Franciscanos

  • Frades fazem peregrinação pelas vocações na Zâmbia
    No início deste mês, no dia primeiro, os frades da Província dos Santos Protomártires Franciscanos na Zâmbia, juntamente com os fiéis e as fiéis das muitas paróquias atendidas pelos religiosos, percorreram um caminho de 2,5km até o Santuário Mariano da Santa Teresa do Menino Jesus, na região de Ibenga. A peregrinação acontece todos os anos em um dia dedicado à promoção das vocações. Durante a viagem, são relembrados dois frades professos: Agostinho Mabila Mutale e Stanley Mukuka, que faleceram em 11 de agosto de 2010 em um acidente de carro. O tema da peregrinação deste ano foi "O Reino de Deus está próximo (Marcos 1:15)". Durante a celebração eucarística, o Ministro Provincial, Frei Richard Francis Chimfwembe (OFMConv), fez uma homilia baseada nas leituras do dia. Ele encorajou os peregrinos a deixar o Reino de Deus se manifestar em todos os aspectos de suas vidas, e permitir que o poder d’Ele contagiasse o coração de todos. Acima de tudo, o Frei Richard pediu a todos que acolham o Reino de Deus em suas famílias, na sociedade e em todo o país. Referindo-se à parábola dos talentos encontrados no Evangelho do dia, o ministro provincial também lembrou os peregrinos que todos têm vocações diferentes foram confiados por Deus e que estes dons devem ser usados ​​para a glória do Seu Nome no serviço aos outros. Ele então pediu que para que todos e todas fizessem um bom uso de sua vocação para o benefício da Igreja, das famílias e da sociedade. Em conclusão, convidou a todos a rezar sempre, especialmente para aqueles e aquelas que são chamados a trabalhar no casamento e na vida consagrada.   Autor: Frei Mathews Kasongo (OFMConv), Secretário Provincial. Traduzido e adaptado de: OFMConv.net.
  • Frades participam do I Congresso Internacional para os Reitores de Santuários em Roma
    Foi iniciado hoje (27), na Pontifícia Universidade Lateranense, no Vaticano, o primeiro Congresso Internacional para os Reitores e Agentes de Santuários. Organizado pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, o evento tem como tema “O Santuário, portas abertas para a nova evangelização” e acontecerá até a próxima quinta-feira (29). O Congresso foi aberto com a presença de Dom Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho organizador dos trabalhos. Estão presentes mais de 600 religiosos que irão participar de diversas conferências e debates ao longo dos três dias. Os Freis Rafael Normando (OFMConv.) eFabrício Nogueira (OFMConv.) estão em Roma representando os santuários de nossa Província. Amanhã, (28) está programada a celebração da Santa Missa na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. No encerramento do evento, na quinta-feira (29), os participantes se encontrarão com o Santo Padre, o Papa Francisco, para uma audiência reservada. Rezemos para que os frades possam trazer enriquecimentos espirituais para a vida de nossos Santuários.
  • Frades representaram a Província no I Congresso Internacional para os Reitores e Agentes de Santuários
    Foi concluído na última quinta-feira (29), na Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma (IT), o I Congresso Internacional para os Reitores e Agentes de Santuários. O encerramento do evento foi marcado pela audiência reservada entre os participantes e o Santo Padre, o Papa Francisco. O congresso foi iniciado na terça-feira (27) e teve como tema “O Santuário, portas abertas para a nova evangelização”. Foram três dias de evento em que participaram mais de 600 religiosos e religiosas, sendo que 22 deles eram brasileiros. Representando as obras franciscanas de nossa Província, estiveram presentes os Freis Fabrício Nogueira (OFMConv.) e Rafael Normando (OFMConv.). Este último, nos conta como foi a sua experiência no evento, “O Congresso foi de suma importância para nós, Frei Fabrício e eu, pois como, Franciscanos, pudemos compreender não somente a atuação pastoral como reitores e agentes de santuários, mas perceber o que o povo entende desta iniciativa”, disse o guardião do Santuário São Francisco de Assis, em Brasília. No primeiro dia, o presidente do Dicastério para a Nova Evangelização do Ocidente, Dom Rino Fisichella, falou sobre o papel do Santuário na nova evangelização e destacou a pedagogia dos trabalhos pastorais nos Santuários. No segundo dia, logo pela manhã, foi celebrada uma Santa Missa na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. Em seguida, os participantes e as participantes retornaram à Sede do Congresso para a realização de outras atividades. Como explicou o Frei Rafael, “foi muito falado no encontro sobre a realidade dos fiéis, que devem sempre ser bem acolhidos nos santuários, locais onde eles têm uma experiência com Deus e também com os seus padroeiros e padroeiras”, esclareceu o frade. Frei Rafael Normando (OFMConv.) no encontro com o Santo Padre.   Já no terceiro dia, os congressistas e as congressistas se reuniram para um momento de partilha em que deram os seus testemunhos sobre a colaboração no evento. Em seguida, participaram da audiência reservada com o Papa Francisco. Nela, o pontífice ressaltou que o Santuário deve ser um lugar em que os peregrinos e as peregrinas experimentem a misericórdia de Deus e que se sintam como membros de uma família que acabaram de chegar em casa. Sobre esta ocasião, o Frei Rafael compartilha, “na audiência, o Santo Padre nos lembrou que Deus quer encontrar o povo no seu Santuário. Ele insistiu nesta fala. Isto nos ajuda muito a trabalhar na perspectiva de sermos pessoas que conduzem este povo a encontrar a Deus. E acho que isso é o mais importante: que nunca nos esqueçamos de ser, não somente o povo, mas povo de um Deus que está presente entre nós”, comentou o religioso.   O Congresso O evento foi organizado pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização (CPPNE), que, desde abril do ano passado, após a carta apostólica “Sanctuarium in Ecclesia”, tem como tarefas: a ereção dos santuários internacionais e a aprovação dos respectivos estatutos; o estudo e a atuação de medidas que favoreçam o papel evangelizador dos santuários; a promoção da formação específica dos seus agentes e dos lugares de piedade; e a devoção e a valorização cultural e artística dos santuários. Frei Fabrício Nogueira (OFMConv.) durante a audiência com o Papa Francisco.   Confira mais fotos na galeria! Com informações de: Canção Nova e Santuário de Fátima.
