cristocêntrica, foram o culto a Eucaristia e a devoção a Maria. A santa missa, por ele celebrada com muito fervor, se prolongava normalmente por uma, duas ou três horas e depois, por um indulto de Paulo V, oito, dez ou doze horas. À Virgem Maria ele atribuía cada dom e cada graça, e nada poupava para difundir a sua devoção. Mesmo aspirando à vida retirada teve, a pedido do Papa, de interrompê-la em missões diplomáticas até ao ponto de adoecer gravemente. Morreu a 22 de julho de 1619, com 60 anos. O seu corpo foi levado para Vilafranca de Bierzo (Galizia), onde foi sepultado na igreja do mosteiro das franciscanas descalças. Apesar dos muitos trabalhos, Lourenço escreveu diversas obras editadas de 1928 a 1956 na  Edição da “Opera Omnia”. Quatro anos depois da morte de Lourenço de Brindisi, foi introduzido, pelo Geral da Ordem Clemente de Noto, o processo de canonização. A beatificação foi em 23 de maio de 1783 por Pio VI e, 100 anos depois, a santificação pelo Papa Leão XIII em oito de dezembro de 1881. Após o exame das suas obras, definidas como “verdadeiros tesouros de sabedoria”, João XXIII, em 17 de março de 1959, declarou São Lourenço de Bríndisi doutor Apostólico da Igreja.                                                                                          Fontes: Cruz Terra Santa e Franciscanos.