Orientação Vocacional

Província

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A Província São Maximiliano M.Kolbe celebrou no dia 02 de agosto de 2023 a festa de Nossa Senhora dos Anjos. A celebração foi realizada na Casa de Formação de Nossa Senhora dos Anjos, em Santa Maria DF. Estiverem presentes frades da Província, o Ministro Provincial fr.Gilberto, os formandos do Postulantado, o Pré-noviciado, os  frades professos e as pessoas da comunidade.

A festa do Perdão de Assis- As indulgências plenárias

Está festa celebra no dia 02 de agosto, a Festa do Perdão de Assis, Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, segundo testemunhou Bartolomeu de Pisa, a origem da Indulgência da Porciúncula se deu assim: “Em uma noite linda , do ano do Senhor de 1216, Francisco estava intimamente compenetrado na oração e na contemplação estava mesmo ali na pequena ermida dedicada a Virgem Mãe de Deus, conhecida como igrejinha da Porciúncula, localizada em uma planície do Vale de Espoleto, perto de Assis, quando, de repente, a igrejinha ficou tomada de uma luz vivíssima jamais vista antes, e Francisco viu sobre o altar o Cristo e à sua direita a sua Mãe Santíssima, acompanhados de uma multidão de anjos. Francisco ficou em silêncio e começou a adorar o seu Senhor. Perguntaram-lhe, então, o que ele desejava para a salvação das almas. Francisco tomado pela graça de Deus que ama incondicionalmente, responde: “Santíssimo Pai, mesmo que eu seja um mísero, o pior dos pecadores, te peço, que, a todos quantos arrependidos e confessados, virão visitar esta Igreja, lhes conceda amplo e generoso perdão, com uma completa remissão de todas as culpas”.

O Senhor lhe disse: “Ó Irmão Francisco, aquilo que pedes é grande, de coisas maiores és digno e coisas maiores tereis: acolho, portanto, o teu pedido, mas com a condição de que tu peças esta indulgência, da parte minha, ao meu Vigário na terra (Papa)”. E não tardou muito, Francisco se apresentou ao Papa Honório III que, naqueles dias encontrava-se em Perugia e com candura lhe narrou a visão que teve. O Papa o escutou com atenção e, depois de alguns esclarecimentos, deu a sua aprovação e perguntou: “Por quanto anos queres esta indulgência”? Francisco, respondeu-lhe: “Pai santo, não peço por anos, mas por almas”. E feliz, se dirigiu à porta, mas o Pontífice o reconvocou: “Francisco, não queres nenhum documento”? E Francisco respondeu-lhe: “Santo Pai, de Deus, Ele cuidará de manifestar a obra sua; eu não tenho necessidade de algum documento. Esta carta deve ser a Santíssima Virgem Maria, Cristo o Escrivão e os Anjos as testemunhas”. E poucos dias mais tarde, junto aos Bispos da Úmbria, ao povo reunido na Porciúncula, Francisco anunciou a indulgência plenária e disse entre lágrimas: “Irmãos meus, quero mandar-vos todos ao paraíso!”

 

 

Terça, 06 Agosto 2024 17:38

Agosto: mês vocacional

     Agosto é o Mês Vocacional, e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) escolheu como tema: “Igreja: Sinfonia Vocacional”. O lema, “Pedi, pois, ao Senhor da Messe” (Mt 9,38), destaca a importância de reconhecer e responder ao chamado de Deus, convidando cada um a refletir sobre sua própria vocação e o papel na missão da Igreja.

     Esse mês é uma oportunidade especial para considerar o precioso dom do chamado divino e como ele nos convida a participar do projeto de amor de Deus, encarnando a beleza do Evangelho em nossas vidas. Uma figura que exemplifica de maneira brilhante a resposta ao chamado vocacional é São Francisco de Assis.

     São Francisco, ao ouvir o chamado de Deus, fez uma escolha radical e transformadora. Abandonou a riqueza e o status social para seguir a vocação que Deus lhe propôs: uma vida de pobreza, simplicidade e serviço aos pobres e marginalizados. Sua vocação foi uma resposta à necessidade de compaixão e cuidado pelos outros, refletindo o lema “Pedi, pois, ao Senhor da Messe”, que nos lembra da importância de rogar a Deus por trabalhadores para a sua messe e, simultaneamente, de sermos nós mesmos os trabalhadores dispostos.

     O evangelho de Mateus 9,35-39, escolhido como lema, sublinha a compaixão de Jesus pelas multidões que estavam “angustiadas e abatidas, como ovelhas sem pastor”. São Francisco de Assis, inspirado por essa compaixão, dedicou sua vida a servir os necessitados, encontrando plenitude ao responder ao chamado divino com generosidade e amor. Sua vida é um testemunho vivo de como a vocação pode transformar não apenas a própria vida, mas também a vida de muitos ao nosso redor.

     Assim, o Mês Vocacional é uma chance para refletir sobre como podemos, à semelhança de Francisco de Assis, reconhecer e responder ao chamado de Deus em nossas vidas. É um convite para nos comprometemos com a missão de ser sinais de amor, acolhimento e paz, atuando como verdadeiros trabalhadores na messe do Senhor.

Terça, 06 Agosto 2024 17:25

Santas Missões Franciscanas

     Entre os dias 15 e 19 de jluho, a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizada em Aragominas (TO), realizou as Santas Missões Franciscanas. O evento contou com a participação dos estudantes de filosofia (pré-noviços) da Província São Maximiliano Maria Kolbe.

