Província

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A Província São Maximiliano M.Kolbe celebrou no dia 02 de agosto de 2023 a festa de Nossa Senhora dos Anjos. A celebração foi realizada na Casa de Formação de Nossa Senhora dos Anjos, em Santa Maria DF. Estiverem presentes frades da Província, o Ministro Provincial fr.Gilberto, os formandos do Postulantado, o Pré-noviciado, os  frades professos e as pessoas da comunidade.

A festa do Perdão de Assis- As indulgências plenárias

Está festa celebra no dia 02 de agosto, a Festa do Perdão de Assis, Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, segundo testemunhou Bartolomeu de Pisa, a origem da Indulgência da Porciúncula se deu assim: “Em uma noite linda , do ano do Senhor de 1216, Francisco estava intimamente compenetrado na oração e na contemplação estava mesmo ali na pequena ermida dedicada a Virgem Mãe de Deus, conhecida como igrejinha da Porciúncula, localizada em uma planície do Vale de Espoleto, perto de Assis, quando, de repente, a igrejinha ficou tomada de uma luz vivíssima jamais vista antes, e Francisco viu sobre o altar o Cristo e à sua direita a sua Mãe Santíssima, acompanhados de uma multidão de anjos. Francisco ficou em silêncio e começou a adorar o seu Senhor. Perguntaram-lhe, então, o que ele desejava para a salvação das almas. Francisco tomado pela graça de Deus que ama incondicionalmente, responde: “Santíssimo Pai, mesmo que eu seja um mísero, o pior dos pecadores, te peço, que, a todos quantos arrependidos e confessados, virão visitar esta Igreja, lhes conceda amplo e generoso perdão, com uma completa remissão de todas as culpas”.

O Senhor lhe disse: “Ó Irmão Francisco, aquilo que pedes é grande, de coisas maiores és digno e coisas maiores tereis: acolho, portanto, o teu pedido, mas com a condição de que tu peças esta indulgência, da parte minha, ao meu Vigário na terra (Papa)”. E não tardou muito, Francisco se apresentou ao Papa Honório III que, naqueles dias encontrava-se em Perugia e com candura lhe narrou a visão que teve. O Papa o escutou com atenção e, depois de alguns esclarecimentos, deu a sua aprovação e perguntou: “Por quanto anos queres esta indulgência”? Francisco, respondeu-lhe: “Pai santo, não peço por anos, mas por almas”. E feliz, se dirigiu à porta, mas o Pontífice o reconvocou: “Francisco, não queres nenhum documento”? E Francisco respondeu-lhe: “Santo Pai, de Deus, Ele cuidará de manifestar a obra sua; eu não tenho necessidade de algum documento. Esta carta deve ser a Santíssima Virgem Maria, Cristo o Escrivão e os Anjos as testemunhas”. E poucos dias mais tarde, junto aos Bispos da Úmbria, ao povo reunido na Porciúncula, Francisco anunciou a indulgência plenária e disse entre lágrimas: “Irmãos meus, quero mandar-vos todos ao paraíso!”

 

 

Segunda, 06 Janeiro 2025 12:12

Missão dos frades professos no Amazonas

 

     No dia 27 de dezembro, o Frei Walas Silva Santos (OFMConv.), Frei Luan Souza Matos (OFMConv.) e Frei Heronn Magno Rodrigues Duarte (OFMConv.) chegaram à Manaus, onde foram recebidos no Convento Santa Edwiges, pelo delegado provincial para a Missão no Amazonas, Frei Bernardo Vitório da Silva Neto (OFMConv.), o guardião Frei Rômulo da Costa Albuquerque (OFMConv) e o vigário Frei Gederson Aparecido Marques Nunes (OFMConv). Logo depois, seguiram para o município de Iranduba, onde está localizado o distrito de Cacau Pirêra.

     A primeira comunidade a ser visitada foi a Comunidade do Espírito Santo, na qual a coordenadora Laodiceia apresentou sua família e expôs os desafios enfrentados pela comunidade. Em seguida, visitaram a Comunidade São Pedro, onde realizaram visitas aos doentes e a vários moradores locais.

     No dia 29, visitaram a Comunidade Santa Maria, onde fomos recebidos com um café da manhã. Celebraram a Palavra com a comunidade, que está localizada na zona rural de Cacau Pirêra. O jovem Álvaro os acompanhou até a comunidade e os apresentou a família Mendonça, responsável por cuidar da mesma. Durante o dia, foram realizadas visitas aos doentes e orações pelos membros da comunidade que estavam impossibilitados de participar da missa.

     Também visitaram a Comunidade São João, onde fomram recebidos pelo Sr. Jurandir e Alcimir. A comunidade os acolheu com um almoço e, em seguida, realizaram um momento de oração.

     À noite, visitaram a Capela Sagrada Família, uma comunidade que estava em festa devido ao dia da padroeira. Após a missa, a comunidade celebrou com alegria junto aos frades e todos os presentes.

