Vida Religiosa

  • Celebração acolhe 11 jovens para a vida religiosa franciscana
    Além da celebração da Primeira Profissão Religiosa dos Frades Noviços, ocorrido no último sábado (9), no Convento e Santuário Jardim da Imaculada, na cidade Ocidental (GO), houve o acolhimento de onze jovens na Província São Maximiliano Kolbe. Com a presença de amigos, familiares e da comunidade que vieram prestigiá-los nesse início de vida religiosa. Após a celebração e a apresentação, os presentes desfrutaram de um almoço fraterno. Os jovens estarão sob a supervisão do Frei José de Carvalho, mestre dos postulantes. O Convento e Santuário Jardim da Imaculada é o local onde os rapazes dão os primeiros passos dentro da vida religiosa franciscana e recebem o título de postulantes. Esse processo dura dez meses e tem a finalidade de ajudá-los a perceberem e a aprimorarem a sua vocação. Além disso, nessa fase, é ensinado conhecimentos sobre a fraternidade, a ordem religiosa preliminares e, claro, sobre a vida de São Francisco. Ao mesmo tempo, os garotos aprendem a fazer velas, restaurar imagens, confeccionar terços, cuidam da horta, do bosque dos jardins, da lojinha e do acolhimento aos peregrinos do santuário. Sem falar da formação espiritual, com orações da Liturgia diária para religiosos, missa, adoração, devoção mariana como reza do terço, ofício de nossa senhora, lecto divina, confissão, meditação e por aí vai. No final do ano fazem um vestibular para adentrar no mundo acadêmico nos estudos filosóficos no Instituto São Boaventura (saiba mais sobre o Instituto clicando aqui).
  • Encontro de São Francisco e Sultão: celebrações ocorreram no Egito
    Nesta semana, de hoje (1º) até domingo (3), ocorre as celebrações dos 800 anos do encontro entre São Francisco e o Sultão Al-Malik Al-Kamel. Para esse momento, ontem (28), foi publicada uma carta do papa Francisco ao cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais. O cardeal é o enviado especial do Santo Padre na ocasião. "Não ceder à violência, principalmente sob pretexto religioso, mas promover a paz e o diálogo", algumas palavras contidas na carta.  O papa descreve São Francisco de Assis como um “homem de paz” que encorajava os seus frades a saudar as pessoas, seguindo os ensinamentos de Cristo. “Tinha entendido com o coração que todas as coisas tinham sido criadas por um só Criador, o único que é bom, e que “Ele é um Pai comum para todos os homens”, disse o pontífice na carta. Portanto, “desejava levar a todos os homens, com espírito jubiloso e fervoroso, a notícia” do amor indizível de “Deus Todo Poderoso e Misericordioso”. Por isso convidava o seus frades que se sentiam chamados por Deus a ir ao encontro dos sarracenos e dos não cristãos, apesar dos perigos. Em virtude disso, e, juntamente com frei Iluminado, Francisco rumou ao Egito, em meados do século 13. Ao norte do Cairo, na cidade Damieta, Assis teve o seu encontro com o Sultão. “O servo de Deus Francisco, respondeu com o coração intrépido que não tinha sido enviado pelos homens, mas por Deus Altíssimo, para mostrar a ele e ao seu povo o caminho da salvação e anunciar o Evangelho da verdade”. E o Sultão, "ao ver o admirável fervor de espírito e a virtude do homem de Deus, o escutou de boa vontade” (São Boaventura, Lenda Maior, 7-8). Encontro A abertura deste ano dedicado ao diálogo ocorreu em Lahore com a presença de dom Sebastian Shaw, arcebispo dessa importante cidade paquistanesa e presidente da Conferência Episcopal do Paquistão, e do padre Francis Nadeem, Custódio dos Frades Capuchinhos paquistaneses e secretário executivo da comissão episcopal para o diálogo inter-religioso. Além de numerosos franciscanos, religiosas, sacerdotes e leigos católicos, estiveram presentes estudiosos muçulmanos de várias regiões do país. Durante o evento, em que foi apresentada uma bela pintura retratando o encontro de 800 anos atrás, o Pe. Nadeem recordou que São Francisco e Al-Kamil “se uniram em favor da paz e da tolerância em meio à atmosfera de guerra e conflito durante as Cruzadas. Deram exemplo de diálogo inter-religioso e de compreensão recíproca“. O sacerdote anunciou para 2019 diversos seminários para crianças, jovens e estudantes universitários, envolvendo cada vez mais os cristãos e os muçulmanos num diálogo de fato. “Pretendemos alcançar também aqueles 30% de líderes religiosos muçulmanos que são hostis em relação aos cristãos. Como São Francisco, sem medo, com a ajuda dos muçulmanos que estão do nosso lado, desejamos encontrá-los para promover a paz e a harmonia no Paquistão”.   Fonte: Vatican News e Aleteia  
