A nova edição da revista SIM: Serviço de Informação Missionária, das Pontifícias Obras Missionárias (POM), dá continuidade à alegria do Evangelho por meio da campanha vivida por toda a Igreja durante outubro, o Mês Missionário (entenda mais clicando aqui), que tem como tema “Enviados para testemunhar o Evangelho da paz”, seguindo o lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), alinhados com a Campanha da Fraternidade, que refletiu sobre a superação da violência.
Neste ano, as POM celebram 40 anos de missão e, com isso, serão relembradas na revista as vidas e obras de tantos missionários que construíram essa história. Para isso, foram produzidos e enviados, às 276 dioceses e prelazias do Brasil, diversos materiais que serão distribuídos nas paróquias e comunidades. O livrinho da Novena Missionária é o principal material e foi elaborado com o método da Leitura Orante da Palavra.
Por essa grande celebração missionária, está sendo apresentada na revista a vida de Paulina Maria Jaricot, fundadora da Obra da Propagação da Fé e inspiração para a vivência do mês missionário. Paulina é a jovem mulher que sentiu esse apelo de Deus, deixando-se guiar pelo Espírito. Em sua condição de leiga, assumiu sua vocação missionária e criou essa rede de cooperação missionária que até os nossos dias segue fazendo o bem à vida da Igreja Universal.
Complementa a edição, o artigo que apresenta os passos de construção do Programa Missionário Nacional. Essa é a proposta para melhor articular o trabalho da Igreja no Brasil, com um fio condutor comum, com projetos e ações que facilitem a formação, com respeito ao que é mais específico em cada Regional. Também fora apresentada pelas POM a proposta do Mês Missionário Extraordinário, proclamado pelo Papa Francisco para outubro de 2019. No mesmo ano, no dia 30 de novembro, ocorrerá o centenário da carta apostólica Maximum Iludi, do papa Bento XV.
Fonte: Pontifícias Obras Missionárias.
Em outubro, a Igreja celebra o mês missionário em memória de Santa Teresinha do Menino Jesus (que tem a sua festa no primeiro dia do mês) que é reconhecida pela Igreja como a padroeira das missões. Este é o momento dos cristãos e das cristãs de colaborarem com as missões no mundo. Esse ano, o tema do mês, reforça a importância do discurso das Bem-Aventuranças, “Felizes os que promovem a Paz” (Mt 5,9).
Na Mensagem deste ano para o Dia Mundial das Missões, instituído pelo Papa Pio XI em 1926, o Papa Francisco destaca “Todo homem e toda mulher é uma missão e essa é a razão pela qual se vive na terra ser atraídos e enviados. Cada um de nós é chamado a refletir sobre esta realidade, ‘Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo’” (papa Francisco, Evangelii gaudium, 273).
Para colaborar de forma concreta com as missões, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) prepararam várias ações e um rico material que vai ajudar as comunidades a trabalharem a temática. Destacamos três deles:
1 – Rezar pelas missões e missionários
2 – Ir ao encontro dos que mais necessitam
3 – Contribuir com a coleta em favor da evangelização dos povos.
Saiba mais clicando aqui.
Oração do Mês Missionário 2018
Deus Pai, Filho e Espírito Santo,
nós Vos louvamos e bendizemos
pela Vossa comunhão,
princípio e fonte da missão.
Ajudai-nos, à luz do Evangelho da paz,
testemunhar com esperança,
um mundo de justiça e diálogo,
de honestidade e verdade,
sem ódio e sem violência.
Ajudai-nos a sermos todos irmãos e irmãs,
seguindo Jesus Cristo
rumo ao Reino definitivo.
Amém.
Fontes: Canção Nova, CNBB e Rádio Canção Nova.
Outubro é o mês dedicado às Missões em toda a Igreja (entenda mais aqui). Desde o ano de 1926 o Papa Pio XI instituiu o penúltimo domingo desse mês como o Dia Mundial das Missões, dedicado à oração e a ofertas em favor da evangelização dos povos. Como sabemos, a missão é de Deus, entretanto, Ele quis contar conosco como seus cooperadores nessa tarefa. Para isso, ao longo da história, tem chamado a muitas pessoas, como você e eu. Partilhamos aqui a vida de uma jovem mulher que sentiu esse apelo de Deus, deixando-se guiar pelo Espírito.