  • Francisco, Homo totus Evangelicus
    Francisco entrou na intimidade do Evangelho e percebeu-o puro e sem retoques. Por isso, a Igreja o chamará de Homo totus Evangelicus, quer dizer, que “se evangelizou” na totalidade do ser e na radicalidade das exigências. E mostrou, ao mesmo tempo, que o Evangelho, no seu todo, é algo possível de ser traduzido em vida. O próprio Papa Inocêndo III, observara que a norma de vida da primitiva da comunidade era por demais árdua para compor um programa de vida, mas a tempo foi advertido que não poderia declará-la impossível, pois declararia impossível o Evangelho de Cristo. Para Francisco, a afirmação do Papa significava a impossibilidade de seguir os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois vinham eles retraçados, concretamente, nas páginas do Evangelho. Esta concreteza com que percebia o Evangelho fazia Francisco recorrer a ele com a simplicidade e a confiança de quem recorre a um “diretor espiritual”. Com naturalidade, colocava os livros dos Evangelhos à sua frente e os abria, a esmo, encontrando exatamente a Palavra que lhe servia de resposta. Não argumentava, não discutia, não duvidava. Deus acabara de lhe falar. E feliz partia para executar as ordens que acabara de ler. Assim fala Celano, na vida I (n° 92-93): que abrindo o Evangelho, pôs-se de joelhos e pediu a Deus que lhe revelasse qual a sua vontade. “Levantando-se, fez o sinal da cruz, tomou o livro do altar e o abriu com reverência e temor. A primeira coisa que deparou, ao abrir o livro, foi a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, no ponto em que anunciava as tribulações pelas quais haveria de passar. Mas, para que ninguém pudesse suspeitar de que isso tivesse acontecido por acaso, abriu o livro mais duas vezes e o resultado foi o mesmo. Compreendeu, então, aquele homem cheio do espírito de Deus, que deveria entrar no reino de Deus depois de passar por muitas tribulações, muitas angústias e muitas lutas…”.   Este artigo faz parte da série do site Franciscanos para o Mês da Bíblia: O Evangelho pautou a vida de São Francisco de Assis. Fonte: Franciscanos. Autor Original: Frei Hugo Baggio (extraído do livro “São Francisco Vida e Ideal, da Editora Vozes).
  • Francisco, para onde queres nos levar?
    O cardeal argentino Jorge Bergoglio ao aceder ao serviço de pastor da Igreja universal, escolheu ser chamado de Francisco, Papa Francisco. Ele mesmo explica as razões de sua escolha. Antes de começar a escrever o texto da sua Carta encíclica sobre o cuidado da casa comum, Laudato Si’, afirma “Tomei o nome de Francisco por guia e inspiração, no momento da minha eleição para Bispo de Roma. Acho que Francisco é o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade. É o santo padroeiro de todos os que estudam e trabalham no campo da ecologia, amado também por muitos que não são cristãos. Manifestou uma atenção particular pela criação de Deus e pelos mais pobres e abandonados. Amava e era amado por sua alegria, a sua dedicação generosa, o seu coração universal. Era um místico e um peregrino que vivia com simplicidade e em uma maravilhosa harmonia com Deus, com os outro, com a natureza e consigo mesmo. Nele se nota até que ponto são inseparáveis a preocupação pela natureza, a justiça para com os pobres, o empenhamento na sociedade e a paz interior” (n.10).   Borbulham anseios e fervilham perguntas na mente e no coração de um rapaz e de uma moça de ontem, de hoje e de sempre. Somos todos colocados diante do mistério da vida, do empreendimento da existência. Há questões que atravessam nosso espírito. Que bom que assim o seja. Somos seres livres e construímos nosso caminho. Quem sou eu? De onde em venho? Para onde vou? O que posso fazer desses dias que são os meus? Por que essa ânsia de comunhão, homem, mulher, de comunhão com tantos outros? Por que tudo isso? E esse meu irrequieto coração! Nunca está satisfeito. Que projeto esboçar para meu amanhã? Quem vai me dar sua mão? A quem eu daria minha vida? O que me faz viver? Jovens? Esboços do amanhã? Inventores do novo? Correm de um lado para o outro, antenados, sempre antenados. Frequentam as baladas da noite. Alguns gostam de escalar montanhas, nadar em rios límpidos, aspirar o ar puro dos canteiros de flores. Há os que são tatuados, usam brincos e piercings. Alguns voltam para casa, nas madrugadas, sem terem quebrado uma certa harmonia do coração. Não se deixam contaminar. Parece que são imunizados. Enquanto o sono não chega pensam nos caminhos que poderiam percorrer, em estradas que parecem abertas, em sonhos que podem transformar-se em realidade. O que eles vivem com os outros nessas noites vazias não pode ser vida. Há perguntas. Questões que pululam. O que posso fazer de minha vida? O que poderá me fazer viver? Como poderei ser uma pessoa significativa? O cortês e reto Francisco de Pietro Bernardone também tinha perguntas que lhe atravessam a mente. Há uma oração atribuída ao Poverello que se situa nesses momentos abençoados de busca, “Grande e magnífico Deus, iluminai as trevas de minha alma, dai-me uma fé íntegra, uma esperança firme e uma caridade perfeita. Concedei, meu Deus, que eu vos conheça muito para poder agir de acordo com a vossa santíssima vontade”. Os jovens de coração reto trazem em seu interior esta pergunta: Senhor, o que queres de mim? Pessoas de coração reto e espírito generoso são candidatas a viver uma vida de maior dedicação ao Evangelho que, na prática, se chama Jesus vivo e presente em nosso meio. Francisco era um jovem, como tantos outros jovens. Não era alguém vulgar. “Nada seria mais falso do que imaginar o jovem Bernardone como um libertino vulgar. Não o imaginamos nem corrompido nem corruptor, e se teve fraquezas não na forma de vilanias. O provável é que tenha colhido os frutos que se punham ao seu alcance, sem jactância e escândalo para os outros, sem envilecer a ninguém nem envilecer-se a si próprio. Os que o conheceram mais de perto atestam que ele sempre se referia às mulheres com respeito e que em sua presença houvesse alguma conversa licenciosa, fazia-se de surdo e não respondia” (Omer Englebert, Vida de São Francisco de Assis, p.43). Um rapaz reto, de bons princípios, consciente de suas qualidades, cortês… aspirando as estrelas. Ainda Omer Englebert: “É claro que Francisco não limitava suas ambições a medir panos na casa paterna e a festejar em companhia de amigos galanteadores, que se alimentavam às suas custas” (Idem, ibidem). Na medida em que vai caminhando e deixando as perguntas amadurecerem e sentindo a proximidade do Mistério se faz uma iluminação. “Tudo o que se pode dizer é que Francisco agora é um homem que encontrou o amor e que se sente iluminado pelo alto. E como tal agirá doravante, consentindo em passar de visionário aos olhos dos cegos que andam nas trevas e cumprindo atos tidos como loucos por parte dos que nunca amaram. Pode-se acrescentar que nele sobreviverão, no que têm de melhor, seus entusiasmos e ambições juvenis. Como um artista que não muda de estilo ao mudar de inspiração, ele não perderá a originalidade nem tampouco sua nobreza. Ele tinha sonhado ser cavaleiro e cavaleiro permanecerá até a morte” (Englebert, op cit., p. 51). Aos poucos, ele vai deixando o Altíssimo e o Cristo invadirem sua vida. Será alguém revestido de grande e bela simplicidade. Compreenderá que será preciso amar o irmão com amor de mãe. Na convivência recusará sobrepor-se a quem quer que seja. Haverá de trabalhar, e muito, mas nunca perderá o espírito da santa oração. Será um andarilho, estará sempre a caminho, nunca instalado, nunca acabado, mas com imensa saudade do eremitério. Ao longo de toda sua vida estará sempre “limpando as gavetas”, ou seja desapropriando-se de tudo, tornando-se uma pessoa profundamente livre. Haverá de extasiar-se diante de uma flor que abre, da água fresca e mesmo no momento que a seu encontro vem a irmã morte. Sem pretensões soberbas, com seu jeito de viver reformou a Igreja. Nele o sonho de Deus se tornou realidade. Georges Duby, na sua obra Le temps des cathédrales afirma “De parceria com Cristo, Francisco foi o grande herói da história cristã. Pode-se afirmar, sem exagero, que o que hoje resta do cristianismo vivo provém diretamente dele”.   Omer Englebert diz que Francisco encontrou o amor. Por isso, encanta a todos. Os jovens que sentem necessidade de buscar as estrelas, que não se contentam com uma vida medíocre, que não querem ser católicos sem mais, sentem necessidade de amar. Querem gastar o tempo de suas vidas com os outros, saindo à sua procura, fazendo experiência de uma profunda doação de suas vidas. Francisco encontrou o amor feito carne, feito presépio, feito cruz, feito pão, feito irmão. Chorando dirá que o amor precisa ser amado. Ao longo de seu viver estabelecerá uma comunhão de vida com o Senhor marcada por um intenso querer bem. Por meio dele quererá que o Cristo pobre e crucificado seja amado.   Via: Franciscanos. Autor: Frei Almir Guimarães (OFM).
