Sínodo

  • “O sínodo continua, caminhamos com os jovens”, dizem superioras gerais
    Na sede da União Internacional das Superioras Gerais (UISG), em Roma, a equipe do Vatican News conversou com as religiosas que participaram do Sínodo dos Bispos 2018, que teve como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” e aconteceu entre os dias 03 e 28 deste mês. Sobre a assembleia, a vice-presidente da UISG, irmã Sally Marie Hodgdon, disse, “Os jovens não querem ser julgados, querem apenas dialogar com sinceridade para saber quem é Jesus, pedindo a nós para mostrarmos a nossa autenticidade e ao mesmo tempo nossa vulnerabilidade, como religiosos e religiosas, se não soubermos lhes dar todas as respostas que precisam”, comentou a religiosa. Seis das sete irmãs que participaram dos trabalhos falam sobre o Sínodo, a partir de um vídeo sobre as palavras finais, que mostrava o quanto foi intenso “o fogo sinodal”. Para as irmãs, depois do Sínodo a Igreja tem uma nova compreensão de si mesma graças à juventude, como explicou a irmã Alessandra Smerilli, salesiana professora de Economia na Pontifícia Faculdade de Ciências da Educação Auxilium, “os parágrafos iniciais da terceira parte do Documento final referem-se à sinodalidade e são o fruto da experiência vivida na assembleia, graças aos jovens. Eles, que participaram do Sínodo, tomando parte nas discussões, conseguiram mudar nosso ponto de vista, conseguiram fazer com que entendêssemos o que realmente significa escutar: não é possível uma escuta superficial, de ‘fachada’, porque se ao falarmos demonstramos que não os escutamos, eles se darão conta. Este processo nos fez entender o quanto seja importante a sinodalidade, ou seja, o caminhar  como Igreja, juntos. A sinodalidade não quer dizer tirar a autoridade dos bispos, não quer dizer ameaçar a colegialidade, que é a dos bispos com o Papa, mas é incluir no processo. Uma Igreja só caminha se todos nós caminharmos. Portanto, os jovens nos despertaram a este sentimento”. Dos debates, em grupo e na assembleia, surgiu uma nova “faceta” da vida consagrada. Para irmã Alessandra, “o que fascina na vida consagrada é ser testemunho vivo do amor de Deus, que é alegre. Uma vida consagrada que não é alegre não atrai, porque a alegria é a essência da atração de deixar tudo e seguir Jesus. Além disso, a vida consagrada está ligada com a Igreja em saída: quando deve ser defendida a existência dos mais fracos, dos mais pobres, a vida consagrada está presente. O Sínodo pede para continuarmos a ser o que somos em várias partes do mundo”. O convite é para ir além do debate sobre o direito das mulheres ao voto - embora tenha chamado a atenção da imprensa internacional durante o Sínodo - recordando que no Documento final foi evidenciada a necessidade de um maior reconhecimento e valorização das mulheres na sociedade e na Igreja. As definições do Sínodo, evidenciou a salesiana, “não têm volta” para as mulheres na Igreja. É preciso reconhecer que somos a metade do mundo e que, na Igreja, talvez esta metade não seja muito visível”, acrescentou a salesiana. O Sínodo tomou consciência disso. Tivemos uma ótima surpresa ao saber que esta causa tinha sido assumida por muitos bispos com paixão, e que a Igreja não pode mais sobreviver sem dar espaço às mulheres: uma visão feminina, maior colaboração nos processos decisórios para torná-los mais amplos e inclusivos. De qualquer modo, há muito trabalho pela frente, mas não se pode voltar atrás: é tarefa de todos fazer com que o que foi escrito no texto se torne realidade. Irmã Lucy chamou a atenção também para a “ação do Espírito Santo” no debate sobre as pessoas homossexuais. “Alguns jovens disseram: são nossos amigos, os conhecemos, vivemos lado a lado, eles precisam ser acolhidos, nós podemos fazer com que a Igreja adulta tenha um diálogo com essas pessoas para ser ainda ‘mais inclusiva’”.   Fonte: Vatican News.
