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20 anos da Missão no Amazonas

20 anos da Missão no Amazonas

“E disse-lhes: Vão pelo mundo todo e preguem o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15)

     Em 2025, a Província São Maximiliano Maria Kolbe celebra 20 anos da missão no Amazonas, marco histórico da presença dos Frades Menores Conventuais na região. A celebração ocorreu na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Juruá (AM), às 19h, reunindo frades, lideranças e fiéis em um momento de memória, gratidão e renovação do compromisso missionário. Estiveram presentes o Ministro Provincial, frei Gilberto de Jesus, OFM Conv.; o Delegado da Missão, frei Bernardo, OFM Conv.; o pároco frei Francisco Ferreira, OFM Conv.; e o frei Décio, coordenador das comunidades de Tefé (AM) e Juruá (AM).

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     A Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Juruá, foi a primeira comunidade assumida por Dom Frei Agostinho Januszewicz, OFM Conv., quando, já como bispo emérito da Diocese de Luziânia (GO), decidiu oferecer-se para a missão amazônica. A indicação veio de Dom Sérgio Castriani, então bispo da Prelazia de Tefé, que o alertou sobre a dura realidade da paróquia, que estava há 12 anos sem a presença de um sacerdote.

     “Coloquei-me à disposição da Comissão da Amazônia, aberto para qualquer lugar. Quando conversei com Dom Sérgio, ele apresentou algumas possibilidades. Percebi que ele hesitava em mencionar situações mais difíceis, mas, ao falar da paróquia de Juruá, disse que havia doze anos que não tinha padre ali.”

     Movido por um profundo espírito missionário, Dom Agostinho chegou a Juruá em 11 de janeiro de 2005, disposto a entregar sua vida de consagrado ao  povo amazônico. Nos primeiros dias contou com o apoio das religiosas; depois, assumiu sozinho a intensa vida pastoral, dedicando-se integralmente à comunidade.

      Dom Agostinho confiava sua missão à intercessão de São Maximiliano Kolbe, Santa Teresinha, Santa Faustina, São Francisco e Santa Jacinta de Fátima, testemunhando uma espiritualidade profundamente enraizada na tradição franciscana e na devoção mariana. Nos primeiros dias contou com o apoio das religiosas; depois, assumiu sozinho a intensa vida pastoral, dedicando-se integralmente à comunidade.

     “Mas eu quis vir para cá. Juruá, com tudo o que é e representa, é, de certa maneira, o meu povo! O povo do meu coração. Por este povo devo me gastar. Todas as minhas orações — e que devem ser muitas e fervorosas — e todos os sacrifícios previsíveis e imprevisíveis.”

Dom Agostinho confiava sua missão à intercessão de São Maximiliano Kolbe, Santa Teresinha, Santa Faustina, São Francisco e Santa Jacinta de Fátima, testemunhando uma espiritualidade profundamente enraizada na tradição franciscana e na devoção mariana.

     Ao longo destes 20 anos de presença no Amazonas, a Província São Maximiliano Maria Kolbe consolidou a atuação missionária da Ordem dos Frades Menores Conventuais na região. Atualmente, a Província mantém duas casas de missão: uma em Juruá, com dois frades, e outra em Tefé, com mais dois frades. Ambas estão no estado do Amazonas. Além disso, os frades estão presentes em Manaus, com um convento (três frades) e uma casa filial em Cacau Pirêra, a cerca de 30 km da capital (dois frades). Ao todo, são nove frades atuando no Amazonas.

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     Ao celebrar duas décadas de missão, a Província eleva sua oração a Deus, pedindo que o amor missionário continue a crescer no coração dos frades que servem na realidade amazônica e que novas e santas vocações missionárias sejam suscitadas para dar continuidade a esse legado de fé, entrega e esperança.

 

A Missão

     Primeiramente, é necessário reconhecer os moldes que a Igreja determina referentes à Missão. A Missão no Amazonas é caracterizada como Ad-Gentes, pois se realiza numa realidade distante e difícil da evangelização. Levando em consideração a Exortação Evangelii Gaudium n.115, que diz: “A graça supõe a cultura, e o dom de Deus encarna-se na cultura de quem o recebe.” Compreendemos que a Missão no Amazonas é exigente, com diversas dificuldades, ressaltando o caráter evangélico e franciscano por natureza.