  • Frei Ângelo D'onofri (OFMConv): 56 anos de serviço de um franciscano na Santa Sé
    Hoje, 31 de agosto de 2018, foi concluído o serviço apostólico do Frei Ângelo D’onofri. Após 56 anos trabalhando na Cúria Romana, ele é, atualmente, o mais antigo funcionário da Secretaria de Estado da Cidade do Vaticano. Pertencendo à antiga Província Romana (atual Província Italiana de São Francisco de Assis), o Frei Ângelo iniciou o seu trabalho aos 27 anos de idade, em 1º de julho de 1962, após um ano de sacerdócio e depois de completar o curso de Missiologia na Propaganda Fide (Sagrada Congregação para a Evangelização dos Povos), ele solicitou a saída para as missões. A obediência, no entanto, o chamou para outro lugar, quando o então Procurador da Ordem, Frei Gaetano Stano, o designou para servir na Secretaria de Estado. Nestes 56 anos, ele cumpriu um papel bastante delicado nos Arquivos do Secretariado, como diretor da Seção de "envelopes separados e confidenciais", cargo que ocupou com atitude honesta como um servo fiel e guardião de valiosas mensagens. Por suas mãos, acompanhadas de um pequeno computador e um punhado de canetas, passaram todas as informações de pessoal da Cúria Romana, bem como milhares de documentos, cartas e arquivos dos dicastérios vaticanos, a Nunciatura Apostólica e das dioceses de todo o mundo.   Dentro do Secretariado ele fazia parte de algumas Comissões e foi confiado com o poder de assinatura da validação das autorizações de entrada na Itália de sacerdotes e religiosos de todo o mundo. Guardião sempre reservado e silencioso, deveria ter se aposentado em 2005, aos 70 anos, mas o papa o deteve por mais 13 anos. Durante os anos de serviço apostólico, foi responsável pela gestão de seis papas: João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento XVI e Papa Francisco. Também estiveram sob seus cuidados seis secretários de Estado: os cardeais Cicognani, Villot, Casaroli, Sodano, Bertone e Parolin. Hoje, Frei Ângelo tem 83 anos, goza de excelente saúde e ocupa o cargo de economista do Convento de São Tiago de Roma e Guardião da Igreja de São Tiago do século XVII, em Lungara.   Traduzido e adaptado de: OFMConv.net. Autor Original: Frei Paolo Fiasconaro, Assessor de Imprensa do Convento de São Tiago, em Roma.
  • Frei foi ordenado Sacerdote na Paróquia de Santa Maria, na Indonésia
    No dia 11 de agosto, foi celebrada uma Ordenação Sacerdotal pela Custódia Provincial da Imaculada Conceição da BVM, na Paróquia de Santa Maria, em Tarutung, na região da Sumatra do Norte, na Indonésia. A celebração foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Medan, Dom Anicetus Bongsu Sinaga (OFMCap). O Frei Yohanes Maria Tando (OFMConv) foi ordenado sacerdote juntamente de outros três diáconos diocesanos. Na ocasião, estiveram presentes cerca de 200 pessoas, entre leigos e leigas, religiosos e religiosas e outros sacerdotes. O novo presbítero da custódia completou seus estudos em Filosofia e Teologia em julho do ano passado na Faculdade de São Giovanni, em Pematangsiantar. O Frei Yohanes foi ordenado diácono em 25 de janeiro deste ano, na região onde finalizou seus estudos. Atualmente, ele faz parte da equipe de formadores do Postulantado de Tiga Juhar. Veja as fotos da celebração na galeria!    Traduzido e adaptado de OFMConv.net. Autor Original: Frei Gabriel Singarimbun. 
  • Freis debateram sobre a formação franciscana em Encontro de Formadores de Noviciado da FALC
    Desde a última segunda-feira, 16, até hoje, 20, foi realizado no Convento Senhor do Bonfim, sede da Província São Francisco de Assis, em Santo André (SP), o Encontro de Formadores de Noviciado da Federação dos Frades Menores Conventuais da América Latina e Caribe (FALC). O encontro teve como objetivo aprofundar o intercâmbio entre as províncias e custódias e auxiliar na partilha de experiências dos frades com a formação. Também fora debatido no encontro as reflexões acerca da experiência de um noviciado comum à toda América Latina, em que as casas seriam em Medellín, na Colômbia e em Caçapava (SP), no Brasil. Ainda hoje, os frades partirão em peregrinação ao Santuário Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), para agradecer e pedir as bênçãos de nossa Senhora para todos os formandos e formadores da Ordem Franciscana. A formação não deve ser apenas de conteúdo, mas também de reflexão e afeto. Dentre os temas debatidos no encontro, esteve o “Estilo educativo e formativo de Francisco”, baseado na relação entre o Pobrezinho e Frei Leão em que fraternidade e a afetividade está unida à formação para que não seja oferecido apenas a experiência educativa, mas também a capacidade de compreender e dar significados à ela.   Confira mais fotos na galeria! 