     Muitas famílias foram visitadas, foram realizadas confissões e visitas aos enfermos e idosos, tanto em Aragominas quanto em Muricilândia (TO). A Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Carmolândia também recebeu uma visita fraterna que culminou num encontro com os jovens e a celebração da Santa Missa.

     A terceira etapa da Missão foi realizada na cidade de Filadélfia nos dias 18 e 19, com as visitas às famílias, aos enfermos, idosos, e os atendimentos de Confissões. Foi uma experiência de enriquecimento na fé e no serviço pastoral, para os estudantes e para o povo de Deus. Louvamos e agradecemos a Deus por esta experiência de profunda espiritualidade, e vivência da fraternidade.

Fr. Francieudes S. Martins, OFMConv.

 

Neste dia especial, marcado pela celebração da Festa de Santa Maria dos Anjos e pelo Perdão de Assis em toda a Igreja, os frades do Distrito Federal e de várias cidades de Goiás se reuniram para a Santa Missa dedicada à Padroeira da Casa de Formação. Por volta das 11h, todos se reuniram na capela para a celebração.

Estiveram presentes também os formandos da Província, incluindo os pré-noviços anfitriões, frades da Teologia e postulantes. A Eucaristia foi presidida pelo Ministro Provincial, Frei Gilberto de Jesus (OFMConv.), e concelebrada pelo Formador do Pré-Noviciado, Frei Beneval Soares (OFMConv.), e pelo Vigário Provincial, Frei Amilton Leandro (OFMConv.). O Frei Gilson Nunes (OFMConv.), novo Delegado Geral para a assistência da Milícia da Imaculada – MI, também participou da celebração. Após a Missa, todos compartilharam um almoço em fraternidade e, à tarde, desfrutaram de um momento de lazer.

Durante a homilia, Frei Gilberto de Jesus destacou o papel formativo de São Maximiliano Kolbe, ressaltando que Nossa Senhora é um auxílio em momentos de angústia e tristeza, sendo uma mãe para os frades. Ele também sublinhou a devoção ao Perdão de Assis e a escolha de Maria, escolhida por Deus. Além disso, Frei Gilberto enfatizou a importância da vida comunitária e da fraternidade entre os frades, encorajando-os a manterem-se unidos na fé e no amor fraterno. Ele falou sobre o valor do perdão e da reconciliação, não apenas como aspectos centrais da espiritualidade franciscana, mas também como elementos essenciais para a construção de uma comunidade cristã sólida e harmoniosa. Por fim, Frei Gilberto convidou todos a renovarem seu compromisso com os valores franciscanos, buscando sempre viver com simplicidade, humildade e alegria, seguindo o exemplo de São Francisco e Santa Maria dos Anjos.

 

     No dia 2 de agosto, celebramos a Solenidade de Nossa Senhora dos Anjos, na qual é ressaltado  a devoção à Virgem Santíssima, sendo também  dia de Indulgência Plenária: o Perdão de Assis. É importante destacar que esta graça da indulgência  foi concedida  pelo Papa Honório III à igrejinha da Porciúncula,  a pedido de   São Francisco de Assis em 1216. A Igrejinha da Porciúncula, tornou-se local especial para lucrar indulgência durante o ano inteiro, sendo que, em 1966 o papa Paulo VI na Carta Apostólica Sacrosanta Porziuncolae Ecclesia- concedeu esta graça a todas as Igrejas Franciscanas no mundo inteiro.

     Para anunciar essa grande dádiva da Indulgência Plenária em 1216, São Francisco reuniu alguns bispos na Porciúncula e  anunciou a indulgência plenária concedida pelo Papa Honório III, dizendo: “Meus irmãos, quero enviar-vos  a todos ao Paraíso”

     Neste dia de devoção à Virgem Santíssima, celebramos o  Perdão de Assis  e como Solenidade o  Evangelho de São Lucas 1,36, na Anunciação, diz que o Anjo Gabriel visitou da parte de Deus, à Virgem Santíssima, ressaltando três importantes verdades  sobre a Nossa Senhora, que são:

  1. Seu estado de Graça- A Virgem Santíssima compreendeu por meio da revelação do Anjo, seu estado de Graça, e como estava inserida no Plano de Salvação, conforme diz o Anjo: “Ave cheia de Graça o Senhor está Contigo” (Lc1, 28)
  2. Sua humanidade- O Anjo diz “Não temas Maria.. (Lc1,30). Maria mesmo sendo cheia da Graça divina , precisou de tempo para gradativamente compreender sua vocação,  isso revela sua humanidade. Ela mesmo agraciada, Imaculada, possui uma  dimensão humana, compreendendo gradualmente o Plano de Deu, tomando  consciência  mediante o contexto de sua humanidade.
  3. Sua missão Materna - Conforme o Evangelho de São Lucas 1, 31-32 , o Anjo informa a missão de Nossa Senhora dizendo: “E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. O Anjo a anuncia sua missão  materna de ser a Mãe do Senhor, qual será o nome do Filho de Deus, sua grande e sua relação com Pai- Filho do Altíssimo

     A Virgem Maria sendo escolhida por Deus, nasceu sem a mancha do pecado original, Imaculada, e foi gradualmente compreendendo a vontade divina, foi assumindo seu protagonismo na obediência à missão. Ela cumpriu com fidelidade sua missão materna  dedicando à vida na Encarnação do Senhor (Natal), no Mistério da Cruz (Paixão) e  na Ressurreição, acompanhando os apóstolos no Cenáculo, inserida na missão da Igreja. Por tão grandes feitos no mistério da Salvação,  Virgem Maria, conforme a tradição da Igreja, foi  assunta ao Céu, sendo coroada pelo Anjos do Senhor.