 

 

   Hoje, 27 de dezembro de 2024, celebramos a memória do terceiro ano do falecimento do Frei José Maria Stankiewicz. O frade sofreu um infarto na noite de natal de 2021 e, infelizmente, veio a óbito na madrugada do dia 26 de dezembro.

   A informação de sua morte trouxe grande comoção ao povo de Niquelândia (GO) e do Santuário São José, aos frades e amigos que o tinham com grande amor e respeito.

   Rezemos em memória do nosso confrade falecido.

Quinta, 26 Dezembro 2024 20:07

Natal da Província

    Hoje (26) aconteceu às 11h, na Capela do Seminário São Francisco de Assis, a Santa Missa Provincial em celebração ao Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.

    A Santa Missa contou com a presença dos frades representantes de vários de nossos conventos, bem como as irmãs da Sagrada Família, frades seminaristas e alguns amigos. Em sua homilia, Frei Gilberto de Jesus ressaltou a relevância do trabalho dos frades no Amazonas, que completa 20 anos em 2025. Ele também salientou a importância de Dom Agostinho ter dado início à Missão em 2005 e pontuou como devemos ser gratos por tudo isso.

    Após a Missa, houve uma distribuição de lembrancinhas para os conventos e também aconteceu um almoço solene para todos os presentes.

“Foram às pressas e encontraram Maria e José, e o recém-nascido” (Lc 2,16)

Caríssimos,

     Vivemos às vésperas do Ano da Misericórdia, no qual o Papa Francisco abrirá a Porta Santa. “Estabeleço ainda que, no dia 29 de dezembro de 2024, em todas catedrais e concatedrais, os Bispos diocesanos celebrem a Santa Missa como abertura solene do Ano Jubilar”[1]. Deste modo, apresento essa carta fraterna aos frades de nossa Província São Maximiliano Maria Kolbe, na intenção de propor uma reflexão neste belíssimo e importante tempo do Natal. Nestas vésperas de mais um novo ano, refletimos as conquistas e os desafios enfrentados ao longo do ano, as vitórias e derrotas, as realidades de luzes e sombras vividas por todos.

     Às nossas portas de consagrados a Deus, o Senhor está chegando: “eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador”[2], pois o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Mistério da Encarnação tão amado e celebrado por São Francisco de Assis, propõe uma vivência em plenitude. A profundidade do Natal, como sugere a perspectiva franciscana, nos faz compreender como é doce e amável a ação divina em favor dos homens, pois a salvação de Deus se realiza de forma sutil e branda, propondo uma transformação ao ser humano e respeitando os moldes de nossa humanidade. Este grande mistério é vislumbrado por poucos neste Natal, “a festa das festas, em que Deus, tornando-se criança pequenina, dependeu de peitos humanos”[3].

     Destaco que a nossa identidade franciscana de vida comunitária e fraterna inspira evangelicamente a motivar os irmãos nestas celebrações natalinas, pois insuflados na vida cristã e religiosa, vivendo a plenitude das festas que celebraremos e seguindo os ditames da espiritualidade e da tradição de nossa Ordem Franciscana, seremos testemunhas da fé aos irmãos.

     Na efervescência e no ardor desse tempo natalino, nos é proposto sempre uma renovação interior. Em nosso caso, como frades, temos a esperança e a confiança Naquele que é a Luz do mundo, apresentado na Palavra do Evangelho no dia do Natal, como aponta São João: “Tudo foi feito por ela [...] Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens”[4]. É válido destacar que nasce em nossos corações de frades, homens consagrados ao Senhor e inspirados pelos Conselhos Evangélicos de pobreza, obediência e castidade, um grande ardor evangélico, o qual renova as nossas convicções pessoais e as nossas motivações vocacionais, a fim de que nos abramos mais às realidades de Deus.

     Infelizmente este grandioso Mistério de Amor, almejado por Deus, esbarra na realidade de uma sociedade fria e indiferente, que minimiza e exclui a grandeza da ação divina. A Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo deveria ser compreendida como doação total do Céu à nossa humanidade, como intervenção divina na existência dos homens através do nascimento do Menino Deus, mas tem sido desvalorizada por essa sociedade. Concluímos que o Natal do Senhor exige uma compreensão de que Deus fala ao seu Povo através de seu Filho Jesus, nascido da simplicidade do Natal: “nestes dias, que são os últimos, ele nos falou por meio do Filho"[5].

     Na realidade de nossos tempos, encontramos um mundo barulhento, no qual as pessoas buscam excessivamente a si mesmas, tornam-se incapazes de viverem e de absorverem as riquezas do Mistério Divino, não reconhecem a presença do Senhor em seu meio, com sua sacralidade. A cerelidade da vida, em nosso tempo atual, tem gerado uma sociedade de pessoas doentes, que não identificam a eternidade divina na simplicidade da vida, pois são induzidas e reduzidas à correria, vivendo a dramática corrida do tempo, vivendo os mistérios de Deus sem profundidade e sem serenidade, apenas cumprindo preceitos, mas sem perceber a grandiosidade do Natal do Senhor, pois dessacralizam tudo, com a justificativa de que não há tempo. “Já não há tempo para nos encontrarmos e, com frequência, as próprias famílias sentem dificuldade para se reunir e falar calmamente”[6].

