Saudação do Ministro Provincial
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Saudação do Ministro Provincial por ocasião da Festa de Santa Clara de Assis
Santa Clara foi a fundadora da Ordem das Clarissas e amiga pessoal de São Francisco de Assis. Para a celebração desta santa tão importante ao franciscanismo em todas as suas ordens, o Ministro Provincial, Frei Marcelo Veronez (OFMConv.), redigiu a Saudação em que versa o significado da vida e obra de Clara. Confira abaixo! Prot. 042/2019 Brasília, 08 de agosto de 2019 Saudação do Ministro Provincial por ocasião da Festa de Santa Clara Queridos confrades e irmãs clarissas, Paz e bem! No próximo dia 11 de agosto celebramos a festa litúrgica de Santa Clara de Assis, solenidade para nossas queridas irmãs do Mosteiro de Deus Trino de Brasília que, desde 2001, tornaram-se uma carinhosa presença de oração na nossa família provincial. Santa Clara de Assis, plantinha de nosso Pai S. Francisco, que viveu no século XIII, contemporânea da revolução franciscana, é também a mãe de toda a Ordem Seráfica. Seu testemunho mostra-nos o quanto toda a Igreja é devedora a mulheres corajosas e cheias de fé como ela, capazes de dar um decisivo impulso para a renovação da Igreja”, como disse o Papa Bento XVI em uma de suas visitas a Assis. Santa Clara é considerada a primeira mulher a escrever uma regra de vida para uma comunidade. Numa época em que a maioria das comunidades religiosas viviam de acordo com regras escritas por homens, a decisão de Clara de compor uma regra para sua própria comunidade foi um gesto arrojado e inovador. Por estas e outras tantas virtudes de Santa Clara, quero, nessas simples palavras, saudar os frades que vivem em nossas duas casas filiais sob o título dessa padroeira: Santa Clara de Assis de Anápolis – GO e os que são de família em Santa Clara do Sol Nascente - DF. Junto ao povo dessas duas comunidades está Santa Clara intercedendo e sendo modelo de oração, fé e acolhimento, elementos essenciais do carisma pessoal de Clara Assis. Às nossas irmãs do Mosteiro de Deus Trino de Brazlândia (DF), minha cordial e afetuosa saudação de uma santa e feliz festa. Recorda-nos o Papa Francisco que “a Igreja 'em saída' é uma Igreja com as portas abertas” (EG 46). E ainda, que o mosteiro não seja um lugar fechado e excludente, mas uma casa aberta que ofereça, especialmente a quem está em busca ou a quem está perdido, a quem deseja parar ou a quem está de passagem, o alívio de uma oração compartilhada e de uma liturgia bem cuidada, a água viva da Palavra, o calor de um abraço cheio de compreensão, o rosto simples e verdadeiro de uma vida bela e de uma fraternidade autêntica. Essa é a continuação da vida carismática de S. Clara no vosso meio. Conquistai esse espaço no seio da Igreja! Parabéns a todos e Feliz festa de Santa Clara! Frei Marcelo Veronez, OFMConv. Ministro Provincial Faça o download da Saudação clicando aqui. Veja o Testemunho da Irmã Elka Santos (Irmãs Franciscanas da Sagrada Família) falando sobre o importância do carisma clareano para todas as ordens franciscanas! -
Saudação do Ministro Provincial por ocasião da Festa de São Francisco de Assis
Hoje, 04 de outubro, a Igreja celebra o Nosso Pai Seráfico, São Francisco de Assis, o fundador da Ordem dos Frades Menores. Seu exemplo de seguimento do evangelho e na imitação de Cristo (confira aqui a sua biografia) são modelos de vida para todos os cristãos e cristãs. Seu legado perdura até hoje na Igreja e na minoridade das famílias franciscanas. Confira a saudação do Ministro Provincial, Frei Marcelo Veronez (OFMConv), por ocasião da Festa do Nosso Pai Seráfico. Faça o download do PDF da carta aqui. Saudação do Ministro Provincial por ocasião da Festa do Seráfico Pai São Francisco 2018 “in plano