São Maximiliano Maria Kolbe
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"Só o amor salva o mundo", livro aprofunda a biografia de São Maximiliano Maria Kolbe em suas obras e visão de mundo
Sua figura é mais conhecida pelas influências da sua aventura humana e espiritual, quando em 14 de agosto de 1941, na véspera da celebração da Assunção, depois de duas semanas sem comida e água no bunker da morte, um médico da SS (Schutzstaffel, forças paramilitares ligadas ao partido nazista de Hitler) terminou a sua vida numa injeção de ácido fénico. Uma morte deliberadamente escolhida, depois de tomar o lugar de um pai de família condenado, com nove outros deportados e após a fuga de um prisioneiro do bloco 14 do campo de concentração de Auschwitz. Sim, entre aqueles que pensam que sabem, Raymond Kolbe, em seguida, "Irmão Maximiliano," é antes de tudo o mártir voluntária com o dom da vida, como João Paulo II no Brzezinka em 07 de junho de 1979, tinha trazido em um inferno "Vitória pela fé e amor": um pouco como, de formas diferentes. No entanto, juntamente com o perfil do "mártir do amor" (a definição é de Paulo VI), os traços de toda a sua vida anterior são de grande interesse. A vida do franciscano exemplar e do missionário evangelizador. A vida do estrategista de uma renovada piedade mariana que fundou em Roma em 1917, a Milícia da Imaculada, mas também a vida do apóstolo dos meios modernos de comunicação, de uma imprensa a serviço do Evangelho, do treinador atento às novas metodologias, às mais urgentes declinações da doutrina social da Igreja. Em suma, um santo, "patrono do nosso século difícil". E, além de certa hermenêutica de seus escritos que o tornaram um modelo de Catolicismo tradicionalista, sendo contado, talvez, em um vocabulário que pode parecer antiquado e subjetivo no sonho fazer uma única cruzada contra a mediocridade da vida espiritual, contra as estruturas do pecado, contra o mal. Um santo para descobrir ou redescobrir. E, portanto, uma vida a ser refeita em sua totalidade, em sua evolução, em seus estágios, pausando em suas abóbadas. É o que fizeram Renzo e Domenico Agasso Jr., autores deste livro, que apresentam o leitor das primeiras páginas fazendo uma pergunta: "Como você morre no lugar de outra pessoa? Como você escolhe o martírio?” As respostas para estas perguntas são esboçadas no resumo da figura de sua contribuição: “Para entender sua morte, precisamos conhecer sua vida”. Esta é, então, uma nova contribuição do conhecimento que abrange também a família vocacional, os companheiros do noviciado, os superiores e os confrades franciscanos. Uma contribuição que segue os passos de Frei Maximiliano e sua visão de um mundo católico renovado. De sua "primeira janela para o mundo", em uma das grandes sala do edifício Zdunska Wola, onde nasceu em 8 de janeiro de 1894. Em Roma, onde permaneceu sete anos, de 1912 a 1919, e foi ordenado sacerdote. Então o retorno para casa, em Cracóvia: o desenvolvimento da Milícia da Imaculada. Depois, a criação de Niepokalanów, a "Cidade de Maria"; a missão no Japão, onde fundou outro convento mariano. Os autores, Renzo e Domenico Agasso, não se esquecem de delinear de maneira essencial os contextos atravessados ou os fatos da história que influenciam o fluxo de uma viagem interior e pública, não sem dificuldade. Maximiliano Kolbe. “Só o amor salva o mundo", de Renzo e Domenico jr Agasso, Edizioni Immacolata, 2017, pag. 192. Fonte: Vatican Insider. -
Confira como foram as celebrações de São Maximiliano nas comunidades franciscanas
São Maximiliano foi canonizado por São João Paulo II e intitulado pelo mesmo como o “mártir da Caridade”. O santo, que foi um franciscano conventual, fundou o apostolado que mais tarde viria a ser conhecido como a Milícia da Imaculada (MI) e, através deste, levou a todos o seu desejo de “consagrar o mundo para Cristo pela Imaculada”. Sua festa foi celebrada na última quarta-feira, 14 de agosto. Os santuários e paróquias de nossa Província também confraternizaram com suas respectivas comunidades este data que faz memória a um santo tão caro à nossa espiritualidade franciscana conventual. Confira a seguir como foi a Festa de São Maximiliano Maria Kolbe nas comunidades franciscanas. Amazonas: Juruá: No dia de São Maximiliano, os integrantes da Juventude da Milícia da Imaculada (JMI) se reuniram com os frades e colocaram a mão na massa (literalmente) para continuarem a construção do Centro Pastoral Dom Frei Agostinho. Logo em seguida, foi celebrada uma Santa Missa em ação de graças ao Santo. A Eucaristia foi presidida pelo Frei Flávio Amorim (OFMConv.) e concelebrada pelo Frei Mário Pruszak (OFMConv.) e o diácono Frei Paulo Arantes (OFMConv.). Bahia: Candeias: Na comunidade de São Maximiliano Maria Kolbe, uma das muitas capelas da Paróquia e Santuário de Nossa Senhora das Candeias, a Novena em ação de graças ao padroeiro culminou na celebração de uma Santa Missa que foi presidida pelo Frei Rogério Filho (OFMConv.). No dia, também foi realizada uma procissão pelas ruas do bairro Urbis II e algumas apresentações pelos fiéis. Clique aqui e veja mais fotos na página do Santuário. Goiás: Águas Lindas: Na Paróquia São Maximiliano, os fiéis reuniram-se para concelebrar a Festa do Padroeiro na Santa Missa às 19h30. A Eucaristia foi presidida pelo pároco, Frei Lúcio Higino (OFMConv.) e concelebrada pelos Freis Francisco Kramek (OFMConv.), Israel Sobrinho (OFMCOnv.), José Maria Stankiewicz (OFMConv.) e o diácono Frei Marcus Orlando (OFMConv.). Logo após, todos puderam participar de uma festa social que contou com barraquinhas de comidas típicas e brincadeiras. Confira mais fotos na página da Paróquia: Link 1, Link 2, Link 3. Cidade Ocidental: O Convento e Santuário Jardim da Imaculada foi pensado ainda na década de 1970 como a continuação do sonho de São Maximiliano