Franciscanos

  • Padroeiro da Província: 14 de agosto – São Maximiliano Maria Kolbe
    Filho de Júlio Kolbe e Maria Dabrowska, Raymond Kolbe nasceu em 8 de janeiro de 1894 na cidade de Zdunska Wola, na Polônia. Maximiliano veio de uma família de pobres operários, mas que eram muito religiosos e isso o fez ingressar ainda novo, aos treze anos de idade, no Seminário Franciscano da Ordem dos Frades Menores Conventuais. Rapidamente demonstrou forte vocação à vida religiosa, sendo um estudante que deixou marcas pela mente brilhante e por ser muito atuante, apesar da pouca idade. Ao ser enviado para terminar sua formação em Roma manifestou sua profunda devoção à Virgem Maria quando fundou um apostolado mariano ao qual deu o nome de "Milícia da Imaculada". Demonstrava então o seu desejo de conquistar o mundo inteiro a Cristo por meio de Maria Imaculada. Terminou seus estudos na cidade de Roma. Lá, recebeu o sacramento da ordem em 1918. Nessa ocasião, assumiu o nome religioso de Maximiliano Maria, em homenagem a São Maximiliano e a Nossa Senhora. Depois de ordenado, empenhou-se no apostolado através da imprensa e pôde, assim, evangelizar em muitos países, isto sempre na obediência às autoridades, tanto assim que deixou o fecundo trabalho no Japão para assumir a direção de um grande convento franciscano na Polônia. Com o início da Segunda Grande Guerra Mundial, a Polônia foi tomada por nazistas e, com isto, Frei Maximiliano foi preso duas vezes, sendo que a prisão definitiva, ocorrida em 1941, levou-o para Varsóvia, e posteriormente, para o campo de concentração em Auschwitz, onde no campo de extermínio heroicamente evangelizou com a vida e morte. Aconteceu que, diante da fuga de um prisioneiro, dez pagariam com a morte. Um dos dez sorteados era Francisco Gajowniczek que, ao ter conhecimento disto, desesperadamente, caiu em prantos, “Minha mulher, meus filhinhos! Não os tornarei a ver!”. Movido pelo amor que vence a morte, São Maximiliano Maria Kolbe dirigiu-se ao Oficial e decidiu que deveria morrer no lugar daquele pai de família e assim se identificou, “Sou um Padre Católico”. O comandante concordou. Os soldados alemães despiram, então, São Maximiliano e os outros nove. Depois, prenderam eles numa cela escura, húmida e pequena. Ali, os dez prisioneiros ficaram sem água e sem alimentos para morrerem aos poucos. Duas semanas depois, Kolbe, acostumado aos jejuns e pela força da oração, ainda sobrevivia e, com ele, ainda restavam outros dois. Os soldados, querendo que desocupassem logo a cela, aplicaram neles injeções letais e, desta maneira, São Maximiliano morreu em 14 de agosto de 1941. Em 1971, o Papa João Paulo II celebrou a beatificação de São Maximiliano Maria Kolbe e, em 1982, o mesmo Papa celebrou a sua canonização. Nessa ocasião, o pontífice deu a ele o título de "Padroeiro do nosso difícil século XX" e mártir da caridade. Na cerimônia em que Padre Kolbe foi canonizado, Francisco Gajowniczek estava presente e testemunhou a coragem e o amor daquele Padre Franciscano que se ofereceu para sofrer e morrer em seu lugar. Por seu intenso apostolado, é considerado o patrono da imprensa.     Fontes: Canção Nova, Cruz Terra Santa e Franciscanos
  • Paróquia de Nossa Senhora de Fátima e Dom Frei Agostinho são homenageados em Juruá
    Neste fim de semana, entre os dias 03 e 05 de agosto, aconteceu em Juruá (AM), o VII Festival Folclórico que, na edição deste ano, homenageou a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima. Foram momentos de muita alegria e emoção na festa que celebrou os 47 anos de fundação da paróquia, relembrando a obra de Dom Frei Agostinho e de todo o trabalho realizado durante a Missão Amazônia na região. O Frei Flávio Amorim, pároco e missionário da Amazônia, contou que o festival foi muito significativo para a obra da missão e de Dom Frei Agostinho, “ele que teve coragem de vir e compartilhar o carisma franciscano por estas terras. Se estamos aqui e já podemos colher alguns frutos, foi graças aos frades que vieram, mas principalmente por Dom Frei Agostinho. E aqui está o grande significado dessa festividade para a nossa missão: o reconhecimento do trabalho de tudo o que frades conventuais fizeram em Juruá”, explicou o Frei Flávio.   E, para solenizar não somente os 13 anos da presença franciscana em Juruá, mas também os 70 anos de entrada na ordem e os 60 anos de ordenação do Cavaleiro da Imaculada (clique aqui e leia mais sobre estas datas noticiadas no site), foram preparadas diversas homenagens e apresentações pelos Grupos Folclóricos Encanto Azul e Cheiro da Mata e pela Pastoral da Juventude (PJ) da comunidade. Grupos homenagearam os 47 anos de fundação da Paróquia Nossa Senhora de Fátima e a obra de Dom Frei Agostinho.   Em um verdadeiro espetáculo, o assunto escolhido pelo grupo Encanto Azul foi “Celebração”, tema esse que foi posto em prática numa grande solenidade que tratou da memória da Paróquia desde a sua fundação, ainda em 1971. Iniciando a sua apresentação com uma pequena procissão guiada pela imagem de Nossa Senhora de Fátima e ao som do brado “Viva Nossa Senhora de Fátima”, eles ainda fizeram uma demonstração da luta por território entre os macacos Guariba e Prego, finalizando com o Ritual Indígena. O grupo folclórico Encanto Azul cantou o brado "Viva Nossa Senhora de Fátima" em ação de graças à Padroeira da Paróquia.   Já o grupo Cheiro da Mata expôs o tópico “Juruá: minha terra, minha gente”, fazendo uma crônica sobre toda a história da cidade e de seu povo: dos ribeirinhos que são compostos, principalmente, por seringueiros que vieram dos estados do Nordestes durante o ciclo da borracha; e dos indígenas, em especial às tribos dos Kanamari, que viveram na região, e dos Madija Kulina que, até hoje, lutam por sua sobrevivência. Para versar estas narrativas, os integrantes do Cheiro da Mata contaram a lenda do Sapo e do Boto-Cor-deRosa, tendo como ponto de partida a chegada do cavaleiro da Imaculada. Em um relato emocionante, o jovem Sabóia recordou, com muito carinho e gratidão, a trajetória do frade pioneiro e missionário até sua vinda para a cidade. Foram utilizados quadros da padroeira e de Dom Frei Agostinho como cenário, sendo acompanhados pela Paróquia ao fundo. Tratando de tradições e lendas folclóricas, o grupo Cheiro da Mata contou a história de seu povo e da Paróquia.   Em sua apresentação, a quadrilha da PJ fez a trouxa a montagem “Juruá: terra de festa e fé”, em que fez uma abordagem sobre a história da Paróquia com enfoque à chegada do missionário da amazônia. Para compor esta narrativa, assim como o grupo anterior, os jovens e as jovens utilizaram como cenário a quadros do frade de Nossa Senhora de Fátima, tendo ao fundo a própria igreja. O pessoal da pastoral preparou também poema sobre a temática, que segue: Juruá: terra de festa e de fé Venho aqui neste lugar, para poder lhes apresentar o amor a minha terra, o meu chão e o meu lugar. A emoção é muito forte, chego a me maravilhar, pois aqui nós mostraremos a paixão por Juruá. Neste momento eu agradeço a precensa da população, pois esse povo também entende que cultura é diversão. Não poderíamos esquecer o incetivo a que nós foi dado, pelo apoio oferecido o nosso muito obrigado. Agora chegou a hora e eu começo a me arrepiar, vou falar de duas coisas que consagram Juruá. Juruá é terra festiva de que sabe se organizar, os ensaios foram constantes porque queriamos arrazar, nos figurinos mostraremos uma beleza diferencial, pois aqui nunca ouve parecida ou igual. Tudo isso tem motivo que é o maior e o central, expressar a nossa fé por meio do festival. Esse povo ribeirinho que foi o pilar do Caitaú, decidiram plantar a mão, a semente mais poderosa de que se precisa uma nação. Nesta terra chegaram gente, que vinham de todo lugar, os olhares se cruzavam e é por isso que aqui você está. O seringueiro chegou primeiro, vinham atrás de enriquecer, mais ao entrar nesta floresta foi que aprenderam que a riqueza era viver. A comunidade foi sendo criada, por nossos pais e avós, e o que começou no Paranaguá, se tornou a mais bela princesinha do rio Juruá. Aqui também chegaram os missionarios em uma missão, foram eles os precursores da nossa fé e devoção. Aqui eles chegavam, e não queriam mais voltar parecia que essa terra era o seu verdadeiro lugar, os laços eram tão fortes que pareciam ser da nossa família, e na verdade era isso mesmo pôs só a nós e que eles tinham. Alguns aqui morreram, como um destino marcado, para se tornarem santo onde mais se sentiam amado. Eu falo de D.Agostinho o humilde santo do amor, que acabou se tornando símbolo, pela historia que aqui criou. A ele devemos muito, pelo o que nos ensinou, sua missão aqui foi cumprida com muita honra e louvor. A tradição festeira mais antiga, não poderia aqui faltar, pois a verdadeira festa do povo está no meio dos arraiá. Em maio é nossa Senhora de Fátima, o festejo mais atrativo da região, em outubro é São Francisco ho santo de tradição. Aqui eu vou terminando com orgulho em me expressar, em dizer que essa quadrilha foi uma atração espectacular, trouxe história, trouxe emoção, trouxe a garra desta nação, e aqui eu me despeço na certeza desta missão.   A Pastoral da Juventude da Comunidade também participou do festival, falando da padroeira e da presença franciscana em Juruá.   Confira no vídeo alguns momentos das apresentações dos grupos folclóricos. Veja mais fotos na galeria!  Saiba mais sobre Dom Frei Agostinho aqui, acompanhe as notícias da Missão Amazônia aqui e em sua fanpage no Facebook e leia outras notícias sobre a Paróquia Nossa Senhora de Fátima clicando aqui.