subsistere” “Quando perceberdes que cheguei ao fim, do jeito que me vistes despido antes de ontem, assim me colocai no chão, e lá me deixai ficar mesmo depois de morto, pelo tempo que alguém levaria para caminhar uma milha, devagar”. (II Cel. 217, 10) O Senhor vos dê a Paz! Com essa saudação franciscana quero vos saudar com profunda alegria e dedicação por ocasião da Solenidade do Seráfico Pai São Francisco, para nossa família provincial é tempo de proclamar a linda antífona composta por Frei Jacopone de Todi que diz: “Salve Sancte Pater, Patriae lux, Forma minorum: Virtutis speculum, recti via, Regula morum; Carnis ab exilio, Duc nos ad regna polorum.” As virtudes elencadas na antífona acima, descrevem um homem que no chão da existência, “in plano subsistere”, dedica-se a ser um sinal de humildade, minoridade, e por fim, de fé. Ele deixou uma obra prima que não se perde: Uma espiritualidade rica em gestos e perfeita no seguimento de Jesus Cristo. Sua espiritualidade envolve todas as criaturas. A amplitude de sua espiritualidade se dá, porque ele centrou-se em Jesus Cristo. É a partir do Filho de Deus, que ele faz seu caminho espiritual, o caminho do Espírito. Por detrás da palavra Espírito, subsiste no chão da vida, uma experiência originária que permite a vitalidade de todas as manifestações humanas. Espiritualidade, neste sentido, significa viver o sabor da dinâmica da vida, sua defesa e sua promoção; vivê-la com ternura. Bem diz a Escritura: “escolha a vida e viverás” (Dt 30,19). A espiritualidade franciscana evoca para a acolhida e para a sensibilidade. A espiritualidade franciscana devota uma vida encarnada, não é algo pronto, que cai do céu, produto de uma mágica, é sempre uma tarefa, um desafio, que perdura a vida inteira. Ela precisa ser aprendida e vivenciada, como atesta o próprio Francisco na primeira Regra que escreveu para os frades: “Irmãos, guardemo-nos todos muito bem para que sob a aparência de algum merecimento, obra ou vantagem, não corrompamos nossa mente e coração e não nos afastemos do Senhor. Mas, na santa caridade, que é Deus, rogo a todos os Irmãos, aos Ministros e aos demais que, removido todo o impedimento e deixados para trás todo o cuidado e solicitude, façam do melhor modo possível para servir, amar, honrar e adorar o Senhor Deus com o coração limpo e a mente pura. Pois é isso que ele procura acima de todas as coisas” (RnB 22, 25-26). Francisco percebeu que a espiritualidade é uma conquista, que parte do aspecto humano, do chão existencial até o silêncio. Para tal, a espiritualidade franciscana requer um engajamento total da pessoa na real situação em que vive. Esse engajamento cria maior disponibilidade ao Mistério de Deus. Frei Tomás de Celano relata a partir de um horizonte que nos nivela ao plano do vivencial que: “Prometemos grandes coisas, maiores são as que nos foram prometidas. Observemos as primeiras e suspiremos pelas outras. O prazer é breve, o castigo perpétuo, o sofrimento é pequeno, a glória não tem fim. Muitos são os chamados, poucos os escolhidos, todos terão sua retribuição” (2Cel 191, 9). Recordar essa dimensão da espiritualidade de S. Francisco, em sua solenidade, implica dizer a cada um de nós que “in plano subsistere” ou mesmo, que estamos prostrados no chão da realidade, mesmo assim somos animados e convocados pela ação do Espírito, a deixar, antes de tudo, que o tempo da existência faça subsistir, ou mesmo, viver o amor que nos é permitido vivê-lo agora, sem exigências maiores. É simples: viver o que se pode viver por já subsistir no amor. Isso nos recorda, de certo modo, a experiência da Cruz para S. Francisco. Viver e tomá-la no seguimento de Jesus é subsistir com ele na dor da espera, do silencio e da oração. Portanto, a espiritualidade que Francisco nos propõe