CNBB

  • “A opção preferencial pelos pobres é uma marca distintiva da história desta Conferência”, 56º Conferência da CNBB
    (via CNBB)   Na tarde de ontem, 19, durante a coletiva de imprensa da 56º Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o cardeal Sérgio da Rocha, presidente da CNBB solicitou a dom Murilo Krieger, vice-presidente que lesse a mensagem da conferência. O documento registra a comunhão do episcopado brasileiro com o papa Francisco e destaca a necessidade de promover o diálogo respeitoso para estimular a comunhão na fé em tempos de politização e polarizações nas redes sociais. A mensagem retoma a natureza e a missão da entidade na sociedade brasileira. Confira a íntegra do documento que será enviado à todas as 277 circunscrições eclesiásticas do Brasil, incluindo arquidioceses, dioceses, prelazias, entre outras.   Mensagem da Conferência Nacional Dos Bispos do Brasil ao Povo de Deus: Em comunhão com o Papa Francisco, nós, Bispos membros da CNBB, reunidos na 56ª Assembleia Geral, em Aparecida – SP, agradecemos a Deus pelos 65 anos da CNBB, dom de Deus para a Igreja e para a sociedade brasileira. Convidamos os membros de nossas comunidades e todas as pessoas de boa vontade a se associarem à reflexão que fazemos sobre nossa missão e assumirem conosco o compromisso de percorrer este caminho de comunhão e serviço. Vivemos um tempo de politização e polarizações que geram polêmicas pelas redes sociais e atingem a CNBB. Queremos promover o diálogo respeitoso, que estimule e faça crescer a nossa comunhão na fé, pois, só permanecendo unidos em Cristo podemos experimentar a alegria de ser discípulos missionários. A Igreja fundada por Cristo é mistério de comunhão: “povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (São Cipriano). Como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela (cf. Ef 5,25), assim devemos amá-la e por ela nos doar. Por isso, não é possível compreender a Igreja simplesmente a partir de categorias sociológicas, políticas e ideológicas, pois ela é, na história, o povo de Deus, o corpo de Cristo, e o templo do Espírito Santo. Nós, Bispos da Igreja Católica, sucessores dos Apóstolos, estamos unidos entre nós por uma fraternidade sacramental e em comunhão com o sucessor de Pedro; isso nos constitui um colégio a serviço da Igreja (cf. Christus Dominus, 3). O nosso afeto colegial se concretiza também nas Conferências Episcopais, expressão da catolicidade e unidade da Igreja. O Concílio Vaticano II, na Lumen Gentium, 23, atribui o surgimento das Conferências à Divina Providência e, no decreto Christus Dominus, 37, determina que sejam estabelecidas em todos os países em que está presente a Igreja. Em sua missão evangelizadora, a CNBB vem servindo à sociedade brasileira, pautando sua atuação pelo Evangelho e pelo Magistério, particularmente pela Doutrina Social da Igreja. “A fé age pela caridade” (Gl 5,6); por isso, a Igreja, a partir de Jesus Cristo, que revela o mistério do homem, promove o humanismo integral e solidário em defesa da vida, desde a concepção até o fim natural. Igualmente, a opção preferencial pelos pobres é uma marca distintiva da história desta Conferência. O Papa Bento XVI afirmou que “a opção preferencial pelos pobres está implícita na fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós, para enriquecer-nos com a sua pobreza”. É a partir de Jesus Cristo que a Igreja se dedica aos pobres e marginalizados, pois neles ela toca a própria carne sofredora de Cristo, como exorta o Papa Francisco. A CNBB não se identifica com nenhuma ideologia ou partido político. As ideologias levam a dois erros nocivos: por um lado, transformar o cristianismo numa espécie de ONG, sem levar em conta a graça e a união interior com Cristo; por outro, viver entregue ao intimismo, suspeitando do compromisso social dos outros e considerando-o superficial e mundano (cf. Gaudete et Exsultate, n. 100-101). Ao assumir posicionamentos pastorais em questões sociais, econômicas e políticas, a CNBB o faz por exigência do Evangelho. A Igreja reivindica sempre a liberdade, a que tem direito, para pronunciar o seu juízo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76). Isso nos compromete profeticamente. Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada. Se, por este motivo, formos perseguidos, nos configuraremos a Jesus Cristo, vivendo a bem-aventurança da perseguição (Mt 5,11). A Conferência Episcopal, como instituição colegiada, não pode ser responsabilizada por palavras ou ações isoladas que não estejam em sintonia com a fé da Igreja, sua liturgia e doutrina social, mesmo quando realizadas por eclesiásticos. Neste Ano Nacional do Laicato, conclamamos todos os fiéis a viverem a integralidade da fé, na comunhão eclesial, construindo uma sociedade impregnada dos valores do Reino de Deus. Para isso, a liberdade de expressão e o diálogo responsável são indispensáveis. Devem, porém, ser pautados pela verdade, fortaleza, prudência, reverência e amor “para com aqueles que, em razão do seu cargo, representam a pessoa de Cristo” (LG 37). “Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor” (Papa Francisco, Mensagem para o 52º dia Mundial das Comunicações de 2018). Deste Santuário de Nossa Senhora Aparecida, invocamos, por sua materna intercessão, abundantes bênçãos divinas sobre todos.   Aparecida-SP, 19 de abril de 2018.   Cardeal Sergio da Rocha Arcebispo de Brasília – DF Presidente da CNBB   Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ Arcebispo São Salvador da Bahia Vice-Presidente da CNBB     Saiba outras notícias da 56º Conferência da CNBB clicando aqui. 
  • 25ª edição do Grito dos Excluídos reforça tema da primeira edição: “A vida em primeiro lugar”
    A 25ª edição do Grito dos Excluídos contabilizou a realização de ações em mais em 200 localidades espalhadas pelo Brasil por ocasião deste 7 de Setembro. Seis cidades registraram atos já no dia 6 de setembro, como é o caso de Manaus no qual cerca de 3 mil pessoas caminharam até a Ponto do Rio Negro, local simbólico para aqueles que defendem a vida dos povos da floresta. Dom Sérgio Castriani, arcebispo de Manaus caminhou ao lado de crianças, religiosos, mulheres, migrantes e jovens até a ponte.   Na capital pernambucana, o arcebispo de Olinda e Recife (PE), dom Antônio Fernando Saburido, e seu bispo auxiliar e referencial para a Comissão para a Ação Sociotransformadora do Regional Nordeste 2 da CNBB, dom Limacêdo Antonio, foram à concentração do ato na praça do Derby, na abertura do ato.   No Santuário de Aparecida (SP), o já tradicional ato começou às margens do rio onde a imagem da padroeira do Brasil foi encontrada em 1717, no Porto de Itaguaçu. Cerca de 130 mil pessoas participaram do ato. Ali, há 25 anos, iniciava o Grito dos Excluídos, realizado sempre em conjunto com a Romaria dos Trabalhadores, em sua 32ª edição.   O lema do grito foi “Este sistema não Vale! Lutamos por justiça, direitos e liberdade”. A Romaria reforçou a relação de Nossa Senhora com os trabalhadores, com o tema “Mãe Aparecida, a classe trabalhadora clama por justiça e direitos”.   Fonte: CNBB.