quando imaginou a construção de uma Cidade da Imaculada. Assim, já é tradição: no dia de sua Festa, os frades e formandos da Província que residem em Brasília e região, reúnem-se lá para confraternizar esta data e refletir sobre a vida e obra do Santo. Ainda era manhã quando o Ministro Provincial, Frei Marcelo Veronez (OFMConv.), celebrou a Santa Missa. A Eucaristia foi concelebrada pelos frades Amilton Nascimento (OFMConv.), Fabrício Nogueira (OFMConv.) e os diáconos Geraldo Leite (OFMConv.) e Wagner Faustino (OFMConv.). A data também foi ocasião para abençoar e inaugurar o Projeto “Imaculada Mídia Web” e celebrar os 14 anos de vida franciscana do Frei Fabrício. Clique aqui e confira todos os detalhes e fotos. Paraíba: João Pessoa: Na Paróquia Nossa Senhora Aparecida do Cristo, a Novena de São Maximiliano foi concluída em uma Santa Missa celebrada na Igreja Matriz. A Eucaristia foi celebrada pelo pároco, Frei Givaldo Batista (OFMConv.). Clique aqui e confira mais fotos! Já na Paróquia Santo Antônio do Menino Deus, a comunidade participou de um tríduo em ação de graças a São Maximiliano Kolbe. As pastorais paroquiais se revezaram na realização do Tríduo que culminou na festa do fundador da MI. Além disso, também foi celebrado o Tríduo de Santa Clara de Assis. Em cada festa, os fieis refletiram sobre os principais ensinamentos de ambos os santos para os dias de hoje. Fotos: PASCOMs: Paróquia São Maximiliano Kolbe - Águas Lindas (GO), Santuário de Nossa Senhora das Candeias - Candeias (GO), Convento e Santuário Jardim da Imaculada - Cidade Ocidental (GO), Paróquia Nossa Senhora Aparecida do Cristo e Paróquia Santo Antônio do Menino Deus - João Pessoa (PB). -
Em 29 de abril, comemora-se o centenário da ordenação de São Maximiliano Maria Kolbe
Em 29 de abril de 2018, em Niepokalanów (Polônia), foi comemorado o centenário da ordenação presbiterial de São Maximiliano Maria Kolbe. Na Basílica de Niepokalanów foi celebrada a Santa Missa, presidida pelo Bispo Jerzy Maculewicz OFMConv, Administrador Apostólico no Uzbequistão. O Ministro Geral, Frei Marco Tasca, proferiu a homilia. Na solene celebração, participaram os ministros provinciais das três províncias polonesas: Frei Marian Gołąb, Frei Wiesław Pyzio e Frei Jan Maciejowski. Também estiveram presentes o Assistente-geral da FEMO, Frei Jacek Ciupiński, Presidente da Conferência dos Superiores Maiores das Ordens Masculinas na Polônia, o Pe. Janusz Sok (Redentorista) e, aproximadamente, 60 frades sacerdotes que celebram seus Jubileus e Aniversários de Ordenação este ano. Na homilia, o Ministro Geral agradeceu aos frades pelo serviço fiel à Igreja e à Ordem. Ao mesmo tempo, encorajou-os a inspirar-se na figura de São Maximiliano, que, de maneira exemplar em Auschwitz, testemunhou sua missão no ato de oferecer sua vida por um companheiro de prisão, quando o oficial alemão perguntou quem ele era, respondeu com coragem: "Eu sou um padre católico". É, justamente, daí que vem sua força espiritual e onde está a fonte de seu amor. A oferta da sua vida é o cumprimento da sua vocação sacerdotal, a exemplo de Jesus Cristo. No final, Frei Marco Tasca exortou os irmãos a não terem medo de aceitar os grandes desafios de hoje e, como São Maximiliano, progredir em direção à descoberta de novos horizontes. Esta celebração foi também uma ocasião para renovar, por parte dos presbíteros presentes, suas promessas sacerdotais emitidas no dia de sua ordenação. Depois, todos os convidados, juntamente com os frades de Niepokalanów, foram ao refeitório do convento para compartilhar um almoço em fraternidade. Saiba mais sobre São Maximiliano aqui. Via OFMConv.net. Confira a galeria de fotos (por: Fray Mieczysław Wojtak)! -
Foi celebrada hoje, 14, no Convento-Santuário Jardim da Imaculada, a Santa Missa em Ação de Graças ao padroeiro da Província
Foi celebrada hoje, 14, no Convento-Santuário Jardim da Imaculada, na Cidade Ocidental (GO), a Santa Missa em ação de graças a São Maximiliano Kolbe, o padroeiro da província. A celebração foi presidida pelo Frei Miecislau Tlaga e co-presidida pelos Freis Adailton Borges e Amilton Leandro. Estiveram presentes frades das cidades próximas de Brasília e Goiás, os pré-noviços, postulantes e seminaristas da província e alguns fiéis da comunidade. Em sua homilia, o Frei Miecislau fez memória da chegada dos primeiros franciscanos conventuais para a missão na região, relembrando que, ainda no ano de 1977, estiveram no local que seria o futuro santuário e ali, decidiram que realizar o sonho de São Maximiliano no Brasil. O presidente da celebração contou que muitas pessoas desacreditaram deste ideal, “eles falavam que nós estávamos plantando batata no asfalto”, disse. Frades e formandos da província reunidos na bênção do muro do Jardim da Imaculada. Continuando a homilia, o Frei Miecislau também narrou a história das primeiras confecções da revista Cavaleiro da Imaculada que ainda era preparada em mimeógrafos, “chegamos a ter uma tiragem de 60 mil exemplares”, recordou ele. Trazendo à lembrança destes dois pontos, a revista e a edificação do jardim, o frade buscou chamar a atenção para o fato de que, uma das missões franciscanas na região era de continuar a obra e a visão de São Maximiliano que idealizou conquistar o mundo inteiro ao coração de Jesus pela Imaculada, “sejamos como Kolbe para que não nos esqueçamos do amor que vem das raízes de nossa vocação porque, com ela e por ela, somos capazes de nos reerguer para a conquista do mundo”, afirmou ele. Ao final da Santa Missa, o Frei Rafael Normando, leu a Saudação do Ministro Provincial, Frei Marcelo Veronez, por ocasião da festa de São Maximiliano (confira aqui). Logo após, todos e todas saíram em procissão até as inaugurações do Jardim da Imaculada: a lanchonete e o muro edificado ao redor de todo o terreno. Acompanhado dos frades, formandos e fiéis, o Frei Miecislau abençoou os novos locais com a bênção de São Maximiliano. Lanchonete do Jardim da Imaculada abençoada hoje. Conheça mais sobre a biografia de São Maximiliano aqui. Confira a Saudação do Ministro Provincial, Frei Marcelo Veronez, por ocasião da festa do padroeiro da província clicando aqui ou faça o download do documento aqui. Veja mais fotos na galeria! -
