Vida Religiosa Consagrada (VRC)

  • CRB Nacional promove o Curso de Assessoria de Comunicação nas Comunidades Religiosas
    Acontecerá entre os dias 12 e 13 de outubro, na sede do Serviço à Pastoral da Comunicação (SEPAC), em São Paulo (SP) o Curso de Assessoria de Comunicação nas Comunidades Religiosas. A formação é promovida pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional) e tem como objetivo fomentar a atualização de linguagens para seus assessores e suas assessoras regionais e todos aqueles e aquelas que realizam a comunicação nas Congregações Religiosas. Desta forma, a CRB pretende assegurar à Vida Religiosa Consagrada a preparação e desenvolvimento de processos de comunicação de maneira a favorecer o encontro e o crescimento nas relações interpessoais e dar melhor visibilidade aos seus carismas. O procedimento faz parte das prioridades da Conferência para o Triênio 2016-2019. Serão debatidos os novos paradigmas de comunicação e sua incidência na fé e na Vida Religiosa Consagrada; a questão da visibilidade da Congregação na realidade de hoje e a articulação da cultura da comunicação; e a Metodologia para organizar um projeto de Assessoria de comunicação (teórico e prático). A Irmã Joana Puntel (Fsp) e o Professor Dario Vedana serão os secretários do evento. Para se inscrever, clique aqui. Mais informações no e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você precisa do JavaScript habilitado para visualizá-lo.. 
  • ESPECIAL FESTA DE S. FRANCISCO: A Cruz de São Damião
    Durante os três dias que antecedem a solenidade de São Francisco de Assis, publicaremos a Série "Vocação Franciscana", um conjunto de artigos destacando o carisma da Ordem no Chamado, na Compreensão e na Vivência do Pai Seráfico. Este o segundo texto da série (confira o primeiro assunto clicando aqui). Para cada um dos temas, um religioso irá fazer uma explanação do ponto de vista religioso. Ao final do texto, confira a Importância da Cruz no Amor Fraternal dos Franciscanos pelo Frei Luís Ventura (OFMConv).    A Cruz de São Damião e Amor em São Francisco Francisco perguntou “Senhor, o que quereis que eu faça?” e Deus o respondeu “Volta a Assis e ali te será dito”. Mas essa resposta não chegou assim tão fácil. O jovem de Assis teve de viver um longo período de sabatina em que não achava mais a si mesmo nas antigas felicidades do século. Teve que passar dias se perguntando que rumo tomar e, ainda assim, não encontrou o findar de seus questionamentos. Inquieto, viajou na esperança de descobrir como servir ao Senhor e não mais ao servo. De esperança passou a experiência. Viveu a pobreza e tornou doce o que antes era amargo à sua alma e ao seu corpo. E, mesmo assim, não lhe fora respondido. Um dia, rezando na Capela de São Damião, que estava em péssimo estado devido ao abandono, aconteceu algo diferente. O Povorelo estava de joelhos aos pés do Crucificado quando uma voz lhe disse “Francisco, vai e reconstrói a minha Igreja que está em ruínas”. E, não compreendendo ainda o real significado deste chamado, ele saiu e, indo até a sua casa, tomou alguns caros pertences e os vendeu por um preço bem menor nas ruas da cidade. Pegou o dinheiro da venda e deu ao sacerdote da capela e se ofereceu para ajudar com as próprias mãos na reconstrução do local. A atitude causou a fúria de seu pai, Pedro Bernardone. Ora, não bastavam os desfalques frequentes na loja de Bernardone que ele fazia ao entregar gratuitamente mercadorias e alimentação para os necessitados, agora estava a envergonhar a sua família? Seu pai o levou para casa, bateu nele e o acorrentou pelos pés, prendendo-o num cubículo embaixo da escada. Lá, ficou por alguns dias até que sua mãe, Dona Pica, movida por grande piedade, o soltou. Liberto, Francisco voltou para a capela e passou a pedir esmolas para reconstruir a igreja enquanto se escondia de seu pai. O Povorelo tinha grande amor pela Cruz de São Damião, o Cristo que não estava machucado pelos castigos do calvário, o único sangue presente n’Ele, provinha de suas chagas. Os olhos bem abertos e a expressão amorosa deixavam bem claro que aquele momento não representava a derrota, mas sim a vitória de Jesus sobre a morte e o sinal de que Ele salvou a todos naquele