  • O Paradoxo do Individualismo na Vida Religiosa Comunitária
    Nos dias de hoje, as pessoas se encontram em uma crise existencial tremenda, na qual o paradoxo comunitário x indivíduo ecoa nas diversas esferas de sua vida. Tal crise está relacionada ao “eu”: ao que o eu quero, desejo e sonho. Quando, na modernidade, as pessoas deixaram de viver o senso de pertença ao “nós” e passaram a viver no solipsismo do “eu”, surgiu um fenômeno chamado individualismo. Augusto Cury, no livro “Nunca Desista dos Seus Sonhos” nos relata que há uma grande diferença entre o individualismo e a individualidade. Segundo ele, o individualismo é uma característica doentia da personalidade, ancorada na incapacidade de aprender com os outros, na carência de solidariedade, no desejo de atender em primeiro, segundo e terceiro lugar aos próprios interesses e deixando por último, as necessidades alheias. A individualidade, por sua vez, estaria ancorada na segurança, na determinação, na capacidade de escolha. Por essa razão, Cury a considera uma característica muito saudável da personalidade, ao mesmo tempo em que lamenta a nossa tendência humana em desenvolver frequentemente o individualismo e não a individualidade. Tal situação leva o indivíduo a entrar numa crise da qual não se mostra desalienado o bastante para sair, senão, com ajuda profissional. Da modernidade para cá, o “eu” se tornou o centro do universo. Todavia, fato é que a própria dinâmica da existência tem feito mostrar que as pessoas não conseguem lidar com este “eu” sozinhas. Já dizia Tom Jobim, “Fundamental é mesmo o amor. É impossível ser feliz sozinho”. Desta forma, para ludibriar a solidão que o aterroriza, não é raro que os indivíduos se isolem nas redes sociais, atitude que lhes permite certa fuga do “mundo real”, por conseguinte, experimentar uma vida ilusória, num mundo alheio à realidade, onde eles podem ser quem e o que quiserem, menos eles mesmos. Nas redes sociais, convive-se virtualmente com o outro, logo, o eu não precisa se defrontar com os problemas alheios. Com efeito, quem, nos dias de hoje, detém-se a pensar verdadeiramente nos problemas do outro? Quem se ocupa a refletir sobre o sentido da amizade e do companheirismo? Quem enxerga as dificuldades do outro desde a lógica da alteridade, isto é, como sendo, de alguma maneira, também seu problema? A ausência de respostas, ou a negativa das mesmas nos leva a pôr em xeque a existência de verdadeira amizade, ao mesmo tempo em que constatar que, o que denominamos amigos e amigas, quase sempre, não passam de “companheiros e companheiras de prazer”. As pessoas não nasceram pra ser indivíduos, mas sim comunidade, foi assim desde os primórdios. Entretanto, ainda que viva em grupos, parece ter se esquecido do verdadeiro significado de comuna.  Relacionando tal situação à vida religiosa atual, é com pesar que notamos que, nos últimos tempos, conscientes ou não, os religiosos tem se inclinado mais à tendência secular do individualismo do que ao ideal da vida comunitária (salvo nosso relacionamento pessoal com Deus, que, a propósito, pode se mostrar tão individualista quanto). Uma frase que se torna corriqueira hoje, quase um axioma, é a de que: “cada um cuide da sua caminhada”. De fato, cabe a cada sujeito se responsabilizar pela dinâmica de sua existência, cabe a cada qual dar conta daquilo que é ou pretende ser, sem transferir responsabilidades para terceiros. Não obstante, deve-se ter claro que, responsabilizar-se por si mesmo não é fechar-se no próprio egoísmo, mas sim, empreender um trabalho sobre si, afim de que, mais inteiro nas próprias questões, poder melhor caminhar com os outros. Nascemos de fato pra caminhar sozinhos? De fato damos