     Neste contexto, celebraremos mais uma festa do Natal do Senhor, vivenciaremos mais um ano a grandeza do Mistério da Encarnação, sinal da salvação divina, que tem sido afrontada pela cultura ceticista e consumista de nossos tempos. O Papa Francisco diz sobre o consumismo: “O grande risco do mundo atual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada”[7].

     A riqueza da espiritualidade franciscana, a partir do Presépio, é uma adequada resposta ao mundo atual, e sugere uma experiência de vida religiosa fortalecida pela vivência de uma vida comunitária e fraterna. O encontro com o Mistério Divino, a percepção do amor e da doação divina permeando nossos corações humanos, vai nos tornando testemunhas do Amor de Deus diante do mundo, como foram os Pastores de Belém, que, após o encontro com os anjos, não hesitaram em ir ao encontro do Salvador: “Foram às pressas e encontraram Maria e José, e o recém-nascido”[8].

     Com certeza há em nossa sociedade a ausência de Deus gerada nos corações descrentes, que gera também o pessimismo e o caos nos corações: “Muitas vezes encontramos pessoas desanimadas que olham, com ceticismo e pessimismo, para o futuro como se nada lhes pudesse proporcionar felicidade”[9]. Neste sentido, o Natal do Senhor, na proposta da Igreja, sugere testemunhas vivas da Salvação, pois assim como os pastores proclamaram a salvação no anúncio do Nascimento do Menino Deus, assim é o chamado de nossa vocação: “E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam”[10]. A vocação religiosa nos convoca a sermos testemunhas da esperança e da salvação, pois fazendo a experiência viva do Natal, seremos esperança aos corações das pessoas que creem.  “Com efeito, a esperança nasce do amor e funda-se no amor que brota do Coração que é Jesus.”[11]

     A Solenidade do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo sugere a todos nós vislumbrarmos em meio às nossas realidades o Sol da Esperança, o Sol que nasce do Alto, que é Jesus, o Filho de Deus feito homem, como afirma o Evangelho de São Lucas: “O Sol que nasce do alto nos visitará para iluminar [...] e dirigir os nossos passos”[12].

     É gratificante saber que, junto às festas natalinas, a Igreja apresenta o Ano da Misericórdia, o Ano Jubilar, através na Bula Spes non confundit. O Papa Francisco apresenta neste Ano Jubilar diversas propostas que motivam a nossa vida cristã e religiosa. Ele, na contramão do mundo que na atualidade vive a realidade de guerra, da violência e da morte, propõe caminhos de esperança em Deus. 

     É válido que nestas festas natalinas reflitamos esta proposta, anunciando as preocupações diversas, mas ressaltando as propostas de esperança sugeridas pelo Santo Padre, o Papa Francisco. Ele convida a sociedade a ter o coração simples como de São Francisco de Assis, recordando os 800 anos do Cântico das Criaturas, que será celebrado no próximo ano: “ter os olhos simples de São Francisco, que no seu Cântico das Criaturas, escrito precisamente há 800 anos, sentia a criação como uma grande família, chamando «irmão» ao sol e, à lua, «irmã»”[13].

     Ele destaca na Bula Spes non confundit a importância do Sacramento da Reconciliação como sinal da Misericórdia, realidade assumida em nossas comunidades conventuais e paroquiais, como grande sinal da misericórdia, na qual os nossos frades têm se dedicado a proporcionar o perdão de Deus, através dos atendimentos de confissões, fazendo com que cada frade confessor de nossa Província seja missionário da Misericórdia Divina: “Nas Igrejas particulares, deve ser dada uma atenção especial à preparação dos sacerdotes e dos fiéis para as Confissões e para o acesso a este sacramento na sua forma individual”[14].

     A proposta do Papa Francisco ao anunciar o Ano da Misericórdia destaca as obras de misericórdia, para que este novo ano seja uma abertura à Misericórdia Divina, alcançando os presos, os doentes, os jovens, os imigrantes, os idosos e os pobres: “Precisamos de transbordar de esperança”[15], sendo esta a grande proposta deste Ano da Misericórdia – alcançar todos os corações. “Que a luz da esperança cristã chegue a cada pessoa, como mensagem do amor de Deus dirigida a todos. E que a Igreja seja testemunha fiel deste anúncio em todas as partes do mundo”[16].

     Neste tempo natalino, também agradecemos a Deus por todas as vitórias vividas neste ano em que celebramos os 50 anos da Província. Agradecemos a Deus pela superação dos desafios enfrentados pela Província, seja na dimensão formativa, fraterna, missionária, organizativa, econômica, etc. Destaco também que no próximo ano de 2025 celebraremos 20 anos da Missão no Amazonas, realidade assumida pela Província e marcada pela decisão de Dom Agostinho, que após tornar-se Bispo Emérito no ano de 2004, decidiu ir para a Missão no Amazonas, chegando nestas terras em 11 de janeiro de 2005. Celebraremos, na Ordenação Diaconal do Frei Thiago da Silva, em Tefé-AM, a abertura destes 20 anos.