momento, como dizia São Paulo, quando afirmava que Cristo cancelou “o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente, ao encravá-lo na Cruz” (Cl 2,14). Foi ali, aos pés daquele Cristo humanizado onde havia sido convidado por Deus a reerguer a Sua Igreja, mas o tempo d’Ele é diferente do nosso e é necessário que reflitamos muito para podermos compreender. Sem mais alternativas, Bernardone decidiu recorrer ao Bispo em julgamento contra o próprio filho. O palco da audiência foi a própria Praça Comunal de Assis, onde o seu pai, mais uma vez quis leva-lo para casa dando a opção de retornar ou renunciar à sua herança, mas o jovem respondeu “As roupas que levo pertencem também a meu pai, tenho que devolvê-las". Assim, ele começou a tirar os seus trajes. Um a um e, estando nu, disse “Até agora tu tens sido meu pai na terra, mas agora poderei dizer: ‘Pai nosso, que estais nos céus”. O Bispo, então, o acolheu, envolvendo-o com seu manto e, daquele momento em diante, Francisco se afastou de todos e dedicou-se ao serviço dos pobres e doentes, mas, principalmente, à reconstrução diversas igrejas da região.   Já se perguntava “o que mais Deus haveria de querer de mim?” enquanto terminava a restauração da última igreja daquela localidade, a Capelinha de Santa Maria dos Anjos, a Porciúncula tão cara ao Pai Seráfico. Certo dia, ouviu durante a Santa Missa o evangelho de Cristo instruindo aos apóstolos sobre o medo de serem missionários pelo mundo, “sem túnicas, sem bastão, sem sandálias, sem provisões, sem dinheiro no bolso …” (Lc 9,3). Essa palavra tocou de tal forma o jovem de Assis que, finalmente, ascendeu-se nele a luz do seu chamado, “É isso que quero! É isso que desejo de todo o coração!” e, pouco depois, passou a vivenciar a sua obra: o seguimento puro do evangelho. A hora de São Francisco no tempo de Deus finalmente havia chegado. Precisou escutar o Senhor para entender que estava sendo chamado e necessitou de vivência para compreender a sua Missão. Em seu coração não restavam mais dúvidas, mas transbordava em Amor. O Amor que Cristo ensinou aos apóstolos e que agora o preenchia. O Amor que estava presente na Cruz de São Damião e que agora ele experimentaria por si, pelos irmãos e por toda a criação. Assim, aos poucos, muitos se foram se apaixonando por sua forma de vida e decidiam-se por acompanha-lo e, a estes e estas (como Santa e Clara e suas irmãs em Amor) sempre dizia “Nossa regra de vida é viver o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo”.   Fonte: Canção Nova, Cruz Terra Santa e Franciscanos.  Confira a série Vocação Franciscana clicando aqui.    A Cruz de São Damião e Amor em São Francisco segundo o Frei Luís Ventura (OFMConv), confira o vídeo: 
  • ESPECIAL FESTA DE S. FRANCISCO: O chamado e a escuta
    Durante os três dias que antecedem a solenidade de São Francisco de Assis, publicaremos uma série de artigos destacando o vocação franciscana no Chamado, na Compreensão e na Vivência do Pai Seráfico. Este o primeiro texto da série. Para cada um dos temas, um religioso irá fazer uma explanação do ponto de vista religioso. Ao final do texto, confira o Chamado e a Escuta de São Francisco por Frei Altair de Jesus (OFMConv).      O chamado e a escuta de São Francisco de Assis Mesmo que sua obra no seguimento do evangelho seja conhecida por muitos e muitas fiéis através dos tempos, São Francisco não nasceu Santo, mas se fez santo. Ele também não viveu toda a sua vida em consagração ao seguimento do Crucificado, já que por muito tempo perdeu-se no século deslumbrado por seus efêmeros prazeres. Entre o jovem rico e boêmio que era popular na cidade até o Pobrezinho de Assis que fora taxado como louco, há um longo caminho de dúvidas e o desejo em compreender-se. O início do findar desta estrada trilhada nas incertezas de suas aspirações parece chegar apenas quando Deus o chama. Embora tivesse formação cristã, o jovem Francisco era amante das festas e banquetes e, como muitos de sua idade, tinha a ambição de conquistar fama, riquezas e títulos de nobreza. Para isso, ele precisaria destaca-se no heroísmo das guerras. Em sua primeira batalha, caiu prisioneiro e, no cárcere insalubre e gelado, ficou por cerca de um ano até ser solto. Retornando