Santa Sé
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"A boa política está a serviço da paz", tema do Dia Mundial da Paz 2019
Foi divulgado hoje (06), o tema da mensagem do 52ª Dia Mundial da Paz, que será celebrado em 1° de janeiro de 2019, que será “A boa política está a serviço da paz”. Em nota publicada pela Sala de Imprensa da Santa Sé, tem-se destacado “A responsabilidade política pertence a cada cidadão, em particular a quem recebeu o mandato de proteger e governar. Esta missão consiste em salvaguardar o direito e incentivar o diálogo entre os atores da sociedade, entre gerações e culturas”. É ressaltado também no texto, “Não há paz sem confiança recíproca e a confiança tem como primeira condição o respeito pela palavra dada. O compromisso político, uma das mais altas expressões da caridade, traz a preocupação pelo futuro da vida e do planeta, dos jovens e das crianças, em sua sede de realização. (...) quando o homem é respeitado em seus direitos, como recordava São João XXIII na Encíclica Pacem in terris (1963), germina nele o sentido do dever de respeitar os direitos dos outros”. Concluindo a nota, “Os direitos e deveres do ser humano aumentam a consciência de pertencer a uma mesma comunidade, com os outros e com Deus. Portanto, somos chamados a levar e anunciar a paz como a boa nova de um futuro em que todo ser vivo será considerado em sua dignidade e seus direitos”. Dia Mundial da Paz O Dia Mundial da Paz foi instituído em 1967 pelo Papa Paulo VI com o objetivo de "levar os homens a corresponderem, com o auxílio também da reflexão racional e das ciências humanas, à sua vocação de construtores responsáveis da sociedade terrena". O primeiro tema do Dia Mundial da Paz, celebrado em 1968, foi justamente "O Dia Mundial da Paz". Na época, acontecia a Guerra do Vietnã, então, a mensagem do pontífice expressava seu desejo de que esta iniciativa ganhasse adesões ao redor do mundo com “caráter sincero e forte de uma humanidade consciente e liberta dos seus tristes e fatais conflitos bélicos, que quer dar à história do mundo um devir mais feliz, ordenado e civil”. Confira a mensagem na íntegra clicando aqui. Fonte: Vatican News. -
Acordo histórico entre China e Vaticano
No sábado, 22 de setembro, em Pequim, o Vaticano e a China selaram um acordo histórico para a nomeação de nomeados pelo regime chinês durante as últimas décadas e também para um estreitamento das relações com o intuito de uma maior colaboração bilateral. O acordo, assinado pelo subsecretário para as Relações Internacionais do Vaticano, Antoine Camilleri, e o vice-chanceler chinês, Wang Chao, é a maior aproximação diplomática de que o relacionamento havia sido rompido em 1951, quando Mao Tsé-tung expulsou o núncio apostólico e os missionários católicos da República Popular. Num primeiro momento, o acordo eclesial e não político, fim de apoiar o anúncio do Evangelho na China, consiste no reconhecimento pelo Papa de 7 dos 60 bispos ordenados sem Mandato Pontifício em mais de 6 décadas: S.E. Dom Giuseppe Guo Jincai, S.E. Dom Giuseppe Huang Bingzhang, S.E. Dom Paolo Lei Shiyin, S.E. Dom Giuseppe Liu Xinhong, S.E. Dom Giuseppe Ma Yinglin, S.E. Dom Giuseppe Yue Fusheng, S.E. Dom Vincenzo Zhan Silu e S.E. Dom Antonio Tu Shihua (O.F.M), falecido em 4 de janeiro de 2017 e, antes de morrer, havia expressado o desejo de se reconciliar com a Sé Apostólica. Desta forma, chega assim ao fim uma etapa em que duas Igrejas paralelas conviviam: a oficial (controlada da Associação Católica Patriótica) e a clandestina (pelo Vaticano). Pequim considerou até hoje uma ingerência que as nomeações viessem de Roma, e não reconhecia a autoridade