Santos e Santas Franciscanas do Dia
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02 de setembro: Santos e Santas Franciscanas do Dia - Bem-Aventurados João Francisco Burté, Severino Girault, Apolinário Morel de Posat e seus companheiros
João Francisco Burté nasceu em 21 de junho de 1740 na comuna de Rambervillers, na França. Era filho de João Batista e Ana Maria Colot. Aos 16 anos, solicitou ingresso entre os Irmãos Menores Conventuais do convento de Nancy. Ele iniciou o noviciado em 24 de maio de 1757. Depois de um ano totalmente dedicado ao Senhor, ele professou seus votos. No mesmo convento continuou seus estudos. Havia ali numerosos religiosos preparados em diversas disciplinas. Quando foi instituída na comuna de Nacy a Faculdade de Teologia, um grande número dos Frades Menores Conventuais foi convidado a lecionar. João Francisco, que havia se distinguido pelo aproveitamento nos estudos, com apenas quatro anos de sacerdócio foi chamado para ensinar teologia, primeiro no convento, e logo na faculdade diocesana, depois de um brilhante exame. Em 1775, foi nomeado guardião do convento. Depois de três anos, ele foi responsável por representar sua Província religiosa em Paris. Foi escolhido como um pregador do rei, porque todos o consideravam um religioso doutor, piedoso, eloquente e modesto. Por sua destacada cultura, o recomendaram ao trabalho de Bibliotecário no grande convento em Paris, onde foi nomeado guardião de mais de 60 religiosos. Em 1789 veio o desastre da Revolução Francesa. Em 1790 foram suprimidas as ordens religiosas, e os edifícios da Igreja foram declarados de propriedade do Estado. O que se viu em seguida na França foi uma luta aberta à oposição, à dispersão e ao assassinato. João Francisco e seus religiosos manifestaram sua adesão à fé, rechaçando o juramento da lei emanada do Estado contra a Igreja. Em 12 de agosto de 1792, o bem-aventurado João Francisco, juntamente com seus religiosos, foi preso e levado para o convento dos Carmelitas, que tinha sido transformado em cárcere. Ali, foi interrogado, investigado, assim como os bispos e outros sacerdotes. Frei João se mostrou, nestas situações terríveis, sempre como um autêntico sacerdote, franciscano genuíno, rico em zelo e caridade, sobretudo com os sacerdotes perseguidos. A Igreja do Carmo estava repleta de presos, mas não se ouvia um só lamento, a Missa estava proibida e os detentos se uniam em constante oração diante do altar-mor. Entre os presos também havia três bispos. Eles prepararam um grande massacre. A guilhotina parecia muito lenta para cortar 500 ou 600 cabeças por dia. Era domingo, 2 de setembro de 1792. Duas dezenas de homens armados com lanças, espadas, machados e armas de fogo atacaram João e os 180 sacerdotes prisioneiros. Eles foram barbaramente assassinados. As vítimas rezavam ou realizavam atos de heroísmo. E assim a vida do bem-aventurado João Francisco foi heroicamente imolada por sua profissão de fé. No momento do martírio João tinha 52 anos e entre os outros religiosos estavam: Apolinário Morel de Posat, Capuchinho, Severino Girault, da Terceira Ordem Regular e outros companheiros. Foram beatificados por Pio XI em 1926, ano centenário da morte de São Francisco. Via: Franciscanos. -
04 de fevereiro: São José de Leonissa - Santos Franciscanos do Dia
José Desideri nasceu em Leonissa, Itália, em 1556. Entrando para a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, levou uma vida de enorme austeridade e muito zelo apostólico. Era um notável pregador. Como missionário em Constantinopla, empenhou-se muito para confortar e consolar os escravos indefesos, tentando converter até mesmo o sultão. Por este motivo foi feito prisioneiro e torturado. Escapando, no entanto, à morte, retornou a sua pátria, onde continuou sua atividade apostólica. Morreu em Amatriz aos 4 de Fevereiro de 1612. Foi canonizado por Bento XIV. Vida e obra São José de Leonissa, que tem seu dia comemorado em 4 de fevereiro, também é conhecido como São José Desidério. Nasceu em 8 de janeiro de 1556 em Leonissa, Umbria, Itália. seu nome era Eufrânio. Terceiro de 8 filhos nascidos de João Desideri, um comerciante de lã e de Serafina Paolini. Seus pais faleceram quando ele tinha 12 anos e foi criado e educado pelo seu tio Batista Desideri, um professor em Viterbo. Desideri arranjou um casamento para Eufrânio com uma moça de uma nobre família local, costume muito comum na época. No entanto, o rapaz já sentia o seu chamado para a vida religiosa. Quando tinha 16 anos entrou em Rieti, na Ordem dos Capuchinhos. Fez o noviciado no pequenino convento de Carcerelle, junto a Assis, onde se exercitou na mais dura penitência. Durante este período os monges fizeram tudo para testar e dissuadir o jovem, mas ele perseverou na sua vocação e em 8 de janeiro de 1573, entrou para os franciscanos capuchinhos tomando o nome de José. Levava uma vida ascética e tratava seu corpo com dura austeridade, com pouco alimento e muitas privações, chamando-o de "irmão burro", uma expressão tipicamente franciscana. Escolheu para si o caminho da humildade e da pobreza. Ordenado em Amélia, Perúgia, em 24 de setembro de 1580 (algumas fontes dão a data de 21 de maio de 1581), e destinado ao ofício de pregador, ele passou pelas regiões da Umbria, Lázio e Abruzzi a pregar o Evangelho de Cristo. Certa vez converteu um bando de 50 bandidos que vieram quando ele pregava um sermão em Lent. No dia 1 de Maio de 1587, com mais dois irmãos chegou a Constantinopla com a missão de fundar ali uma Missão, interessando-se logo pela libertação dos cristãos caídos na escravatura, dando-lhes alento na sua fé. Ele acabou sendo feito prisioneiro dos Turcos quanto tentou pregar ao próprio Sultão Murad III. Em Constantinopla, de fato, José tentou entrar no palácio para pregar diante do Sultão, esperando vir a convertê-lo. Preso pelos guardas, foi julgado como réu de crime de lesa majestade. Ali foi açoitado e depois suspenso de uma trave sob a qual acenderam uma fogueira que ardia lentamente. Durante três dias permaneceu suspenso por um gancho numa das mãos e outro num dos pés, tendo sobrevivido a este suplício. Conta-se que foi visitado por um anjo que teria curado as suas chagas. E foi quase um milagre que o Sultão, maravilhado pelo que sucedera, comutasse a pena de morte pelo exílio perpétuo. Voltando para a Itália, continuou na mesma vocação missionária, pregando à saída das casas, nas aldeias, pelas cidades da Umbria, conseguindo verdadeiras conversões e reconciliações em toda a parte. A vida penitente e os carismas sobrenaturais aumentavam a eficácia da sua palavra. Promoveu obras de assistência social como os "Monte Pios", hospitais e outras obras de beneficência. No Arquivo da Postulação Geral dos Capuchinhos existe um vastíssimo material constando de manuscritos, pregações, homilias, panegíricos e outros apontamentos de pregação. Adoecendo, retirou-se para o convento de Amatriz, junto a Rieti. Ali verificaram que ele era vítima de um tumor. Vendo que queriam amarrá-lo com cordas para operá-lo, tomou nas mãos o seu crucifixo e disse, “Cordas? Que cordas! eis aqui os meus laços. Este Senhor pregado por meu amor com suas dores obriga-me a suportar qualquer tormento por seu amor", afirmou ele. E dessa maneira suportou a operação sem se queixar, olhando para Jesus, que "como um cordeiro se calou diante do tosquiador e não abriu a sua boca" (Is 53,7). Depois, nas dores, conservava por longo tempo o crucifixo apertado contra o peito; desde então não mais se levantou da cama, vindo a morrer no dia 4 de fevereiro de 1612. Foi beatificado em 1737 pelo Papa Clemente XII e canonizado por Bento XIV a 29 de junho de 1746. Fonte: Santo Nosso de Cada Dia. -
