Sínodo dos Bispos 2018

  • “A Igreja deve olhar mais para a África”, diz Irmã Lúcia (UISG)
    A África é, sem dúvida, o continente com mais jovens em todo o mundo. Em 2015, um empresário e jornalista da Somália publicou um mapa que indicava a idade média dos habitantes de cada país africano. O gráfico foi então retomado por diversas organizações internacionais de imprensa e deu a volta ao mundo deixando emergir uma realidade muito clara: além de apresentar uma média de idade muito baixa, entre 16 e 28 anos, a África abriga os cinco países com a população mais jovem do mundo - Níger, Uganda, Mali, Malawi e Zâmbia - (uma média entre 15 e 16 anos). A figura, especialmente se comparada à Itália, Alemanha e Japão – 45 e 46 - (os três estados exatamente no outro extremo do ranking), deixa uma certa impressão. Mas que tipo de reflexão está surgindo no Sínodo no continente africano? Para ter uma resposta sobre o assunto, a equipe do Vatican Insider conversou com a Irmã Lúcia Muthoni Nderi, salesiana do Quénia, psicóloga e educadora, que tem trabalhado com os jovens do seu país e como representante da União Internacional dos Superiores Gerais (UISG) no Sínodo. Segue a entrevista: Irmã Lúcia, qual lugar e peso tem a África no Sínodo? Qual o papel dos muitos bispos, religiosos e jovens que participam? Na África há uma grande expectativa sobre o Sínodo. Apenas para citar um exemplo, o país que mais reagiu ao questionário enviado a todo o mundo foi a Uganda, com cerca de 16 mil respostas. E acho que todo o continente tem muitas expectativas. É claro que há países onde as dioceses têm funcionado bem, preparando seus próprios filhos há algum tempo, outras menos, porém, posso dizer que nossos jovens querem mais participação e acreditam que esse evento é uma oportunidade para eles.   Como é estruturado o Sínodo e quantos jovens africanos estão participando?  Ao todo, somos 400 participantes, dos quais, 267 são padres sinodais. Dos 34 jovens de todo o mundo, seis são da África e vêm de Madagascar, Camarões, Chade, Nigéria, República Democrática do Congo e Guiné Equatorial. Depois, há dez representantes da UGG (União dos Superiores Gerais) e três da UISG, inclusive eu. Mas não foi fácil conseguir nossos lugares.   Em que sentido?  Bem, enquanto para os homens superiores o convite para dez representantes é automático em todos os Sínodos, para nós é mais difícil. Não recebemos nenhuma comunicação até julho passado, tivemos que solicitá-lo explicitamente e, no final, conseguimos o lugar para três de nós. Posteriormente, outros quatro representantes da UISG foram convidados diretamente pelo secretariado do Sínodo. Então somos sete ao todo, dos quais tanto um auditor quanto um especialista. Nós, auditores, temos a possibilidade de uma sessão plenária de quatro minutos, como todos os participantes. Os especialistas, por outro lado, têm o direito de falar apenas em grupos.   Há poucos dias, o cardeal Napier, arcebispo de Durban, na África do Sul, expressou a necessidade de "representar a realidade africana com mais clareza", concorda?  Absolutamente, sim. Eu acredito que no Instrumentum laboris faltavam alguns pontos sobre a África. Fala-se, como diz o cardeal, muito pouco de migração e menos ainda de migrações intra-fracassadas: em nosso continente há um grande número de pessoas fugindo de situações de emergência e hospedadas por outros países africanos. As pessoas acham que, da África, nós tentamos vir exclusivamente para a Europa. Mas na verdade, em seu continente, apenas pequenas porcentagens de africanos chegam. Pareceu-me que a representação dos jovens africanos não era muito sensível à realidade, pouco se toma do fato de que o acesso à educação, especialmente em algumas áreas, ainda é muito complexo, enquanto, quando se trata de geração digital, parece que nossa realidade não está muito presente: certamente o nível de uso da rede está em grande expansão, mas ainda há muitos jovens que vivem em áreas rurais e não acessam o mundo digital. Por fim, não testemunhamos o êxodo de jovens das igrejas, pelo contrário, aumenta a presença e acredito que, ao abordar a questão juvenil na Igreja, esse aspecto é fundamental. Em suma, a Igreja deve se concentrar mais em nosso contexto que, além disso, é aquele com o mais novo.     Você acredita que suas intervenções "africanas" estão mudando a direção do Sínodo?  Os bispos africanos estão dando uma grande contribuição e revelam a necessidade de entender melhor o que está acontecendo em nosso continente. Cada um de nós que interveio, incluindo os jovens, no plenário e nos grupos de trabalho, está ajudando a trazer a África mais para o Sínodo. As intervenções incluem a necessidade de formar jovens e sacerdotes, religiosos e leigos que trabalham com jovens e sabem ouvi-los. Nossos meninos requerem a participação e que a Igreja venha a renovar e rejuvenescer. Gostaria que tratassem de questões mais fundamentais, tais como a corrupção convicção, a utilização discriminatória de recursos, falta de transparência. Há também o problema de como a fé às vezes é transmitida de maneira acadêmica ou de uma catequese asséptica. Em última análise, nossa realidade deve lidar mais com a participação dos jovens, porque ainda somos uma Igreja governada em demasia pelos adultos ou até dividida: às vezes somos como políticos, separados por grupos étnicos. Temos que encontrar mais um modo africano de fé.    