  • A Relevância do Sínodo especial para a Amazônia
    No dia 15 de outubro de 2017, o Papa Francisco anunciou a realização de um Sínodo Especial dos Bispos da Pan-Amazônia, território que compõe a região além da bacia dos rios. Realizar-se-á em outubro de 2019 em Roma[2] cujo tema é: “Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. Esses novos caminhos serão elaborados para e com o povo de Deus que habita nessa região. Exigem que os povos indígenas e das comunidades amazônicas sejam “os principais interlocutores” (LS, 146) nos assuntos pastorais e socioambientais do território, “especialmente quando se avança com grandes projetos que afetam seus espaços” (LS, 146). Aqui, há uma referência explicita à teologia argentina do “povo”, que se diferencia das teologias da libertação. Não há espaço aqui para comparar a experiência social e pastoral da Argentina com outras da América Latina. Na teologia do povo, os protagonistas são os povos com suas culturas respectivas, privilegiando uma unidade histórico-cultural de nação. As reflexões do Sínodo especial, partindo de um território específico, pretendem superar o âmbito estritamente eclesial para não dizer eclesiástica, e também amazônico, por serem relevantes para a Igreja universal e para o futuro do planeta. “Considero (a Amazônia) relevante para o caminho atual e futuro, não só da Igreja no Brasil, mas também de toda a estrutura social”. [3] Se na Encíclica Laudato Sí’, o Papa Francisco considera que as mudanças climáticas, a pobreza e o aumento das desigualdades sociais são desafios para todo o planeta, “também para a Igreja universal é de vital importância escutar os povos indígenas e todas as comunidades que vivem na Amazônia, como primeiros interlocutores deste Sínodo. Por causa disso, precisamos de convivência mais próxima. Queremos saber como imaginam um 'futuro tranquilo' e o 'bem viver' para as futuras gerações”. [4] Está em vigor uma dialética do local e do global. No primeiro Encontro Mundial dos Movimentos Populares em Roma, o Papa Francisco disse: “sei que estais comprometidos todos os dias em coisas próximas, concretas, no vosso território, no vosso bairro, no vosso lugar de trabalho: convido-vos também a continuar a procurar esta perspectiva mais ampla; que os vossos sonhos voem alto e abracem o todo”. O Sínodo e a Encíclica se fecundam mutuamente.   O documento preparatório O Documento segue a metodologia, hoje tradicional e assumida nas esferas eclesiais, do “ver, julgar e agir”. Perpassa no Documento o desejo de romper com as estruturas que maltratam e destroem a vida e com os projetos e mentalidades de neocolonização. Como Igreja, é preciso fortalecer o protagonismo dos próprios povos por meio de uma espiritualidade que valoriza a gratuidade da criação e compreende a vida social como diálogo e encontro. “A Amazônia é um espelho de toda a humanidade que, em defesa da vida, exige mudanças estruturais e pessoais de todos os seres humanos, dos Estados e da Igreja”. [9]   VER: O crescimento sem discernimento das atividades agropecuárias, extrativistas e madeireiras danificou a diversidade biológica, poluiu as águas, empobreceu as populações originárias. Ainda existem resquícios da exploração colonial que enfraqueceu as estruturas sociais e culturais dessas populações. Hoje, vítimas de um novo colonialismo, sofrem processos semelhantes que ameaçam a sobrevivência dos territórios e de seus ocupantes com sua sabedoria no trato com o seu meio de vida. De fato, a Amazônia continua sendo uma terra disputada em várias frentes. Em sua história missionária, a Igreja demorou para reconhecer as culturas dessas populações vivendo em harmonia com o meio ambiente.   JULGAR: “Um conteúdo inevitavelmente social” (EG, 177) inerente à missão evangelizadora, é particularmente relevante nos territórios amazônicos, visto a articulação entre vida humana, social e cultural e os ecossistemas. A ecologia integral não é mera articulação entre o social e o ambiental. É condição necessária mas insuficiente, se falta a promoção de uma harmonia que pede uma conversão pessoal, social e ecológica (cf. LS, 210). O Sínodo é e será uma grande oportunidade de escuta recíproca entre o Povo fiel e os senhores bispos atenciosos ao grito da Amazônia, atualização do grito do Povo de Deus no Egito (cf. Ex. 3,7).   AGIR: Desenha-se uma agenda, um consenso em torno dos direitos fundamentais que inclui um desenvolvimento integral respeitando as identidades e o meio de vida dos povos. Uma prioridade para a Igreja é redefinir os conteúdos, métodos e atitudes para implementar uma pastoral inculturada e capacitada para enfrentar os desafios dos territórios. O Sínodo é um kairós para os Povos e as Igrejas da Pan-Amazônia, pois valoriza todos os processos sociais e eclesiais vividos que produzirão frutos no tempo pós-sinodal.   Leia mais sobre o Sínodo da Amazônia clicando aqui. Via: Franciscanos.