     Finalizo essa carta fraterna com o ensejo a todos os confrades de Paz e Bem! Que a Graça provinda do Menino Deus, neste Natal, cultive a fecundidade da fé em cada coração. Que a vida fraterna, o apostolado e a esperança sejam a força de cada um! Que a bênção de Deus esteja em vossas vidas de religiosos, santificando o vosso Natal e o novo ano como sinal de salvação. Desejo que o Menino Jesus seja vida e salvação nos trabalhos de apostolado e de pastoral. Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

 

 

FREI GILBERTO DE JESUS

Ministro Provincial

 

 

 

[1] Spes non confundit – Bula de proclamação do Jubileu Ordinário

do ano de 2025, n. 6.

[2] Zc 9,9.

[3] 2Cel 199,1.

[4] Jo 1, 3-4. 

[5] Hb 1,2.

[6]  Ibid. Spes non confundit , n. 4.

[7] Evangelii Gaudium, n. 2.

[8] Lc 2,16.

[9] Ibid. Spes non confundit, n. 1.

[10] Lc 2,18.

[11] Ibid. Spes non confundit, n. 3.

[12] Lc 1,76.

[13] Ibid. Spes non confundit, n. 4.

[14] Ibid. Spes non confundit, n. 5.

[15] Rm 15, 13.

[16] Ibid. Spes non confundit, n. 6.

Quinta, 19 Dezembro 2024 18:09

Ordenação Diaconal 2024

     Nesse mês de dezembro, a Província São Maximiliano Maria Kolbe recebeu a dádiva de poder presenciar a ordenação diaconal do Frei Cristian César Silva Santos (OFMConv) e do Frei João Vitor Gomes da Fonseca da Silva (OFMConv).

     A ordenação do Frei Christian aconteceu no dia 12 de dezembro, quinta feira, na Capela São José em Valparaíso (GO). O frade recebeu a imposição das mãos de Dom Waldemar Passini Dalbello, bispo da Diocese de Luziânia (GO). 

     Já o Frei João Vitor, foi ordenado diácono no dia 14 de dezembro, sábado, na Paróquia São Marcos e São Lucas, em Ceilândia (DF). Ele, por sua vez, recebeu a imposição de mãos de Dom Wllington Queiroz Vieira, bispo da Diocese de Cristalândia (TO).

Terça, 17 Dezembro 2024 14:05

Ordenação Presbiteral 2024

 

No último dia 7, sábado, aconteceu a ordenação presbiteral dos frades Diogo Kennedy Lima de Araújo (OFMConv.), Frei Carlos Eduardo Gonçalves (OFMConv.) e Frei Gederson Aparecido Marques Nunes (OFMConv.). A ordenação aconteceu na Basílica Menor de São Francisco de Assis, na Asa Norte pela imposição das mãos de Dom João Wilk (OFMConv.), atual bispo da Diocese de Anápolis. A Província teve a alegria de celebrar a ordenação sacerdotal de nossos frades no ano em que completamos 50 anos de presença no Brasil.

Os confrades neo-presbíteros celebraram as suas primeiras Missas no Jardim da Imaculada (Cidade Ocidental - GO), Seminário São Francisco de Assis (Brasília - DF) e junto com as irmãs Clarissas (Brazlândia - DF).

     Celebramos hoje, 08 de dezembro, a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Rainha de todos os santos! Esta verdade, reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos padres e doutores da Igreja oriental, ao exaltarem a grandeza de Maria, Mãe de Deus, usavam expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura que os anjos.

     A Igreja ocidental, que sempre muito amou a Santíssima Virgem, tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto (conheça a a vida e obra do bem-aventurado clicando aqui) quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe do seu Filho. Isso é possível para a Onipotência de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

     Rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, no seio de sua mãe Sant’Ana, foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. No dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: “Maria isenta do pecado original”. A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós, “Eu sou a Imaculada Conceição”.

     No dia 7 de dezembro de 2024, às 9h, acontecerá a ordenação presbiteral do Frei Carlos Eduardo Gonçalves, OFMConv; Frei Gederson Aparecido Marques Nunes, OFMConv e Frei Diogo Kennedy Lima de Araújo, OFMConv.

     A ordenação presbiteral acontecerá pela imposição das mãos de Sua Excelência Reverendíssima, Dom Frei João Casimirio Wilk, OFMConv, Bispo de Anápolis.

     Toda comunidade provincial está convidada para essa Santa Celebração Eucarística e ordenação de nossos frades.

Terça, 29 Outubro 2024 12:47

Prospectus - Especial de 50 anos

Em anexo, trazemos o Prospectus especial dos 50 anos da Província São Maximiliano Maria Kolbe que descreve, de forma detalhada, a nossa trajetória desde a chegada dos missionários poloneses até a fundação da Custódia que se tornou a nossa atual província.