Foi realizada em Roma, no dia 05 de maio, uma Conferência sobre São Maximiliano Kolbe
Foi realizada no dia 5 deste mês, a Convenção Kolbeana promovida pela Pontifícia Faculdade Teológica "San Bonaventura" sobre o tema: "O diálogo inter-religioso chama a Milícia da Imaculada. Uma reflexão a partir de Kolbe". Uma data no calendário acadêmico para refletir, todos os anos, sobre novos desafios e para fazer contribuições e orientações à luz da vida e do testemunho de fé de São Maximiliano Kolbe, como havíamos mostrado aqui. Na conferência, coordenada por Anna Maria Calzolaro (Missionárias da Imaculada Padre Kolbe), foram destacadas as ações de Frei Silvestro Bejan OFMConv, General Delegado para o Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso da Ordem (EDI) e Diretor do Centro Internacional Franciscano de diálogo Assis (CEFID), e Frei Raffaele Parede OFM Conv, Diretor da Cátedra de Kolbean Seraphicum e presidente internacional da Milícia. O Irmão Bejan falou sobre “as urgências do diálogo inter-religioso no ensino do Papa Francisco”, observando que o Papa Francisco freqüentemente usa a palavra “urgente”. Confrontado com o mundo atual, o Papa recorda fortemente o sentido de urgência, utilizando esta palavra todas as vezes com diferentes nuances: "urgência de paz", "urgência de diálogo e encontro", "renovação urgente", "busca urgente de unidade" e etc. Segundo o Papa, "não devemos ter medo de encontrar e dialogar de verdade". Devemos construir uma cultura de encontro e de diálogo de esta cultura gera valores, que Francis chama de "os grandes valores morais" (Discurso, 06 de junho de 2015), que se referem, principalmente, à justiça, à liberdade e paz. ' " No seu relatório, Frei Bejan também observou que além de paz, que é o valor mais importante, na lista do Papa Francisco há fome, há a pobreza que afeta milhões de pessoas, a crise ambiental, há ainda a violência, em particular, aquela cometida em nome da religião, da corrupção, da degradação moral, das crises da família, da economia, das finanças e, sobretudo, da esperança. O Papa Francisco, em conformidade com a abordagem do Concílio Vaticano II, fala de uma Igreja que, em comparação com as outras realidades da fé não nega a sua identidade e anuncia a proclamação de Cristo, que é "o caminho, a verdade e a vida" (Jo 14, 6). Em seguida, Frei Parede falou sobre "Kolbe, a Milícia da Imaculada e o diálogo", com foco na interação ecumênica e inter-religiosa, a relação de Kolbe com as outras religiões, que deve passar de "uma atitude constante marcada por uma maior e genuína abertura coração para cada irmão. A exigência do diálogo, que foi sublinhada nas suas conclusões até mesmo do presidente da Pontifícia Faculdade Teológica São Boaventura, que sublinhou como "deve ser o forte de sua identidade e disponível para comparação, em consciência de como isso pressupõe uma cultura de escuta, sem preconceito, para testemunhar a Cristo e o amor de Cristo também no diálogo”. No final da conferência realizou-se a peça intitulada "Nossos Pais", contada por Franciszek Gajowniczek (o pai da família para quem Kolbe ofereceu em troca de sua vida), o diretor Antonio Tarallo, interpretado por David Capone. Confira a galeria de fotos! Leia mais sobre São Maximiliano aqui. (Via: OFMConv.net) -
Mártir da Caridade: Festa de São Maximiliano celebrada no Convento e Santuário Jardim da Imaculada
No dia 14 de agosto, a Igreja celebra a Festa de São Maximiliano Maria Kolbe, o mártir da caridade (clique aqui e saiba mais). Fundador do apostolado que mais tarde viria a ser chamado de Milícia da Imaculada (MI), o santo queria conquistar o mundo para Cristo pela Imaculada. Ao chegarem ao Brasil, os primeiros missionários da futura Província São Maximiliano Kolbe, buscando continuar a obra Kolbiana, fundaram então na década de 1970 o Convento e Santuário Jardim da Imaculada, na Cidade Ocidental (GO). Para festejar o padroeiro da Província e do Santuário, foi celebrada ontem (14) uma Santa Missa e, como já é uma tradição aos frades e formandos da região de Brasília e entorno, anualmente, nesta data, todos se reúnem no Jardim da Imaculada para celebrar a Festa Kolbiana e refletirem sobre a obra e os ensinamentos do Santo. A Eucaristia foi presidida pelo Ministro Provincial, Frei Marcelo Veronez (OFMConv.); e concelebrada pelos frades Amilton Nascimento (OFMConv.), Fabrício Nogueira (OFMConv.), Geraldo Leite (OFMConv.) e Wagner Faustino (OFMConv.). Estiveram presentes ainda alguns fiéis benfeitores das obras provinciais. Frei Marcelo comentou que precisamos de pessoas com criatividade e pessoas com atitude na igreja. Em sua homilia, o provincial falou sobre as necessidades atuais da Igreja e de como precisamos de pessoas criativas e pessoas que tenham atitude, destacando como São Maximiliano foi exatamente os dois tipos de pessoas. “A criatividade falada não serve pra nada. Ela precisa ser projetada”, explicou o Frei Marcelo. Ainda nesta perspectiva, o Frei Marcelo destacou duas fotos históricas do mártir da caridade: 1 – o Santo trabalhando em alguns projetos e circundado por uma enorme papelada; 2 – acompanhado de muitos outros sacerdotes, o Santo está com uma bicicleta, o que representa sua ação e atitude para pôr em prática o que havia planejado. São Maximiliano planejava, mas também colocava em prática. “São Maximiliano deu trabalho ao seu provincial”, afirmou Frei Marcelo. “Ele estava sempre com ideias novas. Ele estudava e