  • Até 23 de agosto, acontece o III Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal
    Desde a segunda-feira, 20, até amanhã, 23, os responsáveis por 56 dioceses e prelazias locais participam do III Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal, na Casa de Encontro Maromba, em Manaus (AM). O encontro tem como objetivo a partilha de experiências, a criação de metas em conjunto a partir da Amazônia brasileira e o aprofundamento de questões relacionadas ao Sínodo de 2019, cujo foco está na região. A atividade é organizada pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e Comissão Especial para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O encontro contou com a participação, na mesa de abertura, no dia 20, do cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, presidente da Repam da Comissão Especial para a Amazônia. Também participaram dom Sérgio Castriani, arcebispo de Manaus e dom Mário Antônio da Silva, bispo de Roraima e presidente do Regional Norte 1 da CNBB.   Sínodo para a Amazônia Convocado pelo Papa Francisco para ser realizado em outubro de 2019, o Sínodo para a Amazônia será o grande destaque do encontro. Ele será apresentado aos bispos pelos brasileiros membros do Conselho Pré-Sinodal, cardeal Cláudio Hummes, dom Neri Tondello, dom Roque Paloschi, dom Erwin Krautler e irmã Maria Irene Lopes. Também participam a equipe de especialistas que contribuíram na elaboração do Documento Preparatório: padres Justino Rezende e Paulo Suess, uma liderança do povo Tuyuka, a professora Márcia Oliveira e um representante do Peru, Peter Hughes.   Fonte: CNBB.
  • Cardeais apresentaram briefing do Sínodo dos Jovens
    Ontem (25), na sala de imprensa da Santa Sé, o arcebispo de Perugia-Città dela Pieve e presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), cardeal Gualtiero Bassetti, apresentou um briefing da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Em suas palavras, o cardeal afirmou que o Sínodo foi “uma policromia de cores e uma polifonia de línguas”, a presença dos jovens nos fez experimentar o vento de Pentecostes”. Durante o pronunciamento, o purpurado destacou a concretude dos jovens que expressaram durante a Assembleia os seus sentimentos de solidão, deixando claro que a juventude em todo o mundo precisa de alguém que aqueça os seus corações. “Não obstante “a cultura da fragmentação, onde relativismo parece envolver tudo, o mundo juvenil tem uma incrível sede de infinito. Esses dias no Vaticano, experimentamos a beleza do caminhar juntos”, disse ele. Também presente na Sala de Imprensa, estava o cardeal Arlindo Gomes Furtado, Bispo de Santiago, em Cabo Verde. Ele falou de um “mundo dividido”, onde os “cristãos são chamados a ser instrumentos de comunhão”. O cardeal cabo-verdiano manifestou satisfação pela experiência vivida no Vaticano, “um trabalhar e caminhar juntos que cada um deve cultivar também nas pequenas comunidades, como uma verdadeira família eclesial”, explicou ele.   Fonte: Vatican News.
