No próximo domingo, 15, será realizado, a partir das 8h, o Encontro Vocacional Franciscano no Seminário São Francisco de Assis (915 Norte, Brasília). O evento é o terceiro deste ano e é promovido pelo Serviço de Animação Vocacional (SAV) da Província São Maximiliano Kolbe.
O encontro tem como objetivo fomentar reflexões sobre a vida vocacional segundo os ensinamentos de São Francisco e é destinado àqueles que sentem um chamado maior de Deus e uma vontade de aprofundar a sua caminhada na fé.
Todas as atividades são organizadas pela equipe do SAV, que é composta por seis frades e pelo o promotor vocacional, Frei Luís Felipe Marques.
O Frei Beneval Soares, integrante da SAV, fala sobre a importância do evento, “nós somos os maiores ganhadores, pois, com os encontros temos a oportunidade de estar em contato com o carisma franciscano e de adentrar no universo dos jovens, trocando experiências, compreendendo suas dúvidas, ensinando e aprendendo com eles”.
Beneval considera que a Província já está colhendo os frutos de seu trabalho, já que, boa parte dos jovens vem de nossas paróquias e santuários e o encontro representa a renovação desse serviço.
Ele convida os jovens a participarem do encontro e da vida religiosa, “você que se sente chamado por Deus e quer saber o que Ele espera de você, nós, franciscanos, podemos ajudá-lo. Entre em contato conosco para conhecer o modo franciscano de viver que continua atual, mesmo nos dias de hoje. Vinde e vede!”.
Programação
O encontro se inicia às 8h com um café da manhã, que é seguido da Oração Comunitária. Logo após, haverá um momento de animação com músicas franciscanas e, na sequência, tem a 1º Explanação baseada na Legenda dos Três companheiros.
Antes do almoço, será celebrada outra Missa. Depois da refeição, terá um momento fraterno entre os participantes com a prática de esportes. Nesse momento, os animadores vocacionais conversam individualmente com os integrantes dos grupos por eles acompanhados.
À tarde, há outro momento de animação, após, tem-se a realização de uma palestra e a finalização do encontro acontece com um lanche a ser servido posteriormente aos avisos.
No dia anterior, no sábado, 14, acontece outra conferência, dessa vez é destinada somente àqueles jovens que apresentam previamente as características voltadas para o carisma da ordem e para trabalho franciscano e que podem ingressar, já no próximo ano, o postulantado.
Público
Podem participar os homens de 15 a 30 anos e, mesmo que a idade de ingresso na ordem seja somente aos 18 anos, os adolescentes que já se sentem interessados, podem ter um acompanhamento até chegar o período necessário.
É preciso já ter concluído o ensino médio e manifestar uma abertura espiritual ao carisma e à formação franciscana. Todos serão acompanhados pelos frades para que compreendam mais profundamente sobre a sua vocação.
Contate o Serviço de Animação Franciscana da Província ligando no telefone 3347-6859 e pelas redes sociais (aqui) ou pelo e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você precisa do JavaScript habilitado para visualizá-lo..
Foi realizado no Seminário São Francisco de Assis, em Brasília, de 08 a 20 de julho, a 31ª Edição do Curso de Inverno de Franciscanismo, um momento de formação que contribui para o discernimento do testemunho e da missão dos jovens frades menores conventuais. Foram trabalhados quatro temas em treze dias de curso. O primeiro dia foi dedicado a acolhida daqueles que vieram de outras regiões do país.
Iniciando o curso, de 09 a 11 de julho, o Frei Pedro Cesar Silvério (OFMCap), da Província dos Capuchinhos de São Paulo (SP), apresentou diversas conferências em que dissertou sobre “A forma de vida e a regra franciscana”, baseando-se na visão do próprio Francisco sobre a Regra a partir de textos, escritos e outras biografias daqueles que conviveram com o pobrezinho. Neste contexto, Frei Pedro Cesar buscou sempre fazer uma hermenêutica aos dias atuais, “A regra para nós, frades, é o nosso modo de ser e viver. E, para a sociedade, uma proposta para esta situação que vivemos hoje”, disse.
O Frei Pedro Cesar Silvério (OFMCap) dissertou sobre “A forma de vida e a regra franciscana”.
Em seguida, nos dias 12 e 13 de julho, o Frei José Cardoso (OFMConv), da Custódia Provincial Imaculada Conceição do Brasil (RJ), falou aos participantes sobre “A Herança Mariológica da Ordem”, baseando-se no estudo de materiais que aprofundam as relações entre a mariologia e o franciscanismo.
