Segunda Ordem

  • 07 de novembro: Bem-Aventurada Maria Crucifixa Satéllico - Santos e Santas Franciscanas do Dia
    Maria Crucifixa Satéllico nasceu em 31 de dezembro de 1706 na cidade de Veneza, na Itália. Inicialmente, foi batizada com o nome de Isabel. Professou a Regra de Santa Clara no ano de 1726 no Mosteiro de Ostra Vetere, que fica na região de Marcas, também na Itália. Lá, viveu o recolhimento com Cristo em Deus, amando ao Senhor com o coração indiviso e participando com seráfico ardor do mistério da Cruz. Ela foi uma guia para com as suas co-irmãs, iluminada pela palavra e pelo exemplo no caminho da perfeição, sobretudo, nos últimos três anos em que esteve à frente do mosteiro como abadessa. Sendo sustentada pela Graça Divina, rechaçou vitoriosamente as tentações e as ciladas do inimigo. Foi agraciada por Deus com o dom da contemplação mística. A virgem da Ordem II morreu no dia 08 de novembro de 1745. Foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 10 de outubro e 1993.
  • 23 de setembro: Encontro do Corpo de Santa Clara de Assis
    Em 11 de agosto de 1253, Santa Clara entra na glória eterna; já no dia seguinte seu corpo é levado para a Igreja de São Jorge onde também repousa Francisco. No dia 3 de outubro de 1260, o corpo é exumado e colocado na Basílica de Santa Clara; ali permanece perto do altar com uma simples inscrição: “Aqui jaz o corpo da Virgem Santa Clara”, protegido pelo brilho de uma lâmpada e as preces silenciosas de suas filhas que guardaram este fato no segredo de seus corações.   Em 1849, a República Italiana escolhe Assis como sede do governo e não tem boa relação com as instituições religiosas. No meio de conflitos e inventários, perseguições e desordem civil, a Abadessa Clara Columba Angeli, resolve procurar o corpo da venerável Mãe Clara, para que a grande dama de Assis seja um verdadeiro sinal de paz e unidade para um momento sofrido da história italiana. Neste mesmo ano, o cardeal Marini, prefeito da Congregação dos Ritos, visita Assis para a festa dos Estigmas, e, junto às Clarissas, conversam sobre o encontro dos restos de São Francisco em 1813. A Abadessa aproveita a ocasião e diz, “Eminência, já que o Sol deixou-se encontrar, não é necessário que a Lua tenha também o seu lugar?”   No dia 6 de agosto de 1850 recebem autorização do governo civil para a exumação. No dia 23 do mesmo mês, em silêncio e sempre à noite, os trabalhos começam acompanhados pelo vigário episcopal Luigi Alexandri, do Delegado para os Religiosos Pe. Giuseppe Morichelli, e o especialista em escavações Marco Rondini. Oito dias depois encontravam o túmulo onde o corpo da santa fora depositado há 6 séculos. No dia 23 de setembro, com a presença do Bispo de Perugia, Giocecchino Pecci (futuro Papa Leão XIII), o químico Purgotti, o arqueólogo Antonini e o diretor do arquivo municipal de Assis, Paolo Cesini abriram o sarcófago. Não havia nenhuma inscrição junto aos restos mortais. O corpo de Clara tinha o fino semblante intacto, a pele estava sombria e bem colada aos ossos. Uma coroa de honra feita no século XIII estava perfeita. Os ramos de tomilho que enfeitavam o corpo permaneciam conservados. O corpo todo estava em estado de esqueleto na disposição normal dos ossos. A cabeça inclinada sobre o ombro esquerdo, o braço esquerdo sobre o peito e o direito estendido ao longo do corpo. Um fio de pó branco recobria o esqueleto. O corpo foi erguido e colocado num relicário. Uma grande relíquia foi mandada à Roma.   “Um Tríduo foi celebrado em ação de graças nos dias 26, 27 e 28 de setembro, depois que a urna foi aberta outra vez para recobrir os ossos da Santa e lhes dar a aparência de um corpo. Tinham sido envoltos anteriormente por uma camada de algodão. A túnica parda, a cobertura da cabeça branca e o véu preto foram confeccionados por algumas senhoras desconhecidas de Assis. Colocou-se sobre a cabeça uma coroa de flores. A urna foi então fechada e ornamentada para a procissão solene que teve lugar na tarde de 29 de setembro. Numa recordação comovente das horas históricas, o corpo de Santa Clara foi conduzido por quatro sacerdotes sob os aplausos da população, em primeiro lugar a São Rufino e, em seguida, para uma visita ao túmulo de São Francisco. Ao crepúsculo, as Irmãs acolheram sua Mãe no claustro e colocaram a urna aos pés do crucifixo que ela tanto amara em São Damião. Bem ao lado, se encontrava ainda uma outra preciosa relíquia: a grade atrás da qual Clara tinha recebido a Santa Comunhão. A bênção do Santíssimo Sacramento encerrou este dia memorável.”   O corpo de Clara que está hoje na basílica foi mais uma vez restaurado. De 17 de novembro de 1986 até 12 de abril de 1987. Um paciente trabalho foi feito para tirar do corpo da Santa um estado de viscosa humildade, devido ao clima e aos longos anos que criaram a decomposição das partes extremas, em particular as falanges e os dedos dos pés. Quando examinaram o corpo, ele mantinha a mesma posição deixada em 1850. Todo ele foi recomposto e restaurado com tela, gesso, esmalte e silicone. Recompuseram o corpo e o rosto segundo os documentos da época, mantendo a personalidade de mulher fascinante, ardente, terna, sensível, segura e muito equilibrada.   Ao chegarmos a Assis e rezarmos diante de Clara devemos lembrar que uma vida como a dela é sempre fecunda, nunca se decompõe. Num coração aberto para o Absoluto, Deus sempre deposita a sua Beleza. Diante de seu corpo temos que ter o desejo de rezar. É preciso sempre desejar o espírito!   Diante do corpo de Clara, é preciso redescobrir a espiritualidade da ternura, da pequenez, da pobreza. Clara, mulher e santa, não é um aprendizado intelectual, mas um conhecimento afetivo. Por que Clara é bela? Porque o Espírito imprime sempre no corpo a sua forma. O Amor pelo Esposo tomou forma em seu corpo! Após 750 anos, cuidou-se muito dos restos mortais de Clara para não se deixar de lembrar a sua forma de Vida, modo como ela eternizou-se no tempo.       Fonte: Franciscanos.   Autor original: Frei Vitório Mazzuco (OFM)
  • 27 de julho: Bem-Aventurada Maria Madalena Martinengo - Santos e Santas Franciscanas
    Filha do Conde de Martinengo de Barco e Margarida, da família dos condes Secchi de Aragão, ficou órfã de mãe com um ano de idade e foi educada por sua madrinha e por uma humilde empregada que teve grande influência sobre ela, em especial, sobre sua vocação religiosa. Com apenas 10 anos de idade recitava o breviário, pois era muito inclinada à devoção e à mortificação, mostrando um grande desejo de “imitar tudo o que haviam feito os santos”.   Completou seus estudos nos melhores colégios de Bréscia e, com 13 anos de idade, fez os votos de virgindade. Após estes votos, ela padeceu a terríveis tentações que somente superou aos 22 anos de idade, já que o seu pai queria casá-la com outros nobres da região. Aos 18 anos, ingressou na convento capuchinho de Santa Maria das Neves, sua cidade natal. Em 1706, fez sua profissão. Mudando o nome de batismo que era Margarida para Maria Madalena.   Três vezes foi mestra de noviças e, durante alguns períodos desempenhou o humilde cargo de porteira. Em 1732 e em 1736, foi escolhida como superiora. Deus premiou seu desinteressado amor com experiências místicas extraordinárias e com o dom de milagres. Viveu 32 anos em clausura. Sofreu fortes perseguições de outras freiras pelos fenômenos que a assistiam, como estigmas, êxtases, aparições, ciência infusa, telepatia, profecia, milagres, etc. A beata professava particular devoção à coroação de espinhos e, após sua morte, descobriu-se que levava sob o véu, ao redor da cabeça, uma coroa de pontas espinhosas.   Maria Madalena soube unir as mortificações ao cumprimento de seus deveres de mestra e superiora, no amor ao silêncio e em uma grande mansidão em seus diálogos. Deixou uma autobiografia que é uma obra-prima de espiritualidade e de vida mística. Assim que faleceu, foi tida como santa pelas freiras e pela população da cidade. Foi beatificada por Leão XIII, em 1900.      Fonte: Católicos. 