  • 32ª Semana de Liturgia será realizada à luz da Conferência de Medellín
    Acontecerá de 15 a 19 de outubro, no Centro Pastoral Santa Fé, em São Paulo (SP), a 32ª Semana de Liturgia. Este ano a temática principal do evento será “Liturgia no Brasil: Realizações, retrocessos e sinais de esperança à luz da Conferência de Medellín”, celebrando os 50 anos da Segunda Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano (1968-2018). O momento é oportuno para retomar suas conclusões e, a partir delas, buscar iluminar a realidade litúrgica brasileira atual. O encontro é promovido pelo Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard, em parceria com o Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal) e a Rede de Animação Litúrgica (Celebra). Em sua programação estão previstas palestras com enfoque no tema central, rodas de conversa sobre liturgia, partilhas e pistas de ação. As inscrições podem ser realizadas no site do Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard: www.centrodeliturgia.com.br. Maiores informações podem ser obtidas através do e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você precisa do JavaScript habilitado para visualizá-lo. ou pelo telefone [41] 9-9883-2313 (WhatsApp). A Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é uma apoiadora dessa iniciativa. A 32 Semana de Liturgia será uma oportunidade de revisitar o documento de Medellín e descobrir as intuições e orientações dos bispos para a realidade de Igreja da América Latina e Caribe.   Fonte: CNBB.
  • A opção pelos pobres faz a Igreja voltar seu olhar para os filhos e filhas prediletos de Deus
    Entrevista de Dom Severino Clasen (OFM) concedida à CNBB: Ir ao encontro dos mais necessitados, marginalizados e dos famintos é um gesto concreto que o Papa Francisco tem proposto aos cristãos do mundo inteiro. “Este pobre homem grita e o Senhor escuta” é o tema do II Dia Mundial dos Pobres, que será celebrado neste domingo, 18 de novembro. Francisco vai celebrar a data presidindo a Santa Missa na Basílica de São Pedro e em seguida vai almoçar com cerca de três mil pobres. na Sala Paulo VI, no Vaticano. O primeiro almoço foi realizado no ano passado. O Pontífice tem provocado em toda a Igreja maior sensibilidade humana e acolhimento aos pobres, eis o motivo porque sugeriu o dia mundial do pobre. “A sensibilidade humana passa pela prática da caridade. O amor fraterno é a ação transformadora na sociedade que erradica a miséria e recupera a dignidade de todo ser humano como criatura e filho de Deus”, ressalta o bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Severino Clasen. O bispo explica ainda que a natureza da Igreja, na sua essência, evidencia um olhar para os pobres. A Igreja, nasceu pobre. Jesus Cristo veio ao mundo tão pobre que nem casa para nascer tinha e morreu crucificado, pobre e despojado. “Estão especialmente unidos a Cristo sofredor pela salvação do mundo os que são oprimidos pela pobreza, pela enfermidade, pela doença e por várias atribulações, ou que sofrem perseguição por causa da justiça, que o Senhor no Evangelho declarou bem-aventurados e que ‘o Deus de toda a graça, que vos chama para a sua glória eterna, no Cristo Jesus, vos restabelecerá e vos tornará firmes, fortes e seguros’”, destaca (LG 340). Nos Evangelhos, é possível encontra inúmeras manifestações de Jesus com olhar compassivo e de misericórdia para com os pobres, os desprezados e os esquecidos da sociedade e porque também não dizer, ignorados pela própria Igreja. “O amor fraterno é a ação transformadora na sociedade que erradica a miséria e recupera a dignidade de todo ser humano como criatura e filho de Deus”, diz o bispo. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mostra que, em 2015, o país tinha 101.854 pessoas em situação de rua. Com a crise do país, é possível que o número de pessoas em situação de rua já seja bem maior.Dom Severino lembra que a opção pelos pobres faz a Igreja voltar o seu olhar para os filhos e filhas prediletos de Deus e é esse olhar do próprio Jesus, presente no olhar dos mais pobres, que faz a Igreja voltar-se para o pobre e, ao mesmo tempo, para Jesus, dele aprendendo, com ele evangelizando e participando da construção do Reino de Deus Detalhe da estátua de Jesus Sem-Teto com chagas nos pés — Foto: Divulgação/ Carlos Moioli   São inúmeras as iniciativas da Igreja, pastorais, comunitárias, educacionais e sociais, que focam seu olhar e sua ação na defesa, promoção e valorização da vida em todas as suas dimensões, priorizando aquelas vidas humanas mais sofridas, violentadas, oprimidas, discriminadas, desprezadas. “A capacidade de preencher a vida dos que sofrem e promover os excluídos dá prazer de viver e sentido à vida humana. Os símbolos do sal e da luz, que tanto refletimos no Ano Nacional do Laicato, vitalizam o ser cristão para dar gosto e brilho à vida”. O Papa Francisco presenteou a Arquidiocese do Rio de Janeiro com uma escultura chamada Jesus sem-teto. A obra é do artista canadense Timothy P. Schmalz, e possui exemplares em diversos locais do mundo, incluindo a Itália – a imagem se encontra na entrada da Elemosineria Apostólica, em Roma – e Estados Unidos. Segundo a arquidiocese, a obra de arte poderá ser visitada a partir do dia 18 e a data não foi escolhida por acaso: Jesus sem-teto, uma estátua em tamanho real, é a figura de uma pessoa em situação de rua deitada em um banco. O ‘homem’ da imagem apresenta chagas nos pés, que podem ser vistas, apesar do pequeno cobertor que tem por cima de seu corpo para proteger do frio. Dom Severino ressalta que o olhar da Igreja para os pobres vai além do cuidado para com a pessoa humana. “Somos seres em relação com a natureza. Proteger a mãe natureza é valorizar a obra criada por Deus e dar o cuidado e o acolhimento necessários para que a harmonia e a saúde existencial perpetuem entre nós criaturas humanas”, afirma. A Laudato Si, a Gaudete et Exsultate e as outras exortações apostólicas do Papa Francisco, chamam a atenção para essa corresponsabilidade na busca da harmoniosa convivência com todas as criaturas para se chegar à perfeição.   Fonte: CNBB.
  • A partir de 2019, o Encontro de atualização para presbíteros acontecerá em âmbito regional
    O presidente da Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP), padre José Adelson da Silva Rodrigues, informou que, partir do ano que vem, o encontro de atualização para presbíteros acontecerá em âmbito regional. A intenção é promover um encontro mais participativo e atraente para os padres, uma vez que acontecerá no contexto de cada um dos 18 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) A decisão foi tomada durante a reunião entre a Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB e a direção da CNP. Na ocasião, consideraram “duas experiências muito ricas” de encontros regionais de presbíteros que aconteceram nos regionais Sul 2 e Sul 3 da CNBB. “Um encontro que realizaríamos em janeiro, seria uma média de 20 ou 30 padres, no máximo. E nos regionais está atingindo um número maior do que esse. Na última reunião da Comissão Nacional, decidimos juntos com a Comissão Episcopal cancelar este encontro de atualização que seria realizado em janeiro e enfatizaríamos a realização deste mesmo encontro a nível de região, que envolve mais, é muito mais atraente para um maior número de padres”, explica padre Adelson. Segundo o presbítero, continuarão sendo abordados temas sobre o “contexto geral do ser humano, o padre como um todo”, os quais abordam as dimensões pastoral, intelectual e física dos padres. Em um ano, acontecerá o encontro nacional, como aconteceu neste ano o 17º Encontro Nacional dos Presbíteros, e no ano seguinte, o de atualização acontecendo regionalmente.   Via: CNBB.
