Ordem Franciscana Secular 3 Ordem
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16 de maio: Santos e Santas Franciscanas do Dia – Santa Margarida de Cortona
Margarida nasceu na cidade de Laviano, diocese de Chiusi, na Toscana, em meados o século XIII. De sua primeira infância, nada se sabe a não ser que perdeu a mãe quando tinha sete ou oito anos de idade. Sua madrasta a tratava mal, encontrando defeito em tudo o que ela fazia, mesmo que Margarida tivesse um bom coração. Tornou-se uma formosa adolescente, cheia de graças e encantos. Isso constituiu sua desgraça. Quando contava 15 anos, o filho do senhor de Montepulciano dela se enamorou e convenceu-a a ir viver com ele pecaminosamente, prometendo-lhe que futuramente haveriam de se casar. Em meio ao luxo, às festas, aos passeios, Margarida reprimia sua consciência, que de tempos em tempos, como um aguilhão, a torturava. Mais tarde ela dirá: “Em Montepulciano perdi a honra, a dignidade, a paz; perdi tudo, menos a fé”. Assim, Margarida viveu nove anos nessa união ilícita, contrária à Lei de Deus, quando sobreveio um acontecimento dramático que deveria mudar sua vida. Um dia, porém, o homem foi vistoriar alguns terrenos dos quais era proprietário e acabou sendo assassinado. Margarida só descobriu o corpo alguns dias depois, quando foi levada misteriosamente até ele pela cachorrinha de estimação que acompanhara o nobre na viagem. Naquele momento, a moça teve o lampejo do arrependimento. Percebeu a inutilidade da vida que levava e voltou para a casa paterna, onde pretendia passar o resto da vida na penitência. Para mostrar publicamente sua mudança de vida, compareceu à missa com uma corda amarrada ao pescoço e pediu desculpas a todos pelos excessos da sua vida passada. Só que essa atitude encheu sua madrasta de inveja, que fez com que ela fosse expulsa da paróquia. Margarida sofreu muito com isso e chegou a pensar em retomar sua vida de luxuria e riqueza. No entanto, com firmeza conseguiu manter-se dentro da decisão religiosa, procurando os franciscanos de Cortona e conseguindo ser aceita na Ordem Terceira. Para ser definitivamente incorporada à Ordem teria que passar por três anos de provação. Foi nesta época que ela se infligiu as mais severas penitências, que foram vistas como extravagantes, relatadas nos antigos escritos, onde se lê também que a atitude foi tomada para evitar as tentações do demônio. Seus superiores passaram a orientá-la e isso a impediu de cometer excessos nas penitências. Aos vinte e três anos Margarida de Cortona, como passou a ser chamada, foi premiada com várias experiências de religiosidade que foram presenciadas e comprovadas pelos seus orientadores espirituais franciscanos. Recebeu visitas do anjo da guarda, teve visões, revelações e mesmo aparições de Jesus, com quem conversava com frequência durante suas orações contemplativas. Ela percebeu que o momento de sua morte se aproximava e foi ao encontro de Jesus serenamente, no dia 22 de fevereiro de 1297. Margarida de Cortona foi canonizada pelo Papa Bento XIII em 1728 e o dia de sua morte indicado para a sua veneração litúrgica. (Via: Franciscanos e Catolicismo) -
26 setembro: São Elzeário de Sabran e Bem-aventurada Delfina de Glandèves - Santos e Santas Franciscanas do Dia
Elzeário nasceu no ano de 1285, nasceu na pequena aldeia Provence, na França. Filho de Ermangao de Sabran, conde de Ariano, no reino de Nápoles e de Lauduna d’Albe de Roquemartine, mulher de grande piedade e caridade para com os pobres. Ainda em seu batismo, sua mãe o ofereceu ao Senhor, disse que estava disposta a entregá-lo antes que sua alma fosse manchada em vida pelo pecado mortal. O voto heroico da mãe foi ouvido. Ele teve ótima educação ao lado de seu tio Guilherme de Sabran, abade de renome do mosteiro beneditino de São Vítor. Todavia, ainda muito jovem, por vontade de Carlos de Anjou, casou-se em 1299 com Delfina de Signe. Elzeário, muito inclinado à piedade, e Delfina, que não queria o casamento, de comum acordo resolveram conservar sua castidade, mesmo após as núpcias, e cumpriram