Semana Filosófica e Teológica

  • Confira a cobertura completa da Semana Filosófica e Teológica, realizada no auditório do ISB entre 21 e 25 de maio
    Foi encerrado na última sexta-feira, 25 de maio, no auditório do Instituto São Boaventura - o ISB, a Semana Filosófica e Teológica, que teve como tema “O Pontificado do Papa Francisco”. No último dia do evento, o Frei Mayko Ataliba apresentou, juntamente do também Frei, Marcus Figueiredo, o espetáculo “Uma Noite Argentina”, uma sessão de piano erudito com clássicos da música do país natal de Francisco. O professor e Frei, Mayko Ataliba, conversou conosco sobre como foi retornar ao local de sua formação para se apresentar, “depois dos 4 anos de Teologia e mais os 3 de filosofia, nós experimentamos muitas alegrias e angustias do dia-a-dia. Entretanto, estar nesse momento importante é uma experiência muito rica e viva”, expressou ele. Frei Mayko Ataliba apresentou uma sessão de piano erudito com clássicos da música e poesia argentina.   O frade contou ainda o motivo de ter escolhido “uma noite argentina” como temática, “havia um predisposição de se trabalhar a cultura do país, já que esta é uma forma de se conhecer o próprio Papa Francisco, ele, que experimentou desta expressão durante toda a sua vida. Decidimos dedicar esta noite que trabalhou não somente músicas, mas também poesias”, explicou Ataliba. O público se encantou com a musicalidade e a poesia do país natal de Francisco e, naquela noite, diferente dos dias anteriores de palestras do simpósio, o clima era de confraternização e alegria. Entre abraços, sorrisos e olhares atentos, os participantes e as participantes mantiveram-se durante toda a apresentação.   Já o Frei Marcus Figueiredo, que se apresentou na sexta ao lado do frade Mayko Ataliba, falou como foi participar do evento durante todos os outros dias, “o que mais me chamou a atenção é que, falar de Francisco, é falar também do Concílio Vaticano II. A sua vida, ações, atitudes e o seu pontificado, são expressões vivas de tudo aquilo que pensado e discutido entre os cardeais daquela época”, afirmou.   Frei Marcus Figueiredo participou durante os quatros dias de evento e ainda se apresentou no encerramento.   Figueiredo expressou ainda a importância de se falar do papado daquele que escolheu o mesmo nome de sua ordem, “a gente entende que essa escolha não foi por acaso. O pontífice sabe que esse nome tem peso e um significado importante para a época em que estamos vivendo. A história, a vida, espiritualidade e o modo de São Francisco de ser simples e profundo ao mesmo são símbolos expressivos para todos, em geral. Não só para os católicos, cristãos ou pessoas que tem religião. O pobrezinho é esse homem universal que consegue se comunicar a todo o tipo de gente essa graça que é ser simples”, assumiu o Frei.   A Semana Filosófica e Teológica O simpósio durou cinco dias em que foram discutidos os frutos e as influências do papado de Francisco. Foram cinco dias de debate e muita reflexão sobre o momento em que estamos vivendo e as transformações pelas quais a Igreja têm passado. Confira a cobertura completa do encerramento do evento no vídeo ao fim do texto e veja as fotos de todos os 05 dias na galeria!  Na segunda-feira, o Doutor em Ciências da Religião, Antônio Lopes Ribeiro, falou sobre “Papa Francisco e o Ecumenismo”. Antônio, além de relembrar a atuação de Francisco, abordou o que significava o tema “o fundamento do movimento ecumênico é que todos sejam um, mas no sentido da diversidade e não na forma do unissionismo”, contou. Dr. Antônio Lopes Ribeiro falou sobre "O Papa Francisco e o Ecumenismo".   