Pontifícias Obras Missionárias POM

  • As Pontifícias Obras Missionárias celebram hoje os 40 anos de sua atuação no Brasil
    Hoje, 20 de novembro, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) completam 40 anos de sua atuação no Brasil. São Quatro décadas de muitas histórias e dedicação ao trabalho missionário. Ontem pela manhã, na sede da POM em Brasília, foi celebrado um momento para relembrar a história do Organismo Oficial da Igreja com a presença dos diretores nacionais, Pe. João Panazzolo, Pe. Camilo Pauletti e Pe. Maurício Jardim. Durante o encontro, foram lembrados os principais momentos que marcaram a trajetória das POM, bem como pessoas que foram importantes nessa história. As comemorações continuaram com a Celebração Eucarística de ação de graças, presidida pelo Cardeal Dom Sérgio da Rocha, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Os convidados puderam confraternizar com almoço festivo. Em sua manifestação, Pe. Maurício Jardim, diretor nacional das POM, agradeceu o carinho de todos e convidou os colaboradores e secretários das Obras Pontifícias para poder cartar parabéns às POM. O ano de 2019 também será especial para as POM. Em outubro, a Igreja celebrará o Mês Missionário Extraordinário, proclamado pelo Papa Francisco, em honra ao centenário da carta Apostólica Maximum Illud do Papa Bento XV. O tema “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo”, foi escolhido por Francisco para reavivar a consciência batismal do Povo de Deus em relação à missão da Igreja. O papa indica quatro dimensões para viver, mais intensamente, o caminho de preparação e realização do Mês Missionário Extraordinário. Foto: POM/Divulgação   As quatro Obras Missionárias da Congregação para a Evangelização dos Povos As Pontifícias Obras Missionárias são organismos oficiais da Igreja Católica que trabalham para intensificar a animação, a formação e a cooperação missionária em todo o mundo. Para este serviço a Congregação para a Evangelização dos Povos se serve especialmente das quatro Obras Missionárias, a saber: Pontifícia Obra Missionária para a Propagação da Fé, fundada por Pauline Marie Jaricot em 1822, visa suscitar o compromisso pela evangelização universal em todo o povo de Deus e promover nas Igrejas locais, a ajuda tanto espiritual como material; Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária, fundada pelo Bispo de Nancy (França), Dom Carlos de Forbin-Janson em 1843, auxilia os educadores a despertar gradualmente a consciência missionária nas crianças e adolescentes, animando-as a partilhar a fé e os seus bens materiais com as crianças das regiões mais necessitadas; ajuda também promover as vocações missionárias desde a infância; Pontifícia Obra Missionária de São Pedro Apóstolo, fundada por Joana Bigard e sua mãe, Stephanie em 1889, visa sensibilizar o povo cristão acerca da importância do clero local nos territórios de missão, convidando-o a colaborar espiritual e materialmente na formação dos candidatos ao sacerdócio e à vida consagrada; Pontifícia União Missionária, fundada pelo Beato Padre Paolo Manna em 1916, visa a sensibilização missionária dos sacerdotes, dos seminaristas e da vida consagrada masculina e feminina. Esta Obra é como que a alma das outras Obras, porque ocupa-se especificamente com a formação missionária. No Brasil, as Pontifícias Obras Missionárias, foram criadas em 20 de novembro de 1978, na cidade de São Paulo, por iniciativa dos superiores provinciais das congregações: Missionários da Consolata, Missionários Combonianos, Missionários do Verbo Divino, Missionários Xaverianos, Missionárias da Imaculada e PIME (Pontifício Instituto das Missões ao Exterior).   Fontes: CNBB e POM.  