projetava. Assim, estava sempre à frente do seu tempo. Pensar em uma revista naquela época foi uma inovação. Planejar missões ao Brasil no início do século XX também foi uma novidade para o seu tempo”, concluiu o provincial. O Presidente Nacional da MI, Marcelo Menezes, fez uma pequena homenagem a São Maximiliano, tratando de sua importância para a difusão do Dogma da Imaculada. A Santa Missa também foi ocasião para que o Frei Fabrício confraternizasse com seus irmãos os seus 14 anos de Vida Religiosa. Em seguida, foi realizada a procissão e bênção da Imaculada Mídia Web. Logo após, os frades partilharam de um almoço fraterno e a tarde foi dedicada para momentos de lazer e convivência. São Maximiliano buscava conquistar o mundo para Cristo pela Imaculada. Imaculada Mídia Web São Maximiliano Maria Kolbe é considerado o Patrono da Imprensa, já que o fundador da Milícia da Imaculada valorizava a força dos meios de comunicação para a evangelização. Desta forma, desde o Capítulo Provincial de 2015, foram definidos alguns objetivos a serem alcançados no Convento e Santuário Jardim da Imaculada. Então o Frei Amilton Nascimento (OFMConv.) trabalhou durante 1,2 ano em um projeto para seguir a Missão e os ensinamentos kolbianos. Assim, foi inaugurado nesta Festa de São Maximiliano a “Imaculada Mídia Web, um trabalho que que se concretizou nos estúdios de rádio e TV com transmissão online de programas de entretenimento, informação e evangelização que auxiliem na propagação do Carisma Franciscano. No dia da Festa do Patrono da Imprensa foi realizada a inauguração e bênção da Imaculada Mídia Web. Saiba mais detalhes no vídeo a seguir! Veja mais fotos na galeria! -
Missão Amazônia: novena a São Maximiliano e visita ao Museu Dom Frei Agostinho
Foi encerrada ontem, 14, na Solenidade de São Maximiliano, a novena em ação de graças ao padroeiro da província. A comunidade da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Juruá (AM), celebrou a vida e obra do fundador da Milícia da Imaculada entre os dias 05 e 13 deste mês e, neste período, realizaram diversas atividades. No sexto dia da novena (10), os jovens e as jovens milicianas fizeram um mutirão de limpeza na praia da cidade com o intuito de conscientizar a população sobre a nossa responsabilidade para com a criação. Já no dia seguinte (11), na festividade de Santa Clara, foi abençoado e inaugurado o Cinema Paroquial na sala da Juventude da Milícia da Imaculada (JMI). Na ocasião, foi transmitido o documentário “Jardim da Imaculada” (2013), produzido pela Canção Nova (que você pode conferir ). O Cinema Paroquial estará aberto às escolas locais e algumas já iniciaram a marcação de horários. Inauguração da sala de Cinema Paroquial. No encerramento da novena, durante a Solenidade de São Maximiliano, realizamos o Ofício da Imaculada Conceição e, logo depois, celebramos a Santa Missa presidida pelo Frei Flávio Amorim. As integrantes e os integrantes da JMI prepararam um jantar que foi partilhado num momento de muita fraternidade. Visita ao Museu do Cavaleiro da Imaculada Hoje, 15, os alunos e as alunas da Escola Municipal Dalila Litaiff conheceram o Museu Dom Frei Agostinho e visitaram o seu túmulo. O passeio faz parte de uma programação direcionada às escolas para que seus estudantes possam aprender sobre a vida e obra desse cidadão que escolheu Juruá por amor, um apóstolo incansável da Imaculada. O Frei Flávio acompanhou a visita e relatou a ocasião, “foi um momento de muita emoção. As crianças fizeram diversas perguntas e ficaram encantadas com a missão de Dom Frei Agostinho e o seu desejo em permanecer na cidade”, disse ele. O Frei Flávio, organizador desta programação, falou sobre o legado do Cavaleiro da Imaculada para a Missão Amazônia, “ele nos deixa um grande testemunho de amor à missão e, por ela se deixa consumir até o último momento. Isso é visível no testemunho do povo de Juruá. Que Dom Frei Agostinho cuide e interceda por essa bela obra!”, expressou ele. Frei Flávio falando aos estudantes e às estudantes durante a visita ao Museu Dom Frei Agostinho. Confira mais fotos na galeria! Saiba mais sobre a Missa Amazônia clicando aqui. Conheça mais da obra de Dom Frei Agostinho aqui. -
Noite de estreia do filme "Duas Coroas" aconteceu no Instituto São Boaventura
Desde pequeno uma força movia aquele que fundou a Milícia da Imaculada (MI), levou o Evangelho à Ásia e, depois de proteger diversas pessoas perseguidas pelos nazistas, dou a sua vida por um irmão no Campo de Concentração. O filme que conta a história de São Maximiliano Maria Kolbe chegou à Brasília depois de percorrer diversos festivais de cinema pelo mundo, como o Festival de Cannes. A estreia da película aconteceu na noite de ontem, 26, no auditório do Instituto São Boaventura, em Brasília. Estiveram presentes alguns padres de Brasília e entorno, membros da MI e da Embaixada da Polônia no Brasil, postulantes, pré-noviços e pós-noviços de nossa Província. Também assistiram ao filme os frades que participam do V Capítulo Provincial Ordinário. O Ministro Provincial, Frei Gilberto de Jesus (OFMConv.), deu as boas vindas aos convidados e iniciou a mesa-redonda de conversas. Compunham o pleito a presidente internacional da MI, Ângela Morais, o assistente nacional da MI, Frei Gilson Miguel (OFMConv.), a encarregada de negócios da República da Polônia, Marta Olkowska e o presidente nacional da MI, Marcelo Menezes. Antecedendo à exibição, Marcelo apresentou o clipe para a música “Tu És Imaculada”. Uma interpretada pelo Frei Amilton Leandro (OFMConv.), guardião do Convento e Santuário Jardim da Imaculada (confira o clipe aqui) e que tem tudo a ver com a devoção mariana do Santo dos Tempos Difíceis. Logo em seguida, todos e a todas se emocionaram com a trajetória de São Maximiliano. Do início da história ao fim, as pessoas acompanharam atentas à evolução da criança que, desde nova, dava sinais de sua santidade. Ficaram impressionadas com esforço do franciscano conventual para conquistar o mundo para Cristo pela Imaculada. E, não conseguiram conter as lágrimas ao ver o santo dar a maior prova de amor, tal qual Cristo o fez. O filme estreia amanhã no circuito de cinema de Brasília. Estará disponível no Cinemark do Taguatinga Shopping e no Arcoplex do Águas Claras Shopping. Confira mais detalhes no vídeo a seguir! Confira mais fotos na galeria ao fim da página! Texto: Mateus Lincoln Fotos: Mateus Lincoln -