Na terça-feira, foi a vez do Padre Alex Pin abordar o tema “Da Eudaimonia grega à Gaudium cristã”. No dia seguinte, o Doutor em História, Sérgio Coutinho, tratou sobre “Os 5 anos do papado de Francisco à luz dos 50 anos de Medellín”. Na quinta-feira, o professor Vicente Sérgio, especialista em Filosofia, palestrou sobre “Itinerário filosófico-político do pontificado do Papa Francisco”. Durante sua exposição, falou muito do amor para falar dos elementos temáticos. Para isso, relembrou a passagem do Filho Pródigo, em que comentou que o Amor do pai pelo filho é o mesmo que Deus tem por nós, "o pai superabundou o seu amor que é muito maior. A gente sabe que pode voltar", explicou ele. Confira a cobertura deste dia aqui. Padre Alex Pin (SJ) palestrou sobre o tema "Da Eudaimonia Grega à Gaudium Cristã".   No dia seguinte, o Doutor em História, Sérgio Coutinho, tratou sobre “Os 5 anos do papado de Francisco à luz dos 50 anos de Medellín”. Vicente abordou como tem sido a atuação do pontífice neste assunto, "o pontífice fez a seguinte afirmação, 'também aqui na Itália para salvar os grandes capitais, deixam as pessoas sem trabalho. Vai contra o segundo mandamento e quem faz isso, ai de vós! Não sou eu que os digo, é Jesus", disse. Veja tudo aqui. O Doutor em História, Sérgio Coutinho, ministrou sobre "Os 5 anos do papado de Francisco à luz dos 50 anos de Medelim".   Na quinta-feira, o professor Vicente Sérgio, especialista em Filosofia, palestrou sobre “Itinerário filosófico-político do pontificado do Papa Francisco”. Em a sua exposição, Sérgio Coutinho apresentou os principais legados da II Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada entre agosto e setembro de 1968, em Medellín, na Colômbia (veja no texto abaixo) "o maior fruto (da conferência) foi ter dado à luz à Igreja latino americana e caribenha, como uma igreja, de fato, latino americana e carinha", relembrou ele. Saiba mais clicando aqui. O professor Vicente Sérgio tratou sobre o "Itinerário filosófico-político do pontificado do Papa Francisco".
  • Saiba como foi o quarto dia da Semana Filosófica e Teológica realizado na última quinta-feira, 24 de maio, no ISB
    Na última quinta-feira, 24 de maio, aconteceu no auditório do Instituto São Boaventura o ISB, o quarto dia da Semana Filosófica e Teológica, que tem como tema “O Pontificado do Papa Francisco”. O professor Vicente Sérgio, mestre em Filosofia e especialista em Filosofia e Existência, apresentou a palestra sobre “O Itinerário filosófico-político do pontificado do Papa Francisco”. Vicente abordou como tem sido a atuação do pontífice neste assunto, "o pontífice fez a seguinte afirmação, 'também aqui na Itália para salvar os grandes capitais, deixam as pessoas sem trabalho. Vai contra o segundo mandamento e quem faz isso, ai de vós! Não sou eu que os digo, é Jesus", disse. Vicente Sérgio Coutinho é graduado em Filosofia pela PUC-MG e especialista em Filosofia e Existência pela UnB. Foto: Cúria Provincial São Maximiliano Kolbe   Para tratar da atuação do Papa Francisco, o professor Vicente, demonstrou como o pontífice busca atentar os fiéis à vida cristã enquanto cidadão político e entendedor de sua existência, "nossa época contemporânea mostrou-se ter uma visão limitada da pessoa humana, pois, a pessoa é compreendida individualmente e, predominantemente, como um consumidor cujo o lucro consiste, sobre tudo, na otimização de sua renda monetária", argumentou.  Durante a exposição, foi-se discutido como os católicos e as católicas podem atuar politicamente num mundo moderno com uma quantidade imensurável e às vezes confusa de informações, "cada cristão deveria estar atento à análise de conjuntura, que é enxergar, efetivamente, a realidade. Infelizmente, nem tudo que aparece, é", explicou.  Dentre as influências do papado de Francisco, o professor Vicente falou também sobre a política mais humanista e aberta ao diálogo inter-religioso, "O Papa Francisco nos convida a cuidar mais da natureza, a casa comum; e repensarmos a cultura do descarte (...) A postura ecumênica do pontífice não se trata daquele que vem trazer a verdade, mas daquele que se coloca à abertura. A sua mensagem, numa perspectiva política, convida a todos e todas, posto que, os cristérios que ele utiliza não são direcionados somente aos cristãos e cristãs, mas aos cidadãos em geral", afirmou ele.  