     Nesta importante devoção à Virgem Santíssima,  diz a tradição que, alguns eremitas no Sec IV, visitando a Palestina levou as relíquias da “Casa de Nossa Senhora” a Assis, e  construíram a pequena Igreja (Porciúncula), dedicando-a à Nossa Senhora dos Anjos. Ao longo dos séculos essa pequena Igreja ficou na responsabilidade dos monges Beneditinos.

     Em 1210, conta os escritos franciscanos, que  São Francisco de Assis, pediu ao bispo de Assis e aos Cônegos de São Rufino algumas igrejinhas para cuidar, porém recebeu a negativa. Ele, porém,  não desistiu, recorreu ao abade do mosteiro de São Bento, Dom Teobaldo, que com o consenso da comunidade concedeu-a a São Francisco e a seus primeiros companheiros, para o uso e moradia, contanto que  observar-se a condição que  com o crescimento da Ordem , a Porciúncula torna-se a casa-mãe.

     Outro dado importante, referente a indulgência Plenária, diz os escritos de Bartolomeu de Pisa, que:  em 1216,  São Francisco de Assis estava intimamente compenetrado em oração e em contemplação na pequena igrejinha (Porciúncula), e  ela foi  tomada por uma forte luz,  jamais vista antes, e Francisco viu sobre o altar o próprio Cristo e, à sua direita a sua Mãe Santíssima, acompanhados de uma multidão de anjos.  São Francisco de Assis ficou em silêncio e começou a adorar ao Senhor,  que logo lhe perguntou:  o que ele desejava para a salvação das almas.  Então São Francisco tomado pela graça de Deus respondeu: “Santíssimo Pai, mesmo que eu seja um mísero, o pior dos pecadores, te peço que a todos quantos arrependidos e confessados  visitar esta Igreja, lhes conceda amplo e generoso perdão, com uma completa remissão de todas as culpas”, informam os relatos, assim o Senhor concedeu a graça , mas que deveria comunicar a seu vigário na terra, o Santo Padre. 

     Portanto, neste dia do Perdão de Assis, referente a indulgência plenária da Igrejinha da Porciúncula e todas Igrejas franciscanas,  confirmamos que a  Indulgência Plenária  lucramos ao  visitar uma igreja paroquial administrada pelos franciscanos. Podemos  afirmar que esta graça fortalece a dignidade de filhos de Deus recebida no Batismo. Que através da confissão sacramental  e participando da Eucaristia,  rezando pelo Papa o Credo, o Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai, lucramos a indulgência. Portanto, nesta festa no dia 2 de agosto, do Perdão de Assis, nesta datas importante para a Família Franciscana, todos  fiéis que têm especial afeição por São Francisco de Assis faz comunhão com o Senhor.

             +Frei Atanazy Marian Sulik, professo solene, jubilar na Ordem, faleceu no mosteiro de Rakovski, na Bulgária, em 22 de julho de 2024, aos 86 anos, tendo vivido 67 anos na Ordem.

O Irmão Atanásio nasceu em 02 de março de 1938 em Jasionówka, no município de Dąbrowa Białostocka (antiga Grodzieńska), perto de Sokółka, atualmente na voivodia de Podlaskie, como o quinto filho da família de agricultores de Kazimierz e Stefania Krahel. Ele tinha dois irmãos e quatro irmãs.

Em 1938, no Santo Batismo na igreja paroquial de Dąbrowa, recebeu o nome de Marian. No dia 8 de junho de 1949, na mesma igreja foi confirmado pelo Arcebispo Dom Romuald Jabłrzykowski, aceitando Santo Estanislau como seu patrono de crisma.

Em 1947, o irmão Athanazy começou a estudar na Escola Primária de Dąbrowa e completou os sete anos previstos no currículo do ensino fundamental da época. Até ingressar na Ordem, também ajudava a família nos trabalhos agrícolas. Na opinião dos professores e do padre prefeito, era considerado um aluno zeloso, principalmente nas aulas de religião, “dando exemplo de vida cristã na escola e em casa, no trabalho e no lazer”. Neste tempo também servia como coroinha e nisto era exemplar.

Em agosto de 1955, solicitou a admissão como irmão religioso em Niepokalanów, para que pudesse “dedicar sinceramente as suas forças e a sua vida ao serviço exclusivo de Deus e da Mãe Imaculada” e ser “um membro útil da Igreja e da Pátria”. Como ele relatou no seu pedido de entrar na ordem, enquanto servia na Santa Missa, em 1952, teve a ideia de “dedicar-se a Deus no futuro como sacerdote de Cristo”. Porém, após uma conversa sincera com o padre prefeito da escola, chegou à conclusão de que não conseguiria concretizar as devidas intenções, devido às dificuldades de aprendizagem. O mesmo sacerdote, no entanto, sugeriu-lhe a possibilidade de servir como irmão religioso, o que aceitou com alegria indisfarçável.

