CNBB

  • Dom Darci José Nicioli apresenta orientações pastorais para as mídias católicas
    (Via OFMSCJ)   Na terça-feira, 17, em Aparecida (SP), foi realizada a 5º coletiva de imprensa da 56º Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Dom Darci José Nicioli, arcebispo de Diamantina (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social, apresentou o documento de estudos da CNBB número 111, intitulado “Orientações pastorais para as mídias católicas: Imprensa, Rádio, TV e novas mídias”. O arcebispo demonstrou aos jornalistas presentes que o objetivo do texto é provocar uma reflexão entre os profissionais da comunicação e da mídia de inspiração católica, de forma que, os que militam na comunicação, possam “dar testemunho explícito de compromisso, de comunhão e de unidade como Igreja, expurgando todo tipo de concorrência que são tão presente nos meios não confessionais”, disse ele. Dom Darci explicou ainda que “há algum tempo, os bispos pedem uma palavra de orientação e normativa para as mídias de orientação católica e também, é claro, para os agentes da comunicação”. Dentre as questões estão temas referentes a doutrina, liturgia, a postura política, a venda de produtos religiosos por parte religiosos. O documento ainda tem por finalidade ajudar os meios de comunicação da Igreja e seus agentes formem “um corpo evangelizador”. “Se há um pecado entre nós este é a falta de unidade e nós devemos perseguir esta unidade”, acrescentou o arcebispo. Dom Darci destacou que o texto é fruto do empenho de todas a comissões episcopais pastorais da CNBB e também dos membros do Conselho Episcopal Pastoral (Consep). “Portanto, é um texto feito a muitas mãos. Estamos trabalhando nesse documento há mais de um ano”, explicou. “É um documento de estudo, mais provocativo à reflexão. Depois de proposto e estudado e complementado, nossa intenção é preparar um documento empenhativo e exortativo, talvez, se a Conferência assim o desejar, aprovado na próxima Assembleia Geral, em 2019”, esclareceu o Arcebispo, convidando todos os agentes e profissionais da comunicação a contribuírem com sugestões ao texto. Tanto as contribuições pessoais quanto as institucionais ao documento de estudo devem ser enviadas Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você precisa do JavaScript habilitado para visualizá-lo.. O novo documento de estudo pode ser adquirido pela Edições CNBB por meio do site: www.edicoescnbb.com.br.   Saiba outras notícias da 56º Conferência da CNBB clicando aqui. 
  • Dom Darci Nicioli: 17 anos depois e o terror de 11 de setembro ainda tem seus tentáculos no mundo
    Dom Darci José Nicioli, Arcebispo de Diamantina (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral da Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), concedeu entrevista à conferência sobre o significado atual de um ataque que abalou o mundo e desencadeou crises no sistema de segurança de muitos países. Confira!   O ataque de 11 de setembro ainda continua muito presente na memória das pessoas e o terror, infelizmente, também continua sendo ameaça constante em vários lugares do mundo. Que tipo de mensagem essa data traz para o mundo de hoje? A primeira mensagem é de que a violência não pode ser recurso para se resolver nenhum tipo de conflito. Além disso, 17 anos depois e o terror de 11 de setembro ainda tem seus tentáculos no mundo. Há muitas nações, ainda hoje, vivendo sob a sombra de ameaças de ataques covardes. O terrorismo é uma expressão de covardia. Pessoas inocentes se tornam alvos de gente que, ao invés de tomarem o caminho do debate e da negociação, preferem lançar mão do recurso da violência que assusta, apavora e desestabiliza nossa convivência social. Lembro-me que um ano depois dos ataques ao World Trade Center, em 2002, São João Paulo II dizia que o terrorismo é e será sempre uma manifestação de crueldade desumana que, precisamente como tal, nunca poderá resolver os conflitos entre seres humanos. Ele recordava que a prepotência, a violência armada, a guerra são escolhas que semeiam e geram unicamente ódio e morte. Só a razão e o amor são meios válidos para superar e resolver as rivalidades entre as pessoas e os povos. Creio que na recordação dessa data seria importante lembrar que o santo reconhecia que era “necessário e urgente um esforço concorde e resoluto para empreender novas iniciativas políticas e econômicas capazes de resolver as situações escandalosas de injustiça e de opressão, que continuam a afligir muitos membros da família humana, criando condições favoráveis à explosão incontrolável do rancor. Quando os direitos fundamentais são violados é fácil cair vítima das tentações do ódio e da violência. É necessário construir juntos uma cultura global da solidariedade, que dê de novo aos jovens, a esperança no futuro”.   A violência representada pelo terror naquele episódio marcou de maneira tal que influenciou os sistemas de segurança de vários países. Na opinião do senhor, o mundo está mais seguro? Dois aviões que se jogam sobre um prédio marcaram a cabeça das pessoas e passaram a representar uma ameaça generalizada em todos os cantos do mundo. As investigações que se seguiram mostraram que a motivação daquela tragédia tinha cores ligadas às políticas e as ideologias que separam o mundo ainda hoje. Infelizmente, o mundo continua inseguro, mas o ataque de 11 de setembro de 2001 deixou lições que foram aplicadas nos cuidados com a segurança no mundo inteiro. Em 2011, quando se recordou 10 anos daquele duro golpe da queda das torres em Nova Iorque, Papa Bento XVI, ao encerrar um Congresso Eucarístico na Itália, lembrou, “Mais uma vez, deve-se afirmar inequivocamente que nenhuma circunstância jamais pode justificar atos de terrorismo. Cada vida humana é preciosa aos olhos de Deus e não se deveria medir esforços na tentativa de promover em todo o mundo um respeito genuíno pelos direitos inalienáveis e a dignidade dos indivíduos e dos povos em todos os lugares”.   Hoje em dia encontramos, infelizmente, pessoas que ainda acreditam que a violência pode ser a solução para se resolver conflitos políticos e sociais. O que o senhor diria a essas pessoas? Digo somente o que diz a Bíblia, “Guarda-te de jamais fazer a outrem o que não quererias que te fosse feito” (Tb 4,16). A violência gera novas situações de violência. Mesmo quando entendemos que alguém faz algo que nos prejudica isso não nos autoriza a cometer violência contra ninguém. No discurso profundo e maravilhoso feito por Jesus e que encontramos na primeira parte do Evangelho de São Mateus também deve nos acudir na tentação de revidar: “Tendes ouvido o que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra” (Mt 5, 38-39). Na Quaresma deste ano, a CNBB nos chamou para o aprofundamento sobre o tema da superação da violência. E entre os vários aspectos apresentados naquele período, destaco o papel dos meios de comunicação, por se tratar da área que atuo na Conferência. Muitas vezes, a mídia acaba por induzir as pessoas a ter uma ideia equivocado sobre fatos de evidente violência quando chegam a passar a ideia de que culpadas são as vítimas, escondendo as verdadeiras causas da violência. Além disso, certas mensagens acabam por promover um entendimento de que desigualdade social é algo natural, fatal. E muito grave ainda: as mensagens da mídia tratar mulheres, jovens, idosos, negros, negras, indígenas e refugiados como se fossem pessoas inferiores.   Via: CNBB. 