à Assis, continuou a aproveitar todos os agrados que a boemia poderia proporcionar a ele e a seus amigos. Entretanto, dessa vez a sua diversão não durou muito e, devido às condições às quais fora exposto na prisão, seu organismo enfraqueceu e ele passou a sofrer com uma grave enfermidade. Este período o mudaria para sempre. Não foi apenas uma doença, mas uma longa sabatina em reflexão sobre os seus anseios. Quando se recuperou, não era mais o mesmo: não alegrava-se com os prazeres mundanos como antes o fizera. Foi a forma que Deus escolheu para entrar na vida de Francisco, mesmo que aqui, ele não buscava diretamente o Senhor, mas estava inquieto e à procura de um sentido para sua vida. Que rumo tomar? Francisco não era mais o jovem festeiro, mas ainda desejava a fama. Incentivado por seu pai que aguardava a oportunidade de enobrecer a família, ele partiu para mais uma guerra. Diferente da primeira vez e tocado pelos últimos acontecimentos, antes de sair de Assis, ele cedeu a um amigo pobre a cara e resistente armadura que o seu pai havia lhe preparado. Este gesto é considerado o seu primeiro sinal de bondade. No caminho, ele adoeceu novamente e não pôde continuar a marcha. Neste momento, teve a primeira experiência espiritual, quando pensou ter ouvido o Senhor lhe dizer:  – Francisco, o que é mais importante, servir ao Senhor ou servir ao servo?  – Servir ao Senhor, é claro – respondeu.  – Então, por que te alistas nas fileiras do servo?  – Senhor, o que quereis que eu faça?  – Volta a Assis – lhe diz a voz – e ali te será dito. Retornando à sua cidade natal e desafiando o desdém dos vizinhos e a cólera de seu pai, Francisco passou a dedicar-se à meditação e à oração. Ainda inquieto e em busca de respostas, viaja à Roma. Lá, tem sua primeira experiência de pobreza ao se sentir tocado com um mendigo e, com ele, trocar as vestes. Despoja-se então de suas nobres indumentárias e traja as roupas sujas e esfarrapadas. Novamente em Assis, todos passaram a se questionar o que teria acontecido com o filho do comerciante, teria ele perdido o juízo? Francisco agora passava boa parte do seu tempo em busca de lugares tranquilos para rezar. Em uma destas procuras, deparou-se com um leproso, um ser que sempre lhe causou enorme e indescritível nojo. No entanto, desta vez era diferente, ele estava diferente. Como se estivesse movido por uma força maior, Francisco desceu do cavalo e pôs todo o seu dinheiro naquelas mãos sangrentas e, num gesto de carinho e amizade, beijou aquele doente. Falando depois a respeito desse momento, ele diz, “O que antes me era amargo, mudou-se então em doçura da alma e do corpo. A partir desse momento, pude afastar-me do mundo e entregar-me a Deus”.   Francisco havia percorrido um longo caminho. Sua vida que antes preenchida por alegrias fugazes, agora ansiava por algo maior. Nada mais que o século poderia lhe proporcionar, era significativo. Não era a fome do corpo carnal que ele sentia, mas uma fome que nenhum dos prazeres terrenos poderia saciar. Era a fome da alma que só pode ser satisfeita com as graças do alto, aquelas que, somente no seguimento do Evangelho se pode encontrar. Para que ele deixasse para trás o caminho mundano, teve de dar atenção à sua própria inquietação. Mas o que buscava? O que pretendia? Isso, somente Deus poderia responder. E, para compreender o que o Senhor esperava dele, teve de ouvir. Mesmo que Francisco tenha recebido o chamado, ele precisou ainda escutar, refletir e orar. Sua vocação não estava destinada a se perder na glória dos homens, mas sim numa vida dedicada ao que o próprio Cristo já havia deixado para nós: o Amor. O processo de escuta é muito importante! Somente quando silenciamos as vozes do século, podemos ouvir o Senhor dizer “Vem e segue-me!”. “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me” (Mateus 19:21).   Fonte: Canção Nova, Cruz Terra Santa e Franciscanos.  Confira a série Vocação Franciscana clicando aqui.    O Chamado e a Escuta de São Francisco por Frei Altair de Jesus (OFMConv), confira o vídeo: 
  • ESPECIAL FESTA DE S. FRANCISCO: São Francisco Reconstruiu a Igreja