  • Há 37 anos, os frades menores conventuais inciavam a sua presença na Capital Federal
    Em 10 de agosto de 1981, os franciscanos conventuais deram início à sua presença na capital federal. Neste mesmo dia, há 37 anos, estavam sendo realizadas as construções do que viria a ser o atual Santuário São Francisco de Assis (915 Norte). O Frei Miecislau Tlaga, que atualmente reside no Convento Santo Antônio de Pádua, em Valparaíso (GO), foi o primeiro frade a chegar e trabalhar no santuário. Nas fotos estão o primeiro barraco onde, por meses, morou Tlaga no terreno das Irmãs Franciscanas da Sagrada Família. As companheiras franciscanas deram grande suporte aos frades menores conventuais no início de sua presença em Brasília. Também está nas fotos o frei Miecislau ao chegar na região, o primeiro barraco da Paróquia São Francisco de Assis com o casal de paroquianos Olga e Brenno e a famosa Sucupira Inclinada, a sala de reuniões da juventude. Que continuemos por muitos outros anos, com a graça de Deus, a perpetuar e partilhar do carisma franciscano nesta região! Paz e bem!  Confira as fotos históricas na galeria!
  • Histórico convento da Espanha fechará depois de 500 anos
    O Convento de Santa Maria do Socorro da Congregação Religiosa da Imaculada Conceição de Sevilha, na Espanha, fechará as suas portas no dia 15 de outubro, logo após comemorar os 500 anos de sua fundação de vida consagrada. Este é o último convento de religiosas desta congregação que ainda está aberto na cidade de Sevilha, cidade em que já chegaram a ter quatro outros conventos. A redução do número de vocações, assim como o gradual envelhecimento das religiosas, obrigou-as a fechar este mosteiro histórico. Foi informado ainda que as restantes foram transferidas para o mosteiro da congregação na cidade de Mairena de Aljarafe. O Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Sevilha, Dom Santiago Gómez Sierra, celebrará uma Missa de ação de graças por todos os anos que viveram no mosteiro no próximo dia 29 de setembro, às 19h, na igreja do convento.        Segundo explica o jornal ABC, o convento de Santa Maria do Socorro foi fundado por nobres de Sevilha, entre os quais Juana Ayala, que no século XVI deixou a sua herança para a fundação de um mosteiro de monjas ligadas à congregação da Imaculada Conceição. Colocou no seu testamento como condição que neste convento sempre houvesse pelo menos 20 religiosas "a serviço de Deus" que fossem "pobres e honestas". FOTO: R. Doblado.    Também especificou que o convento seria chamado Santa Maria do Socorro, administrado pelas constituições de São Jerônimo e sujeitas ao prior do mosteiro de São Jerônimo de Buenavista. O convento foi fundado de forma definitiva em 1524 e as primeiras religiosas entraram no claustro em 1525. Entre elas, estavam algumas filhas dos nobres da cidade e uma parente de Juana Ayala.   Via: ACI Digital.
  • Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo
    Neste mês que iniciamos, a Igreja no Brasil dedica a sua reflexão à Bíblia e propõe inúmeras iniciativas com a finalidade de instruir melhor os fiéis sobre a Palavra de Deus e de motiva-los a uma maior intimidade com os textos sagrados, reconhecendo nas Escrituras um lugar de encontro com o Senhor. A motivação para a escolha de setembro como o mês da Bíblia se deve ao fato de a Igreja celebrar no dia 30 a memória do grande santo e doutor da Igreja, São Jerônimo. Um Padre, teólogo e tradutor que dedicou sua vida à interpretação e tradução dos textos sagrados para a língua latina. Comentou-a em suas obras e sobretudo empenhou-se em vivê-la concretamente na sua longa existência terrena (cf. Bento XVI, Audiência Geral, 07 nov. 2007). O testemunho de sua vida, certamente nos ensina a amar a Palavra de Deus na Sagrada Escritura. Ao meditarmos sobre o lugar que a Palavra de Deus ocupa em nossas vidas e sobre os desafios do seu anúncio no mundo de hoje, é preciso ter claro que o individualismo é um risco muito presente em nossa sociedade, fruto de uma vida interior fechada nos próprios interesses e sem espaço para o encontro. Assim, o homem contemporâneo fecha o coração para o amor de Deus e para o entusiasmo de fazer o bem aos irmãos (cf. Evangelii Gaudium, 2). Diante de um mundo que apresenta uma imagem de Deus cada vez mais descartável e alheio à vida do homem, se faz urgente redescobrir o valor do encontro pessoal e comunitário com Cristo e sua Palavra: abrirmos o coração ao Deus que fala aos homens como amigos, que convive com eles e lhes comunica o seu amor (cf. Dei Verbum, 2). Somente por meio deste encontro o homem poderá ser resgatado do subjetivismo e da indiferença (cf. Evangelii Gaudium, 8). São palavras de Jerônimo, “Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”. Esta sentença, sem dúvida alguma, reforça o ímpeto vivo que emana dos livros sagrados. Estes contêm a Palavra de Deus, que é sempre atual e eficaz (cf. Hb 4,12). Por outro lado, quando nos relacionamos com a Bíblia apenas como um livro de história, ou pior, um livro de ciência, esvaziamos toda a sua vitalidade, tornando-a um texto estéril.    A Igreja, porém, ensina que “a Escritura não pertence ao passado, porque seu sujeito, o Povo de Deus inspirado pelo próprio Deus, é sempre o mesmo e, portanto, a Palavra está sempre viva no sujeito vivo” (Verbum Domini, 86). Auxiliados pelo Espírito Santo e conduzidos pela Tradição e pelo Magistério, tomamos consciência de que, nas páginas das Sagradas Escrituras, está a Palavra de um Deus que se dirige pessoalmente a nós. Importante ainda lembrar que “mesmo sendo sempre uma palavra pessoal, é também uma Palavra que constrói comunidade, que constrói a Igreja. Por isso, devemos lê-la em comunhão com a Igreja viva” (Bento XVI, Audiência Geral, 07 nov. 2017). A Bíblia é, por assim dizer, um lugar de encontro: com Deus que tudo criou e conduziu no seu infinito amor; com o sentido da existência humana; e com todos os homens e mulheres que se reconhecem na dignidade de Filhos e Filhas de Deus.  A Palavra Deus nos foi dada para ser vivida! A verdadeira veneração à Palavra se dá no seguimento a Cristo. O fato de carregamos um livro ou colocá-lo em destaque em nossos lares não tem sentido se não é expressão de nossa adesão incondicional a Cristo. Durante este mês dedicado à Bíblia, busquemos firmar uma nova relação com a Palavra de Deus. No dia-a-dia, individualmente ou em família, nos esforcemos por encontrar um pouco de tempo para ler e meditar a Sagrada Escritura, a fim de que seja força para a vida cristã, solidez da fé, alimento da alma e fonte pura e perene de vida espiritual (cf. Catecismo, 131).   Saiba mais sobre o Mês da Bíblia clicando aqui. Confira o subsídio divulgado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ao Mês da Bíblia aqui. Via: CNBB. Autor Original: Dom Edney Gouvêa Mattoso, Bispo de Nova Friburgo (RJ).
