Vida Franciscana

  • Membros da Comissão de Reitores participam do encontro de Trindade (GO)
    O Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), é um dos mais visitados do Centro-Oeste. Semana passada, entre 18 e 22 de fevereiro, o Santuário promoveu o 23º Encontro de Santuários do Brasil. "A missão do Santuário é celebrar com o povo de Deus" foi o tema escolhido desta edição. Entre palestras, celebrações e mesas de debates, os convidados partilharam informações e conhecimentos. Os freis Rafael Normando (OFMConv), Amilton Leandro (OFMConv) e Jorge Luiz (OFMConv) da Província São Maximiliano Kolbe estiveram presentes no encontro. O evento reuniu reitores de todo o país. Dom Moacir Arantes, bispo auxiliar da Arquidiocese de Goiânia, contou que, por cada santuário ter um jeito particular de trabalhar a atuação da graça de Deus, encontros como esses são importantes para compartilhar as obras que Ele vem operando em cada lugar. "Faz crescer ainda mais a nossa fé e a nossa esperança."  A fé é algo que precisa ser exercitada e aprimorada para ser amadurecida. E isso acaba sendo um desafio para os reitores dos santuários no dia a dia da vida religiosa. Pe. Robson de Oliveira é reitor do Santuário Basílica do Divino e diz que o trabalho deles é acolher e celebrar com os romeiros e, a ocasião, favoreceu para que os reitores pudessem ter crescimento em vários aspectos: humano, espiritual e, também, como parâmetro na estratégia de trabalho evangelizador. "Esta é a principal missão de um santuário”, finaliza. Fonte: Santuário Basílica do Pai Eterno Veja fotos do encontro:        
  • Professos temporários fazem o retiro anual
    Entre os dias 18 e 22 de fevereiro, os frades do 2° e 3° ano da Casa de Formação São Francisco de Assis, Asa Norte (DF), estiveram em retiro no Convento São Maximiliano, em Águas Lindas (GO). O retiro foi assessorado por Frei Casimiro Cieslik (OFMConv), que trouxe aos frades momentos de silêncio, oração e de escuta a Deus — partindo como referência o Evangelho de Mateus. Na ocasião, eles foram convidados a irem ao Monte Tabor e relataram que se sentiram contemplados com o sentimento de ouvir a voz Deus que exclama: "este é o meu filho amado!". Para os presentes, "ao ouvir a voz dEle é necessária uma resposta". E eles explicam que tal resposta só pode ser dada por meio de oração. Além disso, todas as noites, os frades mantinham-se em adoração Eucarística — para buscarem maturidade na fé e na vida religiosa cristã. Aliás, dessa forma, eles descrevem que encontraram forças para as fraquezas e "para poderem, verdadeiramente, construir suas casas sobre a rocha firme, na qual se deve ser a vocação para a plena realização da vida franciscana: o serviço e a entrega da vida pelo outro." Veja abaixo as fotos do retiro:
  • Retiro das Regionais Centrais: balanço positivo da semana
    Ao mesmo tempo do Retiro da Provincial da Regional Norte, ocorria os das Regionais Centrais, na Chácara Manacá, em Samambaia (DF). Ambas terminaram hoje e os frades tiveram um balanço muito positivo da semana com as meditações e com os momentos de reclusão, oração e fraternidade. O frei Mayko Ataliba (OFMConv), vice-formador do pós-noviciado e promotor vocacional da Província, fez um relato muito íntimo da semana do retiro. Acompanhe:  "Os frades das Regionais Centrais se reúnem nesse retiro uma vez ao ano. Embora ligada com a própria Igreja — com a teologia do papa Francisco — o retiro teve a temática a vida franciscana, em vista da própria espiritualidade franciscana. A primeira coisa a relatar é que, de fato, a experiência do retiro é muito importante. É um ato de retira-se e voltar para si mesmo; podendo traçar meios para, cada vez mais, crescer como filhos de Deus. Além disso, o testemunho da fé teve a sua relevância. Outros pontos também foram importantes no percurso da semana, durante toda experiência que foi a semana do retiro. Como o papa Francisco busca desmitificar: não é uma mudança de conceitos ou uma mudança daquilo que a Igreja já havia instituído, mas, sim, uma mudança de linguagem! Um modo como nós devemos nos comunicar, da forma como a sociedade e aqueles que são mais necessitados possam compreender a mensagem do Evangelho. Isso é um chamado para nós, frades, fazermos essa experiência de mudança de linguagem e todos terem alcance da Palavra de Deus! A ternura é outro aspecto que chama a atenção no retiro. Ela é a marca da fraternidade. Não só como frades franciscanos. Mas, sim, como uma fraternidade comunitária. Tanto que saímos com uma missão: uma Igreja que se abre para aqueles que necessitam da palavra. Também de saída, para aqueles que desejam se encontrar plenamente com o Senhor. É uma igreja em saída, uma Igreja aberta! Em uma direção ainda mais profunda. Principalmente, com aqueles que necessitam experimentar esse amor de Deus. A experiência desse retiro nos chama para que possamos, como Frades Menores Conventuais, vivermos sempre a nossa espiritualidade franciscana."