  • Paróquia Nossa Senhora Aparecida: Novenário e Festa em ação de graças à Padroeira
    Na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em João Pessoa (PB), foi celebrada no início deste mês a Novena e a Festa da Padroeira. O novenário foi iniciado no dia 03, seguindo o tema central “Em Jesus, com Maria, restauremos a vida”. Durante todos os dias, foram refletidos pontos menores dentro do tema principal e, após as orações, aconteceram quermesses com comidas típicas, bingos e música. Na primeira noite, os fiéis e as fiéis contemplaram o assunto “Assumir a missão sem olhar para trás”, na segunda noite, o tema de meditação foi “Grande é a messe, mas pouco são os operários” e continuaram rezando nos dias posteriores com as asserções: Segui-lo a promover a fraternidade; Matrimônio, uma via de santidade; Misericórdia, um caminho para a Vida Eterna; Ouvintes e discípulos missionários; Senhor ensina-nos a orar; Viver; e Cremos na força da oração, como a reflexão final da novena. Já no dia da Festa da Padroeira (12), a Santa Missa foi presida pelo Frei José Nasareno (OFMConv) e contou com participação de muitos religiosos e fiéis da comunidade. Após a comunhão, todos e todas saíram em procissão com a imagem de Nossa Senhora Aparecida pelas ruas próximas à Matriz e, retornando à Igreja para a Bênção Final. A Solenidade aconteceu sob proposição “Mãe dos humildes e peregrinos”.   Como também era o Dia das Crianças, a Pastoral dos Jovens Santa Rosa de Viterbo e a Catequese Infantil, realizaram o evento “Brincando com a Mãe Aparecida”. Destinada à todas as crianças da Paróquia, na comemoração, aconteceram diversas brincadeiras. Foi um dia de muita alegria e diversão, mas também de oração e contemplação de Nossa Mãezinha Aparecida.   Clique aqui e acompanhe outras notícias da Paróquia Nossa Senhora Aparecida em sua página no Facebook. Colaborou: Thony Cavalcanti. Texto Original: Joseanna Alves.  Veja mais fotos na galeria!   Saiba como foram as celebrações da Festa de Nossa Senhora Aparecida nas comunidades franciscanas. Clique aqui. 
  • Paróquia Santo Antônio do Menino Deus celebrou a festa de S. Francisco pela primeira vez
    Na Paróquia Santo Antônio do Menino Deus, em João Pessoa (PB), as celebrações em Ação de Graças ao Seráfico Pai foram iniciadas em 25 de Setembro com a Novena de São Francisco de Assis e tiveram como como um de seus objetivos, apresentar a pessoa de Assis e o seu carisma, já que esta é a primeira vez em que os fiéis desta paróquia, que antes estava sob a administração da diocese, participaram das solenidades franciscanas. Assim, toda a comunidade se dedicou bastante para atuar na realização. Na quarta-feira (03), por volta das 19h30, fora celebrada a Santa Missa e, posteriormente, fora realizado o Trânsito de São Francisco de Assis. Um momento de muita emoção que trouxe à reflexão daqueles e daquelas que estavam presentes, a partida deste mundo daquele que morreu em perfeita santidade. Neste dia, todos tiveram a alegre surpresa de receber o Arcebispo da Paraíba, Dom Frei Manoel Delson, que foi vestido com seu hábito franciscano para participar das celebrações.  Ontem (04), a partir das 09h, durante a Solenidade de São Francisco, foram recebidos na Paróquia os animais de estimação da comunidade para a bênção aos animais pela graça do Seráfico Pai. À tarde, os frades do Convento Nossa Senhora Aparecida partilharem um almoço para confraternizar a vida e obra do Pobrezinho de Assis.  À noite, em virtude de data tão importante ao movimento franciscano, foi finalizado o novo presbitério e instalado, o também novo, sistema de som da igreja. Às 19h30, foi celebrada a Santa Missa pelo Vigário Geral da Arquidiocese da Paraíba, Padre Luís Junior. Foram realizados ainda na Missa, a instituição de 18 novos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão.   Conheça mais sobre São Francisco aqui.  Leia sobre o significado de alguns momentos de sua vida na série Vocação Franciscana, clique aqui.  Veja a Saudação do Ministro Provincial por ocasião da Festa de São Francisco de Assis aqui. 