04 de julho: Santos e Santas Franciscanas do Dia - Santa Isabel de Portugal
Santa Isabel nasceu na Espanha, em 1271. Entre seus antepassados estão muitos santos, reis e imperadores. Era filha de Pedro II, rei de Aragão, que, no entanto, era um jovem príncipe quando ela nasceu. Sem querer ocupar-se com a educação da filha, o monarca determinou que fosse cuidada pelo avô, Tiago I, que se convertera ao cristianismo e levava uma vida voltada para a fé. Sorte da pequena futura rainha, que recebeu, então, uma formação perfeita e digna no seguimento de Cristo. Casou-se com o herdeiro do trono de Portugal, dom Dinis, o que significou para Isabel uma coroa de rainha e uma cruz de martírio, que carregou com humildade e galhardia nos anos seguintes de sua vida. Possuía uma forte e doce personalidade, sendo muito inteligente, culta e diplomata. As aventuras extraconjugais do rei eram incontáveis, tão conhecidas e comentadas que humilhavam profundamente a bondosa rainha perante o mundo inteiro. Criou os filhos, inclusive os do rei fora do casamento, dentro dos sinceros preceitos cristãos. Sua atuação nas disputas internas das cortes de Portugal e Espanha, nos idos dos séculos XIII e XIV, está contida na história dessas cortes como a única voz a pregar a concórdia e conseguir a pacificação entre tantos egos desejosos de poder. Ao mesmo tempo, ajudava amenizar as desgraças do povo pobre e as dores dos enfermos abandonados, com a caridade da sua esmola e sua piedade cristã. Ergueu o Mosteiro de Santa Clara de Coimbra para as jovens piedosas da corte, O mosteiro cisterciense de Almoste e o santuário do Espírito Santo em Alenquer. Também fundou, em Santarém, o Hospital dos Inocentes, para crianças cujas mães, por algum motivo, desejavam abandonar. Com suas posses sustentava asilos e creches, hospitais para velhos e doentes, tratando pessoalmente dos leprosos. Sem dúvida foi um perfeito símbolo de paz, do seu tempo. Quando o marido morreu, em 1335, Isabel recolheu-se no mosteiro das clarissas de Coimbra, onde ingressou na Ordem Terceira Franciscana. Antes, porém, abdicou de seu título de nobreza, indo depositar a coroa real no altar de São Tiago de Compostela. Doou toda a sua imensa fortuna pessoal para as suas obras de caridade. Viveu o resto da vida em pobreza voluntária, na oração, piedade e mortificação, atendendo os pobres e doentes, marginalizados. A rainha Isabel de Portugal morreu, em Estremoz, no dia 4 de julho de 1336. Venerada como santa, foi sepultada no Mosteiro de Coimbra e canonizada pelo papa Urbano VIII em 1665. Santa Isabel de Portugal foi declarada padroeira deste país, sendo invocada pelos portugueses como “a rainha santa da concórdia e da paz”. Fonte: Franciscanos -
04 de setembro: Santa Rosa de Viterbo - Santos e Santas Franciscanas do Dia
Ela nasceu no ano de 1234, filha de João e Catarina, cristãos fervorosos. Nesse período, o imperador e a Igreja estavam em confronto. Além disso, duas famílias disputavam o governo da cidade de Viterbo, na Itália. A família de Rosa possuía uma boa propriedade na cidade vizinha, Santa Maria de Poggio, onde viviam com o conforto da agricultura. Envolta por antigas tradições e sem dados oficiais que comprovem os fatos narrados, a vida de Rosa foi breve e incomum. Como sua mãe, Catarina, trabalhava com as Irmãs Clarissas do mosteiro da cidade, Rosa recebeu a influência da espiritualidade franciscana ainda muito pequena. Com sete anos, Rosa pegou uma forte doença que acabou sendo um meio para sua vida de consagração, pois Nossa Senhora apareceu a ela, restituindo sua saúde e chamando-a à uma total entrega de vida e, assim, aos doze anos ingressou na Ordem Terceira de São Francisco. No ano de 1247 a cidade de Viterbo, fiel ao Papa, caiu nas mãos do imperador Frederico II, que negava a autoridade do pontífice e o poder do Sacerdote de perdoar os pecados e consagrar. Rosa então teve outra visão, desta vez com Cristo que estava com o coração em chamas. Ela não se conteve, saiu pelas ruas pregando com um crucifixo nas mãos. A notícia correu toda cidade, muitos foram estimulados na fé. Com suas palavras, confundia até os mais preparados. Por isto, representava uma ameaça para as autoridades locais. Em 1250, o prefeito a condenou ao exílio. Rosa e seus pais foram morar em Soriano onde sua fama já havia chegado. Na noite de 5 de dezembro 1251, ela recebeu a visita de um anjo, que lhe revelou que o imperador Frederico II, uma semana depois, morreria. O que de fato aconteceu. Com isto, o poder dos rebeldes ao pontificado enfraqueceu e Rosa pode retornar a Viterbo. Toda a região voltou a viver em paz. No dia 6 de março de 1252, sem agonia, ela morreu. No mesmo ano, o Papa Inocêncio IV, mandou instaurar o processo para a canonização de Rosa. Cinco anos depois, o mesmo pontífice mandou exumar o corpo, e para a surpresa de todos, ele foi encontrado intacto. Rosa foi transladada para o convento das Irmãs Clarissas que nesta cerimônia passou a se chamar, convento de Santa Rosa. Depois, a Santa só foi “canonizada” pelo povo, porque curiosamente o processo nunca foi promulgado. A canonização de Rosa ficou assim, nunca foi oficializada. Mas também nunca foi negada pelo Papa e pela Igreja. Santa Rosa de Viterbo, desde o momento de sua morte, foi “canonizada” pelo povo. Em setembro de 1929, o Papa Pio XI, declarou Santa Rosa de Viterbo a padroeira da Juventude Feminina da Ação Católica Italiana. No Brasil, ela é A Padroeira dos Jovens Franciscanos Seculares. Santa Rosa de Viterbo é festejada no dia de sua morte, mas também pode ser comemorada no dia 4 de setembro, dia do seu translado para o mosteiro de Clarissas de Santa Rosa, em sua cidade natal. Fonte: Canção Nova e Franciscanos. -
06 de novembro: Afonso Lopez e seus companheiros - Santos e Santas Franciscanas