Padroeiro da Província: 14 de agosto – São Maximiliano Maria Kolbe
Filho de Júlio Kolbe e Maria Dabrowska, Raymond Kolbe nasceu em 8 de janeiro de 1894 na cidade de Zdunska Wola, na Polônia. Maximiliano veio de uma família de pobres operários, mas que eram muito religiosos e isso o fez ingressar ainda novo, aos treze anos de idade, no Seminário Franciscano da Ordem dos Frades Menores Conventuais. Rapidamente demonstrou forte vocação à vida religiosa, sendo um estudante que deixou marcas pela mente brilhante e por ser muito atuante, apesar da pouca idade. Ao ser enviado para terminar sua formação em Roma manifestou sua profunda devoção à Virgem Maria quando fundou um apostolado mariano ao qual deu o nome de "Milícia da Imaculada". Demonstrava então o seu desejo de conquistar o mundo inteiro a Cristo por meio de Maria Imaculada. Terminou seus estudos na cidade de Roma. Lá, recebeu o sacramento da ordem em 1918. Nessa ocasião, assumiu o nome religioso de Maximiliano Maria, em homenagem a São Maximiliano e a Nossa Senhora. Depois de ordenado, empenhou-se no apostolado através da imprensa e pôde, assim, evangelizar em muitos países, isto sempre na obediência às autoridades, tanto assim que deixou o fecundo trabalho no Japão para assumir a direção de um grande convento franciscano na Polônia. Com o início da Segunda Grande Guerra Mundial, a Polônia foi tomada por nazistas e, com isto, Frei Maximiliano foi preso duas vezes, sendo que a prisão definitiva, ocorrida em 1941, levou-o para Varsóvia, e posteriormente, para o campo de concentração em Auschwitz, onde no campo de extermínio heroicamente evangelizou com a vida e morte. Aconteceu que, diante da fuga de um prisioneiro, dez pagariam com a morte. Um dos dez sorteados era Francisco Gajowniczek que, ao ter conhecimento disto, desesperadamente, caiu em prantos, “Minha mulher, meus filhinhos! Não os tornarei a ver!”. Movido pelo amor que vence a morte, São Maximiliano Maria Kolbe dirigiu-se ao Oficial e decidiu que deveria morrer no lugar daquele pai de família e assim se identificou, “Sou um Padre Católico”. O comandante concordou. Os soldados alemães despiram, então, São Maximiliano e os outros nove. Depois, prenderam eles numa cela escura, húmida e pequena. Ali, os dez prisioneiros ficaram sem água e sem alimentos para morrerem aos poucos. Duas semanas depois, Kolbe, acostumado aos jejuns e pela força da oração, ainda sobrevivia e, com ele, ainda restavam outros dois. Os soldados, querendo que desocupassem logo a cela, aplicaram neles injeções letais e, desta maneira, São Maximiliano morreu em 14 de agosto de 1941. Em 1971, o Papa João Paulo II celebrou a beatificação de São Maximiliano Maria Kolbe e, em 1982, o mesmo Papa celebrou a sua canonização. Nessa ocasião, o pontífice deu a ele o título de "Padroeiro do nosso difícil século XX" e mártir da caridade. Na cerimônia em que Padre Kolbe foi canonizado, Francisco Gajowniczek estava presente e testemunhou a coragem e o amor daquele Padre Franciscano que se ofereceu para sofrer e morrer em seu lugar. Por seu intenso apostolado, é considerado o patrono da imprensa. Fontes: Canção Nova, Cruz Terra Santa e Franciscanos -
S. Maximiliano Kolbe nasceu há 125 anos: Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos
Rajmund Kolbe nasce a 8 de janeiro de 1894 em Zduńska Wola, Polônia central, e foi batizado no mesmo dia na igreja paroquial da Assunção. Os seus pais, Mariann Dabrowska e Juliusz Kolbe, eram cristãos fervorosos. O pai, além disso, era um patriota que suportava mal a divisão da Polônia de então em três partes, dominadas pela Rússia, Alemanha e Áustria. Dos cinco filhos que tiveram, sobreviveram Franciszek, Rajmund e Josef. Devido aos escassos recursos financeiros, só o primogênito pôde frequentar a escola, enquanto que Rajmund tentou aprender alguma coisa através de um padre e depois com o farmacêutico da região. Apercebe-se dos primeiros sinais da vocação religiosa quando, enquanto rezava na igreja de S. Mateus, em Pabianice (para onde a família se mudou pouco após o seu nascimento), aparece-lhe a Virgem Maria, que lhe colocava duas coroas de flores, uma de lírios e uma de rosas vermelhas, símbolos da virgindade e do martírio. A 18 de agosto de 1907 recebe o sacramento do Crisma na igreja paroquial de Santa Maria da Assunção, em Zduńska Wola. Aluno dos Frades Menores Conventuais Não muito longe, em Leopoli, estabeleceram-se os Frades Menores Conventuais, que propuseram à família Kolbe acolher no seu seminário menor os primeiros dois filhos, para que fizessem os estudos. Conscientes de que na zona russa, onde residiam, não poderiam, por causa do regime imperante, dar uma orientação e uma formação intelectual e cristã aos seus filhos, aceitaram. Libertada do cuidado dos filhos, e com o consenso do marido, em 1907 Mariann retirou-se para as Irmãs Beneditinas de Leopoli; em 1913 passou para as Irmãs Felicianas de Cracóvia, como terciária. Juliusz Kolbe, por seu lado, residiu durante algum tempo no convento de S. Francisco em Cracóvia, antes de combater pela pátria; provavelmente foi morto pelos russos. Também o terceiro filho, Josef, após um período num pensionato beneditino, entrou para os Franciscanos. De Rajmund a P. Massimiliano Maria Franciszek e Rajmund passam