Então surge um pedido de inculturação?  Claro. Recebemos e mantemos tradições que muitas vezes não fazem sentido na África. Tomemos por exemplo a liturgia ou teologia que ainda é muito ocidental. Até mesmo os nomes: por exemplo, tive que mudar o meu para Lucy porque eu não poderia ter sido batizado com o meu nome africano. Graças a Deus, as coisas estão começando a mudar e estou certa de que ouvir e dialogar entre jovens e os adultos, como está acontecendo no Sínodo, irá melhorar a nossa realidade como Igreja Africana.   Traduzido e adaptado de: Vatican Insider. Autor original: Luca Attanasio.
  • “O sínodo continua, caminhamos com os jovens”, dizem superioras gerais
    Na sede da União Internacional das Superioras Gerais (UISG), em Roma, a equipe do Vatican News conversou com as religiosas que participaram do Sínodo dos Bispos 2018, que teve como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” e aconteceu entre os dias 03 e 28 deste mês. Sobre a assembleia, a vice-presidente da UISG, irmã Sally Marie Hodgdon, disse, “Os jovens não querem ser julgados, querem apenas dialogar com sinceridade para saber quem é Jesus, pedindo a nós para mostrarmos a nossa autenticidade e ao mesmo tempo nossa vulnerabilidade, como religiosos e religiosas, se não soubermos lhes dar todas as respostas que precisam”, comentou a religiosa. Seis das sete irmãs que participaram dos trabalhos falam sobre o Sínodo, a partir de um vídeo sobre as palavras finais, que mostrava o quanto foi intenso “o fogo sinodal”. Para as irmãs, depois do Sínodo a Igreja tem uma nova compreensão de si mesma graças à juventude, como explicou a irmã Alessandra Smerilli, salesiana professora de Economia na Pontifícia Faculdade de Ciências da Educação Auxilium, “os parágrafos iniciais da terceira parte do Documento final referem-se à sinodalidade e são o fruto da experiência vivida na assembleia, graças aos jovens. Eles, que participaram do Sínodo, tomando parte nas discussões, conseguiram mudar nosso ponto de vista, conseguiram fazer com que entendêssemos o que realmente significa escutar: não é possível uma escuta superficial, de ‘fachada’, porque se ao falarmos demonstramos que não os escutamos, eles se darão conta. Este processo nos fez entender o quanto seja importante a sinodalidade, ou seja, o caminhar  como Igreja, juntos. A sinodalidade não quer dizer tirar a autoridade dos bispos, não quer dizer ameaçar a colegialidade, que é a dos bispos com o Papa, mas é incluir no processo. Uma Igreja só caminha se todos nós caminharmos. Portanto, os jovens nos despertaram a este sentimento”. Dos debates, em grupo e na assembleia, surgiu uma nova “faceta” da vida consagrada. Para irmã Alessandra, “o que fascina na vida consagrada é ser testemunho vivo do amor de Deus, que é alegre. Uma vida consagrada que não é alegre não atrai, porque a alegria é a essência da atração de deixar tudo e seguir Jesus. Além disso, a vida consagrada está ligada com a Igreja em saída: quando deve ser defendida a existência dos mais fracos, dos mais pobres, a vida consagrada está presente. O Sínodo pede para continuarmos a ser o que somos em várias partes do mundo”. O convite é para ir além do debate sobre o direito das mulheres ao voto - embora tenha chamado a atenção da imprensa internacional durante o Sínodo - recordando que no Documento final foi evidenciada a necessidade de um maior reconhecimento e valorização das mulheres na sociedade e na Igreja. As definições do Sínodo, evidenciou a salesiana, “não têm volta” para as mulheres na Igreja. É preciso reconhecer que somos a metade do mundo e que, na Igreja, talvez esta metade não seja muito visível”, acrescentou a salesiana. O Sínodo tomou consciência disso. Tivemos uma ótima surpresa ao saber que esta causa tinha sido assumida por muitos bispos com paixão, e que a Igreja não pode mais sobreviver sem dar espaço às mulheres: uma visão feminina, maior colaboração nos processos decisórios para torná-los mais amplos e inclusivos. De qualquer modo, há muito trabalho pela frente, mas não se pode voltar atrás: é tarefa de todos fazer com que o que foi escrito no texto se torne realidade. Irmã Lucy chamou a atenção também para a “ação do Espírito Santo” no debate sobre as pessoas homossexuais. “Alguns jovens disseram: são nossos amigos, os conhecemos, vivemos lado a lado, eles precisam ser acolhidos, nós podemos fazer com que a Igreja adulta tenha um diálogo com essas pessoas para ser ainda ‘mais inclusiva’”.   Fonte: Vatican News.
