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Frei Stanislaw Ocetek, em memória por um ano de falecimento

Frei Stanislaw Ocetek, em memória por um ano de falecimento

“Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11,25)

Com espírito de fé e esperança na vida eterna, fazemos memória do primeiro ano de falecimento do Reverendíssimo Frei Stanislaw Ocetek. Ao recordarmos sua páscoa definitiva, elevamos a Deus nossa gratidão pelo dom de sua vida, vocação e testemunho fiel no seguimento de Cristo, vividos com simplicidade, zelo pastoral e profunda confiança na Providência.

Frei Stanislaw Ocetek nasceu em 19 de julho de 1939, em Sedow, na Polônia, filho de Jan e Waleria Ocetek. Ainda jovem, formou-se como carpinteiro, antes de ingressar na Vida Religiosa Franciscana em 1957, no Seminário Menor de Niepokalanów. Realizou o noviciado em 1959, em Gniezno, e seguiu sua formação filosófica em Łódź e teológica em Cracóvia. Professou os votos temporários em 1960 e os votos perpétuos em 1965. Em 1968, foi ordenado diácono e, no mesmo ano, presbítero, iniciando uma vida inteiramente dedicada ao serviço do Evangelho.

Na Polônia, exerceu a pastoral catequética e colaborou na formação de jovens religiosos como vice-mestre do Seminário Menor. Em 1977, especializou-se em Missiologia, o que preparou seu coração para a missão além-fronteiras.

Chegou ao Brasil em 30 de março de 1979, onde passou a dedicar-se intensamente à evangelização. Atuou como vigário paroquial em Uruaçu e Campinorte (GO), e posteriormente assumiu importantes responsabilidades na então Custódia São Maximiliano Maria Kolbe, como conselheiro e secretário. Foi pároco da Paróquia São Pedro Apóstolo, no Pedregal, e, por muitos anos, pároco e grande animador da vida pastoral no Santuário Nossa Senhora das Candeias, na Bahia, onde recebeu o título de cidadão candeiense pelos relevantes serviços prestados à comunidade.

Homem de iniciativa e profundo espírito missionário, contribuiu significativamente para a construção de igrejas e capelas, incluindo a Igreja Matriz Imaculada Conceição, no Novo Gama (GO). Dedicou-se também à preservação da memória histórica da Província, organizando livros e registros importantes, entre eles a obra sobre a história da Paróquia de Candeias e, mais recentemente, o Jubileu de ouro da missão da Província no Brasil.

Exerceu ainda funções como guardião de convento, pároco, vigário paroquial em diversas comunidades e Definidor Provincial entre 2019 e 2023. Em todos esses serviços, destacou-se pela serenidade, dedicação e amor à Igreja, sendo reconhecido como um frade próximo, atencioso e fiel ao seu chamado.

Frei Stanislaw concluiu sua caminhada terrena no dia 30 de abril de 2025, após um período de enfermidade enfrentado com coragem e dignidade. Sua partida, celebrada no dia 1º de maio com as exéquias no Cemitério Imaculada Conceição no Jardim da Imaculada, na Cidade Ocidental (GO), reuniu confrades, religiosas e fiéis de diversas comunidades, que se uniram em oração e reconhecimento por sua entrega generosa à missão.

Ao longo de sua vida religiosa, marcou a todos pelo espírito fraterno, pela dedicação à evangelização e pelo amor à Igreja. Sua presença discreta, mas profundamente significativa, permanece viva na memória daqueles que com ele conviveram e partilharam a missão.

Neste primeiro ano de sua páscoa, renovamos nossa fé na ressurreição, à luz da Palavra que nos recorda: “Se com Ele morremos, com Ele viveremos” (cf. Rm 6,8). Unidos como Província São Maximiliano, reafirmamos também nossa tradição de caridade e comunhão, oferecendo sufrágios por nossos irmãos falecidos, conforme nos orientam nossas Constituições, como sinal de fraternidade que ultrapassa a morte.

Convidamos todos os confrades, comunidades religiosas e fiéis a se unirem em oração, especialmente em intenção da alma de frei Stanislaw Ocetek. Que o Senhor, rico em misericórdia, o acolha em sua paz eterna, e que o testemunho de sua vida continue a inspirar-nos no caminho do Evangelho.

E, sustentados pela esperança cristã, seguimos firmes, certos de que a vida não é tirada, mas transformada, e de que, em Deus, aqueles que amamos permanecem para sempre.