o seu acordo. Após a morte de seu pai, Elzeário herdou, com outros títulos de nobreza, também o de conde de Ariano, indo à Itália para tomar posse do condado, sob a imediata autoridade do rei. Naquela ocasião brilharam suas virtudes. Por sua caridade e o senso de moderação dos contratempos, conquistou o amor do povo, sendo querido pelo Rei de Nápoles. Em 1312, quando Roma foi sitiada pelo exército do Imperador Henrique VII de Luxemburgo, Roberto de Anjou encomendou ao Conde de Ariano o mando de seus soldados que pediam ajuda do Papa. Elzeário aceitou a pesada tarefa com tanta persistência que forçou os imperiais a abandonar Roma. Depois de quatro anos na Itália, retornou a Provence. Este retorno foi motivo de grande alegria para Delfina, e para todos os povos da região. Neste momento, o casal recebeu o hábito da Ordem Terceira de São Francisco das mãos do Padre João Julião da Riez. Se antes fizeram o juramento de perseverarem na virgindade, agora fizeram o voto de perpétua castidade. Todos os dias, eles rezavam o ofício dos terciários e multiplicavam as obras de caridade e de penitência. O hábito franciscano consistia em uma túnica de pano cinza até os joelhos, apertada com o cordão. Ele se preocupou que, em seus territórios, florescessem a vida cristã, se mantivessem bons costumes, se administrasse a justiça e se defendessem os pobres da opressão dos ricos. Morreu em 27 de setembro de 1323. Quis ter ao seu lado, o famoso padre e teólogo Francisco Mairone, com quem fez a confissão geral e de quem recebeu o Viático. Foi canonizado por Urbano V em 15 de abril 1369. Em sua canonização, estava presente sua esposa Delfina. Em Ariano Irpino (Avellino) é venerado como um co-padroeiro da cidade. Bem-aventurada Delfina de Glandèves Delfina de Signe, nasceu em 1284, nas colinas do Luberon, na França. Sendo da nobre família dos Glandèves, era uma encantadora figura de mulher, que passou por todos os lugares do mundo, levando a luz da sua graça, o perfume da virtude, o calor do seu afeto. Se dedicou a alimentar aqueles que estavam ao seu redor. Desde cedo, sua presença era luz e conforto para sua família. Aos 12 anos, já estava noiva de um jovem não inferior a ela por sua gentileza, nobreza de sangue e beleza da alma, Elzeário. O casamento aconteceu quatro anos depois. Foi um casamento “branco”, porque o jovem casal escolheu a castidade, um meio de perfeição espiritual mais alto e árduo. No Castelo de Ansouis, os dois cônjuges nobres viveram não como castelhanos, mas como penitentes. No castelo de Puy-Michel, entraram na Ordem Terceira Franciscana. Sua vida interior foi enriquecida por uma nova dimensão, a da caridade, mediante a qual eles, ricos por sua condição, se fizeram humildes e pobres para socorrer aos pobres. Delfina e seu marido, além das penitências, orações e mortificações, dedicaram-se a todas as obras de misericórdia, destacando-se em todas. Quando Elzeário foi enviado para seu ducado de Ariano como embaixador para o Reino de Nápoles, o trabalho de caridade do casal continuou em um ambiente ainda mais difícil. Em meio a tumultos e rebeliões, ela foi embaixadora de concórdia, caridade e oração em suas boas ações, multiplicando seus próprios esforços e sacrifícios até conquistar a admiração das pessoas. Elzeário morreu pouco depois em Paris. Delfina, porém, sobreviveu longo tempo e continuou as obras que haviam iniciado juntos. Ela teve a alegria de ver seu marido colocado pela Igreja entre os santos. Ela, aos 74 anos, pôde colocar sua cabeça calma e feliz para o descanso eterno. Morreu em Calfières no dia 26 de novembro de 1358. Fontes: Franciscanos e Ordem Franciscana Secular. -
Frades da Primeira Ordem participam do Capítulo Eletivo da Ordem Franciscana Secular (OFS)