  • Acontecerá em Brasília, de 24 a 28 de setembro, o Encontro Sobre a Formação Missionária nos Seminários
    De 24 a 28 de setembro, em Brasília (DF), bispos, responsáveis pela formação presbiteral, coordenadores diocesanos de pastoral e membros dos Conselhos Missionários de Seminaristas poderão participar do Encontro Sobre a Formação Missionária nos Seminários, que será uma oportunidade para aprofundar a formação presbiteral à luz da missão. A missionariedade no processo de formação dos futuros padres é o eixo central do primeiro encontro que abordará as novas diretrizes para a formação dos presbíteros, aprovado na última Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O evento é promovido pela Comissão para a Ação Missionária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com a Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da entidade, juntamente com a Organização dos Seminários e Institutos Filosófico-Teológicos do Brasil (Osib), o Centro Cultural Missionário (CCM) e as Pontifícias Obras Missionárias (POM). De acordo com o comunicado divulgado pelos presidentes das Comissões, a iniciativa procura responder a uma demanda de vários segmentos das Igrejas locais, em vista da formação de um presbitério que possa ajudar no processo de colocar as dioceses “em estado permanente de missão, na perspectiva da missão universal”, a partir das Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil, atualizadas na última Assembleia da CNBB. O encontro contará com assessoria de Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados da CNBB, e de dom Leomar Antônio Brustolin, bispo auxiliar de Porto Alegre e membro da Comissão Pastoral para a Doutrina da Fé da CNBB. A metodologia escolhida para o evento consiste em duas sessões, de manhã, de exposições e debates. Duas sessões, à tarde, de oficinas, grupo de estudo, partilha de experiências missionárias, amarração e sínteses.   Fonte: CNBB.
  • Aconteceu em Brasília, o 14º Encontro Nacional Responsáveis Diocesanos de Juventude
    Durante o feriado prolongado, entre os dias 7 e 8 de setembro, foi realizado em Brasília, o 14º Encontro Nacional Responsáveis Diocesanos de Juventude, que reuniu religiosos, religiosas, leigos e leigas adultas que trabalham com jovens. Participaram do encontro cerca de 200 pessoas vindas de todo o país e que debateram sobre o tema “A mística e eclesiologia de Papa Francisco na Evangelização da Juventude a partir do Projeto IDE”.         O assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), monsenhor Antônio Catelan, conduziu as reflexões sobre a temática do encontro. Os bispos membros da Comissão para a Juventude da CNBB também participaram das discussões.   O Sínodo dos Bispos deste ano, que tem como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, também foi abordado durante o evento. Os participantes e as participantes trabalharam temas que nortearão os debates dos padres sinodais escolhidos pelo Papa e que estarão em Roma no próximo mês. A Comissão para a Juventude da CNBB preparou vários projetos para a juventude do Brasil acompanhar o Sínodo. A Comissão ainda apresentou os cursos na modalidade de Educação a Distância (EAD) de Acompanhamento, Assessoria, Liderança e Políticas Públicas. Já são 2000 pessoas inscritas. O calendário da Pastoral Juvenil para 2019 também foi partilhado. Também durante o encontro nacional de responsáveis diocesanos, foi lançado o livro “ENCONTROS – Grupos Juvenis” da editora Edições CNBB. A publicação trabalha as 8 linhas de ação do Documento 85 da CNBB.   Saiba mais informações do encontro em: CNBB. 
  • As Pontifícias Obras Missionárias celebram hoje os 40 anos de sua atuação no Brasil
    Hoje, 20 de novembro, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) completam 40 anos de sua atuação no Brasil. São Quatro décadas de muitas histórias e dedicação ao trabalho missionário. Ontem pela manhã, na sede da POM em Brasília, foi celebrado um momento para relembrar a história do Organismo Oficial da Igreja com a presença dos diretores nacionais, Pe. João Panazzolo, Pe. Camilo Pauletti e Pe. Maurício Jardim. Durante o encontro, foram lembrados os principais momentos que marcaram a trajetória das POM, bem como pessoas que foram importantes nessa história. As comemorações continuaram com a Celebração Eucarística de ação de graças, presidida pelo Cardeal Dom Sérgio da Rocha, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Os convidados puderam confraternizar com almoço festivo. Em sua manifestação, Pe. Maurício Jardim, diretor nacional das POM, agradeceu o carinho de todos e convidou os colaboradores e secretários das Obras Pontifícias para poder cartar parabéns às POM. O ano de 2019 também será especial para as POM. Em outubro, a Igreja celebrará o Mês Missionário Extraordinário, proclamado pelo Papa Francisco, em honra ao centenário da carta Apostólica Maximum Illud do Papa Bento XV. O tema “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo”, foi escolhido por Francisco para reavivar a consciência batismal do Povo de Deus em relação à missão da Igreja. O papa indica quatro dimensões para viver, mais intensamente, o caminho de preparação e realização do Mês Missionário Extraordinário. Foto: POM/Divulgação   As quatro Obras Missionárias da Congregação para a Evangelização dos Povos As Pontifícias Obras Missionárias são organismos oficiais da Igreja Católica que trabalham para intensificar a animação, a formação e a cooperação missionária em todo o mundo. Para este serviço a Congregação para a Evangelização dos Povos se serve especialmente das quatro Obras Missionárias, a saber: Pontifícia Obra Missionária para a Propagação da Fé, fundada por Pauline Marie Jaricot em 1822, visa suscitar o compromisso pela evangelização universal em todo o povo de Deus e promover nas Igrejas locais, a ajuda tanto espiritual como material; Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária, fundada pelo Bispo de Nancy (França), Dom Carlos de Forbin-Janson em 1843, auxilia os educadores a despertar gradualmente a consciência missionária nas crianças e adolescentes, animando-as a partilhar a fé e os seus bens materiais com as crianças das regiões mais necessitadas; ajuda também promover as vocações missionárias desde a infância; Pontifícia Obra Missionária de São Pedro Apóstolo, fundada por Joana Bigard e sua mãe, Stephanie em 1889, visa sensibilizar o povo cristão acerca da importância do clero local nos territórios de missão, convidando-o a colaborar espiritual e materialmente na formação dos candidatos ao sacerdócio e à vida consagrada; Pontifícia União Missionária, fundada pelo Beato Padre Paolo Manna em 1916, visa a sensibilização missionária dos sacerdotes, dos seminaristas e da vida consagrada masculina e feminina. Esta Obra é como que a alma das outras Obras, porque ocupa-se especificamente com a formação missionária. No Brasil, as Pontifícias Obras Missionárias, foram criadas em 20 de novembro de 1978, na cidade de São Paulo, por iniciativa dos superiores provinciais das congregações: Missionários da Consolata, Missionários Combonianos, Missionários do Verbo Divino, Missionários Xaverianos, Missionárias da Imaculada e PIME (Pontifício Instituto das Missões ao Exterior).   Fontes: CNBB e POM.  
  • Assembleia dos Organismos do Povo de Deus debate o laicato e a sinodalidade
    A Igreja no Brasil, por meio de seus organismos, estará reunida em Aparecida (SP), entre os dias 22 e 25 de novembro, durante a 9ª Assembleia Nacional dos Organismos do Povo de Deus. O evento terá a participação das entidades que congregam os bispos (CNBB), padres (CNP), diáconos (CND), religiosos e religiosas (CRB), consagrados seculares (CNIS) e os cristãos leigos e leigas (CNLB). O evento marca o encerramento, carinhosamente denominado como a “culminância” do Ano Nacional do Laicato. “A Sinodalidade da Igreja e o protagonismo dos cristãos leigos e leigas” foi o tema escolhido para motivação e aprofundamento nesta ocasião na qual o corpo eclesial estará refletindo e celebrando a presença e organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil, como aponta a carta convite. No texto, enviado ainda no momento de preparação, os presidentes dos organismos manifestaram o desejo de que a assembleia “possa ser um rico momento onde aconteça a manifestação dos ‘vários sujeitos eclesiais e contribua para a consciência e o testemunho de comunhão como Igreja no Brasil’”, citando o Documento 105 da CNBB, “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade”. A assembleia conta com palestras e exposições, que aborda a memória das assembleias e seu contexto atual, a sinodalidade da Igreja, o protagonismo dos cristãos leigos e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o período de 2019-2023. Palestras, trabalhos em grupos, a fila o povo e painéis também integram a programação.   Via: CNBB.