    Durante os três dias que antecedem a solenidade de São Francisco de Assis, publicaremos a Série "Vocação Franciscana", um conjunto de artigos destacando o carisma da Ordem no Chamado, na Compreensão e na Vivência do Pai Seráfico. Este o último texto da série (confira o primeiro assunto clicando aqui e o segundo aqui). Para cada um dos temas, um frade irá fazer uma explanação do ponto de vista religioso. Ao final do texto, confira São Francisco e a Fraternidade Universal pelo Frei Jorge Elias (OFMConv).    São Francisco Reconstruiu a Igreja em seu Amor Fraternal Francisco ouviu a resposta de seu chamado, não com os ouvidos do corpo, mas com os ouvidos da alma. Esperou e escutou o que Deus queria dele e compreendeu, não com a mente, mas com o seu coração, “É isso que quero! É isso que desejo de todo o coração!”. O jovem de Assis agora se comprometia profundamente com sua vocação: viver e pregar puramente o Evangelho. Peregrinou por muitos lugares para levar a Palavra de Deus e, em nenhum momento saiu a convidar seguidores para que o acompanhassem, mas o seu modo de vida começou a chamar a atenção e a fazer com que muitos, intrigados com sua decisão, se questionassem sobre suas próprias vidas. O primeiro destes seguidores foi um rico assisense, Bernardo de Quintaval. Ele não se juntou inicialmente a Francisco, mas o estudou buscando saber mais deste louco que deixou sua vida confortável para se dedicar ao Evangelho. Convidou-o para jantar em sua casa algumas vezes (a sua residência pode ser vista em Assis até hoje, como você pode conferir clicando aqui). Com sensibilidade, Bernardo percebeu não estava diante de um desajustado e questionou ao Pobrezinho “o que devo fazer para servi-lo?”. Para responder, Francisco recorreu ao evangelho como havia feito muitas vezes antes. Ao amanhecer, ambos foram à Santa Missa. No caminho, se juntou a eles Pedro de Catânia, doutor em Direito e novo irmão. Abriram a Bíblia três vezes e encontraram as respostas: “Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres. Depois vem e segue-me” (Mt 19,21). “Não leveis nada pelo caminho, nem bastão, nem alforge, nem uma segunda túnica…” (Lc 9,3). “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me” (Mt 16,24). Então, decidiu São Francisco, “Isto é o que devemos fazer e é o que farão todos quantos quiserem vir conosco”. E, assim, estava dado o passo inicial de sua Missão quando, em 24 de fevereiro de 1208, fundou a Fraternidade dos Irmãos Menores. Bernardo vendeu todos os seus bens e partiu com Povorelo. Esse exemplo frutificou entre muitos que se juntaram a eles. Em 1209, aquele grupo de irmãos mendicantes foram à Roma para aprovar o seu modo e, com a ajuda do Bispo de Assis, foram recebidos pelo Papa. E assim, Inocêncio III, maravilhado com aquele propósito, não só aprovou o modo de vida, como reconheceu em Francisco o homem que a pouco tinha visto em um sonho segurando as colunas da Igreja de Latrão.     O movimento franciscano foi crescendo e tendo a admiração de muitos. Uma das ações transformadoras de São Francisco que atraiu a muitos foi a sua compreensão do amor fraternal. Tocado pelo Evangelho e pela mensagem de Cristo, ele ensinou a todos sobre este Amor. O Amor igual entre todos e que é realçado na minoridade franciscana, “Os meus irmãos chamam-se Menores exatamente para que não aspirem ser maiores. A sua vocação é ficarem rentes ao chão e seguirem os passos da humildade de Cristo” (2Cel 148 ). O amor a todos em igualdade e simplicidade, não somente aos irmãos e irmãs humanos, mas à todas as criaturas. São Francisco enxergava em toda a criação a presença do Senhor. Todos eram frutos da graça de Deus: dos pássaros inofensivos aos ferozes lobos; das belas árvores frutíferas à voracidade do fogo (como pode ser visto no Cântico do Irmão Sol, clique aqui). Deus estava em todos os lugares e em tudo abundava a Sua graça. Todos eram seus irmãos e irmãs, até a morte; ou melhor, a Irmã Morte. Foi assim que São Francisco reconstruir a Igreja de Deus, não fisicamente, mas com Amor. Seu Amor igualitário e minoritário na Fraternidade Universal de toda a criação do Senhor.    Fontes:  Canção Nova, Cruz Terra Santa, Franciscanos e Franciscanos RS.  Confira a série Vocação Franciscana clicando aqui.    São Francisco e a Fraternidade Universal pelo Frei Jorge Elias (OFMConv), confira o vídeo! 