  • Igreja na América Latina celebra o 50º aniversário da Conferência de Medelim
    Membros de toda a Igreja na América Latina se reuniram na capital colombiana para celebrar hoje, 24, o 50º aniversário da II Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano. Também conhecida como Conferência de Medelim, o congresso, convocado pelo Papa Paulo VI, teve como objetivo aplicar os ensinamentos do Concílio Vaticano II às reais necessidades da Igreja Católica na América Latina. O cinquentenário está sendo celebrado desde ontem, 23, com previsão de ser relembrado até o domingo, 26. O arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Dom Sergio da Rocha, está presente na celebração e afirma, “É muito importante valorizar a Conferência de Medellín. Como evangelizar acolhendo o Vaticano II? Isso trouxe muitos frutos para a Igreja e foi de grande contribuição para evangelização na América Latina”, disse ele. A Conferência Medellín colocou o tema da pobreza na teologia e na pastoral, “chamou a atenção sobre as desigualdades sociais que são frutos da injustiça e evidenciando-as como uma das situações mais explícitas da realidade latino-americana”, afirmou o arcebispo de Medellín, Dom Tobón Restrepo, em entrevista à agência italiana SIR.   II Conferência Geral do Episcopado Latino Americano   A Conferência do Episcopado havia sido convocada pelo papa Paulo VI para aplicar os ensinamentos do Concílio Vaticano II às necessidades da Igreja presente na América Latina. Com o tema “A Igreja na presente transformação da América Latina à luz do Concílio Vaticano II”, o encontro foi realizado em Medellín de 26 de agosto a 6 de setembro de 1968. Participaram da Conferência de Medellín 86 bispos, 45 arcebispos, 6 cardeais, 70 sacerdotes e religiosos, 6 religiosas, 19 leigos e 9 observadores não católicos, presididos por Antônio Cardeal Samoré, presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, e por dom Avelar Brandão Vilela, arcebispo de Teresina (PI) e presidente do Celam, naquela ocasião. No total, participaram 137 bispos com direito a voto e 112 delegados e observadores. De acordo com o Celam, a Conferência ofereceu como fruto às Igrejas Particulares da América Latina 16 documentos, agrupados nos núcleos de promoção humana, evangelização e crescimento na fé e a Igreja visível e suas estruturas. Fontes: CNBB e Pontifícias Obras Missionárias.
  • III Congresso Franciscano Missionário da América Latina e Caribe
    Foi aberto na tarde de ontem (22), na cidade de Guadalajara, no México, o III Congresso Franciscano Missionário da América Latina e do Caribe. Os mais de 140 congressistas, entre religiosos e leigos, estão reunidos para voltar os seus olhos para a caminhada da Igreja no mundo e em nossa região, com enfoque no debate das questões propostas: Cuidado da Criação, Mobilidade Humana e Cultura de Paz. Na abertura do evento, houve também a partilha de duas experiências de evangelização: os mártires de El Salvador e um trabalho com moradores de rua do Centro de Bogotá, Capital da Colômbia. Padre Mauro Verzeletti, brasileiro, pertencente à congregação dos Scalabrinianos, apresentou um breve panorama da relação entre missão e migração desde os primórdios da humanidade. Citando como exemplo a história de Abraão e Sara que, segundo o padre, foram “migrantes na construção de uma missão sem fronteiras”. Dentre os pontos de destaque apresentado pelo conferencista estão o de que migrar é um direito universal e alienável das pessoas; o compromisso que a Igreja deve ter com estes que deixam sua terra de origem por conta de diversos motivos. Mencionou ainda diversos pronunciamentos de Papas e Documentos do Magistério da Igreja sobre a migração e a acolhida dos migrantes. Para concluir deixou algumas questões que poderiam iluminar as reflexões do Congresso: 1) Somente construiremos um mundo justo e fraterno com o máximo respeito às diferenças. 2) A tolerância não é suficiente. Fazem-se necessários e urgentes o relacionamento intercultural e o diálogo interreligioso. 3) Nada poderá roubar ou aprisionar a fé, o sonho, a liberdade e a esperança de alguém. 4) Para o migrante, a pátria é a terra que lhe dá pão, acolhida e trabalho (Scalabrini) 5) Trabalho é um direito universal de todos, portanto, o migrante não “rouba” trabalho de ninguém. 6) A política é a melhor forma de fazer caridade, porque trabalha pelo bem comum (Papa Francisco). 7) Quando os Migrantes se movem, movem a História.     A visão da realidade nas conferências latino-americanas Frei Alberto Nahuelanca, frade chileno com especialidade no tema da Missão, apresentou alguns pontos relativos às Conferências Episcopais Latino-Americanas de Medellín a Aparecida. Primeiramente, deixou clara a importância destas conferências na caminhada da Igreja no Continente e recordou que elas trazem em si fortes traços da influência do Concílio Ecumênico Vaticano II. O ponto comum em todas elas foi a preocupação em perceber a força dos sinais dos tempos para promover uma Evangelização em Sintonia com a realidade. A questão da justiça social, a opção preferencial pelos pobres, o fomento das Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s), a compreensão de Evangelização enquanto promoção integral do ser humano, a conversão pastoral, o cultivo de uma Igreja discípula-missionária está entre os temas que compõem a contribuição destas conferências na História da Igreja Latino-Americana.   Experiências evangelizadoras Na partilha das primeiras experiências, Frei Tomás O’Nuanain, Missionário há muitos anos em El Salvador, apresentou o drama de muitos mártires que derramaram seu sangue diante da perseguição da Igreja naquele país nos anos 70. Já o Frei Gabriel Gutierrez, da Colômbia, partilhou o trabalho que realiza junto aos moradores de rua do Centro de Bogotá, na Colômbia. A iniciativa deu origem ao projeto “Callejeros de la Misericordia”, que promove ações para aliviar o sofrimento daqueles que vivem nas ruas, abandonados à própria sorte.   Fonte: Franciscanos.