  • Bispos das Pastorais Sociais se reúnem em Brasília para debater o compromisso social do leigo a partir da Conferência de Medellín
    Entre os dias 30 e 31 de julho, se reuniram no no Centro Cultural de Brasília (CCB) em Brasília (DF), 16 bispos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que acompanham as pastorais sociais nacionalmente e nas regionais para um momento de formação, partilha e espiritualidade. O objetivo do encontro, segundo o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora, frei Olavo Dotto foi proporcionar momentos de partilha entre os bispos sobre sua missão, enquanto animadores das Pastorais Sociais e Organismos vinculados à CNBB e, à luz do documento de Medellín, aprofundar a temática do compromisso social dos leigos e leigas. Os bispos debateram sobre o tema “Compromisso social dos leigos a partir de Medellín”, a segunda conferência geral do episcopado latino-americano, realizada em 1968, na Colômbia. O padre José Oscar Beozzo, historiador e membro do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP) ajudou a retomar as contribuições desta conferência por meio de um panorama histórico. Segundo ele, esta conferência provocou na América Latina e, de modo muito particular no Brasil, a “criação de uma nova identidade da Igreja, levando a falar com propriedade de uma pastoral, teologia e de um rosto eclesial latino-americano e caribenho”, disse. O bispo-auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, presente no encontro, reafirmou a importância de Medellín para ajudar a encontrar caminhos pastorais que auxiliem diante dos desafios sociais do presente. Na ocasião, Dom Leonardo comunicou que a CNBB publicará, pela primeira vez no Brasil, o documento completo de Medellín.   Bispos presentes: Dom Arnaldo Carvalheiro Neto, diocese de Itapeva (SP) e referencial da Caritas no Regional Sul 1. Dom André de Witte, diocese de Rui Barbosa (BA), referencial do regional Norte 3, presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Dom Canísio Klaus, diocese de Sinope (MT) Dom Eduardo Vieira, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo (SP) e referencial para a Pastoral da Mulher Marginalizada e Campanha da Fraternidade, CEBs e Pastorais Sociais no Regional Sul 1. Dom Edson Oliveira, diocese de Eunápolis (BA), referencial da Pastoral dos Nomades. Dom Enemésio Lazzaris, diocese de Balsas (MA), presidente da Comissão Episcopal para o Enfrentamento ao Tráfico Humanio e referencial do regional Sul 5. Dom Francisco Cota de Oliveira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Curitiba (PR), referencial para a Pastoral Carcerária regional Sul 2. Dom José Luiz Azcona, diocese de Marajó (PA), referencial do regional Norte 2 e da Comissão para Justiça e Paz. Dom José Valdeci, diocese de Brejo (MA) referencial para o Conselho Pastoral dos Pescadores e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora. Dom Guilherme Werlang, diocese de Lages (SC), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora. Dom Luiz Gonzaga Fecchio, diocese de Amparo (SP), referencial da da Pastoral do Menor Nacional. Dom Mario Marquez, diocese de Joaçaba (SC), referencial das Pastorais Sociais no regional Sul 4. Dom Moacir Aparecido de Freitas, diocese de Votuporanga (SP). Dom José Reginaldo Andrietta, diocese de Jales (SP), referencial da Pastoral Operária e Comissão Especial para o Ano do Laicato. Dom Roberto Ferreria Paz, da diocese de Campos (RJ) e referencial da Pastoral da Súdade Nacional. Dom Rodolfo Weber, arquidiocese de Passo Fundo (RS), membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora.   Fonte: CNBB. Autores: Coordenação da Pastoral Operária Nacional com a colaboração de Jardel Lopes.
  • Campanha da Fraternidade Ecumênica em 2021 já tem tema e lema
      A Comissão da Campanha da Fraternidade Ecumênica se encontrou na sede do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), dia 7 de janeiro, com a tarefa de escolher o tema e o lema da próxima Campanha da Fraternidade Ecumênica em 2021. O tema escolhido é “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”  (Ef. 2.14).   A Comissão é formada por representantes das igrejas membro do Conic, da qual a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participa, a Igreja Betesda, como igreja observadora, e o Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e à Educação Popular (Ceseep), como membro fraterno. O secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, participou da reunião representando a Conferência.   O Conic é constituído pelas Igrejas Católica Apostólica Romana (ICAR), Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), Presbiteriana Unida (IPU), a Sirian Ortodoxa de Antioquia (ISOA) e a Aliança de Batistas do Brasil.   Segundo a secretária-geral do Conic, Romi Bencke, realizar mais uma Campanha da Fraternidade Ecumênica, neste contexto de polarização e agressões, demonstra, na prática, compromisso com o diálogo, um mandato inegociável do Evangelho. “O tema da Campanha pretende afirmar que as diferenças nos enriquecem ao invés de nos ameaçar. Apesar de parecer que a Fraternidade ficou fora de moda, acreditamos que o Batismo nos torna irmãos e irmãs", avaliou.     Fonte: CNBB. 
