Regional CentroOeste CNBB

  • Celebrar quem viveu e morreu pela fé
    A vida se desenvolve na dinâmica da acolhida e da despedida. Quando nasce uma criança ela é acolhida por aqueles que a esperam. Ela entra no convívio da família e recebe o amor das pessoas. Essa acolhida vai se estendendo na Igreja através do Batismo, na vizinhança por meio das relações sociais, na escola, na sociedade em seus mais variados níveis. Enquanto vai se dando essa acolhida também acontecem despedidas. Filhos deixam os pais para estudar, trabalhar, ou viver uma vocação específica no matrimônio, na vida consagrada, ou no sacerdócio. Acolhida e despedida é uma dinâmica constante para quem vive. Quem participa de despedidas, para não sofrer muito, precisa dar liberdade para a pessoa partir e se alegrar com o seu futuro. A morte é uma despedida. Na morte temos que nos despedir da pessoa que amamos. Temos que deixá-la partir para um encontro definitivo com Deus. É preciso olhar para o futuro e não querer aprisionar a pessoa no passado, ou nas boas experiências que se viveu. Não há para a pessoa humana maior certeza de que um dia a morte chegará para ela. Quem está vivo pode ser surpreendido a qualquer momento pela notícia do falecimento de uma pessoa amada. As notícias modificam os nossos sentimentos. A notícia da morte nos causa um espanto. Em geral o sofrimento dos enlutados é sempre muito grande. Não se pode negar a dor de quem está no luto. Ela é sinal de vida. Somente os vivos sentem dor. Não se pode negar a dor da saudade nos que ficam. Existem pessoas que no dia da morte de um parente próximo se comportam como se não tivesse acontecido nada. Ficam como se estivessem anestesiadas. É preciso viver a perda. É preciso chorar, ou se emocionar. É preciso viver o momento das lágrimas. Quem não faz isso acaba retardando os sentimentos que vão se manifestar posteriormente como uma dor, mais grave, causada por uma emoção não vivenciada. Não dá para passar pelo luto sem sofrer, sem a dor, mas é possível iluminar essa travessia com a fé. É preciso nestas horas procurar avistar longe, olhar para o futuro que Deus reserva aos seus filhos. Deus, como pai, todos os dias assiste a morte de milhares de seus filhos, mas ele não sofre, pois para Ele a morte não é o fim. A morte é uma oportunidade para renovar nossa fé na vida eterna. Numa família quando algum membro recebe um prêmio todos se alegram. Na morte somos chamados a acolher a prêmio da vida plena oferecida por Deus. Olhando nesta dimensão se pode dizer que os enlutados precisam contemplar a alegria da salvação dada, como prêmio, aos que partem rumo ao encontro com Cristo na eternidade. A Igreja reserva um dia no ano para celebrar a vida dos fiéis falecidos. No dia 2 de novembro, os cemitérios se transformam. Velas são acesas. Flores são colocadas sobre os túmulos. Orações são feitas. É um dia especialmente para se refletir sobre o sentido da vida. Uma vida iluminada pela fé tem mais sentido. A visita aos cemitérios deve gerar em nós conversão e esperança de vida eterna. A vida sem Deus perde o sentido, termina no túmulo. Pela fé partimos deste mundo rumo à eternidade.   Compreenda mais sobre a Irmã Morte, clique aqui.  Fonte: CNBB Centro-Oeste. Autor: Dom Messias dos Reis Silveira, Bispo diocesano de Uruaçu e presidente do Regional Centro-Oeste da CNBB
  • Comunidade da Paróquia São Francisco de Assis recebeu o V Encontro da Regional Centro-Oeste do Terço dos Homens
    No domingo (14), a Capela São José Operário, da Paróquia São Francisco de Assis, no Valparaíso (GO), foi sede do V Encontro da Regional Centro-Oeste do Terço dos Homens. Cerca de 1.160 fiéis das mais diversas dioceses se reuniram para a oração e a formação em momentos de muita fé e grande devoção mariana. A programação foi iniciada às 08h30 com a celebração da Santa Missa presidida por Dom Waldemar Passini, Bispo da Diocese de Luziânia. Em seguida, o Frei Ennis Araújo (OFMConv) ministrou uma conferência sobra a Iniciação à Vida Cristã. Logo após, aconteceu a palestra “Vida de Oração e Comunidade” com o Luiz Cardoso da Silva, da Renovação Carismática Católica (RCC) do Valparaíso. No período da tarde, às 14h, o Frei Jailson Araújo (OFMConv) (diretor espiritual da diocese de Luziânia) palestrou sobre “A Importância de Maria Para os Cristãos e a Devoção Mariana”. Posteriormente, os homens foram divididos por suas dioceses e iniciaram a oração do Santo Terço. O coordenador paroquiano do Terço dos Homens e vice coordenador do Terço dos Homens da Diocese de Luziânia, Antônio Dantas Cordeiro, esteve à frente desta ocasião de contemplação e reflexão. Juntamente dele, auxiliaram também o coordenador arquidiocesano de Brasília, José Feitosa de Carvalho e o coordenador do Terço dos Homens da Diocese de Luziânia, Carlos Henrique Barbosa.  