                Na festa de São Francisco, em 04 de outubro de 1955, aos 17 anos, bateu às portas do convento de Niepokalanów e iniciou seu aspirantado, e em 30 de maio de 1956, após vestir o hábito e receber o nome religioso de Atanásio, foi aceito para o postulantado sob a supervisão do Frei Florian Koziura. No entanto, a partir da data da filiação, 1º de fevereiro de 1957, completou também um noviciado de um ano em Niepokalanów, tendo como mestre Frei Roch Betlejewski.

No dia 2 de fevereiro de 1958, em Niepokalanów, emitiu a primeira profissão religiosa nas mãos do Frei Roch Betlejewski, e no dia 2 de fevereiro de 1962, também em Niepokalanów, fez a profissão perpétua nas mãos do Provincial, Frei Tytus Strzelewicz.

Durante a sua formação, na opinião dos seus professores e confrades, foi considerado um irmão muito modesto e ao mesmo tempo muito alegre, querido por todos pela sua educação, dedicação aos trabalhos e piedade. Nos seus primeiros pedidos de votos religiosos, ele próprio expressou o desejo de se tornar um bom confrade e uma ferramenta útil nas mãos da Imaculada, para finalmente dedicar as suas forças ao trabalho de difundir o culto da Imaculada segundo o espírito do São Maxmiliano M. Kolbe, contribuindo para a salvação das almas.

Em Niepokalanów, formou-se primeiro como cozinheiro, depois trabalhou durante vários anos numa carpintaria (fazendo, entre outras coisas, bancos para o presbitério) e recentemente na enfermaria. Em 1968, decidiu também continuar os seus estudos por correspondência na Escola do 2º grau em Varsóvia, onde se formou em 1972.

            Em janeiro de 1971, numa carta ao Inspetor, expressou sua disponibilidade para a missão. A Província reaproveitou esse entusiasmo enviando o Ir. Athanasius em agosto de 1972 para trabalhar primeiro em Roma e depois em Santa Severa, publicando "Rycerz Niepokalanej dla Polonia" – Cavaleiro da Imaculada para Polônia no exterior. Trabalhou na editora como estenógrafo, tipógrafo e motorista.

Em meados de outubro de 1977 frei Atanásio revelou aos seus superiores o desejo de ir em missão ao Brasil, mas devido às inúmeras necessidades na editora de Santa Severa, o Provincial o incentivou a permanecer. Em maio de 1979, reiterou o pedido para trabalhar no Brasil, que desta vez foi considerado positivamente pelo Provincial. Contudo, no início de 1980, apesar dos preparativos de ida para missões já iniciados, o então Ministro Provincial expressou o desejo de muitos irmãos de Niepokalanów de que Fr. Atanásio voltasse a trabalhar na enfermaria local, com o que o interessado concordou humildemente. O regresso à Polônia estava previsto para 20 de fevereiro de 1980. Menos de meio ano depois, o Ir. Atanásio enviou outro requerimento para que pudesse oferecer ajuda permanente aos irmãos no Brasil, para o qual o Provincial novamente concedeu permissão, designando um local: "Jardim da Imaculada" - Niepokalanów, Brasil.

Depois de oito anos, o Ministro Geral pediu irmãos da nossa Província para trabalharem em Istambul, Turquia e Ndola, Zâmbia. Ir. Atanásio manifestou a sua disponibilidade para este projeto do General. No domingo, 28 de agosto de 1988, ele desembarcou no aeroporto de Istambul e a partir do dia 1º de setembro de 1988, começou oficialmente a servir no convento de Santo Antônio de Pádua em Itambul. A estadia deveria durar até maio de 1990, mas terminou após 31 anos. Durante seu serviço na Delegação Geral para o Oriente Médio, Fr. Antoni foi encarregado, entre outros, trabalhar numa pequena gráfica e cuidar de uma revista periódica para fortalecer a comunhão entre os irmãos. Além do serviço ordinário na igreja, era responsável pela economia e administração do convento. Durante muitos anos ele também serviu aos pobres e necessitados. Os irmãos da Custódia sublinharam a sua humilde devoção e disponibilidade para se mudar “de Istambul para Iskenderum, de Iskenderum para Buyukdere. O próprio Fr. Atanásio anos depois lembra com carinho que “morava em todos os conventos na Turquia e que e que cada pedra destes conventos é muito querida para ele." O seu “caráter equilibrado e sabedoria, capacidade de ouvir e compreender” também foram apreciados - a Ordem (após obter permissão especial da Congregação para a Vida Consagrada) confiou-lhe o cargo de Guardião do Guardião do convento de Santo Antônio em Istambul em 2000, e no final de 2002 foi nomeado Delegado Geral da Delegação Geral do Oriente Médio.

Em março de 2018 em Istambul frei Atanásio celebrou um triplo jubileu: 80 anos de vida, 60 anos de profissão religiosa e 30 anos de presença na Turquia. Pouco depois, pediu um ano de reflexão e melhoria da sua saúde, que pretendia passar na Polônia. Finalmente, após 47 anos fora da Província da Imaculada Mãe de Deus – com a qual “esteva sempre ligado no espírito e no coração” – apresentou um pedido de readmissão à jurisdição polonesa em 2019. Desta vez a Província enviou-o para Pleven, na Bulgária, e depois de três anos para a recém-criada filial em Sófia. No entanto, a partir de 2023 serviu no mosteiro de Rakovski, onde serviu como guardião até o último capítulo da Província de Varsóvia e onde encerrou sua vida em 22 de julho de 2024.