  • Celebrar quem viveu e morreu pela fé
    A vida se desenvolve na dinâmica da acolhida e da despedida. Quando nasce uma criança ela é acolhida por aqueles que a esperam. Ela entra no convívio da família e recebe o amor das pessoas. Essa acolhida vai se estendendo na Igreja através do Batismo, na vizinhança por meio das relações sociais, na escola, na sociedade em seus mais variados níveis. Enquanto vai se dando essa acolhida também acontecem despedidas. Filhos deixam os pais para estudar, trabalhar, ou viver uma vocação específica no matrimônio, na vida consagrada, ou no sacerdócio. Acolhida e despedida é uma dinâmica constante para quem vive. Quem participa de despedidas, para não sofrer muito, precisa dar liberdade para a pessoa partir e se alegrar com o seu futuro. A morte é uma despedida. Na morte temos que nos despedir da pessoa que amamos. Temos que deixá-la partir para um encontro definitivo com Deus. É preciso olhar para o futuro e não querer aprisionar a pessoa no passado, ou nas boas experiências que se viveu. Não há para a pessoa humana maior certeza de que um dia a morte chegará para ela. Quem está vivo pode ser surpreendido a qualquer momento pela notícia do falecimento de uma pessoa amada. As notícias modificam os nossos sentimentos. A notícia da morte nos causa um espanto. Em geral o sofrimento dos enlutados é sempre muito grande. Não se pode negar a dor de quem está no luto. Ela é sinal de vida. Somente os vivos sentem dor. Não se pode negar a dor da saudade nos que ficam. Existem pessoas que no dia da morte de um parente próximo se comportam como se não tivesse acontecido nada. Ficam como se estivessem anestesiadas. É preciso viver a perda. É preciso chorar, ou se emocionar. É preciso viver o momento das lágrimas. Quem não faz isso acaba retardando os sentimentos que vão se manifestar posteriormente como uma dor, mais grave, causada por uma emoção não vivenciada. Não dá para passar pelo luto sem sofrer, sem a dor, mas é possível iluminar essa travessia com a fé. É preciso nestas horas procurar avistar longe, olhar para o futuro que Deus reserva aos seus filhos. Deus, como pai, todos os dias assiste a morte de milhares de seus filhos, mas ele não sofre, pois para Ele a morte não é o fim. A morte é uma oportunidade para renovar nossa fé na vida eterna. Numa família quando algum membro recebe um prêmio todos se alegram. Na morte somos chamados a acolher a prêmio da vida plena oferecida por Deus. Olhando nesta dimensão se pode dizer que os enlutados precisam contemplar a alegria da salvação dada, como prêmio, aos que partem rumo ao encontro com Cristo na eternidade. A Igreja reserva um dia no ano para celebrar a vida dos fiéis falecidos. No dia 2 de novembro, os cemitérios se transformam. Velas são acesas. Flores são colocadas sobre os túmulos. Orações são feitas. É um dia especialmente para se refletir sobre o sentido da vida. Uma vida iluminada pela fé tem mais sentido. A visita aos cemitérios deve gerar em nós conversão e esperança de vida eterna. A vida sem Deus perde o sentido, termina no túmulo. Pela fé partimos deste mundo rumo à eternidade.   Compreenda mais sobre a Irmã Morte, clique aqui.  Fonte: CNBB Centro-Oeste. Autor: Dom Messias dos Reis Silveira, Bispo diocesano de Uruaçu e presidente do Regional Centro-Oeste da CNBB
  • CNBB lança coletânea de reflexões para o Ano Nacional do Laicato, a “Sal e Luz”
    Recentemente, a editora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou a coletânea “Sal e Luz”, contendo uma série de reflexões para o Ano Nacional do Laicato. A ação, realizada em conjunto entre as Comissões Episcopais Pastorais da Conferência, busca auxiliar na compreensão sobre a Igreja. O tema “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”, do Ano Nacional do Laicato foi definido em junho do ano passado em reunião do Conselho Permanente da CNBB.  O lema “Vós sois sal da terra e luz do mundo” tem despertado e aprofundado a fé cristã nos volumes publicados na Coletânea.   É possível um sujeito eclesial? No volume 1 da coleção “Sal e Luz”, intitulado “É possível um sujeito eclesial?”, o estudo de autoria do sacerdote jesuíta Mario de França Miranda, busca refletir mais a fundo sobre os pressupostos para que a meta visada pelos bispos na Assembleia Geral da CNBB, ao almejar um Igreja toda ela missionária, possa ser alcançada. E, mais ainda, examinar se certa crise que hoje experimenta-se na Igreja também aflorou na Assembleia e se ela evoca mudanças importantes para o futuro da Igreja.    O brilho dos cristãos leigos e leigas O volume 2 da coleção “Sal e Luz”, intitulado “O brilho dos cristãos leigos e leigas – “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,14) é escrito por dom Severino Clasen, presidente da Comissão para o Laicato da CNBB. Em sua reflexão, ele busca despertar nos batizados o dom da fé, o dom do serviço, como discípulos de Jesus Cristo. No estudo, o bispo enfatiza que a verdadeira luz ilumina os corações e as mentes humanas, os preenche de entusiasmo, encanto, atraindo para o convívio todos os que desejam seguir a proposta de felicidade anunciada por Cristo.   Os fiéis também sabem: o sentido da fé (sensus fidei) na Igreja O último volume lançado, o 3, é intitulado “Os fiéis também sabem: o sentido da fé (sensus fidei) na Igreja” e contou com a colaboração do presidente da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB, dom Pedro Carlos Cipollini. Nesse estudo, o bispo trata do documento publicado pela Comissão Teológica Internacional, em 2014, intitulado “O sensus fidei na vida da Igreja”, comentando-o e procurando explicitá-lo com o pensamento de outros teólogos, comparando-o com os demais documentos do Magistério e a vivência do povo fiel.     Fontes: CNBB aqui e aqui.
  • Comissão da CNBB lança hotsite com informações em tempo real sobre o Sínodo dos Jovens
    A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente da equipe dos Jovens Conectados, lançaram um “hotsite” especial para aqueles e aquelas que desejam acompanhar de perto os debates e reflexões da 15ª Assembleia Geral Ordinária dos Bispos, o Sínodo dos Jovens, cujo tema é “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Um dos membros da delegação brasileira dom Vilsom Basso, bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão para a Juventude da CNBB, informou que, todos os dias, uma equipe diretamente de Roma, postará notícias sobre o Sínodo dos Jovens que acontece de 3 a 28 de outubro. Em tempo real, pelo aplicativo Jovens Conectados também será possível acompanhar notícias do Sínodo em tempo real. O aplicativo pode ser baixado pelo Google Play. Uma campanha de Oração “Eu rezo pelo Sínodo”, organizada pelos Jovens Conectados, está em curso nas redes sociais. Nela, cada jovem poderá sortear, no espaço “Reze por um Sinodal” no hotsite, um bispo que participará do evento em Roma para quem deverá, todos os dias, fazer uma oração. A juventude também será estimulada a gravar e a enviar vídeos formando uma corrente de oração pelo bom sucesso do evento. Por meio da hashtag #conectadosnosinodo, os jovens poderão compartilhar suas orações e mensagens.   Acesse o hotsite clicando aqui.   Saiba mais sobre o Sínodo dos Jovens aqui.  Via: CNBB.
  • Comissão disponibiliza “Pílulas Diárias de Sabedoria” para a reflexão durante o Mês da Bíblia
    O mês de setembro, para nós, católicos do Brasil, é o mês dedicado à Bíblia. Neste ano, o período tem como tema “Para que n’Ele nossos povos tenham vida – Livro da Sabedoria”, seguindo o lema “A sabedoria é um espírito amigo do ser humano”. O livro da Sabedoria foi o escolhido para auxiliar as reflexões e aprofundamento da leitura bíblica. Para contribuir neste processo, a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também disponibiliza, desde o dia 1º de setembro, “pílulas diárias de Sabedoria”. São áudios de um minuto e meio a dois minutos que oferecem uma passagem do livro da Sabedoria e uma reflexão que relaciona o trecho bíblico com outras leituras da Palavra. O material foi preparado pelos autores dos subsídios oferecidos pela Comissão para este mês da Bíblia. A gravação conta com a locução do assessor da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, padre Antônio Marcos Depizzoli. A edição ficou por conta da equipe da Assessoria de Imprensa da CNBB. “Desde 1971, a Igreja no Brasil vivencia, em setembro, o Mês da Bíblia. Nesse ano, oferecemos uma outra possibilidade de mergulho no texto bíblico, que estamos chamando de ‘pílulas diárias de sabedoria’”, ressalta padre Depizzoli. As “pílulas”, continua, foram preparadas a partir do Texto Base. “É uma ação a mais para ajudar a conhecer o Livro da Sabedoria”, sugere. Na plataforma SoundCloud há uma playlist criada para quem desejar acompanhar toda a série, acesse clicando aqui. A cada semana, serão adicionados novos áudios para aprofundamento sobre o livro da Sabedoria.   Fonte: CNBB.
  • Comissão prepara texto das diretrizes da ação evangelizadora da Igreja no Brasil em 2019/2023
    Na última terça-feira, 14, aconteceu na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, a primeira reunião de uma Comissão especialmente convocada para produzir um “texto mártir” sobre a atualização das Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE – 2019/2023). A reunião foi coordenada pelo arcebispo de São Luís do Maranhão e presidente do Regional Nordeste 5 da CNBB, Dom José Belisário da Silva, que disse, “Em termos de redação estamos no começo”. As sugestões para atualização começaram a ser levantadas desde a 56ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em Aparecida (SP), em maio deste ano. A atualização das diretrizes também foi aprofundada na reunião do Conselho Permanente da CNBB em reunião no mês de junho deste ano. Além de ser dividido nos três momentos da metodologia da ação da Igreja (ver, julgar e agir), a Comissão de atualização das DGAE 2019/2023 está atuando para elaborar um texto breve, propositivo e positivo na maneira de olhar a realidade urbana. O documento, segundo dom Belisário, terá uma introdução na qual haverá a explicação do ponto de partida e a visão pastoral da Igreja no Brasil.   Saiba mais no site da CNBB.