considera a cruz sob um outro olhar. Se comumente a cruz é tida como algo insuportável e inatingível, Francisco a considera caminho que leva ao encontro de Deus que se doou absolutamente e gratuitamente. Ele encontra na cruz o significado de entrega e de assumir um bem maior, há nessa condição de humilhação, de solidão e de angustia uma proposta mais clara, isto é, caminho de minoridade e espera em Deus. O que torna a experiência da cruz singular para Francisco é encontrar o amor do próprio Deus e colocar-se à disposição. Ele alega que imitar Jesus Cristo é seu maior desejo: “é isso que eu quero, isso que procuro, é isso que eu desejo fazer com todas as fibras do coração” (1Cel 22). Francisco a entende não como masoquismo, mas como a revelação de um mistério e a exposição originária de uma vida plenamente assumida na clareza de atitudes e na eficácia da inocência: está ali, sem nenhuma defesa, sem nenhuma pretensão além de mostrar a liberdade como doação. É assim que os biógrafos revelam a persistência de Francisco em imitar Jesus em constantes pedidos de sofrer o que Jesus Cristo sofreu. Nas Considerações sobre os Estigmas encontramos um insistente pedido de Francisco que diz: “Óh, Senhor, meu Jesus Cristo, duas graças te peço que me faças antes que eu morra: a primeira é que em vida eu sinta na alma e no corpo, quanto for possível, aquela dor que tu, doce Jesus, suportaste na hora da tua Paixão; a segunda é que eu sinta no meu coração, quanto for possível, aquele excessivo amor do qual tu, Filho de Deus, estavas inflamado para de boa vontade suportar tal Paixão por nós pecadores” (CSE 3, 38). Por fim, celebrando a recordação de nosso Pai Seráfico, vos convido, de especial e singular modo, a subsistir na fé, na dinâmica da Cruz como doação, serviço e humildade. Um termo moderno que nos permite compreender melhor o que teria sido para Francisco “viver na terra”, seria “resignação” que, não significa, de modo algum, aceitação, ou mesmo submissão, mas sim compreensão dos acontecimentos e da cruz que livremente abraçamos, que livremente e publicamente queremos considerar durante nossa vida. Resignar-se é um ato de espiritualidade, que assume a dor de um tempo, para fortalecer a mudança e a conversão de amanhã. A todos os frades, noviços e postulantes meu sincero desejo e votos de uma serena e bela festa do Seráfico Pai São Francisco. Frei Marcelo Veronez Ministro Provincial Publicamos também alguns artigos na série “Vocação Franciscana”, em que falamos sobre os muitos significados da vida de Francisco nos seguintes momentos: O Chamado e a Escuta, a Cruz de São Damião e a Reconstrução da Igreja. Acesse a série aqui. -
Saudação do Ministro Provincial por ocasião da Festa de São Maximiliano Kolbe
São Maximiliano Maria Kolbe, além de ser o padroeiro de nossa província, foi também o fundador da Milícia da Imaculada, associação de fieis presente em todo o mundo e que tem como sede nacional o Convento-Santuário Jardim da Imaculada. Doou a vida por um homem nos campos de Auschwitz, sendo o exemplo para muitos dos frades menores conventuais. Confira a saudação do Ministro Provincial, Frei Marcelo Veronez, por ocasião da festividade do padroeiro (faça o download da saudação ao final do texto). Prot. 80/2018 “CIRCULAR” Nemi, It - 14 de agosto de 2018 São Maximiliano Kolbe, patrono de toda a Província SAUDAÇÃO DO MINISTRO PROVINCIAL POR OCASIÃO DA FESTA DE SÃO MAXIMILIANO KOLBE Queridos confrades, noviços, postulante, pré-noviços, membros da MI e devotos de São Maximiliano, Salve Maria, Paz e Bem! “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”. (Jo 15,13) No próximo dia 14 de agosto, toda a Ordem celebra a festa de São Maximiliano Kolbe. Para nossa Província é uma solenidade, pois São Maximiliano foi e é a grande fonte de