do Papa como chefe da Igreja Católica. A Santa Sé, por sua vez, não aceitava que esses bispos fossem impostos pelo regime comunista, algo que não acontece em nenhum outro país. As duas Igrejas passarão agora a ser uma só, e a última palavra sobre os bispos, supõe-se, será do Pontífice. Entretanto, a decisão será tomada conjuntamente, seguindo propostas de Pequim. O acordo, cujo conteúdo não foi publicado, é provisório e será periodicamente revisado e aperfeiçoado, informou a Santa Sé em nota oficial. Dar novo impulso à evangelização na China A este objetivo particular estão ligados outros de caráter pastoral geral: dar novo impulso ao compromisso de evangelização; ajudar os católicos no caminho da reconciliação e da progressiva normalização da sua vida de fé; contribuir, com a luz do Evangelho, para o bem do próprio país, de acordo com o princípio "plenamente católico e totalmente chinês". Outro aspecto importante é que as Partes concordaram sobre a importância de seguir o método de "composição amigável" na resolução de quaisquer divergências que surjam na interpretação e na aplicação do Acordo Provisório sobre a nomeação de Bispos. Para a Santa Sé, é fundamental que todos entendam e estejam convencidos de que o que foi feito é para o benefício de todos, é para o bem espiritual dos Católicos na China e para o bem do Povo Chinês. Fontes: El País, Vatican News aqui, aqui e aqui. -
Frei Ângelo D'onofri (OFMConv): 56 anos de serviço de um franciscano na Santa Sé
Hoje, 31 de agosto de 2018, foi concluído o serviço apostólico do Frei Ângelo D’onofri. Após 56 anos trabalhando na Cúria Romana, ele é, atualmente, o mais antigo funcionário da Secretaria de Estado da Cidade do Vaticano. Pertencendo à antiga Província Romana (atual Província Italiana de São Francisco de Assis), o Frei Ângelo iniciou o seu trabalho aos 27 anos de idade, em 1º de julho de 1962, após um ano de sacerdócio e depois de completar o curso de Missiologia na Propaganda Fide (Sagrada Congregação para a Evangelização dos Povos), ele solicitou a saída para as missões. A obediência, no entanto, o chamou para outro lugar, quando o então Procurador da Ordem, Frei Gaetano Stano, o designou para servir na Secretaria de Estado. Nestes 56 anos, ele cumpriu um papel bastante delicado nos Arquivos do Secretariado, como diretor da Seção de "envelopes separados e confidenciais", cargo que ocupou com atitude honesta como um servo fiel e guardião de valiosas mensagens. Por suas mãos, acompanhadas de um pequeno computador e um punhado de canetas, passaram todas as informações de pessoal da Cúria Romana, bem como milhares de documentos, cartas e arquivos dos dicastérios vaticanos, a Nunciatura Apostólica e das dioceses de todo o mundo. Dentro do Secretariado ele fazia parte de algumas Comissões e foi confiado com o poder de assinatura da validação das autorizações de entrada na Itália de sacerdotes e religiosos de todo o mundo. Guardião sempre reservado e silencioso, deveria ter se aposentado em 2005, aos 70 anos, mas o papa o deteve por mais 13 anos. Durante os anos de serviço apostólico, foi responsável pela gestão de seis papas: João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento XVI e Papa Francisco. Também estiveram sob seus cuidados seis secretários de Estado: os cardeais Cicognani, Villot, Casaroli, Sodano, Bertone e Parolin. Hoje, Frei Ângelo tem 83 anos, goza de excelente saúde e ocupa o cargo de economista do Convento de São Tiago de Roma e Guardião da Igreja de São Tiago do século XVII, em Lungara. Traduzido e adaptado de: OFMConv.net. Autor Original: Frei Paolo Fiasconaro, Assessor de Imprensa do Convento de São Tiago, em Roma.