O Frei Antônio dos Santos comentou sobre o legado do trabalho humanitário do Papa Francisco na vida religiosa e fraterna, "a influência de Francisco é muito importante pois, hoje, estamos passando por uma transformação interno e externo da perspectiva de Igreja. Nós, como religiosos e franciscanos, precisamos abraçar esse projeto do Papa e crescer como homens que são limitados e tem as suas perspectivas e modos de existência. E, partindo dessa existência, esses mesmos homens possam crescer de uma forma mais comunitária", expressou o frade.  Frei Antônio considera que a atuação do Papa Francisco causou mudanças na Igreja não somente para os fiéis, mas também para os religiosos, que devem abraçar esse novo projeto de Igreja mais humana.   Confira a cobertura em vídeo e as fotos do evento!  (Via: ISB)
  • Saiba como foi o segundo dia da Semana Filosófica e Teológica, realizado na terça-feira, 22, no auditório do ISB
    Foi realizado ontem, 22 de maio, no auditório do Instituto São Boaventura (ISB), o segundo dia da Semana Teológica e Filosófica. O Padre Alex Pin (SJ), doutorando em Bioética e Mestre em Metafísica pela Universidade de Brasília, apresentou uma palestra sobre o tema "Da Eudaimonia Grega à Gaudium Cristã". Durante sua exposição, falou muito do amor para falar do elementos temáticos. Para isso, relembrou a passagem do Filho Pródigo, em que comentou que o Amor do pai pelo filho é o mesmo que Deus tem por nós, "o pai superabundou o seu amor que é muito maior. A gente sabe que pode voltar", explicou ele.  Ao falar do amor de Deus, o padre Alex também mencionou o amor Cristão, "o que importa no cristianismo é a capacidade de dar ao outro a oportunidade de ser salvo", disse ele. Alex utilizou-se de seus argumentos sobre o amor para abordar a felicidade cristã que vai além dos amores humanos (philia e eros) e só é plena quando se sente o Amor Maior (ágape), aquele que vem de Deus.  O jesuíta dialogou com o público de forma direta e correlacionando sempre exemplos da Bíblia com aplicações no dia-a-dia católico. Desta mesma forma, ele esclareceu a atuação do Papa Francisco que, por vezes, pode parecer provocadora, "eu acredito que o Francisco tem algumas atitudes justamente para nos fazer pensar".  Os participantes do evento participaram de forma ativa ao assunto apresentado, fazendo diversos questionamentos e trazendo grandes contribuições.  O simpósio acontece até a próxima sexta-feira no auditório do ISB, todos os dias das 19h30 às 22h.  Confira a galeria de fotos do segundo dia! Veja a cobertura completa no vídeo a seguir:    (Via: ISB)
  • Será realizado no Instituto São Boaventura, de 21 a 25 de maio, a Semana Filosófica e Teológica
    De 21 a 25 de maio será realizada no Instituto São Boaventura (ISB) a Semana Filosófica e Teológica, que tem como tema “O Pontificado de Papa Francisco”. O simpósio acontecerá no Auditório do Instituto todos os dias das 19h30 às 22h. A entrada é franca. Durante os quatro primeiros dias de evento estão programadas palestras. Na segunda-feira, o Doutor em Ciências da Religião, Antônio Lopes Ribeiro, irá falar sobre “Papa Francisco e o Ecumenismo”. Na terça-feira, com o tema “Da Eudaimonia grega à Gaudium cristã”, o Padre Alex Pin (SJ), Mestre em Metafísica, fará uma apresentação. No dia seguinte, o Doutor em História, Sérgio Coutinho, tratará sobre “Os 5 anos do papado de Francisco à luz dos 50 anos de Medellín”. Na quinta-feira, o professor Vicente Sérgio, especialista em Filosofia, fará a palestra sobre “Itinerário filosófico-político do pontificado de Papa Francisco”. No último dia de evento, acontecerá a Noite Cultural.   Para mais informações, clique aqui e acesse o site do ISB.