O evento estava sendo preparado há mais de um ano, quando, durante o IV Encontro da Regional Centro-Oeste do Terço dos Homens, que aconteceu em Anápolis (GO), os fiéis de São Francisco de Assis receberam a notícia de que a Paróquia havia sido sorteada para sediar a próxima reunião. “Foi muito cansativo, mas foi também muito gratificante”, contou Dantas sobre o processo de organização do evento.  A Paróquia Nosso Senhor do Bonfim, de Silvânia (GO), será a sede do próximo encontro que acontecerá no ano que vem. O grupo do Terço dos Homens da Paróquia São Francisco existe há mais de uma década e tem reuniões todas as segundas-feiras às 20h30 na igreja dedicada ao fundador da Ordem Franciscana.   Confira mais fotos na galeria! Fotos: PASCOM Paróquia São Francisco de Assis.  Confira mais informações na fanpage da Paróquia São Francisco de Assis aqui.
  • Não tireis férias de Deus
    Quando nós estamos cansados, procuramos uma forma para que possamos descansar. É natural que todos os trabalhadores tenham o seu tempo de descanso, as suas férias. Aliás, nós temos o dia para trabalhar e a noite para descansar. Já aqueles que trabalham à noite geralmente têm o dia para descansar. Mesmo no intervalo, durante o dia, no trabalho, existem aquelas horas do descanso. Quando o tempo passa, vencido um ano, todo trabalhador tem o direito a descansar. Jesus convida aqueles que estão cansados a se aproximarem dele, “Vinde a mim vós todos que estais cansados e eu vos darei descanso” (Mt 11,28). Em Cristo, nós encontramos alívio. O nosso Deus, tão bondoso, Pai Misericordioso, nos acompanha diariamente em nossas lidas, fadigas e vitórias. Ele, com seu amor de Pai, participa da nossa vida e nós não podemos fugir de Deus. Durante o tempo de férias, é muito importante que continuemos unidos àquele que dá vida. “Jesus veio para que todos tenham vida e a tenham em plenitude” (cf. Jo 10). Não podemos nunca pensar em tirar férias de Deus, ou seja, devemos sempre, e em qualquer tempo, viver a espiritualidade e nos alimentar de Deus, na presença de Cristo. Jamais, em determinado momento, parar, afastar-se de Deus, deixando que a vida percorra sem ele, sem oração, sem a participação na Eucaristia. É especialmente muito importante que os sacerdotes celebrem a Eucaristia todos os dias, mesmo em seu tempo de férias, que não tirem férias de Deus. Quando estou num lugar onde não há igreja, no meu tempo de férias, eu levo comigo minha pequena mala de missa e ali onde estou celebro a Eucaristia, seja numa casa de família ou mesmo num quarto de hotel onde estou passando, para não ficar sem a Eucaristia. Também vale dizer que as orações não devem ser feitas por obrigação, mas por causa do amor, da sintonia com Deus e com Cristo. Não podemos, portanto, pensar em tirar férias de Deus, mas devemos nos aproximar cada vez mais dele, viver nele, participar dele, aprofundar nossas raízes na vida do Senhor, como a árvore plantada à beira das águas que tem ali suas raízes deitadas naquelas margens e recebe a umidade. Aquela árvore cresce, produz folhas e frutos que muitas vezes servem para remédio ou para alimentos. Assim também, mergulhados no mistério do Senhor, nós somos chamados a ser um remédio e alimento para o mundo. E é Deus quem nos sustenta. Não podemos, portanto, pensar, em momento algum, em nos ausentar dele, tirar férias dele. As férias são para refazer as forças e as energias. No entanto, se nos afastarmos de Deus, vamos nos enfraquecer cada vez mais e ficar debilitados e não vamos conseguir agir na missão com fervor, com zelo, e nem mesmo ter forças para entregar nossas vidas a ele. Por tudo isso, não é uma boa ideia tirar férias de Deus. Quem tira férias do Senhor enfraquece, afasta-se dele e não produz os frutos desejados para o Senhor. Não fostes vós quem escolhestes Deus, mas foi ele quem vos escolheu para ir e produzir frutos para que o vosso fruto permaneça. Assim, peçamos que o Senhor nos ajude, abençoe-nos, para que nele encontremos vida e alegria. Não tenhamos uma espiritualidade por obrigação, mas por alegria de participar de sua vida.   Via: CNBB Centro-Oeste. Autor: Dom Messias dos Reis Silveira, Bispo Diocesano de Uruaçu, Presidente do Regional Centro-Oeste da CNBB.