conta de caminhar sozinhos? No dia 10 de dezembro de 1968, Thomas Merton proferiu sua última conferência no Encontro Ecumênico de Monges da Ásia, em Bangkok/Tailândia[1]. Ele Falara sobre Marxismo e Perspectivas Monásticas. Na ocasião, Merton argumenta que só é possível viver a utopia do comunismo dentro da vida religiosa, especificamente, da vida monástica. Em definições, o Comunismo é uma doutrina social, segundo a qual, pode-se e deve-se "restabelecer" o que se chama "estado natural", em que todos teriam os mesmos direitos a tudo, mediante a abolição da propriedade privada. Importa esclarecer que, aqui, não queremos dizer que a vida religiosa é um comunismo, até porque, este deixa de lado algo fundamental para nós cristãos: a compreensão de Reino de Deus. Contudo, é possível perceber algumas semelhanças no âmbito comunitário. Em Atos dos Apóstolos (2, 44-45), relata-se que todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum. Aqueles que abraçavam o modo de vida cristão vendiam as suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um. Com efeito, eles nada mais faziam que aquilo que Jesus os convidara a fazer: viver uma vida de comunhão, desapropriar-se do próprio, do privado, do individual, em função do bem estar do todo, da comunidade de fé. A saber, algo que temos tamanha dificuldade em realizar nos tempos de hoje, dado ao individualismo que se impõe. Dentro de inúmeras casas religiosas, torna-se cada vez mais visível o senso do privado tomando o lugar do comunitário. A título de exemplo, basta-nos atentarmo-nos ao fato de que, embora convivamos, não conhecemos aqueles a quem chamamos de irmão de caminhada, não temos informações básicas sobre a sua vida, não sabemos nada acerca de sua família, gostos, limitações e etc. O individualismo que cada vez mais se entranha na vida religiosa, torna impossível o autêntico conhecimento e reconhecimento do irmão. A consequência disso são os problemáticos pré-conceitos que fazem minar de vez qualquer possibilidade de convivência legítima, de maneira tal que, como diria Lulu Santos em “Uma onda no mar”: tudo que se vê não é. O pensador Heidegger pondera que o dasein, o ser aí, é um ser de cuidado, para consigo e para com os outros. No contexto do individualismo no geral, mas também, no âmbito religioso, o verbo “cuidar” ganhou uma conotação bastante pejorativa, ao passo que, se vê um irmão andando errante, pensa-se logo: “vou cuidar da minha caminhada, ele que se dane com suas mazelas”. Nessa perspectiva, as palavras de Jesus no evangelho de Mateus são bastante questionadoras: "Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano. (Mt 18, 15 – 17). Neste ponto, o termo, "Se teu irmão tiver pecado contra ti!” não deve ser tomado tão somente em seu sentido particular, mas também coletivo. Ora, pois, quando um irmão que vive dentro de uma comunidade peca, ele não peca apenas contra um, mas sim contra a comunidade inteira. Hoje, na vida comunitária, é inadmissível a correção fraterna se esta não proceder da parte de um superior. Assim, vestimos nossa armadura individualista e palavreamos em alto tom, “Quem é você pra me corrigir? Por acaso é meu formador?” Com efeito, nesse mundo, somos eternos formadores e formandos e sempre temos algo a aprender. Todavia, precedem ao aprendizado, a humildade e a acolhida da crítica construtiva alheia. Faz-se necessário elucidar que, adverso ao "cuidar" é "bisbilhotar a individualidade alheia". O bisbilhoteiro é aquele que tem o mau hábito de espiar pelo “buraco da fechadura”, aquele que invade a individualidade do outro com o perverso propósito de controlar os seus passos e determinar os seus atos; quem puder entender, entenda. Portanto, urge que voltemos à genuína vivência fraterna, mas isso só será possível na medida em que nos virmos capazes de nos libertarmos da tirania do “eu”, isto é, de arrancarmos de dentro de nós, a medida de nossas forças, as tendências egoístas e individualistas que nos habitam, para então, nos abrirmos ao processual conhecimento mútuo, sem perder a nossa identidade (individualidade), tampouco, sem violar a subjetividade alheia.   Via: OFM Província Santa Cruz. 