  • Em agosto, anualmente, há 37 anos, a Igreja no Brasil celebra o mês vocacional com uma oração pelas vocações a cada domingo
    Todos os anos, a Igreja no Brasil celebra o Mês Vocacional em agosto e, neste ano, como havíamos informado aqui, os quatro domingos do mês já dispõem de sugestões de orações elaboradas pela Pastoral Vocacional do Brasil em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), disponíveis para download aqui. Em 1981, a CNBB, em sua 19ª Assembleia Geral, instituiu agosto como o Mês Vocacional com o objetivo de conscientizar as comunidades da responsabilidade que compartilham no processo vocacional. Desta forma, cada domingo do mês de agosto é dedicado à celebração de uma determinada vocação. No primeiro, celebra-se sacerdócio e os ministérios ordenados; no segundo, o matrimônio junto à semana da Família; no terceiro, a vida consagrada, e por fim, no quarto, a vocação dos Leigos. Vale lembrar que, nos anos em que o mês de agosto possui cinco domingos (neste ano são apenas quatro), a Igreja celebra neste último, o ministério do Catequista. Mesmo após 37 anos da instituição do Mês Vocacional, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, dom Jaime Spengler, diz que ainda é preciso criar uma cultura vocacional na juventude católica, “quando falamos de vocação ou de cultura vocacional, quase sempre temos em mente os ministérios ordenados ou a vida consagrada. Na verdade, trata-se de uma compreensão muito mais ampla da questão. Quanto é necessário, por exemplo, que nas diversas dimensões da vida social haja pessoas leigas, comprometidas com a fé, dispostas a cooperar em construir um mundo um pouco melhor para as futuras gerações”, afirma ele.   Fontes: CNBB, CRB Nacional e Deus Está No Ar. 
  • Entre os dias 14 e 19 de maio, Missionários e Missionárias que atuam na Amazônia, se reunirão em Brasília
    Entre os dias 14 e 19 de maio, cerca de 40 missionários e missionárias que atuam na Amazônia estarão reunidos no Centro Cultural Missionário/CCM, em Brasília. Promovido pela Comissão Episcipal para a Amazônia/CEA da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil/CNBB, Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM-Brasil e CCM, eles irão avaliar, partilhar experiências, estudar e  projetar a atuação de futuros missionários para a Amazônia. Desde de 2009 a CEA e o CCM atuam na formação de missionários para a realidade amazônica, mas só agora o reencontro, tão esperado, se torna realidade. De acordo com a Irmã Irene Lopes, assessora da CEA e secretária executiva da REPAM-Brasil, missionários que atuam em diferentes frentes, seja junto aos indígenas ou nas cidades, estarão juntos partilhando ações, sonhos e desafios. A programação do encontro prevê análise de conjuntura, com olhar especial para a Amazônia, avaliação das formações que tiveram antes de seguirem para as missões, estudo e contribuições com o Documento de Estudo 100 da CNBB “Missionários/as para a Amazônia, palestras e retiro. Para Ir. Irene, o reencontro é uma oportunidade de, com a ajuda dos missionários, enriquecer o projeto e traçar novas metas para se continuar a investir na formação de padres, religiosos e leigos para a Amazônia.    (Via: CFFB)
  • Fieis participaram da 9ª Romaria dos Catequistas à Trindade
    Na manhã do último domingo, 19, catequistas de diversas dioceses se uniram em procissão à Casa do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO). A 9ª Romaria dos Catequistas à Trindade teve como tema, “Família, sujeito da Igreja em saída a serviço do Reino”, e o lema “Sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13-14), em sintonia com o Ano Nacional do Laicato e com o Ano Regional da Família. A romaria foi iniciada às 06h partindo do Portal da Fé e terminou no Santuário Basílica de Trindade. Durante o percurso foram realizadas reflexões, orações e momentos de fraternidade entre os presentes, catequistas das dioceses integrante do Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O bispo de Goiás e referencial para a catequese no regional, Dom Eugênio Rixen, disse a respeito do tema, que a dimensão familiar tem uma relação muito próxima com a catequese. “A maioria dos nossos catequistas são pais e mães de família, por isso é preciso valorizar isso, sobretudo quando estamos vivendo o Ano do Laicato e da Família”, enfatizou.   Mês Vocacional Há 37 anos a Igreja no Brasil celebra o Mês Vocacional em agosto e, a cada domingo deste período, uma vocação diferente é relembrada com as orações dos fiéis. Vale lembrar que, nos anos em que o mês de agosto possui cinco domingos (neste ano são apenas quatro), a Igreja celebra neste último, o ministério do Catequista. Saiba mais aqui e aqui.   Fonte: CNBB.
  • Foi realizada a Primeira Formação Missionária para Seminaristas (FORMISE) do regional Centro-Oeste
    Foi realizado entre os dias 26 e 27 de agosto, no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora de Fátima de Brasília, a primeira Formação Missionária para Seminaristas (FORMISE) do regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O encontro contou com o apoio do Conselho Missionário do Regional (COMIRE) e das Pontifícias Obras Missionárias (POM) pela Pontifícia União Missionária. O I FORMISE teve como tema “O missionário presbítero para as exigências atuais da Igreja”, que seguiu o lema, “Missionários a exemplo do Mestre”. O principal objetivo do encontro foi viabilizar uma formação missionária pautada nas exigências atuais da Igreja, na qual emerge da eclesiologia do Papa Francisco a necessidade de se colocar todas as atividades de evangelização em chave missionária.   Assim, o FORMISE centro-oeste visa despertar a consciência missionária em uma Igreja em estado permanente de missão. Durante a programação do encontro, foi ressaltado que a missionariedade é algo próprio do ser cristão e não se pode compreender que ela pertence a apenas a alguns grupos da Igreja. Nesse sentido, todo cristão é missionário por natureza e toda situação é uma oportunidade única de levar Jesus Cristo. O I FORMISE foi assessorado pelo Padre Antônio Niemiec (CSsr.), missionário redentorista e atual secretário nacional da Pontifícia União Missionária. De nossa província, estiveram presentes no encontro formativo, os frades, Frei Rafael Dias (OFMConv), Frei Rodrigo Oliveira (OFMConv) e Frei Jesus Rodrigues (OFMConv). O Bispo da Diocese de Conceição do Araguaia (PA), Dom Dominique You, também participou do evento. Os Freis Jesus Rodrigues, Rafael Dias e Rodrigo Oliveira, que residem no Seminário Maior de Pós-Noviciado São Francisco de Assis, participaram do I FORMISE Centro-Oeste.   Confira as fotos na galeria! Colaborou: Frei Rafael Dias (OFMConv).
  • Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo
    Neste mês que iniciamos, a Igreja no Brasil dedica a sua reflexão à Bíblia e propõe inúmeras iniciativas com a finalidade de instruir melhor os fiéis sobre a Palavra de Deus e de motiva-los a uma maior intimidade com os textos sagrados, reconhecendo nas Escrituras um lugar de encontro com o Senhor. A motivação para a escolha de setembro como o mês da Bíblia se deve ao fato de a Igreja celebrar no dia 30 a memória do grande santo e doutor da Igreja, São Jerônimo. Um Padre, teólogo e tradutor que dedicou sua vida à interpretação e tradução dos textos sagrados para a língua latina. Comentou-a em suas obras e sobretudo empenhou-se em vivê-la concretamente na sua longa existência terrena (cf. Bento XVI, Audiência Geral, 07 nov. 2007). O testemunho de sua vida, certamente nos ensina a amar a Palavra de Deus na Sagrada Escritura. Ao meditarmos sobre o lugar que a Palavra de Deus ocupa em nossas vidas e sobre os desafios do seu anúncio no mundo de hoje, é preciso ter claro que o individualismo é um risco muito presente em nossa sociedade, fruto de uma vida interior fechada nos próprios interesses e sem espaço para o encontro. Assim, o homem contemporâneo fecha o coração para o amor de Deus e para o entusiasmo de fazer o bem aos irmãos (cf. Evangelii Gaudium, 2). Diante de um mundo que apresenta uma imagem de Deus cada vez mais descartável e alheio à vida do homem, se faz urgente redescobrir o valor do encontro pessoal e comunitário com Cristo e sua Palavra: abrirmos o coração ao Deus que fala aos homens como amigos, que convive com eles e lhes comunica o seu amor (cf. Dei Verbum, 2). Somente por meio deste encontro o homem poderá ser resgatado do subjetivismo e da indiferença (cf. Evangelii Gaudium, 8). São palavras de Jerônimo, “Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”. Esta sentença, sem dúvida alguma, reforça o ímpeto vivo que emana dos livros sagrados. Estes contêm a Palavra de Deus, que é sempre atual e eficaz (cf. Hb 4,12). Por outro lado, quando nos relacionamos com a Bíblia apenas como um livro de história, ou pior, um livro de ciência, esvaziamos toda a sua vitalidade, tornando-a um texto estéril.    A Igreja, porém, ensina que “a Escritura não pertence ao passado, porque seu sujeito, o Povo de Deus inspirado pelo próprio Deus, é sempre o mesmo e, portanto, a Palavra está sempre viva no sujeito vivo” (Verbum Domini, 86). Auxiliados pelo Espírito Santo e conduzidos pela Tradição e pelo Magistério, tomamos consciência de que, nas páginas das Sagradas Escrituras, está a Palavra de um Deus que se dirige pessoalmente a nós. Importante ainda lembrar que “mesmo sendo sempre uma palavra pessoal, é também uma Palavra que constrói comunidade, que constrói a Igreja. Por isso, devemos lê-la em comunhão com a Igreja viva” (Bento XVI, Audiência Geral, 07 nov. 2017). A Bíblia é, por assim dizer, um lugar de encontro: com Deus que tudo criou e conduziu no seu infinito amor; com o sentido da existência humana; e com todos os homens e mulheres que se reconhecem na dignidade de Filhos e Filhas de Deus.  A Palavra Deus nos foi dada para ser vivida! A verdadeira veneração à Palavra se dá no seguimento a Cristo. O fato de carregamos um livro ou colocá-lo em destaque em nossos lares não tem sentido se não é expressão de nossa adesão incondicional a Cristo. Durante este mês dedicado à Bíblia, busquemos firmar uma nova relação com a Palavra de Deus. No dia-a-dia, individualmente ou em família, nos esforcemos por encontrar um pouco de tempo para ler e meditar a Sagrada Escritura, a fim de que seja força para a vida cristã, solidez da fé, alimento da alma e fonte pura e perene de vida espiritual (cf. Catecismo, 131).   Saiba mais sobre o Mês da Bíblia clicando aqui. Confira o subsídio divulgado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ao Mês da Bíblia aqui. Via: CNBB. Autor Original: Dom Edney Gouvêa Mattoso, Bispo de Nova Friburgo (RJ).
  • Igreja na América Latina celebra o 50º aniversário da Conferência de Medelim
    Membros de toda a Igreja na América Latina se reuniram na capital colombiana para celebrar hoje, 24, o 50º aniversário da II Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano. Também conhecida como Conferência de Medelim, o congresso, convocado pelo Papa Paulo VI, teve como objetivo aplicar os ensinamentos do Concílio Vaticano II às reais necessidades da Igreja Católica na América Latina. O cinquentenário está sendo celebrado desde ontem, 23, com previsão de ser relembrado até o domingo, 26. O arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Dom Sergio da Rocha, está presente na celebração e afirma, “É muito importante valorizar a Conferência de Medellín. Como evangelizar acolhendo o Vaticano II? Isso trouxe muitos frutos para a Igreja e foi de grande contribuição para evangelização na América Latina”, disse ele. A Conferência Medellín colocou o tema da pobreza na teologia e na pastoral, “chamou a atenção sobre as desigualdades sociais que são frutos da injustiça e evidenciando-as como uma das situações mais explícitas da realidade latino-americana”, afirmou o arcebispo de Medellín, Dom Tobón Restrepo, em entrevista à agência italiana SIR.   II Conferência Geral do Episcopado Latino Americano   A Conferência do Episcopado havia sido convocada pelo papa Paulo VI para aplicar os ensinamentos do Concílio Vaticano II às necessidades da Igreja presente na América Latina. Com o tema “A Igreja na presente transformação da América Latina à luz do Concílio Vaticano II”, o encontro foi realizado em Medellín de 26 de agosto a 6 de setembro de 1968. Participaram da Conferência de Medellín 86 bispos, 45 arcebispos, 6 cardeais, 70 sacerdotes e religiosos, 6 religiosas, 19 leigos e 9 observadores não católicos, presididos por Antônio Cardeal Samoré, presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, e por dom Avelar Brandão Vilela, arcebispo de Teresina (PI) e presidente do Celam, naquela ocasião. No total, participaram 137 bispos com direito a voto e 112 delegados e observadores. De acordo com o Celam, a Conferência ofereceu como fruto às Igrejas Particulares da América Latina 16 documentos, agrupados nos núcleos de promoção humana, evangelização e crescimento na fé e a Igreja visível e suas estruturas. Fontes: CNBB e Pontifícias Obras Missionárias.