A correspondência preservada com os provinciais mostra a sinceridade, a abertura e a disponibilidade sem precedentes do Ir. Atanásio, bem como o respeito pelos esforços dos outros irmãos, a preocupação pelo destino da Ordem e pela sua missão, e a alegria de viver. Os próprios irmãos enfatizam a sua abertura, alegria, amor à vida monástica e espírito de piedade.

Um dos seus desejos era ser enterrado no cemitério de Niepokalanów, local onde tudo começou.

Com esperança cristã, oferecemos orações confiantes ao Senhor Deus pelo Frei Atanásio Sulik, para que por intercessão da nossa Padroeira e Rainha, Nossa Senhora Imaculada (a quem serviu desde o início), do São Maximiliano (cujo espírito absorveu durante a formação e o qual tentou guiá-lo ao longo da sua vida) e dos seus Santos Padroeiros, ele poderá receber plena felicidade eterna no Céu. Ao mesmo tempo, expressamos a nossa gratidão a Deus pelo dom de chamá-lo para a nossa Ordem. No entanto, agradecemos a Ele próprio pelas lições de uma vida cristã verdadeiramente fiel e alegre, pelo testemunho de vida religiosa e pela sua fraternidade cheia de sacrifício e bondade, que muitas vezes pudemos experimentar.

No dia 25 de julho de 2024, na capela pública de São Maximiliano M. Kolbe junto ao convento em Rakovsky foi celebrada a solene missa fúnebre presidida pelo Dom Rumen Stanev, bispo auxiliar da diocese de Plovdiv-Sófia. O sermão foi proferido pelo Dom Christo Proykov da Igreja Greco-Católica na Bulgária. Estiveram presentes numerosos sacerdotes de todo o país e um grande número de religiosas e fiéis. Nossos irmãos da Turquia e uma delegação de poloneses de Adampol, cidade polonesa perto de Istambul, também se despediram do irmão Atanásio em Rakowski. As orações sobre o caixão com o corpo do Irmão Atanásio foram conduzidas pelo Padre Ventislav Nikolov em rito latino, e depois pelo Dom Christo no rito católico grego. Após as orações os confrades do Frei Irmão Atanásio carregaram o seu corpo da capela para o carro para que pudesse fazer a sua última viagem até à Polônia, onde seria sepultado.

As principais cerimônias fúnebres do falecido + Frei Irmão Atanazy Marian Sulik acontecerá no dia 7 de agosto de 2024 em Niepokalanów. Eles começarão às 10h30 com a oração do terço na Basílica, seguida de solene Santa Mssa concelebrada às 11h00.

 

 

Quarta, 17 Julho 2024 18:10

XXXVI CURSO DE INVERNO


A Província São Maximiliano Maria Kolbe sediou nos dias de 08 a 19  de julho de 2024 o Curso de Inverno. O Encontro foi realizado na   Casa de Formação de Pós-Noviciado “São Francisco de Assis”, localizada em Brasília.  Participam da  36ª edição do Curso de Inverno de Franciscanismo cerca de 22 frades das juridições do Brasil . Estão presentes três  professos  da Província São Francisco de Assis (SP), quatro professos  da Custódia São Boaventura (MA), dois professos  da Custódia Nossa Senhora do Coromoto (Venezuela), um professo  da Custódia São Francisco de Assis (Bolívia) e dez professos  da Província São Maximiliano (Brasília).

O Curso de Inverno de Franciscanismo é um período formativo essencial que visa o amadurecimento do carisma franciscano dos jovens frades. Durante esse período, eles são incentivados a refletir sobre seu testemunho e missão enquanto menores conventuais. A 36ª edição do curso, realizada entre os dias 08 a 19 de julho, abordou temas que revisitam a história franciscana e seus principais teólogos, além de promover debates pertinentes ao contexto atual.

 

IV Simpósio Franciscano
Este ano, o IV Simpósio Franciscano teve como tema central os 800 anos dos Estigmas de São Francisco, destacando os estudos na origem e a missionariedade franciscana. A programação do simpósio foi a seguinte:

Dia 08/07 (Segunda-feira):

Abertura: Jubileu da Província São Maximiliano - Frei Gilberto de Jesus, OFMConv (9h00).
Apresentação do Hino dos 800 anos dos Estigmas de São Francisco.
Tema: “A Missionariedade franciscana”
Palestrante: Frei Dariusz Mazurek, OFMConv. (9h30 às 11h40 e 14h30 às 16h00).
Dia 09/07 (Terça-feira):

Tema: “Os Estudos na origem e a formação franciscana”
Palestrante: Frei Piotr Stanislawczyk, OFMConv. (9h00 às 11h40 e 14h30 às 16h00).

Dia 10/07 (Quarta-feira):
Tema: “A Espiritualidade dos Estigmas de São Francisco”
Palestrante: Frei Almir Guimarães, OFM. (9h00 às 11h40).
Coordenador Geral: Frei Casimiro Cieslik, OFMConv.