  • O Serviço de Animação Vocacional participou no domingo, 27, do II Encontro Vocacional na Capela São José Operário
    Foi realizado no último domingo, 27, O II Encontro Vocacional na Capela São José Operário, na Paróquia São Francisco de Assis, em Valparaíso (GO). O evento contou com a presença do Serviço de Animação Vocacional (SAV) de nossa província, de casais palestrantes e congregações religiosas femininas de nossa região. Foram abordadas a vocação religiosa, a vocação sacerdotal e a vocação matrimonial, como também seus lados positivos e negativos, desafios e demais características. Puderam participar homens e mulheres de 13 a 35 anos.  O encontro foi iniciado com a Santa Missa, às 8h, sendo seguido pelo café da manhã e, logo após, a palestra vocacional, os testemunhos e a animação organizada pelo SAV. Ainda aconteceram grupos de conversa para debater o assunto e um momento de visitas aos stands vocacionais para que os participantes e as participantes pudessem conhecer o carisma de cada ordem ou seguimento na vocação, uma oportunidade de partilha de experiências, muita animação e convivência fraterna. “A importância do encontro está em proporcionar aos jovens e às jovens, o auxílio na compreensão sua vocação, de fazê-los entender que o processo de seguir de Jesus constitui numa vocação primeira, que é correspondida no Batismo. A partir disso, o Senhor chama a cada um, em sua individualidade, à uma vocação particular. E, nesse trabalho, nos esforçamos para que todos na dinâmica cristã possam corresponder ao seu chamado”, afirmou o Frei Mayko Ataliba, o organizador do evento.   SAV Frei Ricardo Elvis em sua mensagem aos participantes e às participantes do II Encontro Vocacional.             O Serviço de Animação Vocacional de nossa Província atuou juntamente dos outros palestrantes do evento, buscando tornar conhecido o carisma franciscano e o chamado à simplicidade. Os integrantes da SAV pronunciaram sua mensagem, cujo tema foi “Vocação: chamado e resposta de amor”. O despertar vocacional teve como objetivo fomentar e, ao mesmo tempo, auxiliar os jovens a discernir a própria vocação cristã no que diz respeito à sua origem (o chamado de Deus) e à sua realização (resposta do ser humano). “Deus realizou seu plano de salvação na história a partir de diversos chamados, manifestos nas tantas figuras bíblicas que são para nós verdadeiros exemplos, e que nos animam a dar o nosso sim hoje”, disse aos participantes e às participantes, o Frei Ricardo Elvis.    Confira as fotos do evento! Veja outros trabalhos do SAV de nossa Província clicando aqui e aqui. 