Afonso Lopez nasceu no ano de 1978, na antiga região de Secorún (atualmente despovoada), na Espanha. Em seus primeiros passos de discernimento de sua vocação religiosa, ele tentou juntar-se, inicialmente, aos beneditinos, mas logo abandonou esta congregação. Decidiu então ingressar na Ordem dos Frades Menores Conventuais, na cidade de Granollers em 1906. Fez o seu noviciado na região de Ósimo, na Itália. Lá, ele emitiu a sua profissão religiosa. Foi ordenado sacerdote no ano de 1911, quando retornou à Granollers. Na cidade espanhola, foi o diretor das "Escolas Antonianas" e responsável pela formação dos postulantes e noviços. O ministério da reconciliação e acompanhamento espiritual também foram campos do seu apostolado favorito. No entanto, eclodiu a perseguição religiosa naquela região, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Logo nos primeiros dias da perseguição, Afonso deu a sua vida pela fé, sendo preso e martirizado na tarde de 3 de agosto de 1936. Após ele, receberam o martírio entre 27 de julho e os primeiros dias de setembro do mesmo ano, os irmãos de hábito e membros da comunidade de Granollers: Freis Modesto Vegas, Dionísio Vicente, Pedro Rivera, presbíteros, Francisco Remón, Miguel Remón e alguns irmãos Leigos. Todos eles foram beatificados por João Paulo II em 11 de março de 2001, no grande grupo de 233 mártires (saiba mais clicando aqui), a maioria da comunidade valenciana, 50 deles membros da Família Franciscana. Traduzido e adaptado de: Ordem Franciscana Seglar de Avilés. -
07 de novembro: Bem-Aventurada Maria Crucifixa Satéllico - Santos e Santas Franciscanas do Dia
Maria Crucifixa Satéllico nasceu em 31 de dezembro de 1706 na cidade de Veneza, na Itália. Inicialmente, foi batizada com o nome de Isabel. Professou a Regra de Santa Clara no ano de 1726 no Mosteiro de Ostra Vetere, que fica na região de Marcas, também na Itália. Lá, viveu o recolhimento com Cristo em Deus, amando ao Senhor com o coração indiviso e participando com seráfico ardor do mistério da Cruz. Ela foi uma guia para com as suas co-irmãs, iluminada pela palavra e pelo exemplo no caminho da perfeição, sobretudo, nos últimos três anos em que esteve à frente do mosteiro como abadessa. Sendo sustentada pela Graça Divina, rechaçou vitoriosamente as tentações e as ciladas do inimigo. Foi agraciada por Deus com o dom da contemplação mística. A virgem da Ordem II morreu no dia 08 de novembro de 1745. Foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 10 de outubro e 1993. -
08 de agosto: Santos e Santas Franciscanas do Dia - Santo Pai Domingos
O Fundador da Ordem Dominicana nasceu em Caleruega, Castela, no ano de 1170. Pertencia a uma ilustre e nobre família, muito católica e rica: seus pais eram Félix de Gusmão e Joana d'Aza e seus irmãos, Antonio e Manes. O primeiro tornou-se sacerdote e morreu com odor de santidade. O segundo, junto com a mãe, foi beatificado pela Igreja. Nesse berço exemplar, o pequeno Domingos trilhou o mesmo caminho de servir a Deus. Até mesmo o seu nome foi escolhido para homenagear são Domingos de Silos, já que sua mãe, antes dele nascer, fez uma novena no Santuário do Santo Abade. E, como conta a tradição, no sétimo dia ele lhe teria aparecido para anunciar que seu futuro filho seria um santo para a Igreja Católica. Domingos dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado. Aos vinte e quatro anos, sentindo o chamado, recebeu a ordenação sacerdotal. Foi enviado para a diocese de Osma, onde se distinguiu pela competência e inteligência. Logo foi convidado para auxiliar o rei Afonso VII nos trabalhos diplomáticos do seu governo e também para representar a Santa Sé, em algumas de suas difíceis missões. O papa Inocêncio III enviou-o para o sul da França, junto com Diego de Aceber, seu companheiro, a fim de combater os católicos reencarnacionistas. Entretanto, com a morte repentina de seu amigo, Domingos teve de enfrentar a missão francesa sozinho. E o fez com muita eficiência, usando apenas o seu exemplo de vida e a pregação da verdadeira Palavra de Deus. Em 1207, em Santa Maria de Prouille, Domingos fundou o primeiro mosteiro da Ordem Segunda, das monjas, destinado às jovens que, devido à carestia, estavam condenadas à vida do pecado. Os biógrafos narram que foi na igreja desse convento que Nossa Senhora apareceu para Domingos e disse-lhe para difundir a devoção do rosário, como princípio da conversão dos hereges e para a salvação dos fiéis. Por isso os dominicanos são tidos como os guardiões do rosário, cujo culto difundem no mundo cristão através dos tempos. A santidade de Domingos ganhava cada vez mais fama, atraindo as pessoas que desejavam seguir o seu modelo de apostolado. Foi assim que surgiu o pequeno grupo chamado "Irmãos Pregadores", do qual fazia parte o seu irmão de sangue, o bem-aventurado Manes. Em 1215, a partir dessa irmandade, Domingos decidiu fundar uma Ordem, oferecendo uma nova proposta de evangelização cristã e vida apostólica. Ela foi apresentada ao papa Inocêncio III, que, no mesmo ano, durante o IV Concílio de Latrão, concedeu a primeira aprovação. No ano seguinte, seu sucessor, o papa Honório III, emitiu a aprovação definitiva, dando-lhe o nome de Ordem dos Frades Predicadores, ou Dominicanos. Eles passaram a ser conhecidos como homens sábios, pobres e austeros, tendo como características essenciais a ciência, a piedade e a pregação. Em 1217, para atrair a juventude acadêmica para dentro do clero, o fundador determinou que as Casas da Ordem fossem criadas nas principais cidades universitárias da Europa, que na época eram Bolonha e Paris. Ele se fixou na de Bolonha, na Itália, onde se dedicou ao esplêndido desenvolvimento da sua obra, presidindo, entre 1220 e 1221 os dois primeiros capítulos gerais, destinados à redação final da "carta magna" da Ordem. No dia 8 de agosto de 1221, com apenas 51 anos de idade, ele morreu. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, que lhe dedicava especial estima e amizade, em 1234. São Domingos de Gusmão foi sepultado na catedral de Bolonha e é venerado, no dia de sua morte, como Padroeiro Perpétuo e Defensor dessa cidade. Leia mais sobre outros Santos e Santas Franciscanas clicando aqui. Via: Paróquias Francisco. -
08 de dezembro: Imaculada Conceição de Maria
Celebramos hoje, 08 de dezembro, a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Rainha de todos os santos! Esta verdade, reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos padres e doutores da Igreja oriental, ao exaltarem a grandeza de Maria, Mãe de Deus, usavam expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura que os anjos. A Igreja ocidental, que sempre muito amou a Santíssima Virgem, tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto (conheça a a vida e obra do bem-aventurado clicando aqui) quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe do seu Filho. Isso é possível para a Onipotência de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo. Rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, no seio de sua mãe Sant’Ana, foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. No dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: “Maria isenta do pecado original”. A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós, “Eu sou a Imaculada Conceição”. Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós! Fonte: Canção Nova. -
08 de novembro: Bem-Aventurado João Duns Scotus – Santos e Santas Franciscanas do Dia