  • Pontifícia Obra da Propagação da fé, como tudo começou…
    Outubro é o mês dedicado às Missões em toda a Igreja (entenda mais aqui). Desde o ano de 1926 o Papa Pio XI instituiu o penúltimo domingo desse mês como o Dia Mundial das Missões, dedicado à oração e a ofertas em favor da evangelização dos povos. Como sabemos, a missão é de Deus, entretanto, Ele quis contar conosco como seus cooperadores nessa tarefa. Para isso, ao longo da história, tem chamado a muitas pessoas, como você e eu. Partilhamos aqui a vida de uma jovem mulher que sentiu esse apelo de Deus, deixando-se guiar pelo Espírito. Ela é Paulina Maria Jaricot, nascida em Lyon, França, em 21 de julho de 1799, em um contexto de fim de revolução, após os anos difíceis do totalitarismo de Napoleão. Era o auge da revolução industrial na França. Portanto, um período cheio de muitas tensões e inseguranças que tocava diretamente a fé, pois a Igreja passava por inúmeras e severas perseguições do Estado, em um clima liberal e ateu favorável à indiferença a Deus. Para exemplificar, as Missões Estrangeiras de Paris (MEP) só conseguiu enviar, durante esse período, apenas dois missionários para o Oriente. Nesse cenário, Paulina e seu irmão Filéias, embora tivessem uma vida segura e confortável, foram alimentados desde crianças pelas correspondências dos missionários que estavam no oriente, sobretudo na China. Ouviam os desafios enfrentados e as necessidades da Igreja para o anúncio do Evangelho, bem como sobre a realidade de sofrimento que passava aquele país do oriente, especificamente dos perigos de morte sofridos por crianças. Essas leituras provocaram um impacto profundo na vida dos irmãos, a ponto de Filéias decidir ser missionário na China. Paulina quis ir, mas não podia, mas seu irmão a incentivava com estas palavras “Coitadinha, você não pode. Mas vai pegar um rastelo, juntará um montão de ouro, e daí o mandará para mim…”. (NAÏDENOFF, Georges. p.8) * Paulina, que tem o espírito empreendedor e uma paixão profunda por Jesus, tem uma intuição em favor das missões na cozinha de sua casa e decide colocá-la em prática. Ela nos diz em seu diário “Uma tarde em que meus pais jogavam cartas e que eu, sentada no canto do fogão, buscava em Deus o auxílio, isto é, o plano desejado, foi dada uma visão clara desse plano, e eu entendi a facilidade que qualquer pessoa do meu círculo de relações teria para achar dez associados que contribuíssem com uma moedinha cada semana para a Propagação da Fé. Eu vi ao mesmo tempo a oportunidade de escolher, dentre os associados mais capazes, os que inspiravam mais confiança, para receber de dez chefes de dezenas a coleta dos seus associados, e a conveniência de um chefe que reunisse as coletas de dez chefes de centenas, para depositar o total em um centro comum… Com receio de esquecer esse modo de organização, anotei-o imediatamente, e admirou-me diante da facilidade, da sua simplicidade, que ninguém antes de mim tivesse tido essa ideia. Lembro-me também que, faltando-me os termos apropriados, escrevi: dezenários, para designar chefes de dezenas; centenários, para indicar os que receberiam de dez chefes as coletas de cem associados; e milenários, os que, em meu pensamento, iriam receber de dez centenários as coletas de mil associados.” (NAÏDENOFF, Georges. p. 16) * Seguindo sua intuição e animada pelas cooperadoras e cooperadores, em 3 de maio de 1822 nascia a Obra da Propagação da Fé, com o objetivo de manter o espírito missionário aceso no coração de cada cristão por meio de uma profunda vida de oração, e por meio de uma cooperação material para garantir a ação da Igreja nas terras de missão, favorecendo a evangelização, a vida dos missionários, o bem do povo. Ela deixará registrado em seus escritos: “Das fracas coletas recolhidas nominalmente para a China e Cochinchina, com a finalidade precisa de manter um catequista com a quantia de 180 francos anuais e, com ele, as criancinhas em perigo de morte. Esse resultado era bonito demais para renunciar”. (NAÏDENOFF, Georges. p. 21) * Este projeto se revelou tão eficaz que no ano de 1922 o Papa Pio XI elevou a Obra da Propagação da Fé à Obra Pontifícia, tomando para si esse empreendimento missionário e o propondo para a Igreja Universal como modelo de cooperação missionária. Hoje, nos aproximando da celebração dos 200 anos dessa rede de cooperadores e cooperadoras da missão de Jesus, que é a Pontifícia Obra da Propagação da Fé (POPF), continuamos a seguir e fazer acontecer a inspiração de Paulina por meio das POM, que dinamiza e promove, além das atividades missionárias, a Campanha Missionária realizada em toda a Igreja em favor das missões no mundo inteiro. Tal coleta forma o fundo mundial de solidariedade para a evangelização dos povos e garante a sustentação e manutenção de dioceses, vicariatos apostólicos e prelazias no mundo inteiro, bem como, a abertura e manutenção de seminários, financiamentos de obras sociais e assistência aos missionários em todo o mundo. Portanto, é interessante também, neste ano do laicato, redescobrir Paulina Jaricot que, não deixando sua condição de leiga, assumiu sua vocação missionária e criou essa rede de cooperação missionária que até os nossos dias segue fazendo o bem à vida da Igreja Universal. Ela nos confessa: “O desejo imenso de amar, a sede devoradora de possuir a meu Deus, fazia-me também desejar trabalhar para a sua glória. Queria contribuir para a glória da Igreja. E nunca senti atração pela vida religiosa. Ia assistir às cerimônias de vestição de hábito: uma força irresistível arrastava-me com alegria para fora de seu santo abrigo e parecia-me gritar, para meu desagrado: não é aqui que você se deve consagrar a Jesus Cristo”. (NAÏDENOFF, Georges. p. 28) * Paulina morreu em 9 de janeiro de 1862, falida e pobre. Que ela continue nos inspirando e nos ajudando a nos tornar, cada vez mais, uma Igreja Missionária, fazendo-nos compreender que não importa onde estivermos ou qual o estado de vida que assumamos na Igreja, a missão é nossa essência e por isso não podemos nos esquivar de colaborar com ela, tanto espiritual quanto materialmente até o comprometimento de toda a vida.   Via: POM. Autor: Pe. Badacer Neto, Secretário da Pontifícia Obra da Propagação da Fé. * NAÏDENOFF, Georges. Paulina Jaricot, Fundadora da Obra Missionária Pontifícia da Propagação da Fé. Série Fundadores. Pontifícias Obras Missionárias, Brasília, 2009.
  • Presidente do CNLB falou sobre os legados da realização do Ano Nacional do Laicato na Igreja no Brasil
    No último domingo (25), foi celebrada a Solenidade de Cristo Rei, data que marca o fim do Ano Litúrgico da Igreja Católica, na 34ª semana do Tempo Comum. A Igreja no Brasil comemora o dia nacional dos cristãos leigos e leigas nessa solenidade, em memória do compromisso que os membros da Ação Católica (organização laical de grande envergadura no século passado) assumiam a cada ano, nesse dia, de agir em prol de uma sociedade justa e fraterna, sinal do Reinado de Cristo. Após a culminância do Ano Nacional do Laicato nesta data, a presidente do Conselho Nacional do Laicato no Brasil (CNLB), Marilza Lopes Schuina, conversou com a equipe da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na entrevista, ela falou das influências da vivência deste ano temático para a Igreja no Brasil e para a sociedade, “O legado para o âmbito eclesial se firma no dinamismo da organização das comunidades, na formação laical e na criação de novos conselhos de leigos e leigas em âmbitos diocesano e paroquial”. Para a sociedade, segundo ela, continua o desafio da auditoria cidadã da dívida pública, uma das propostas do ano. Para o CNLB, segundo Marilza, uma grande alegria foi o reconhecimento e o fortalecimento pelos próprios cristãos leigos e leigas de sua vocação laical, o sentir-se e colocar-se como verdadeiro sujeito eclesial, com consciência crítica do ser e fazer laical. Integrante da Comissão Especial para o Ano do Laicato, Marilza enumerou uma série de aprendizados e desafios que este ano trouxe para a Igreja no Brasil. A presidente do CNLB reforçou que o 25 de novembro não foi o encerramento, mas um ponto de culminância do Ano Nacional do Laicato. Segundo ela, por obra do Espírito Santo, a continuidade desta reflexão sobre o papel dos leigos e leigas na Igreja e na sociedade vai se dar na Campanha da Fraternidade 2019 que vai debater as políticas públicas, uma oportunidade para o laicato aprofundar sua atuação neste campo.   O CNLB é uma associação de fiéis leigos e leigas católicos de direito público, que congrega e representa o laicato brasileiro na sua diversidade e riqueza de movimentos, pastorais e associações dos mais variados tipos. O Conselho tem como objetivo articular o laicato, em conselhos regionais, diocesanos e locais.    Confira a entrevista completa em: CNBB.