Temas do Curso de Inverno 2024:
Dias 10 a 12/07: “São Francisco e a OFS (Beata Ângela de Foligno, Isabel da Hungria etc)” – Frei Almir Guimarães, OFM.
Dias 15 a 17/07: “A Escola de Oxford: Guilherme de Ockham” - Prof. Dr. Marcos Aurélio Fernandes.
Dias 17/07 a 19/07: “Os Representantes da Cultura Franciscana no Séc. XV até o Séc. XIX” - Frei Sandro Roberto da Costa, OFM.
Este evento representa um momento crucial de reflexão e formação para os frades, fortalecendo seu compromisso com os valores franciscanos e sua missão enquanto membros da comunidade conventual.

Segunda, 15 Julho 2024 19:16

SÃO BOAVENTURA

Celebramos no  dia 15 de julho o dia de São Boaventura, padroeiro do nosso (ISB) Instituto São Boaventura e o Convento São Boaventura  de nossa Província São Maximiliano M.Kolbe. São Boaventura, franciscano e reconhecidamente filósofo e teólogo é para cada um de nós uma via, caminho pelo qual podemos, por meio de sua reflexão filosófica e teológica escrita.

 Origens

Boaventura nasceu em Bagnoregio, na região do Lácio perto de Viterbo, na época parte dos Estados Papais. Quase nada se sabe sobre sua infância, exceto os nomes de seus pais, Giovanni di Fidanza e Maria Ritella.

Ele entrou para a Ordem Franciscana em 1243 e estudou na Universidade de Paris, possivelmente sob a direção de Alexandre de Hales e certamente sob a de seu sucessor, João de la Rochelle. Em 1253, era o titular da cadeira franciscana em Paris. Infelizmente para Boaventura, a disputa entre os franciscanos seculares e os mendicantes atrasou seu mestrado até 1257, quando finalmente conseguiu o título - equivalente medieval ao de doutor - juntamente com Tomás de Aquino. Três anos antes, sua fama já tinha lhe valido a posição de palestrante sobre "Os Quatro Livros de Sentenças", um livro de teologia escrito por Pedro Lombardo no século XII.

Depois de conseguir defender com sucesso sua ordem contra as críticas do grupo contrário aos mendicantes, Boaventura foi eleito ministro-geral da ordem. Em 24 de novembro de 1265, foi selecionado para o posto de arcebispo de Iorque, mas jamais foi consagrado e acabou renunciando ao posto em outubro de 1266.[5]

Durante seu mandato, o capítulo geral de Narbona, realizado em 1260, promulgou um decreto proibindo a publicação de qualquer obra por membros da ordem sem permissão prévia dos altos escalões. Esta proibição induziu muitos autores modernos a criticarem os superiores de Roger Bacon, acusados de invejarem as habilidades do pupilo.[6] Porém, a proibição que afetou Bacon foi uma geral, que se estendia a toda e qualquer obra e não apenas a de Bacon. Ademais, sua promulgação não tinha suas obras como alvo e sim as de Gerard de Borgo San Donnino, que havia publicado em 1254, sem permissão, uma obra herética chamada "Introductorius in Evangelium æternum. Foi para evitar que algo assim se repetisse que o capítulo-geral emitiu a proibição, idêntica à "constitutio gravis in contrarium" citada por Bacon. O decreto foi finalmente revogado, o que favoreceu Bacon, de forma inesperada em 1266.

 São Boaventura:Teólogo defensor dos franciscanos

São Boaventura defendeu fortemente os franciscanos e as chamadas "Ordens Mendicantes" (muito combatidas pelas ordens seculares). pois os  mendicantes,  representavam as origens da Igreja , estavam presentes nas grandes cidades e universidades da Europa. 

Superior geral dos franciscanos

A defesa de São Boaventura as Ordens Mendicantes deu popularidade e mais em 1257, o Papa Alexandre IV nomeou-o Superior Geral dos Franciscanos, função que ele exerceu durante dezoito anos. São Boaventura passou a ser chamado de "Segundo Pai" e "Segundo Fundador" da Ordem Franciscana. Com efeito, ele conseguiu unir de maneira maravilhosa as correntes antigas e novas dentro da Ordem, dando a ela um novo impulso.

Teoria do conhecimento

Boaventura admite três degraus do conhecimento que são:

 O primeiro degrau é o conhecimento do particular, do individual. Por este primeiro degrau, a experiência sensível correspondente ao sentidos físicos, é indispensável.

O segundo degrau consiste no conhecimento do universal, das ideias, e do que adquirimos refletindo sobre nós mesmos. Esse conhecimento não vem da abstração como ensinam Aristóteles e Tomás de Aquino, mas da iluminação. Essa iluminação é, para Boaventura, o resultado de uma cooperação imediata de Deus. O intelecto precisa dessa cooperação ou iluminação para alcançar o inteligível.

O terceiro degrau é o entendimento de coisas superiores a nós – Deus. Esse tipo de conhecimento pode ser obtido pela contemplação. “O olhar da contemplação não funciona perfeitamente senão em estado de glória, o qual é perdido pelo homem através do pecado e recuperado pela graça, fé e entendimento das Escrituras. Assim a mente humana é purificada, iluminada, e atraída para a contemplação das coisas celestes. Tudo isso está além do alcance do homem caído, a menos que ele reconheça seus defeitos e ignorância. Mas isso só pode ser feito mediante a consideração da natureza humana caída” (Breviloquium, II, 12).

 Metafísica

Boaventura aceita os princípios aristotélicos de matéria e forma, mas vai muito além na interpretação deles. A matéria, criada por Deus, tem sua própria forma, distinta das outras formas ou determinações que unem-se a ela. Além disso, ela contém sementes de todas essas determinações (é a doutrina das “rationes seminales” de Sto. Agostinho).