  • Impressão das chagas de nosso Pai Seráfico São Francisco
    Em 17 de setembro, a família franciscana em todo o mundo celebra a a festa da impressão das Chagas, também chamada de Estigmas de São Francisco de Assis. Em 1224, no Monte Alveme, Francisco recebe os estigmas da paixão do Senhor. Deus o apresenta ao mundo como exemplo de vida cristã, como convite a seguir o Evangelho. Francisco tinha Cristo no coração, nos membros e nos lábios, e Jesus o imprimiu o último selo também em seus membros. A impressão das chagas, em seu corpo, não foi senão a coroação de toda uma vida. Desde o início de sua conversão, ele se deslumbrava ao contemplar o Cristo de São Damião, tão humano, tão despojado, tão pobre e crucificado. Por isso, este Cristo ocupa o lugar central de toda sua vida, “Não quero gloriar-me a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Gal 6,14). Foi ante este Cristo, que compungido rezou “Iluminai as trevas de meu espírito, concedei-me uma fé íntegra, uma esperança firme e um amor perfeito” (OrCr). E continua “Nele está todo perdão, toda graça e toda glória, de todos os penitentes e justos” (RegNB 30).   As chagas São Francisco, dois anos antes de receber a visita da Irmã Morte, iniciou, num lugar elevado e solitário chamado Monte Alverne, um jejum de 40 dias, em honra do arcanjo São Miguel, infundiu-se nele a suavidade de elevada contemplação, e, inflamado em desejo das coisas celestes, começou a perceber dons vindos do alto. Certa manhã, nas proximidades da festa da Exaltação da santa Cruz, rezando na encosta do monte, viu uma espécie de serafim, tendo seis asas brilhantes e flamejantes, do alto dos céus. Com voo célere pelo ar, chegando perto do homem de Deus, apareceu não só alado, mas crucificado. Ao ver isto, admirou-se e, enquanto sentia enorme alegria diante de Cristo que lhe aparecia, atravessava-lhe a alma como uma espada de dor compassiva. A visão desapareceu e inflamou-o interiormente por seráfico ardor, marcou-lhe a carne externamente com uma efígie do Crucifixo, como se à força antecedente de liquefazer do fogo se seguisse a impressão de um sigilo. Logo, nas mãos e nos pés começaram a aparecer-lhe os sinais dos cravos, as cabeças dos quais apareceram na parte inferior das mãos e na superior dos pés e suas pontas estavam em sentido contrário. Também o lado direito, como se fosse transpassado por uma lança, apresentava rubra cicatriz que frequentemente vertia o sangue sagrado.   O significado Um erro comum é o de ver São Francisco como uma figura acabada, pronta, sem olhar para a caminhada que ele fez até chegar à semelhança perfeita (configuração) com o Cristo. O que ocorreu no Monte Alverne é o cume de toda uma vida, de uma busca incessante de Francisco em “seguir as pegadas de Jesus Cristo”. Francisco lançou-se numa aventura, sem tréguas, na qual deu tudo de si: a vontade, a inteligência e o amor. As chagas significam que Deus é Senhor de sua vida. Deus encontrou nele a plena abertura e a máxima liberdade para sua presença. O segundo significado das chagas é o de que Deus não é alienação para o ser humano, ao contrário, é sua plena realização e salvação. Colocando-se como centro da própria vida é que o homem se aliena e se destrói; torna-se absurdo para si mesmo no fechamento do seu ‘ego’. O homem só encontra sua verdadeira identidade, sua própria consistência e o sentido de sua existência em Deus. E Francisco fez esta descoberta: Jesus Cristo foi crucificado em razão de seu amor pela humanidade – “amou-os até o fim” –, e ele percorre este mesmo caminho. O terceiro significado: as chagas expressam que a vivência concreta do amor deixa marcas. A exemplo de Cristo, Francisco quis suportar/carregar e amar os irmãos para além do bem e do mal (amor incondicional). Essa atitude o levou a respeitar e acolher o ‘negativo’ dos outros mantendo a fraternidade apesar das divisões. Esse acolher e integrar o negativo da vida é a única forma de vencer o ‘diabólico’, rompendo com o farisaísmo e a autosuficiência, aniquilando o mal na própria carne. Só assim, o homem é, de fato, livre, porque não apenas suporta, mas ama e abraça o negativo que está em si e nos outros. O quarto significado: seguir o Cristo implica em morrer um pouco a cada dia: “Quem quiser ser meu discípulo, tome a sua cruz a cada dia e me siga” (Lc 9,23). Não vivemos num mundo que queremos, mas naquele que nos é imposto. Não fazemos tudo o que desejamos, mas aquilo que é possível e permitido. Somos chamados a viver alegremente mesmo com aquilo que nos incomoda, vencendo-se a si mesmo e integrando o ‘negativo’, de modo que ele seja superado. Nós seremos nós mesmos na mesma medida em que formos capazes de assumir nossa cruz. As chagas de São Francisco são as chagas de Cristo, e elas nos desafiam: ninguém pode conservar-se neutro, sem resposta diante da vida.   Saudação do Ministro Provincial Prot. 091/2018                                                                          Brasília, 17 de setembro de 2018   Saudação do Ministro Provincial por ocasião da Festa da Impressão dos Sagrados Estigmas de Pai São Francisco   “Ó São Francisco, estigmatizado do Monte Alverne, o mundo tem saudades de ti como imagem de Jesus Crucificado. Tem necessidade do teu coração aberto para Deus e para o homem, dos teus pés descalços e feridos, das tuas mãos traspassadas e implorantes.”. S. Joao Paulo II. Queridos confrades, pré-noviços, postulantes, Irmãs Clarissas e Fraternidades da OFS, amigos(as) de São Francisco, Paz e bem! No dia 17 de setembro de 1224, após a Festa da Santa Cruz, durante a Quaresma de São Miguel, o Seráfico Pai foi marcado com a Chagas do Filho de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, como nos recorda São Boaventura: “Francisco era um fiel servidor de Cristo. Dois anos antes de sua morte, havendo iniciado um retiro de Quaresma em honra de São Miguel num monte muito alto chamado Alverne, sentiu com maior abundância do que nunca a suavidade da contemplação celeste... em seus extremos de amor, quis ser crucificado, orava certa manhã numa das partes do monte... quando ele viu descer do alto do céu, um serafim de seis asas flamejantes... Logo começaram a aparecer em suas mãos e pés as marcas dos cravos. Via-se a cabeça desses cravos na palma da mão e no dorso dos pés; a ponta saía do outro lado.” (LM 6) Juntamente com este “singular”  testemunho de S. Boaventura, recordamos de nossa Casa Filial dos Estigmas do Pai Seráfico São Francisco de Goiânia. Aí, estão presentes nossos confrades, Frei Roberto Cândido, Frei Herton, Frei Carlos e Frei Francisco. HáA exatos dois anos da chegada de nossa família franciscana conventual em Goiânia, esta é a festa patronal desta fraternidade, que corajosamente leva adiante a evangelização do povo simples e pobre da periferia. Ali se revelam para nós frades menores conventuais, as chagas da humanidade ferida pela exclusão, pela tristeza e pelo abandono, e na Paróquia de N. S. da Libertação onde os frades servem a Igreja, as chagas de Jesus em Francisco, tornam-se consolo e segurança na fé, crescimento na fraternidade e partilha cristã.  Por esta e outras tantas virtudes impressas por Jesus Cristo em São Francisco, os sagrados estigmas tornam-se para nós modelo e ápice de uma vida de penitência, de coragem e de dedicação ao Evangelho. Parabéns aos confrades de Goiânia.! Agradeço a Deus todo poderoso e a São Francisco, nosso Pai intercessor, por toda a nossa Ordem e Província, cada frade singularmente, cada noviço, pré-noviço, postulantes, Clarissas por nós assistidas e fraternidades da OFS.  Que as Chagas do Seráfico Pai sejam para nós, caminho de chegada e enamoramento eterno por Jesus, doação que hoje só podemos exercer pelo serviço e pela vocação de irmãos menores. Essa é a continuação da vida de penitência que S. Francisco nos deixou. Conquistemos esse espaço no seio da Igreja e da sociedade!     Frei Marcelo Veronez, OFMConv. Ministro Provincial   Fontes: Frades Franciscanos, Franciscanos (aqui e aqui) e OFS.   Faça abaixo o download do PDF da Saudação do Ministro Provincial em ocasião da Festa dos Estigmas do Seráfico Pai de 2018. 