inspiração de nossa missão de Frades Menores Conventuais nos territórios sob nossa responsabilidade. O Santuário e Convento da Imaculada Conceição no Jardim da Imaculada é a expressão dessa. Desde 1974, a Província mãe de Varsóvia decidiu abrir uma missão por ocasião da beatificação de Maximiliano Kolbe, e essa missão chegou ao seu cumprimento no território brasileiro. Logo, somos agraciados pela espiritualidade e herança kolbiana que até nós chegou por meio dessa grande iniciativa. Santo dos tempos difíceis, como disse o Papa S. Joao Paulo II, São Maximiliano foi propagador da herança mariológica da Ordem Seráfica. Desde o Beato Duns Scotus até Maximiliano Kolbe, fomos, como família franciscana, formadores e inspiradores do grande dogma da Imaculada Conceição. Devoto da Imaculada e santo da caridade, São Maximiliano nos ensina que a evangelização necessita dos melhores meios para levar o Evangelho. Usando dos meios mais modernos do seu tempo, Frei Maximiliano foi visto pelos seus contemporâneos como um homem de vanguarda, moderno e aberto à atualização do carisma franciscano e de grande propagação pela imprensa e comunicação de massa. Hoje, nós devotos e continuadores da herança kolbiana, perguntamo-nos: como poderíamos atualizar tão moderna e grande missão? Como atualizar a intuição tão eficiente e hodierna de S. Maximiliano na comunicação a serviço da Evangelização? Sabemos que a impressa escrita já não tem mais o alcance desejado como fora em um tempo. Depois de mais de 40 anos da fundação do “Jardim da Imaculada”, essa memória de nosso patrono nos desafia a nos preocuparmos com a atualização desse carisma. Seguindo o exemplo de outras províncias da Ordem já podemos intuir que a internet, com toda a certeza, seria hoje o melhor instrumento para a evangelização de massa. Portanto, dentre nossas preocupações, está a realização da Rádio e TV web da Imaculada. Essa servirá para darmos prosseguimento ao projeto, que por nossos missionários poloneses foi o cumprimento do mandato e sonho de S. Maximiliano para nosso Brasil. O Cavaleiro da Imaculada, em arte “falada e virtual”. Junto com este, não poucos esforços econômicos a Província tem dedicado a este Santuário-Convento da Imaculada, a reforma do Postulantado de S. Maximiliano, a construção do muro de toda a propriedade, são sinais visíveis da importância dessa casa para cada um de nós, frades e povo de Deus, que juntos querem construir o futuro dessa missão de evangelizar e formar. O muro que hoje vós inaugurais foi sonho de gerações de frades, não só para manter a segurança, mas para delimitar o que territorialmente é para nossa Província, a casa mãe, primeiro convento, início de toda a nossa formação franciscana, sempre, sob os auspícios da Imaculada. Nesta Festa Provincial, desejo saudar, pela intercessão de S. Maximiliano, ao Vigário Provincial, Frei Miecislau Tlaga, que nesta celebração preside e abençoa a obra concluída do muro do Jardim da Imaculada, sendo ele mesmo um dos seus precursores. Aos definidores da Província, de modo especial, o guardião Frei Amilton Leandro. Ele representa, para cada um de nós, a paternidade responsável da herança kolbiana no Brasil. Aos, Exator e Ecônomo Provincial respectivamente, Frei Fabrício Nogueira (exercido na maior parte do tempo) e Frei Joveci Filho, que não mediram esforços para verem realizada esta obra, aprovando orçamentos e tantos outros detalhes que a mesma solicitava no percurso desses 6 últimos meses, meu muito obrigado em nome de todos os frades da Província e em nome de todo o povo, que olhando para esta obra veem o quanto queremos cuidar dessa Casa Sagrada e primeira de nossa Província. Feliz Festa a todos! Frei Marcelo Veronez Ministro Provincial Faça abaixo o download do arquivo da saudação do provincial.