Ele nasceu por volta de 1265 na cidade de Duns, na Escócia. Desde cedo ele tinha grande apreço pelo carisma franciscano, sendo recebido na Ordem ainda jovem. Foi ordenado presbítero em 17 de março de 1291. Graduando-se na Universidade de Sorbonne, em Paris, foi professor nas universidades de Cambridge, Oxford, Paris e, finalmente, em Colônia. Verdadeiro filho do Povorello de Assis, investigou com grande sutileza a divina Revelação, produzindo muitas obras filosóficas e teológicas de grande relevância. Com notável vigor, anunciou o mistério do Verbo Encarnado e foi incansável defensor da Imaculada Conceição da Virgem Maria e da autoridade do Romano Pontífice. Em 23 de junho de 1303, por se ter recusado a subscrever o libelo de Filipe IV, o belo, Rei da França, contra o Papa Bonifácio VIII, foi expulso de Paris, indo para Colônia. Lá, em 8 de novembro de 1308, foi colhido por morte prematura, no auge de sua atividade magisterial. A grande fama de santidade de que o insigne teólogo se viu cercado na vida, por causa de suas excepcionais virtudes cristãs, bem cedo lhe mereceu não só no âmbito da Ordem seráfica, mas também em Colônia, na Alemanha, onde está sepultado; e em Nola, na Itália, um culto Público que o Papa João Paulo II confirmou em 6 de julho de 1991. Scotus viveu em um contexto desafiador e, ao mesmo tempo, extremamente fecundo. O século XIII, no qual também viveram Tomás de Aquino e Boaventura, tem como marcas principais duas trajetórias filosófico-teológicas bem definidas: agostiniano-boaventuriana e aristotélico-tomista. E uma única matriz polêmica a provocá-las e animá-las: o ingresso das obras de Aristóteles na universidade de Paris. Nesse contexto, Scotus assume uma postura crítica face aos pressupostos e às principais posições defendidas por ambas as escolas, revelando-se como um pensador original. Destaca-se pela fina precisão em bem discernir, o que lhe possibilitou dissipar inúmeras confusões e esmerar-se na especulação acerca das questões filosóficas e dos mistérios da fé. O “Doutor sutil” se caracteriza, ainda, por um raciocínio singular capaz de, num cerrado diálogo com seus interlocutores, desconstruir seus argumentos e forjar conceitos e linguagem novos cada vez mais precisos e inclusivos. Com Scotus, talvez o pensamento cristão tenha atingido o mais alto vértice da especulação. Duns Scotus teologicamente Duns Scotus, antes de tudo, meditou sobre o mistério da Encarnação e, ao contrário de muitos pensadores cristãos da época, sustentou que o Filho de Deus teria se feito homem ainda que a humanidade não tivesse pecado. Ele afirma, na Reportata Parisiensa “Pensar que Deus teria renunciado a esta obra se Adão não tivesse pecado seria totalmente irracional. Digo, portanto, que a queda não foi a causa da predestinação de Cristo, e que, ainda que ninguém tivesse caído, nem o anjo, nem o homem, nesta hipótese Cristo teria estado ainda predestinado da mesma forma” (in III Sent., d. 7, 4). Este pensamento, talvez um pouco surpreendente, nasce porque, para Duns Scotus, a Encarnação do Filho de Deus, projetada desde a eternidade por parte de Deus Pai em seu plano de amor, é cumprimento da criação e torna possível a toda criatura, em Cristo e por meio d’Ele, ser cumulada de graça e dar louvor e glória a Deus na eternidade. Duns Scotus, ainda consciente de que, na realidade, por causa do pecado original, Cristo nos redimiu com sua Paixão, Morte e Ressurreição, reafirma que a Encarnação é a maior e mais bela obra de toda a história da salvação e que esta não está condicionada por nenhum fato contingente, mas é a ideia original de Deus de unir finalmente todo o criado consigo mesmo na pessoa e na carne do Filho. Fiel discípulo de São Francisco, Duns Scotus amava contemplar e pregar o mistério da Paixão salvífica de Cristo, expressão do amor imenso de Deus, que comunica com grandíssima generosidade fora de si os raios da sua bondade e do seu amor (cf. Tractatus de primo principio, c. 4). E este amor não se revela somente no calvário, mas também na Santíssima Eucaristia, da qual Duns Scotus era devotíssimo e que via como o sacramento da presença real de Jesus e como o sacramento da unidade e da comunhão que nos induz a amar-nos uns aos outros e a amar a Deus como o Sumo Bem comum (cf. Reportata Parisiensia, in IV Sent., d. 8, q. 1, n. 3). Duns Scotuss e a Imaculada Não somente o papel de Cristo na história da salvação, mas também o de Maria é objeto da reflexão do Doctor subtilis. Na época de Duns Scotus, a maior parte dos teólogos opunha uma objeção, que parecia insuperável, à doutrina segundo a qual Maria Santíssima esteve isenta do pecado original desde o primeiro instante da sua concepção: de fato, a universalidade da Redenção levada a cabo por Cristo, à primeira vista, poderia parecer comprometida por uma afirmação semelhante, como se Maria não tivesse tido necessidade de Cristo e da sua redenção. Por isso, os teólogos se opunham a esta tese. Duns Scotus, então, para fazer compreender esta preservação do pecado original, desenvolveu um argumento que foi depois adotado também pelo Papa Pio IX em 1854, quando definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria. E este argumento é o da “redenção preventiva”, segundo a qual a Imaculada Conceição representa a obra de arte da Redenção realizada em Cristo, porque precisamente o poder do seu amor e da sua mediação obteve que a Mãe fosse preservada do pecado original. Portanto, Maria está totalmente redimida por Cristo, mas já antes da sua concepção. Os franciscanos, seus irmãos, acolheram e difundiram com entusiasmo esta doutrina, e os demais teólogos – frequentemente com juramento solene – se comprometeram a defendê-la e aperfeiçoá-la. A este respeito, gostaria de evidenciar um dado que me parece importante. Teólogos de valor, como Duns Scotus sobre a doutrina da Imaculada Conceição, enriqueceram com sua contribuição específica de pensamento o que o Povo de Deus já acreditava espontaneamente sobre a Beatíssima Virgem, e manifestava nos atos de piedade, nas expressões da arte e, em geral, na vida cristã. Assim, a fé, tanto na Imaculada Conceição como na Assunção corporal de Nossa Senhora já estava presente no Povo de Deus, enquanto a teologia não havia encontrado ainda a chave para interpretá-la na totalidade da doutrina da fé. Conheça outros Santos e Santas Franciscanas clicando aqui. O Frei José Nasareno (OFMConv.) relembrou o beato no Programa "Uma palavra de Fé e Luz", veja aqui. Fonte: Franciscanos aqui e aqui. -
09 de julho: Santos e Santas Franciscanas do Dia – São Nicolau Pick e seus companheiros Mártires