  • Conselho Episcopal Pastoral da CNBB escolheu o hino da Campanha da Fraternidade 2019
    O Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), escolheu o hino da Campanha da Fraternidade de 2019 (CF). O Consep definiu que a melodia enviada pelo padre verbita Cirineu Kuhn irá animar as comunidades de todo o Brasil. O tema da CF do ano que vem é “Fraternidade e Políticas Públicas” e lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1, 27). A letra escolhida, também por concurso, é de João Edebrando Roath Machado. A seleção levou em consideração fatores como caráter vibrante, vigoroso, melodia e ritmo fluentes, acessíveis a qualquer tipo de assembleia, força melódica e rítmica eficazes para a dinamização das potencialidades individuais e grupais. Foi feita uma análise prévia com peritos ligados ao Setor Música Litúrgica da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB. As propostas mais bem avaliadas foram apresentadas aos bispos reunidos na reunião do Consep, realizada nos dias 17 e 18 de setembro, na sede provisória da CNBB, em Brasília (DF). Conforme pedia no edital, o autor explica: “a música em si não passa do escopo de uma oitava de Dó a Dó. Não tem cromatismos, nem saltos harmônicos complexos”. Segundo Cireneu, os músicos poderão, facilmente, subir um tom, ou abaixar um ou dois tons, de acordo com a necessidade, para se adaptar ao timbre predominante da assembleia. Padre Cireneu, da Congregação do Verbo Divino. Foto: CNBB.    Confira a letra do hino da CF 2019: “Eis que o Senhor fez conhecer a salvação E revelou sua justiça às nações”. Que, neste tempo quaresmal, nossa oração Transforme a vida, nossos atos e ações.   REF: Pelo direito e a Justiça libertados, Povos, nações de tantas raças e culturas. Por tua graça, ó Senhor, ressuscitados, Somos em Cristo, hoje, novas criaturas.   Foi no deserto que Jesus nos ensinou A superar toda ganância e tentação. Arrependei-vos, eis que o tempo já chegou. Tempo de Paz, Justiça e reconciliação. Em Jesus Cristo uma nova aliança Quis o Senhor com o seu povo instaurar. Um novo reino de justiça e esperança, Fraternidade, onde todos têm lugar. Ser um profeta na atual sociedade, Da ação política, com fé, participar É o dom de Deus que faz, do amor, fraternidade, E bem comum faz bem de todos se tornar!   Fonte: CNBB.
  • Conselho Episcopal Pastoral se reúne para definir textos das Campanhas da Fraternidade de 2019 e 2020
    Estão reunidos desde ontem, 21, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Brasília, os membros Conselho Episcopal Pastoral (Consep) para tratar de várias temáticas como a finalização do texto-base da Campanha da Fraternidade 2019 e encaminhamentos para o texto das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) para o próximo quadriênio. Fazem parte do Consep a Presidência da CNBB e os presidentes das 12 Comissões Episcopais Pastorais da entidade. Também participam representantes de organismos do povo de Deus e os assessores das Comissões Episcopais.   Texto-base da CF 2019 “Fraternidade e políticas públicas” é o tema da CF 2019. O lema escolhido pelos bispos para a Quaresma do ano que vem foi “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1, 27). Desde o ano passado, após a escolha do tema, os bispos iniciaram estudos e contaram com a colaboração de especialistas na construção do texto, que será orientador do trabalho durante o próximo ano e servirá de fonte para aprofundamento pelas comunidades Brasil afora. Nesta reunião do Consep, os bispos votarão a versão final do texto.   Tema da CF 2020 Na pauta da reunião desta semana, os bispos também devem escolher o tema da Campanha da Fraternidade de 2020, já iniciando o processo de preparação para a edição daquele ano, como procederam em 2017 com relação à CF de 2019. De acordo com o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, chegaram 11 sugestões de temas e os bispos também poderão propor temáticas.   Fonte: CNBB.
  • Conselho Nacional do Laicato do Brasil realiza Encontro de Articulação da Juventude
    Será realizado de 28 a 30 de setembro, no Centro de Formação da Sagrada Família, em São Paulo (SP), o Encontro de Articulação da Juventude do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB). O evento tem como objetivo de formar, juntamente das equipes regionais, novas teias de comunicação e articular o desempenho da Comissão Nacional de Juventude. Foram convocados para participar da iniciativa, os membros da Comissão Regional de Juventude (CRJ) e organizações filiadas de cada regional da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e um jovem inserido nos trabalhos dos regionais. Com a assessoria da coordenadora de projetos no Centro de Juventude Anchietanum, Vanessa Araújo Correia, estão entre as propostas do encontro apresentar e pensar a organização atual da Comissão Nacional de Juventude do CNLB, além de entender a conjuntura das juventudes do país dentro do contexto do Sínodo de 2018, que tem como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Na programação do encontro estão previstas várias atividades em torno da temática. Dentre elas, por exemplo, no primeiro dia haverá uma roda de conversa sobre o que cada participante faz no regional e há quanto tempo estão no CNLB. Já no segundo dia, a juventude e o protagonismo jovem no mundo serão tema de uma análise de conjuntura que contará com a assessoria da coordenadora de projetos no Centro de Juventude Anchietanum, Vanessa Araújo Correia. No último dia, 30, a partir das propostas apresentadas em momentos anteriores, os participantes terão a oportunidade de eleger um coordenador ou coordenadora para a Comissão de Juventude do CNLB.   Fonte: CNBB.