pelo noviciado franciscano; o primeiro, a seguir, sai, dedicando-se à carreira militar. Toma parte na primeira guerra mundial e desaparece num campo de concentração. Rajmund, por seu lado, compreende que para corresponder à vontade de Deus para ele devia tornar-se franciscano conventual. A 4 de setembro de 1910, com a entrada no noviciado, assume o nome de irmão Maximiliano. Um ano depois, a 5 de setembro, profere a profissão simples. Após o noviciado é enviado para Roma, para prosseguir a formação. Por ocasião da profissão solene, a 1 de novembro de 1914, acrescenta ao nome que já tinha o de Maria. Em 1915 diplomou-se em Filosofia na Universidade gregoriana. A Milícia da Imaculada No curso da sua permanência em Roma, enquanto jogava à bola em campo aberto, o irmão Maximiliano começou a perder sangue pela boca; foi o início da tuberculose que, entre altos e baixos, o acompanhou toda a vida. Entretanto, enquanto consolidava a sua formação, deu-se conta de que devia trabalhar pela defesa do Reino de Deus, sob a proteção de Maria Imaculada. Sabia que vivia em tempos influenciados pelo Modernismo e pela Maçonaria, além de forjadores de totalitarismos, quer de direita quer de esquerda. Assim, após ter obtido a permissão dos superiores, na noite de 16 de outubro de 1917 dá vida, com seis companheiros, à Milícia de Maria Imaculada (MI), que tinha como objetivo “Renovar cada coisa em Cristo através da Imaculada”. Ordenação sacerdotal e primeiros tempos do ministério A 28 de abril de 1918 o irmão Maximiliano é ordenado sacerdote na igreja de Sant’Andrea della Valle e celebrou a primeira missa no dia seguinte, na igreja de Sant’Andrea delle Fratte: acontece precisamente no altar junto do qual, em 1842, Alphonse Ratisbonne vivenciou a aparição da Virgem Maria que marcou o início da sua conversão. Em 1919, diplomando-se em Teologia, conclui o seu período romano. Regressado à Polônia, a Cracóvia, apesar de estar diplomado, praticamente não podia exercer o ensinamento ou a pregação: com efeito, por causa da sua saúde, não podia falar muito tempo. Por este motivo, obtidas as autorizações dos superiores e do bispo, dedicou-se inteiramente à Milícia da Imaculada, recolhendo numerosas adesões entre religiosos da sua ordem, professores e estudantes universitários, trabalhadores e agricultores. “O Cavaleiro da Imaculada” Alternando ao ministério longas estadias no sanatório de Zakopane, por causa da tuberculose que progredia, o P. Maximiliano Maria deu início, em 1922, à publicação da revista oficial “Rycerz Niepokalanej” (“O Cavaleiro da Imaculada”), para alimentar o espírito e a difusão da Milícia. Implantou a oficina tipográfica do jornal com máquinas antigas em Grodno, a 600 km de Cracóvia. Com espanto, deu-se conta que atraía muitos jovens, desejosos de partilhar aquela vida franciscana. Ao mesmo tempo, a tiragem da revista aumentava cada vez mais. A 2 de outubro de 1922, o cardeal vigário da diocese de Roma aprova canonicamente a MI como “Pia União”. “Niepokalanów” Cinco anos depois, em 1927, deu início à construção de um novo convento nos arredores de Varsóvia, graças à doação de um terreno da parte do conde Lubecki; deu-lhe o nome de Niepokalanów (“Cidade da Imaculada”). A expansão que ocorreu nos anos seguintes foi impressionante: das primeiras cabanas passou-se a edifícios em tijolo; da velha tipografia passou-se às modernas técnicas de impressão e composição; dos poucos operários aos 762 religiosos dez anos depois. “O Cavaleiro da Imaculada”, a que se juntaram sete periódicos, chega a 1 milhão de cópias. No Japão Com o ardente desejo de expandir o seu movimento mariano para além das fronteiras polacas, e sempre com a permissão dos superiores, foi para o Japão, onde, após as primeiras incertezas, fundou o convento de “Mugenzai no Sono” (“Jardim da Imaculada), em Nagasáqui. A 24 de maio de 1930 tinha já uma tipografia e expediam-se as primeiras dez mil cópias de “Mugenzai no seibo no kishi”, “O Cavaleiro da Imaculada” em língua japonesa. De 29 de maio a 24 de julho de 1932 permaneceu em Ernakulam, na costa ocidental da Índia, para avaliar a possibilidade de construir um terceiro convento; depois regressou a Nagasáqui. Regresso à Polónia Para poder ser curado, foi chamado de volta a Niepokalanów, que se tinha tornado uma verdadeira cidade operária em torna da imprensa dos vários periódicos, todos de elevada tiragem. Com os 762 religiosos havia 127 seminaristas. Maximiliano é nomeado padre custódio de Niepokalanów em 1936 e confirmado na missão três anos depois. A 8 de dezembro de 1939 dá vida a uma nova modalidade de difusão da sua mensagem, inaugurando a estação de rádio SP3RN (Estação Polaca 3 Rádio Niepokalanów), abrindo pessoalmente as emissões. Primeira prisão A segunda guerra mundial estava à porta: o P. Kolbe, pressagiando o seu fim e o da sua obra, preparou para o efeito os seus confrades. Após a invasão de 1 de setembro de 1939, efetivamente, os nazis ordenaram a dissolução de Niepokalanów. A todos os religiosos que partiam, espalhando-se pelo mundo, ele recomendava: «Não esqueçais o amor». Permaneceram cerca de 40 irmãos, que transformaram a cidade num lugar de acolhimento para feridos, doentes e deslocados. A 19 de setembro de 1939 os alemães deportaram o pequeno grupo para o campo de concentração de Amtitz, na Alemanha. Foram inesperadamente libertados a 8 de dezembro, depois de terem procurado fazer da prisão ocasião de testemunho. Regressados a Niepokalanów, retomaram a sua atividade de assistência para cerca de 3500 refugiados, entre os quais 1500 judeus. Durou apenas alguns meses: os refugiados foram dispersos ou capturados. O próprio P. Kolbe, depois de ter recusado assumir a cidadania alemã para salvar-se, é detido a 17 de fevereiro de 1941 na prisão Pawiak, em Varsóvia, juntamente com quatro confrades: P. Giustino