  • De 01 a 05 de julho, aconteceu em São Luís (MA) o 10º Encontro de Formação Missionária de Seminaristas
      Entre os dias 1 e 5 de deste mês, aconteceu em São Luís (MA), o 10º Encontro de Formação Missionária de Seminaristas (FORMISE), que teve como tema “A alegria do Evangelho, anúncio, comunhão e missão”, e tinha por lema “Ardia nossos corações quando Ele nos explicava as escrituras pelo caminho” (Lc 24,32). Completando 10 anos de história, o FORMISE aconteceu a nível nacional e regional e teve, nesse ano, a oportunidade de celebrar aniversário junto à regional Nordeste V, que abarca as dioceses do estado do Maranhão. O encontro, que é uma iniciativa das Pontifícias Obras Missionárias (POM) junto aos Conselhos Missionários de Seminaristas (COMISES), teve a participação de vários representantes da Igreja no Brasil: Bispos, Padres e Diáconos, bem como irmãs religiosas e ainda 130 seminaristas de todo o país. De forma geral, o intuito do evento é propor uma intensa dinâmica formativa missionária para os seminaristas e, assim, fazer com que estes tenham em vista uma Igreja em permanente estado de saída. O FORMISE não se restringe somente a seminaristas diocesanos, mas também é aberto a formandos da Vida Religiosa Consagrada e, em sua programação tem se destaque os debates sobre o tema central, mas também conta com grupos de estudo e discussão e algo bastante singular e significativo: os testemunhos missionários dos jovens formandos. De nossa província, o Frei Antônio dos Santos, do Seminário São Francisco de Assis, em Brasília, esteve no encontro e contou como foi a sua experiência, “Tive a oportunidade de fazer novas amizades e receber bastante conteúdo acerca da dinâmica missionária. Foi um momento de aprendizado. Foram muitas formações e partilhas, mas, sobretudo, a convivência me marcou bastante. Espero que tenha aproveitado o suficiente para fazer uma boa experiência missionária na Amazônia”, explicou ele. Frei Antônio dos Santos, do Seminário São Francisco de Assis, participou do 10º FORMISE.   Esteve presente o arcebispo de São Luís, Dom Frei José Belisário, que presidiu a Santa Missa de abertura do FORMISE e ministrou a segunda conferência do encontro com o tema: “O Anúncio do Evangelho”. Já o arcebispo de Curitiba (PR), Dom José Antônio Peruzzo, palestrou a primeira Conferência sobre os “Discípulos de Emaús e a alegria do Evangelho. O Pe. Antônio Niemiec, secretário das POM, também participou do encontro e ministrou a terceira Conferência com o tema “Comunhão e Missão”. Em seguida, Dom Sebastião Bandeira, bispo da diocese de Coroatá (MA), presidiu a terceira Missa. Já no quarto dia do FORMISE, o bispo da Diocese de Bacabal (MA), Dom Armando, celebrou a Santa Missa. Como lazer, os jovens do encontro fizeram um passeio pelo centro histórico de São Luís e participaram de uma Noite Cultural realizada pela comissão organizadora, onde foram apresentadas diversas atrações culturais próprias do estado.  Confira mais fotos na galeria!   
  • Nova edição da revista SIM destaca a campanha do Mês Missionário
    A nova edição da revista SIM: Serviço de Informação Missionária, das Pontifícias Obras Missionárias (POM), dá continuidade à alegria do Evangelho por meio da campanha vivida por toda a Igreja durante outubro, o Mês Missionário (entenda mais clicando aqui), que tem como tema “Enviados para testemunhar o Evangelho da paz”, seguindo o lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), alinhados com a Campanha da Fraternidade, que refletiu sobre a superação da violência. Neste ano, as POM celebram 40 anos de missão e, com isso, serão relembradas na revista as vidas e obras de tantos missionários que construíram essa história. Para isso, foram produzidos e enviados, às 276 dioceses e prelazias do Brasil, diversos materiais que serão distribuídos nas paróquias e comunidades. O livrinho da Novena Missionária é o principal material e foi elaborado com o método da Leitura Orante da Palavra.   Por essa grande celebração missionária, está sendo apresentada na revista a vida de Paulina Maria Jaricot, fundadora da Obra da Propagação da Fé e inspiração para a vivência do mês missionário. Paulina é a jovem mulher que sentiu esse apelo de Deus, deixando-se guiar pelo Espírito. Em sua condição de leiga, assumiu sua vocação missionária e criou essa rede de cooperação missionária que até os nossos dias segue fazendo o bem à vida da Igreja Universal. Complementa a edição, o artigo que apresenta os passos de construção do Programa Missionário Nacional. Essa é a proposta para melhor articular o trabalho da Igreja no Brasil, com um fio condutor comum, com projetos e ações que facilitem a formação, com respeito ao que é mais específico em cada Regional. Também fora apresentada pelas POM a proposta do Mês Missionário Extraordinário, proclamado pelo Papa Francisco para outubro de 2019. No mesmo ano, no dia 30 de novembro, ocorrerá o centenário da carta apostólica Maximum Iludi, do papa Bento XV.   Fonte: Pontifícias Obras Missionárias.