  • Comissão Teológica Internacional, publicou ontem, 03 de abril, o documento “A colegialidade na vida e na missão da Igreja"
    A Comissão Teológica Internacional publicou ontem, 03, o documento “A colegialidade na vida e na missão da Igreja", que é o resultado de quatro anos de reflexões, um trabalho presidido pelo arcebispo Mario Angel Flores Ramos entre 2014 e 2017 e então aprovado por uma maioria da comissão plenária e o prefeito da Congregação para a Doutrina da fé, o arcebispo Francisco Ladaria. Este esforço teve o propósito de dar um "novo impulso" depois do Conselho Sinodal e demonstrar como a Igreja valoriza melhor a contribuição dos leigos e, em particular, das mulheres. A Comissão, um órgão pertencente à Congregação para a Doutrina da Fé, é influenciada, principalmente, pelo Sínodo e os resultados de sua análise estão presentes no documento em que foi destacado que "a implementação da colegialidade" - uma "dimensão constitutiva da Igreja" coloca enfoque no que já havia sido realçado pelo Concílio Vaticano II e firmemente defendido pelo Papa Francisco: as demandas em que são excedidos "alguns paradigmas presentes na cultura eclesiástica" baseados na falta de valorização específica e qualificada na área de responsabilidade dos fiéis e leigos e, entre eles, as mulheres. A prática do diálogo, no entanto, também é relevante para o caminho ecumênico, e por um mundo que está testemunhando uma "crise estrutural dos procedimentos de participação democrática e de confiança em seus princípios e valores de inspiração, com o perigo de desvios autoritários e tecnocráticos”. O Sínodo, diz o documento, "é a palavra antiga e venerável na Tradição da Igreja" e se desdobra a partir do início de sua história "como uma garantia e concretização da fidelidade criativa da Igreja à sua origem apostólica e sua vocação católica". Mas, embora o termo e o conceito de sinodalidade não sejam explicitamente encontrados nos ensinamentos do Concílio Vaticano II, pode-se afirmar que o seu exemplo está no centro do trabalho de renovação promovido por ele. Mais de cinquenta anos depois, muitos - afirma o documento - "continuam sendo os passos a serem dados na direção delineada pelo Conselho. De fato, hoje, o impulso para realizar uma figura sinodal pertinente da Igreja, embora seja amplamente compartilhada e tenha experimentado formas positivas de implementação, parece necessitar de princípios teológicos claros e orientações pastorais incisivas”. Daí tem-se o início da novidade que o Papa Francisco nos convida a atravessar na fidelidade criativa à Tradição e a necessidade de uma sinodalidade renovada. Depois de desenhar os princípios de uma teologia da colegialidade, a Comissão propõe a revisão, em termos gerais, o que é atualmente assegurada pela ordem canônica para destacar a importância e potencial e dar um novo impulso, discernindo, ao mesmo tempo, as perspectivas aspectos teológicos do seu desenvolvimento pertinente, tanto em termos de processos como de estruturas sinodais a nível local, regional e internacional.   Via: Vatican Insider. 
  • Está acontecendo em Manaus: Fórum Franciscano Para o Sínodo Pan-Amazônico
    Desde quinta-feira (04) e a até sábado (06), cerca de 160 frades, freiras, leigos e leigas franciscanas de todo o Brasil estão em Manaus para a realização do Fórum Franciscano para o Sínodo Pan-Amazônico. O evento está acontecendo no Centro Arquidiocesano São José e tem como tema “Perspectivas e desafios para a Conferência da Família Franciscana do Brasil”.    Ontem foi realizada pelo Frei Luiz Carlos Susin (OFMCap.) a conferência "Vivemos no "moneyteismo". Em apropriação... O dinheiro não vale nada, mas compra tudo". O Frei João Messias (OFM) testemunhou sua vivência com os Munduruku. Uma Experiência missionária na Prelazia de Itaituba com mais de 58 comunidades indígenas que vivem com relação de pertença com a Floresta, mas ameaçados pela extração de minérios e outros impactos socioambiental.   Em seguida, a Irmã Clarice Barri, Catequista Franciscana, falou sobre Mobilidade Humana em Assis. Área de Fronteira entre Brasil, Bolívia e Peru. Foram expostas o diagnóstico social, econômico e religioso. Diálogo, Sincretismos e Intercâmbio. No encerramento do primeiro dia, teve uma apresentação de dança e teatro com a temática regional.      Hoje, o Frei Atílio Batistuz (OFM) apresentou sobre a "Mística e Profecia Franciscana", na qual questionou ao público "se a Amazônia perecer, todos nós pereceremos. Mas ela irá se reconstituir um dia. E nós?". Logo após, foi a vez do Frei Florêncio Vaz (OFM) falar sobre a "Ecologia Integral Franciscana". De sua apresentação pode se destacar a afirmação "Os encantados existem. A terra sem males, existe".    Representando a Federação das Organizações do Rio Negro (FOIR), a Dona Almerinda deixou o seu testemunho, "sobre o povo indígena, quem sabe é o Índio... Nossa relação com a terra é totalmente diferente, há amor, há pertença, há identidade, há cultura", disse ela.    O senhor Tanabe (OFS Roraima) tratou da "Micro/Macro/Cosmovisão: Como percebemos a vida?". Nela, ele afirmou que é preciso "encontrar novos caminhos para a Amazônia sem esquecer os passos que já foram dados para desconstruir e construir de modo coerente".   "Sobre o povo indígena quem sabe é o índio", disse Dona Almerinda.    O objetivo principal do Fórum é conduzir os franciscanos e franciscanas a voltarem o olhar e o coração aos apelos do Papa Francisco através de sua convocação para o Sínodo Pan-Amazônico.    Acompanhe a cobertura ao vivo do Fórum na página da CFFB, clique aqui.     