  • Vida Religiosa: coragem de renascer
    Vivemos um tempo de escolhas difíceis: optar  por mudanças em suas mais diferentes formas, mudança quantitativa ou mudança profunda e radical; procurar uma nova “arquitetura” para as comunidades, melhorando sua organização e sua gestão; redimensionando ou simplificando a vida; iniciar processos novos de formação e de autoformação juntamente com o empenho da conversão pessoal e comunitária;  optar por uma refundação do carisma na ótica de uma mais eficaz e radical inculturação. Não é nada fácil ter que enfrentar mudanças, o que já se tornou praticamente condição estrutural de nosso tempo. Mais complexo ainda é colocar em ação dinamismos e processos de mudança que conectem tradição e inovação, a fidelidade ao carisma e as novas instâncias culturais derivadas da contemporaneidade. Estamos diante de desafios. Todos eles devem ocupar atenção em nossos espaços de formação permanente, como também na preparação e realização dos capítulos. No clima de renovação da vida religiosa encetado e favorecido pelo Concílio, os diferentes institutos promoveram processos inovadores no sentido de recuperar sua “significação” e entrar em diálogo com a modernidade. Via de regra que se fez sob pressão das transformações sociais, com a urgência de se dar resposta às instâncias emergentes dos diversos contextos socioculturais. Um antigo ditado reza: “A necessidade é a mãe das invenções”. Em função das transformações, necessário se dar uma resposta às novas necessidades. Nem sempre, no entanto, esta lógica funciona. No momento que vivemos não basta apenas uma adaptação, sobretudo quando se verifica uma desmotivação no que tange o próprio carisma. Que fazer? Como caminhar rumo a um futuro ainda encoberto de nuvens escuras? Pode-se ter a impressão que estamos mais nos dirigindo para uma densa noite do que para uma aurora radiosa? A vida religiosa em nossos dias parece estar vivendo momentos de cansaço e de fadiga de tal forma que fica difícil caminhar com esperança e alegria. Tem-se a impressão, por vezes, que se trata de um agarrar-se com ansiedade e medo a algo que parece ter perdido o significado mais profundo. Tais interrogações assaltam a uns e outros, a jovens e a adultos, formandos e formadores. Quem dera que esses questionamentos pudessem ser partilhados em nossas reuniões comunitárias. Vivemos de aperto no coração, por tempos marcados por incertezas, mas também apaixonantes para os institutos e congregações religiosas. À dificuldade de realizar processos de evangelização e de educação que se tornam cada vez mais lentos e complexos, acrescente-se a percepção de um futuro bastante incerto. Os membros dos institutos diminuem, por vezes, drasticamente; as vocações são numericamente escassas, inclusive inexistentes; as reestruturações e os redimensionamentos operam cortes de trabalhos tirando do religioso o dinamismo missionário e apostólico.  De outro lado momentos apaixonantes também porque se tornam ocasião para que nasçam novos brotos e nova floração na linha da criatividade da vida religiosa e para dar novamente força e dignidade a essa opção de vida que quer ser “profecia para a humanidade”, no dizer João Paulo II, na Exortação Vita Consecrata. A fidelidade está continuamente sendo posta à prova pelos abandonos que não dão sinais de diminuir, egressos também de consagrados mais adultos.  Parece que faltam pontos de referência mais significativos, não somente nos que governam, mas também naqueles dos quais se poderia esperar uma sábia orientação espiritual. Vemos que aumentam solidões, inconsistências pessoais, desadaptações, menos alegria, menos paixão e coragem de arriscar. E, no entanto, ontem como hoje, o mundo tem necessidade de testemunhos autênticos, de santos que, na criativa diversidade de suas personalidades e de seus caminhos, professem com sua existência o amor e a vida em todas as suas expressões e sabem comunicá-los a todos, especialmente aos que perderam o sentido  de viver. Cabe aqui lembrar palavras do Papa dirigidas aos superiores maiores: “Sede testemunhas de um modo diferente de fazer, de atuar, de viver! É possível viver de maneira diferente daquela que o mundo vive.  Estamos falando de um olhar escatológico, dos valores do Reino encarnados aqui, nesta terra. Trata-se de deixar tudo para seguir o Senhor (…). A radicalidade evangélica não é propriedade exclusiva dos religiosos: a todos é pedida. Os religiosos, no entanto, seguem o Senhor de maneira especial, de modo profético.  Espero de vós este testemunho. Os religiosos devem ser homens e mulheres capazes de despertar o mundo”.   Leia o artigo completo em: Franciscanos. Autor: Frei Almir Guimarães (OFMCap).