  • “Reconhecer: A igreja à escuta da realidade”, diz Dom Vilsom sobre a primeira fase do Sínodo
    O Sínodo dos Bispos, dedicado aos jovens, que termina no próximo dia 28 de outubro, finalizou a primeira parte de suas atividades, que teve como tema ‘reconhecer: A Igreja à escuta dos jovens’. Nesta etapa foram aprofundados os capítulos: Ser jovem hoje, experiências e linguagens, na cultura do descarte, desafios antropológicos e culturais e à escuta dos jovens. O bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Juventude da CNBB, dom Vilsom Basso, sintetizou em um artigo especial para o portal da CNBB as atividades que foram realizadas durante esta primeira fase. Leia o artigo na integra:   RECONHECER: A IGREJA À ESCUTA DA REALIDADE Os jovens, a fé e o discernimento vocacional   Terminamos a primeira parte do sínodo: Reconhecer: A Igreja à escuta dos jovens. Aprofundamos os capítulos: Ser jovem hoje, experiências e linguagens, na cultura do descarte, desafios antropológicos e culturais e à escuta dos jovens. Tudo começou no dia 3 de outubro com a missa na Praça de São Pedro, onde Papa Francisco nos pediu para alargar a visão, a escuta, o coração e não perder a esperança. Então começaram as aulas sinodais com a presidência de Papa Francisco, presente o tempo todo, tendo o Cardeal Lourenço Baldisseri como Secretário Geral, sendo o Cardeal Dom Sérgio da Rocha, presidente da CNBB, o Relator Geral do sínodo, junto com os padres sinodais do Brasil: Dom Jaime, Dom Gilson e Dom Eduardo. Papa Francisco nos deu palavras inspiradoras por onde o sínodo deveria caminhar: A Igreja como mãe, mestra, casa e família que acolhe.  Convidou a todos a ter coragem, parresia, liberdade, caridade e abertura ao diálogo, que faz crescer. Nestas primeiras duas semanas vamos experienciando que o sínodo é um exercício de diálogo, abrir-se à novidade, às outras opiniões. Em processo de discernimento. Colocar-se à escuta do que o “Espírito diz às Igrejas.” Um exercício de escuta, de silêncio. Uma Igreja que não escuta é fechada às novidades, às surpresas de Deus. Um esforço de libertar a mente de preconceitos e estereótipos, ter a visão a partir dos jovens, levando-os a sério, não subestimando suas capacidades. Um chamado a superar o clericalismo, a autossuficiência. Ter consciência que o futuro não é uma ameaça. É tempo que o Senhor oferece para fazer comunhão. O sínodo é um kairós, um tempo de graça que o Senhor nos dá para fazer comunhão. Um tempo para frequentarmos o futuro e fazer surgir um documento que faça germinar sonhos, profecia, confiança e uma inspiração positiva a todos os jovens. E assim, nos pusemos a caminho. Os 3 primeiros dias foram 94 intervenções entre “prepositio” de 4 minutos e “falas livres” de 3 minutos. Partilharam suas reflexões padres sinodais, jovens, peritos e convidados fraternos. Após cada 5 falas, três minutos de silêncio para rezar, fazer a síntese, sentir com o coração. Recolher o que o Senhor está a nos dizer. Depois de três dias na sala sinodal, coordenados por Papa Francisco, fomos aos “Circoli Minori”, 14 grupos linguísticos: Italiano, inglês, francês, alemão, espanhol e, pela primeira vez em um sínodo, a língua portuguesa é língua oficial. Este foi um pedido feito pelos bispos dos países de língua portuguesa, reunidos em abril deste ano, em Cabo Verde. Foram dois dias nos grupos linguísticos e depois apresentada, na sala sinodal, a síntese dos 14 grupos e entregues a mais de 400 propostas coletivas ao Instrumentum Laboris.   Entre muitas questões aprofundadas, destaco quatro: Juventudes, a pluralidade do mundo juvenil, um lugar teológico. A arte e a necessidade de escutar. Uma Igreja empática, que encurta distâncias. Os descartados, os pobres, os jovens, as pedras rejeitadas são fundamento, pedra angular. Que o Espírito continue a nos conduzir. Já estamos na segunda parte do sínodo: Interpretar: Fé e discernimento vocacional. Rezemos pelo Papa Francisco. Rezem por nós. Rezemos pelas juventudes.   Fonte: CNBB. Autor: Dom Vilsom Basso (SCJ), Bispo de Imperatriz (MA) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude.