  • Indicação do Capítulo Geral Ordinário de 2019
    O Ministro Geral, Frei Marco Tasca (OFMConv.) anunciou ontem, 16, pela carta (de protocolo 772/18) a data de celebração do Capítulo Geral Ordinário. A reunião acontecerá no Sagrado Convento de Assis, na Itália, e será iniciada no sábado, 18 de maio de 2019, a partir das 16h30. O encerramento do Capítulo está previsto para a terça-feira, 18 de junho de 2019. Como anunciado anteriormente, o capítulo começará no Convento Sagrado e continuará a partir de 28 de maio, no Santuário do Amor Misericordioso Collevalenza, na comuna de Perúgia, também na Itália. As chegadas em Assis estão programadas até o meio dia de 18 de maio e as saídas agendadas para o dia 18 de junho do ano vindouro.   Leia também sobre o 201º Capítulo Geral Extraordinário, celebrado entre julho e agosto deste ano. Clique aqui.   Traduzido e adaptado de: OFMConv.net.
  • Indonésia: Nova Paróquia na Custódia Conventual Franciscana da Província Imaculada Conceição da BVM
    No dia 28 de outubro, o Bispo da Diocese de Same, na Indonésia, elevou uma Capela à Paróquia em ação de graças a São Maximiliano Kolbe. A igreja está sob a administração dos frades da Custódia Conventual Franciscana da Província Imaculada Conceição da BVM na Indonésia, que desde a chega da Missão, em 1988, têm atuado em quatro capelas (outstation) ao longo da Bacia do Nyumba Ya Mungu Dam. Duas das igrejas cresceram espiritual e materialmente ao ponto de serem elevadas ao nível de uma Paróquia. A nova Paróquia de São Maximiliano Kolbe será guardada por um pároco diocesano. Esta é a segunda igreja nascida da Paróquia da Divina Misericórdia, na região de Mwanga, que é guardada pelos frades Grzegorz Bykowski (OFMConv.) e Everest Valentine Mkenda (OFMConv.).   Traduzido e adaptado de: OFMConv.net. Autor: Frei Benson Gideon Mapunda (OFMConv.), Secretário da Custódia.
  • Inicia amanhã, 24, em Salvador, o Capítulo Nacional da Ordem Franciscana Secular
    Acontecerá, de 24 a 26 de agosto, o Capítulo Nacional da Ordem Franciscana Secular (OFS) no Centro de Treinamento de Líderes (CTL) da Arquidiocese de São Salvador, na capital baiana. O encontro, que conta com a participação dos representantes dos Regionais da OFS, tem como objetivo a caminhada dos últimos três anos e eleger o novo Conselho para o triênio 2018-2021. O capítulo será iniciado amanhã, às 07h, com a celebração Presidida pelo Frei Liomar Pereira da Silva (OFMCap), o Ministro Provincial da Província Nossa Senhora da Piedade, que atua nos estados da Bahia e Sergipe e que são exatamente as unidades federativas que integram o Regional Nordeste B3 da OFS, os anfitriões do evento. Os irmãos e as irmãs do Nordeste B3 têm preparado, há mais de um ano, a infraestrutura da Assembleia Nacional Eletiva, internamente chamada de Capítulo Nacional Eletivo. Estarão presentes dois representantes do Conselho Internacional da OFS, um frade representante do Ministro Internacional e um Frade Assistente Internacional. Integrarão o capítulo cerca de oitenta membros da OFS que irão avaliar o relatório do Conselho cessante. Além disso, conforme afirma o Ministro Nacional, Vanderlei Suélio, o evento também será uma oportunidade “para discutir os caminhos e o protagonismo dos Franciscanos Seculares diante das dificuldades do Brasil e do mundo atual em conformidade com o que pede o Papa Francisco, para uma Igreja em saída e atenta à fraternidade local”, explicou ele. Ainda será momento de tratar dos preparativos da comemoração dos 800 anos da primeira Regra e Vida aprovada pela Igreja para a OFS. Serão eleitos nesse capítulo o Ministro Nacional, o Vice-Ministro, o Coordenador de Formação, o Tesoureiro, o Secretário, o Assessor Jurídico e os quatro Coordenadores de Área (já que o Brasil é divido em quatro áreas pelos franciscanos seculares devido às suas dimensões continentais). O Capítulo poderá eleger o Coordenador Nacional de Comunicação ou liberar para a posterior indicação do novo Conselho, juntamente com o Coordenador do Serviço de Enfermos e Idosos (SEI) e a Coordenação do Serviço de Justiça, Paz e Integridade da Criação. Ainda fazem parte do Conselho Nacional, os Assistente Espirituais, indicados pelos províncias de cada obediência dos frades da Primeira Ordem e da Terceira Ordem Regular (TOR).   Fonte: OFS.
  • Inicia hoje em Dublim, na Irlanda, o Encontro Mundial das Famílias 2018
    Inicia hoje, 21, em Dublin, na Irlanda, o Encontro Mundial das Famílias 2018. O tema da 9ª edição do Encontro Mundial das Famílias está centrado na exortação apostólica pós-sinodal Amores Laetitia, do Papa Francisco, “O Evangelho da Família, alegria para o mundo”. A cerimônia de abertura acontecerá, simultaneamente, nas 26 dioceses irlandesas, a partir das 19 horas no horário local. O tema será aprofundado ao longo dos três dias de congresso por meio de palestras, debates, testemunhos, além de atividades para crianças e jovens. Cardeais, teólogos, religiosos e leigos estão encarregados de conduzir as atividades, que irá percorrer os mais diversos tópicos do documento papal, abordando desde a preparação para o matrimônio nas paróquias até a espiritualidade da família. Em Dublin, a celebração da Oração da Noite será no centro de convenções RDS, onde também acontecerá o Congresso Pastoral entre quarta e sexta-feira. A celebração tem caráter ecumênico e todas as igrejas cristãs do país foram convidadas a tocar os sinos para marcar o início das atividades. Foram três anos de preparação, desde que a cidade foi anunciada como sede do encontro durante missa presidida pelo Papa Francisco no encerramento da edição anterior, em Filadélfia, Estados Unidos. Depois de comissões serem formadas, reuniões e mais reuniões organizadas, milhares de voluntários recrutados e logística definida, a capital da Irlanda se torna por seis dias, a partir de hoje, o centro das atenções da Igreja Católica em todo o mundo. O encontro será encerrado no domingo, 26, com a participação do Papa Francisco. Na parte da manhã a oração do Angelus no Santuário de Knock e na parte da tarde o Santo Padre preside a Eucaristia de encerramento no Phoenix Park, onde são esperadas 500 mil pessoas. No final da celebração será anunciada a sede do próximo Encontro Mundial.   Fonte: Vatican News. 