     No Evangelho de São Mateus o próprio  Jesus Cristo nos ensina ao dizer: “Façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu ordenei a vocês. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos".(Mt 28, 18-20).

     Mesmo diante dos desafios de ordem prática, como: locomoção, distância, limites físicos, questão econômica. Apesar de todas essas dificuldades, a Missão no Amazonas tem levado a palavra de vida, promovido os mais pobres, visitando os doentes e levando os sacramentos aos ribeirinhos. É nesta importante experiência missionária que o Amazonas permite ao missionário viver em plenitude, levando aos irmãos mais necessitados o encontro com a Palavra de Deus, com a vida sacramental e a vida eclesial.

                                                   

A  ORIGEM DA MISSÃO DA PROVÍNCIA FRANCISCANA CONVENTUAL

     A nossa presença na Amazônia teve início em 2005, com a chegada de Dom frei Agostinho Stefan (OFMConv.). Este ano de 2025, completa 20 anos de ação missionária junto a povo de fé. Os frades franciscanos conventuais têm marcado sua presença nestas regiões que são missionárias por natureza.

     O Frades Conventuais da Província São Maximiliano Maria Kolbe exercem um importante trabalho missionário e pastoral nestas realidades difíceis. Eles visitam às famílias, ministram os sacramentos de Batismo, Eucaristia, Reconciliação e Matrimônio. Tem sido um valioso apostolado missionário, com as promoções humanas e o testemunho evangélico. É necessário recordar que as realidade de Tefé, Juruá, Cacau Pirêra são realidades de difícil acesso, alguns são acessíveis apenas por barco e levam-se dias de viagens.

 

 

O OBJETIVO DA MISSÃO DA PROVÍNCIA

     A Província São Maximiliano Maria Kolbe, que mantém a Missão no Amazonas, tem o objetivo primordial de promover a Evangelização, em prol do Reino de Deus, testemunhando a vida franciscana conforme as exigências missionárias da região.

     Neste belo propósito, a Província abre suas casas de Missão a missionários de outras nacionalidades ou do próprio Brasil, para  fazerem um tempo de experiência nas realidades amazônicas.

     A Província mantém a Missão em Juruá-AM, em Tefé-AM e em Cacau Pirêra-AM. São cidades das regiões amazônicas, distantes uma das outras. Essa pode ser uma bela oportunidade para fomentar a Espiritualidade Franciscana, a valorização da vida, da ecologia, presente nas diversas etnias da realidade da Missão.

     Este objetivo da Missão, por sí só, já edifica a vocação religiosa e missionária, pois há a promoção da vida humana e a propagação do Evangelho, possibilitando à vida fraterna, a vida comunitária, a espiritualidade conventual dos frades e sua comunhão com Igreja e o Povo de Deus. 

 

ORIGEM DA MISSÃO DA ORDEM

     Não podemos deixar de destacar que a origem da Missão no Amazonas inicia-se no ano de 2005, com a chegada do Bispo Emérito de Luziânia, Dom Frei Agostinho (OFMConv.) que, diante do clamor e necessidade da Evangelização, se estabeleceu em Juruá-AM atendendo o povo daquela cidade com simplicidade e amor.

     No ano de  2009, A Província São Maximiliano Maria Kolbe, no Capítulo Extraordinário decidiu aceitar a Missão na prelazia de Tefé, assumindo duas frentes de trabalho missionário: a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima em Juruá-AM e a Paróquia Santo Antônio de Tefé, ambas compõe a Missão da Província nos dias atuais. Essas cidade são de difícil acesso e em abril de  2022, a Província  assumiu a 30 km de Manaus uma Área Missionário de Cacau Pirera-AM.

     A prelazia de Tefé (AM) abrange às margens do rio Solimões, em subida para o Acre. Aí também há outros afluentes do rio, como o Juruá, que há mais de 20 anos não tinha a presença de um sacerdote que visitasse os indígenas e povos ribeirinhos.

     Além dessas comunidades Juruá, Tefé e Cacau Pirera, a Província de São Maximiliano erigiu o Convento  Santa Edwiges como  apoio missionário em Manaus (AM), capital do estado do Amazonas. Este Convento serve como ponto de apoio e acolhida dos missionários para entrarem na experiência missionária dos povos amazônicos. Todos os frades aí enviados realizam o Curso Missionário da realidade amazônica e depois vão para as casa de Missão.