  • Cardeais apresentaram briefing do Sínodo dos Jovens
    Ontem (25), na sala de imprensa da Santa Sé, o arcebispo de Perugia-Città dela Pieve e presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), cardeal Gualtiero Bassetti, apresentou um briefing da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Em suas palavras, o cardeal afirmou que o Sínodo foi “uma policromia de cores e uma polifonia de línguas”, a presença dos jovens nos fez experimentar o vento de Pentecostes”. Durante o pronunciamento, o purpurado destacou a concretude dos jovens que expressaram durante a Assembleia os seus sentimentos de solidão, deixando claro que a juventude em todo o mundo precisa de alguém que aqueça os seus corações. “Não obstante “a cultura da fragmentação, onde relativismo parece envolver tudo, o mundo juvenil tem uma incrível sede de infinito. Esses dias no Vaticano, experimentamos a beleza do caminhar juntos”, disse ele. Também presente na Sala de Imprensa, estava o cardeal Arlindo Gomes Furtado, Bispo de Santiago, em Cabo Verde. Ele falou de um “mundo dividido”, onde os “cristãos são chamados a ser instrumentos de comunhão”. O cardeal cabo-verdiano manifestou satisfação pela experiência vivida no Vaticano, “um trabalhar e caminhar juntos que cada um deve cultivar também nas pequenas comunidades, como uma verdadeira família eclesial”, explicou ele.   Fonte: Vatican News.
  • Comissão da CNBB lança hotsite com informações em tempo real sobre o Sínodo dos Jovens
    A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente da equipe dos Jovens Conectados, lançaram um “hotsite” especial para aqueles e aquelas que desejam acompanhar de perto os debates e reflexões da 15ª Assembleia Geral Ordinária dos Bispos, o Sínodo dos Jovens, cujo tema é “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Um dos membros da delegação brasileira dom Vilsom Basso, bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão para a Juventude da CNBB, informou que, todos os dias, uma equipe diretamente de Roma, postará notícias sobre o Sínodo dos Jovens que acontece de 3 a 28 de outubro. Em tempo real, pelo aplicativo Jovens Conectados também será possível acompanhar notícias do Sínodo em tempo real. O aplicativo pode ser baixado pelo Google Play. Uma campanha de Oração “Eu rezo pelo Sínodo”, organizada pelos Jovens Conectados, está em curso nas redes sociais. Nela, cada jovem poderá sortear, no espaço “Reze por um Sinodal” no hotsite, um bispo que participará do evento em Roma para quem deverá, todos os dias, fazer uma oração. A juventude também será estimulada a gravar e a enviar vídeos formando uma corrente de oração pelo bom sucesso do evento. Por meio da hashtag #conectadosnosinodo, os jovens poderão compartilhar suas orações e mensagens.   Acesse o hotsite clicando aqui.   Saiba mais sobre o Sínodo dos Jovens aqui.  Via: CNBB.
  • Conselho Ordinário da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos aprova Documento de Trabalho para o Sínodo de 2018
    Nos dias 7 e 8 de maio, foi realizado no Vaticano a IV reunião do XIV Conselho Ordinário da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, presidida pelo Papa Francisco. Na reunião, foi discutido e aprovado o Documento de Trabalho (Instrumentum laboris) para o Sínodo dos Jovens, marcado para outubro de 2018. No início do encontro, o Secretário Geral, Card. Lorenzo Baldisseri, agradeceu o Papa pela presença e ilustrou o percurso de preparação da XV Assembleia, cujo tema será “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. O Documento foi elaborado em conjunto com um grupo de especialistas que recolheram material de cinco fontes: as respostas ao questionário aos jovens e aos vários organismos estabelecidos; as atas do Seminário sobre a situação juvenil realizado em 2017, as observações livres recebidas de pessoas e grupos; e o Documento final da reunião pré-sinodal de março passado, no Vaticano. O Relator Geral do Sínodo é o Cardeal Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília e Presidente do episcopado brasileiro que falou ao Vatican News, fazendo uma avaliação do Encontro e comentou quais os próximos passos do conselho. Veja no vídeo:   (Via: Vatican News). 