  • Inscrições para a 11ª edição do Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom)
    A cidade de Goiânia (GO) sediará neste ano a 11ª edição do Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom). O evento ocorre de 18 a 21 de julho e terá como tema “Comunicação, Democracia e Responsabilidade Social”. O Muticom é apresentado como um ambiente de reflexão sobre os caminhos e as perspectivas das relações entre a Igreja Católica, a sociedade brasileira e a cultura hodierna no campo da comunicação. Na edição deste ano, o Muticom terá dentro de sua grade o 1º Encontro de Jovens Comunicadores da Signis Brasil, o 10º Encontro de Jornalistas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a cerimônia de entrega dos Prêmios de Comunicação da CNBB. A organização do evento organizará o espaço do mutirão no Centro de Pastoral Dom Fernando baseando-se na ideia da “Cidade da Comunhão”, um local de imersão na realidade urbana para “viver a comunicação, a democracia e a responsabilidade social”. Esta é a primeira vez que o encontro será realizado na capital goiana. De acordo com o coordenador da Pastoral da Comunicação do regional Centro-Oeste da CNBB, irmão Diego Joaquim, o 11º Muticom “será um espaço para a formação, a exposição das iniciativas já realizadas e o amplo debate, com presença de grandes pensadores na área para uma reflexão sobre as perspectivas da comunicação na Igreja e na sociedade”.   Inscrições A organização do 11º Muticom estipulou a taxa de inscrição para o evento no valor de R$ 180,00. Mas são oferecidas cinco opções de pacotes, os quais “foram pensados na viabilidade do participante em usufruir os benefícios da Cidade da Comunhão”. Os pacotes variam de acordo com o tipo de hospedagem, local das refeições e translado, este não fica coberto para os que escolherem apenas a inscrição. Confira aqui: http://muticom.com.br/categoria/pacotes/ Para realizar sua inscrição no 11º Muticom, acesse: https://painel.dupay.com.br/inscricao/   Prêmios de Comunicação As inscrições para a 52ª edição dos Prêmios de Comunicação da CNBB vão até o dia 31 deste mês. Para se inscrever, acesse: http://premios.cnbb.org.br/ . Mais uma vez, os bispos querem conhecer, analisar e premiar trabalhos que coloquem em relevo valores humanos e cristãos em trabalhos em diversas áreas da comunicação. O Mutirão Brasileiro de Comunicação é promovido pela CNBB, por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, com apoio do regional Centro-Oeste da CNBB e é realizado pela arquidiocese de Goiânia.   Via: CNBB.
  • Mês vocacional: compreenda o que é a vocação
    Desde 1981, quando, há 37 anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) instituiu agosto como o mês vocacional, toda a Igreja no Brasil se dedica a rezar por uma determinada vocação a cada domingo deste mês. Entretanto, muitas vezes esta palavra – vocação – pode ser ligada somente à vida religiosa e logo pensamos em padres, freiras e acabamos por nos esquecer que Deus chama a todos, sem exceção, à uma vocação. O significado da palavra vocação é bastante amplo e tem sua origem no verbo latino vocare, que significa “chamar ou chamamento”. No âmbito religioso, trata-se de um chamado que provém da boca Daquele que tudo criou pela força de sua Palavra: Deus. Portanto, compreender a vocação como um dom é reconhecer que, em todas as circunstâncias, Deus nos chama a viver e realizar o seu projeto de amor. Assim, podemos compreender que vocação é dizer “sim" a Deus, à missão pela qual ele chamou a cada um de nós. Fazemos isso pela fé, por descobrir o próprio lugar no mundo, na Igreja de hoje e no serviço aos irmãos. Para descobrir bem este projeto de Deus se faz necessário fazer um discernimento.   Discernimento Vocacional Diante dos muitos caminhos vocacionais aos quais a vida cristã nos chama a percorrer, é importante que os jovens e as jovens católicas façam um discernimento para se compreender a sua missão. Tendo em vista que, no início da juventude nem sempre se tem clara esta opção, faz-se necessário conhecer as missões a serem trilhadas. A palavra discernimento significa “colocar à parte, dividir ou separar; é conhecer ou ver distintamente entre duas ou mais coisas”. É importante que o discernimento não seja feito sozinho, faz-se necessário deixar-se ajudar por um guia espiritual ou orientador vocacional, isto é: uma pessoa com mais experiência de vida e caminhada de fé. A partir do diálogo com essa pessoa, é possível perceber melhor na própria experiência de vida e de fé os sinais de Deus. Sinais estes que se revelam por meio de acontecimentos concretos do cotidiano, de situações sociais e eclesiais que levam a pessoa a dar uma resposta, colocando-se livremente à disposição de Deus para  fazer algo que corresponda ao seu projeto. Algumas perguntas para ajudar no seu discernimento: o que desejo para minha vida; quais são as dúvidas mais constantes em relação à minha escolha vocacional;   Vocações Não somente à vocação religiosa os católicos são chamados. Conheça a seguir as diferentes vocações: Vocação fundamental: chamado à vida A vocação à vida é o chamado que precede todos os demais. Deus, em seu infinito amor, modelou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, os chamou à vida, para que, na liberdade de filhos e filhas, fossem continuadores da sua criação. O ser humano, ao ter consciência de que toda a vida é dom de Deus, é chamado a ser corresponsável pela promoção da vida e a corresponder a esse convite desenvolvendo-se na relação consigo mesmo, com os outros, com o mundo e com o próprio Deus.   Vocação cristã Pelo Batismo toda pessoa recebe, pela fé de seus pais e padrinhos, seu segundo chamado: o de ser cristão. À medida que a pessoa cresce e toma conhecimento da própria fé, aos poucos assume uma identidade que a caracteriza como seguidora do próprio Cristo. Consequentemente, a pessoa é chamada a aderir à missão de Jesus, para ser sinal do Reino e comunicação da Boa-Nova do Evangelho. Cada pessoa vive e realiza a vocação cristã na família, na sociedade e na comunidade eclesial à qual pertence. O Batismo é considerado fonte de todas as vocações, porque é a partir dele que o cristão viverá uma vocação específica que pode ser: a vocação à vida matrimonial, a vocação à vida religiosa consagrada, a vocação à vida sacerdotal e a vocação do cristão leigo.   Vocação à vida matrimonial É a vocação do amor que se realiza na relação entre o homem e a mulher. No amor de Deus, o casal é chamado a edificar o amor conjugal para formarem uma família. Constituem, assim, uma íntima comunidade de vida para realizarem a missão da maternidade e da paternidade, onde o lar se torna uma pequena Igreja na qual se vive, partilha e transmite os valores humanos e cristãos. A família é o berço de todas as vocações.   Vocação à vida consagrada A vida religiosa consagrada é uma vocação para homens e mulheres que se sentem chamados por Deus para viver a radicalidade de seu Batismo, dedicando toda a sua vida, seu tempo, suas forças e capacidades para o serviço aos irmãos, diante das mais variadas necessidades do ser humano, hoje. Vivendo em comunidade, têm como primeira regra a vivência do Evangelho, testemunhando o amor fraterno. Propõem-se a seguir Jesus Cristo, assumindo seu modo de viver casto, pobre e obediente, assumindo com liberdade este estilo de vida, para, assim, estarem disponíveis a realizar uma missão na Igreja e na sociedade atual, segundo um carisma específico.   Vocação à vida sacerdotal A vocação à vida sacerdotal é voltada aos homens que sentem o chamado a serem continuadores da missão de Cristo, recebendo o sacramento da ordem, a fim de se colocarem totalmente a serviço do povo de Deus. A missão do sacerdote tem como inspiração a imagem de Jesus Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas para orientá-las, introduzi-las e animá-las na vida da fé e da comunidade. O padre também tem a missão de denunciar as injustiças, os falsos valores, para favorecer a vida nas suas mais diversas dimensões.   Vocação do cristão leigo Todo cristão leigo casado ou solteiro vive e corresponde à sua vocação sendo sinal de Cristo e do seu Evangelho no meio do mundo. Podem desempenhar atividades diversas na Igreja e no mundo, sejam elas no âmbito da educação, da política, da comunicação social, do comércio, da arte etc. Independentemente da missão que vive e realiza, ele é também chamado a trilhar um caminho de desenvolvimento humano e de santificação pessoal no meio da família e da sociedade.   Confira no vídeo os testemunhos daqueles que aceitaram o chamado de Deus.    Saiba mais sobre o Mês Vocacional aqui e aqui.  Fontes: CNBB, CRB Nacional, Deus Está No Ar e Irmãs Paulinas.