Ela é Paulina Maria Jaricot, nascida em Lyon, França, em 21 de julho de 1799, em um contexto de fim de revolução, após os anos difíceis do totalitarismo de Napoleão. Era o auge da revolução industrial na França. Portanto, um período cheio de muitas tensões e inseguranças que tocava diretamente a fé, pois a Igreja passava por inúmeras e severas perseguições do Estado, em um clima liberal e ateu favorável à indiferença a Deus. Para exemplificar, as Missões Estrangeiras de Paris (MEP) só conseguiu enviar, durante esse período, apenas dois missionários para o Oriente.
Nesse cenário, Paulina e seu irmão Filéias, embora tivessem uma vida segura e confortável, foram alimentados desde crianças pelas correspondências dos missionários que estavam no oriente, sobretudo na China. Ouviam os desafios enfrentados e as necessidades da Igreja para o anúncio do Evangelho, bem como sobre a realidade de sofrimento que passava aquele país do oriente, especificamente dos perigos de morte sofridos por crianças. Essas leituras provocaram um impacto profundo na vida dos irmãos, a ponto de Filéias decidir ser missionário na China. Paulina quis ir, mas não podia, mas seu irmão a incentivava com estas palavras “Coitadinha, você não pode. Mas vai pegar um rastelo, juntará um montão de ouro, e daí o mandará para mim…”. (NAÏDENOFF, Georges. p.8) *
Paulina, que tem o espírito empreendedor e uma paixão profunda por Jesus, tem uma intuição em favor das missões na cozinha de sua casa e decide colocá-la em prática. Ela nos diz em seu diário “Uma tarde em que meus pais jogavam cartas e que eu, sentada no canto do fogão, buscava em Deus o auxílio, isto é, o plano desejado, foi dada uma visão clara desse plano, e eu entendi a facilidade que qualquer pessoa do meu círculo de relações teria para achar dez associados que contribuíssem com uma moedinha cada semana para a Propagação da Fé. Eu vi ao mesmo tempo a oportunidade de escolher, dentre os associados mais capazes, os que inspiravam mais confiança, para receber de dez chefes de dezenas a coleta dos seus associados, e a conveniência de um chefe que reunisse as coletas de dez chefes de centenas, para depositar o total em um centro comum… Com receio de esquecer esse modo de organização, anotei-o imediatamente, e admirou-me diante da facilidade, da sua simplicidade, que ninguém antes de mim tivesse tido essa ideia. Lembro-me também que, faltando-me os termos apropriados, escrevi: dezenários, para designar chefes de dezenas; centenários, para indicar os que receberiam de dez chefes as coletas de cem associados; e milenários, os que, em meu pensamento, iriam receber de dez centenários as coletas de mil associados.” (NAÏDENOFF, Georges. p. 16) *
Seguindo sua intuição e animada pelas cooperadoras e cooperadores, em 3 de maio de 1822 nascia a Obra da Propagação da Fé, com o objetivo de manter o espírito missionário aceso no coração de cada cristão por meio de uma profunda vida de oração, e por meio de uma cooperação material para garantir a ação da Igreja nas terras de missão, favorecendo a evangelização, a vida dos missionários, o bem do povo. Ela deixará registrado em seus escritos: “Das fracas coletas recolhidas nominalmente para a China e Cochinchina, com a finalidade precisa de manter um catequista com a quantia de 180 francos anuais e, com ele, as criancinhas em perigo de morte. Esse resultado era bonito demais para renunciar”. (NAÏDENOFF, Georges. p. 21) *
Este projeto se revelou tão eficaz que no ano de 1922 o Papa Pio XI elevou a Obra da Propagação da Fé à Obra Pontifícia, tomando para si esse empreendimento missionário e o propondo para a Igreja Universal como modelo de cooperação missionária.
Hoje, nos aproximando da celebração dos 200 anos dessa rede de cooperadores e cooperadoras da missão de Jesus, que é a Pontifícia Obra da Propagação da Fé (POPF), continuamos a seguir e fazer acontecer a inspiração de Paulina por meio das POM, que dinamiza e promove, além das atividades missionárias, a Campanha Missionária realizada em toda a Igreja em favor das missões no mundo inteiro.
