Santos Capuchinhos

  • 18 maio: Santos e Santas Franciscanas do Dia – São Félix de Cantalício
    São Félix foi uma das mais populares e mais características figuras da Roma do século XVI. Ele nasceu na aldeia de Cantalício, pequena povoado no sopé dos Apeninos, em 1515. Aos 12 anos, por ser de uma pobre família que mal tinha condições de se sustentar, Félix foi mandado para trabalhar em Cità Ducale, na fazenda de um homem temente a Deus. A infância e juventude de Félix podem ser resumidas nestas palavras: poucas letras, muito trabalho e muita oração. Pastoreando o gado do patrão, Félix gravava uma cruz no tronco de alguma árvore e, de joelhos, rezava muitos terços. Aos poucos, guiado pelo Espírito Santo, começou a fazer meditação durante o trabalho, chegando à contemplação de Deus em suas obras. Dizia: "Todas as criaturas podem levar-nos a Deus, contanto que saibamos olhá-las com olhos simples". Seus companheiros de infância, e depois de juventude, tanto o respeitavam que só se referiam a ele como São Félix. Ele participava diariamente da Missa e dedicava seu tempo livre à oração e às boas obras. Nessa vida simples e inocente, viveu 28 anos. Um acidente, que pôs em risco sua vida, levou-o a decidir fazer-se religioso. Estava ele arando o campo com uma junta de bois, quando estes, assustando-se por algum motivo, voltaram-se contra ele, que caiu por terra, e passaram com o arado por cima dele. Quando se levantou sem nenhum arranhão, Félix viu naquilo um aviso de Deus e foi pedir admissão no mosteiro capuchinho da cidade. Entrou como religioso na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e, a partir de 1547 dedicou-se a pedir esmola de porta em porta no Convento de São Nicolau, hoje chamado de Santa Cruz dos Luccesi. Passava pelas ruas de Roma, com o seu áspero e pobre hábito, pedindo esmola, não só para o Convento, mas também para os pobres e para os doentes. A todo aquele que lhe dava qualquer coisa dizia sempre: Deo gratias – Graças a Deus! Aos que não lhe davam nada, dizia também: Deo gratias. Por isso, bem depressa começou a ser conhecido pelo nome de Frei Deo gratias. Félix tinha temperamento místico. Dormia apenas 3 horas por dia. O resto da noite consagrava-o, na igreja, à oração, na contemplação dos mistérios da vida de Jesus. Comungava todos os dias o Corpo do Senhor. Nos dias santos era seu costume fazer a peregrinação às Sete Igrejas de Roma ou, então, visitava os doentes nos diversos hospitais da cidade. Alimentou sempre terna devoção para com Nossa Senhora que lhe apareceu muitas vezes e lhe entregou o Menino Jesus que ele estreitava amorosamente nos braços. Morreu aos 72 anos, no dia 18 de maio de 1587, arrebatado numa visão de Nossa Senhora. A sua sepultura, na igreja da Imaculada Conceição dos Capuchinhos de Roma, converteu-se em lugar de peregrinação. Foi canonizado por Clemente XI, a 22 de maio de 1712.   Veja outros Santos e Santas Franciscanas aqui.  (Via: Catolicismo e Franciscanos)
  • 22 de setembro: São Francisco Maria de Camporosso - Santos e Santas Franciscanas do Dia
    O Santo nasceu em, em 27 de Dezembro de 1804, em Camporosso, uma pequena aldeia da Ligúria, noroeste italiano. Francisco morava no campo e trabalhava como pastor. Um dia ouviu o convite de um capuchinho e entrou no Convento de Sestro Ponente, onde vestiu o hábito de irmão terceiro. Porém, uma voz interior não o deixou em paz até que teve a alegria de vestir o hábito capuchinho. Fez o noviciado no Convento de São Bernardo de Génova. Após a profissão, foi destinado ao Convento da Santíssima Conceição, em Génova, onde permaneceu até morrer.   Destinado ao serviço humilde de cozinheiro e enfermeiro, tornou-se notável por uma particular fidelidade ao seu dever e por uma generosidade ímpar. Os Superiores destinaram-no, depois, ao ofício de esmoleiro que o levava a percorrer, todos os dias, as ruas da cidade que transformaria em lugar de incessante colóquio com Deus. Realizou este trabalho durante 40 anos.   Francisco Maria, entretanto, não esqueceu o seu antigo trabalho de pastor. Todavia, a partir daquele momento, o rebanho por ele cuidado e conduzido era o dos mais miseráveis e abandonados da população de Génova, e os pastos eram as ruas, as estradas e o porto da cidade velha. Aqui, o Capuchinho de Camporosso, esmoleiro do Convento, converteu-se no Padre Santo, como era geralmente chamado e conhecido pelos seus insólitos e frequentemente pouco recomendáveis interlocutores, habitantes das barracas e de ambientes bastante suspeitos.   Sereno em toda a parte, tanto na igreja como nas tabernas cheias de fumo e vinho, era sempre afetuoso com os irmãos, os jovens, os descarregadores do porto ou os criminosos. Ele buscava aproximar de Deus as almas de todos aqueles que encontrava pelo seu caminho. Pouco importava que os encontros fossem agressivos. Estas dificuldades não faziam desaparecer a bondade e transparência deste irmão capuchinho a quem todos, mais cedo ou mais tarde, acabavam por se ligar com muito amor.   Em 1866, durante uma epidemia na cidade, ofereceu-se a Deus como vítima para que fossem salvos os outros. Pouco depois, o mal vitimou-o em poucos dias e logo a seguir a epidemia acabou. Morreu com 62 anos, no dia 17 de Setembro de 1866. Foi canonizado pelo Papa João XXIII, no dia 9 de Dezembro de 1962.   Fonte: Capuchinhos.