  • IV Congresso Vocacional do Brasil acontecerá em reflexão ao Sínodo dos Jovens
    Acontecerá, na cidade de Aparecida (SP), entre os dias 05 a 08 de setembro do ano que vem, o IV Congresso Vocacional do Brasil. O evento tem como tema “Vocação e discernimento” e segue o lema “mostra-me, Senhor, os teus caminhos!” (Sl 25,4) e será realizado acompanhando as reflexões alavancadas pela temática da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, o Sínodo dos Jovens. A abordagem do Congresso foi proposta pela Comissão para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada (CMOVC), em parceria com outras instituições, como a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional) e o Instituto de Vida Pastoral (IPV). Ao conclamar o Sínodo sobre a Juventude, o Papa Francisco lançou um apelo à Pastoral Vocacional para que seja formadora de “guias especializados” que saibam acompanhar os jovens desta nova geração. Jovens marcados pelos desafios e belezas desta “mudança de época”. Para responder a esse apelo, será de fundamental importância que o tempo de preparação do IV Congresso Vocacional seja marcado por uma mudança profunda de mentalidade e ação nos animadores e animadoras vocacionais:  passar do recrutamento de agentes sociais a verdadeiros discípulos de Jesus, mediante a pastoral do encontro com o Senhor. Sendo necessário o contínuo movimento de descida ao complexo chão da realidade, onde a “experiência de fé cristã se encontra hoje em uma espécie de estado generalizado de busca e recomeço”, como afirma o documento sobre a Iniciação Cristã em seu número 52. Descer à realidade para “ver e escutar” a pluralidade das juventudes no contexto atual e escutar o grito que nasce no coração dos jovens que não suportam as injustiças e não desejam inclinar-se à cultura do descarte, nem ceder à globalização da indiferença.   Fonte: CRB Nacional. Autora original: Ir. Clotilde Prates de Azevedo (ap), Assessora Executiva CRB Nacional. 
  • Mês Vocacional: Vida Religiosa
    Este é o último vídeo de nossa série para o mês de agosto que, desde 1981, é dedicado à vocação pela Igreja no Brasil. Neste vídeo, saindo um pouco do costume de falarmos com outros membros da Ordem Franciscana, decidimos conversar com as Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações, de Brasília.   Na ocasião, a Irmã Valéria Castro e a noviça Millena Furlan nos falaram sobre a fundação de sua ordem, seu carisma, a vocação e os encantos da Vida Religiosa Consagrada (VRC). Veja o vídeo e confira!
  • O Voto de Pobreza na Vida Consagrada Franciscana
      “Bem-aventurados são os pobres de espírito porque deles é o Reino dos céus” (Mt 5,3) A pobreza dos consagrados não consiste na privação de alguma coisa e muito menos se identifica com o desprezo de qualquer bem ou criatura. É uma pobreza evangélica cujo sentido último é por causa do Reino dos céus. Pobreza por causa do Reino é compreender de antemão que sua raiz e sua força originária está no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. A partir daí, temos a missão de sermos pobres não diante de nossos próprios conceitos e parâmetros, mais diante da pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo.     O que é ser pobre segundo o Evangelho de Jesus Cristo?   Todo discípulo é chamado por Jesus a segui-lo mais de perto e estar ao seu lado. Deste chamado e deste seguimento é que surge o desejo e o convite a renunciar todas as coisas pelo Reino de Deus. Isto é, um ‘sim’ dado a Deus nos leva a um ‘não’ às coisas que não são mais necessárias para o discipulado.   Este ‘sim’ dado a Deus leva o consagrado a perceber que uma só coisa lhe é necessária: estar ao lado de Jesus. E ser pobre na vida consagrada é consequência de um encantamento pelo chamado do Senhor. Neste ínterim, ser pobre é proclamar com a própria vida que Deus é o nosso único Senhor e sem o qual nada seríamos. De Deus tudo provém e por Ele fomos criados.       