  • Não tireis férias de Deus
    Quando nós estamos cansados, procuramos uma forma para que possamos descansar. É natural que todos os trabalhadores tenham o seu tempo de descanso, as suas férias. Aliás, nós temos o dia para trabalhar e a noite para descansar. Já aqueles que trabalham à noite geralmente têm o dia para descansar. Mesmo no intervalo, durante o dia, no trabalho, existem aquelas horas do descanso. Quando o tempo passa, vencido um ano, todo trabalhador tem o direito a descansar. Jesus convida aqueles que estão cansados a se aproximarem dele, “Vinde a mim vós todos que estais cansados e eu vos darei descanso” (Mt 11,28). Em Cristo, nós encontramos alívio. O nosso Deus, tão bondoso, Pai Misericordioso, nos acompanha diariamente em nossas lidas, fadigas e vitórias. Ele, com seu amor de Pai, participa da nossa vida e nós não podemos fugir de Deus. Durante o tempo de férias, é muito importante que continuemos unidos àquele que dá vida. “Jesus veio para que todos tenham vida e a tenham em plenitude” (cf. Jo 10). Não podemos nunca pensar em tirar férias de Deus, ou seja, devemos sempre, e em qualquer tempo, viver a espiritualidade e nos alimentar de Deus, na presença de Cristo. Jamais, em determinado momento, parar, afastar-se de Deus, deixando que a vida percorra sem ele, sem oração, sem a participação na Eucaristia. É especialmente muito importante que os sacerdotes celebrem a Eucaristia todos os dias, mesmo em seu tempo de férias, que não tirem férias de Deus. Quando estou num lugar onde não há igreja, no meu tempo de férias, eu levo comigo minha pequena mala de missa e ali onde estou celebro a Eucaristia, seja numa casa de família ou mesmo num quarto de hotel onde estou passando, para não ficar sem a Eucaristia. Também vale dizer que as orações não devem ser feitas por obrigação, mas por causa do amor, da sintonia com Deus e com Cristo. Não podemos, portanto, pensar em tirar férias de Deus, mas devemos nos aproximar cada vez mais dele, viver nele, participar dele, aprofundar nossas raízes na vida do Senhor, como a árvore plantada à beira das águas que tem ali suas raízes deitadas naquelas margens e recebe a umidade. Aquela árvore cresce, produz folhas e frutos que muitas vezes servem para remédio ou para alimentos. Assim também, mergulhados no mistério do Senhor, nós somos chamados a ser um remédio e alimento para o mundo. E é Deus quem nos sustenta. Não podemos, portanto, pensar, em momento algum, em nos ausentar dele, tirar férias dele. As férias são para refazer as forças e as energias. No entanto, se nos afastarmos de Deus, vamos nos enfraquecer cada vez mais e ficar debilitados e não vamos conseguir agir na missão com fervor, com zelo, e nem mesmo ter forças para entregar nossas vidas a ele. Por tudo isso, não é uma boa ideia tirar férias de Deus. Quem tira férias do Senhor enfraquece, afasta-se dele e não produz os frutos desejados para o Senhor. Não fostes vós quem escolhestes Deus, mas foi ele quem vos escolheu para ir e produzir frutos para que o vosso fruto permaneça. Assim, peçamos que o Senhor nos ajude, abençoe-nos, para que nele encontremos vida e alegria. Não tenhamos uma espiritualidade por obrigação, mas por alegria de participar de sua vida.   Via: CNBB Centro-Oeste. Autor: Dom Messias dos Reis Silveira, Bispo Diocesano de Uruaçu, Presidente do Regional Centro-Oeste da CNBB.
  • Nova edição da revista SIM destaca a campanha do Mês Missionário
    A nova edição da revista SIM: Serviço de Informação Missionária, das Pontifícias Obras Missionárias (POM), dá continuidade à alegria do Evangelho por meio da campanha vivida por toda a Igreja durante outubro, o Mês Missionário (entenda mais clicando aqui), que tem como tema “Enviados para testemunhar o Evangelho da paz”, seguindo o lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), alinhados com a Campanha da Fraternidade, que refletiu sobre a superação da violência. Neste ano, as POM celebram 40 anos de missão e, com isso, serão relembradas na revista as vidas e obras de tantos missionários que construíram essa história. Para isso, foram produzidos e enviados, às 276 dioceses e prelazias do Brasil, diversos materiais que serão distribuídos nas paróquias e comunidades. O livrinho da Novena Missionária é o principal material e foi elaborado com o método da Leitura Orante da Palavra.   Por essa grande celebração missionária, está sendo apresentada na revista a vida de Paulina Maria Jaricot, fundadora da Obra da Propagação da Fé e inspiração para a vivência do mês missionário. Paulina é a jovem mulher que sentiu esse apelo de Deus, deixando-se guiar pelo Espírito. Em sua condição de leiga, assumiu sua vocação missionária e criou essa rede de cooperação missionária que até os nossos dias segue fazendo o bem à vida da Igreja Universal. Complementa a edição, o artigo que apresenta os passos de construção do Programa Missionário Nacional. Essa é a proposta para melhor articular o trabalho da Igreja no Brasil, com um fio condutor comum, com projetos e ações que facilitem a formação, com respeito ao que é mais específico em cada Regional. Também fora apresentada pelas POM a proposta do Mês Missionário Extraordinário, proclamado pelo Papa Francisco para outubro de 2019. No mesmo ano, no dia 30 de novembro, ocorrerá o centenário da carta apostólica Maximum Iludi, do papa Bento XV.   Fonte: Pontifícias Obras Missionárias.