  • D. Evaristo: “A Amazônia não precisa ser conquistada; precisa ser respeitada”
    Na semana teve início um seminário organizado pela Secretaria Geral do Sínodo intitulado: “Rumo ao Sínodo Especial para a Amazônia: dimensão regional e universal”. O seminário é uma das muitas iniciativas que a Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos está realizando para preparar adequadamente o Sínodo Especial sobre a Amazônia, que terá lugar em Roma em outubro próximo. O bispo franciscano, Dom Evaristo Spengler, Bispo da Prelazia do Marajó (PA), falou nesta terça-feira sobre “Ecologia, Economia e Política”. VEJA A ÍNTREGA DE SEU DISCURSO Quero iniciar retomando as palavras do papa Francisco na Laudato Si’: “A ecologia estuda as relações entre os organismos vivos e o meio ambiente onde se desenvolvem. E isso exige que se pare para pensar e discutir acerca das condições de vida e de sobrevivência de uma sociedade, com a honestidade de pôr em questão modelos de desenvolvimento, produção e consumo. Nunca é demais insistir que tudo está interligado” (n. 138). É no âmbito deste paradigma em que “tudo está interligado” que vou considerar a relação entre ecologia, economia e política, visto que “a ecologia humana é inseparável da noção de bem comum” (LS, 156). A política enredada nas malhas de uma “economia que mata” “Essa economia mata”, afirma de maneira contundente o Papa Francisco na Evangelii Gaudium n. 53. Trata-se de uma “economia da exclusão” (n. 53-54) caracterizada pela “nova idolatria do dinheiro” (n. 55-56), criando uma situação em que o “dinheiro governa em vez de servir” (n. 57-58) e “a desigualdade social gera violência” (n. 59-60). A economia é aquela atividade humana pela qual, interagindo e utilizando racionalmente dos bens e serviços naturais, garantimos nossa sobrevivência, abertos à comunidade de vida e às gerações futuras. O drama da economia atual é que o sistema financeiro passou a ocupar todos os espaços. De uma economia de mercado passamos para uma sociedade de mercado. Essa é a grande transformação, das maiores e mais perigosas da história. Passamos de uma sociedade com economia de mercado para uma sociedade dominada pelo mercado. Todas as atuais decisões políticas visam favorecer as demandas do Mercado. Nesse contexto, tudo virou mercadoria, desde os bens naturais, as relações humanas e até as coisas mais sagradas da religião. De tudo se pode obter lucro, tudo pode ser levado ao mercado, e no mercado tudo é negociável. Esse tipo de economia, hoje mundializado, transformou o planeta Terra num grande mercado. Nele tudo está à venda. A Terra vem sendo submetida a uma exploração de todos os seus ecossistemas em função do enriquecimento de alguns e do empobrecimento de bilhões de pessoas. Segundo relato da ONG Oxfan 2019, 26 indivíduos possuem riqueza igual a 3,4 bilhões de pessoas. Por exemplo, algo pensado no Brasil para preservação ambiental, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), também passou a ser usado para fins comerciais. O chinês Lap Chang cadastrou um CAR sobre uma área de 58 mil hectares, no Marajó, território da minha Prelazia, onde vivem povos tradicionais. Em função disso, vendeu crédito de carbono para uma empresa inglesa, no valor de mais de 200 mil dólares. Essa economia em que tudo virou mercado produz duas funestas injustiças. Uma social, produzindo incomensurável pobreza e miséria; e outra, uma injustiça ecológica, dizimando os bens e serviços naturais, muitos deles não renováveis. Por esse motivo, tem razão o Papa Francisco quando afirma de maneira precisa: “Não há duas crises separadas: uma ambiental e outra social; mas uma única e complexa crise sócio-ambiental. As diretrizes para a solução requerem uma abordagem integral para combater a pobreza, devolver a dignidade aos excluídos e, simultaneamente, cuidar da natureza” (LS, 139). De fato, a economia atualmente é dominada pela economia de acumulação desenfreada e pelo mercado financeiro. Organizou-se de tal forma a economia que beneficia os mais ricos em detrimento dos mais pobres. Na esteira da Doutrina Social da Igreja somos desafiados a buscar uma política de participação de todos e para todos, e também para com a natureza. A ecopolítica tem por escopo organizar a sociedade e a distribuição do poder de forma a implementar estratégias de sustentabilidade para garantir a todos o suficiente e o decente para viver. Isso supõe pensar a política, no sentido dos documentos sociais da Igreja, como a busca comum do bem comum. Contudo é necessário incluir nesse bem comum não apenas os seres humanos, mas toda a comunidade de vida. Declarando que “o atual sistema mundial é insustentável” (n. 202), o Papa Francisco, por 35 vezes na Laudato Si’, conclama para “novos estilos de vida” (n. 163; 194 passim) e novas formas de consumo de sobriedade compartilhada. É necessário e urgente a construção de um paradigma de desenvolvimento alternativo ao atual modelo hegemônico. Trata-se de conversão do atual modelo de desenvolvimento global. O modelo alternativo de desenvolvimento global deverá considerar o meio ambiente como um bem coletivo, a defesa do trabalho e dos povos originários, entre eles os indígenas da Amazônia, o papel dos movimentos sociais e das organizações da sociedade civil. Sem negar os avanços da tecnociência na melhoria das condições de vida e do bem-estar das pessoas, não podemos nos deixar dominar e ser controlados por ela. A ciência, a tecnologia, assim como a economia, deve estar a serviço da vida, e não impor o ritmo à vida. Ecologia, economia e política na região amazônica brasileira Desde o período da invasão dos ibéricos, a região amazônica se encontra à mercê de políticas coloniais. Entre os séculos XVI-XIX, o colonialismo extrativista teve fortes incidências sobre povos autóctones e bens naturais mediante uma injusta expropriação. E nos séculos posteriores, com os Estados modernos, práticas e mentalidades colonialistas continuam mediante a exploração de populações, culturas e territórios dessa imensa região. Há séculos, distintas formas de exploração da Amazônia vêm sendo produzidas e, para a fatalidade das suas populações, todas elas com interesses colonizadores que se manifestam mediante dois expedientes: exploração de sua população e redução da região a mera reserva de “recursos” naturais, como território a ser conquistado, explorado e comercializado para a obtenção de lucros. A Amazônia já resistiu a grandes projetos, de monocultivos e de ocupação. Falando do Brasil, em 1926, Henry Ford comprou 3 milhões de hectares de terra ao longo do rio Tapajós, contratou mais de 3.000 operários, derrubou a mata e plantou 70 milhões de mudas de seringueira para extrair borracha. Um fungo invisível, com enorme capacidade de multiplicação, fez fracassar o projeto. O monocultivo, mesmo sendo de uma espécie amazônica, foi rejeitado pela floresta. Em 1967, Daniel Keith Ludwig montou um projeto milionário junto ao rio Jari, numa área de 3,6 milhões de hectares para produção de celulose com espécies de outras regiões, e agropecuária. A floresta resistiu e novamente um fungo foi responsável pelo fracasso de 22 empresas envolvidas no projeto. Em 1975, a Volkswagen desmatou 55.000 hectares usando bombas de napalm e desfolhantes químicos. Teve grandes prejuízos e abandonou o projeto. A natureza amazônica resistiu e resiste incansavelmente. A prepotência humana teve que se curvar e se humilhar muitas vezes à grandeza e à força do bioma amazônico. Contudo, hoje, os ataques são mais graves, porque os ataques são muitos, simultâneos, de muitas frentes e com grandes tecnologias. São megaprojetos de mineração, energia, petróleo, agricultura, pecuária, madeireiras, infra-estrutura, como hidrovias, rodovias, ferrovias e portos. São projetos de governos e de grandes conglomerados econômicos e de diversos países. Trata-se a Amazônia como se fosse o celeiro do mundo, onde se pode retirar ou produzir o que quiser. Isso não é verdade. A Amazônia é um bioma frágil que tem seus próprios mecanismos internos de sobrevivência e resistência. Outros consideram ainda a Amazônia como o pulmão do mundo, como se fosse uma grande fábrica de oxigênio.  