Mas, em que consiste a pobreza de Cristo? E o que é ser pobre como Ele é pobre?   Cristo é todo voltado para o Pai. Sua vontade é a vontade do Pai, de tal modo que, esvazia-se de si mesmo para assumir em sua vida seu plano de amor. Pois, só sendo pobres que somos capazes de sermos livres e de nos doarmos uns aos outros sem reservas, sem preconceitos e sem ‘segundas intenções’. A pobreza de Cristo nos ensina a assumirmos nossa finitude e a reconhecermos que ser divino é ser humano.   No entanto, o que significa assumir nossa finitude? É todo dia ter que levantar, trabalhar, estudar, passear, enfrentar as dificuldades, os problemas e as dores de cada dia com a mesma coragem e confiança de Jesus Cristo na cruz. Isto é, a confiança de Jesus no Pai. O tesouro e a herança de nosso Senhor Jesus Cristo é cumprir a vontade do Pai.     Da pobreza de espírito “São muitos os que insistem nas orações e nos ofícios e fazem muitas abstinências e aflições em seus corpos. Mas, por causa de uma só palavra que lhes pareça injuriar seus corpos ou por causa de alguma coisa que se lhes tire, ‘escandalizados’, imediatamente se perturbam. Estes não são pobres de espírito. Porque, quem é verdadeiramente pobre de espírito odeia a si mesmo e ama os que lhe ‘batem’ no ‘queixo'” (Adm 14).       Fonte: Custódia Provincial Imaculada Conceição do Brasil.
  • Representantes da Vida Religiosa se reuniram em Manaus
    Neste fim de semana, entre os dias 16 e 18 de novembro, representantes da Vida Religiosa na região amazônica se reuniram em Manaus (AM) para debater assuntos pertinentes aos eventos pré-Sinodais promovidos pela REPAM (Rede Eclesial Pan-amazônica). A ocasião foi mais uma etapa no caminho da escuta rumo ao Sínodo Amazônico para compartilhar o trabalho realizado e os resultados colhidos nos últimos meses nas bases em todos os 6 Regionais da Igreja na Amazônia.  A Vida Religiosa Consagrada (VRC) é uma presença próxima, um testemunho que caminha ao lado das pessoas e dialoga com elas nas fronteiras amazônicas, periferias e centros urbanos. Acompanha a vida dos que mais sofrem e são perseguidos: indígenas (inclusive os mais isolados), ribeirinhos, quilombolas, imigrantes, pobres. A Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, Presidente da Confederação Brasileira de Religiosos (CRB), em declaração concedida ao Padre Luis Miguel Modino, resume, “a Vida Religiosa espera que o Sínodo olhe concretamente para a situação de vulnerabilidade dos povos da Amazônia e que apoie uma Igreja cada vez comprometida com as causas dos mais vulneráveis entre os vulneráveis”, contou explicou a Religiosa. “Não tem sentido como religiosos e religiosas ficarmos acomodados em nossa zona de conforto”, continuou ela. Em nome da Vida Religiosa na Amazônia brasileira, Irmã Maria Inês sente a obrigação de voltar à presença nas bases, de chegar às comunidades mais distantes, muitas vezes esquecidas e desatendidas; de escutar e promover o diálogo. Uma Igreja menos administradora e mais missionária, que seja voz dos povos que acompanha, respeite a religiosidade popular e os saberes e espiritualidades dos povos tradicionais.   Carta final e mensagem ao Papa Francisco Na conclusão do encontro foram emitidos dois documentos: uma carta ao Papa e outra, resumindo o conteúdo do evento. Ao Bispo de Roma, os participantes colocam-se à disposição, “com a nossa oração e o nosso trabalho, a viver na simplicidade e na pobreza”. E na ótica da Encíclica Laudato Si, querem “que o Sínodo para a Amazônia seja uma oportunidade para o mundo conhecer os valores e gritos presentes na Igreja da Amazônia, entender seu dinamismo e receber as contribuições que pode oferecer”. Confira a carta (em espanhoul) clicando aqui.   Fonte: Vatican News. Autora original: Cristiane Murray.