O horizonte que nos espera é por demais maravilhoso,

vale a pena apostar no que os nossos santos ensinaram” 1

 

A Província São Maximiliano: obra de Deus, para a santidade dos homens.

     As festividades dos 50 anos da Província São Maximiliano M. Kolbe inspira-nos, por tais motivos, a lhes escrever esta carta direcionada à Província, com a finalidade de propor-lhes uma reflexão sobre a nossa origem, o nosso desenvolvimento e o nosso crescimento ao longo dessas décadas. Proponho-lhes essa mensagem fundamentada nos documentos históricos dos arquivos provinciais.

     Há, de fato, um grande interesse em resgatar a memória histórica provincial, observando as realizações, o empenho dos confrades missionários poloneses e dos frades brasileiros, no que se refere ao crescimento da Província. Há a necessidade de destacar o quão será importante a interação de nossas fraternidades conventuais e paroquiais, com o envolvimento dos frades, do povo de Deus nesta ação memorial, visando alcançar uma maior representatividade institucional. É válido a compreensão deste “Jubileu da Província” de uma forma aprofundada, refletindo a significatividade da memória histórica, impulsionando nossa ação para os anos vindouros.

     Este Jubileu da Província permite refletir a memória histórica marcada pela dedicação, pela entrega e oblação dos confrades, que consagrados a Deus pelos votos de obediência, de castidade e de pobreza, fizeram e construíram as realidades provinciais como      “locus”, própria casa, ou seja, lugar de salvação: “A vida consagrada é, em si mesma, uma «progressiva assimilação dos sentimentos de Cristo2. É louvável a nós, como jurisdição, manifestarmos a gratidão a Deus, não só pela existência institucional da Província, mas pelas dádivas recebidas no âmbito de nossas individualidades e pessoalidades, pois precisamos reconhecer diariamente as dádivas recebidas pessoalmente de Deus, pois nós, frades, somos receptáculos da graça, não apenas executores da ação divina no apostolado, mas homens consagrados, beneficiados pelos dons divinos, numa coparticipação, realizando-se pessoalmente através da vocação religiosa: "Recebemos a vida de graça; não pagamos por ela. De igual modo, todos podemos dar sem esperar recompensa, fazer o bem sem pretender outro tanto da pessoa que ajudamos" 3.

     Ao considerarmos os benefícios e graças recebidas, somos capazes de compreender a infinidade de dons a nós disponibilizados nesta obra divina, que está também presente na intercessão da Virgem Imaculada, pois além de proporcionar a nós frutos da fé e da santidade em nossas vidas de consagrados, proporcionam graça e salvação aos irmãos por meio do Apostolado e da Evangelização. Portanto, a nossa realização vocacional gera e propicia benefícios e graças para a Igreja, sendo a nossa Província São Maximiliano M. Kolbe um instrumento vivo ou instituição sagrada, efetivando a santificação do povo de Deus: “Se há homens que proclamam no mundo o Evangelho da salvação, fazem-no por ordem, em nome e com a graça de Cristo Salvador. E como podem pregar, se não forem enviados4.

 

As festividades do Jubileu dos 50 anos da Província

     Os festejos do Jubileu da Província ressaltam os valores históricos provinciais nas obras realizadas. Os bens comuns constituídos desde a chegada de Dom Agostinho e demais frades, sejam os poloneses ou brasileiros, permitem recordarmos as realidades do passado, reconhecendo os seus valores, os desafios enfrentados, as obras conquistadas, não por mero saudosismo, mas por gratidão à ação de Deus e à intercessão da Virgem Santíssima. Reconhecemos no passado os compromissos assumidos e as vitórias alcançadas para nos direcionarmos com responsabilidade para o futuro, dedicando-nos plenamente à Missão da Evangelização, sendo sinais significativos nos tempos atuais para Ordem e para Igreja.

     Deste modo, apontamos os valores de nossa jurisdição nestas celebrações dos festejos dos 50 anos da Província. Externalizamos nossas intenções na realização de uma Santa Missa central, em ação de graças por todos os benefícios recebidos, que será presidida pelo Ministro Geral, Frei Carlos Trovarelli, OFMConv., no sábado, dia 26 de outubro de 2024, às 10h; sendo esta uma grande oportunidade de unir os confrades da Província, de outras jurisdições, e de toda a Ordem. A celebração terá uma expressão de doação, oblação e consagração a Deus, e como ato concreto ocorrerá a Profissão Solene de nossos confrades: Frei Joao Vitor Gomes da Fonseca da Silva, OFMConv., Frei Christian César Silva Santos, OFMConv. e Frei Thiago da Silva de Oliveira, OFMConv.