Foi realizado entre os dias 27 e 29 no Convento Santo Antônio, no distrito de Ipuarana (Lagoa Seca) em Campina Grande (PB), o Capítulo Eletivo da Ordem Franciscana Secular (OFS) da região Nordeste NEB1PB/RN. Na ocasião, participaram cerca de 120 irmãos entre capitulares, observadores e convidados, vindos dos dois estados da regional, Rio Grande do Norte e Paraíba. Seguindo o tema "40 anos da Regra Renovada a serviço da vida e do Evangelho", o capítulo foi assessorado pela irmã Maria Veronica Avelino (OFS). Estiverem presentes Assistentes das três observâncias da 1ª Ordem, um grande marco na história dessa regional, que também contou com a presença da Pequena Família, JUFRA, FSFS e diáconos locais. Foram realizadas as Celebrações Eucarísticas e a eleição do novo Conselho Regional, em que o irmão Charles do Nascimento Bezerra, da cidade de Ceará Mirim (RN), foi designado como Ministro Regional. Durante o capítulo são decididos o Ministro e o conselho regional que atuarão nos próximos três anos na regional. Mesmo que a OFS seja independente, ela precisa ser assistida pela Primeira Ordem e, devido a isto, estiveram presentes o colegiado regional dos Frades Conventuais, Capuchinhos e Observantes. Confira a galeria de fotos do Capítulo! -
No próximo domingo, 24, a Ordem Franciscana Secular celebra os 40 anos de sua Regra de Vida Renovada
No próximo domingo, 24, a Ordem Franciscana Secular (OFS) celebra os 40 anos de sua Regra de Vida Renovada, que também é conhecida como Regra Paulina por ter sido aprovada pelo Papa Paulo VI em junho de 1978. Depois da abertura das janelas da Igreja para o vento novo do Vaticano II, os responsáveis pela Ordem Terceira Franciscana decidiram promover encontros e reuniões com participantes de todo o mundo para a preparação do documento. A Ordem Franciscana Secular tem suas origens no século XIII, quando leigos e leigas manifestaram o desejo de seguir os passos de São Francisco de Assis, seu fundador e fonte de inspiração. No início de sua história vê-se reconhecida pela Igreja como irmãos e irmãs da penitencia. No Brasil, a OFS historicamente está ligada aos Frades da primeira Ordem e abrange todo o território nacional. Ela está organizada em dezesseis Regiões, com cerca de 582 Fraternidades, e aproximadamente 18.000 Franciscanos Seculares em todo o país. No mundo a OFS está presente em 72 países com cerca de 430.000 Franciscanos Seculares Professos e mais de 50.000 inscritos na Juventude Franciscana (JUFRA) presentes em mais de cem países nos cinco continentes. Em um artigo sobre a OFS (que você pode ler clicando aqui), Frei Almir Ribeiro Guimarães (OFM), falou “os franciscanos seculares são pessoas que não ficam presas ao São Francisco romântico das pombinhas e lobos amansados. O Francisco que anima suas vidas é aquele que reescreveu o Evangelho em sua carne e morreu alegre e nu sobre a terra nua: irmão, simplesmente Irmão Francisco”. OFS não pode descansar Em entrevista para o site Franciscanos (leia na íntegra aqui), Frei Almir falou mais sobre o espírito franciscano e o futuro da OFS, “a profissão da Ordem Secular diz nós queremos no meio do mundo, não fugindo do mundo, nem alienados dele, viver o Evangelho’. Os leigos franciscanos emitem uma promessa: eu na presença do Deus onipotente por toda a minha vida prometo viver o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, a maneira de Francisco. Quer dizer a maneira do deslumbramento diante do Altíssimo e bom Senhor. Uma maneira estrondosamente bela diante do Cristo Jesus que nos ama até o fim. Leigos no meio do mundo que vivam em fraternidades. Nós frades menores vivemos em fraternidade e eles também tem as reuniões mensais que é um sacramento da fraternidade. Um leigo franciscano é aquele que torna o amargo em doçura. A Ordem Franciscana Secular não pode descansar. Se ela tiver um espírito parado, vai morrer. O futuro dela depende de lideranças santas e queiram realmente ser um laicato atuante no mundo de hoje, da violência, da indiferença, do secularismo… Impregnados do Evangelho eles podem ser um excelente fermento na massa. Eu rezo e peço a Deus que os dirigentes da Ordem no Brasil acordem para isso. Que tenhamos a formação para um laicato maduro, atuante e impregnado do espírito de Francisco de Assis, com muita intimidade de oração. Veja a seguir a mensagem do Ministro Nacional “40 anos da Regra e Vida da OFS”: