Terra Santa

  • A Igreja em Jerusalém sobrevive graças à Coleta da Sexta-Feira Santa
    O Comissariado da Terra Santa é o órgão responsável por manter parte da Igreja, seus lugares sagrados e obras assistenciais no Oriente Médio. As atividades nesta região são mantidas graças à coleta realizada anualmente em toda a Igreja na Sexta-Feira Santa.  O Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, escreveu uma carta convocando a participação dos fiéis na Coleta para a Terra Santa, “É importantíssimo manter os lugares de Jesus porque esta é uma aspiração profunda da alma de cada cristão. Aproximando-se a estes lugares, escutamos a sua voz com o eco da realidade geográfica que Jesus viu, mas também, é importante sustentar a obra da Terra Santa porque a Terra Santa não são apenas pedras antigas de museu, mas são as pedras vivas da nossa comunidade”. Para as atividades mantidas em Jerusalém, existem 278 missionários trabalhando em 55 santuários, 24 paróquias, 15 escolas, 4 casas para enfermos e órfãos, 6 casas para peregrinos, 4 casas para acolher peregrinos a preços modestos, 3 institutos acadêmicos e 2 editoras gráficas para fazer a divulgação local.  Com resultado do trabalho operado pelos evangelizadores, são gerados cerca 1500 empregos a cristãos, 630 moradias para que as famílias cristãs não abandonem os Lugares Santos, 494 Bolsas de estudos anuais a estudantes universitários.    Como ajudar Algumas instituições brasileiras têm buscado ajudar os irmãos do Oriente Médio. O arcebispo de Belo Horizonte (MG), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, membro da Congregação para as Igrejas Orientais da Santa Sé, incentiva que os católicos de todo o Brasil participem das ações de auxílio, já que o patrimônio da Terra Santa é fundamental para toda humanidade, histórica e espiritualmente falando.  Os integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se preocupam também com a situação dos cristãos no Oriente Médio, dada às situações de tensão entre os diversos grupos atuantes naqueles países.  A CNBB tem realizado campanhas de arrecadação em favor dos cristãos da região e trabalhado com migrantes no âmbito da Setor Pastoral da Mobilidade Humana.  As coletas para a Terra Santa podem ser repassadas às dioceses (por meio das ofertas nas celebrações da Cruz) ou diretamente depositadas na conta do Comissariado: Banco Bradesco – Ag. 3403-7 (Petrópolis) Conta corrente n° 11174-0 Favorecido: Obra Pia da Terra Santa CNPJ: 62.670.062/0001-68   ss Presença na Terra Santa O trabalho hoje realizado pelo Comissariado da Terra Santa e a presença católica na região remete ao século XIII, quando São Francisco de Assis buscou conhecer os locais que até hoje simbolizam os sinais da Graça Divina.  Na época aconteciam as guerras dos Cruzados, mas, mesmo assim, o Santo se encontrou e dialogou com o sultão Melek Al-Kamel, que era o governante local. Em um encontro pacífico, deu-se início à presença dos franciscanos na Terra Santa e então a guarda desses locais foi confiada pela Igreja à Ordem Franciscana que, através dos séculos, aí marcou ininterrupta presença. 
  • Foi celebrada pela Custódia da Terra Santa uma Santa Missa em recordação à descoberta da Cruz de Jesus
    Foi celebrada no dia 07 de maio pelos franciscanos conventuais da Custódia da Terra Santa uma Missa para recordar a descoberta da Cruz de Jesus, na Capela de Santa Helena do Santo Sepulcro em Jerusalém (Israel). Segundo informações da Custódia, a Festa da Invenção da Santa Cruz foi suprimida do calendário romano pelo Papa João XXIII em 1960, mas em Jerusalém ainda é celebrada todo dia 7 de maio, enquanto o resto do mundo a festa da Exaltação da Santa Cruz é celebrada em 14 de setembro. Representantes da Custódia da Terra Santa explicaram que esta celebração é chamada de “invenção” porque etimologicamente significa “descoberta”. Destacaram que, segundo a tradição, os instrumentos da Paixão foram lançados no local, onde alguns séculos depois fora construída a Capela de Santa Helena, próxima ao Monte Calvário. Por volta do ano 327, esta santa encontrou os instrumentos da Paixão junto com a Cruz de Jesus e outras relíquias. O Christian Media Center (CMC) indicou que Santa Helena e sua comitiva também se dedicaram à construção de várias igrejas sobre os lugares santos, como a Igreja do Santo Sepulcro, que foi erguida após a descoberta do túmulo de Jesus Cristo e da destruição dos edifícios pagãos que haviam surgido neste local. Ao término da Eucaristia, a relíquia da Cruz foi levada em procissão à Igreja do Santo Sepulcro e depois exposta aos fiéis para que a venerassem.   (Via: acidigital).