Tal coleta forma o fundo mundial de solidariedade para a evangelização dos povos e garante a sustentação e manutenção de dioceses, vicariatos apostólicos e prelazias no mundo inteiro, bem como, a abertura e manutenção de seminários, financiamentos de obras sociais e assistência aos missionários em todo o mundo.
Portanto, é interessante também, neste ano do laicato, redescobrir Paulina Jaricot que, não deixando sua condição de leiga, assumiu sua vocação missionária e criou essa rede de cooperação missionária que até os nossos dias segue fazendo o bem à vida da Igreja Universal. Ela nos confessa: “O desejo imenso de amar, a sede devoradora de possuir a meu Deus, fazia-me também desejar trabalhar para a sua glória. Queria contribuir para a glória da Igreja. E nunca senti atração pela vida religiosa. Ia assistir às cerimônias de vestição de hábito: uma força irresistível arrastava-me com alegria para fora de seu santo abrigo e parecia-me gritar, para meu desagrado: não é aqui que você se deve consagrar a Jesus Cristo”. (NAÏDENOFF, Georges. p. 28) *
Paulina morreu em 9 de janeiro de 1862, falida e pobre. Que ela continue nos inspirando e nos ajudando a nos tornar, cada vez mais, uma Igreja Missionária, fazendo-nos compreender que não importa onde estivermos ou qual o estado de vida que assumamos na Igreja, a missão é nossa essência e por isso não podemos nos esquivar de colaborar com ela, tanto espiritual quanto materialmente até o comprometimento de toda a vida.
Via: POM. Autor: Pe. Badacer Neto, Secretário da Pontifícia Obra da Propagação da Fé.
* NAÏDENOFF, Georges. Paulina Jaricot, Fundadora da Obra Missionária Pontifícia da Propagação da Fé. Série Fundadores. Pontifícias Obras Missionárias, Brasília, 2009.
Cerca de um milhão de crianças rezam neste 18 de outubro, o mês do Rosário (e o Mês Missionário para a Igreja no Brasil, leia aqui), pela paz no mundo. Esta iniciativa é lançada pela “Ajuda à Igreja que sofre”, fundada pelo Padre Werenfried van Straaten, que tinha grande veneração por Nossa Senhora de Fátima que, em uma de suas aparições, pediu às crianças “Rezem o terço, todos os dias, pela paz no mundo”.
A iniciativa surgiu nesta mesma data no ano de 2005, em um Santuário mariano de Caracas, Venezuela. Na ocasião, enquanto várias crianças rezavam o Terço mariano, algumas mulheres presentes sentiram uma profunda presença de Nossa Senhora. Uma delas associou seu pensamento a uma promessa feita pelo Padre Pio, que disse “quando um milhão de crianças rezarem o terço, o mundo irá mudar.” Eis a força da oração infantil, que parte das palavras de Jesus, “se vocês não se converterem e não se tornarem como crianças, não entrarão no Reino dos Céus”.
O principal objetivo da iniciativa da Fundação pontifícia é mostrar que a oração confiante das crianças atinge, como uma flecha, o Coração de Deus e, por isso, tem um poder divino. Participam desta 13ª edição da iniciativa “Um milhão de crianças rezam o Terço pela Paz no mundo”, crianças de cerca de 80 países de todos os Continentes. Trata-se realmente de uma corrente de oração pela Paz e pela Igreja Católica!
Eis, pois, a eficácia da oração do Terço pelas crianças, sobretudo, pela Paz e a unidade das famílias no mundo inteiro. São João Paulo II escreveu, em sua Carta Apostólica sobre o Santo Rosário (16.10.2002), “o Rosário é, por natureza, uma oração orientada para a paz”, pois consiste na contemplação de “Cristo nossa Paz”. O Rosário é uma oração pela Paz também pelos frutos de amor que produz. Pelas suas características, de petição insistente e comunitária, e em sintonia com o convite de Cristo para “rezar sempre”, permite-nos alimentar nossa esperança pela paz no mundo.
Fonte: Vatican News.
A Ordem dos Frades Menores Conventuais é a Ordem religiosa fundada por São Francisco de Assis.