  • Foi encerrado neste domingo (28), o Sínodo dos Bispos 2018
    As últimas atividades do Sínodo dos Bispos 2018 foram realizadas neste sábado (27), no Vaticano. Na conclusão da XV Assembleia Geral ordinária do Sínodo dos Bispos, foi aprovado o Documento Final que consiste todo o trabalho finalizado. O Papa Francisco, ao receber o texto, afirmou “a Igreja está vivendo um momento difícil. É perseguida com acusações contínuas e, portanto, é o momento de defendê-la, todos juntos”. Oficiante, o Sínodo foi finalizado no dia seguinte (28), com a celebração da Santa Missa na Basílica de São Pedro, em que os padres sinodais apresentaram uma carta à juventude (confira na íntegra aqui). Durante a noite de sábado, o documento foi apresentado na Sala de Imprensa da Santa Sé, sendo longamente aplaudido por todos ao término de sua votação. “O material é dirigido, em primeiro lugar, a todos os padres sinodais e ao Papa, a fim de que possam refletir, meditar, discernir e para que, depois, a Igreja possa continuar seu caminho sinodal”, como disse o Preito do Discatério Vaticano para a Comunicação, Paolo Ruffini. O pontífice destacou as recentes acusações que a Igreja vêm sofrendo e pediu para que rezássemos o Terço todos os dias por sua unidade. Em seguida, Francisco falou sobre os trabalhos do Sínodo, "nós aprovamos o documento, agora o Espírito nos dá o documento para que trabalhe no nosso coração. Nós somos os destinatários do documento, e ele ajudará muitos outros, mas os primeiros destinatários somos nós", contou o Papa reiterando ainda que "o Sínodo não é um Parlamento, mas um espaço protegido” porque é o Espírito Santo quem opera.     O que diz o documento Foi quase um mês de debates e reflexões sobre o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” que, além dos padres sinodais, também contou com a presença de muitos jovens auditores e auditoras vindas de diversas partes do mundo. A reunião de todo este esforço está consubstanciada nas 60 páginas do documento que foi divido em três partes, contendo 12 capítulos e 167 parágrafos. O episódio dos discípulos de Emaús, narrado pelo evangelista Lucas é o fio condutor do texto que tem 364 emendas. Nos primeiros pontos, tem-se a apresentação do contexto em que a juventude está inserida, demonstrando a globalização e a secularização em que há uma redescoberta de Deus e da espiritualidade, sendo o papel da Igreja em estimular o dinamismo da fé. O papel das instituições educacionais católicas também é trabalhado. As universidades e escolas precisam enfrentar a relação entre a fé as demandas do mundo contemporâneo. As paróquias, a “Igreja no Território”, devem repensar a sua atuação missionária que, muitas vezes é pequena e escarça em dinamismo pastoral, principalmente na Catequese.   A migração é abordada no material como um paradigma de nosso tempo, um fenômeno estrutural e não uma emergência transitória. Deve se fomentar uma cultura contra o ódio e o medo, em que os migrantes sejam "acolhidos, protegidos, promovidos, integrados". Outro tema delicado tocado no documento são as diferentes formas de abuso que podem ser cometidas por alguns bispos, sacerdotes, religiosos e leigos: de poder, econômico, consciência e sexual. É dito que estes abusos “provocam sofrimentos que podem ​​durar toda a vida e, aos quais, nenhum arrependimento pode colocar remédio". É estabelecido o compromisso da adoção de rigorosas medidas educativas que possam prevenir e impedir estas atitudes, combatendo, principalmente, a corrupção e o clericalismo. Ao mesmo tempo, o Sínodo se diz agradecido a todos aqueles que têm a coragem de denunciar o mal sofrido, porque ajudam a Igreja a tomar consciência do que aconteceu e da necessidade de reagir com decisão. A misericórdia, de fato, exige a justiça". Ainda são tratadas temáticas como a missionaridade dos cristãos, o chamado à santidade, o acompanhamento vocacional e as diferentes questões relacionadas à sexualidade, como a afetividade, a pornografia e a orientação sexual. Confira o Documento completo clicando aqui.   Fotos: Vatican Media.  Fonte: Vatican News aqui, aqui, aqui e aqui.
  • Foi publicado hoje, 19 de junho, o Documento de Trabalho da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos
    Foi publicado hoje, 19, o Documento de trabalho da XV Assembleia Geral ordinária do Sínodo dos Bispos, programada para acontecer no Vaticano de 3 a 28 de outubro, com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. O Instrumentum Laboris é o momento de convergência da escuta de todos os componentes da Igreja e também de vozes que não pertencem à ela. Um bilhão e 800 mil pessoas entre 16 e 29 anos, isto é, ¼ da humanidade, são os jovens do mundo. No Instrumento de Trabalho do próximo Sínodo sobre a juventude, os padres sinodais poderão encontrar a descrição de sua variedade, suas esperanças e dificuldades. Estruturado em três partes – reconhecer, interpretar e escolher – o Documento busca oferecer as chaves de leitura da realidade juvenil, baseando-se em diferentes fontes, entre as quais um Questionário online que reuniu as respostas de mais de 100 mil jovens. Portanto, o que querem os jovens de hoje? Sobretudo, o que buscam na Igreja? Em primeiro lugar, desejam uma “Igreja autêntica”, que brilhe por exemplaridade, competência, corresponsabilidade e solidez cultural, uma Igreja que compartilhe “sua situação de vida à luz do Evangelho ao invés de fazer pregações”, uma Igreja que seja transparente, acolhedora, honesta, atraente, comunicativa, acessível, alegre e interativa. Enfim: uma Igreja menos institucional e mais relacional, capaz de acolher sem julgar previamente, amiga e próxima, acolhedora e misericordiosa. Mas há também quem não pede nada à Igreja ou pede que seja deixado em paz, considerando-a um interlocutor não significativo ou uma presença que “incomoda e irrita”. Um motivo para essa atitude está nos casos de escândalos sexuais e econômicos, sobre os quais os jovens pedem à Igreja que “reforce sua política de tolerância zero”. Outro motivo está no despreparo dos ministros ordenados e na dificuldade da Igreja em explicar o motivo das próprias posições doutrinais e éticas diante da sociedade contemporânea.   Sete Palavras Tudo isso se articula em sete palavras que o Istrumentum Laboris assim classificou: 1. Escuta: os jovens querem ser ouvidos com empatia. 2. Acompanhamento: espiritual, psicológico, formativo, familiar e vocacional. 3. Conversão: seja de tipo religioso, sistêmico, ecológico e cultural. 4. Discernimento: uma das palavras mais usadas no Documento, seja no sentido de uma “Igreja em saída” para responder às exigências dos jovens, seja como dinâmica espiritual. 5. Desafios: discriminações religiosas, racismo, precariedade no trabalho, pobreza, dependência de drogas e álcool, bullying, exploração sexual, corrupção, tráfico de pessoas, educação e solidão. 6. Vocação: repensar a pastoral juvenil. 7. Santidade: o Documento sinodal se concluiu com uma reflexão sobre a santidade, “porque a juventude é um tempo para a santidade”. Que a vida dos santos inspire os jovens de hoje a “cultivar a esperança” para que – como escreve o Papa Francisco na oração final do Documento – os jovens, “com coragem, tomem as rédeas de sua vida, almejem as coisas mais belas e mais profundas e mantenham sempre um coração livre”.   (Via: Vatican News)
  • Foram divulgados hoje, 21, os nomes dos membros e suplentes que representarão a Igreja no Brasil durante o Sínodo dos Jovens
    O arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, divulgou hoje, 21, a lista de membros e suplentes eleitos para a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. Também chamado de Sínodo dos Jovens, a assembleia tem como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” e acontecerá em Roma, de 4 a 25 de outubro deste ano. O cardeal Sergio da Rocha foi nomeado pelo papa Francisco como relator geral deste sínodo em novembro do ano passado. A figura do relator geral tem um papel de mediador, sendo responsável por introduzir e sintetizar os assuntos expostos pelos bispos durante a reunião do sínodo. Os representantes do episcopado brasileiro foram escolhidos durante a 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em Aparecida (SP), de 11 a 20 de abril deste ano. São quatro membros e dois suplentes escolhidos para representar o país na Assembleia Sinodal. Os membros titulares são dom Vilsom Basso, bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude; Dom Eduardo Pinheiro da Silva, bispo de Jaboticabal (SP), que já foi presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, no período de 2011 a 2015; Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente para a Comissão Episcopal para os Ministério Ordenados e a Vida Consagrada. Dom Jaime coordenou o processo de