     Há um propósito de promover a unidade com a Ordem, com a presença do Ministro Geral, nos unindo enquanto jurisdição à Ordem, à Cúria Geral, recordando a decisão da Ordem de nos erigir como Província, em 31 de maio de 2003. Além disso, vale destacar que a Ordem teve um papel fundamental no desenvolvimento de nossa jurisdição, sendo participante ativa dos momentos vitoriosos da mesma, orientando, corrigindo, com colaborações significativas, como na aquisição do terreno da Missão Kolbe em Brasília, realidade na qual hoje está estabelecida a Sede Provincial e o Seminário São Francisco de Assis. Desta forma, ao longo dos últimos anos, os Ministros Gerais, desde os Freis Antônio Vitale Bommarco, La Franco Cerini, Frei Marcos Tasca, até o atual, Frei Carlos Trovarelli, foram grandes protagonistas no desenvolvimento de nossa Província.

     Por outro lado, após fazer um verídico reconhecimento da importância da Ordem no desenvolvimento da Província, precisamos destacar o protagonismo da Província Imaculada Conceição de Varsóvia, nossa Província Mãe, que teve um olhar divino, decidindo, como ato belíssimo de fé e como um voto de ação de graças a Deus, abrir uma Missão por motivo da beatificação de São Maximiliano M. Kolbe, em 1971. A decisão da Província Imaculada Conceição de Varsóvia que não só idealizou a Missão, mas dedicou-se a ela, acompanhando todo o seu desenvolvimento, como afirma o Frei Piotr Zurkiewicz, atual Ministro Provincial de Varsóvia: “Há cinquenta anos, em 1º de julho de 1974, durante a quinta sessão, o Capítulo Provincial Ordinário reconheceu a organização de sua própria missão no Brasil como uma das tarefas mais importantes da Província. Assim, sob a orientação do então Ministro Provincial, Padre Mariusz Paczóski, ofereceu um voto de gratidão a Deus pelo dom da elevação ao altar do Padre Maksymilian M. Kolbe” 5.

     Portanto, a festividade dos 50 anos da Província é uma oportunidade de agradecimento a Deus, que em sua infinita bondade nos chamou à vocação religiosa franciscana, para nossa salvação e consequentemente para sermos instrumentos de vida aos irmãos. Nesta    oportunidade agradecemos a intercessão da Virgem Santíssima, a Igreja, a Ordem e a Província Imaculada Conceição de Varsóvia, as quais foram canais de graça para esta obra de Deus.

     Nestas festividades, além da celebração central do dia 26 de outubro, ocorrem as celebrações dos dias 21 a 25, às 19h, na Sacrosanta Basílica Menor Santuário São Francisco de Assis e logo após ocorrem as exposições históricas, ou o “Simpósio da História da Província”, no auditório do ISB, visando uma valorização da memória provincial. Também destaco as duas sessões que ocorrerão nas Câmaras Distrital e Federal: na quinta-feira, dia 24 de outubro, na Câmara Distrital; na sexta- feira, dia 25 de outubro, na Câmara Federal. Estes serão espaços para prestigiar e valorizar os frades, os leigos e todos os que colaboraram desde o início de nossas presenças, e gratificando-os, reconheceremos as dádivas, o empenho e a solidariedade dos irmãos no acompanhamento e no desenvolvimento das realidades nas quais estamos presentes.

 

Aspectos teológicos de nossas origens.

     Considero necessária a compreensão dos aspectos teológicos da origem e da existência de nossa jurisdição, observando a ótica teológica para compreender a ação de Deus em diversos desígnios, desde a Missão, com a chegada de Dom Agostinho em 16 de outubro de 1974; desde a Custódia erigida em 17 de outubro de 1983; e desde a ereção da Província em 31 de maio 2003. Portanto, ao longo destes anos os frutos da ação divina foram enormes, pois mesmo havendo a intermediação dos homens, seja os primeiros missionários poloneses ou os frades brasileiros, houve certamente uma concreta inspiração divina. Neste propósito teológico, chamo a atenção para a Carta de Dom Agostinho direcionada ao Ministro Provincial de sua época, Frei Mariusz Paczóski, em 1972, ao falar de sua disposição missionária: “Se a vontade de Deus para mim é a ceifa missionária, de boa vontade expresso agora minha prontidão para a ida a Ruanda ou qualquer outro país, segundo o critério do Ministro Provincial” 6.

     Eis um grande exemplo de entrega e oblação, manifestado por Dom Agostinho ao expressar a sua disposição de ser instrumento vivo da vontade de Deus, seja no Brasil ou em outra realidade que exigisse. Destaco outro importante sinal de desígnio divino presente em nossa jurisdição, que retrata uma intenção direta do próprio São Maximiliano M. Kolbe, em sua Carta escrita em 1937 que profeticamente sugeria o Brasil como um lugar sonhado para uma futura Niepokalanow ou Jardim da Imaculada: “Quando no outro hemisfério plantaremos as bandeiras da Imaculada Conceição e Sua Niepokalanow - Canadá, Estados Unidos, México, vários países da América Central: Brasil, Argentina, Chile, Peru, Bolívia, etc.”7. Estes são sinais de Deus significativos que revelam a ação divina em nossa origem, mesmo diante dos propósitos humanos.