  • Primeiro Encontro do Núcleo Local da Milícia da Imaculada em Anápolis
    Foi realizado no último sábado (03), na Paróquia Santa Clara, em Anápolis (GO), o primeiro encontro do núcleo local da Milícia da Imaculada (MI) “Nossa Senhora das Graças. O encontro teve como tema “O silêncio de Maria” e participaram dele cerca de 80 fiéis, entre consagrados, consagradas, paroquianos e paroquianas. O evento foi iniciado às 06h20 com a oração do Ofício da Imaculada. O presidente nacional da MI, Marcelo Meneses, apresentou a primeira conferência, em que falou sobre a consagração e sobre a própria milícia. O assistente espiritual local, Frei Décio Souza (OFMConv.), também palestrou. O frade tratou do “Silêncio de Maria”. Ao longo do dia, os participantes e as participantes também tiveram a recitação da Ladainha de Nossa Senhora, momentos de animação com a banda, a oração do Santo Terço e do Terço da Misericórdia, em que ambos foram cantados.   Também esteve presente o Frei Jailton Docilo (OFMConv.), que foi o fundador do núcleo da MI de Anápolis e hoje é o assistente espiritual do grupo em Niquelândia (GO). Na ocasião, o Frei Jailton presidiu a Santa Missa celebrada no encerramento do encontro, em que relembrou vários fatos marcantes na história do núcleo por ele fundado. Logo após, a senhora Helena, presidente do núcleo local, agradeceu a todos pelo trabalho realizado.   Veja também: A Primeira Assembleia Nacional da Milícia da Imaculada.  Saiba mais sobre a reestruturação dos núcleos locais da MI clicando aqui e aqui. 
  • Programação das Celebrações de Nossa Senhora Aparecida nas comunidades de nossa Província
    Nesta quinta-feira, 12 de outubro, celebramos o dia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida (conheça a história da Santa clicando aqui), declarada, desde 1929 pelo Papa Pio XI, como a Padroeira do Brasil. Clique nos links abaixo e confira a programação nas comunidades de nossa província:   Águas Lindas (GO): Paróquia São Maximiliano Kolbe;   Candeias (BA): Santuário Nossa Senhora das Candeias;   Cidade Ocidental (GO): Santuário Jardim da Imaculada;   Goiânia (GO): Paróquia Nossa Senhora da Libertação;   João Pessoa (PB): Paróquia Nossa Senhora Aparecida do Cristo;   Niquelândia (GO): Santuário São José;   Novo Gama (GO): Paróquia Imaculada Conceição.
  • Provincial visitou no último domingo, 11, o Mosteiro de Santa Clara do Deus Trino
    No último domingo, o Ministro Provincial, Frei Marcelo Veronez (OFMConv.), fez uma visita às Irmãs Clarissas da Ordem de Santa Clara no Mosteiro de Santa Clara do Deus Trino, em Brazlândia (DF). Às 10h, o provincial presidiu a Santa Missa na capela e, logo em seguida, na sala do capítulo, compartilhou com a irmãs um momento de fraternidade, encerrando a visita com um almoço. Durante a conversa, o frade e as irmãs trataram de diversos assuntos, dentre eles: as decisões do 201º Capítulo Geral Extraordinário (saiba mais clicando aqui), realizado no mês de julho em Roma; as recentes mudanças solicitadas pela Ordem; a extinção do Convento de Santa Rosa em Viterbo, na Itália, que pertencia às Clarissas Urbanitas (entenda mais aqui); e também foi comunicada a mudança nos assistentes espirituais do Mosteiro, que agora são os Freis Bernardo Vitório (OFMConv.) e Israel Sobrinho (OFMConv.), que substituem o Frei João Batista Wajgert (OFMConv.).   Confira a Santa Missa celebrada em ação de graças à Santa Clara no Mosteiro Deus Trino clicando aqui.  Veja também "A vocação segundo a Irmã Maria Inês e o carisma de Santa Clara" clicando aqui. 
  • Quando Ele chega, as coisas podem mudar…
    Uma vez por mês, na primeira sexta-feira, temos o costume de contemplar e homenagear “Jesus Cristo do peito aberto”. Sempre diante de nossos olhos a cena: um soldado toca o lado do Mestre morto e cava-se uma fonte de amor sem limites. Água, sangue e amor que se dá até o fim. Somos convidados, sempre de novo, a nos abeirar das cenas evangélicas onde encontramos a cantiga do amor desde o presépio do Menino das Palhas até o dilaceramento cruel do alto do Gólgota e chegando até o jardim da Páscoa. Sempre ele, aquele que chega, e quando ele chega as coisas podem mudar… Penso sempre no Ressuscitado presente hoje no mundo e na Igreja. Mas naquele tempo… Zaqueu estava tranquilo. Havia se conformado com a vida que levava ou que as circunstâncias o levaram a viver. Um cobrador de impostos meio ou muito incorreto. Poderia ter sido considerado um modelo de todos os infratores da Lava Jato. Jesus passa. Para. Olha para a árvore. Manifesta desejo de fazer com ele uma refeição. O corrupto cobrador de impostos desce de onde estava, corre e aguarda Jesus em sua casa e sua vida muda. Não sabe o que fazer para reparar sua feiura interior. Aquele cego, pobre cego de nascença. Outros cegos da Palestina. Muitos foram curados por Jesus, que sempre se abeirou da fragilidade. Sofrem, sentem-se colocados de lado. Os evangelhos dizem que, muitos deles, uma vez curados passaram a ser discípulos do Mestre que abre os olhos aos cegos. Queriam ver o mundo. Passam a vê-lo com o olhar desse homem que os havia curado. A bondade do Coração de Jesus ou de Jesus do coração imenso como o universo continua agindo. Basta que as pessoas abram-lhe o coração. Penso aqui nesse rapaz sem família, menino bom, mas que entrou na noite das drogas. Um padre da cidade mantém uma casa para dependentes. Para lá é levado. O moço entra em si. Chora, sofre. Vai à capela. Olha o crucificado, escuta uma palavra do Evangelho e Jesus chega em sua vida e as coisas mudam… Penso nesse homem bom, colega de seus colegas, colegas nem sempre de boa cepa… Aos poucos deixa se influenciar e participa de desvios de dinheiro que nunca poderão ser descobertos. Num momento de desespero interior, quando a mãe está doente para morrer, é tocado. Pega o que foi “retirando” e deixa na portaria de uma casa de velhos indigentes. Diz simplesmente que é uma encomenda que mandaram para esses fantasmas humanos na casa de velhos… E tudo mudou… Tenho certeza que Jesus continua hoje chegando perto de tantos que sofrem desesperadamente em seu próprio coração tão diferente do imenso Coração do Senhor. Quando os raios do amor do peito aberto de Jesus atingem as pessoas, as coisas podem mudar…   Fonte: Franciscanos. Autor: Frei Almir Guimarães (OFMCap).
