Francisco nasceu na comuna de Camporosso, na Itália, em 1804. Seus pais eram trabalhadores e profundamente religiosos e ele, caçula de quatro filhos. Aos doze anos de idade, foi encarregado de tomar conta do pequeno rebanho da família, pois o ar livre faria bem à sua frágil saúde. Daí nasce a forte amizade com os outros pastores, que costumavam se reunir para rezar e explicar-lhes um pouco de catecismo. Seus colegas tinham por ele uma grande admiração e o chamavam de eremita.
Um pouco mais velho, começou a ajudar os pais e irmãos nos trabalhos pesados do campo. Mas, fazia-se ouvir cada vez mais clara e forte uma voz que o chamava a doar-se totalmente a Deus, na vida religiosa. A primeira tentativa que fez como postulante não satisfez seus desejos e aspirações, mas depois, em 1825, começa o noviciado em Gênova.
Frei Francisco Maria expressou seu lema, “Quero ser o jumento do convento”. E viveu este lema a cada dia com empenho e amor redobrados. Terminando o noviciado, a obediência o destinou ao convento da Imaculada Conceição, em Gênova, onde passou toda a vida. Nos primeiros dois anos, se dedicou ao serviço dos irmãos mais velhos e doentes, depois ao ofício de esmoleiro da cidade de Gênova.
Como esmoleiro, todos os dias passava em casas ricas e pobres pedindo esmolas e repartindo com os mais necessitados o que recebia. Procurou imitar nisso São Félix de Cantalício e São Crispim de Viterbo. Vestido com uma túnica velha e toda remendada, debaixo de sol ou chuva, pés descalços, uma sacola nos braços e o terço mãos: assim se apresentava ao povo.
Tornou-se uma figura característica das ruas da cidade. Para todos tinha uma palavra de conforto e esperança, parecia conhecer os segredos mais íntimos do coração. E o povo passou a chamá-lo de “padre santo”.
A figura de frei Francisco era popular, inclusive no porto de Gênova entre os trabalhadores, estivadores, marinheiros e tripulantes. À noite, quando chegava em casa cansado, um numeroso grupo de pessoas o aguardava na praça do convento para recomendar-se às suas orações, para pedir conselhos e contar os próprios problemas. Ele ouvia a todos e sempre tinha uma palavra de conforto.
Dedicava parte da noite à oração e à penitencia em preparação ao trabalho do novo dia. Por quase quarenta anos, frei Francisco Maria exerceu a função de esmoleiro. A cada dia sua figura alta encurvava-se mais, os cabelos e a barba embranqueciam, mas se mantinha fiel ao seu dever.
Em 1866, a cidade foi atingida por uma grande epidemia: as ruas começaram a ficar desertas e a cada dia aumentava o número de mortos. Frei Francisco Maria se oferece em sacrifício, como vítima de expiação para a saúde da cidade, diante de altar da Imaculada Conceição. Tem a certeza de que será atendido. No dia 17 de setembro falece, vítima da epidemia. Deste dia em diante a doença começou a diminuir e, em pouco tempo, acaba de vez. Todos tiveram a certeza de que foram salvos pelo padre santo.
Frei Francisco Maria nos deixou um grande exemplo da caridade: quis ser o jumento do convento no serviço aos irmãos e por fim oferecendo-se em holocausto em prol do povo que tanto amava. Foi canonizado por João XXIII no dia 9 de dezembro de 1962.
Fonte: Franciscanos. Informações: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
O Santo nasceu em, em 27 de Dezembro de 1804, em Camporosso, uma pequena aldeia da Ligúria, noroeste italiano. Francisco morava no campo e trabalhava como pastor. Um dia ouviu o convite de um capuchinho e entrou no Convento de Sestro Ponente, onde vestiu o hábito de irmão terceiro. Porém, uma voz interior não o deixou em paz até que teve a alegria de vestir o hábito capuchinho. Fez o noviciado no Convento de São Bernardo de Génova. Após a profissão, foi destinado ao Convento da Santíssima Conceição, em Génova, onde permaneceu até morrer.
Destinado ao serviço humilde de cozinheiro e enfermeiro, tornou-se notável por uma particular fidelidade ao seu dever e por uma generosidade ímpar. Os Superiores destinaram-no, depois, ao ofício de esmoleiro que o levava a percorrer, todos os dias, as ruas da cidade que transformaria em lugar de incessante colóquio com Deus. Realizou este trabalho durante 40 anos.
Francisco Maria, entretanto, não esqueceu o seu antigo trabalho de pastor. Todavia, a partir daquele momento, o rebanho por ele cuidado e conduzido era o dos mais miseráveis e abandonados da população de Génova, e os pastos eram as ruas, as estradas e o porto da cidade velha. Aqui, o Capuchinho de Camporosso, esmoleiro do Convento, converteu-se no Padre Santo, como era geralmente chamado e conhecido pelos seus insólitos e frequentemente pouco recomendáveis interlocutores, habitantes das barracas e de ambientes bastante suspeitos.
Sereno em toda a parte, tanto na igreja como nas tabernas cheias de fumo e vinho, era sempre afetuoso com os irmãos, os jovens, os descarregadores do porto ou os criminosos. Ele buscava aproximar de Deus as almas de todos aqueles que encontrava pelo seu caminho. Pouco importava que os encontros fossem agressivos. Estas dificuldades não faziam desaparecer a bondade e transparência deste irmão capuchinho a quem todos, mais cedo ou mais tarde, acabavam por se ligar com muito amor.
Em 1866, durante uma epidemia na cidade, ofereceu-se a Deus como vítima para que fossem salvos os outros. Pouco depois, o mal vitimou-o em poucos dias e logo a seguir a epidemia acabou. Morreu com 62 anos, no dia 17 de Setembro de 1866. Foi canonizado pelo Papa João XXIII, no dia 9 de Dezembro de 1962.
Fonte: Capuchinhos.
A Ordem dos Frades Menores Conventuais é a Ordem religiosa fundada por São Francisco de Assis.