     Ao enfatizarmos que a Província se tornou ao longo dos anos uma obra de Evangelização, reconhecemos em sua origem as raízes profundas no mistério salvífico, mérito da Morte e da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, que originou a vida da Igreja e seus carismas provindos do Espírito Santo. Inspira vocações de cunho missionário, vocações sólidas e corajosas que testemunham a fé, semelhante aos mártires na origem da Igreja. É neste contexto eclesiológico que visualizamos a essência missionária de nossa Província São Maximiliano M. Kolbe, que seguindo o exemplo de seus padroeiros, São Francisco de Assis e São Maximiliano M. Kolbe, testemunha em seu apostolado o amor a Deus, à Virgem Maria e à Igreja. Nossos santos patronos dedicaram-se, respeitando as diretrizes, as orientações, o carisma e a missão da Igreja. São deles que vislumbramos uma identidade própria e uma dedicação à missão.

     Essas retrospectivas históricas de nossa origem identificam valores teológicos nas ações missionárias de Dom Agostinho e dos demais frades missionários e brasileiros, pois o dom divino origina grandes obras, tornando-as sagradas. As virtudes teologais como dons provindos do próprio Deus são um dos sinais valiosos nas ações de nossos frades nesses 50 anos, pois responderam com os dons aos desígnios divinos, com a intercessão da Virgem Imaculada. As virtudes da Fé, da Esperança e da Caridade, como são expressas na oração de São Francisco diante do crucifixo “concedei-me uma fé verdadeira, uma esperança firme e um amor perfeito” 8: a Fé firme foi vivida pelos confrades, dando sinais belíssimos da fidelidade a Deus e à Igreja; viveram com Esperança, assumindo com confiança os desafios que surgiram; viveram com Amor, testemunhando a efusiva ação missionária, dedicando-se à vida sacramental, ao apostolado e às pastorais, desenvolvendo a nossa jurisdição.

 

Propósitos vindouros para a Província São Maximiliano M. Kolbe

     A ação abnegada de Dom Agostinho de chegar ao Brasil sem uma estrutura montada e estipulada, intencionalmente revela a grande confiança em Deus, dedicando uma disponibilidade missionária, trazendo apenas uma mala, sem planos estabelecidos, colocando-se nas mãos da Imaculada: “A Imaculada suscitou em nossos corações o amor a Ela mesma, um amor tal que nos impulsionou a nos consagrar totalmente a sua causa” 9. Sua confiança plena em Deus, mediante a sua intuição, está expressa nas cartas enviadas às Dioceses de Paracatu, Uruaçu e Januária, oferecendo os trabalhos missionários e pastorais. A resposta às suas cartas ocorreu em 11 de novembro de 1974, enviada por Dom José da Silva Chaves, naquele momento administrador apostólico e posteriormente Bispo de Uruaçu, respondendo ao pedido: “Recebi a sua carta com alegria e espero você em Uruaçu, espero não nos decepcionar, pois precisamos dos vossos trabalhos com urgência, a diocese tem muitos trabalhos, na diocese trabalham 12 sacerdotes, o povo é aberto a palavra de Deus, cada paróquia tem várias capelas...” 10.

     Observamos o desígnio de Deus e a intercessão da Virgem Imaculada na Missão assumida por Dom Agostinho, em sua confiança revelando os traços teológicos presentes em nossa jurisdição, pois Dom Agostinho se colocou nas mãos da Imaculada, compreendendo qual seria a vontade de Deus e quais eram as necessidades da Igreja.

     As obras realizadas pelos frades, mesmo sendo intermediadas, tiveram suas raízes no propósito divino. Podemos nesses 50 anos vislumbrar luzes nos caminhos para o futuro, nos anos vindouros, podemos agir e levar com ardor e fidelidade a nossa jurisdição nos próximos anos. Portanto, a manutenção da identidade própria, a efetivação da herança kolbiana e os trabalhos com as novas vocações fundamentarão a manutenção de nossos conventos e de nossas instituições provinciais. Portanto, o avanço para o futuro exigirá de todos nós valores diante dos desafios que surgirão. Recordo as quatro colunas que favorecerão o nosso crescimento e o nosso desenvolvimento, pois necessitaremos de quatro colunas que são: O amor a Deus e à Igreja; o amor à Virgem Santíssima e à Herança Kolbiana; o amor à Ordem e à Província e o amor ao Povo de Deus. Vejamos:

 

1ª COLUNA: O AMOR A DEUS E À IGREJA

     O amor a Deus e à Igreja será fundamental para o nosso crescimento jurisdicional, enriquecendo a nossa espiritualidade por meio de uma adequada Formação Permanente, revigorando a nossa opção vocacional e o apostolado dos frades. Estes serão eficazes, conjuntamente a trabalhar assiduamente na Formação Inicial, suscitando religiosos sólidos que viverão a profissão religiosa com ardor e fé, guardando a obediência à Santa Igreja. A virtude teologal do amor a Deus e à Igreja será uma importante coluna que ajudará o futuro da Província, sustentando-a, desenvolvendo-a, revigorando-a na fé pessoal e comunitária dos frades, permitindo transmitir ao mundo o sinal de Cristo, respondendo aos desafios atuais como homens consagrados, movidos pela fé, amando a Deus e à Igreja.