  • Vida Religiosa: coragem de renascer
    Vivemos um tempo de escolhas difíceis: optar  por mudanças em suas mais diferentes formas, mudança quantitativa ou mudança profunda e radical; procurar uma nova “arquitetura” para as comunidades, melhorando sua organização e sua gestão; redimensionando ou simplificando a vida; iniciar processos novos de formação e de autoformação juntamente com o empenho da conversão pessoal e comunitária;  optar por uma refundação do carisma na ótica de uma mais eficaz e radical inculturação. Não é nada fácil ter que enfrentar mudanças, o que já se tornou praticamente condição estrutural de nosso tempo. Mais complexo ainda é colocar em ação dinamismos e processos de mudança que conectem tradição e inovação, a fidelidade ao carisma e as novas instâncias culturais derivadas da contemporaneidade. Estamos diante de desafios. Todos eles devem ocupar atenção em nossos espaços de formação permanente, como também na preparação e realização dos capítulos. No clima de renovação da vida religiosa encetado e favorecido pelo Concílio, os diferentes institutos promoveram processos inovadores no sentido de recuperar sua “significação” e entrar em diálogo com a modernidade. Via de regra que se fez sob pressão das transformações sociais, com a urgência de se dar resposta às instâncias emergentes dos diversos contextos socioculturais. Um antigo ditado reza: “A necessidade é a mãe das invenções”. Em função das transformações, necessário se dar uma resposta às novas necessidades. Nem sempre, no entanto, esta lógica funciona. No momento que vivemos não basta apenas uma adaptação, sobretudo quando se verifica uma desmotivação no que tange o próprio carisma. Que fazer? Como caminhar rumo a um futuro ainda encoberto de nuvens escuras? Pode-se ter a impressão que estamos mais nos dirigindo para uma densa noite do que para uma aurora radiosa? A vida religiosa em nossos dias parece estar vivendo momentos de cansaço e de fadiga de tal forma que fica difícil caminhar com esperança e alegria. Tem-se a impressão, por vezes, que se trata de um agarrar-se com ansiedade e medo a algo que parece ter perdido o significado mais profundo. Tais interrogações assaltam a uns e outros, a jovens e a adultos, formandos e formadores. Quem dera que esses questionamentos pudessem ser partilhados em nossas reuniões comunitárias. Vivemos de aperto no coração, por tempos marcados por incertezas, mas também apaixonantes para os institutos e congregações religiosas. À dificuldade de realizar processos de evangelização e de educação que se tornam cada vez mais lentos e complexos, acrescente-se a percepção de um futuro bastante incerto. Os membros dos institutos diminuem, por vezes, drasticamente; as vocações são numericamente escassas, inclusive inexistentes; as reestruturações e os redimensionamentos operam cortes de trabalhos tirando do religioso o dinamismo missionário e apostólico.  De outro lado momentos apaixonantes também porque se tornam ocasião para que nasçam novos brotos e nova floração na linha da criatividade da vida religiosa e para dar novamente força e dignidade a essa opção de vida que quer ser “profecia para a humanidade”, no dizer João Paulo II, na Exortação Vita Consecrata. A fidelidade está continuamente sendo posta à prova pelos abandonos que não dão sinais de diminuir, egressos também de consagrados mais adultos.  Parece que faltam pontos de referência mais significativos, não somente nos que governam, mas também naqueles dos quais se poderia esperar uma sábia orientação espiritual. Vemos que aumentam solidões, inconsistências pessoais, desadaptações, menos alegria, menos paixão e coragem de arriscar. E, no entanto, ontem como hoje, o mundo tem necessidade de testemunhos autênticos, de santos que, na criativa diversidade de suas personalidades e de seus caminhos, professem com sua existência o amor e a vida em todas as suas expressões e sabem comunicá-los a todos, especialmente aos que perderam o sentido  de viver. Cabe aqui lembrar palavras do Papa dirigidas aos superiores maiores: “Sede testemunhas de um modo diferente de fazer, de atuar, de viver! É possível viver de maneira diferente daquela que o mundo vive.  Estamos falando de um olhar escatológico, dos valores do Reino encarnados aqui, nesta terra. Trata-se de deixar tudo para seguir o Senhor (…). A radicalidade evangélica não é propriedade exclusiva dos religiosos: a todos é pedida. Os religiosos, no entanto, seguem o Senhor de maneira especial, de modo profético.  Espero de vós este testemunho. Os religiosos devem ser homens e mulheres capazes de despertar o mundo”.   Leia o artigo completo em: Franciscanos. Autor: Frei Almir Guimarães (OFMCap).