  • Celebrado mais um Capítulo Eletivo das Irmãs Clarissas do Mosteiro de Santa Clara do Deus Trino
    Foi celebrado na manhã de segunda-feira, 19, no Mosteiro de Santa Clara do Deus Trino, em Brazlândia (DF), o Capítulo Eletivo das Irmãs Clarissas. O arcebispo metropolitano de Brasília, Dom Sérgio da Rocha, presidiu o capítulo que teve como escrutinador o bispo auxiliar de Brasília, Dom José Aparecido. O Frei Bernardo Vitório (OFMConv) também esteve presente, participando como secretário e escrutinador.   Foram escolhidas para o triênio 2020 – 2022 as seguintes Clarissas: a Madre Maria Francis, foi reeleita como Abadessa, a Irmã Maria Clara também foi designada novamente como Vigária e 1ª Discreta e a Irmã Maria Inês como a 2ª Discreta. As irmãs do Mosteiro são acompanhadas pelos frades do Convento São Marcos e São Lucas, de Ceilândia (DF), tendo a assistência espiritual realizada pelo Frei Bernardo.     O Mosteiro As irmãs do Mosteiro são adeptas de uma vida religiosa em clausura, dedicando-se totalmente à oração e contemplação. De segunda a domingo, a família franciscana da região se reveza junto aos sacerdotes diocesanos para celebrarem as Santas Missas no Mosteiro. Os frades de nossa Província que residem na Paróquia São Maximiliano, em Águas Lindas (GO), celebram a Missa nas segundas-feiras. Nas terças e quartas-feiras o Frei Bernardo atende confissões logo cedo, às 07h; e preside a Eucaristia. Nas quintas-feiras as celebrações são presididas por padres da Arquidiocese de Brasília. Às sextas-feiras é a vez dos frades observantes da Paróquia Santo Antônio (Asa Sul – Província do Santíssimo Nome). Aos sábados quem preside são os frades capuchinhos da Paróquia do Perpétuo Socorro (PSul - Província Nossa Senhora de Fátima). A Santa Missa de domingo é celebrada pelo Frei Bernardo às 10h30.        Saiba como foi o Capítulo anterior, clique aqui.   Veja também como foi celebrada a Festa de Santa Clara neste ano, clique aqui.
  • Polônia: reunião de estudo sobre espiritualidade clariana
    De 26 de junho a 3 de julho de 2019, no Centro de Espiritualidade "Honoratianum" de Zakroczym - Polônia, realizou-se a segunda parte do encontro de reflexão sobre a espiritualidade clariana: Clara e sua forma de vida. Leitura espiritual da Regra de Santa Clara de Assis.   A missa de abertura foi celebrada pelo Vice-Presidente da Conferência dos Provinciais Franciscanos da Polônia: Frei Tomasz ŻAK, OFMCap. A reunião foi liderada por Frei Wiesław Block, OFMCap de Roma. As freiras dos quatro ramos da Ordem das Clarissas da Polônia participaram da reunião.   Para confirmar a conclusão dos dois anos de estudos, os diplomas assinados por Fra Luca Bianchi, OFMCap (Presidente do Instituto Franciscano de Espiritualidade da Pontifícia Universidade Antoniana de Roma), Frei Bernard Marciniak OFM (Presidente da Conferência dos Provinciais Franciscanos na Polônia) e Frei Andrzej Zajac, OFMConv. (Diretor do Instituto de Estudos Franciscanos na Cracóvia).   Além de conferências, oficinas, reuniões e orações, houve também uma peregrinação a Niepokalanów.   Fonte: OFMConv.net
  • Provincial visitou no último domingo, 11, o Mosteiro de Santa Clara do Deus Trino
    No último domingo, o Ministro Provincial, Frei Marcelo Veronez (OFMConv.), fez uma visita às Irmãs Clarissas da Ordem de Santa Clara no Mosteiro de Santa Clara do Deus Trino, em Brazlândia (DF). Às 10h, o provincial presidiu a Santa Missa na capela e, logo em seguida, na sala do capítulo, compartilhou com a irmãs um momento de fraternidade, encerrando a visita com um almoço. Durante a conversa, o frade e as irmãs trataram de diversos assuntos, dentre eles: as decisões do 201º Capítulo Geral Extraordinário (saiba mais clicando aqui), realizado no mês de julho em Roma; as recentes mudanças solicitadas pela Ordem; a extinção do Convento de Santa Rosa em Viterbo, na Itália, que pertencia às Clarissas Urbanitas (entenda mais aqui); e também foi comunicada a mudança nos assistentes espirituais do Mosteiro, que agora são os Freis Bernardo Vitório (OFMConv.) e Israel Sobrinho (OFMConv.), que substituem o Frei João Batista Wajgert (OFMConv.).   Confira a Santa Missa celebrada em ação de graças à Santa Clara no Mosteiro Deus Trino clicando aqui.  Veja também "A vocação segundo a Irmã Maria Inês e o carisma de Santa Clara" clicando aqui.