 

2ª COLUNA: O AMOR À VIRGEM MARIA E À HERANÇA KOLBIANA

     O amor à Virgem Santíssima e à Herança Kolbiana será um importante sinal como consagrados à Milicia da Imaculada. Desde os primeiros passos de nossa jurisdição, já no processo formativo dos frades, havia presente a devoção à Imaculada, seguindo o exemplo de São Maximiliano M. Kolbe. Devemos inspirar os nossos frades a esta espiritualidade, ao apostolado e aos trabalhos pastorais. Enfim, na fidelidade à herança kolbiana e no amor à Imaculada teremos uma coluna dorsal para o crescimento e o desenvolvimento de nossa Província no futuro, possibilitando aos confrades viver a vida devocional aos moldes da Igreja, amando a Milícia da Imaculada e vivendo a doçura devocional à Virgem Santíssima.

 

3ª COLUNA: O AMOR À ORDEM E À PROVÍNCIA

     O amor à Ordem e à Província será uma terceira coluna que permitirá a manifestação de Deus na realidade jurisdicional, seja da Ordem ou Província, local que todos vivemos. Com a nossa consagração a Deus, exercendo o apostolado em obediência à Igreja, como religiosos franciscanos estaremos

testemunhando a Província como lugar do Encontro com Deus. Os 50 anos permitirão desfrutar virtudes, valores, graças provindas de nossa jurisdição, mas da mesma forma deve nos motivar a exprimirmos

um   amor    verdadeiro   a   nossa   Ordem    e    a   nossa   Província, realizando-se na vocação de Filhos de Deus nesta jurisdição.

 

4ª COLUNA: O AMOR AO POVO DE DEUS

     A nossa vocação religiosa franciscana nos inspira, como frades missionários, a nos aproximarmos do povo de Deus, levando a Palavra de Deus, seja na vida pastoral, na vida sacramental ou social. Esta quarta coluna será necessária, pois nos dedicando em prol do povo de Deus com as diversas iniciativas, estaremos favorecendo a nossa santificação e a deste povo, seja nas paróquias, nos movimentos, nas pastorais ou na Missão. O apostolado em nossa Província deverá ser uma expressão clara do amor a Deus e ao povo, concretizado no empenho dos confrades aos trabalhos pastorais, nos atendimentos, no Sacramento da Reconciliação, nas Missas celebradas, na ministração da unção dos enfermos, realidades estas que concretizam a nossa opção religiosa, expressando o nosso amor a Deus e aos irmãos.

 

CONCLUSÃO

     Portanto, finalizo esta reflexão, neste importante evento do Jubileu da Província São Maximiliano M. Kolbe, manifestando os ensejos de Feliz Festa do Jubileu a cada confrade, congratulando-vos pelo testemunho de Vida Religiosa e consagração à Imaculada, pois todos de igual modo manifestam seu o amor à Imaculada. Que o Senhor abençoe e santifique cada irmão, e que sejam instrumentos vivos da realização de nossa Província. Nesta oportunidade, recordo a importância de lembramos dos frades falecidos que trabalharam arduamente pela construção de nossa jurisdição, e convido todos a rezarem por Dom Frei Agostinho, Dom Frei Janusz Marian Danecki, Frei Edmundo, Frei Francisco Kramek, Frei José Stankiewik e Frei João Benedito. Rezemos pedindo a intercessão da Virgem Santíssima por nossos confrades falecidos e por cada frade de nossa Província que continua a trabalhar pelo Reino de Deus nas realidades provinciais.

     Feliz Jubileu dos 50 anos da nossa Província São Maximiliano Maria Kolbe! Pela glória de Cristo, devotos da Virgem Santíssima, nos passos de São Francisco de Assis e de São Maximiliano M. Kolbe. Paz e Bem!

 

FREI GILBERTO DE JESUS 

Ministro Provincial

 

REFERÊNCIAS

1 Dom Agostinho, Carta a Província, 2008.

2 SOMALO, Eduardo Card Martinez, “A partir de Cristo um renovado compromisso da Vida Consagrada no Terceiro Milênio”, 19 de maio de 2002.

3 Fratelli Tutti, 140.

4 Paulo VI, Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi”, N.59.

5 Carta do Ministro Provincial de Varsóvia, Frei.Piotr Zurkiewicz 18 de outubro de 2024.

6 Dom Agostinho, “Carta ao Provincial Frei Mario Pacsoski”, 25 de março de 1972.

7 São Maximiliano M. Kolbe, “Carta aos irmãos cantores de Niepokalanów”, 14 de outubro de 1937.

8 Oração de São Francisco de diante do crucifixo.

9 São Maximiliano, Ek 908.

10 CHAVES, Dom José da Silva, Carta do dia 11 de novembro de 1974.

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