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Dom Frei Agostinho: 15 anos de memória

Dom Frei Agostinho: 15 anos de memória

 

A Província São Maximiliano Maria Kolbe recorda com gratidão e reverência a vida missionária de Dom Frei Agostinho Januszewicz, OFMConv, cuja trajetória deixou marcas profundas na história franciscana no Brasil. No dia 20 de março desse ano, celebramos os 15 anos de seu falecimento, ocasião em que renovamos nosso reconhecimento pelo seu exemplo de entrega, caridade e fidelidade ao Evangelho.

Nascido em 29 de novembro de 1930, na Polônia, Dom Agostinho dedicou grande parte de sua vida ao serviço da Igreja e ao anúncio do Reino de Deus. Após anos de formação e estudo teológico, veio ao Brasil em 1974, trazendo consigo o ardor missionário franciscano e o sonho de São Maximiliano Maria Kolbe de evangelizar com amor e simplicidade.

Chama atenção o crescimento da Missão sob sua liderança. Em apenas três anos após sua chegada, já havia frades estabelecidos em Uruaçu-GO, Campinorte-GO, Rialma-GO e Niquelândia-GO. Em 1977, conseguiu adquirir um terreno na Cidade Ocidental-GO para a construção do primeiro convento da Província, o Jardim da Imaculada, que foi abençoado em 08 de dezembro de 1977.

No quarto ano da Missão, Dom Agostinho lançou a primeira edição da Revista Cavaleiro da Imaculada, com 4.500 exemplares, iniciando assim o apostolado pelos meios de comunicação. Após nove anos de missão, a Custódia de São Maximiliano foi erigida em 1983. No décimo ano, foi estabelecida, no Jardim da Imaculada, a primeira Casa de Formação.

Seu testemunho teve um grande impacto: com 15 anos de presença no Brasil, foi escolhido para ser bispo, assumindo a recém-erecta Diocese de Luziânia, onde serviu por 15 anos.

Em solo brasileiro, ele foi pioneiro em inúmeras iniciativas: participou da fundação do Santuário Jardim da Imaculada, esteve à frente da missão que se tornaria a Província São Maximiliano Maria Kolbe e foi protagonista na expansão do trabalho evangelizador no norte do país, especialmente na região amazônica. Após tornar-se bispo emérito em 2004, decidiu partir para o Amazonas, em 11 de janeiro de 2005, onde permaneceu por seis anos. Faleceu aos 80 anos, em Juruá (AM), local onde está sepultado. Sua presença marcou fortemente comunidades como Juruá (AM) e outras localidades onde promoveu o encontro com Cristo e o testemunho franciscano.

Dom Agostinho foi um homem de profunda fé, espírito orante e sensibilidade pastoral. Sua vida refletiu um compromisso inquebrantável com a Palavra de Deus e com a missão de ir ao encontro dos mais necessitados. Ele ensinou, com seu exemplo, que a missão não é apenas uma obra humana, mas uma resposta amorosa à chamada de Deus, que nos chama a permanecer na fé e a viver a verdade que liberta.

Em sua trajetória como frade, sacerdote, formador e primeiro bispo da Diocese de Luziânia, Dom Agostinho demonstrou coragem, perseverança e amor incondicional pela Igreja e pelo povo. Mesmo diante dos desafios e das adversidades, ele permaneceu fiel ao chamado de Deus, deixando um legado de serviço, de dedicação e de generosidade.

Hoje, ao recordarmos sua memória, a Província eleva sua oração a Deus, agradecendo por sua vida e obra. Que seu testemunho continue a inspirar frades, leigos e comunidades a viverem com fervor o amor missionário, renovando o compromisso com o Evangelho e a serviço dos irmãos.