  • O Evangelho como ponto de partida
    Francisco parte do Evangelho para reconstruir a vida e parte da vida para confrontar-se com o Evangelho. Esta opção e escolha não seria apenas viver o Evangelho e acolhê-lo em sua vida, mas também anunciá-lo aos seus irmãos. Novamente, em seu Testamento, Francisco escreve: “E depois que o Senhor me deu irmãos, o Senhor mesmo me revelou que eu devia viver segundo a forma do Santo Evangelho” (Test 4,14).Francisco tinha clareza quanto à sua missão: o primeiro movimento é acolher a palavra de Deus, embeber-se dela, aprofundá-la na vida, confrontar-se com ela, para ser luz no caminhar e vigor no viver. E depois, levá-la e transmiti-la ao povo de Deus. E assim, seu dinamismo missionário impele-o a ir ao encontro de todos os homens. Diante do envio e da missão, ele sente a paixão que tem pelo anúncio da Boa Nova.Ele sente a vocação missionária a que Deus o chamou e sente-se feliz e realizado em ser o bom samaritano a difundir esta mensagem, não só aos leprosos, mas à humanidade toda.   Este artigo é o terceiro da série do site Franciscanos para o Mês da Bíblia: O Evangelho pautou a vida de São Francisco de Assis. Fonte: Franciscano. Autor: Frei Atílio Abati. Extraído do livro “Francisco, um encanto de Vida”, Editora Vozes.
  • O profeta e o seu Evangelho
    Francisco teve com o Evangelho uma intimidade difícil de se compreender. Amava o Evangelho, mas ele não teria sido Francisco, se seu amor não tivesse desejado possuir o próprio livro. A magnífica Bíblia da Idade Média, com os maravilhosos textos desenhados em letras elegantes, tinha para ele algo de sagrado. Já foi, de per si, um rito religioso, quando ele, com seus dois companheiros, entrou na pequena igreja de São Nicolau e lá abriu o livro sobre o altar, manifestou-se ali uma forma de respeito que, em nosso tempo, impregnado de obras tipográficas, se tomou impossível: o respeito pela palavra manuscrita. Com isso, adquirem um sentido mais profundo em certas ações aparentemente mágicas. Nas cartas que ditava, não permitia Francisco que se riscasse uma letra, mesmo que fosse um erro de ortografia. Recolhia com o mesmo respeito em qualquer pedacinho de pergaminho que encontrava no chão. Perguntaram-lhe, certa vez, por que tinha tanto cuidado até mesmo com obras de autores pagãos. A resposta tem um quê surpreendente, “Porque nelas se encontram as letras que compõem o glorioso nome do Senhor”. Por umas cinco vezes insiste ele, em suas cartas, em que se devem guardar respeitosamente as palavras do Evangelho, onde quer que sejam encontradas. Francisco sentia o alcance psicológico desse simbolismo. “Devemos cuidar de tudo que encerra Sua Palavra sagrada. Assim ficamos profundamente compenetrados da sublimidade do nosso Criador e de nossa dependência em relação a Ele”, escreverá mais tarde ao Capítulo de seus irmãos. A verdadeira dificuldade de se compreender como Francisco lia a Bíblia, não se encontra na cultura medieval. O que é difícil compreender é o fato raro de a Bíblia ser lida aqui por um homem que era como ela o desejava. Ele não tinha necessidade dum comentário que a suavizasse. Com heróica abertura, Francisco aceitava o texto ao pé da letra, pois este já há muito o havia empolgado. Talvez tenha ele, alguma vez, explicado a Bíblia de uma maneira por demais rigorosa – nunca, porém, branda demais. Devemos perguntar se a concepção de Francisco a respeito da Bíblia ainda vale para nós. Em cada mudança religiosa na história, encontra-se o homem diante da pergunta: que é propriamente autêntico na Bíblia e que é que se conseguiu descobrir com o correr do tempo? E em cada período são sempre os grandes cristãos que, da forma mais pura, reconhecem a autenticidade. Não se requer uma visão genial para se descobrir o que corrigir num texto ou apontar alguns cantos carcomidos numa estrutura eclesiástica antiquada. Quando se trata, porém, de valores eternos, é absolutamente necessária uma visão de fé. Não é tão estranho que um homem como Francisco, que se afastara, por assim dizer, da própria cultura para viver o Evangelho até às últimas consequências – que este Francisco tenha descoberto algo que sobrepuja qualquer cultura. As grandes personalidades não estão à frente de seu tempo, estão acima dele.   Este artigo é o segundo da série do site Franciscanos para o Mês da Bíblia: O Evangelho pautou a vida de São Francisco de Assis. Via: Franciscanos. Extraído do livro “Francisco de Assis, Profeta de Nosso Tempo”, Editora Vozes. Autor: Por N.G. Van Doornik.