  • Tema do 37º Encontro Regional de Presbíteros tratará do cuidado com os padres
    Entre os dias 27 e 30 de agosto, cerca de 100 padres do Distrito Federal e Goiás participarão do do 37º Encontro Regional de Presbíteros (ERP), que acontecerá na Casa Movimento Leigo, em Anápolis (GO). O tema referencial da edição deste ano é “O cuidado com os cuidadores”, que está de acordo com a passagem bíblica “Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos estabeleceu como guardiães” (At 20,28). As unidades federativas fazem parte da Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e, segundo o que explicou em entrevista à CNBB, o coordenador da Comissão Regional de Presbíteros (CRP), padre Mauro Francisco dos Santos, o objetivo do encontro é "encorajar os padres a serem servidores alegres do Reino de Deus”. Começando na segunda-feira, 27, com o credenciamento e acolhida dos presbíteros, o evento seguirá na terça-feira, 28, com a assessoria do padre Dalton Barros de Almeida sobre tema proposto. No dia seguinte, 29, o bispo diocesano de Anápolis, Dom João Wilk, conduzirá no Mosteiro da Santa Cruz, a manhã de espiritualidade. Ainda na terça-feira, no período da tarde, haverá um momento de confraternização e convivência entre os participantes. Na quinta-feira, 30, último dia do encontro, haverá os encaminhamentos da comissão e o encerramento com a Santa Missa, às 11h, seguida de almoço e despedida. Os participantes também irão fazer a indicação e escolha da próxima diocese que acolherá o 38º ERP, em 2019.   Fonte: CNBB Centro-Oeste.
  • VII Encontro Regional de Liturgia trata da importância da Liturgia na vida cristã
    Acontecerá neste fim de semana, de 24 a 26 de agosto, no Centro Pastoral Dom Fernando (CPDF), em Goiânia, o VII Encontro Regional de Liturgia. O encontro tem como tema “A liturgia como fonte da vida do cristão leigo” e está em sintonia com o Ano Nacional do Laicato vivido pela Igreja no Brasil, portanto, a formação visa provocar os cristãos leigos a viverem bem a liturgia. Serão conferencistas do evento, o Bispo Auxiliar de Brasília e referencial para a dimensão litúrgica do Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Marcony Vinícius, que vai desenvolver o tema "A missão do cristão leigo"; o padre Fábio Carlos, coordenador da dimensão litúrgica da Diocese de Anápolis, que vai fazer um trabalho com todas as comissões presentes do regional, montando com eles uma dinâmica prática sobre a fonte de vida do cristão leigo; e o Padre Wolney Alves, da Diocese de Uruaçu que, por sua vez, vai tratar da temática “A identidade do cristão leigo”, buscando identificar quem é o cristão leigo e qual é o seu papel nesse mundo. A expectativa é que participem do encontro cerca de 100 pessoas. São abertas oito vagas para cada diocese, mas os organizadores estão esperando uma adesão maior, como falou o padre Wolney em entrevista para o site do Regional Centro-Oeste da CNBB, “O nosso objetivo é alcançar um número maior para que possamos propagar esse encontro depois nas dioceses que compõem o Regional Centro-Oeste”, completou Wolney.   Via: CNBB Centro-Oeste.