  • Ordenação diaconal dos irmãos de nossa Província
    A Província São Maximiliano Kolbe do Brasil, da Ordem dos Frades Menores Conventuais, convida a todos e a todas para as Celebrações Eucarísticas nas quais serão ordenados diáconos, os seguintes irmãos: Frei Beneval Soares Bomfim (OFMConv); Frei Francisco Ferreira da Silva (OFMConv); Frei Geraldo Leite da Silva Junior (OFMConv); Frei Marcus Orlando Figueiredo Pinto (OFMConv); Frei Maykon Anderson de Oliveira Silva (OFMConv); Frei Paulo Arante Rodrigues (OFMConv); Frei Wagner da Silva Faustino (OFMConv).   Celebrações Serão ordenados diáconos, pela imposição das mãos e prece de ordenação de Dom Leonardo Ulrich Steiner, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília, os nossos irmãos: Frei Beneval Soares Bomfim (OFMConv); Frei Francisco Ferreira da Silva (OFMConv) Frei Geraldo Leite da Silva Junior (OFMConv); Frei Marcus Orlando Figueiredo Pinto (OFMConv); Frei Maykon Anderson de Oliveira Silva (OFMConv). ‘‘Estou no meio de voz como aquele que serve’’ (Lucas 22,27) Sábado, 15 dezembro às 10h. Paróquia São Marcos e São Lucas EQNP 09/13 Área Especial EFGH Ceilândia (DF) Clique aqui e confirme presença no evento no Facebook.   Será ordenado diácono, pela imposição das mãos e prece de ordenação de Dom Manoel Delson (OFMCap), Arcebispo da Paraíba, o nosso irmão: Frei Wagner da Silva Faustino (OFMConv) ‘‘Estou no meio de voz como aquele que serve’’ (Lucas 22,27) Sábado 22 de dezembro às 10h Santuário Nossa Senhora da Conceição Av. Dom Vital - Centro Pedras de Fogo (PB) Clique aqui e confirme presença no evento no Facebook.   Será ordenado diácono, pela imposição das mãos e prece de ordenação de Dom Fernando Barbosa dos Santos (CM), Bispo da prelazia de Tefé, o nosso irmão: Frei Paulo Arante Rodrigues (OFMConv). ‘‘Estou no meio de voz como aquele que serve’’ (Lucas 22,27) Sábado 05 de janeiro às 10h Paróquia Santo Antônio Rua Minas Gerais, S/N Tefé (AM) Clique aqui e confirme presença no evento no Facebook.
  • Primeira Profissão Religiosa dos Frades Noviços
    No dia 9 de fevereiro, foi celebrado a Primeira Profissão Religiosa de seis frades noviços. A celebração ocorreu no Convento e Santuário Jardim da Imaculada, na Cidade Ocidental (GO). Além dos frades noviços, estavam presentes o ministro da provincial, Frei Marcelo Veronez, o mestre dos postulantes, Frei José Roberto, o vice-mestre dos postulantes, Frei Casemiro Cieslik e outros concelebrantes. A primeira profissão inaugura uma nova fase da formação, se beneficia do dinamismo e da estabilidade que nascem dos conselhos evangélicos. A finalidade é conduzir o jovem religioso a uma maturidade que permita fazer a escolha definitiva com consciência e liberdade e que o coloque na dinâmica e na condição de bem vive-lo. No processo, os noviços fazem os votos de Obediência, Pobreza (sine próprio) e Castidade de modo a adentrarem de fato na Ordem Franciscana como frades franciscanos conventuais. Os votos são renovados a cada um ano por três vezes, sendo o quarto ano de profissão o momento em que se acentua os votos perpétuos. Essa é a fase onde os Freis franciscanos consagrados iniciam o período de quatro anos nos estudos da Sagrada Teologia no Instituto São Boaventura (conheça mais sobre o Instituto clicando aqui).    