  • Outubro: mês missionário
    Em outubro, a Igreja celebra o mês missionário em memória de Santa Teresinha do Menino Jesus (que tem a sua festa no primeiro dia do mês) que é reconhecida pela Igreja como a padroeira das missões. Este é o momento dos cristãos e das cristãs de colaborarem com as missões no mundo. Esse ano, o tema do mês, reforça a importância do discurso das Bem-Aventuranças, “Felizes os que promovem a Paz” (Mt 5,9). Na Mensagem deste ano para o Dia Mundial das Missões, instituído pelo Papa Pio XI em 1926, o Papa Francisco destaca “Todo homem e toda mulher é uma missão e essa é a razão pela qual se vive na terra ser atraídos e enviados. Cada um de nós é chamado a refletir sobre esta realidade, ‘Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo’” (papa Francisco, Evangelii gaudium, 273). Para colaborar de forma concreta com as missões, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) prepararam várias ações e um rico material que vai ajudar as comunidades a trabalharem a temática. Destacamos três deles: 1 – Rezar pelas missões e missionários 2 – Ir ao encontro dos que mais necessitam 3 – Contribuir com a coleta em favor da evangelização dos povos. Saiba mais clicando aqui.   Oração do Mês Missionário 2018 Deus Pai, Filho e Espírito Santo, nós Vos louvamos e bendizemos pela Vossa comunhão, princípio e fonte da missão. Ajudai-nos, à luz do Evangelho da paz, testemunhar com esperança, um mundo de justiça e diálogo, de honestidade e verdade, sem ódio e sem violência. Ajudai-nos a sermos todos irmãos e irmãs, seguindo Jesus Cristo rumo ao Reino definitivo. Amém.   Fontes: Canção Nova, CNBB e Rádio Canção Nova.
  • Pontifícia Obra da Propagação da fé, como tudo começou…
    Outubro é o mês dedicado às Missões em toda a Igreja (entenda mais aqui). Desde o ano de 1926 o Papa Pio XI instituiu o penúltimo domingo desse mês como o Dia Mundial das Missões, dedicado à oração e a ofertas em favor da evangelização dos povos. Como sabemos, a missão é de Deus, entretanto, Ele quis contar conosco como seus cooperadores nessa tarefa. Para isso, ao longo da história, tem chamado a muitas pessoas, como você e eu. Partilhamos aqui a vida de uma jovem mulher que sentiu esse apelo de Deus, deixando-se guiar pelo Espírito. Ela é Paulina Maria Jaricot, nascida em Lyon, França, em 21 de julho de 1799, em um contexto de fim de revolução, após os anos difíceis do totalitarismo de Napoleão. Era o auge da revolução industrial na França. Portanto, um período cheio de muitas tensões e inseguranças que tocava diretamente a fé, pois a Igreja passava por inúmeras e severas perseguições do Estado, em um clima liberal e ateu favorável à indiferença a Deus. Para exemplificar, as Missões Estrangeiras de Paris (MEP) só conseguiu enviar, durante esse período, apenas dois missionários para o Oriente. Nesse cenário, Paulina e seu irmão Filéias, embora tivessem uma vida segura e confortável, foram alimentados desde crianças pelas correspondências dos missionários que estavam no oriente, sobretudo na China. Ouviam os desafios enfrentados e as necessidades da Igreja para o anúncio do Evangelho, bem como sobre a realidade de sofrimento que passava aquele país do oriente, especificamente dos perigos de morte sofridos por crianças. Essas leituras provocaram um impacto profundo na vida dos irmãos, a ponto de Filéias decidir ser missionário na China. Paulina quis ir, mas não podia, mas seu irmão a incentivava com estas palavras “Coitadinha, você não pode. Mas vai pegar um rastelo, juntará um montão de ouro, e daí o mandará para mim…”. (NAÏDENOFF, Georges. p.8) * Paulina, que tem o espírito empreendedor e uma paixão profunda por Jesus, tem uma intuição em favor das missões na cozinha de sua casa e decide colocá-la em prática. Ela nos diz em seu diário “Uma tarde em que meus pais jogavam cartas e que eu, sentada no canto do fogão, buscava em Deus o auxílio, isto é, o plano desejado, foi dada uma visão clara desse plano, e eu entendi a facilidade que qualquer pessoa do meu círculo de