Na verdade, a floresta é um grande equilíbrio dinâmico, no qual tudo é aproveitado e continuamente reciclado. O oxigênio que ela produz, ela mesmo consome. Mas ela funciona como um grande filtro que absorve dióxido de carbono, o principal gás do efeito estufa, um dos fatores responsáveis pelo aquecimento global e das mudanças climáticas. Caso a floresta seja derrubada, seriam liberados para a atmosfera cerca de 50 bilhões de toneladas de carbono por ano, que a floresta, em pé, mantém sequestrados. A derrubada provocaria uma dizimação em massa. Outro fator é que a floresta é importante para o equilíbrio da umidade e das chuvas que sustentam a própria floresta. A floresta sustenta a chuva e a chuva sustenta a floresta. Além disso exporta umidade, via aérea, para outros biomas. Vigoram hoje, na Amazônia, dois modelos de desenvolvimento. Um é predatório, da extração de madeira, da mineração, do petróleo e energia, da pecuária, do monocultivo, que tem como consequências o desmatamento (20% da floresta já estão desmatados), concentração de renda, trabalho escravo, envenenamentos do solo e das águas, diminuição das chuvas (nas áreas desmatadas a estação seca se prolonga num ritmo de seis dias a cada dez anos), conflitos de ocupação com a expulsão dos povos da floresta, desrespeito às leis, morte de lideranças, ambientalistas e agentes de pastoral. O outro modelo é o sócio-ambiental, ecológico, direcionado aos povos da floresta. Tem como consequência a redistribuição de renda, a preservação da floresta e da biodiversidade, a socialização da terra e dos recursos, a distribuição de renda, a preservação de populações tradicionais, a fixação do “homem” na floresta, e um mercado promissor de frutas, cocos, artesanatos, polpas, fitoterápicos, óleos, castanhas, ecoturismo, entre outros. Este modelo deve ser fortalecido pelos nossos projetos pastorais. Ainda é um desafio estudar e conhecer toda a biodiversidade e o bioma amazônico. Bem dizia Chico Mendes, o mártir por defender a floresta, assassinado em 22 de dezembro de 1988: “A floresta em pé é mais produtiva do que a floresta tombada”. Ou, como diziam os seringueiros da Amazônia, e tantas vezes repetiu a Ir. Dorothy Stang, também mártir, assassinada em 12 de fevereiro de 2005 por defender os povos da floresta: “A morte da floresta é o fim da nossa vida”. Para o modelo predatório, a Amazônia tem tudo o que o mercado precisa para manter um crescimento linear e constante, e tudo em abundância: biodiversidade, terras, água, floresta, petróleo, madeira, minérios, fontes de energia, que são de fácil acesso. E é assim que ouvimos falar da Amazônia como a última fronteira do agronegócio e da mineração. Essa economia predatória não poupa nem as pessoas. Tráfico de pessoas, exploração de mão de obra infantil, exploração sexual, são comuns na Amazônia. A economia transforma em mercadoria não apenas os corpos, mas explora e manipula sentimentos, sonhos, desejos, e a confiança das pessoas, seduzidas por falsas e enganosas promessas. Aqui, Vossa Eminência Cardeal Baldisseri, eu abro um parêntesis para dizer que trago um apelo de parte da Igreja da Amazônia, que junto com diversas organizações da sociedade civil organizada atuam na promoção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Eles solicitam ao Sínodo para a Amazônia um olhar especial e misericordioso para a problemática da violência sexual contra crianças e adolescentes, sobretudo nas áreas dos grandes projetos econômicos presentes na região. A Amazônia não precisa ser conquistada, nem desbravada, precisa ser respeitada. O sistema amazônico não funciona nos moldes de competição, funciona nos moldes de cooperação, como todo o sistema Terra. A questão não está em conquistar a Amazônia, mas em conviver com a Amazônia. A política deveria estar a serviço da boa convivência social e da boa convivência ambiental, mas ela prefere estar a serviço da economia. Podemos aprender das populações tradicionais da Amazônia. Há vestígios de presença humana na Amazônia há pelo menos 12.000 anos. Populações tradicionais desenvolveram grandes e complexas sociedades. Em períodos mais recentes chegaram outros habitantes, que também foram acolhidos pela floresta. Os povos da floresta não são ingênuos nem ignorantes. Como seres humanos, eles interagiram com o seu meio. Têm uma sabedoria, uma cultura, convivem com a floresta, interferem na floresta, vivem da floresta e das águas. Povos tradicionais e floresta se condicionam mutuamente, criaram relações e desenvolveram uma florestania, numa teia intrincada de reciprocidade, intercâmbio e cumplicidade. Isso também é política, ou melhor, eco-política, eco-logia e eco-nomia. Eco do grego oikos lar, casa, como insiste o Papa Francisco, “nossa casa comum”. Os povos da floresta, a veem como algo vivo, um sujeito, parte da comunidade que deve ser respeitada. Ao contrário, a Cultura Ocidental Moderna vê na floresta e no imenso território apenas um objeto, algo a ser conquistado, manipulado, transformado em matéria prima para ser explorada, negociada, consumida, usada e descartada. Já não podemos confiar na política vigente. Ela é submissa e serviçal ao grande capital e aos megaprojetos para a Amazônia. Faz isso sem ética e sem escrúpulos. Já não podemos confiar na economia de mercado. Ela é insaciável e transforma tudo em mercadoria. Talvez tenhamos que ouvir mais a ciência, porque hoje são os cientistas que nos advertem sobre os riscos que corremos, inclusive de autodestruição, em consequência desse modelo de uma economia predatória. Mas antes dos cientistas, pela fé, cada cristão é convidado a assumir a defesa da casa comum, porque reconhece tudo como criatura de Deus. Há oito séculos, São Francisco de Assis cantava louvores a Deus, sentindo-se irmão de toda natureza criada. Louva a Deus pela Terra, “Irmã e Mãe, que nos sustenta e governa”. Essa percepção está em profunda comunhão com a cosmovisão de povos originários da América, que chamam a terra de “Pachamama”, a grande mãe. As florestas são um fator importante na terra, para o equilíbrio dos climas, temperatura e das condições favoráveis à vida, entre elas a vida humana. As florestas refrescam a terra. Os cientistas dizem que a Terra precisa conservar pelo menos 50% de suas florestas nativas para manter o clima e o ambiente favorável à vida humana. As florestas estão ameaçadas. Hoje só restam preservadas 22% das florestas; menos da metade do que o postulado como necessário. A Amazônia representa 1/3 de todas as florestas que ainda existem. Daí a importância da Amazônia. É urgente respeitá-la, preservá-la e cuidá-la.  Conclusão: a utopia vencerá A compreensão da Terra como Casa Comum deveria oferecer a base para políticas globais de controle do aquecimento global, das mudanças climáticas, da preservação das florestas, do cuidado da casa comum e o limite para a economia de mercado. Tenho suspeitas de que nem os economistas globais, nem os políticos nacionais serão capazes de fazer isso. Mas tenho certeza que os povos da floresta, os povos originários, com a proposta do “bem-viver” e as comunidades dos discípulos de Jesus, com a proposta do Reino de Deus, junto com outros aliados que sabem que a Amazônia é criação de Deus, serão capazes. Isso pode parecer um sonho, mas são os sonhos que alimentam as utopias. Nós sonhamos com a utopia do Reino anunciado por Jesus. Como diz uma canção de nossas Comunidades: “Sonho que se sonha só, pode ser pura ilusão. Sonho que se sonha juntos, é sinal de solução. Então, vamos sonhar, companheiros, sonhar ligeiro, sonhar em mutirão”. Paz e Bem! Obrigado!  Referências Bibliográficas Francisco, Papa. Carta Encíclica Laudato Si, sobre o cuidado da casa comum. São Paulo, Paulus, 2015. Boff, Leonardo. A Grande Transformação, na economia, na política e na ecologia. Petrópolis, Vozes, 2013. Boff, Leonardo. Ecologia: Grito da Terra, Grito dos Pobres. Rio de Janeiro, Sextante, 2004. Pillon, José Joaquim. Amazônia, último paraíso terrestre. Rondônia, 2002. Pantoja, Carlos Augusto. Carta sobre Créditos de Carbono. Belém, 6 de novembro de 2018, inédito. Lovelock, James. A vingança de Gaia. Rio de Janeiro, Intrínseca, 2006. Nobre, Carlos; A Amazônia se aproxima do ponto de ruptura, entrevista, 2019; (https://www.nationalgeographicbrasil.com/entrevista/2019/01/entrevista-carlos-nobre-clima-amazonia-bolsonaro-governo) Moreira, Alberto da Silva; O tráfico humano e seu enfrentamento, um desafio radical às igrejas e ao cristianismo; in: Refúgio, Migrações e Cidadania, Caderno de Dabates 11, IMDH, UNHCR ACNUR, 2016

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