O século XVI foi marcado por duas revoluções em oposição à Igreja, o Luteranismo e o Calvinismo. Ambas fizeram com que insurgissem grupos e facções dentro de diversos reinos daquela época, instaurando em muitos deles uma série de guerras sangrentas. No ano de 1572, na Holanda, alguns adeptos do calvinismo se rebelaram contra o governo do rei Filipe II e, coordenados pelo príncipe de Orange, tomaram à força armada algumas cidades, entre elas, a de Gorkum. Para fugir dos rebeldes, o governador escondeu-se num castelo na companhia de alguns fiéis católicos, dois párocos, frades franciscanos e alguns sacerdotes seculares. Os calvinistas, senhores que se fizeram da cidade, forçaram o castelo à rendição. Esta se efetuou sob a condição, porém, de ser garantido livre egresso a todos. Descumprindo o combinado, os opositores aprisionaram o comandante, todos os clérigos e dois cidadãos, dos quais, um foi enforcado imediatamente. Por dias tiveram de suportar torturas e maus tratos, mas em oração e abstinência, seguiram firmes na fé. Os soldados os ameaçavam de morte caso não negassem a fé ao Santíssimo Sacramento. Ao vigário, padre Nicolau Van Poppel, um dos rebeldes pôs a arma em sua testa e berrou aos ouvidos, "Anda, padre! Como é? Tantas vezes declaraste no púlpito que estavas pronto a dar a vida pela fé. Pois então, dize! Estás mesmo disposto?" O padre respondeu: "Dou a minha vida com muito prazer, se é em testemunho da minha fé e, principalmente, do artigo por vós rejeitado, o da presença real de Jesus no Santíssimo Sacramento". Perguntado pelos tesouros, que supunham estarem escondidos no castelo, padre Nicolau não soube dar informações a respeito. O calvinista lançou-lhe então uma corda ao pescoço, puxou-o de um lado para o outro, até que caiu, morto. Chegara a vez dos franciscanos. Ao frei Nicásio Pick puseram o mesmo cordão ao pescoço, arrastaram-no à porta do cárcere. Lá chegando, meteram a corda por cima da porta e, puxando-o com força, suspenderam a vítima à altura considerável para que o deixarem cair. Fizeram isto repetidas vezes até que a corda arrebentou-se e o padre caiu pesadamente ao chão, sem mais dar sinal de vida. Para verificar se estava vivo ou morto, os soldados trouxeram velas, queimaram-lhe a testa, o nariz, as pálpebras, as orelhas, a boca e finalmente a língua. Mas o padre não estava morto. Tanto que no dia seguinte os soldados tiveram sua satisfação de poder continuar as crueldades. O padre Willehad, um venerável ancião de noventa anos, repetia a cada bofetada que recebia a jaculatória, "Deus seja louvado!". Os algozes, sentindo-se fatigados de tanto bater, ajoelhavam-se diante dos padres e entre risos de escárnio, arremedavam a confissão. Os católicos de Gorkum tentaram de muitas formas libertar os prisioneiros. Dirigiram uma petição ao príncipe de Orange. Os calvinistas temendo qualquer reação, tiraram dos franciscanos o hábito e despacharam-nos, com outros sacerdotes, na noite de 5 a 6 de julho, para Briel, à residência do conde Lumam von Marc. Em Dordrecht, havia um navio que deveria levá-los até Briel. Antes do embarque, um grupo de calvinistas arrastou os mártires a um lugar perto do rio, onde estava aparelhada uma forca. Em seguida, obrigaram-nos a passarem três vezes em volta da força, sendo a última vez com os joelhos no chão, sob o canto da "Salve Rainha". Finalmente, o triste cortejo chegou a Briel. Lá, o esperava o conde Lumm com dois pregadores da seita e alguns magistrados. Todos se empenharam para conseguir dos prisioneiros a renúncia à fé, em particular ao dogma da real presença de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento. Os mártires unanimemente rejeitaram as propostas feitas e preferiram continuar na prisão. À noite, o conde Lumm mandou-os levar às ruínas do convento Rugem, que pouco antes tinha sido incendiado pelos calvinistas. Restara ainda o celeiro. O padre Guardião foi lá mesmo enforcado, depois de ter animado os irmãos à constância. Depois deles, foram estrangulados todos os companheiros. Os católicos resgataram por muito dinheiro os corpos dos santos irmãos e transportaram-nos para Bruxelas. Clemente X beatificou-os em 1674 e Pio IX elevou-os à categoria de Santos, no ano de 1867. Foram os mártires de Gorkum: São Nicolau Pick , São Leonardo van Vecchel, Santo Adriano van Hilvarenbeek, São Godofredo van Duynen, São João van Oosterwyck, São João de Colônia, Santo André Vouters, São Jacó Lakops, São Jerônimo van Weert, São Teodoro van Emden, São Willehad, São Nicásio Pick, São Godofredo Maverllan, Santo Antônio de Wurt, Santo Antônio de Hornar, São Francisco Rodes e São Pedro de Asca. Leia mais sobre outros Santos e Santas Franciscanas clicando aqui. Fontes: Sanctorum, Paróquia São Francisco de Assis e Toda Matéria. -
09 de maio, Santos e Santas Franciscanas do dia: Santa Catarina de Bolonha
Catarina nasceu em 1413 em Bolonha, na Itália. Ela é primogênita de Benvenuta Mamolim e de Giovani Vigri. Foi educada na corte de Ferrara, como dama de companhia de Margarida, filha de Nicolau III. Neste período dedicou-se ao estudo das artes e manteve relações próximas com os Frades Menores da Observância no convento do Santo Espírito, o que lhe fortificou o desejo de servir a Deus e ajudou a manter distância de todas as influências deturpadas que o ambiente ao seu redor lhe proporcionava. Aos treze anos de idade, após ter ficado órfã de pai e depois do casamento de Margarida com Roberto Malatesta de Rimini, Catarina adentrou na vida religiosa. Ingressou em 1427 num mosteiro de Terciárias Agostinianas aos quatorze anos. Compreendeu que a comunidade que ingressara não atendia à radicalidade evangélica que precisava e foi se interessando cada vez mais pela Regra de Santa Clara. Após a persistência de Catarina e o apoio da senhora Lúcia Mascaroni, fundadora do Convento, as irmãs do então Mosteiro Corpus Christi decidem aceitar a Regra de Santa Clara. Em 1431, o Papa Eugênio IV, por meio de bula, ordenou o enviou de Clarissas de Mântua para formar as irmãs da nova comunidade. E, no ano seguinte, após o aprofundamento espiritual na Regra de Santa Clara, Catarina professou o seu noviciado aos 19 anos. Catarina era de saúde delicada, mas sempre impôs a si mesma os trabalhos mais pesados para poupar as demais e demonstrava admirável persistência, humildade e caridade. Destacou-se como escritora, poetisa, pintora e mística do renascimento italiano. Com planos para uma nova fundação em Bolonha, em 1456, Catarina foi escolhida como abadessa, mas dias antes, adoeceu ao ponto de suas companheiras acharem que ela não sobreviveria. Porém, na manhã seguinte, como que por milagre, ela partiu para cumprir sua missão. As notícias sobre a atuação de Catarina se espalham e logo atrai outras mulheres, tanto que sua mãe e irmã tornam-se clarissas. Todas elas ingressaram em Ferrara, antes da observância da Regra de Santa Clara e participaram do grupo que fundou o Mosteiro de Bolonha. Após o ano de 1461, Catarina enfrenta muitos períodos de saúde frágil até sua morte, em 1463. Em 1712, o Papa Clemente XI a declara santa. Seu corpo permanece incorrupto na Igreja Mosteiro Corpus Domini. Até hoje continua sentada, com a Regra de Santa Clara nas mãos. Fontes: Canção Nova e Franciscanos. Leia sobre outros Santos e Santas Franciscanas: São Benvindo de Osimo, São José e São Longuinho. -
10 de julho: Santos e Santas Franciscanas do Dia – Santa Verônica Giuliani