Assim, o Frei José abordou o tema partindo da devoção e piedade de São Francisco à Maria, seguindo ainda alguns pontos de Santa Clara, os sermões de Santo Antônio e finalizando em Duns Scoto e a preparação para o Dogmas da Imaculada Conceição, em 1854. Ele explica o método utilizado, “é um panorama bastante intenso para mostrar como na Ordem Franciscana a devoção, a piedade e a reflexão teológica sobre Maria tem deixado uma grande riqueza espiritual para uma teologia franciscana aberta ao futuro”, contou ele.
O Frei José Cardoso (OFMConv) falou aos participantes sobre “A Herança Mariológica da Ordem”.
Continuando as apresentações, entre os dias 16 e 18 de agosto, o Prof. Dr. Marcos Aurélio trouxe a debate o tema “A Escola Franciscana de Paris que e Alexandre de Halles”. Foram trabalhados os inúmeros estudos e correntes de pensamento que esta escola deixou como influência para a Ordem, destacando o pioneirismo de Halles e as realizações do doutor franciscano, São Boaventura.
Marcos Aurélio é doutor em filosofia e professor no Instituto São Boaventura (ISB) e na Universidade de Brasília (UnB). Ele explicou qual a linha principal que guiou os estudos na Escola Franciscana de Paris, “talvez sua principal marca seja entender que o saber teológico é uma experiência de Deus, um saber do afeto e não apenas do intelecto. Para Halles, a filosofia é um saber do intelecto, mas a teologia é um saber que parte da afeição por Deus e que se dá pela experiência. Ou seja, mais do que uma ciência, a teologia é uma sapiência, no sentido de um saber que vem de uma experiência saboreada. Então, ele une o conhecimento intelectual à experiência mística”, explanou ele.
O Prof. Dr. Marcos Aurélio trouxe a debate o tema “A Escola Franciscana de Paris e Alexandre de Halles”.
Encerrando as conferências, o Frei Marcos Rocha (OFMCap), também da Província dos Capuchinhos de São Paulo (SP), palestrou, nos dias 19 e 20, sobre “Santa Clara e a história do feminino na Ordem Franciscana”. Durante este período, o Frei Marcos, juntamente dos participantes do curso, fizeram uma introdução aos escritos de Santa Clara com o intuito de compreender uma chave de leitura, a partir do método histórico-crítico, para o acesso acesso à estas fontes clareanas.
Para o Frei Marcus, Santa Clara de Assis tem o seu próprio caminho e personalidade, “Embora ela seja do primeiro grupo, Clara e suas irmãs devolvem para nós, frades, aquilo que, de fato, significa a nossa vocação franciscana: a vida fraterna. Muitos pensam que o nosso carisma seja a Missão, mas esta é uma identidade fundamental do cristão e não um privilégio do frade menor. E, assim como Francisco, ela depura os elementos essenciais da história franciscana ligados à fraternidade”, retratou ele.
O Frei Marcos Rocha (OFMCap) palestrou sobre “Santa Clara e a história do feminino na Ordem Franciscana”.
Ainda no último dia, foram entregues os certificados aos frades que concluíram os quatros anos do Curso de Inverno nesta 31ª edição do mesmo. São os seguintes freis: Geraldo Leite da Silva Junior, Wagner da Silva Faustino, Beneval Soares Bomfim, Paulo Arante Rodrigues, Marcus Orlando Figueredo Pinto e Maykon Anderson de Oliveira Silva, todos da Província São Maximiliano Kolbe, de Brasília; e Caio Natan Alves e Rafael Gomes, da Província São Francisco de Assis, de São Paulo.
O curso de inverno é um pedido do documento de formação da Ordem, o Discipulado Franciscano, para que os frades no âmbito da culturalidade tenham "uma adequada formação franciscana” (n.85). O Frei Luís Felipe coordenou o curso e comentou a importância de sua realização, “esse contato com as ricas figuras da tradição franciscana ajuda o frade a discernir melhor a sua vocação e entender que temos uma longa história que precisa ser aprofundada”, afirmou.
Dentre as diversas aplicações do curso, fora o conhecimento e as reflexões proporcionadas pelos conteúdos apresentados, há ainda o intercâmbio entre as províncias e custódias do país, como esclarece o Frei Felipe, “o curso facilita o convívio, a fraternidade, a conventualidade e a interculturalidade. São aspectos proféticos do nosso carisma para a Igreja e para o mundo de hoje”, finalizou.
Frades que concluíram o curso e o coordenador, Frei Luís Felipe.
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A Ordem dos Frades Menores Conventuais é a Ordem religiosa fundada por São Francisco de Assis.