  • Vida Religiosa: coragem de renascer
    Vivemos um tempo de escolhas difíceis: optar  por mudanças em suas mais diferentes formas, mudança quantitativa ou mudança profunda e radical; procurar uma nova “arquitetura” para as comunidades, melhorando sua organização e sua gestão; redimensionando ou simplificando a vida; iniciar processos novos de formação e de autoformação juntamente com o empenho da conversão pessoal e comunitária;  optar por uma refundação do carisma na ótica de uma mais eficaz e radical inculturação. Não é nada fácil ter que enfrentar mudanças, o que já se tornou praticamente condição estrutural de nosso tempo. Mais complexo ainda é colocar em ação dinamismos e processos de mudança que conectem tradição e inovação, a fidelidade ao carisma e as novas instâncias culturais derivadas da contemporaneidade. Estamos diante de desafios. Todos eles devem ocupar atenção em nossos espaços de formação permanente, como também na preparação e realização dos capítulos. No clima de renovação da vida religiosa encetado e favorecido pelo Concílio, os diferentes institutos promoveram processos inovadores no sentido de recuperar sua “significação” e entrar em diálogo com a modernidade. Via de regra que se fez sob pressão das transformações sociais, com a urgência de se dar resposta às instâncias emergentes dos diversos contextos socioculturais. Um antigo ditado reza: “A necessidade é a mãe das invenções”. Em função das transformações, necessário se dar uma resposta às novas necessidades. Nem sempre, no entanto, esta lógica funciona. No momento que vivemos não basta apenas uma adaptação, sobretudo quando se verifica uma desmotivação no que tange o próprio carisma. Que fazer? Como caminhar rumo a um futuro ainda encoberto de nuvens escuras? Pode-se ter a impressão que estamos mais nos dirigindo para uma densa noite do que para uma aurora radiosa? A vida religiosa em nossos dias parece estar vivendo momentos de cansaço e de fadiga de tal forma que fica difícil caminhar com esperança e alegria. Tem-se a impressão, por vezes, que se trata de um agarrar-se com ansiedade e medo a algo que parece ter perdido o significado mais profundo. Tais interrogações assaltam a uns e outros, a jovens e a adultos, formandos e formadores. Quem dera que esses questionamentos pudessem ser partilhados em nossas reuniões comunitárias. Vivemos de aperto no coração, por tempos marcados por incertezas, mas também apaixonantes para os institutos e congregações religiosas. À dificuldade de realizar processos de evangelização e de educação que se tornam cada vez mais lentos e complexos, acrescente-se a percepção de um futuro bastante incerto. Os membros dos institutos diminuem, por vezes, drasticamente; as vocações são numericamente escassas, inclusive inexistentes; as reestruturações e os redimensionamentos operam cortes de trabalhos tirando do religioso o dinamismo missionário e apostólico.  De outro lado momentos apaixonantes também porque se tornam ocasião para que nasçam novos brotos e nova floração na linha da criatividade da vida religiosa e para dar novamente força e dignidade a essa opção de vida que quer ser “profecia para a humanidade”, no dizer João Paulo II, na Exortação Vita Consecrata. A fidelidade está continuamente sendo posta à prova pelos abandonos que não dão sinais de diminuir, egressos também de consagrados mais adultos.  Parece que faltam pontos de referência mais significativos, não somente nos que governam, mas também naqueles dos quais se poderia esperar uma sábia orientação espiritual. Vemos que aumentam solidões, inconsistências pessoais, desadaptações, menos alegria, menos paixão e coragem de arriscar. E, no entanto, ontem como hoje, o mundo tem necessidade de testemunhos autênticos, de santos que, na criativa diversidade de suas personalidades e de seus caminhos, professem com sua existência o amor e a vida em todas as suas expressões e sabem comunicá-los a todos, especialmente aos que perderam o sentido  de viver. Cabe aqui lembrar palavras do Papa dirigidas aos superiores maiores: “Sede testemunhas de um modo diferente de fazer, de atuar, de viver! É possível viver de maneira diferente daquela que o mundo vive.  Estamos falando de um olhar escatológico, dos valores do Reino encarnados aqui, nesta terra. Trata-se de deixar tudo para seguir o Senhor (…). A radicalidade evangélica não é propriedade exclusiva dos religiosos: a todos é pedida. Os religiosos, no entanto, seguem o Senhor de maneira especial, de modo profético.  Espero de vós este testemunho. Os religiosos devem ser homens e mulheres capazes de despertar o mundo”.   Leia o artigo completo em: Franciscanos. Autor: Frei Almir Guimarães (OFMCap).