Nazim, P. Urbano Cieolak, P. Pio Bartosik e P. Antonin Bajewski, estes dois últimos beatificados a 13 de junho de 1999. Auschwitz Após ter sido maltratado pelos guardas do cárcere, revestiu-se de vestes civis, porque o hábito franciscano incomodava-os muito. A 28 de maio foi transferido para o campo de extermínio de Auschwitz, onde recebe o número de matrícula 16670. Partilha a sorte e os sofrimentos de muitos outros prisioneiros e, como eles, foi colocado nos trabalhos mais humilhantes, como o transporte de cadáveres para o crematório. A sua dignidade de sacerdote e homem reto, que apoiava, consolava e perdoava, suscitou este comentário de uma testemunha: «Kolbe era um príncipe no meio de nós». Martírio No fim de julho é transferido para o Bloco 14, onde os prisioneiros eram destacados para trabalhos agrícolas. Um deles consegue fugir; segundo a inexorável lei do campo, dez prisioneiros foram destinados ao chamado “bunker” da fome no Bloco 13, condenados a morrer sem comer. O P. Kolbe oferece-se em troca de um dos escolhidos, Franciszek Gajowniczek, pai de família e militar no exército polaco, declarando ser um sacerdote católico. O desespero que se apoderou dos desgraçados encerrados no “bunker” é atenuado e transformado em oração comum, orientada pelo P. Kolbe. Gradualmente resignam-se à sua sorte: morrem aos poucos, enquanto que as suas vozes orantes se reduziam a um sussurro. Depois de 14 dias, a 14 de agosto de 1941, nem todos estavam mortos: permaneciam quatro ainda vivos, entre eles o P. Maximiliano Maria. As SS decidiram, dado que a situação se estava a arrastar há demasiado tempo, acelerar o seu fim com uma injeção endovenosa de fenol. O franciscano estende o braço pronunciando as suas últimas palavras: «Ave Maria». No dia seguinte o seu corpo é queimado no forno crematório e as suas cinzas misturam-se com as de muitos outros condenados. Beatificação A história da sua vida e o heroísmo com que morre tornaram o P. Maximiliano Maria Kolbe famoso em todo o mundo. A autoridade da Igreja validou as provas a partir de 12 de março de 1959, quando, durante um consistório público, é exposta, na presença do papa S. João XXIII, a causa da sua beatificação, introduzida a 16 de março de 1960, não para investigar o martírio mas a heroicidade das suas virtudes. A 23 de setembro de 1961 foi aberto o processo apostólico na diocese de Pádua, a que se junta o realizado na diocese de Cracóvia; são ambos validados a 6 de junho de 1964. De acordo com a legislação do tempo em matéria das causas dos santos e o cânone 2101 do Código de Direito Canônico de então, não se podia continuar com a discussão sobre a heroicidade das virtudes do candidato aos altares antes de passaram 50 anos da sua morte. Todavia, no seguimento de pedido comum dos bispos polacos e alemães, o papa S. Paulo VI concedeu a dispensa desses procedimentos a 13 de novembro de 1965. O decreto com que o P. Kolbe obtém o título de Venerável é autorizado a 30 de janeiro de 1969. Ainda segundo a legislação da época, eram precisos dois milagres para a beatificação, que são oficialmente reconhecidos a 14 de junho de 1971. A 17 de outubro do mesmo ano, precisamente no dia em que se ocorria o aniversário da fundação da MI e durante os trabalhos do sínodo dos bispos sobre o sacerdócio ministerial, Paulo VI declarava Beato o P. Maximiliano. Canonização como mártir da caridade Sete anos depois, em Assis, o primeiro papa polaco, S. João Paulo II, define informalmente o Beato Maximiliano Maria Kolbe “patrono do nosso difícil século”. Repete a afirmação na homilia da missa junto ao campo de concentração de Auschwitz-Birkenau a 7 de junho de 1979. A grande estima que nutria por ele faz com que acolha favoravelmente outro pedido do episcopado alemão e polaco: que seja venerado como mártir. Assim a 19 de outubro de 1982, na praça de S. Pedro, no Vaticano, declarou-o santo com base no heroico testemunho da caridade. Além disso, trata-se do primeiro santo martirizado durante o regime nazi. Herança espiritual O ensinamento de S. Maximiliano Maria Kolbe foi recebido e continuado na Igreja antes de tudo pela Milícia da Imaculada, que no 80.º aniversário da fundação, a 16 de outubro de 1997, foi reconhecida como associação pública internacional de fiéis. Hoje, um século depois do seu início, está presente nos cinco continentes, em 46 países. O número de inscritos ronda os quatro milhões. “O Cavaleiro da Imaculada” continua a ser lido, ainda em mais idiomas, e as Cidades da Imaculada na Polônia e no Japão continuam a trabalhar. Culto Com decreto de 25 de março de 1983, a Congregação para os Sacramentos e o Culto Divino estabeleceu que a memória litúrgica de S. Maximiliano Maria Kolbe fosse fixada a 14 de agosto, dia do seu nascimento para o Céu, tornando-se obrigatória para toda a Igreja. A sua cela no campo de Auschwitz tornou-se meta de peregrinação. Antonio Borrelli, Emilia FlocchiniIn Santi e beatiTrad.: Rui Jorge MartinsImagem: S. Maximiliano Kolbe | D.R.Publicado em 09.01.2019 Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. -
Santa Missa em ação de graças ao 40º aniversário da eleição de João Paulo II