  • Quem somos
    A Ordem dos Frades Menores Conventuais é a Ordem religiosa fundada por S. Francisco de Assis, com o nome de Ordum minorum (1221). A este nome, quase desde o início, se acrescentou a denominação de Conventuais (+-1225). Os membros da Ordem chamam-se Frades Menores Conventuais.   Desde a sua fundação, a nossa Ordem, por vontade do Pai S. Francisco, é uma verdadeira fraternidade. Por isso, os seus membros, constituindo como irmãos uma única família, participam na vida e nas obras da Comunidade segundo a condição de cada um. Todos têm iguais direitos e deveres, à excepção daqueles que provêm das Ordens sacras, dado que a nossa Ordem está inserida pela Igreja entre os Institutos Clericais. S. Francisco quis que os seus frades se chamassem Frades Menores, para que «do próprio nome, os seus discípulos aprendessem que vieram à escola de Cristo humilde para aprender a humildade». Os nossos frades estão reunidos numa fraternidade conventual propriamente dita, com a finalidade de favorecer uma maior devoção, uma vida mais ordenada, um ofício divino mais solene, uma melhor formação dos candidatos ao estudo da teologia e às outras obras de apostolado ao serviço da Igreja de Deus, e assim, se estenda o reino de Cristo em toda a terra, sobretudo sob a protecção da Virgem Imaculada.  Na Ordem, a vida contemplativa está intimamente unida à actividade apostólica; portanto, o apostolado próprio da Ordem sacra, é desenvolvido mediante o ministério dos frades clérigos com a colaboração dos outros.  Toda Ordem e os frades, individualmente, estão imediatamente sujeitos ao Sumo Pontífice, para benefício comum de todo o povo de Deus.   O fundamento da Ordem é a profissão religiosa, com a qual os frades se dedicam à vida evangélica de perfeita caridade, não apenas através dos meios comuns de santidade, mas também com o vínculo dos votos de obediência, pobreza e castidade, emitidos publicamente, por meio dos quais se consagram a Deus através do ministério da Igreja, como também através da observância da vida comunitária, da Regra e das Constituições, segundo o espírito da ordem seráfica. Com a profissão dos votos solenes, os frades são incorporados definitivamente na Ordem.     A um espírito franciscano, depois, acrescenta-se em sumo grau: a) Amar com amor indiviso a Deus, sumo bem, cujo desígnio de amor é a recapitulação de todas as coisas em Cristo;b) Conformar-se ao mesmo Cristo Senhor de quem, como da fonte e cabeça, provém toda a graça, realizando os seus mistérios na própria vida, em união com a Imaculada Mãe de Deus e com toda a Igreja;c) Amar de igual modo, o próximo, anunciando a promovendo a paz e o reino de Cristo e o recíproco amor fraterno; d) e por fim, servir a Deus vivendo no mundo em pobreza, humildade, simplicidade e alegria de coração.     Com a profissão dos votos, os frades: a) Consagram-se a Deus de modo especial, directa e totalmente;b) Conformam-se mais com o gênero de vida que Cristo Senhor escolheu para si e unem-se de modo especial à Igreja e à sua missão salvífica;c) Acrescem no fervor da caridade, progridem na sua vida como peregrinos e penitentes, renunciando espontaneamente aos bens, em si muito apreciáveis, exprimindo deste modo, mais plenamente a consagração batismal.   A Regra ou forma de vida dos Frades Menores, confirmada pelo papa Honório III e interpretada por outros Sumos Pontífices, é a lei fundamental de toda a Ordem, à qual os frades se inspiram e se conformam. Os frades empenham-se em observar a Regra, as Constituições e os Estatutos, sobretudo por amor da perfeição evangélica, segundo o espírito da Ordem, como exige a obrigação contraída com a profissão religiosa. A Ordem divide-se em Províncias, às quais os frades são afiliados; as Províncias são formadas por conventos ou comunidades, nas quais os frades são colocados de família. Ordinariamente as Províncias incidem sobre um determinado território. Às Províncias são comparadas as Custódias Gerais, Custódias Provinciais e as Delegações Gerais.     Governo Provincial Revmº. Fr. Gilberto de Jesus Rodrigues 4° Ministro ProvincialNascido em 30 de setembro de 1972 em Santana-BA, emitiu a Profissão Simples em 01 de fevereiro de 1997 e no dia 06 de dezembro de 2003 foi ordenado Sacerdote. Bacharel em Filosofia e Teologia pelo Instituto São Boaventura de Brasília. É graduado em Pedagogia e pós-graduado em Psicopedagogia. Entre 2006 e 2007, foi formador no Postulantado São Maximiliano Kolbe. De 2008 a 2015 foi pároco em Águas Lindas (GO) na Paróquia São Maximiliano Kolbe. O frade foi pároco no Santuário São José Esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, em Niquelândia-GO. Eleito Ministro Provincial no dia 10 de outubro de 2019 no V Capítulo Ordinário da Província. Contato: (61) 9 8195-5639 / E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você precisa do JavaScript habilitado para visualizá-lo.   Vigário provincialFr. Amilton Leandro Gomes do Nascimento Fone: (61) 98362 3606 E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você precisa do JavaScript habilitado para visualizá-lo.   Definidor e secretárioFr. Marcelo Borges da Silva Fone: (61) 3447-7024, (61) 3447-7414 Cel: (61) 9 8496 5788 E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você precisa do JavaScript habilitado para visualizá-lo. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você precisa do JavaScript habilitado para visualizá-lo.   DefinidorFr. Casimiro Cieslik Cel: (62) 9 9816 2095 E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você precisa do JavaScript habilitado para visualizá-lo.   DefinidorFr. Emanuel Afonso da Silva Cel: (61) 9 99318 2121 E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você precisa do JavaScript habilitado para visualizá-lo.   DefinidorFr. Henrique de Sousa Mendonça Cel: (61) 9 98198 7977 E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você precisa do JavaScript habilitado para visualizá-lo.        
  • Quênia: 38 frades se reúnem para celebrar o Capítulo Custodial Extraordinário da Custódia Provincial de São Francisco
    Entre os dias 16 e 19 deste mês, a Custódia Provincial de São Francisco, no Quênia, celebrou o Capítulo Custodial Extraordinário, que foi presidido pelo Custódio Provincial, Frei Kazimierz Szulc. Estiveram presentes os frades da Província Mãe de São Maximiliano Kolbe, na Polónia (Gdansk), entre eles: o Frei Jan Maciojewski, o Ministro Provincial, o Frei Leszek Łuczkanin, Ecônomo Provincial, o Irmão Robert Kozielski, Secretário Provincial Para as Missões e também o Frei Tadeusz Świątkowski, o Assistente Geral da AFCOF (Federação Africana dos Franciscanos Conventuais). Como facilitadores do Capítulo foram convidados: Frei Jude Winkler, Assistente Geral da CEF (Federação da Europa Central), Frei Wojciech Kulig, Exator Geral, e o Frei Robert Leżohupski, da Penitenciária Vaticana. Durante os quatro dias de apresentações e debates, os 38 frades do Capítulo discutiram profundamente as questões relacionadas ao possível pedido dirigido à Província Mãe, para apoiar a Custódia a se tornar uma nova Província da Ordem. As conferências realizadas foram as seguintes: na Sala do Capítulo, os três facilitadores apresentaram sobre “razões espirituais, condições legais e econômicas”, para que uma jurisdição pudesse se tornar uma Província. Mais tarde, os frades desenvolveram esses temas no trabalho em grupo. No final, o debate foi agendado no salão do capítulo. Ao fim do capítulo, todos os capitulares expressaram sua vontade, por meio da votação da moção apresentada. Depois disso, sua decisão será submetida ao debate e votação do Capítulo Extraordinário da província-mãe, em Danzig, que acontece em novembro de 2018. Atualmente, a Custódia do Quênia, que fora fundada em 1984, estabelecida como Delegação em 1989 e erigida Custódia em 2004, conta com 76 frades (42 professos perpétuos, 31 professos temporários, 3 noviços) e 19 postulantes. Toda a formação inicial é realizada com as outras circunscrições da África, segundo um acordo conjunto do AFCOF confirmado pelo Ministro geral e seu Definitório. Os frades filiados à Custódia têm a seguinte origem: 3 são poloneses (da província de São Maximiliano) e 73 são quenianos.   Traduzido de: OFMConv.net. Autor: Frei Tadeusz Świątkowski, Assistente Geral da AFCOF.
  • Religiosas da Diocese de Luziânia se encontraram no último sábado, 18 de agosto
    Foi realizado no último sábado, 18, o Encontro com as Religiosas no Centro Pastoral Caná da Catedral Diocesana de Luziânia (GO). Estiveram presentes as religiosas da diocese para debater o tema “A Vida Consagrada nasce e renasce do encontro com Jesus assim como Ele é: pobre, casto e obediente”. O encontro foi iniciado pela Santa Missa presidida pelo bispo diocesano, Dom Waldemar Passini. Logo em seguida, foi realizada uma palestra pelo Frei Cassimiro Cieslik (OFMConv), que reside atualmente no Convento-Santuário Jardim da Imaculada, na Cidade Ocidental (GO). Em sua conferência, o frade tratou do tema proposto e, ao ver tantas irmãs juntas na catedral, sentiu-se inspirado a ler as palavras de João Paulo II, na Exortação Apostólica Pós-Sinodal “Vita Consecrata”, que fala da importância da vida consagrada para a Igreja. Ressaltando a vivência daquelas que seguem a radicalidade do batismo e citando a exortação, o Frei Casimiro destacou os seguintes trechos “a consagração é como o perfume de alto preço derramado em Cristo por puro ato de amor. E, é desta vida ‘derramada’ sem reservas que se difunde um perfume que preenche toda a casa. A casa de Deus, a Igreja, é adorada e enriquecida hoje, não menos que outrora, pela presença da vida consagrada".  (Exortação Apostólica sobre a Vida Consagrada, Edições Paulinas, 1996, p. 206-206).   Encerrando a palestra, o frade disse “a vida consagrada é o dom de Deus que as pessoas apaixonadas por Ele abraçam conforme o carisma dos fundadores e das fundadoras para seguir mais de perto o Senhor Jesus Cristo na pobreza, castidade e obediência. E assim, glorificam Deus Pai - Sumo Bem, constroem a Igreja e ajudam na salvação do mundo. Se santificam dia-a-dia no serviço da caridade, tornando-se sal da terra e luz do mundo. E, além disso, são o sinal preclaro da esperança de Vida Nova no Amor Eterno. Então, que não nos falte coragem, ânimo e fé na ida consagrada na Igreja e no mundo de hoje”, afirmou ele. Continuando, as irmãs de cada congregação e instituto falaram sobre as suas experiências e missões na diocese. Logo após, o encontro foi encerrado com um almoço fraterno. De Luziânia, estiveram presentes as irmãs do Instituto das Servas Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus, as Irmãs Franciscanas da Divina Misericórdia e Irmãs Filhas do Puríssimo Coração da Santíssima Virgem. De outras cidades participaram Irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã (Valparaíso - GO), Irmãs Mercedárias Missionárias do Brasil (Cristalina - GO), Irmãs Missionárias dos Pobres de Santa Teresinha do Menino Jesus – Casa Aldeia da Paz (Santo Antônio do Descoberto - GO), Irmãs Servas Consoladoras de Jesus no Calvário (Águas Lindas - GO) e Irmãs Franciscanas da Divina Misericórdia (Padre Bernardo - GO).   Confira as fotos na galeria!