relações teria para achar dez associados que contribuíssem com uma moedinha cada semana para a Propagação da Fé. Eu vi ao mesmo tempo a oportunidade de escolher, dentre os associados mais capazes, os que inspiravam mais confiança, para receber de dez chefes de dezenas a coleta dos seus associados, e a conveniência de um chefe que reunisse as coletas de dez chefes de centenas, para depositar o total em um centro comum… Com receio de esquecer esse modo de organização, anotei-o imediatamente, e admirou-me diante da facilidade, da sua simplicidade, que ninguém antes de mim tivesse tido essa ideia. Lembro-me também que, faltando-me os termos apropriados, escrevi: dezenários, para designar chefes de dezenas; centenários, para indicar os que receberiam de dez chefes as coletas de cem associados; e milenários, os que, em meu pensamento, iriam receber de dez centenários as coletas de mil associados.” (NAÏDENOFF, Georges. p. 16) * Seguindo sua intuição e animada pelas cooperadoras e cooperadores, em 3 de maio de 1822 nascia a Obra da Propagação da Fé, com o objetivo de manter o espírito missionário aceso no coração de cada cristão por meio de uma profunda vida de oração, e por meio de uma cooperação material para garantir a ação da Igreja nas terras de missão, favorecendo a evangelização, a vida dos missionários, o bem do povo. Ela deixará registrado em seus escritos: “Das fracas coletas recolhidas nominalmente para a China e Cochinchina, com a finalidade precisa de manter um catequista com a quantia de 180 francos anuais e, com ele, as criancinhas em perigo de morte. Esse resultado era bonito demais para renunciar”. (NAÏDENOFF, Georges. p. 21) * Este projeto se revelou tão eficaz que no ano de 1922 o Papa Pio XI elevou a Obra da Propagação da Fé à Obra Pontifícia, tomando para si esse empreendimento missionário e o propondo para a Igreja Universal como modelo de cooperação missionária. Hoje, nos aproximando da celebração dos 200 anos dessa rede de cooperadores e cooperadoras da missão de Jesus, que é a Pontifícia Obra da Propagação da Fé (POPF), continuamos a seguir e fazer acontecer a inspiração de Paulina por meio das POM, que dinamiza e promove, além das atividades missionárias, a Campanha Missionária realizada em toda a Igreja em favor das missões no mundo inteiro. Tal coleta forma o fundo mundial de solidariedade para a evangelização dos povos e garante a sustentação e manutenção de dioceses, vicariatos apostólicos e prelazias no mundo inteiro, bem como, a abertura e manutenção de seminários, financiamentos de obras sociais e assistência aos missionários em todo o mundo. Portanto, é interessante também, neste ano do laicato, redescobrir Paulina Jaricot que, não deixando sua condição de leiga, assumiu sua vocação missionária e criou essa rede de cooperação missionária que até os nossos dias segue fazendo o bem à vida da Igreja Universal. Ela nos confessa: “O desejo imenso de amar, a sede devoradora de possuir a meu Deus, fazia-me também desejar trabalhar para a sua glória. Queria contribuir para a glória da Igreja. E nunca senti atração pela vida religiosa. Ia assistir às cerimônias de vestição de hábito: uma força irresistível arrastava-me com alegria para fora de seu santo abrigo e parecia-me gritar, para meu desagrado: não é aqui que você se deve consagrar a Jesus Cristo”. (NAÏDENOFF, Georges. p. 28) * Paulina morreu em 9 de janeiro de 1862, falida e pobre. Que ela continue nos inspirando e nos ajudando a nos tornar, cada vez mais, uma Igreja Missionária, fazendo-nos compreender que não importa onde estivermos ou qual o estado de vida que assumamos na Igreja, a missão é nossa essência e por isso não podemos nos esquivar de colaborar com ela, tanto espiritual quanto materialmente até o comprometimento de toda a vida.   Via: POM. Autor: Pe. Badacer Neto, Secretário da Pontifícia Obra da Propagação da Fé. * NAÏDENOFF, Georges. Paulina Jaricot, Fundadora da Obra Missionária Pontifícia da Propagação da Fé. Série Fundadores. Pontifícias Obras Missionárias, Brasília, 2009.