A matéria é uma constituinte essencial de toda criatura, mesmo daquelas que são ditas incorpóreas, como as almas humanas e os anjos. A matéria das substâncias incorpóreas, em acordo com as formas que recebem, é matéria espiritual (“materia spiritualis”), a qual expressa o que há de contingente e limitado em todo ser finito. Boaventura admite em todo corpo uma pluralidade de formas. Então, além da forma que é própria da matéria, em todo corpo há tantas formas quanto há propriedades essenciais, todas postas numa ordem hierárquica; quer dizer, as formas inferiores são subordinadas pelas superiores.

Cosmologia

Em sua cosmologia, Boaventura não aceita os conceitos aristotélicos de eternidade do mundo ou da matéria como co-eternas a Deus. O mundo tem sua origem no ato criativo no tempo; a criação “ab aeterno” é uma contradição. Deus, que criou a matéria, colocou nela as sementes ou razões de todas as determinações que pode assumir (“rationes seminales”).

 Psicologia

Em psicologia, Boaventura separa-se do aristotelismo não apenas no fato do conhecimento, como vimos, mas também na relação da alma com o corpo e da alma com suas faculdades.

Para Boaventura a alma é, por sua natureza, composta de forma e matéria (matéria espiritual), e consequentemente é uma sustância completa, independente do corpo. O corpo, por sua vez, é composto de matéria e forma (vegetativa e sensitiva), mas aspira ser informado pela forma racional. Nessa aspiração e coordenação consiste a unidade do indivíduo.

Sem dúvida, a unidade da pessoa não é intimamente proclamada como no aristotelismo; mas o ensinamento de Boaventura evite o perigo em que caiu o aristotelismo com sua teoria da forma imanente, fazendo da alma dependente do corpo até em seu destino. Tal perigo não pode existir em Boaventura, para quem a alma é uma substância completa em si mesma e não indissoluvelmente unida ao corpo.

Quanto às faculdades da alma, Boaventura, de acordo com Sto. Agostinho, distingue três – a vontade, o entendimento e a memória intelectiva. Para Boaventura as faculdades são expressões de uma e mesma alma, a qual é possuidora de três atividades diversas; entre a alma e suas faculdades há meramente uma distinção lógica. No aristotelismo as faculdades são qualidades da alma e realmente distintas dela. Boaventura sustenta que, entre as faculdades, a vontade possui o primado sobre as outras; portanto é necessário amar se queremos entender.

Essa lei é aplicada ao nosso conhecimento de Deus: é necessário estar unido a Deus pela fé e graça para conhecê-Lo e a Seus atributos. O processo desse conhecimento é descrito no Itinerarium mentis in Deum. Há três degraus ou etapas pelos quais a alma passa em sua ascenção a Deus:

A primeira etapa é chamada “vestigium”, que é a impressão de Si que Deus deixou nas coisas materiais fora de nós.

A segunda etapa é a “imago”, ou a reflexão da alma sobre si mesma, pela qual, vendo suas três

 Obras

As obras de Boaventura, de acordo com a mais recente edição crítica pelo Collegio di San Bonaventura, são compostas por um "Comentário sobre as Sentenças de (Pedro) Lombardo", em 4 volumes, dentre os quais um "Comentário sobre o Evangelho de São Lucas" e diversas outras obras menores. As mais famosas destas são "Itinerarium Mentis in Deum""Breviloquium""De Reductione Artium ad Theologiam""Soliloquium" e "De septem itineribus aeternitatis", nas quais se encontram as mais peculiares características de sua doutrina. O filósofo alemão Dieter Hattrup não acreditava que "De reductione artium ad theologiam" possa ter sido escrita por Boaventura alegando diferenças no estilo do pensamento em relação às demais obras dele,[9] mas sua posição tem sido amplamente desacreditada depois das pesquisas de Benson, Hammond, Hughes & Johnson no volume 67 dos "Estudos Franciscanos" (2009).

Foi para Santa Isabel da França, a irmã do rei São Luis IX da França, e seu mosteiro de clarissas em Longchamps (atualmente parte do Bois de Bologne, em Paris), que Boaventura escreveu seu tratado "Sobre a Perfeição da Vida".[1]

O "Comentário sobre as Sentenças" ainda é, sem dúvida, a obra-prima de Boaventura e todas as suas demais obras lhes são devedoras. Ela foi escrita por ordem de seus superiores (superiorum praecepto) quando el

Morte

São Boaventura teve papel decisivo no Concílio de Lyon, no ano 1274. Ele conseguiu reconciliar as ordens mendicantes e o clero secular, que a essa altura, ainda viviam em contendas. Este foi um dos grandes legados de São Boaventura para a Igreja. Ele veio a falecer, estando ainda na cidade de Lyon, no dia 15 de julho de 1274. São Boaventura foi canonizado no ano 1482, quando recebeu o título de Doutor da Igreja por causa de suas obras.

 

       Entre os dias 8 a 10 de julho de 2004, realizou-se o IV Simpósio Franciscano no Instituto São Boaventura (ISB), em Brasília - DF. O evento organizado pela União dos Conventuais do Brasil (UCOB), teve como tema central os "800 anos dos Estigmas de São Francisco", focando nos estudos sobre a origem e a missionariedade franciscana. Os frades de diversas jurisdições se reuniram para aprofundar seus conhecimentos sobre a espiritualidade franciscana.