Santa Verônica Giuliani nasceu com o nome de Úrsula em 27 de dezembro de 1660, em comuna de Mercatello, na Itália. Era filha de Francisco Giuliani e Benedita Mancini e a última de sete irmãs, das quais outras três abraçaram a vida monástica. Aos sete anos de idade, perde a sua mãe e o pai muda-se para Piacenza. Nesta cidade, Úrsula sente crescer em si o desejo de dedicar a vida a Cristo. O chamado se faz sempre mais presente, tanto que, aos 17 anos, entra na restrita clausura do mosteiro das Clarissas Capuchinhas da cidade de Castello, onde permanecerá por toda a sua vida. Lá, recebe o nome de Verônica, que significa “verdadeira imagem”, e, de fato, ela se torna uma verdadeira imagem de Cristo Crucificado. Um ano depois, emite a solene profissão religiosa: inicia um caminho de configuração a Cristo, por meio de muitas penitências, grandes sofrimentos e algumas experiências místicas ligadas à Paixão de Jesus: a coroação de espinhos, o casamento místico, a ferida no coração e os estigmas. Em 1716, aos 56 anos, torna-se abadessa do mosteiro e será confirmada no cargo até a sua morte, em 1727, depois de uma dolorosíssima agonia de 33 dias que culminou numa profunda alegria, tanto que suas últimas palavras foram: “Encontrei o Amor, o Amor deixou-Se contemplar!” (Summarium Beatificationis, 115-120). No dia 9 de julho, deixa a morada terrena para encontrar-se com Deus. Tinha 67 anos, 50 deles vividos no mosteiro da cidade de Castello. É proclamada Santa em 26 de maio de 1839 pelo Papa Gregório XVI. Verônica Giuliani escreveu muito: cartas, relações autobiográficas, poesias. A fonte principal para reconstruir o seu pensamento é, no entanto, o seu Diário, iniciado em 1693: são 22 mil páginas manuscritas, que abrangem 34 anos de vida em clausura. Verônica não desejava compor uma obra literária; na verdade, foi obrigada a colocar por escrito suas experiências pelo Padre Jerônimo Bastos, religioso das Filipinas, de acordo com o Bispo diocesano Antonio Eustachi. Santa Verônica possui uma espiritualidade marcadamente cristológico-esponsal: é a experiência de ser amada por Cristo, Esposo fiel e sincero, e de desejar corresponder com um amor sempre mais envolvido e apaixonado. Nela, tudo é interpretado através da chave do amor, e essa lhe dá uma profunda serenidade. Cada coisa é vivida em união com Cristo, por amor seu, e com a alegria de poder demonstrar a Ele todo o amor do qual é capaz uma criatura. O Cristo ao qual Verônica esteve profundamente unida é aquele sofredor, da paixão, morte e ressurreição. É Jesus no ato da oferta ao Pai para salvar-nos. Dessa experiência, deriva também o amor intenso e sofredor pela Igreja, na dupla forma da oração e da oferta. A Santa viveu nesta ótica: ora, sofria, buscava a “pobreza santa”, como expropriação, perda de si (cfr. ibid., III, 523), propriamente para ser como Cristo, que doou tudo de si mesmo. Fonte: Franciscanos. Veja outros Santos e Santas Franciscanas aqui. -
10 de outubro: São Daniel e Seus Companheiros - Santos e Santas Franciscanas do Dia
Os frades franciscanos doaram à Igreja grandes santos. Hoje, celebramos a memória de sete missionários que dispensaram todos seus esforços para a evangelização do Norte da África e foram brutalmente martirizados. Em 1227, sete membros da ordem, vindos da Itália e liderados por Daniel, chegaram à Espanha, expressando ao superior geral, Irmão Elias, o desejo de evangelizar os muçulmanos na cidade de Marrocos. Era um ato verdadeiramente corajoso, porque as autoridades marroquinas haviam proibido qualquer forma de propaganda da fé cristã. Mas, ao mesmo tempo, era um período de grande entusiasmo missionário nas jovens ordens franciscanas, fortalecidas pela memória de são Francisco, que morrera no ano anterior. O chefe do grupo era Daniel, nascido em Belvedere, na Calábria, que também ocupava o cargo de ministro provincial da Ordem naquela região; os outros se chamavam Samuel, Ângelo, Donulo, Leão, Nicolas e Hugolino. Após uma breve permanência na Espanha, transferiram-se para a cidade de Ceuta, no Marrocos. Nas estradas e ruas da cidade, falando em latim e em italiano, anunciaram Cristo. As autoridades mandaram que fossem capturados. Levados à presença do Sultão, foram classificados como loucos, devendo permanecer na prisão. Depois de sete dias, todos eles voltaram à presença do Sultão que se esforçou de todas as maneiras para que negassem a religião cristã. Mas não conseguiu. Então condenou à morte os sete franciscanos que se mantiveram firmes no cristianismo. No dia 10 de outubro, foram decapitados em praça pública e seus corpos destroçados. Todavia os comerciantes cristãos ocidentais recuperaram os pobres restos, que sepultaram nos cemitérios dos subúrbios de Ceuta. Em seguida, os ossos foram transferidos para a Espanha. Hoje, as relíquias são conservadas em diversas igrejas de várias cidades da Espanha, de Portugal e da Itália. O papa Leão X, em 1516, canonizou como santos Daniel e cada um dos seis companheiros. Fontes: Catequese Católica e Franciscanos. -
11 de maio de 2018: Santos e Santas Franciscanas do Dia - Santo Inácio de Láconi
Francisco Inácio Vincenzo Peis nasceu em 1701 na cidade Láconi, na Itália. Era o segundo de nove irmãos, filhos de pais pobres, mas ricos de virtudes humanas e cristãs, educando os filhos no fiel seguimento de Jesus Cristo. Desde cedo manifestou forte interesse na vida religiosa, praticando severas penitências e rigorosos jejuns. Era conhecido por seus dons de profecia, cura e sua bondade. Antes dos seus vinte anos, Santo Inácio adoeceu gravemente por duas vezes e decidiu, caso ficasse curado, iria então seguir os passos de São Francisco de Assis ajudando os pobres. Viajou à cidade de Cagliari para ingressar no Convento do Bom Caminho, mas não foi aceito devido à sua saúde frágil. Em 1721, já recuperado, vestiu o hábito dos franciscanos. Foi encaminhado a vários conventos, mas após quinze anos, voltou ao Convento do Bom Caminho em Cagliari, onde permaneceu em definitivo. Exerceu, até a morte, a função de porteiro, em que atuou com forte carisma franciscano, acolhendo e realocando no caminho de Jesus os doentes, pobres e pecadores. Frei Inácio foi muito respeitado e amado. Ficou cego nos últimos cinco anos de vida, mas continuou a cumprir com seu trabalho. Morreu em 11 de maio de 1781. A sua fama se espalhou e fortaleceu os milagres alcançados por sua intercessão. Foi beatificado pelo Papa Pio XII em 1940 e, canonizado pelo mesmo pontífice em 1951. (Via: CNBB e Franciscanos Capuchinhos de Portugal). -
12 de junho: Santos e Santas Franciscanas do Dia – Bem-Aventurado Nicolau de Gesturi
João Ângelo Salvador nasceu em 1822, na pequena cidade de Gesturi, na Itália. Era filho de pais simples, mas que eram religiosos. Perdendo os pais ainda novo, foi aceito como empregado não assalariado do sogro de sua irmã, Rita. Após se curar de uma grave doença reumática, João vai ao Convento de Santo Antônio, em Cágliari, para ser aceito como religioso capuchinho. Tendo a recomendação de seu pároco, o Pe. Vicente Albana, veste o hábito capuchinho no dia 30 de outubro de 1913 e troca seu nome de batismo pelo de religioso, Nicolau de Gésturi, nome pelo qual será definitivamente conhecido na ilha de Sardenha, iniciando assim o seu noviciado. Emitiu sua primeira profissão no dia 1º de novembro de 1914, confirmando sua consagração total a Deus no dia 16 de fevereiro de 1919 com a profissão perpétua. O primeiro trabalho como recém-professo é na cozinha do convento de Sassari, na Sardenha. Após não ser bem recebido por seus serviços, fora transferido para Oristano e depois para a capital da Sardenha, ficando definitivamente ali, onde batia às portas pedindo esmolas para o sustento dos freis que trabalhavam na pregação ou atendiam outras urgências apostólicas. Frei Nicolau assumiu, como referência para sua vida e serviço fraterno de esmoleiro, a Santo Inácio de Láconi que vivera justamente naquele mesmo convento uns 150 anos antes. Ao longo de 34 anos, em testemunho silencioso, percorre as estradas a pé, sobe e desce pelas ruelas dos bairros de Castelo e Vilanuova, vai às vilas vizinhas de Campidano, para depois percorrer em todos os sentidos as ruas de Cágliari. Para de caminhar apenas quando encontra pela frente a irmã morte corporal, às 0h15m de 8 de junho de 1958. Foi beatificado por João Paulo II aos 3 de outubro de 1999. (Via: Franciscanos) -