  • REPAM realiza processo de escuta dos jovens para o Sínodo 2019
    Entre os dias 07 e 09 deste mês, em Manaus (AM), foi realizada pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), uma atividade de escuta que reuniu cerca de 30 jovens para refletir sobre o Sínodo de 2019, que tem a realidade amazônica como tema. Os participantes são representantes de uma diversidade de grupos juvenis e, na ocasião, responderam ao questionário do Documento Preparatório. Pastorais, movimentos eclesiais e sociais, congregações religiosas, comunidades indígenas e quilombolas estiveram representadas no encontro. Os jovens divulgaram uma carta aberta à Igreja e à sociedade. No texto, que reflete as respostas ao questionário, os jovens indígenas, caboclos, ribeirinhos, quilombolas, extrativistas, habitantes da zona rural e urbana, moradores das periferias e das fronteiras, afirmam que são “afetados diretamente pelas ameaças que dia a dia excluem, matam, degradam e cerceiam a vida dos povos”. Pensando na Igreja com rosto amazônico, a juventude da Amazônia brasileira afirma querer que ela seja “inculturada, que respeite a diversidade da juventude dos povos amazônicos, que resistem e assumem as lutas nos diversos espaços em que estão inseridos”. E pedem “à hierarquia eclesial e a todo o povo de Deus, coragem para responder aos desafios do nosso século e que possam acreditar na beleza da novidade que a juventude traz”, afirma o texto. Os jovens encerram a carta manifestando apoio ao Papa Francisco, cujo pontificado “lança sopros de alegria e novidade no seio da Igreja no processo de escuta do Sínodo da Juventude e Sínodo para a Amazônia”, dizem eles. Como horizonte a ser perseguido, a partir do Sínodo, os jovens afirmam sonhar “uma Igreja na qual as juventudes sejam protagonistas e que as mulheres tenham voz e vez. Uma igreja que promova e defenda a vida em todos os âmbitos, sem medo de assumir e atuar na opção preferencial pelos pobres, a luta dos povos indígenas, comunidades tradicionais, migrantes e jovens da Amazônia. Uma Igreja menos clerical, em que os leigos e leigas, especialmente as juventudes, se apropriem, sejam protagonistas na ação pastoral e tenham apoio na capacitação técnica para sua atuação, dentro e fora dos espaços eclesiais”, concluem as juventudes da Amazônia brasileira presentes na atividade de escuta.   Fonte: Vatican News.
  • Resumo do primeiro dia do Capítulo Provincial Extraordinário
    Na tarde desta segunda-feira, dia 23/10, a Província São Maximiliano Maria Kolbe deu início ao Capitulo Provincial Extraordinário. Os frades das diferentes regiões do país buscam, sob o impulso do Espírito Santo, discernir os caminhos da vida franciscana. Tivemos nesse primeiro momento, além do almoço de encontro da fraternidade, a oração da Hora-nona, acompanhada da introdução espiritual conduzida pelo Frei Carlos Trovarelli, assistente geral para a América Latina. Em seguida, a primeira sessão capitular definiu funções e programação do Capitulo. Amanhã, dia 24, continuaremos os trabalhos capitulares. Contamos com a oração de todos!
  • Retiro Espiritual para a reestruturação do Núcleo da MI em Niquelândia
    Foi realizado neste sábado, 15, no Santuário São José, em Niquelândia (GO), um Retiro Espiritual dedicado especialmente à consagração à Nossa Senhora para a Milícia da Imaculada (MI). O encontro faz parte de uma série de visitas dos frades com o objetivo de reestruturar e estabelecer os núcleos da MI nas comunidades de nossa província. Iniciando o retiro, após a celebração da Santa Missa, os fiéis e as fiéis da comunidade rezaram o Ofício de Maria e, em seguida, participaram da conferência “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo, 2,5), ministrada pelo Frei Antônio dos Santos (OFMConv), que pregou mais duas vezes ao longo do dia. Na palestra, o religioso fez uma reflexão sobre a santidade como o caminho de seguimento de Jesus Cristo para cada cristão. “Todo o encontro foi voltado para a escuta da palavra de Deus com um toque feminino: o auxílio de Maria”, explicou Frei Antônio. No período da tarde, foi realizada outra palestra, agora sobre a Conferência 23 de São Maximiliano, que trata do caminho da perfeição, em que o fundador da MI afirma que a melhor forma de se chegar a Jesus é por Nossa Senhora, “pela Imaculada para Cristo”. Após cada uma das exposições, os participantes e as participantes eram convidados a um momento de reflexão sobre as temáticas propostas para que eles não só pensassem sobre o que fora apresentado, como também expusessem suas conclusões. Em seguida, todas e todos participaram de um momento devocional na gruta de Nossa Senhora de Lurdes, que se encontra no Santuário. Lá, rezaram o Terço da Misericórdia nas intenções da Milícia da Imaculada e na frutificação dos trabalhos deste novo núcleo que estava sendo formado. Foi um momento profundo e de muita espiritualidade.   Na última palestra foi debatida a ocasião do martírio de São Maximiliano com o tema “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos” (João 15:13). Posteriormente, o Frei Jailton Docílio (OFMConv), assistente espiritual da MI na comunidade, conduziu uma Adoração ao Santíssimo. Encerrando o retiro, na nave do Santuário São José, o Presidente Nacional da Milícia, Marcelo Menezes, exortou os novos consagrados a serem perseverantes no desejo de descobrirem, a cada dia, a graça de serem milicianos e milicianas segundo o carisma kolbiano. “Foi um grande dia com ricos momentos! Tivemos uma experiência de Deus muito profunda”, contou o Frei Antônio sobre tudo o que vivenciou no retiro.   Quer saber mais sobre a Milícia da Imaculada? Visite o site do Santuário Jardim da Imaculada, a sede nacional da MI.  Veja também como foi a Primeira Assembleia Nacional da Milícia da Imaculada clicando aqui. 