  • Inicia hoje, 27, o 85º Capítulo Geral da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos
    De hoje, 27 de agosto, a 16 de setembro, será celebrado na Sede Internacional do Colégio São Lourenço de Bríndisi, em Roma, pela Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (OFMCap), o 85º Capítulo Geral em que serão eleitos o novo Ministro Geral e os integrantes de seu conselho. Os 188 capitulares que representam todas as circunscrições da Ordem participarão. Também estarão presentes 48 oficiais e coadjutores, responsáveis ​​por diversos serviços. Na primeira semana, está prevista na programação do Capítulo, a audição dos relatórios, em particular, sobre a saída do Ministro Geral, Frei Mauro Jöhri, que irá esclarecer aos participantes do encontro. Além disso, também será apresentado pelo Tesoureiro Geral a situação econômica da Ordem. A eleição do novo Ministro Geral está marcada para o dia 3 de setembro. Nos dias seguintes, o projeto da Ratio Formationis será objeto de reflexão e discussão pelos Capitulares, que será quando os Conselheiros Gerais serão eleitos. Também é esperado que em 08 de setembro seja realizada a tradicional Peregrinação dos Capitulares a Assis, que conta com uma audiência com o Papa Francisco no Vaticano em 14 de setembro. Os eventos do capítulo serão acompanhados pelo Escritório de Comunicação dos Capuchinhos, que noticiará o trabalho do Capítulo, passo a passo, com textos informativos, fotos e vídeos que podem ser acessados no site: www.capitulum2018.ofmcap.org ou usando o aplicativo OFMCap Order, compatível com as plataformas Android, Apple iOS e Windows. Logo do capítulo.    Traduzido e adaptado de: OFMConv.net.
  • Irmão e Irmã: o encontro de Francisco com uma mulher feita de amor
    Agosto nos traz sempre de novo a figura de uma mulher de Assis, Clara, companheira de Francisco e que será relembrada, segundo o calendário franciscano, no dia 11 deste mês. Eis algumas reflexões sobre ele e ela e aquilo que eles continuam a nos dizer. Com toda certeza, Francisco e Clara, da cidade de Assis não podem ser separados. Os dois nasceram para um mundo novo a partir de uma comum inspiração: ambos arrebatados por Cristo pequeno, amoroso, bondade. Christian Bobin, fecundo escritor francês, poeta em cada linha que escreve, foi vigorosamente aplaudido com o seu “Le Très Bas”, uma ode de amor a Francisco de Assis. Traduzimos uma página da peça estelar de Bobin em que escreve sobre os laços que uniam Francisco e Clara. Em sua imitação ingênua e quase obcecada das Escrituras, Francisco de Assis não podia evitar este encontro com uma mulher feita de amor, sua irmã, seu dublê. Nada dizer a respeito dela senão que os dois se completam como duas colunas que sustentam os arcos de uma abóboda, passando de um para o outro todos os matizes do amor, todas as cores do sonho. A respeito dela pouco se pode acrescentar além do que se diz com essa simples palavra Clara. Seu nome revela o que ela é e o que dela emana: Clara. Clareira, caminho claro, clarividente, relâmpago, limpidez. Todas estas palavras impregnam seu nome, todas essas luzes dela proveem; mocinha de dezesseis anos que os pais se preocupam em dar-lhe casamento, mocinha igual aquelas que encontramos em tantas canções francesas, pássaro rebelde que não quer aprender a música que lhe ensinam, pardal que prefere saltitar pelos caminhos batidos pela chuva, do que se colocar sob as folhas de uma única árvore, de “alta linhagem”. Que queres fazer mais tarde? Muitas vezes fazemos esta pergunta a crianças que não sabem o que quer dizer “mais tarde”, que conhecem apenas o presente e no presente a presença maravilhosa do todo. Com quem você quer se casar mais tarde? pergunta-se àquela cuja beleza inquieta e preocupa. Que o casamento venha, pois, ser um coroamento de uma tal beleza. Mas aquele que ela deseja desposar não está presente e nem estará. Não está perto nem alhures. Está na alturas e no mais baixo, longe e perto… ele é e não é. Como nas histórias das antigas cantigas, a moça deixa a casa dos pais no meio da noite, passa por um porta camuflada, atravancada por pedaços de lenha, afasta galho por galho com suas mãos, sai correndo sob a noite estrelada até aquele havia projetado o rapto, o rei do coração, o príncipe da fuga, Francisco Assis. Eles amam do mesmo amor, são feitos para se entenderem, ébrios do mesmo vinho. Ela troca sua veste cintilante por uma indumentária de gente simples, feita de lã e ei-los anos a fio separados e juntos, ele prendendo nas redes de sua voz os pássaros do céus, os animais dos campos e os homens das cidades e ela atraindo para as redes de Deus moças cada vez mais numerosas, cada vez mais bonitas.   Dois caçadores clandestinos. Dois nômades nas invisíveis propriedades de Deus. Separados como antigamente acontecia nas escolas. Os meninos de um lado e as meninas do outro. Ela, do lado das meninas; ele, do lado dos meninos. Separados nas aparências e nos lugares. Reunidos pelos intermináveis diálogos das almas, por esse encantamento de ter encontrado um interlocutor privilegiado, aquele ou aquela que compreende tudo, mesmo os silêncios, mesmo o que não se saberia dizer para si mesmo no silêncio, o irmão, a irmã sem os quais o tempo passado na terra não seria mais do que tempo, nada de outra coisa. A legenda que sempre diz a verdade para além das provas históricas, que está no sangue das almas, diz que um dia em que Francisco visitava Clara e suas irmãs em seu convento, irrompeu um incêndio, visto de vários lugares da redondeza. A população de Assis que acorreu para apagá-lo, não viu chama alguma, fogo nenhum, apenas Francisco e Clara em torno de uma frugalíssima refeição e uma imensa claridade entre os dois, que não arrefecia.   Santa Clara e São Francisco, dois irmãos que decidiram seguir juntos a radicalidade do batismo.   Ele morrerá antes dela. Isso não tem a menor importância. O amor desde sua vinda, desde seu primeiro frêmito, aboliu os antigos decretos do tempo, suprimiu as distinções de antes e de depois mantendo apenas o hoje eterno dos vivos, o hoje amoroso do amor.   Fontes: Franciscanos via Christian Bobin, “Le Très-Bas”, Gallimard, p. 101-104. Autor: Frei Almir Guimarães.