12 julho: Santos e Santas Franciscanas do Dia – São João Jones e São João Wall
São João Jones São João Jones nasceu na Inglaterra de uma boa família católica, mas num período conturbado. Após a separação da Igreja da Inglaterra da Igreja de Roma, o rei Henrique VIII perseguiu os católicos, que não o reconheciam no direito de proclamar-se chefe de uma religião do Estado. Sob ele caiu, entre outros, o bispo John Fisher, o chanceler Sir Thomas Moro, o Beato João Forest, João Jones e João Wall. Aos católicos era proibida qualquer atividade religiosa. Ingressou na Ordem dos Frades Menores. Ao se destacar entre os seus confrades pela sua simplicidade e espiritualidade, foi enviado à Roma, no convento franciscano de Araceli, no Campidoglio, Itália. Poderia ter permanecido na Itália vivendo tranquilamente, mas ele pediu para voltar à Inglaterra e não quis o País de Gales, onde havia maior tolerância religiosa, mas Londres, o centro irradiador da Reforma Anglicana. Na capital inglesa, conseguiu fazer sua atividade missionária por um bom tempo sob o nome falso de John Buckley, até ser pego pelos chamados “caçadores de padres”. Foi cruelmente torturado e mantido na prisão por dois anos aguardando julgamento. Finalmente, em julho 1598, houve o processo do frade franciscano acusado de ser ordenado no exterior e voltar ilegalmente para a Inglaterra para sublevar o povo. O frei se defendeu, “Eu sou um frade franciscano e sacerdote de Cristo, vim à Inglaterra para conquistar o maior número possível de almas para Jesus. Se este é um crime, eu sou o primeiro a acusar-me e estou pronto para dar a vida pela fé católica e pelo primado do Romano Pontífice”. Foi a confissão que eles esperavam. A sentença foi dada imediatamente. Na época, ele tinha 39 anos. Foi canonizado por Paulo VI no dia 25 de outubro de 1970. Fontes: Franciscanos, Fraternidade de São Gilberto e Fraternidade Franciscana São Boaventura. São João Wall São João Wall nasceu em 1620 no município de Preston, na Inglaterra. Era de uma família com boas condições financeiras e bastante cristã. Em 1641, ingressou no colégio de Donai, em Portugal, onde recebeu a ordenação sacerdotal em 1645. Após cumprir um curto período de missão pelas regiões da Inglaterra, retornou a Donai a fim de receber o hábito dos Irmãos Menores no convento de São Boaventura, onde obteve o nome religioso de Frei Joaquim de Santa Ana. Dedicou-se com muito amor à missão de difundir o catolicismo pela Inglaterra, estabelecendo-se em Harvington Hall, no condado de Worcester e ali exerceu por mais de 22 anos suas funções sacerdotais. Em dezembro de 1678, foi capturado como conspirador papista sob a acusação de Titus Oates, inventor de um plano em que os católicos assassinariam o Rei Charles II. João Wall se recusou decididamente a prestar juramento de supremacia, sendo por isso recolhido na prisão de Worcester. Ficou preso por 5 meses sob grandes sofrimentos e humilhações. Foi condenado à morte em 25 de abril de 1678 pelo juiz Atkins que o acusou de alta traição ao Reino. Por fim, foi martirizado em no dia 22 de agosto de 1679. Antes de subir ao patíbulo, escreveu um longo discurso, no qual tratou de seu processo e de sua condenação e o entregou a um amigo para que o fizesse imprimir. Logo, o texto foi publicado em Londres no ano de 1679, gerando grande repercussão. Foi a única vítima que sofreu o martírio pela fé em Worcester. Seu corpo foi sepultado em um cemitério anexo à igreja de São Osvaldo de Worcester. Sua cabeça, em sinal de veneração, foi transladada para o convento dos franciscanos de Donai. São João Wall foi canonizado por Paulo VI no dia 25 de outubro de 1970. Fonte: Santos Franciscanos. -
12 mai 2018: Santos e Santas Franciscanas do dia – São Leopoldo Mandic
Leopoldo Mandic nasceu em 12 de maio de 1866, na antiga Dalmácia, região que hoje compreende os territórios da Croácia, Bósnia e Herzegovina e Montenegro. Seus pais eram católicos fervorosos. Leopoldo foi batizado como Bogdan, nome que significa "dado por Deus". Desde pequeno Leopoldo teve saúde frágil. Sua constituição física era franzina. Media apenas um metro e quarenta de altura e, além disso, tinha uma doença nos ossos que o debilitava. Entretanto, seu caráter, porém, era forte e determinado. Foi discernindo sua vocação conforme crescia e, aos 16 anos, tomou uma decisão: queria servir a Deus promovendo a reconciliação, a reunificação dos cristãos ortodoxos na Igreja Católica, mantendo grande desejo de ir ao Oriente e promover a comunhão dos cristãos. Com o tempo, o Espírito Santo o encaminhou para entrar na vida franciscana. Ingressou na Ordem Franciscana em 1884 e, em 1890, já era sacerdote. Era insistente com seus superiores, pedindo que o enviassem a essa missão de unificação, mas dentro do discernimento e de sua debilidade física, ele tinha que obedecer e ir de convento em convento, sendo designado para os serviços pastorais, trabalhando nos conventos capuchinhos. Frei Leopoldo acolheu as ordens superiores com fé, vendo nisso a vontade de Deus e obedeceu com amor e alegria. Assim, Frei Leopoldo Mandic começou a dedicar-se ao atendimento de confissões e exerceu este ministério até o final de sua vida. No começo, atendeu em vários conventos no Norte da Itália, até que em 1909 chegou à Pádua, na Itália, no Convento de Santa Cruz. Esse frade descobriu em cada alma o seu “Oriente”. E por obediência e amor, atendia-os por horas, sempre em espírito de oração e de abertura aos carismas do Espírito Santo. Em encerrou seus dias e recebeu o apelido de "o gigante do confessionário". Morreu em 30 de julho de 1942. Com informações de Cruz Terra Santa e Canção Nova. -
13 de julho: Santos e Santas Franciscanas do Dia – Bem-Aventurada Angelina de Montegiove