       No primeiro dia, a abertura oficial foi conduzida pelo Ministro Provincial da Província São Maximiliano Maria Kolbe (Brasília-DF), Frei Gilberto de Jesus Rodrigues, OFMConv. Frei Gilberto destacou o “Jubileu dos 50 anos da Província”, um marco importante para a comunidade. Em seguida, foi apresentada a emocionante composição do “Hino dos 800 anos dos Estigmas de São Francisco”, de autoria de Carlos. A programação seguiu com a palestra de Frei Dariusz Mazurek, OFMConv, que tratou a temática da "Missionariedade Franciscana". Frei Dariusz enfatizou a importância da missão e da espiritualidade franciscana no mundo contemporâneo, inspirando os presentes a refletirem sobre seu papel como missionários.

       O segundo dia do simpósio contou com a palestra de Frei Piotr Stanislawczyk, OFMConv, que discorreu sobre "Os estudos na origem e a formação franciscana". A sessão foi moderada pelo professor e doutor Frei Victor Manuel Mora Mesén, OFMConv, com tradução realizada por Frei João Batista, OFMConv. O Frei Piotr trouxe à tona os desafios e as estruturas da formação franciscana, provocando uma rica reflexão entre os frades formandos, postulantes, irmãos e irmãs da OFS e os leigos e leigas da comunidade local. O debate aprofundou-se nas dimensões humanas e espirituais da formação, destacando a necessidade de uma abordagem integrada e atualizada para enfrentar os desafios contemporâneos.

       No terceiro e último dia, Frei Almir Guimarães, OFM, proferiu uma inspiradora palestra sobre a “Espiritualidade dos Estigmas”. Com base na temática geral do simpósio, que celebrava os 800 anos da Impressão dos Estigmas de São Francisco de Assis (1224-2024). Dito isso, Frei Almir conduziu os participantes a uma profunda reflexão sobre a relevância dos estigmas na vida fraterna e na caminhada do Povo de Deus. Na ocasião, ele ressaltou a dimensão interior da pessoa humana e a centralidade de Jesus Cristo, Pobre, Humilde e Crucificado, como inspiração para a vida franciscana.

       Ao término da manhã, os participantes tiveram a oportunidade de debater com Frei Almir, esclarecendo dúvidas e aprofundando suas compreensões sobre a temática apresentada. O evento foi encerrado com a execução do “Hino dos Estigmas de São Francisco”, composto por Carlos Bloch, um momento de celebração que uniu todos os presentes em torno da espiritualidade franciscana.

 

     Entre os dias 25 e 27 de junho, o Frei Mieczysław Tlaga fez uma visita fraterna a Łodzi, Łagiewnikach aos frades da Província São Maximiliano Maria Kolbe, Frei Joaquim Mendes de Oliveira (OFMConv), Frei André Salomão Mendes Alves (OFMConv), Frei Leonardo da Silva Tertuliano (OFMConv) e Frei Francisco Bruno de Sousa (OFMConv) que atualmente estudam na Polônia. Os frades mostraram um pouco do lugar que emana o carisma franciscano. Lugar onde São Maximiliano fez sua obra prima, o Niepokalanów.

 

Quarta, 03 Julho 2024 14:40

Encontro de Guardiães 2024

    Aconteceu nos dias 01 a 05 de julho de 2024 o Encontro de Guardiães em Brasília, na Sede Provincial, no Centro Franciscano de Evangelização e Cultura ( CEFEC). Estiveram presentes 33 frades, aqueles  que exercem funções nos diversos serviços provinciais, como: no guardianato, nas paróquias  e nas instituições provinciais.

    O Encontro de Guardiões tem acontecido na Província São Maximiliano Maria Kolbe desde o ano de 2008. este Encontro  viabilizar e potencializa a formação nas diversas temáticas e instãncias, proporcionando os momentos fraternos da vida conventual. O tema central do  Encontro foi : “A vida de Fraternidade: exercendo a Pastoral e a Missionariedade”, sendo o lema o texto bíblico  da Carta de São Pedro:  “O Deus de toda a graça, que os chamou ... os restaurará, os confirmará, lhes dará forças"(1Pd 5, 10). 

    Os conferencistas foram: o Secretario Geral da Formação inicial – Frei Piotr Stanisławczyk que falou sobre Formação Inicial e Formação Permanente;  o Secretário Geral de Animação Missionária- Dariusz Mazurek , que falou sobre Situação missionária na Ordem ;  a Psicóloga: Margarete  que falou sobre a maturidade afetiva; a Dra Márcia Helena Rodrigues  que falou sobre a  Administração Paroquial  e o Pe Dr Gerson Pereira de Figueiredo que falou  sobre prevenção de abusos.

    Durante o Quadrienio  acontecem  dois Encontro de Guardiães ,pois intercalam o Quadriênio o Capítulo extraordinário de 2025, sendo o próximo Encontro de Guardiães em 2026. O Encontro proporciona uma  grandiosa formação espritual, comunitária  e fraterna , estimulando todos os participantes e a vivência dos momentos comunitários  da oração comum, das celebrações eucarísticas, etc.

     Desejamos todos nossos frades que estão a frente dos conventos, das paróquias e das instituições provinciais tenham força a possam dedicar-se a vida fraterna e administração em nome de nossa Província.

 

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