  • Saiba como foi a profissão dos votos solenes celebrada em 07 de julho na Cripta do Santuário São Francisco de Assis
    Na manhã do dia 07 deste mês, foi celebrada na Cripta do Santuário São Francisco de Assis, em Brasília, a Santa Missa na qual professaram os votos solenes os seguintes frades: Geraldo Leite da Silva Junior, Wagner da Silva Faustino, Beneval Soares Bomfim, Paulo Arante Rodrigues, Marcus Orlando Figueredo Pinto e Maykon Anderson de Oliveira Silva. Na celebração, estiveram presentes diversos freis, todos os 46 integrantes das casas de formação da província, religiosos e religiosas, os familiares dos professos, outros frades convidados, incluindo o Frei Carlos Trovarelli, Assistente Geral da Federação dos Frades Menores Conventuais da América Latina e Caribe (FALC) e ainda cerca de 300 pessoas da comunidade. O provincial, Frei Marcelo Veronez, presidiu a celebração e, durante a sua homilia, falou a todos como homens e mulheres religiosas interpretam a vida de Jesus por meio de uma Consagração, “os primeiros eremitas do século 1 do Cristianismo se aproximam dessa releitura da vida de Jesus a partir da castidade, da pobreza e da obediência. Um testemunho muito importante nos dias de hoje”, explicou. Durante a profissão, os fiéis acompanharam admirados o momento de entrega dos frades ao serviço do Povo de Deus. Foi ocasião da graça divina e amor ao Evangelho. Após o juramento de seus votos, os irmãos da ordem cumprimentaram os neo-professos solenes em fraternidade. Foi perceptível ainda a reação dos familiares ao se emocionarem com o chamado ao qual aqueles seus decidiram seguir. Familiares se emocionaram ao acompanhar a profissão perpétua dos seus.   Profissão Solene Na profissão solene, os frades professaram os votos de obediência, pobreza e castidade de forma perpétua à Ordem e ao serviço do Povo de Deus. Ela representa a confirmação de um pedido feito por um cristão à Igreja para que ele possa viver a radicalidade do sacramento do Batismo. Essa radicalidade está em dedicar todos os âmbitos de sua vida e existência humana em prol da construção do Reino de Deus. Tal disposição vital é chamada de “seguimento de Jesus Cristo” e nasce da própria experiência com Cristo e que pode acontecer de diversas maneiras, mas sempre dentro de uma comunidade cristã, principalmente, no serviço pastoral realizado em uma paróquia.   Veja a cobertura completa no vídeo a seguir e confira outras fotos na galeria!Saiba mais sobre a Profissão Solene clicando aqui. 
  • Saiba como foi o 31º Curso de Inverno de Franciscanismo, realizado entre os dias 08 e 20 de julho
    Foi realizado no Seminário São Francisco de Assis, em Brasília, de 08 a 20 de julho, a 31ª Edição do Curso de Inverno de Franciscanismo, um momento de formação que contribui para o discernimento do testemunho e da missão dos jovens frades menores conventuais. Foram trabalhados quatro temas em treze dias de curso. O primeiro dia foi dedicado a acolhida daqueles que vieram de outras regiões do país. Iniciando o curso, de 09 a 11 de julho, o Frei Pedro Cesar Silvério (OFMCap), da Província dos Capuchinhos de São Paulo (SP), apresentou diversas conferências em que dissertou sobre “A forma de vida e a regra franciscana”, baseando-se na visão do próprio Francisco sobre a Regra a partir de textos, escritos e outras biografias daqueles que conviveram com o pobrezinho. Neste contexto, Frei Pedro Cesar buscou sempre fazer uma hermenêutica aos dias atuais, “A regra para nós, frades, é o nosso modo de ser e viver. E, para a sociedade, uma proposta para esta situação que vivemos hoje”, disse. O Frei Pedro Cesar Silvério (OFMCap) dissertou sobre “A forma de vida e a regra franciscana”.   Em seguida, nos dias 12 e 13 de julho, o Frei José Cardoso (OFMConv), da Custódia Provincial Imaculada Conceição do Brasil (RJ), falou aos participantes sobre “A Herança Mariológica da Ordem”, baseando-se no estudo de materiais que aprofundam as relações entre a mariologia e o franciscanismo. Assim, o Frei José abordou o tema partindo da devoção e piedade de São Francisco à Maria, seguindo ainda alguns pontos de Santa Clara, os sermões de Santo Antônio e finalizando em Duns Scoto e a preparação para o Dogmas da Imaculada Conceição, em 1854. Ele explica o método utilizado, “é um panorama bastante intenso para mostrar como na Ordem Franciscana a devoção, a piedade e a reflexão teológica sobre Maria tem deixado uma grande riqueza espiritual para uma teologia franciscana aberta ao futuro”, contou ele. O Frei José Cardoso (OFMConv) falou aos participantes sobre “A Herança Mariológica da Ordem”.   Continuando as apresentações, entre os dias 16 e 18 de agosto, o Prof. Dr. Marcos Aurélio trouxe a debate o tema “A Escola Franciscana de Paris que e Alexandre de Halles”. Foram trabalhados os inúmeros estudos e correntes de pensamento que esta escola deixou como influência para a Ordem, destacando o pioneirismo de Halles e as realizações do doutor franciscano, São Boaventura.   Marcos Aurélio é doutor em filosofia e professor no Instituto São Boaventura (ISB) e na Universidade de Brasília (UnB). Ele explicou qual a linha principal que guiou os estudos na Escola Franciscana de Paris, “talvez sua principal marca seja entender que o saber teológico é uma experiência de Deus, um saber do afeto e não apenas do intelecto. Para Halles, a filosofia é um saber do intelecto, mas a teologia é um saber que parte da afeição por Deus e que se dá pela experiência. Ou seja, mais do que uma ciência, a teologia é uma sapiência, no sentido de um saber que vem de uma experiência saboreada. Então, ele une o conhecimento intelectual à experiência mística”, explanou ele. O Prof. Dr. Marcos Aurélio trouxe a debate o tema “A Escola Franciscana de Paris e Alexandre de Halles”.   Encerrando as conferências, o Frei Marcos Rocha (OFMCap), também da Província dos Capuchinhos de São Paulo (SP), palestrou, nos dias 19 e 20, sobre “Santa Clara e a história do feminino na Ordem Franciscana”. Durante este período, o Frei Marcos, juntamente dos participantes do curso, fizeram uma introdução aos escritos de Santa Clara com o intuito de compreender uma chave de leitura, a partir do método histórico-crítico, para o acesso acesso à estas fontes clareanas. Para o Frei Marcus, Santa Clara de Assis tem o seu próprio caminho e personalidade, “Embora ela seja do primeiro grupo, Clara e suas irmãs devolvem para nós, frades, aquilo que, de fato, significa a nossa vocação franciscana: a vida fraterna. Muitos pensam que o nosso carisma seja a Missão, mas esta é uma identidade fundamental do cristão e não um privilégio do frade menor. E, assim como Francisco, ela depura os elementos essenciais da história franciscana ligados à fraternidade”, retratou ele. O Frei Marcos Rocha (OFMCap) palestrou sobre “Santa Clara e a história do feminino na Ordem Franciscana”.   Ainda no último dia, foram entregues os certificados aos frades que concluíram os quatros anos do Curso de Inverno nesta 31ª edição do mesmo. São os seguintes freis: Geraldo Leite da Silva Junior, Wagner da Silva Faustino, Beneval Soares Bomfim, Paulo Arante Rodrigues, Marcus Orlando Figueredo Pinto e Maykon Anderson de Oliveira Silva, todos da Província São Maximiliano Kolbe, de Brasília; e Caio Natan Alves e Rafael Gomes, da Província São Francisco de Assis, de São Paulo.  O curso de inverno é um pedido do documento de formação da Ordem, o Discipulado Franciscano, para que os frades no âmbito da culturalidade tenham "uma adequada formação franciscana” (n.85). O Frei Luís Felipe coordenou o curso e comentou a importância de sua realização, “esse contato com as ricas figuras da tradição franciscana ajuda o frade a discernir melhor a sua vocação e entender que temos uma longa história que precisa ser aprofundada”, afirmou. Dentre as diversas aplicações do curso, fora o conhecimento e as reflexões proporcionadas pelos conteúdos apresentados, há ainda o intercâmbio entre as províncias e custódias do país, como esclarece o Frei Felipe, “o curso facilita o convívio, a fraternidade, a conventualidade e a interculturalidade. São aspectos proféticos do nosso carisma para a Igreja e para o mundo de hoje”, finalizou. Frades que concluíram o curso e o coordenador, Frei Luís Felipe.   Confira abaixo o vídeo da cobertura completa com entrevistas. Veja mais fotos na galeria!
