"Deus inspirou a estes dois Santos não só um caminho espiritual de serviço, mas também o desejo de dialogar com o Sucessor de Pedro sobre o dom do Espírito que haviam recebido, a fim de o tornar disponível à Igreja. São Francisco explicou ao Papa a necessidade de seguir Jesus sem reservas, sem segundas intenções, sem ambiguidades ou artifícios. São João de Mata expressou esta verdade com palavras que mais tarde se revelariam fundamentais e que São Francisco faria suas. Um bom exemplo seria viver “sem nada próprio”, sem nada “escondido no fundo do bolso ou no coração”, como sublinhou o Papa Francisco (cf. Discurso aos Cónegos da Ordem do Espírito Santo, 5 de dezembro de 2024).”
Trinitários: consolação para os perseguidos
Dirigindo-se aos trinitários em particular, Leão XIV elogiou sua atenção àqueles perseguidos por sua fé, uma vocação profundamente enraizada na tradição da ordem. Aludindo às palavras de São Paulo: "Perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos" (2 Cor 4,9), uno-me a esta oração, acrescentou o Papa em espanhol, pedindo também a Deus Trindade que este seja um dos frutos de sua assembleia, para que não deixem de se lembrar, em sua oração e em seus esforços diários, daqueles que são perseguidos por sua fé. Essa parte, a terceira — referente aos perseguidos —, segundo o ensinamento de Santo Agostinho, disse ele, é a parte de Deus e a que marca a vocação do libertador de seu Povo (cf.Questões sobre o Heptateuco, livro II, 15). Em seguida, ele encorajou os líderes religiosos a manterem viva essa missão em contextos difíceis como a Península Arábica, o Oriente Médio, a África e o subcontinente indiano.

Franciscanos Conventuais: discernir para servir
O Papa encorajou os Frades Menores Conventuais a continuarem seu caminho de discernimento no âmbito de seus Capítulos Gerais e Provinciais. Lembrou-lhes que suas decisões devem nascer da escuta do Espírito e dos irmãos, atentos aos sinais dos tempos e aos apelos do Magistério.
No ano que marcou o oitavo centenário do Cântico das Criaturas, o Pontífice os exortou a serem uma "lembrança viva da primazia do louvor" e reconheceu a expansão da ordem no Extremo Oriente como um sinal de vitalidade missionária.
O encontro foi concluído com uma oração: o Papa recitou os louvores a Deus Todo-Poderoso, o trisagion composto por São Francisco de Assis:
"Tu és santo, Senhor, um só Deus, que operas maravilhas. Tu és forte, Tu és grande, Tu és altíssimo, Tu és rei todo-poderoso, Tu, Pai santo, rei do céu e da terra" (Fontes Franciscanas, 261).
Uma oração que ressoa como uma síntese do espírito evangélico que ambos os carismas são chamados a renovar e salvaguardar na Igreja hoje.
Traduzido e adaptado de: Vatican News
Texto original por: Patricia Ynestroza - Cidade do Vaticano
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