  • Foi encerrado neste domingo (28), o Sínodo dos Bispos 2018
    As últimas atividades do Sínodo dos Bispos 2018 foram realizadas neste sábado (27), no Vaticano. Na conclusão da XV Assembleia Geral ordinária do Sínodo dos Bispos, foi aprovado o Documento Final que consiste todo o trabalho finalizado. O Papa Francisco, ao receber o texto, afirmou “a Igreja está vivendo um momento difícil. É perseguida com acusações contínuas e, portanto, é o momento de defendê-la, todos juntos”. Oficiante, o Sínodo foi finalizado no dia seguinte (28), com a celebração da Santa Missa na Basílica de São Pedro, em que os padres sinodais apresentaram uma carta à juventude (confira na íntegra aqui). Durante a noite de sábado, o documento foi apresentado na Sala de Imprensa da Santa Sé, sendo longamente aplaudido por todos ao término de sua votação. “O material é dirigido, em primeiro lugar, a todos os padres sinodais e ao Papa, a fim de que possam refletir, meditar, discernir e para que, depois, a Igreja possa continuar seu caminho sinodal”, como disse o Preito do Discatério Vaticano para a Comunicação, Paolo Ruffini. O pontífice destacou as recentes acusações que a Igreja vêm sofrendo e pediu para que rezássemos o Terço todos os dias por sua unidade. Em seguida, Francisco falou sobre os trabalhos do Sínodo, "nós aprovamos o documento, agora o Espírito nos dá o documento para que trabalhe no nosso coração. Nós somos os destinatários do documento, e ele ajudará muitos outros, mas os primeiros destinatários somos nós", contou o Papa reiterando ainda que "o Sínodo não é um Parlamento, mas um espaço protegido” porque é o Espírito Santo quem opera.     O que diz o documento Foi quase um mês de debates e reflexões sobre o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” que, além dos padres sinodais, também contou com a presença de muitos jovens auditores e auditoras vindas de diversas partes do mundo. A reunião de todo este esforço está consubstanciada nas 60 páginas do documento que foi divido em três partes, contendo 12 capítulos e 167 parágrafos. O episódio dos discípulos de Emaús, narrado pelo evangelista Lucas é o fio condutor do texto que tem 364 emendas. Nos primeiros pontos, tem-se a apresentação do contexto em que a juventude está inserida, demonstrando a globalização e a secularização em que há uma redescoberta de Deus e da espiritualidade, sendo o papel da Igreja em estimular o dinamismo da fé. O papel das instituições educacionais católicas também é trabalhado. As universidades e escolas precisam enfrentar a relação entre a fé as demandas do mundo contemporâneo. As paróquias, a “Igreja no Território”, devem repensar a sua atuação missionária que, muitas vezes é pequena e escarça em dinamismo pastoral, principalmente na Catequese.   A migração é abordada no material como um paradigma de nosso tempo, um fenômeno estrutural e não uma emergência transitória. Deve se fomentar uma cultura contra o ódio e o medo, em que os migrantes sejam "acolhidos, protegidos, promovidos, integrados". Outro tema delicado tocado no documento são as diferentes formas de abuso que podem ser cometidas por alguns bispos, sacerdotes, religiosos e leigos: de poder, econômico, consciência e sexual. É dito que estes abusos “provocam sofrimentos que podem ​​durar toda a vida e, aos quais, nenhum arrependimento pode colocar remédio". É estabelecido o compromisso da adoção de rigorosas medidas educativas que possam prevenir e impedir estas atitudes, combatendo, principalmente, a corrupção e o clericalismo. Ao mesmo tempo, o Sínodo se diz agradecido a todos aqueles que têm a coragem de denunciar o mal sofrido, porque ajudam a Igreja a tomar consciência do que aconteceu e da necessidade de reagir com decisão. A misericórdia, de fato, exige a justiça". Ainda são tratadas temáticas como a missionaridade dos cristãos, o chamado à santidade, o acompanhamento vocacional e as diferentes questões relacionadas à sexualidade, como a afetividade, a pornografia e a orientação sexual. Confira o Documento completo clicando aqui.   Fotos: Vatican Media.  Fonte: Vatican News aqui, aqui, aqui e aqui.