elaboração do documento sobre a formação sacerdotal aprovado na 56ª Assembleia Geral da CNBB. O quarto membro é o bispo auxiliar da arquidiocese de Salvador, dom Gilson Andrade da Silva, que exerce a função de bispo referencial dos Ministérios e Vocações no Nordeste3. Ainda comemorando o lançamento do Plano IDE, com os cinco projetos de evangelização da juventude no Brasil, apresentado na reunião do Conselho Permanente da CNBB, e tendo em mãos o Instrumento Laboris do Sínodo, dom Vilson destacou a forma como está organizado o documento de trabalho da XV Assembleia Geral. “Acabamos de receber o documento ‘Os jovens, a fé e o discernimento vocacional’. Ele tem três palavras especiais: reconhecer a realidade juvenil; interpretar, a partir de Jesus Cristo, da palavra e do magistério; e a escolher o caminho a trilhar”, disse. O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude tem a expectativa de que muita coisa bonita seja construída a partir deste Sínodo que vem para animar e iluminar a evangelização da juventude em todo o país e no mundo.   (Via: CNBB)
  • Jovens do Brasil compartilham experiências efetivas no Sínodo 2018
    Está sendo realizado no Vaticano, desde o dia 03 e até o dia 28 deste mês, a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, o Sínodo 2018 que tem como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Ao iniciar a terceira e conclusiva fase do Sínodo dos Jovens, direcionada à ação, também começam a ser alinhavadas as orientações concretas em vista de um trabalho mais efetivo em relação à juventude. Uma etapa que não é considerada fácil para os padres Sinodais devido às diferentes realidades dos jovens no mundo e às diversas maneiras de se trabalhar com eles. Dom Eduardo Pinheiro, Bispo de Jaboticabal (SP) e ex-presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, que participa da Assembleia que começou no início de outubro, aborda a experiência brasileira nesta etapa do Sínodo, “No nosso país, enquanto trabalhamos com juventude, nós trazemos esse empenho e esforço para que a ela não seja uma opção somente afetiva, mas efetiva. São referenciais, documentos, experiências missionárias, falando da vocação e da evangelização da juventude; uma das grandes contribuições é de um jovem concretizado na sua realidade, na sua dor e no sofrimento que uma grande parte passa, no mundo todo, que não é só brasileira. Dificuldades da fome, do desemprego e, atualmente, a grande pressão social e cultural. E a Igreja do Brasil tem dado tentativa de respostas efetivas à juventude para repercutir nas dioceses, lá na base”, explicou o prelado.   Dom Eduardo também afirma que, apesar do esforço da Igreja em falar aos tempos atuais através dos jovens, ela não sabe dar todas as respostas. Porém, a Igreja, acrescenta o bispo brasileiro, “já fez a opção pela juventude no seu coração e na maneira de perceber como é fundamental abraçar essa causa para que o Evangelho seja entendido na realidade atual e para o próprio dinamismo da Igreja que precisa se atualizar”, explicou ele.   Fonte: Vatican News. 
  • Língua portuguesa, pela prima vez, é língua oficial do Sínodo
    Desde o dia 03 até o dia 28 deste mês, acontece no Vaticano a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, também chamado de Sínodo dos Jovens já que esta faixa etária da população é tratada em sua temática, “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Uma assembleia longamente preparada com antecedência e em que os jovens e as jovens de todo o mundo foram escutadas mediante pesquisas e questionários online. Aconteceram também as reuniões deste público com o Santo Padre, ocasião em que manifestaram as suas inquietações, como contou Dom Zeferino Zeca Martins, Arcebispo do Huambo, em Angola, à equipe do Vatican News, “Língua portuguesa, pela prima vez, é língua oficial do Sínodo”. Também os jovens de Angola prepararam com interesse o Sínodo e desejam que a Igreja os ajude a construir famílias sólidas, onde os filhos recebem valores morais, culturais e espirituais. “Depois dos longos anos de guerra civil que se seguiu à independência, foi-se criando um vazio existencial. E agora pagamos uma cara fatura de tudo isto com a corrupção e outros contra-valores que foram vividos naqueles anos como algo normal”, ressalta o prelado angolano. Os jovens clamam agora para que este Sínodo tenha uma palavra também para eles, diz D. Zeferino, que manifesta a esperança de que as coisas possam melhorar pois a Angola e o Moçambique serão capazes de empreender outro caminho. Em Angola, após um triénio dedicado à família, vive-se agora o triénio 2018–2020 consagrado à juventude.   Fontes: Canção Nova e Vatican News.