No último sábado, na Basílica dos Santos Doze Apóstolos (Santi Apostoli), em Roma, foi celebrada uma Santa Missa em ação de graças ao 40º aniversário da eleição de João Paulo II e a inauguração de seu pontificado. Logo após a Eucaristia, foi realizada a bênção de um busto de São João Paulo, um presente do artista polonês Mr. Tomasz Sobisz, escultor e professor da Academia de Belas Artes, em Gdansk, na Polônia. A celebração foi presidida pelo Cardeal Giovanni Battista Re. e contou com a presença das autoridades diplomáticas da Polônia para a Santa Sé, os sacerdotes nomeados na Cúria Romana, os Frades Menores Conventuais vindos de vários conventos de Roma, muitos religiosos poloneses, juntamente com os fiéis leigos. O Cardeal Giovanni, em seu testemunho pessoal, sublinhou as características originais de São João Paulo II, “um homem de Deus que conseguiu despertar a religiosidade no mundo. A profundidade e a intensidade de sua união com Deus, de sua oração, chamado por Ele à tarefa primária de um Papa. A dimensão mística da entrega do seu pontificado, dos seus sofrimentos e do seu discernimento sempre à Providência de Deus”. Ao final da celebração, também foram dados os baixos-relevos em memória do centenário da Ordenação Sacerdotal de São Maximiliano Maria Kolbe (1918 – 2018). As obras são para a reitoria da Basílica de Santo André do Vale, da Paróquia do Frade Santo André, o Convento de São Maximiliano Maria Kolbe e Conveto dos Doze Santos Apóstolos. Baixos-relevos em memória do centenário de Ordenação de São Maximiliano Maria Kolbe. Traduzido e adaptado de: OFMConv.net. Autor: Frei Robert Leżohupski (OFMConv). -
Saudação do Ministro Provincial por ocasião da Festa de São Maximiliano Kolbe
São Maximiliano Maria Kolbe, além de ser o padroeiro de nossa província, foi também o fundador da Milícia da Imaculada, associação de fieis presente em todo o mundo e que tem como sede nacional o Convento-Santuário Jardim da Imaculada. Doou a vida por um homem nos campos de Auschwitz, sendo o exemplo para muitos dos frades menores conventuais. Confira a saudação do Ministro Provincial, Frei Marcelo Veronez, por ocasião da festividade do padroeiro (faça o download da saudação ao final do texto). Prot. 80/2018 “CIRCULAR” Nemi, It - 14 de agosto de 2018 São Maximiliano Kolbe, patrono de toda a Província SAUDAÇÃO DO MINISTRO PROVINCIAL POR OCASIÃO DA FESTA DE SÃO MAXIMILIANO KOLBE Queridos confrades, noviços, postulante, pré-noviços, membros da MI e devotos de São Maximiliano, Salve Maria, Paz e Bem! “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”. (Jo 15,13) No próximo dia 14 de agosto, toda a Ordem celebra a festa de São Maximiliano Kolbe. Para nossa Província é uma solenidade, pois São Maximiliano foi e é a grande fonte de inspiração de nossa missão de Frades Menores Conventuais nos territórios sob nossa responsabilidade. O Santuário e Convento da Imaculada Conceição no Jardim da Imaculada é a expressão dessa. Desde 1974, a Província mãe de Varsóvia decidiu abrir uma missão por ocasião da beatificação de Maximiliano Kolbe, e essa missão chegou ao seu cumprimento no território brasileiro. Logo, somos agraciados pela espiritualidade e herança kolbiana que até nós chegou por meio dessa grande iniciativa. Santo dos tempos difíceis, como disse o Papa S. Joao Paulo II, São Maximiliano foi propagador da herança mariológica da Ordem Seráfica. Desde o Beato Duns Scotus até Maximiliano Kolbe, fomos, como família franciscana, formadores e inspiradores do grande dogma da Imaculada Conceição. Devoto da Imaculada e santo da caridade, São Maximiliano nos ensina que a evangelização necessita dos melhores meios para levar o Evangelho. Usando dos meios mais modernos do seu tempo, Frei Maximiliano foi visto pelos seus contemporâneos como um homem de vanguarda, moderno e aberto à atualização do carisma franciscano e de grande propagação pela imprensa e comunicação de massa. Hoje, nós devotos e continuadores da herança kolbiana, perguntamo-nos: como poderíamos atualizar tão moderna e grande missão? Como atualizar a intuição tão eficiente e hodierna de S. Maximiliano na comunicação a serviço da Evangelização? Sabemos que a impressa escrita já não tem mais o alcance desejado como fora em um tempo. Depois de mais de 40 anos da fundação do “Jardim da Imaculada”, essa memória de nosso patrono nos desafia a nos preocuparmos com a atualização desse carisma. Seguindo o exemplo de outras províncias da Ordem já podemos intuir que a internet, com toda a certeza, seria hoje o melhor instrumento para a evangelização de massa. Portanto, dentre nossas preocupações, está a realização da Rádio e TV web da Imaculada. Essa servirá para darmos prosseguimento ao projeto, que por nossos missionários poloneses foi o cumprimento do mandato e sonho de S. Maximiliano para nosso Brasil. O Cavaleiro da Imaculada, em arte “falada e virtual”. Junto com este, não poucos esforços econômicos a Província tem dedicado a este Santuário-Convento da Imaculada, a reforma do Postulantado de S. Maximiliano, a construção do muro de toda a propriedade, são sinais visíveis da importância dessa casa para cada um de nós, frades e povo de Deus, que juntos querem construir o futuro dessa missão de evangelizar e formar. O muro que hoje vós inaugurais foi sonho de gerações de frades, não só para manter a segurança, mas para delimitar o que territorialmente é para nossa Província, a casa mãe, primeiro convento, início de toda a nossa formação franciscana, sempre, sob os auspícios da Imaculada. Nesta Festa Provincial, desejo saudar, pela intercessão de S. Maximiliano, ao Vigário Provincial, Frei Miecislau Tlaga, que nesta celebração preside e abençoa a obra concluída do muro do Jardim da Imaculada, sendo ele mesmo um dos seus precursores. Aos definidores da Província, de modo especial, o guardião Frei Amilton Leandro. Ele representa, para cada um de nós, a paternidade responsável da herança kolbiana no Brasil. Aos, Exator e Ecônomo Provincial respectivamente, Frei Fabrício Nogueira (exercido na maior parte do tempo) e Frei Joveci Filho, que não mediram esforços para verem realizada esta obra, aprovando orçamentos e tantos outros detalhes que a mesma solicitava no percurso desses 6 últimos meses, meu muito obrigado em nome de todos os frades da Província e em nome de todo o povo, que olhando para esta obra veem o quanto queremos cuidar dessa Casa Sagrada e primeira de nossa Província. Feliz Festa a todos! Frei Marcelo Veronez Ministro Provincial Faça abaixo o download do arquivo da saudação do provincial.