Angelina nasceu em 1377 em Montegiove, na Úmbria, perto de Orvieto, na Itália. Seu pai, Tiago, era senhor da comuna de Marsciano. Na adolescência, foi levada pelo pai a se casar com o conde de Civitella, senhor dos Abruzos. Angelina preferia manter-se unicamente unida a Cristo, mas teve de ceder à vontade paterna. Entretanto, logo o conde morreu, deixando-a viúva aos 17 anos. Desde então, voltou aos seus queridos projetos de vida inteiramente para Deus. Entrou na Ordem Terceira Franciscana e levou uma vida austera e caridosa, ao mesmo tempo retirada do mundo e com o empenho de aliviar os pobres. A ela se juntaram outras jovens da nobreza. Nesse período, ela acabou sendo acusada de sedução e encantamento. Ora, qual feiticeira teria tal magia a ponto de conquistar a juventude? Foi pedido ao rei de Nápoles, Ladislau, para castigar a herege que degradava o matrimônio. Ladislau expulsou-a do reino. Angelina foi para Assis. Ali, em santa Maria dos Anjos, à luz de Deus, ela compreendeu a sua missão: fundar um mosteiro de terceiras claustradas. Em 1397, foi ele erguido em Foligno, dedicado a Santa Ana. O exemplo foi imitado em outras cidades, sendo Angelina a fundadora da Congregação das Irmãs Terceiras Franciscanas Regulares e a superiora geral de tais mosteiros. Morreu com 58 anos, em 1435. Em 1492, seu corpo foi encontrado incorrupto. Colocada em uma preciosa urna em frente ao túmulo da famosa mística franciscana Beata Ângela de Foligno. Leão XII aprovou seu culto no dia 8 de março de 1825. Fonte: Franciscanos. -
13 de novembro: São Diogo de Alcalá - Santos e Santas Franciscanas do Dia
Diogo de Alcalá nasceu em uma família humilde por volta do ano de 1400, em São Nicolau do Porto em Andaluzia, na Espanha. O jovem, desde cedo autodidata da ascese cristã¹, viveu como monge eremita às margens do povoado natal, em penitência e oração. Alimentava-se somente com os produtos da pequena horta que cultivava e vestia-se com as roupas velhas que o povo lhe dava em troca de trabalhos artesanais. Como sempre acontece, quem mais dá, mais recebe. Assim o jovem acabou por atrair a si muitos doadores. Possuidor de dons místicos e inteligência infusa, sua piedade e bondade eram tão reconhecidas que logo ganhou fama de santidade. Para fugir dela, resolveu ingressar como noviço de irmão leigo no Convento dos frades franciscanos de Arizafe, próximo a Córdoba. Lá, fez o noviciado como irmão leigo e, em 1441, foi enviado como missionário às ilhas Canárias. Naquelas felizes ilhas submersas pelo sol, Frei Diogo aí trabalhou alegremente e, cinco anos depois, a obediência lhe impôs aceitar o cargo de guardião, isto é, de superior, não obstante ser simples irmão leigo. Era o tempo das colonizações espanholas e, o zelo do Frei Diogo para com os nativos incomodava bastante os colonizadores que mantinham os indígenas na condição de escravos. Os colonizadores tornaram-lhe a vida tão difícil que teve de voltar à Espanha em 1449. No ano seguinte peregrinou à Roma para assistir à canonização de são Bernardino de Sena. Lá, foi hóspede do convento de Aracoeli e encontrou a população abandonada à mercê de uma trágica epidemia. Trabalhou como ninguém na assistência aos doentes, não só material como espiritualmente, pois seus dons místicos fizeram com que curasse muitos deles com orações e o simples toque das mãos. No entanto, foi retido em Roma por grave epidemia e teve de retornar à Espanha. De volta ao seu país natal, continuou desenvolvendo os mesmos encargos de porteiro e cozinheiro em vários conventos, o último deles foi o de Alcalá de Henares, perto de Madri, onde concluiu santamente sua vida terrena a 12 de novembro de 1463. Foi canonizado pelo papa Xisto V em 1588. Tornou-se um dos cultos de maior devoção da cristandade, que perpetua a sua memória pelo seu nome emprestado aos seus rios, baías e a várias cidades, além de ser padroeiro de muitas outras também. O exemplo mais famoso é a rica cidade de San Diego, no estado da Califórnia, América do Norte. A festa de são Diogo de Alcalá é celebrada no dia 13 de novembro. São Diogo (Diego) é ainda um dos santos mais populares da Espanha e da América Latina. Sendo representado no humilde hábito de irmão leigo franciscano, com batina de saco, cordão e chaves para indicar suas funções de porteiro e cozinheiro do convento. Sua expressão é a humildade personificada do mais puro seguidor do pobrezinho de Assis: São Francisco. ²: A ascese cristã é um conjunto de práticas austeras, comportamentos disciplinados e evitações morais prescritos aos fiéis, tendo em vista a realização de desígnios divinos e leis sagradas. Entenda mais clicando aqui. Fontes: Derradeiras Graças e Fraternidade Franciscana São Boaventura. -
13 de outubro: São Serafim de Montegranaro - Santos e Santas Franciscanas do Dia
Serafim nasceu em 1540, em Montegranaro, nas Marcas, Itália. Foram seus pais Jerónimo Rapagnano e Teodora Giovannuzzi. Eram de humilde condição e cristãos fervorosos. Dada a pobreza da sua família, trabalhou, durante algum tempo, como criado na casa de um lavrador, que lhe encomendou a guarda dos seus rebanhos. Como sucedeu com outros irmãos franciscanos seus contemporâneos, São Pascoal Bailão e São Félix de Cantalício, na solidão dos campos, sendo analfabeto, aprendeu a ler o grande livro da natureza e a levantar o espírito para Deus. Quando tinha 18 anos, bateu à porta do Convento dos Capuchinhos de Tolentino. Depois de algumas dificuldades, foi recebido na Ordem como religioso e fez o noviciado em Jesi. Percorreu quase todos os conventos das Marcas, porque, apesar da sua boa vontade e a maior diligência que punha no cumprimento de tudo o que lhe confiavam, não conseguia agradar nem aos superiores nem aos irmãos da fraternidade, que não lhe poupavam repreensões e castigos. Porém, mostrava sempre uma extraordinária bondade, pobreza, humildade, pureza e mortificação. Exerceu os ofícios de porteiro e esmoler, em contato com os mais variados grupos de pessoas. Encontrava sempre a palavra oportuna e demonstrava fina delicadeza de sentimentos no sentido de conduzir as almas para Deus. A exemplo de São Francisco, amou a natureza, que lhe falava ao coração e o elevava para Deus. Em muitos casos da sua vida, parece-nos reviver algumas páginas mais características dos “Fioretti” de São Francisco. Em 1590, estabeleceu-se definitivamente em Áscoli Piceno. A cidade o amou de tal maneira que, em 1602, tendo-se difundido a notícia de que iria ser transferido, as autoridades escreveram aos superiores pedindo sua permanência. Verdadeiro mensageiro da paz e do bem, exercia enorme influxo em todos os grupos de pessoas e a sua palavra conseguia serenar situações verdadeiramente alarmantes e extinguir ódios acirrados, promover o amor fervoroso pela virtude, suavizar os costumes, levando assim à prática a reforma, no espírito do Concílio de Trento Viveu em oração, humildade, penitência, trabalho e, sobretudo paciência, pois não lhe faltaram constantes repreensões. Deus se encarregou de o ajudar, suprindo-o nas suas capacidades, na cozinha, na portaria, na horta, no ofício de esmoler, com milagres, leitura dos corações e com o dom de confortar a todos. Estava sempre contente por amar a Deus, conhecendo e estudando os seus dois livros: o crucifixo e o rosário. Tinha 64 anos de idade e sua fama de santidade se espalhava por toda a região de Áscoli. Pediu o Viático quando ninguém imaginava que estivesse próxima sua morte. Faleceu aos 12 de Outubro de 1604. Depois de ter expirado, com a maior simplicidade, o povo logo começou a chamá-lo de santo. Essa voz chegou aos ouvidos do Papa Paulo V, que autorizou a acender uma lâmpada junto da sua sepultura. Foi canonizado por Clemente XIII, a 16 de Julho de 1767. Via: Franciscanos.