  • O Serviço de Animação Vocacional participou de muitos encontros para divulgar o carisma franciscano
    Durante o último fim de semana, entre os dias 28 e 30 de setembro, os membros do Serviço de Animação Vocacional (SAV) de nossa Província participaram de diversas atividades pelas cidades de Brasília. No sábado, participaram de um encontro na Granja do Torto e também realizaram visitas na casa dos vocacionados. No sábado e no domingo, estiveram presentes no Encontro Formativo da Pastoral Vocacional, em Goiânia (GO). Confira as atividades abaixo!   Goiânia Na sexta e no sábado, outros frades do SAV participaram Encontro Formativo da Pastoral Vocacional do Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O encontro foi realizado no Centro Pastoral Dom Fernando, em Goiânia (GO) e teve como objetivo apresentar o texto-base do IV Congresso Vocacional do Brasil e atuar como preparação para o Pré-Congresso Regional Vocacional. O assessor do encontro, o Padre Geraldo Tadeu (RCJ), apresentou o texto-base a partir do método ver-julgar-agir, que é uma via metodológica-teológica instaurada pelo Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM). O principal tema tratado no texto-base é a criação de uma cultura vocacional na Igreja, ou seja, todos os cristãos e cristãs batizadas são responsáveis pela dimensão vocacional dentro da eclesiologia. Durante a explanação do primeiro passo – ver- o religioso demonstrou que, para a fundamentação desta cultura, o texto apresenta uma leitura dos tempos atuais nos quais os jovens e as jovens estão imersos, bem como a fixação no descartável, as situações de não comprometimento e a ausência da perspectiva de futuro. Todos estes problemas atingem, diretamente, a Igreja. No segundo passo - julgar, o Padre Geraldo demonstrou que tudo precisa partir do pressuposto evangélico, ou seja, precisamos crer, principalmente os animadores e as animadoras vocacionais, que todas as coisas acontecem da ação de Deus na vida desta juventude. E, ao mesmo tempo em que os jovens e as jovens estão imersas nesta cultura, eles e elas também anseiam por coisas sublimes. Assim, aqueles e aquelas que estão na Pastoral Vocacional, precisam atuar como um solo de escuta, acompanhamento e acolhida, expressando as muitas possibilidades e caminhos diferentes dos atrativos modernos e mundanos. A partir disto, pode-se criar uma caminhada para a vocação alicerçada em Jesus numa espécie de antropologia vocacional, em que vocação é uma realização humana daqueles e daquelas que se disponibilizam a viver o evangelho. Diante dos comportamentos hodiernos de coisificação e descarte do ser humano, a Pastoral pode proporcionar uma antropologia evangélica. Tem-se neste agir, a criação de uma Cultura Vocacional. A Pastoral é considerada agora um Ministério da Igreja que pode desenvolver uma iniciação cristã baseada nos sentimentos evangélicos.       Granja do Torto No sábado, a equipe do SAV participou do Despertar Vocacional Vicariato Norte da Arquidiocese de Brasília, realizado na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Granja do Torto (DF). O evento, cujo tema fora “Seduziste-me Senhor, e eu me deixei seduzir”, foi dedicado à apresentação de carismas; matrimonial, sacerdotal, religioso e de comunidades de vida. Pela manhã, os frades, juntamente dos religiosos, religiosas e seminaristas que participaram do Despertar, visitaram diversas paróquias da região para realizar um momento de animação vocacional com jovens catequizandos. No período da tarde, os membros do SAV fizeram uma exposição aos participantes da Missão Vocacional sobre a espiritualidade franciscana vivida no carisma.   Visita aos familiares Ainda no sábado, outros integrantes do SAV visitaram as famílias dos vocacionados candidatos ao ingresso na nossa Ordem no ano que vem. Esta missão é uma etapa importante no processo de discernimento vocacional desses jovens, tendo em vista que seja necessário que, não somente o jovem conheça a nossa vida ao participar dos encontros vocacionais, mas também que nós, indo ao encontro de sua família, conheçamos um pouco da realidade de sua vida familiar, ao passo que os seus familiares passam a nos conhecer também. As visitas acontecem também para esclarecer dúvidas e a sua realização é motivo de alegria tanto para os religiosos quanto para os vocacionados e os seus familiares. Dizia o nosso Pai São Francisco que a mãe e o pai de um frade é mãe e pai de todos os demais frades e, nesse sentido, essa visita acontecesse: mostrando aos pais que não estão perdendo seus filhos, mas que estão ganhando muitos outros e se tornado parte da grande família franciscana!       Leia mais sobre outros encontros vocacionais do SAV aqui. Confira as fotos na galeria! RCJ = Rogacionistas do Coração de Jesus.
  • Outubro: mês missionário
    Em outubro, a Igreja celebra o mês missionário em memória de Santa Teresinha do Menino Jesus (que tem a sua festa no primeiro dia do mês) que é reconhecida pela Igreja como a padroeira das missões. Este é o momento dos cristãos e das cristãs de colaborarem com as missões no mundo. Esse ano, o tema do mês, reforça a importância do discurso das Bem-Aventuranças, “Felizes os que promovem a Paz” (Mt 5,9). Na Mensagem deste ano para o Dia Mundial das Missões, instituído pelo Papa Pio XI em 1926, o Papa Francisco destaca “Todo homem e toda mulher é uma missão e essa é a razão pela qual se vive na terra ser atraídos e enviados. Cada um de nós é chamado a refletir sobre esta realidade, ‘Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo’” (papa Francisco, Evangelii gaudium, 273). Para colaborar de forma concreta com as missões, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) prepararam várias ações e um rico material que vai ajudar as comunidades a trabalharem a temática. Destacamos três deles: 1 – Rezar pelas missões e missionários 2 – Ir ao encontro dos que mais necessitam 3 – Contribuir com a coleta em favor da evangelização dos povos. Saiba mais clicando aqui.   Oração do Mês Missionário 2018 Deus Pai, Filho e Espírito Santo, nós Vos louvamos e bendizemos pela Vossa comunhão, princípio e fonte da missão. Ajudai-nos, à luz do Evangelho da paz, testemunhar com esperança, um mundo de justiça e diálogo, de honestidade e verdade, sem ódio e sem violência. Ajudai-nos a sermos todos irmãos e irmãs, seguindo Jesus Cristo rumo ao Reino definitivo. Amém.   Fontes: Canção Nova, CNBB e Rádio Canção Nova.
  • Pastoral Vocacional do Brasil e CNBB preparam orações para agosto, o Mês Vocacional celebrado pela Igreja no Brasil
    Todos os anos, a Igreja no Brasil celebra o Mês Vocacional em agosto e, neste ano, os quatro domingos do mês já dispõem de sugestões de orações elaboradas pela Pastoral Vocacional do Brasil em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Para agosto de 2018, a temática é “Seguir Jesus à luz da fé” e o lema: “Sei em quem acreditei” (2Tm 2,12). “O objetivo principal é animar e reanimar as comunidades, paróquias e dioceses que rezem pelas vocações de forma especial incentivando as orações e promovendo as vocações em cada realidade e da sua maneira”, destaca o coordenador nacional da Pastoral Vocacional, padre Elias Aparecido da Silva. Nesse contexto, cada domingo do mês de agosto é dedicado à celebração de uma determinada vocação. No primeiro, celebra-se sacerdócio e os ministérios ordenados; no segundo, o matrimônio junto à semana da Família; no terceiro, a vida consagrada, e por fim, no quarto, a vocação dos Leigos. Cada oração tem comentário inicial, preces e oração final. O material e o cartaz já estão disponíveis. Na abertura do mês vocacional, também será lançado o texto base do 4º Congresso Vocacional do Brasil que vai acontecer de 5 a 8 de setembro de 2019, em Aparecida (SP), cujo tema será: “Vocação e discernimento”. O mês vocacional foi instituído em 1981, pela CNBB, em sua 19ª Assembleia Geral. O objetivo principal era o de conscientizar as comunidades da responsabilidade que compartilham no processo vocacional.   Fonte: CNBB. 