  • Foram apresentados na sexta-feira, 08, a Logotipo e Documento Preparatório para o Sínodo da Amazônia
    Na última sexta-feira, 08, em uma coletiva de imprensa realizada no auditório da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foram apresentados a Logotipo e o Documento Preparatório para o Sínodo da Amazônia. A divulgação foi feita pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), juntamente com a Comissão Episcopal para a Amazônia, instituições parceiras e pastorais. Amazônia: novos caminhos para a igreja e para uma ecologia integral” é o tema do Sínodo que será realizado em outubro do ano que vem. O objetivo do material é preparar as comunidades para o Sínodo e ouvi-las, para que essa grande assembleia repercuta, de fato, os clamores que saem das bases. A Irmã Maria Irene Lopes, assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia, secretária executiva da REPAM-Brasil, Delegada da Confederação Latino-Americana e Caribenha de Religiosos e Religiosas (CLAR) na Comissão Preparatória do Sínodo e única mulher da equipe, apresentou o Documento e os passos que serão realizados a partir de agora. Ela conta que o material precisa chegar a todas as pessoas do território amazônico para contribuírem no processo. “O Documento será utilizado nas assembleias territoriais, realizaremos cerca de 40 ao longo dos próximos meses, e esse momento será de escuta das bases: os indígenas, os quilombolas, os ribeirinhos, as pessoas das cidades, os jovens… esse documento vai para as mãos das pessoas que estão na Amazônia”, reforçou irmã Irene.   Documento O material foi construído por uma equipe de assessores e foi aprovado pelo Vaticano, em abril desse ano, quando houve a primeira reunião do Conselho Pré-Sinodal. O Documento Preparatório é composto por um texto-base, que oferece uma análise da conjuntura atual da Amazônia e aponta percursos e novos caminhos para a Igreja a serviço da vida nesse bioma. Dos 13 expertos que auxiliaram na escrita do Documento Preparatório, 3 são brasileiros e membros da REPAM-Brasil. O texto está dividido em três partes, segundo o método ver, discernir e agir. Ao final do material estão algumas questões que permitem um diálogo e uma progressiva aproximação da realidade para que as populações da Amazônia sejam ouvidas. Logotipo A arte foi criada pelo artista baiano Aurélio Fred, do Ateliê 15, a proposta busca traduzir o espírito do Sínodo e o que se espera dele. A base para a logo é uma folha, que nos aponta para toda a biodiversidade presente na Amazônia. O movimento dela também nos lembra o fogo, uma chama, que é ação do Espírito agindo neste momento da história na Igreja e na Amazônia. A folha, por sua vez, não tem um traçado simples que aponta para uma única direção, mas traz a trama de uma cesta indígena, recordando a cultura das populações tradicionais, a força, o trabalho e o sentido de unidade. Unidade, aqui, de toda a Pan-Amazônia, lembrada nas cores das bandeiras dos países que a compõem, não tendo uma cor ou bandeira que prevaleça sobre a outra. No centro, um rio que une toda a região, com seus afluentes e bacias, símbolo também do caminho, motivação do tema do Sínodo, e que passa pela cruz, nossa identidade de Igreja e de cristãos.   (Com informações de: CNBB e Vatican News)