  • Santa Clara de Assis: fundadora da 2ª Ordem e amiga pessoal de Francisco
    Santa Clara foi a fundadora da Ordem das Clarissas e amiga pessoal de São Francisco de Assis.    Contemporânea de São Francisco e fundadora da Ordem das Clarissas, Santa Clara nasceu em 1193. Vinda de uma família rica, ela decidiu abdicar de seus bens e sua nobreza para viver na humildade. Seus pais planejavam casá-la com algum nobre, no entanto, Clara, ainda com 18 anos de idade, em um gesto de muita coragem e inspirada no profundo desejo de seguir a Cristo, deixou a casa paterna e, na companhia de uma amiga, Bona di Guelfuccio, uniu-se, secretamente, aos franciscanos na Porciúncula. O pai de Santa Clara, revoltado com a fuga da filha, envia um tio chamado Monaldo para resgatar a filha viva ou morta. Monaldo consegue alcançar Santa Inês, que sofre agressões e é arrastada pelo tio montanha abaixo. Nesse momento, ela chama pela irmã Clara, que começa a rezar impiedosamente pela irmã e um milagre se instaura: Santa Inês fica tão pesada que torna impossível o ato de arrastá-la no chão e mesmo assim, Monaldo não se dá por vencido e tenta agredi-la com um golpe, mas imediatamente sente a mão se contrair. Sem saber mais como agir, ele desiste de levar Santa Inês e foge. Era a tarde do Domingo de Ramos do ano de 1211, quando, em um gesto tão significativo quanto histórico, Francisco cortou os cabelos de Clara e vestiu o hábito penitencial. A partir de então, tornou-se humilde e pobre, uma virgem esposa de Cristo e a Ele totalmente consagrada. Sobretudo no início de sua experiência religiosa, Clara teve em Francisco de Assis não só um mestre a quem seguir os ensinamentos, mas também um amigo fraterno. A amizade entre estes dois santos constitui um aspecto muito belo e importante. Efetivamente, quando duas almas puras e inflamadas do mesmo amor por Deus se encontram, há na amizade recíproca um forte estímulo para percorrer o caminho da perfeição. A amizade é um dos sentimentos humanos mais nobres e elevados que a Graça divina purifica e transfigura (leia aqui um artigo sobre a amizade entre os santos).    Após ter transcorrido um período de alguns meses em outras comunidades monásticas, resistindo às pressões de seus familiares que no início não aprovavam sua escolha, Clara se estabeleceu com suas primeiras companheiras na igreja de São Damião, onde os frades menores tinham preparado um pequeno convento para elas. Lá, Clara, juntamente com outras mulheres, deu início à Ordem, contemplativa e feminina, da Família Franciscana, as Clarissas, da qual se tornou mãe e modelo, principalmente no longo tempo de enfermidade, período em que permaneceu em paz e totalmente resignada à vontade divina. Em uma das quatro cartas que Clara enviou a Santa Inês de Praga, filha do rei da Bohemia e que queria seguir seus passos, ela fala de Cristo, seu amado esposo, com expressões nupciais, que podem surpreender, mas que comovem: “Amando-o, és casta, tocando-o, serás mais pura, deixando-se possuir por ele, és virgem. Seu poder é mais forte, sua generosidade, mais elevada, seu aspecto, mais belo, o amor mais suave e toda graça. Agora tu estás acolhida em seu abraço, que ornou teu peito com pedras preciosas… e te coroou com uma coroa de ouro gravada com o selo da santidade” (Lettera prima: FF, 2862). Um bispo flamengo, Santiago de Vitry, que estava em visita à Itália, que afirma ter encontrado um grande número de homens e mulheres, de toda classe social e descreve como estes viviam nos primeiros anos do franciscanismo, “deixando tudo por Cristo, escapavam ao mundo. Chamavam-se frades menores e irmãs menores e são tidos em grande consideração pelo senhor Papa e pelos cardeais. As mulheres moram juntas em diferentes abrigos não distantes das cidades. Não recebem nada e vivem do trabalho de suas mãos. E lhes dói e preocupa profundamente que sejam honradas mais do que gostariam, por clérigos e leigos” (Carta de outubro de 1216: FF, 2205.2207). Santiago de Vitry tinha captado com perspicácia um traço característico da espiritualidade franciscana, a que Clara foi muito sensível: a radicalidade da pobreza associada à confiança total na Providência divina. Por este motivo, ela atuou com grande determinação, obtendo do Papa Gregório IX ou, provavelmente, já do Papa Inocêncio III, o chamado Privilegium Paupertatis (cfr FF, 3279). Em base a este, Clara e suas companheiras de São Damião não podiam possuir nenhuma propriedade material. Tratava-se de uma exceção verdadeiramente extraordinária em relação ao direito canônico vigente. As autoridades eclesiásticas daquele tempo o concederam apreciando os frutos de santidade evangélica que reconheciam na forma de viver de Clara e de suas irmãs. Isso demonstra também que nos séculos medievais, o papel das mulheres não era secundário, mas extremamente relevante. A propósito disso, é oportuno recordar que Clara foi a primeira mulher da história da Igreja que compôs uma Regra escrita, submetida à aprovação do Papa, para que o carisma de Francisco de Assis se conservasse em todas as comunidades femininas que iam se estabelecendo em grande número já em seus tempos, e que desejavam se inspirar no exemplo de Francisco e Clara. Em 1198, ocorreu uma invasão moura à Assis e em meio a muita pobreza e necessidade aconteceu um fato que consagrou Santa Clara para sempre na história. Eles tentaram invadir o convento e Santa Clara, mesmo acamada e doente, fez questão de ir até o portão de entrada. Ali, em lágrimas, ela conseguiu pegar o ostensório com o Santíssimo Sacramento e proferir as seguintes palavras, “Senhor, guardai Vós estas vossas servas, porque eu não as posso guardar”. Ouviu-se então uma voz suave dizendo, “Eu te defenderei para sempre”. Imediatamente os mouros são tomadas por um medo descomunal e fogem, deixando o convento intacto e a salvo. Nesse mosteiro, viveu durante mais de quarenta anos, até sua morte, ocorrida em 1253. Foi canonizada por Alexandre IV no dia 15 de agosto de 1265.   Confira logo abaixo um vídeo da Irmã Elka Santos (Irmãs Franciscanas da Sagrada Família) falando sobre o importância do carisma clareano para todas as ordens franciscanas! Fontes: Canção Nova, Franciscanos e Nossa Sagrada Família.  Leia mais sobre outros Santos e Santas Franciscanas clicando aqui.
  • Santa Missa em ação de graças ao aniversário natalício do Frei Luís Felipe Marques (OFMConv.)
    Na manhã desta quarta-feira, 12, foi celebrada uma Santa Missa em ação de graças ao aniversário natalício do Frei Luís Felipe Marques (OFMConv.). A Eucaristia foi presidida pelo aniversariante e concelebrada pelo Ministro Provincial, Frei Marcelo Veronez (OFMConv.) e pelos frades Mayko Ataliba (OFMConv.) e Beneval Soares (OFMConv.).   Durante a homilia, o Frei Mayko falou sobre a importância da fraternidade e do cuidado com os irmãos referindo-se ao serviço à vocação realizado pelo formador Frei Luís. “A amizade e o Amor ao próximo foram os caminhos ensinados por Cristo e que, posteriormente, foram cultivados por São Francisco”, expressou ele.   A Capela São Francisco de Assis, da Casa de Formação de Pós Noviciado de mesmo nome, estava cheia de irmãos e irmãs em Cristo que ansiavam celebrar o Corpo do Deus Filho e também parabenizar o frade aniversariante pela graça de mais um ano vivido em prol da divulgação do carisma franciscano.   Estiveram presentes os formandos da casa, os pré-noviços da Província, os frades da região, as irmãs clarissas e os fiéis próximos ao trabalho da Ordem. Logo após a Santa Missa, todos e todas encontraram-se no refeitório do Pós-Noviciado. Em um momento de união e alegria fraterna, compartilharam o almoço e o dom da vida do irmão.     Confira mais fotos na galeria abaixo!