  • Presidente do CNLB falou sobre os legados da realização do Ano Nacional do Laicato na Igreja no Brasil
    No último domingo (25), foi celebrada a Solenidade de Cristo Rei, data que marca o fim do Ano Litúrgico da Igreja Católica, na 34ª semana do Tempo Comum. A Igreja no Brasil comemora o dia nacional dos cristãos leigos e leigas nessa solenidade, em memória do compromisso que os membros da Ação Católica (organização laical de grande envergadura no século passado) assumiam a cada ano, nesse dia, de agir em prol de uma sociedade justa e fraterna, sinal do Reinado de Cristo. Após a culminância do Ano Nacional do Laicato nesta data, a presidente do Conselho Nacional do Laicato no Brasil (CNLB), Marilza Lopes Schuina, conversou com a equipe da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na entrevista, ela falou das influências da vivência deste ano temático para a Igreja no Brasil e para a sociedade, “O legado para o âmbito eclesial se firma no dinamismo da organização das comunidades, na formação laical e na criação de novos conselhos de leigos e leigas em âmbitos diocesano e paroquial”. Para a sociedade, segundo ela, continua o desafio da auditoria cidadã da dívida pública, uma das propostas do ano. Para o CNLB, segundo Marilza, uma grande alegria foi o reconhecimento e o fortalecimento pelos próprios cristãos leigos e leigas de sua vocação laical, o sentir-se e colocar-se como verdadeiro sujeito eclesial, com consciência crítica do ser e fazer laical. Integrante da Comissão Especial para o Ano do Laicato, Marilza enumerou uma série de aprendizados e desafios que este ano trouxe para a Igreja no Brasil. A presidente do CNLB reforçou que o 25 de novembro não foi o encerramento, mas um ponto de culminância do Ano Nacional do Laicato. Segundo ela, por obra do Espírito Santo, a continuidade desta reflexão sobre o papel dos leigos e leigas na Igreja e na sociedade vai se dar na Campanha da Fraternidade 2019 que vai debater as políticas públicas, uma oportunidade para o laicato aprofundar sua atuação neste campo.   O CNLB é uma associação de fiéis leigos e leigas católicos de direito público, que congrega e representa o laicato brasileiro na sua diversidade e riqueza de movimentos, pastorais e associações dos mais variados tipos. O Conselho tem como objetivo articular o laicato, em conselhos regionais, diocesanos e locais.    Confira a entrevista completa em: CNBB.
  • Romaria ao Santuário Nacional de Aparecida para o encerramento do Ano Nacional do Laicato
    O Santuário Nacional de Aparecida (SP), recebe neste domingo (25) leigos e leigas de todo o país que participam da romaria que marca a culminância do Ano do Laicato, que teve início em 26 de novembro de 2017, data de celebração de Cristo Rei do Universo. A Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) estão à frente do encontro que tem como ponto central a missa solene no Altar Central da Basílica, às 7h30. O bispo de Caçador e presidente da Comissão para o Laicato da CNBB, dom Severino Clasem, diz que todos os cristãos leigos e leigas que puderem participar dessa romaria serão bem-vindos. “Com a culminância do Ano do Laicato em Aparecida neste domingo nós damos, a partir dessa data, projeção ao novo ano para colocarmos em prática tudo que nós vivenciamos nesse ano dedicado aos leigos e leigas. A romaria vai contar com a presença do arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB, dom Sergio da Rocha. Segundo o portal A12, antes do início da Missa, participantes das comissões que promovem o Ano do Laicato vão ingressar na Basílica com as placas dos organismos correspondentes. Ainda segundo o portal, na procissão de entrada, dez casais leigos vão ingressar junto à Imagem de Nossa Senhora Aparecida rumo ao Altar Central. Junto deles também estarão representantes de diversas regiões do Brasil, utilizando seus trajes típicos. Também integra a programação que celebra a culminância do Ano do Laicato, a 9ª Assembleia dos Organismos do Povo de Deus, que termina neste sábado (24). O evento que teve como tema: “A Sinodalidade da Igreja e o protagonismo dos cristãos leigos e leigas” conta com a participação da Comissão Nacional de Presbíteros (CNP), Comissão Nacional dos Diáconos (CND), a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS), a CNLB e a CNBB Após a missa, os cantores católicos Zé Vicente e Antônio Cardoso vão se apresenta na Tribuna Dom Aloísio Lorscheider, localizada no Pátio das Palmeiras do Santuário Nacional.   Fonte: CNBB.
  • Seminário celebra os 10 anos do Acordo Brasil-Santa Sé
    Entre os dias 12 e 14 de novembro, a Comissão Episcopal para a Implementação do Acordo entre o Brasil e a Santa Sé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com a Arquidiocese de Campinas e Pontifícia Universidade Católica de Campinas realiza seminário “10 Anos do Acordo Brasil-Santa Sé”, na sede da universidade. O documento que dá amparo aos direitos essenciais ao desenvolvimento da missão da Igreja no Brasil foi assinado em 13 de novembro em 2008, na Cidade do Vaticano.  Este instrumento jurídico é um dos mais importantes marcos nas relações entre Igreja e Estado no Brasil. De acordo com o consultor canônico da CNBB, Frei Evaldo Xavier Gomes, o documento “é o maior marco nas relações Igreja e Estado no Brasil” e “é o fruto de anos de diálogos e negociações entre a autoridade eclesiástica e o governo brasileiro”. O seminário vai apresentar uma programação diversificada ao longo de três dias, entre conferências, a celebração de uma Santa Missa Solene e momentos de comemoração. Entre os principais temas das conferências estão: Personalidade Jurídica dos Entes Eclesiásticos (Dioceses, Congregações, Ordens, Associações, Institutos e outros), Filantropia, Aspectos Contábeis das Organizações Religiosas, Questões Estatutárias, Relações entre Igreja e Estado, Vínculo Empregatício, Bens tombados – Patrimônio Histórico e Religioso e outros. As inscrições já podem ser feitas diretamente no site da PUC Campinas. As vagas são limitadas. No mesmo endereço estão disponíveis informações sobre a programação do evento. Saiba mais sobre a programação e faça a sua inscrição clicando aqui. Entenda os artigos do acordo aqui.   O Acordo Ainda de acordo com o assessor canônico, o texto não caracteriza a concessão de privilégios ou qualquer discriminação, mas “garante à Igreja Católica no Brasil o exercício daqueles direitos essenciais ao desenvolvimento de sua missão para o bem do povo brasileiro, especialmente aos mais necessitados”. Frei Evaldo explica ainda que o texto do Acordo, que possui 20 artigos, consolida em um único instrumento legal, direitos já garantidos pela legislação brasileira e pela jurisprudência dos tribunais do país. Durante a 56ª Assembleia Geral da CNBB, que aconteceu em abril, em Aparecida (SP), foi realizada uma sessão comemorativa. Além disso, outra contribuição da Comissão foi a elaboração de um Vade-Mécum, disponível no site da editora Edições CNBB.   A Comissão No âmbito da CNBB, foi criada em 2011 a Comissão Episcopal para a Implementação do Acordo entre o Brasil e a Santa Sé, presidida atualmente pelo arcebispo emérito de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis, ex-Presidente da CNBB (2011-2015).   Fonte: CNBB.

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