  • Veja como foi o terceiro dia da Semana Filosófica e Teológica realizado na última quarta-feira, 23 de maio, no ISB
    Foi realizado ontem, 23 de maio, no auditório do Instituto São Boaventura o ISB, o terceiro dia da Semana Filosófica e Teológica, que tem como tema “O Pontificado do Papa Francisco”. O doutor em História Geral pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em História da Igreja pelo ISB, Sérgio Ricardo Coutinho, apresentou a palestra sobre “Os 5 anos do papado de Francisco à luz dos 50 anos de Medellín”. Durante a sua exposição, Sérgio Coutinho apresentou os principais legados da II Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada entre agosto e setembro de 1968, em Medellín, na Colômbia (veja no texto abaixo) "o maior fruto (da conferência) foi ter dado à luz à Igreja latino americana e caribenha, como uma igreja, de fato, latino americana e carinha", relembrou ele.  No decorrer da apresentação, Sérgio chamou a atenção também para a influência da conferência de Medellín no trabalho do Papa Francisco, visto que este é natural da região que estava em palta nos debates, "Medellín, na abertura do caminho feito pelo Vaticano II, rompeu a aliança constantiniana que deu a abertura à Igreja na América Latina o perfil de uma igreja livre do poder e próxima dos pobres. Podemos dizer que o Papa Francisco é herdeiro deste modelo", apontou ele.  Fazendo uma contextualização histórica do clima político-social da América Latina à época da Conferência de Medellín, Doutor Sérgio demonstrou uma relação direta da Igreja de Francisco com a Igreja latino-americana de 1968, "a Conferência acontece num ano de muita agitação sócio-política, no mundo todo e aqui. Na América Latina a gente passava já para o início das ditaduras militares. Na Conferência, foi feita a aplicação do Vaticano II, em que a Igreja faz, profeticamente, uma escolha pelos pobres. Isso faz com que muitos sejam perseguidos e mortos pelas poderio militar vigente".  O Frei Ricardo Elvis participou da palestra e comentou a importância de se debater as mudanças pretendidas pela Conferência justamente num momento em que o Papa Francisco propõe novos caminhos aos fiéis, "tem uma importância muito grande em nossa história, pois, somente agora que vemos os primeiros frutos desse encontro e o Papa Francisco é mais um desses frutos. Ele, por ser um bispo da América Latina, isso é muito importante pra gente. Não por acaso, mas propositalmente, a escola do nome Francisco. Eu, como Franciscano, posso dizer isso", expressou ele.  O simpósio acontece hoje, 24, e amanhã, 25, no auditório do ISB // das sete e meia às dez da noite. Veja todos os detalhes no vídeo abaixo e confira mais fotos na galeria!    II Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano Foi realizada em Medellín, na Colômbia, de 26 de agosto a 4 de setembro de 1968. 16 documentos foram os frutos desta conferência, que se constituiu em uma releitura do Vaticano II para a América Latina e o Caribe. No documento Justiça, 3, já encontramos a palavra-chave que marcará Medellín: libertação - é o mesmo Deus que, na plenitude dos tempos, envia seu Filho para que, feito carne, liberte a todos os homens de todas as escravidões a que os sujeitou o pecado, como a fome, a miséria, a opressão e a ignorância. A característica de Medellín é marcada pela situação de um mundo subumano. A visão do Vaticano II foi uma visão otimista e a palavra-chave era desenvolvimento, como fica claro na Carta Encíclica de Paulo VI Populorum Progressio: o desenvolvimento individual e solidário da humanidade. Em Medellín, a teologia do desenvolvimento e da promoção humana cede lugar à teologia e pastoral da libertação. É a descoberta do sub-mundo dos pobres, dos países pobres, que é a maioria da humanidade, e pobres devido a uma situação de dependência opressora que gera injustiça. Impõem-se com a conversão da criatura humana às mudanças estruturais. Não teremos um continente novo sem novas e renovadas estruturas, e sobretudo não haverá continente novo sem homens novos que, à luz do evangelho, saibam ser verdadeiramente livres e responsáveis (Med 1,3).Essa libertação evangelizadora é vista mais tarde em Puebla em dois elementos complementares e inseparáveis: a libertação de todas as servidões do pecado pessoal e social, de tudo o que afasta o ser humano e a sociedade e tem sua fonte no egoísmo, no ministério da iniquidade; e a libertação para o crescimento progressivo no ser, pela comunhão com Deus e com os homens, que culmina na perfeita comunhão do céu, onde Deus é tudo para todos e não haverá mais lágrima (cf. Puebla, 482). O ponto alto da pastoral libertadora da Igreja encontra-se na clara e profética opção preferencial e solidária pelos pobres. É uma opção pelo “ser mais” e não pelo “ter mais”.      (Com informações de: Vida Pastoral) (Via: ISB)