  • Ser jovem em tempos tenebrosos
    O Sínodo sobre a juventude aconteceu e com ele alguns jovens tiveram a oportunidade de estar inseridos no seio deste acontecimento eclesial e ouvir que a Igreja se preocupa com eles. Quer ouvi-los, captar seus desejos e aspirações, falar-lhes. Fazê-los sentir que nestes tempos tenebrosos que vivemos os jovens são o presente e a esperança de futuro. É difícil ser jovem hoje em dia. A vida se torna cada vez mais difícil. As relações afetivas são voláteis e frustrantes. O futuro profissional inexiste e muitas vezes anos de estudo e preparação desembocam no lodaçal viscoso e repugnante do desemprego e das faltas de oportunidade. Além disso, a violência que transforma nossa época em uma terceira guerra mundial em capítulos é uma ameaça constante à vida da juventude, sobretudo da mais pobre e vulnerável. No Brasil, os números são assustadores. Matamos perto do equivalente a uma guerra do Vietnam por ano. E as vítimas são em sua maioria jovens do sexo masculino, em sua grande maioria negros. A essa juventude se dirigiu a Igreja Católica reunida em sínodo. E o documento final afirma que se procurou estabelecer um verdadeiro diálogo com a geração que hoje vive o que antes se considerava os anos dourados. Hoje já não se sabe se realmente o são. Tantas são as ameaças, as dificuldades, a falta de horizontes que as gerações anteriores, incluindo a nossa, presenteou a atual geração jovem. Os padres sinodais afirmam ter tentado honesta e esforçadamente realizar uma escuta empática que evitasse respostas pré-concebidas e receitas prontas. Reconheceram que nem sempre a têm realizado e manifestaram o desejo de realmente fazê-lo. Porque – constatam – os jovens querem ser escutados, desejam ser ouvidos e que se lhes preste a atenção que merecem. Anseiam serem acompanhados por pessoas sensíveis e capazes, que possam ajudá-los em suas perplexidades e buscas. O Sínodo confirmou sua intuição de que a juventude hoje, apesar de todos os problemas e dos contínuos estímulos a ela lançados pela globalização, a secularização e os desertos contemporâneos, ainda sente sede de Deus e busca uma espiritualidade. Talvez não busque tanto uma religião ou uma instituição, mas sim uma espiritualidade, algo que dê sentido à vida e ajude a viver. Por isso, a Igreja se sente estimulada a recuperar a importância do dinamismo da fé em seu diálogo com as novas gerações. O documento também pede perdão pelos recentes casos de abuso por parte de pessoas da Igreja com tantos jovens e assume o firme compromisso de adotar rigorosas medidas de prevenção que impeçam a repetição de tão tristes acontecimentos, a partir da seleção e formação mais cuidadosa daqueles a quem serão confiadas tarefas de responsabilidade e educativas. Parece-me que aí se encontra um dos pontos altos do documento. Já é mais que hora de falar a verdade aos jovens. É imperioso que a Igreja se mostre a eles e elas com sua verdadeira face. Sem filtros. Sem camuflagens. Trata-se da Igreja de Cristo, santa e pecadora. Nela os jovens deverão poder encontrar o brilho e o fulgor da santidade que é dom do Espírito Santo. Mas também poderão encontrar – e certamente isso ocorrerá – as sombras e as trevas das fraquezas e dos pecados que dão testemunho constante de quão humana é essa comunidade de homens e mulheres que se dispõe a seguir Jesus Cristo e anunciar seu Evangelho. Uma Igreja que tem a coragem de mostrar-se tal qual é e de pedir perdão por erros cometidos terá muito mais credibilidade junto aos jovens. E será muito mais capaz de acompanhá-los em seus discernimentos e escolhas, acolhendo-os como mãe carinhosa, com seus defeitos e qualidades. Nessa relação sempre renovada pela verdade, poderá acontecer o diálogo da juventude com a Igreja. Sem falsos moralismos ou inverdades que matam a credibilidade e o diálogo. O texto bíblico que permeia o documento como fio condutor é a belíssima passagem do encontro dos discípulos de Emaús com o Cristo Ressuscitado. Desolados e perdidos no caminho, os dois que partiam em direção a Emaús sentiam que a esperança lhes havia sido roubada. Tudo apostaram no Galileu de palavras de fogo e amor ardente e agora, com sua morte, o chão se abria sob seus pés. O forasteiro os ouviu e caminhou com eles. Não lhes mentiu nem deu soluções fáceis. Mas explicou que o sofrimento e a morte fazem parte da vida humana, tal como os profetas já haviam dito. No entanto, Deus era maior que a dor e a morte e o demonstrara ressuscitando seu Filho que os homens mataram. O pão partido e partilhado foi o sinal desta vida que não morre. E os dois, que já nada mais esperavam, reconheceram o Senhor e reencontraram o sentido e a razão para viver. Que assim seja com os jovens de hoje que esperam da Igreja palavras de esperança e luz. Tomara que esse Sínodo seja o marco de um novo tempo no qual as trevas possam ser atravessadas na esperança de que a palavra final para os jovens será o amor.   Fonte: CRB Nacional. Autora Original: Maria Clara Bingemer, professora do Departamento de Teologia da PUC-Rio.