  • O tempo dos jovens na Igreja
    Os jovens e as jovens de todo o mundo tem tido lugares de destaque nas discussões da Igreja. Nas preparações para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que acontecerá no Panamá, em 2019, eles auxiliaram a elaborar o Sínodo dos Bispos de outubro deste ano que, inclusive, tem como tema “os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Após rezar o Angelus na Praça São Pedro, no dia 18 do mês passado, o Papa Francisco convidou os jovens a participarem presencialmente e virtualmente da reunião pré-sinodal. Tudo isso com objetivo de deixar o debate mais próximo daqueles e daquelas que vivem em uma época diferente e passam por situações cada vez mais voláteis.   E, neste mês, do dia 19 ao dia 24, cerca de 315 adolescentes de várias religiões e ateus vindos de muitos países diferentes, se reuniram em Roma  em uma verdadeira conferência sobre o que esperam da Igreja. Também integraram a discussão pelas redes sociais aproximadamente 15 mil internautas. No Domingo de Ramos, 25, se celebrou nas dioceses de todo o mundo a JMJ e, por essa mesma ocasião, após a Santa Missa no Vaticano, foi entregue ao Pontífice por um jovem do Panamá, o documento redigido pelos participantes da reunião pré-sinodal. O material será utilizado para preparar o sínodo deste ano. Jovens com o Papa na Santa Missa de Ramos. Foto: Vatican News.   Anseios da Juventude “Nós jovens acolhemos com alegria seu convite a participar desta Reunião pré-sinodal. Suas palavras, no início do nosso encontro, muito nos encorajaram. Vivemos sem nenhuma distinção de cultura ou fé este momento de comunhão em favor do trabalho pelos jovens”, disse o rapaz ao saudar o Papa.   O documento foi apresentado em uma sala de imprensa pelo Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário do Sínodo. Ele comentou sobre alguns dos dizeres expressos na manifestação “Uma Igreja jovem, mas não ‘oposta’ ou ‘contrária’ aos adultos, mas sim ‘dentro’, como o fermento na massa, usando uma linguagem evangélica”, disse. Dentre os anseios dos jovens e das jovens, está a honestidade e coerência por parte dos líderes, como afirmou o Cardeal, “do texto emerge um grande anseio de transparência e credibilidade por parte dos membros da Igreja, de modo especial, de seus pastores: os jovens querem uma Igreja que saiba reconhecer com humildade os erros do passado e do presente,  comprometendo-se com coragem em viver aquilo que professa”. Ao mesmo tempo em que a juventude parece estar determinada em seus desejos e críticas, eles e elas ainda necessitam da orientação de pessoas que não sejam perfeitas, que sejam humanas e que, principalmente, saibam dialogar com todos os avanços da modernidade. O secretário do Sínodo completou, “Os jovens sofrem hoje a carência de verdadeiros mestres que os ajudem a encontrar seu caminho na vida e pedem à comunidade cristã que compreenda esta necessidade”. O Papa Francisco havia afirmado ao receber a todos e todas no primeiro dia da reunião pré-sinodal (19), “Falem com coragem, digam o que vocês gostariam de dizer. Se alguém se sentir ofendido, peçam perdão e continuem”, ressaltando que, assim como a juventude têm a necessidade de falar, a Igreja tem a necessidade de ouví-la. Após se reunirem durante uma semana e expressarem o que queriam falar, eles e elas agora esperam ser ouvidos. Assim, se despediu o jovem panamense quase que em conformidade à fala do Santo Padre no dia 19, “neste documento, mais do que palavras, lhe entregamos a nossa vida e os desejos mais profundos de nosso coração”. Jovens participaram de coletiva de imprensa com o Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário do Sínodo. Foto: Vatican News.